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Joe, o Bárbaro: a jornada fantástica de um garoto diabético

Misturando elementos de fantasia medieval com ficção científica e um universo mágico, Joe, o Bárbaro é uma minissérie em oito edições escrita por Grant Morrison com arte de Sean Murphy. Lançada nos EUA pela Vertigo, e agora republicada no Brasil pela editora Panini em uma belíssima edição de luxo, a aventura de Joe Manson para enfrentar seus medos e problemas de saúde é mais que uma simples história, tornando-se um belo conto de fadas.

As histórias criadas por Grant Morrison dividem opiniões. Enquanto alguns leitores o veem como um pseudo-intelectual que escreve sobre nada com palavras bonitas, ou que revisita velhos conceitos para disfarçar sua falta de criatividade, outros estudam o que o roteirista superstar quis dizer e referenciar com cada um de seus parágrafos, descrições de quadros e narrativas como um todo.

De um lado temos Os Invisíveis, Patrulha do Destino e Crise Final, enquanto do outro temos Homem-Animal, We3 e… Joe, o Bárbaro. E mesmo com todos seus trabalhos sendo absurdamente fantásticos, o destaque da história de Joe é a capacidade de criar mundos e paralelos com a vida real que Morrison aplica, com a estonteante co-criação de Sean Murphy.

Nunca uma jornada até a cozinha num dia chuvoso e sem luz seria tão absurda quanto a de Joe Manson. Diabético, Joe precisa manter seus níveis de glicose adequados, e enquanto seu pai faleceu em uma guerra e sua mãe trabalha e luta diariamente para manter suas vidas minimamente dignas, com a constante ameaça de perder a casa, o garoto vive com raiva e age com antipatia. Sofrendo bullying, Joe perde seu chocolate para um grupo de garotos, e ao retornar para sua casa, uma tempestade tem início. A vida do jovem muda a partir de então.

O garoto se vê transportado para um mundo onde seu rato de estimação, Jack, é um tipo de guerreiro samurai, seus brinquedos criaram vida e há um grande vilão, o Rei Morte, vivendo num local obscuro. Entre duas realidades, a física e a imaginativa da Hipogeia, chamada Reino de Ferro, Joe descobre que está tendo um ataque de hipoglicemia (baixos níveis de glicose no sangue), e precisa desbravar sua casa na escuridão em busca de algum tipo de açúcar, como um simples refrigerante. A jornada até sua cozinha, e consequentemente até o porão, é dividida entre as duas realidades, onde a casa de Joe afeta diretamente a forma e existência do mundo paralelo.

Se não bastasse a situação absurda descrita acima, Joe também é parte de uma profecia dos moradores do Reino, sendo chamado de O Menino que Morre, recebedor da difícil tarefa de salvar o mundo das garras do Rei Morte.

Apesar da sinopse louca, Joe é uma das histórias mais lineares de Morrison. O destaque, como citado, é a construção do mundo de Hipogeia, com seres fantásticos e uma atenção especial aos detalhes. Senhor dos Anéis, Alice no País das Maravilhas e Esqueceram de Mim são fortes influências no desenvolvimento de Joe, o Bárbaro, que introduz um garoto antipático e criativo, um típico nerd do colégio, e o desenvolve para que se torne uma pessoa melhor. De início, é difícil se relacionar com o herói (pouco heroico) desta série, mas até o final você já comprou suas dores.

A forma como Morrison e especialmente Sean Murphy retratam os cômodos da casa de Joe em paralelo com áreas específicas do outro mundo é um show por si só. Torneiras viram cachoeiras, vazamentos tornam-se rios, estantes viram castelos e escadas, grandes trilhas. O elenco de apoio, responsável por colaborar com a jornada de Joe, é muito carismático e cada um possui características que se destacam, enquanto a história se desenrola até uma batalha épica contra as forças do mal.

