A Era da Tecnologia veio para transformar as nossas vidas para sempre e com ela, conseguimos uma maior facilidade e melhor comodidade. Só uma conexão via wifi se torna o suficiente para navegarmos em nossas redes sociais, procurar aquela música que só conhecemos por trechos e claro, adentrar-se na camada sombria da internet. Caminho este perigoso que segue um lema conhecido: O que acontece na Dark Web, fica na Dark Web! Porém, os protagonistas resolveram ignorá-lo.
A trama de Unfriended: Dark Web (Amizade Desfeita 2) inicia quando um atendente de Cyber Café pega emprestado um notebook no Achados e Perdidos. Tudo segue tranquilamente até o dono começar a reivindicar o aparelho ao mesmo tempo que Matias descobre uma rede ilegal de vídeos compartilhados por usuários denominados Charon e resolve contar para seus amigos. A partir disso, a tensão aumenta consideravelmente com os jovens tentando lidar com a ameaça. Em vão.
Se você não está familiarizado com o termo, dark web é então classificada como uma pequena parte da Deep Web que foi intencionalmente ocultada e inacessível através de navegadores padrões. Como uma lenda urbana, esta terceira camada é rodeada de temor e mistério entre os curiosos. Muitos querem conhecer, porém temem o risco de serem pegos por organizações que vigiam muitas atividades suspeitas que acontecem na hora mais sombria do dia.
Apesar de não terem explorado mais do conteúdo encontrado no notebook, o que foi visto consegue deixar uma leve perturbação. São pessoas em seus momentos de lazer e pior, mulheres sequestradas para a diversão de seus usuários. Somos vigiados a todo instante por inúmeras câmeras pela cidade e somos violados quando informações de Facebook são vazadas devido a um ataque cibernético. Como se tivéssemos num reality show macabro. Esse é o tal do Big Brother. Tema este já muito bem apresentado também em Black Mirror.
A expressão A curiosidade matou o gato! foi bem usada no filme e o preço da exposição veio com um gosto nada agradável para todos os envolvidos no Skype. Sobrando até para a Amaya (interesse romântico de Matias), que não estava envolvida diretamente na descoberta dos vídeos e mesmo sem saber, acabou entrando na Noite de Jogos. Esse pequeno detalhe não é nenhuma novidade em nossos tempos, onde uma simples mentira pode desencadear situações perigosas para a vítima e para qualquer pessoa que esteja em seu círculo de amizade.
A imersão para toda a ambientação é boa, uma vez que estamos lidando com todo o tipo de tecnologia e aqui é feito de forma satisfatória. Tem-se um plot twist que demonstra como as armadilhas da Internet também possuem suas devidas armadilhas. Apesar de não ser um filme perfeito ou revolucionário, ele instiga como o ser humano se comporta quando não está sendo vigiado.
Unfriended: Dark Web foi lançado em 2018 e segue como sequência de Unfriended (2014).
E toda trajetória tem o seu fim, levando em conta a velha máxima, o aclamado mangá Tools Challenge, série escrita e desenhada pelo premiado Max Andrade, encontrou o seu final. Tools Challenge é a maior série do tipo feita por um autor na história do quadrinho nacional, ela começou de forma independente até a terceira parte quando começou a ser publicada pela Editora Draco. O mangaká tem mais de 700 páginas publicadas contando todos os volumes até agora. A publicação será viabilizada via Catarse.
Tools Challenge – Sayonara Bye Bye marca a despedida da série, onde revela o destino dos principais personagens da trama. Para quem não conhece, a história gira em torno de Raion, um jovem que precisa recuperar sua ferramenta de nascença e evitar sua morte prematura. Para isso, ele deve enfrentar outras pessoas que nasceram com ferramentas especiais – as Série Ouro – em um obscuro e ilegal campeonato de lutas chamado Tools Challenge. Isso tudo com forte influência de mangás clássicos de porrada como Yu Yu Hakusho e Dragon Ball, com pitadas dos mais atuais Hunter x Hunter e One Piece!
Para esse fechamento com chave de ouro, foi convocado um baita time para contar histórias escritas e desenhadas por Max Andrade. Jun Sugiyama, Eduardo Capelo, Kaji Pato, Ichirou, Rafa Santos, Eudetenis, Wagner Elias, Perobense, Felipe Dias, Heitor Amatsu, Fabiano Ferreira, João Mausson e João Eddie, fazem parte de Tools Challenge – Sayonara Bye Bye.
