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Editora Boitempo lança Laika de Nick Abadzis

Novo título da Coleção Barricada, selo da Boitempo Editorial, Laika de Nick Abadzis encontra-se atualmente em pré-venda. Saiba do que se trata este quadrinho!

Em plena Guerra Fria, a União Soviética tomou a dianteira na corrida espacial ao colocar em órbita, em 1957, um satélite artificial que transportava o primeiro ser vivo a ir para o espaço: a cadelinha Laika. Nesta HQ roteirizada e ilustrada por Nick Abadzis, que foi vencedora do prêmio Eisner, o mais importante dos quadrinhos mundiais, a história dessa pequena heroína soviética é contada com o detalhamento e a delicadeza que ela merece, em uma mescla magistral de realidade e ficção.

A trama coloca em cena pelo menos dois personagens reais diante de uma conjuntura global a afetar vidas e expectativas. Da trama emerge um minucioso trabalho sobre escolhas, sobre a ligação entre a cadela mais conhecida da história e sua treinadora no programa espacial soviético, durante a vertigem da Guerra Fria. Surge aqui também o drama de um pioneiro da ciência que, à testa de um formidável investimento em inovação e tecnologia, muda a percepção da humanidade sobre o espaço que nos cerca. Como pano de fundo há a construção de um sonho de igualdade entrecortado pela aspereza de sua edificação concreta.

O autor, Nick Abadzis, é inglês e foi criado na Suécia. Entre seus trabalhos, destacam-se séries para a DC Comics (The Big Book of DeathMillennium Fever), Marvel (Children of the Voyager) e 2000 AD (Tharg’s Terror Tales, Rogue Trooper, Vector 13).

Na década de 80 Abadzis foi o mais jovem editor da Marvel UK e posteriormente foi parte da Invasão Britânica dos quadrinhos americanos. Criou personagens como Hugo Tate e Mr. Pleebus, ambos rendendo-lhe alguns prêmios no Reino Unido. Laika foi publicada originalmente em 2007 e venceu o Eisner na categoria Melhor Graphic Novel para Jovens, e foi indicada na categoria Melhor Trabalho Baseado em História Real. Também foi nominada ao Prêmio Harvey. A tradução nacional ficou a carga de Rogério Bettoni.

Laika possui 208 páginas encadernadas no formato 22,5 x 14 cm, em capa brochura com preço sugerido de R$ 59,00. Reserve seu exemplar na Amazon com 18% de desconto!

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A Canção do Cão Negro da AVEC Editora chega às livrarias

O segundo volume da excelente série nacional Contos do Cão Negro, da AVEC Editora, já está disponível. A Canção do Cão Negro chegou às livrarias!

Um ano após derrotar o viking Ild Vuur e um monstro de eras imemoriais, Anrath, o Cão Negro, agora comanda seu próprio navio. Ao lado de Aella, a guerreira, e Rorik, o gigante saxão, ele embarca em uma missão perigosa na Islândia, que irá resultar em um novo confronto com saqueadores vikings. Porém, esta batalha acabará colocando Anrath nas garras de uma criatura mitológica sedutora e mortal.

Em 2015 a AVEC Editora publicou o primeiro volume da série nacional Contos do Cão Negro, dos autores Fred Rubim e Cesar Alcázar, com um encadernado muito elogiado pela crítica. O primeiro volume foi mencionado por muitos como um “tom de quadrinho europeu criado no Brasil.”

Ficou interessado? Confira nossa resenha de O Coração do Cão Negro clicando aqui!

Alcázar já havia publicado em 2014 o livro A Fúria do Cão Negro, situado neste universo que agora é desenvolvido em quadrinhos. O autor também escreveu Bazar Pulp: Histórias de Fantasia e Aventura e Horror. Fred Rubim, formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal de Santa Maria, é ilustrador freelancer e artista da série Le Chevalier em quadrinhos, dando vida ao encadernado Le Chevalier: Arquivos Secretos. Para visitar o portfólio do artista, clique aqui.

A Canção do Cão Negro – Volume 2. Série Contos do Cão Negro possui 64 páginas encadernadas em capa cartão no formato 28 x 21 cm, com preço sugerido de R$ 39,90.