O paralelo traçado é claramente uma luta contra as complicações da saúde do protagonista e também uma forma de encarar seus problemas pessoais. Cada dificuldade e inimigo enfrentado pelo herói surge a partir de um enrosco presente na vida real, desde o ataque hipoglicêmico até as insatisfações e medos familiares. As cores estonteantes do premiado Dave Stewart complementam os belos traços de Murphy, tornando o mundo fantasioso algo verdadeiramente crível, com tecnologia e cultura próprias. As cenas escuras durante o apagão gerado pela tempestade e as paisagens exuberantes do Reino de Ferro possuem o mesmo brilho.

A minissérie pode ser descrita com palavras como sinceridade, aventura, desbravamento despretensioso e sentimentos, e ao longo das oito edições (que funcionam muito bem lidas em sequência, de uma só vez, com o encadernado) os autores exploram cada detalhe da casa do protagonista, e conseguem fechar todas as pontas soltas e ideias lançadas no decorrer da viagem, utilizando metáforas e análogos até as páginas finais.

Joe, o Bárbaro é prova concreta da capacidade de Grant Morrison em criar histórias relacionáveis com o leitor, sem pesar a mão nas alegorias literárias e referências quadrinísticas, soando como diversão pura e simples e entregando o que há de melhor nas ótimas histórias em quadrinhos. Vencedora do Prêmio Eisner de Melhor Minissérie, a jornada de Joe possui uma construção de mundo encantadora, que remete a imaginação das crianças e jovens, e de forma apaixonante deixa o leitor sedento por mais aventuras no Reino de Ferro, por mais bizarro que isso possa soar dadas as circunstâncias que levaram o garoto a conhecer o outro mundo.

A edição de luxo Joe, o Bárbaro da editora Panini possui 224 páginas encadernadas em capa dura, no formato 27,5 x 18 cm, com preço sugerido de R$ 72,00. O encadernado conta também com uma galeria de extras, onde Morrison e Murphy apresentam roteiros e artes conceituais que tornam a experiência do leitor ainda mais prazerosa e aprofundada.

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Deslocamento: Um diário de viagem, vida e medo da morte

Ao decidir acompanhar seus avós em um cruzeiro para o Caribe, Lucy Knisley se depara com as dificuldades, físicas e mentais, da convivência com idosos a quem ela tem tanto apego emocional, e através de seu quadrinho autobiográfico Deslocamento: Um diário de viagem, publicado pela Editora Nemo, a autora narrou os sete dias desta longa, complicada e reveladora viagem.

Nascida em Nova York, vivendo em Chicago e superando o término de um relacionamento, Lucy Knisley decide acompanhar seus avós, Phyllis e Allen, no cruzeiro de sete dias para o Caribe. Artista formada na School of the Art Institute of Chicago e no Center for Cartoon Studies, Deslocamento não é sua primeira obra publicada, porém marca sua ótima estreia no Brasil.

Com uma narrativa que quase sempre se resume em páginas completas com imagens pintadas, narrando sentimentos ou acontecimentos, Deslocamento é uma história cheia de sinceridade. Ao contar seus problemas pessoais e familiares com franqueza e bom humor, Knisley estreita uma proximidade com o leitor, especialmente com aqueles que convivem com pessoas idosas e sabem pelo que a autora está passando.

Sua arte é simples, com linhas claras e belas cores, e sua narrativa é fluida em todas as páginas, onde os olhos do leitor deslizam pelas imagens e balões de fala com naturalidade. O choque entre as duas gerações também gera desconforto, especialmente quando analisado em comparação com a visão de outras pessoas, que fazem julgamentos sobre as dificuldades pelas quais os idosos passam ao longo da viagem, e Lucy aprende mais sobre o passado de seus avós e sobre o valor da vida como um todo.