Serão dez histórias no total, com mais um capítulo final. Todas elas terão capas internas feitas por Simone Beatriz, Roberto F., YOS, Cah C. Poszar, Adriana Yumi, Murilo Araújo, Dani Bolinho, PJ Kaiowá, Thiago Spyked e Marcelli Ibaldo.
Tools Challenge – Sayonara Bye Bye terá formato 14 x 20 cm, papel pólen bold e capa cartão. Para saber tudo sobre a campanha, que ficará no ar até o dia 27 de junho, como recompensas (que incluem até a coleção completa), valores e como apoiar é só clicar AQUI.
Tenho certeza que se você perguntar para alguém que curte animês hoje, sobre como ele conheceu a mídia e se envolveu pela primeira vez nela, as chances dele responder “assisti um animê dublado na minha infância” é de pelo menos 70%.
Para muitos, a dublagem de Dragon Ball (e suas respectivas sequências), Yu Yu Hakusho, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco ou Sakura Card Captors – entre outros títulos – foram a porta de entrada para o mundo da animação japonesa, muito antes de sabermos que se tratavam disso. Por conta desse histórico, acabamos por arraigar o conceito de que animês dublados são entry-level, e que devem ter como função a de introduzir esse universo para alguém sem nenhuma experiência prévia.
Sendo isso verdade ou não, é o que grande parte das pessoas acredita, e de certo modo funciona assim mesmo (quem nunca falou do Narutinho dublado que atire a primeira pedra). Por isso, quando soube da iniciativa da Crunchyroll Brasil de dublar para o português alguns animês de seu catálogo, imaginei que eles escolheriam títulos “seguros” que pudessem ser mostrados até para a sua mãe. E embora alguns dos felizardos se encaixem nessa descrição (Orange e The Ancient Magus Bride, por exemplo)… KonoSuba com certeza não é um deles.
Longe de mim ser elitista (muito pelo contrário), mas como comentei anos atrás, quando falei sobre o “Choque Cultural” de um iniciante em animês, tem certas coisas que você precisa estar preparadomentalmente para encarar. Chega um momento que isso tudo não passa de algo normal, mas pra quem está começando, pode assustar. E KonoSuba assusta os despreparados.
Essa montagem é boa demais para eu desperdiçar num post de três anos atrás.
Mas talvez isso seja exatamente o que faça com que KonoSuba seja um candidato ideal para ser dublado. Se a palavra-chave é “acessibilidade” (isso é, estar em português torna a obra mais acessível), dar uma opção de algo que mostra que o buraco é bem mais fundo para mais pessoas pode ser considerado uma jogada de marketing genial. Se isso tudo foi pensado ou não, deixo em aberto.
De qualquer maneira, podemos largar o achismo de lado e falar sobre fatos. Começando pelos culpados e pelo local do crime: KonoSuba foi dublado pelo Estúdio Som de Vera Cruz, no Rio de Janeiro; Também dublados lá, tivemos Black Clover, Re:Zero, Free!, Interview With Monster Girls, Orange e The Ancient Magus Bride; Quem dirigiu o elenco foi Leonardo Santhos, que estará presente no Anime Friends Rio 2019 como convidado da Crunchyroll, e é incrivelmente ativo e receptivo nas redes sociais.
Nos papéis principais, temos:
Erick Bourgleux como Kazuma (Conhecido como a voz de Aang, o avatar e Omi de Duelo Xiaolin);
Natali Pazete como Aqua (A voz da famosa YouTuber Virtual, Any Malu);
Isabella Simi como Megumin (Que cedeu vocais para a protagonista da recente adaptação hollywoodiana de Alita: Anjo de Combate);
Natália Alves como Darkness (A “Cara” de Luke Cage, e a “Tanya” de Supergirl).
Agora que as fichas estão na mesa, acabamos sempre caindo na mesma história toda santa vez: querer comparar a dublagem nacional com a original, seja lá de qual idioma ela seja.
Os japoneses são uma potência quando o assunto é dublagem, tendo sob sua bandeira uma lista gigantesca de atoresde voz dignos de nota. Eu mesmo sou um fã que acompanha de perto o trabalho de alguns deles. Por causa disso, os comentários comparativos surgem sem falhar uma única vez, normalmente em defesa dos asiáticos.