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Juiz Dredd: Heavy Metal | O lado porra-louca de Mega-City Um

As histórias do Juiz Dredd transitam entre o sério e o caricato, equilibrando muito bem os dois estilos graças a incrível capacidade dos artistas e roteiristas envolvidos, que são capazes de abordar tantos elementos deste universo com naturalidade. Em Juiz Dredd: Heavy Metal, lançamento da Mythos Editora, encaramos os lados pouco explorados e muito inusitados de Mega-City Um, especialmente para leitores casuais: a zoeira, a porra-louquice, com histórias imprevisíveis, brutais, politicamente incorretas e muito caricatas.

Biba Baitolo, O Homem Que Matou o Juiz Dredd, quer ser chamado de Cabra-Macho. Bimba, um pequeno veadinho dos estúdios Wolt Bisley, perdeu sua mãe, morta por um caçador que tem uma piroca na cabeça. E não podemos deixar de mencionar o Grande Arsoli, que possui a maravilhosamente útil habilidade de esconder objetos no cu.

As histórias que compõem o encadernado Juiz Dredd: Heavy Metal dividem opiniões não somente no Brasil mas também no Reino Unido, terra de origem do personagem. Quando foram criadas, em meados dos anos 90, muitos fãs encararam o estilo satírico escrachado como algo ruim, e até hoje estas histórias são polêmicas e geram discussões por conta disso. Apesar do Juiz Dredd ser o meu personagem favorito dos quadrinhos, eu quero que se foda. aqui pra ver o caos.

Uma das principais particularidades dos quadrinhos do Juiz Dredd é justamente a possibilidade de criar histórias sérias, densas e políticas mas também ir para o lado oposto, lidando com o absurdo engraçado do início ao fim.

Este tipo de abordagem só poderia ser feita por grandes mentes criativas que entendem o personagem e são exímios profissionais capazes de escrever todo tipo de história, fazendo o Juiz Dredd lidar com inimigos Soviéticos e problemas sociais ou, por outro lado, investigar Senhoras do Politicamente Correto que usam corpos de macacos para saírem pelas ruas matando a corja da sociedade, usando somente controle mental. É isso aí.

Dredd foi criado no final dos anos 70 na revista semanal 2000 AD como uma paródia das medidas de Margaret Thatcher, a Dama de Ferro do governo inglês. Desde a sua criação, por John Wagner e Carlos Ezquerra, passando pela dupla Pat Mills e Mike McMahon e voltando posteriormente aos seus criadores (longa história), o personagem equilibrou as sátiras com as tramas mais relevantes.

A Revolta dos Robôs, primeiro arco longo do Juiz, publicado (pelo menos o início) no Brasil pela Ebal, lidava com a ideia do futuro onde as máquinas se revoltam, mas também encara as situações com muito humor. Não é absurdo que, ao decidirem publicar aventuras de seis páginas na revista Rock Power voltadas para os metaleiros da época, decidissem fazer algo diferente, apresentando um show visual e entretenimento barato e divertido.

Curtas, diretas e belissimamente ilustradas por nomes que revolucionaram o mercado como Simon Bisley, Dean Ormston, Brendan McCarthy, John Hicklenton e Colin MacNeil, as aventuras da antologia Heavy Metal foram idealizadas por David Bishop, visando criar algo separado do universo regular. John Wagner (que, ora pois, é O criador), Alan Grant, John Smith e Jim Alexander, todos nomes intimamente ligados ao Juiz, cuidaram dos roteiros e o resultado é absurdamente bom.

O nível de violência é extrapolado: você começa a ler e suas mãos ficam sujas de sangue. Palavrões, cenas ridículas e muitas paródias musicais, que vão de Elvis Presley a Beatles, resumem perfeitamente o teor Heavy Metal que dá nome ao quadrinho. Sobra piada até para o Ozzy Osbourne. Tudo é muito caricato, mas também extremamente detalhado. E o já citado show visual tornou-se um trabalho pioneiro pois daí em diante surgiram, oriundos destes nomes fortíssimos da nona arte, diversos clones que reproduzem seus estilos à exaustão até os dias de hoje.

E a revolução de Heavy Metal Dredd pode ser vista também em outras mídias. A série animada Judge Dredd: Superfiend (2014), por exemplo, bebe da influência de histórias como as mencionadas acima para, misturando com a cronologia comum do personagem, criar cada um dos episódios, cheios de momentos absurdos, com violência e extrapolação de conceitos.