Apesar de curta, Deslocamento é uma história sobre aprendizagem. Ao submeter-se a esta difícil tarefa, a autora – que passa seu tempo livre lendo as histórias de soldado do seu avô, enfrentando casos de vida ou morte constantemente – consegue entender mais sobre si mesma, sobre o futuro e sobre o amor ao próximo, especialmente dando valor às pessoas amadas, sempre com bom humor e muita paciência.

E apesar das principais palavras-chave para descrever Deslocamento serem autoconhecimento, amor e cuidado, os sentimentos são muito reais, frutos do sincero relato autobiográfico aqui presente. Os dias passam com páginas de transição poéticas, que representam o nível do mar subindo, fazendo um paralelo com o tempo em alto mar e também com as experiências vividas, que assim como as águas, são conduzidas em ondas e vão numa crescente de conhecimento até o fim.

As formas de falar e agir de Phyllis e Allen são constantes dos mais velhos, que necessitam de atenção especial para tudo que fazem, e isso torna a experiência de leitura ainda mais autêntica. Lucy é submetida constantemente ao pensamento do “medo da morte“, e motivada por este medo, passa a dar mais valor à vida.

Uma história necessária, verdadeira e bem contada, este Diário de Viagem de Lucy Knisley é um deleite gráfico, com belas páginas e uma temática que faz refletir sobre o que o futuro reserva para você, e como será sua forma de encarar os impedimentos, estorvos e dificuldades da idade avançada. Ao mesmo tempo, a principal mensagem que a obra passa é não deixar a negatividade vencer, e cada nova vivência pode ser um grande aprendizado, por mais banal ou impossível que possa parecer.

Deslocamento: Um diário de viagem possui 144 páginas encadernadas em formato 23,8 x 16,6 cm, com preço sugerido de R$ 44,90, e é um dos lançamentos de 2017 da Editora Nemo.

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Ramthar de Mike Deodato Jr. e Mozart Couto está em pré-venda

Está em pré-venda o mais recente lançamento da Mythos Editora, Ramthar, criação de Deodato Borges e Mike Deodato Jr. repaginada por Mozart Couto. Confira detalhes abaixo!

Um mundo desolado, um deserto sem fim. Nessa terra onde a loucura impera e homens matam por sobrevivência e capricho, um guerreiro não irá se curvar frente à crueldade dos saqueadores e à violência dos poderosos. Ele protegerá aqueles que lhe são caros, mesmo que o preço disso seja sua própria vida! O nome desse guerreiro é RAMTHAR.

Criação da dupla de quadrinistas Deodato Borges e Mike Deodato Jr. (pai e filho), Ramthar ganha força insuperável no roteiro e desenhos de Mozart Couto, com arte-final de Mike Deodato Jr. Pai, filho e Mozart se uniriam para criar uma trama empolgante, já publicada nos EUA, na qual Deodato Jr. aplica seu talento artístico para abrilhantar ainda mais os desenhos de Mozart. A Mythos Editora traz esse histórico encontro de verdadeiras lendas do quadrinho nacional em uma edição única que, com certeza, ficará para a história.

Confira abaixo um preview do encadernado:

 

As histórias do Ramthar de Mozart e Deodato foram anunciadas na revista Medo há cerca de 20 anos. Com arte em preto e branco, o personagem e seu universo assemelham-se à franquia Mad Max, com um protagonista que lembra visualmente os famosos quadrinhos de bárbaros. As artes originais ficaram perdidas por muito tempo, como Deodato Jr. contou em seu Tumblr três anos atrás, porém agora os leitores poderão conferir este belo trabalho na íntegra.

Ramthar possui 84 páginas encadernadas em capa dura no formato 27,5 x 20,5 cm, com preço sugerido de R$ 34,90. Já disponível em pré-venda no site da editora e na Amazon com 24% de desconto.

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Detective Comics trará de volta o Batman Azrael

Personagem criado por Denny O’Neil e Joe Quesada, Jean-Paul Valley voltará a aparecer nas histórias da DC Comics não como Azrael, mas como Batman. O roteirista James Tynion IV, nome por trás do título Detective Comics, divulgou a novidade em seu Twitter.