Meu único pitaco no assunto é o seguinte: Isso acaba sendo questão de costume, e não culpo quem diz que prefere o original. É a velha história de que a primeira impressão é a que fica. Quer um exemplo? Eu não tinha assistido KonoSuba antes, vi pela primeira vez com a dublagem da Crunchyroll. E após dar uma ouvida no áudio japonês, digo que o Kazuma do Erick Bourgleux é até mais agradável do que o do Jun Fukushima, o dublador japonês do garoto.
Acostumado ou não com o idioma da dublagem, o trabalho que foi feito pelo Som de Vera Cruz está excelente, num nível geral. A escolha das vozes foi feliz (já comentei como adorei a voz do Kazuma), a adaptação e localização das conversas e das piadas (PRINCIPALMENTE DAS PIADAS!) foi feita no capricho, e tudo parecia muito natural.
Se eu fosse reclamar, seria do lipsync. Para quem não sabe, é adaptar o áudio de forma que ele “se encaixe” nos movimentos labiais do ator (ou no caso, da personagem). Eu senti com muito mais frequência do que gostaria que as personagens estavam falando pelos cotovelos. Quem mais sofreu com isso foi a Megumin. Até entendo que por conta da natureza da personagem (que adora fazer longos discursos sem nenhum nexo) o lipsync seja complicado, mas nas cenas de conjuração de magia com a garota, o assincronismo fica evidente demais.
A experiência geral, porém, é extremamente positiva, e fiquei muito feliz com o que assisti. O show em si já é de uma qualidade tremenda (de novo, para quem gosta de comédias idiotas e está psicologicamente preparado para ela), então poder vê-lo em meu idioma materno foi apenas um mimo a mais. Deixo meus parabéns para a equipe da Crunchyroll Brasil, por dar pique nesse projeto audacioso, e a todos do Estúdio Som de Vera Cruz, pelo trabalho bem feito.
Você pode assistir tanto a versão dublada como a original de KonoSuba na Crunchyroll, assim como outros títulos também disponíveis em português.
“Aumenta que isso aí é rock ‘N Roll!” (Celso Blues Boy)
Já fazia muito tempo que eu queria ler Xampu do Roger Cruz. O trabalho totalmente autoral de um dos maiores quadrinistas brazucas já tinha me chamado atenção quando foi publicado pela primeira vez pela Devir, mas na época, em 2010, não consegui comprar. Anos se passaram, chegavam momentos, em que eu quase as comprava, mas sempre acontecia algo inesperado e as HQ’s ficavam para trás. Que naquele momento já acumulavam três volumes elogiadíssimos por várias pessoas. Mas finalmente a espera acabou. Já sendo publicada pela Panini, com um lindo box que lembra um vinil, a trilogia Xampu estava nas minhas mãos. E que satisfação.
Falar de uma história que foi publicada dez anos atrás, ou melhor, que começou dez anos atrás, é chover no molhado. Inúmeras resenhas sobre os três volumes estão aí na internet a um clique de distância para quem quiser. Eu prefiro falar de sentimentos. Prefiro falar de como me tocou ler algo que me pareceu tão próximo. Algo que imagino que o Roger Cruz sentiu ao fazer essa epopeia musical que mistura vidas, emoções, passado e lida com o futuro de cada um. E como cada caso parece peculiar e tão próximo.
Vamos ambientar. Era década de 90. O Brasil estava recém-saído de uma ditadura terrível. Começávamos a dar os primeiros passos para uma liberdade de expressão que os jovens não estavam preparados ainda. Não tínhamos mais as cabeças de poesias de protestos contra militares e regimes ditatoriais. Estávamos indo na emoção de onde o vento apontava. O ruim? Viramos muitas vezes massa de manobra. O jovem começou a ser visto como o futuro do país que era regido por velhos dinossauros de Brasília que estavam lá desde antes do Golpe Militar. Os Caras Pintadas foram para as ruas e “derrubaram” um presidente jovem cheio de erros. De uma democracia jovem e ainda cambaleava. Era meio que anunciado que as eleições de 1989 seriam uma bomba pelo caminho que estava seguindo. Mas era uma época em que mexer com política, não era o forte do pessoal. Nem muito o objetivo. Estávamos em uma época que o som era sujo. Amplificadores ao máximo e distorção potente. Era o nosso momento de gritar. Algo do tipo: “vocês lutaram bem, mas quem vai surfar essa onda seremos nós!”