Heavy Metal é um trabalho diferente. Se encarado da forma errada pode sim soar somente como algo ridículo, mas a ideia é outra, merecendo atenção e elogios. O capricho da edição nacional (a despeito de alguns imperceptíveis errinhos de letreiramento), traduzida por Érico Assis, também merece todo o louvor possível, adaptando perfeitamente as piadas e até mesmo as músicas, como na história A Cartilha de Mega-City.

Feito para ser lido de mente aberta e visando única e exclusivamente a diversão, Juiz Dredd: Heavy Metal possui 132 páginas em papel couché encadernadas em capa dura no formato 26,4 x 18,8 cm, com preço sugerido de R$ 64,90. Ficou interessado? Aproveite os 40% de desconto na Amazon! Quer conhecer mais sobre o personagem? Confira nosso Guia de Leitura completo clicando aqui!

E fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar todas as novidades da Mythos Editora, punk! \,,/_

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Jim Lee diz que indústria de quadrinhos está ruindo e a DC irá salvá-la

Não é de hoje que os quadrinhos de super-heróis tornaram-se uma mídia de segundo ou terceiro escalão quando comparada ao cinema e TV, e até aos jogos de videogame. O publisher da DC Comics Jim Lee disse em entrevista ao Movie Pilot alguns detalhes deste fato que é de conhecimento geral:

Nós temos que parar o colapso da indústria de quadrinhos“, disse Jim Lee. O mercado norte-americano de quadrinhos passa por crises que englobam as baixas vendas e a necessidade de editoras como a Marvel repetirem as mesmas estratégias que vieram a fazer o mercado implodir nos anos 90, relançando revistas com novos números e investindo no mesmo estilo de marketing saturado. Apesar dos super-heróis atualmente serem parte de um grande mercado, os quadrinhos não se beneficiam disso da mesma forma. Lee e Dan DiDio, os co-publishers da DC Comics, planejam mudar a situação com a Editora das Lendas, casa dos maiores personagens como Superman, Batman e Mulher-Maravilha.

A iniciativa do Renascimento da DC Comics (Rebirth nos EUA) trouxe de volta o sucesso à editora. Apesar das vendas caírem após algum tempo, a editora mantém atualmente uma parcela significativa do mercado, rivalizando diretamente com sua principal concorrente, algo que não acontecia há alguns anos. Uma das ideias da DC para voltar a criar alguma relevância ao mercado é utilizar conceitos e personagens tidos como sucesso desde os anos 80, alcançando o status de literatura obrigatória para todas as pessoas, e não somente entretenimento barato. Doomsday Clock de Geoff Johns trará de volta Watchmen de Alan Moore, enquanto eles interagem com personagens da DC. Lex Luthor e Ozymandias irão se encarar.

Como Johns já havia atestado, o Renascimento é uma iniciativa que vai contra tudo que os quadrinhos se tornaram na última década, rejeitando a narrativa pessimista e séria e tentando abordar os personagens de forma mais esperançosa, algo que também está refletindo no cinema. DiDio declarou que “os quadrinhos tornaram-se a segunda ou terceira forma das pessoas conhecerem personagens como Batman e Superman, e nós queremos mudar isso.” A ideia para fazer isso é investir em novos tipos de marketing, mudando estratégias e visando não somente viver como a rebarba do sucesso dos filmes e séries, mas podendo permanecer em pé somente com os gibis.

Lee comentou sobre a importância das histórias que nunca envelhecem, como Watchmen e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. O grande desafio da editora é: como criar novos clássicos, histórias que não dependam de conhecimento da continuidade e cronologia, mas que sobrevivam ao passar dos anos e mudem a indústria? A primeira ideia é trazer de volta grandes nomes, e Jim Lee chegou a mencionar Neil Gaiman em seu painel na SDCC 2017. Ao mesmo tempo, ainda na San Diego Comic-Con, a editora deu indícios do retorno de Sandman e Os Invisíveis, de Grant Morrison, com o retorno de Mark Doyle ao editorial da Vertigo. Foram exibidas artes de Sandman por Jae Lee e Os Invisíveis por Jeff Lemire no clipe de retrospectiva dos 25 anos do selo editorial adulto.