Segundo Tynion, o personagem retornará em Detective Comics #962. Para evitar especulações o roteirista deixou claro que não se trata de um sonho nem uma história imaginária. Confira abaixo a arte de capa divulgada, feita por Yasmine Putri:

Jean-Paul Valley, o Azrael, surgiu em 1992 na revista Batman: Sword of Azrael #1. Vindo de um grupo de assassinos criados pela Ordem de São Dumas, para cumprir a vontade de Deus, sua alcunha é uma homenagem ao anjo da morte islâmico de mesmo nome. Ele conhece Batman e, posteriormente, assume o manto do herói.

Batman treinou Azrael durante um tempo com o objetivo de tê-lo como substituto em Gotham em casos de emergência, e com a Queda do Morcego o herói assumiu o manto de Batman precocemente, usando uma armadura e enlouquecendo, tornando-se muito violento. Com o retorno de Bruce, recuperado, Jean-Paul foi destituído do manto de Batman e retornou ao seu status de Azrael.

O personagem já havia aparecido no início do Renascimento, em Detective Comics #934, sendo derrotado pelo Homem-Morcego. No Brasil, Detective Comics é publicada mensalmente pela editora Panini.

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Vampirella de Warren Ellis e Mark Millar é lançada pela Mythos Editora

Dando continuidade à série iniciada em 2015, a Mythos Editora segue com suas publicações da Vampirella, clássica personagem criada por Forrest J. Ackerman. Está chegando às livrarias o terceiro volume de Vampirella: Grandes Mestres. Confira os detalhes abaixo!

Vampirella sempre esteve associada com alguns dos maiores nomes dos quadrinhos. E é isso que você encontrará neste volume: as temporadas solo completas dos aclamados Warren Ellis e Mark Millar. A visão única de Warren Ellis para a sexy vampira é explorada em Vampirella Vive, quando Vampi visita a cidade de Whitechapel e encontra um mausoléu dedicado a sua mãe, Lilith. Aqui, Warren Ellis está no ápice de sua capacidade criativa, junto com o talento dos desenhistas Amanda Conner e Jimmy Palmiotty. Seu arco de histórias ajudou a redefinir Vampirella para o público moderno. De quebra, há uma história que foi parte do especial de aniversário de 25 anos de Vampirella e também uma sinistra trama de desejo e obsessão com arte de Mark Beachum.

A temporada de Mark Millar leva os leitores a uma jornada para outra cidade, chamada “Lugar Nenhum!”. Acompanhando essa viagem, está o desenhista Mike Mayhew, cuja representação incrivelmente realista da heroína aparece não apenas neste conto, mas também na história bônus com o roteirista John Smith.

Recentemente a Mythos Editora lançou Vampirella: Grandes Mestres – Grant Morrison & Mark Millar, o segundo volume da série Grandes Mestres da personagem. O primeiro volume, publicado em 2015, contém histórias de Alan Moore, Jeph Loeb, Kurt Busiek e outros grandes nomes da indústria. A editora também publicou a fase clássica da personagem em 2016 no encadernado Vampirella: Grandes Clássicos.

Vampirella: Grandes Mestres – Warren Ellis & Mark Millar possui 236 páginas encadernadas em capa dura, com formato 17 x 26 cm e preço sugerido de R$ 74,90. Já disponível em pré-venda no site da editora e na Amazon com 30% de desconto.

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Apoie As Crônicas de Os Poucos & Amaldiçoados no Catarse

Explorando o universo da série The Few and Cursed, de Felipe Cagno, As Crônicas de Os Poucos & Amaldiçoados encontra-se atualmente em financiamento coletivo no Catarse. Conheça esta magnífica série nacional e do que se trata a nova campanha!