O publisher/artista também falou que, para os roteiristas, serão dados desafios como contar “a melhor história do Superman, a melhor história do Batman, a melhor história da Liga da Justiça.” Esta ideia complementa a declaração de Scott Snyder, que recentemente decidiu se afastar de Grandes Astros Batman para assumir um novo e grandioso projeto que promete mudar o mercado. A declaração de Snyder fala sobre, ao invés de criar histórias mensais, investir em um novo formato que modificaria a visão das pessoas para com os quadrinhos, valorizando arte e roteiro, por ser algo contínuo e fechado de uma só vez e publicado em um formato gráfico diferente. DiDio apelidou esta investida de “uma linha para leitores mais maduros“, inspirada nas cultuadas graphic novels que “permitem que a arte respire.

A DC Comics também pretende investir mais em diversidade e valorizar os artistas envolvidos. Desde abril a editora vem focando na linha Dark Matter, com novos personagens sendo criados por antigos talentos como Jim Lee, John Romita Jr., Greg Capullo e Andy Kubert, focando tanto nos artistas quanto nos roteiristas. Nos últimos anos os roteiristas têm se tornado grandes celebridades, enquanto os desenhistas são subvalorizados. Em contraste, DiDio disse que a parceria entre escritor e desenhista será a chave do sucesso de Dark Matter. Os quadrinhos também são uma mídia visual, afinal de contas.

A linha Dark Matter irá expandir a diversidade dos quadrinhos da editora sem alterar os elementos clássicos da continuidade normal. Este conceito é o oposto da iniciativa da Marvel, chamada Legacy Heroes, que pretende recapturar o estilo dos primeiros anos da editora, ou do início da Image Comics. A ideia de Dark Matter é apostar em algo novo e empolgante. A editora também criou recentemente o selo Young Animal, afirmando a ideia de que a DC não quer mais apostar nas mesmas coisas, sempre tocando as mesmas músicas, comparando-a a uma banda cover. DiDio comentou que 2018 será um “ano de mudanças“, e expressou a esperança de que irão alcançar mais, além do mercado direto, visando aumentar o número de novos leitores enquanto focam também em manter os antigos, que sustentam a indústria há tantos anos. A parceria com editora francesa Dargaud para a produção do Batman de Enrico Marini é uma estratégia para ampliar a marca da DC, indo também para a Europa de forma mais direta, com material produzido também para o público europeu. Mais detalhes aqui.

Algumas estratégias para aumentar as vendas, nos EUA, são repetidas há algumas décadas. Relançar revistas com nova numeração, enquanto a primeira edição possui dezenas de capas variantes ou especiais, é algo extremamente prejudicial e leva a queda das vendas das edições subsequentes. DiDio disse: “Tudo que fazemos com isso é criar obstáculos na forma de comprar quadrinhos. Aumentar preços, capas variantes… Temos que parar. Não podemos investir para que isso seja um negócio morto.” Esta declaração vai de encontro com o recente anúncio da Marvel de que todas as edições de Legacy terão capas lenticulares. Obviamente a DC também se utiliza destes recursos em momentos específicos, como o sucesso das capas lenticulares da saga The Button, mas a ideia é diminuir o uso destes investimentos.

Com o passar dos últimos meses temos observado diferentes investidas das editoras não somente nas suas criações como também na forma de encarar o mercado e quais estratégias pretendem usar. No último ano a DC reverteu alguns anos de declínio nas vendas, enquanto a Marvel promete repetir as ideias que já foram usadas nos anos 90 (revisitar as origens, a simplicidade e o básico do início da Casa das Ideias), provando-se na época um grande sucesso comercial mas que levou à quebra do mercado. De formas distintas, ambas as editoras visam aumentar o alcance dos quadrinhos e chegar a novos mercados, mas o sucesso de ambas as ideias irá depender de como os leitores irão se familiarizar com as novidades.

Os próximos anos serão empolgantes para os fãs, e obviamente precisamos acompanhar de perto todo o desenvolvimento do mercado para poder julgar qual decisão foi mais acertada.

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Hellboy Edição Histórica: Paragens Exóticas chega às livrarias

Após um longo período sem novidades sobre as Edições Históricas do Hellboy, a Mythos Editora está dando continuidade à série com o lançamento de Hellboy Edição Histórica Volume 7: Paragens Exóticas.

Quando se demitiu do Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal, Hellboy só queria desfrutar um merecido descanso no continente africano. Infelizmente, porém, paz e tranquilidade não figuram entre os direitos primordiais de um herói egresso do Inferno. Seja no mais belo e selvagem dos continentes ou aprisionado nas profundezas do oceano, não faltam ameaças sinistras e inimigos arcanos para impor ao ex-Detetive Sobrenatural uma fatídica decisão: aceitar definitivamente seu preconizado papel no Apocalipse… ou permitir que essa tenebrosa sina lhe seja arrebatada. Um feiticeiro ancestral, uma enorme mulher-peixe, leões falantes, bizarras criaturas marinhas e um suposto guardião da história secreta do Universo povoam estas páginas para marcar um momento de reviravolta e revelar segredos sepultados desde o surgimento do Hellboy.

Atendendo a incontáveis pedidos, a MYTHOS BOOKS retoma a coleção favorita dos leitores: HELLBOY EDIÇÃO HISTÓRICA! Em mais um caprichado volume capaz de agradar qualquer fã de aventuras fantásticas, reapresentamos as minisséries O Terceiro Desejo e A Ilha (publicadas originalmente em 2007), ambas escritas e ilustradas por Mike Mignola.

Paragens Exóticas é a republicação de um arco lançado originalmente pela própria editora Mythos em 2007, encadernado na primeira versão em capa cartão. Recentemente a editora republicou os Contos Bizarros do personagem, compilados na belíssima edição de luxo limitada Hellboy: Edição de Ouro (saiba mais detalhes AQUI). É a primeira vez que Paragens Exóticas é relançado pela editora, que dará continuidade à Coleção Histórica do personagem, porta de entrada perfeita para o universo do Garoto do Inferno.

Confira abaixo um preview das histórias:

 

Quer saber tudo sobre o personagem e qual a ordem de leitura correta dos encadernados? Conheça nosso Guia de Leitura do Hellboy clicando AQUI.

Hellboy: Edição Histórica Volume 7 – Paragens Exóticas possui 160 páginas encadernadas em capa dura no formato 26 x 17 cm, com preço sugerido de R$ 69,90. Ficou interessado? Aproveite os 24% de desconto da Amazon!

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Frank Miller e John Romita Jr. anunciam Superman: Ano Um

Durante o painel DC Master Class na San Diego Comic-Con 2017, o famoso e atualmente controverso roteirista/artista Frank Miller apareceu de surpresa para anunciar que se juntará mais uma vez ao artista John Romita Jr. para produzir uma história. Trata-se de Superman: Ano Um.

Tem a ver com revisitar a origem de um certo personagem da DC Comics“, disse Miller. “Tem a ver com revisitar um certo personagem que usa óculos na sua identidade civil.

Em entrevista, Miller comentou que vê nesta história a oportunidade de criar sua “marca significativa” em um dos personagens mais ricos da ficção, pois já explorou em O Cavaleiro das Trevas basicamente todos os personagens relevantes do universo DC. O autor também comentou que a origem será abordada a partir do momento que Jonathan Kent descobre o pequeno Kal-El, quando sua nave caiu na Terra.

Durante a New York Comic-Con do ano passado, Frank Miller já havia comentado que tinha planos de escrever uma história definitiva para o Superman, explorando principalmente a origem judaica do personagem. Já na CCXP – Comic-Con Experience 2016, o escritor falou mais sobre essa ideia e ainda incluiu a Mulher-Maravilha e o Bruce Wayne como participantes da história.

Miller é a mente criativa por trás de clássicos como Batman: Ano Um, O Cavaleiro das Trevas, Sin City e Os 300 de Esparta, além de ter redefinido o Demolidor durante sua longa fase no personagem, e com a origem O Homem Sem Medo. Esta origem do Demolidor foi criada em parceria com John Romita Jr., que há alguns anos trabalha para a DC Comics (com Superman, Batman e outras séries), e durante muitos anos foi um dos principais artistas da Marvel, tendo ilustrado histórias do Homem-Aranha, Capitão América e muitos outros.

Não foi divulgada a trama completa nem a data de lançamento de Superman: Year One. A única coisa confirmada, além da equipe criativa, é que a graphic novel terá 100 páginas.