Ruiva, uma Caçadora de Maldições, vive em um mundo pós-apocalíptico onde o fim da água na Terra abriu as portas para o sobrenatural, trazendo à tona monstros, demônios, lendas e seres estranhos. Esta sinopse básica descreve a minissérie The Few and Cursed, que conta com dois volumes financiados através do Catarse, e ganha em ‘As Crônicas‘ uma expansão com sete histórias ilustradas e coloridas por grandes artistas de quadrinhos do mercado.

Os nomes envolvidos na produção deste spin-off são: Pedro Mauro, José Luis, Arthur Medeiros, Geraldo Borges, Luke Ross, Felipe Watanabe, Sam Hart, Adriano Di Benedetto, Marcos Lesko, Andrew Dalhouse, Tiago Barsa, Wesllei Manoel, Natália Marques, Vinicius Townsend, Luis Guerrero, com capas de Fabiano Neves e Rodrigo Ramos.

A intenção deste projeto é expandir o universo da série, com pequena participação da protagonista Ruiva e maior enriquecimento de personagens coadjuvantes, alguns que virão a aparecer somente em edições futuras. Mas não se engane: é possível ler As Crônicas de Os Poucos & Amaldiçoados sem ter lido os dois primeiros volumes de The Few and Cursed.

Para maiores informações sobre o orçamento, previews e galeria de arte, visite a página oficial da campanha no Catarse. As opções de pagamento vão de R$ 25 a R$ 500. Caso a campanha alcance a marca de 1000 apoiadores, será produzida uma história ilustrada por Ed Benes.

As Crônicas de Os Poucos & Amaldiçoados terá 64 páginas encadernadas no formato 26 x 17 cm, com lombada quadrada.

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DC Comics anuncia Lanterna Verde: Terra Um

A linha de graphic novels Terra Um da DC Comics ganhará uma nova história, adaptando a origem do Lanterna Verde Hal Jordan a esta realidade paralela da Editora das Lendas, com nomes envolvidos em quadrinhos de Star Wars e no storyboard de Interestelar. Confira os detalhes abaixo.

Escrito por Corinna Bechko com o artista e roteirista Gabriel Hardman, e cores de Jordan Boyd, Lanterna Verde: Terra Um será lançado nos EUA em março de 2018. Terra Um é uma linha de graphic novels da DC que reinterpreta as origens e principais características dos heróis da editora, como Batman (por Geoff Johns e Gary Frank), Superman (de J. Michael Straczynski e Shane Davis) e Mulher-Maravilha (por Grant Morrison e Yanick Paquette). Modernizando os personagens, as histórias possuem cronologia contínua.

Para o Lanterna Verde, a origem de Hal Jordan também será recriada. Aqui ele será um astronauta que procura a excitação das descobertas, mas encontra-se em um trabalho insatisfatório minerando asteroides para a Ferris Galactic. Sua vida muda quando ele encontra um misterioso anel verde, que descobre pertencer a Tropa dos Lanternas Verdes, um grupo que foi exterminado há muitos anos pelos Caçadores Cósmicos. Isso instaura uma missão para Jordan: restabelecer a Tropa.

Criar esta história na linha Terra Um nos dá a oportunidade de voltar ao cerne da origem do Lanterna Verde e reinterpretá-la, com uma visão moderna e focada na ficção científica, mas ainda nos mantendo fiéis às raízes da origem da Era de Prata de Hal Jordan“, disse Hardman na coletiva de imprensa. “Tendo feito o storyboard de Interestelar, este é um cenário onde estou confortável e gostaria de explorar nos quadrinhos. Ficção científica realística é só o início desta história; nós temos algo muito mais épico guardado.