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Grant Morrison anuncia Asilo Arkham 2

O roteirista superstar Grant Morrison anunciou hoje, na San Diego Comic-Con 2017, que fará uma continuação do clássico Asilo Arkham.

No painel dos publishers da DC Comics, Grant Morrison esteve ao lado de Jim Lee e Dan Didio para anunciar algumas novidades, sendo a mais bombástica a produção de Asilo Arkham 2, que contará com arte de Chris Burnham, sendo uma graphic novel de 120 páginas. Morrison comparou o projeto ao diretor Luc Besson, dizendo que será abrangente e situado no universo de Batman #666.

Asilo Arkham, clássico da DC Comics escrito por Morrison e ilustrado por Dave McKean, é um impactante conto de horror psicológico protagonizado por Batman e praticamente todos os internos do Asilo Arkham, o lar dos criminosos insanos de Gotham. Liderados pelo Coringa, esses pacientes – Duas-Caras, Chapeleiro Louco, Crocodilo, Cara de Barro, Espantalho e muitos outros – dominam as dependências do lugar e tomam como reféns seus empregados. Eles pretendem libertar os pobres funcionários, mas somente se uma condição for cumprida: o Homem-Morcego deve se entregar… e se tornar um deles!

Na palestra o autor também falou sobre Mulher-Maravilha: Terra Um Vol. 2, continuação do primeiro volume de sua graphic novel da Princesa Amazona. Foram feitas comparações com O Império Contra-Ataca, enquanto Morrison dizia que Diana irá encarar seu maior desafio. Também foi dito que a série Terra Um da Mulher-Maravilha será uma trilogia. Algumas artes foram divulgadas:

A provocativa Mulher-Maravilha: Terra Um, de Morrison e Yanick Paquette, é uma reinvenção ousada da origem da heroína, abordando mais do lado fetichista e diplomático da personagem, remetendo às origens da Era de Ouro.

Via: Bleeding Cool

Não foram anunciadas datas para os lançamentos de Asilo Arkham 2 e Mulher-Maravilha: Terra Um Vol. 02.

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Quer começar a ler Zagor? Conheça Zagor Especial em Cores!

Zagor, personagem criado em 1961 por Guido Nolitta (pseudônimo de Sergio Bonelli) e Gallieno Ferri, é publicado no Brasil de forma ininterrupta desde o final dos anos 70. Passando por várias editoras ao longo dos anos e contando bimestralmente com duas revistas publicadas em banca, um leitor novato pode se sentir perdido, sem saber exatamente por onde começar. Sanando este problema acaba de ser lançada a primeira edição da série Zagor Especial em Cores, da Mythos Editora, disponível nas bancas e livrarias de todo o país!

Za-gor-te-nay, O Espírito da Machadinha, surgiu seguindo o sucesso de Tex, o herói de western criado por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini. Atuando na fictícia Floresta de Darkwood, na Pensilvânia, o personagem que veste camiseta vermelha e amarela age como um pacificador, mediando problemas entre brancos e índios e também protegendo as pessoas de ataques sobrenaturais.

A principal diferença e atrativo das histórias deste herói é o lado fantasioso que Nolitta, filho de Gian Luigi Bonelli, decidiu acrescentar à mitologia. Por se tratar de um personagem de western, é comum que haja o pensamento de que suas histórias estão limitadas a contos envolvendo bandidos, índios, militares e problemas “pé-no-chão”, mas acompanhado de seu fiel amigo mexicano Chico, que dá o tom de humor às histórias, são enfrentadas assombrações, alienígenas, monstros e outras bizarrices, usando sempre o excelente porte físico, inteligência e capacidade de luta com os famosos tomahawks, qualidades oriundas do protagonista.

O personagem na Itália faz parte dos sucessos intermediários da Sergio Bonelli Editore, que publica outros personagens como o já citado Tex, Dylan Dog (que retornou às bancas brasileiras, saiba mais AQUI) e Martin Mystère. No Brasil, sua história começou em 1978 com a editora Vecchi, e desde então o herói passou pelas editoras Rge (1985-1986), Globo (1987-1988), Record (1989-1995) e atualmente, Mythos (1999 – presente). Suas séries são variadas, como Zagor, Z. Extra, Zagor Especial, Zagor Gigante e Z. Anual, além de revistas comemorativas lançadas em períodos específicos. Atualmente, somente Zagor e Zagor Especial seguem sendo publicadas, mas a Mythos Editora decidiu dar início a uma nova coleção chamada Zagor Especial em Cores, republicando um clássico do personagem, ponto de partida ideal para novos leitores.