Enquanto Hal Jordan normalmente é um piloto de testes cabeça quente e metido, em Terra Um ele será um cientista que anseia por descobertas, então sua forma de utilizar o anel será diferente. “Hal Jordan é uma pessoa inteligente e capaz que já possui um conhecimento de ciência que lhe dá muito potencial antes mesmo de encontrar o anel“, explicou Bechko. “Isso significa que ele irá encarar tudo que o anel faz com a perspectiva de um cientista, mas irá utilizá-lo para ação e aventura. A possibilidade para nós, roteiristas, é de abraçar completamente os aspectos de ficção científica da história de uma forma que seria impossível com outros personagens.

Bechko e Hardman já trabalharam juntos em Star Wars: Legacy, Savage Hulk e Invisible Republic. O primeiro volume de Green Lantern: Earth One será lançado em março de 2018 nos EUA. No Brasil, a editora Panini já publicou dois volumes do Superman, dois do Batman e o primeiro da Mulher-Maravilha. Ainda inéditos no Brasil, existem também dois volumes dos Jovens Titãs de Jeff Lemire.

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Spirou de Fournier chega pela SESI-SP Editora com A Abadia Misteriosa

A série de álbuns clássicos de Spirou e Fantasio da SESI-SP Editora ganha mais um volume, desta vez mudando de autor. Após o recente lançamento de Z de Zorglub, o álbum A Abadia Misteriosa, 22° na ordem original, já está disponível nas livrarias. Confira os detalhes e sinopse abaixo.

A organização secreta Triângulo, que aparece pela primeira vez no volume Glicose para Noémie (ainda não publicado), retorna nesta aventura com o sequestro de Itoh Kata, amigo japonês de Spirou e Fantasio. Resta à dupla partir em seu socorro e enfrentar os segredos da abadia.

O álbum, 22° na ordem original, faz parte da fase clássica do Spirou de Fournier, publicada nos anos 70. A editora já publicou os seis primeiros álbuns da série, sendo eles: Quatro aventuras de Spirou e FantasioUm Feiticeiro em ChampignacOs Chapéus PretosSpirou e os herdeirosO roubo do Marsupilami e O chifre do rinoceronte. Em seguida foi lançado o 15° álbum, Z de Zorglub, e agora tem início a publicação de álbuns mais avançados na cronologia.

Além dos álbuns clássicos de Franquin, a SESI-SP Editora também publica a série Spirou de, onde grandes nomes criam graphic novels com histórias fechadas (ou continuadas) porém modernas, visando públicos diferentes. Entre os álbuns já publicados, estão O Spirou de Émile Bravo: O Diário de Um Ingênuo, e O Spirou de Schwartz & Yann, com os álbuns O Mensageiro Verde-Cinza e A Mulher Leopardo.

Spirou é um personagem que apareceu pela primeira vez em uma revista belga de 21 de abril de 1938. Um jovem aventureiro que trabalhava em um hotel e que, com o passar das edições, ganhou a companhia inseparável do repórter fotográfico Fantasio, desvendando tramas mirabolantes. Os roteiros coesos e os traços do chamado Estilo Atômico – grande rival de “Tintim” de Hergé e da Linha Clara – trouxeram popularidade aos trabalhos, conquistando fãs ao redor do mundo. Os álbuns podem ser lidos fora de ordem, apesar de haver um senso mínimo de cronologia.

Em seu catálogo a SESI-SP possui outras séries europeias como Gus, Valerian, Spirou de, Verões Felizes, Valentine e a mais recente Blacksad. Por enquanto é possível adquirir o novo álbum de Spirou somente através da Amazon.

A Abadia Misteriosa possui 56 páginas encadernadas em brochura, com lombada quadrada no formato 29 x 21 cm e preço de capa sugerido R$ 36,00.

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Editora Mino lança Condado de Essex, de Jeff Lemire

Chegando em pré-venda às livrarias com previsão de lançamento para o mês de agosto, Condado de Essex, da Editora Mino, é uma série de Jeff Lemire compilada na íntegra originalmente pela Top Shelf. Confira os detalhes abaixo.