A Origem de Zagor é o nome dado ao famoso arco O Rei de Darkwood, publicado na Itália nas edições 55 e 56 da série Zagor. Como todo bom personagem das histórias em quadrinhos, quando surgiu Zagor era somente um herói bondoso que não tinha receio em agir da forma mais correta possível. Com o passar das décadas e fixada a bem-sucedida publicação deste título, seus criadores decidiram esmiuçar o passado sombrio do herói, voltando à sua infância e, com narração em primeira pessoa por parte do próprio Espírito da Machadinha, chegando no momento presente da cronologia.

Neste especial colorido, Zagor conta a Chico a triste história de seu passado, desde quando ele era menino e morava com o pai e a mãe numa cabana às margens do rio Clear Water quando, num dia terrível, os Wilding (seus pais) foram atacados e mortos pelos índios abenakis, liderados por um branco, Salomon Kinsky. Jurando vingança, o futuro Rei de Darwood não conseguia aplacar a sua sede de vingança até que, um dia, viu-se frente a frente com Kinsky, e esse encontro mudaria para sempre a sua vida.

A premissa simples da origem de Zagor é brilhantemente narrada por Nolitta e Ferri. Com ótimo desenvolvimento os autores permitem que um leitor, novato ou não, emocione-se com as tragédias e bons momentos da vida do personagem. Sua relação com seu mentor, Wandering Fitzy, e a forma como torna-se o Rei de Darkwood é contada em detalhes ao longo das quase 170 páginas deste primeiro volume, entretendo do início ao fim. As cores, estranhas para leitores acostumados com o preto e branco dos quadrinhos Bonelli, não atrapalham a narrativa e dão um charme adicional, visto que esta é a primeira vez que o arco da Origem de Zagor é publicado no Brasil desta forma.

Mas qual seria a diferença de Zagor Especial em Cores em comparação com Zagor e Zagor Especial? A principal é o fato deste volume compilar uma aventura completa e praticamente isolada do senso de cronologia, visto que ela basicamente apresenta este universo. Com a possibilidade de acompanhar uma revista desde o primeiro número, a história é 100% compreensível para o leitor que desconhece qualquer fato sobre o personagem, e abre margem para o início de uma série similar a Zagor Collezione Storica a Colori (Zagor Coleção Histórica em Cores, em tradução literal) da Itália.

Por se tratar do possível início da uma nova coleção, e acertadamente começando com um arco tão introdutório, a série Zagor Especial em Cores é promissora. A seleção de histórias ficará a cargo dos editores da Mythos, que possuem um longo catálogo de aventuras coloridas que podem ser inseridas nesta série, possibilitando que republiquem grandes clássicos do personagem pela primeira vez em cores no Brasil, ou partindo para séries inéditas, como a cultuada Color Zagor.

A esperança é de que, com a novidade, mais leitores brasileiros se interessem em desbravar os mistérios da Floresta de Darkwood, e com a mesma empolgação do herói, possam repetir o grito de guerra do Espírito da Machadinha: AAHHYAAAAKK! 

Zagor Edição Especial em Cores está disponível na Amazon e nas bancas de todo o país, e possui 166 páginas encadernadas no típico formatinho Bonelli da Mythos Editora.

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Seis séculos de história retratados em A Infância do Brasil

A Infância do Brasil, obra de José Aguiar publicada pela AVEC Editora, é uma narrativa única. Ao apresentar um quadrinho histórico narrando seis séculos do nosso Brasil, o autor decide com maestria situar a perspectiva em um lado pouco explorado: o das crianças brasileiras.

Da colonização a modernidade, passando pelo período escravagista e industrial, A Infância do Brasil é um verdadeiro documento do passado, com imagens fidedignas que se assemelham a retratos e pinturas de livros, e texto apurado, com nuances de cada momento da nossa língua portuguesa em que a narrativa está situada.

A premissa desta série, publicada inicialmente como uma webcomic entre 2015 e 2016 e agora compilada em uma belíssima edição impressa, é lidar com o lado mais delicado e chocante da nossa história, criando paralelos com o Século XXI e levantando questionamentos sobre as diferenças entre passado e presente. Será que a situação mudou para melhor? Evoluímos como sociedade, ou as coisas não sofreram tantas alterações no decorrer das eras?

José Aguiar, dono de uma arte única complementada pelas lindas e vivas cores de Joel de Sousa, parte de uma característica em comum que é a presença de nomes iguais conforme o tempo passa, fechando um arco ao longo dos seis capítulos. A forma como o autor retrata a infância é crua e reflexiva desde as primeiras páginas. A escolha aqui é por mostrar o lado do povo brasileiro (pessoas NASCIDAS no Brasil, não colonizadores) mais sofrido, encarando problemas que construíram a sociedade como a temos hoje e que estão presentes nas fundações desta construção.

Fome, miséria, violência física e moral, trabalho e saúde são alguns dos temas explorados, dentre muitos outros como o abandono e questões familiares, modernas ou não e sempre remetendo a perda da infância.

Entre os momentos mais chocantes e memoráveis destacam-se o capítulo sobre a Lei do Ventre Livre, baseado em um relato histórico real, o caso da mãe que cria seu filho na cadeia, e a abordagem do presente, comparando a vida boa de um casal com a misérias nas ruas.

A leitura deste quadrinho desperta o desejo de saber mais. Aprender mais sobre o passado, encarar outras realidades e descobrir quais características estão marcadas com ferro quente no âmago do nosso país. A sofrida perspectiva das crianças é um sopro de criatividade na forma de abordar a história, tornando-se um relato que poderia ser aplicado nas escolas como material didático.

Nos extras são apresentados textos contextualizando cada um dos períodos da HQ, destacando ainda mais o caráter fidedigno da retratação histórica. Um dos grandes destaques dos quadrinhos nacionais mais recentes, com temática relevante e desenvolvimento único, a obra de José Aguiar merece ser lida por todos. Recentemente A Infância do Brasil foi indicado ao Troféu HQMIX 2016 na categoria Web Quadrinhos.

A Infância do Brasil possui 96 páginas encadernadas em capa brochura no formato 28 x 21 cm, com preço sugerido de R$ 49,90.

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Ronda Vermelha de Garth Ennis chega às livrarias

Está chegando às livrarias a obra Ronda Vermelha, de Garth Ennis e Craig Cermak, publicada nos EUA pela Dynamite Entertainment e trazida ao Brasil pela Mythos Editora. Conheça a graphic novel abaixo!

Eddie Mellinger, Trudy Giroux, Duke Wylie e George Winburn formam a Ronda Vermelha, o destacamento de elite da Polícia de Nova York especializado no combate ao narcotráfico. Eles já derrubaram uma série de reis das drogas com uma meticulosa mistura de observação, violência e — quando necessário — manipulação de provas. Só que, agora, pressionados pelas maquinações cruéis do gângster Clinton Days, eles têm de recorrer a medidas extremas — definindo uma trajetória para a qual não há retorno. Como estão prestes a descobrir, fazer a coisa errada pode ser muito, muito sedutor. O roteirista Garth Ennis (Preacher, The Boys, Crossed) e o artista Craig Cermak (Voltron: Year One) criam uma história intensa sobre policiais do lado errado da lei — em que puxar um gatilho define tanto a sina da vítima quanto a de quem mata.

Esta edição reúne os números 1 a 7 da série aclamada pela crítica. Também traz as capas de Howard Chaykin, Ryan Sook e Russ Braun, os primeiros esboços dos personagens feitos por Craig Cermak e o roteiro original de Garth Ennis para a primeira história.

Confira abaixo um preview do encadernado:

 

A série foi compilada nos EUA em dois encadernados, unidos num único volume para a edição nacional que traz toda a obra na íntegra. Ennis produziu outras séries para a Dynamite, como Campos de Batalha (publicada no Brasil pela Mythos), The Boys (Devir), Apenas Um Peregrino (Devir) e Jennifer Blood (Panini).

Ronda Vermelha possui 204 páginas encadernadas em capa dura no formato 26 x 17 cm com preço sugerido de R$ 69,90. Já disponível em pré-venda no site da editora e na Amazon com 24% de desconto.