O que um garoto faz quando seu mundo todo se dissolve na frente dos seus olhos? O que transforma dois irmãos que já foram um time imparável em dois estranhos solitários e amargurados? Como o cuidado e o carinho de uma simples enfermeira de meia idade podem abrir portas pras cicatrizes de uma história de mais um século de dificuldades atravessado por toda uma comunidade? Essex County, a louvada obra máxima de Jeff Lemire (premiado autor de Soldador Subaquático e Sweeth Tooth) finalmente chega ao Brasil pela Editora Mino. Aqui, nessas três histórias que se completam, um jovem e intenso Lemire revisita suas raízes no condado de Essex, no Canadá para abordar sensivelmente temas como família, memórias, luto, segredos e reconciliação – criando assim uma obra densa e poética, impactante o suficiente pra ter sido considerada essencial para a história da literatura canadense.

A Trilogia de Essex foi lançada originalmente pela Top Shelf Productions em 2011. As histórias foram criadas entre 2008 e 2009, e a compilação da obra integral também conta com duas histórias curtas. A série foi vencedora dos prêmios Alex Award, Doug Wright Award e Joe Shuster Award, além de ter sido selecionada para o Canada Reads: The Essential Canadian Novels of the Decade.

A série também rendeu a Jeff Lemire uma indicação ao Prêmio Harvey na categoria “Melhor Novo Talento” em 2008. Lemire, autor nascido no Canadá, passou pelas grandes editoras norte-americanas Marvel e DC, onde produziu séries como Homem-Animal, Arqueiro Verde, Constantine, Cavaleiro da Lua e Old Man Logan, além de ter criado séries para a Image Comics (Descender e Plutona) e ter trabalhado no título Bloodshot Reborn para a Valiant. Sua graphic novel O Soldador Subaquático foi lançada no Brasil pela Editora Mino em 2016.

A tradução de Condado de Essex ficou a cargo de Dandara Palankof, que também traduziu para a Editora Mino a obra Fungos, de James Kochalka.

Condado de Essex possui 512 páginas encadernadas em capa brochura, com preço sugerido de R$ 98,00. A pré-venda na Amazon garante o preço mais baixo até o lançamento, sendo que atualmente há 28% de desconto disponível.

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Blacksad da SESI-SP Editora encontra-se em pré-venda

Após o anúncio oficial feito há cerca de cinco meses, está chegando às livrarias o primeiro volume de Blacksad, lançamento da SESI-SP Editora. Confira abaixo os detalhes do retorno deste clássico ao Brasil.

Neste livro somos apresentados ao protagonista da série, John Blacksad, um gato preto que trabalha como investigador particular. Em um cenário de filme noir dos anos 1950, esse detetive deve solucionar assassinatos misteriosos e enfrentar gângsteres perigosos.

Blacksad é uma série de quadrinhos criada pelos espanhóis Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido, publicada na França pela DargaudJohn Blacksad é um gato detetive particular num mundo de animais antropomorfizados, e as histórias são centradas nas suas investigações. A ambientação é inspirada nos Estados Unidos da década de 50, com um tom noir fortíssimo. A série possui cinco álbuns publicados na França até o momento.

O anúncio oficial da editora veio após a divulgação da notícia, feita pela Torre de Vigilância, ao checar o site MEDIATOON, principal licenciante de quadrinhos europeus para o exterior. No Brasil, a editora Panini já publicou a série em meados de 2006, tendo lançado apenas dois álbuns e cancelando-a logo após. A SESI-SP Editora adotou para Blacksad o formato de publicação de álbuns individuais, como comentado no evento de lançamento de Valerian.

Em seu catálogo a SESI-SP possui outras séries europeias como GusValerianSpirou, Spirou de, Valentine Verões Felizes.

Blacksad 1. Algum lugar em meio às sombras possui 56 páginas encadernadas em acabamento brochura, com preço de capa sugerido R$ 49,00, e encontra-se em pré-venda na Amazon com 24% de desconto.