Xampu retrata muito disso. Do estarmos vivendo o agora. O agora é que importa. Deixa-me curtir minha vibe. E o depois? Que se foda o depois! Roger Cruz, em um relato pessoal e visceral, faz o leitor entrar no apartamento de Max, Sombra e do resto da banda The Suckers e se sentir parte da história viva. Nas festas. Nos momentos alegres. Nos momentos de papo furado. Nas transas. E nos momentos conturbados e sombrios. Tudo esteve ali. Tudo aconteceu ali. E dá para sentir. As pequenas tramas, que são fechadas, vão se desenrolando e se misturando cronologicamente, mostrando sentimentos incríveis de cada personagem. E cada personagem sempre lembra de alguém que você realmente conheceu na vida real. Assim como o seu auge e como o seu final. Impossível você não ter conhecido alguém que era o fodão da turma. A mina mais linda da turma. O cara mais legal e sensível da turma. O mais desligado. A pessoa que se perdeu na vida. Aquele ou aquela que teve um triste fim.
Particularmente, Xampu, mexeu muito comigo. Eu tive diversas bandas durante a década de 90, e como toda banda daquela época, o sonho de gravar um CD, ficar famoso, aparecer no Programa Livre do Serginho Groisman, ter um clipe na MTV e viver em turnê pelo mundo era forte. Quantos e quantos shows undergrounds em lugares fedorentos foram feitos! Diversas roubadas se metemos! Quantas bebedeiras. Algumas drogas. Algumas paixões. Correspondidas. Outras paixões não. Quantas decepções. E quantas risadas! Ah foram muitas risadas!
Esse de blusa verde sou eu!
O mais legal de uma mídia como os quadrinhos é despertar isso em você. Velhos sentimentos. Antigos cheiros. Se fazer questionar. “Se eu tivesse agido assim… como seria?”, sim esse é o verdadeiro intuito de um quadrinho potente como Xampu. Acredito por ser autobiográfico, ele tenha essa facilidade. Mas ao mesmo tempo ele é acolhedor. Como um velho amigo que te abraça e vocês começam a relembrar antigas histórias da galera e procura saber como está o pessoal atualmente.
Mas engana-se quem pensa que Xampu é somente para quem viveu, ou esteve próximo daquela época. Não. Como eu disse antes, é fácil você reconhecer alguém da sua turma que seja como os personagens da HQ. E até mesmo se reconhecer nela. Eu mesmo lendo o quadrinho, comecei a me enxergar em um mix de personagens. Mas Xampu é sobre isso. É sobre uma época que foi única, que serve de reflexo para amigos que você conheceu ou ainda conhece. Um registro bem incrível da década de 90, que eu gostaria de ver mais em quadrinhos nacionais.
A recente minissérie da HBO que reconta o desastre em Chernobyl tem ganhado a aprovação de críticos e telespectadores pela perfeita ambientação e fidelidade em determinados eventos pós-explosão.
Cada episódio exibido é como um golpe em nosso estômago pela forma que tudo se desenrolou e nos causa angústia misturada com agonia em ver tantos personagens em meio a radiação, que atua como um fantasma.
Por conta disso, acredito que muitos assistem se perguntando o que é real ou não. Pensando nisso, o Screen Rant falou do processo real da limpeza no telhado da usina para retirar os detritos radioativos.
Sim, aquela cena foi real!
O quarto episódio mostrou a fase de limpeza que aconteceu no final de 1986. Antes de colocar o famoso sarcófago, os destroços misturados ao grafite precisavam ser removidos ou ao menos colocados de volta ao núcleo para que este sarcófago pudesse começar a cobrir tudo. Inicialmente, robôs como STR-1 e o Mobot foram utilizados para a remoção, porém não funcionaram devido a radiação.
Diante disso, a URSS e a Comissão de Chernobyl recorreram aos voluntários, que ficaram conhecidos como biorrobôs, para removerem tudo que estava no telhado. Segundo o livro Chernobyl: Confessions of a Reporter, a maioria era de meia-idade. A outra regra crucial era permanecer por um curtíssimo período de tempo e todo o equipamento era descartado logo em seguida. Este processo permaneceu durante um bom tempo. Durante o verão de 1986, mais de 3.820 biorrobôs retiraram os restos radioativos do teto da usina. Este número saiu bem depois, porque acreditava-se que eram 3.400 homens envolvidos nessa missão suicida.
Confira o curto vídeo sobre essa tarefa difícil:
Muitas pessoas também relatam suas viagens pela Zona de Exclusão e contam em detalhes como a flora e fauna criou forças para seguir tantas décadas depois do acidente. Já outros compartilham histórias de quem passou por uma das fases mais sombrias da humanidade. Como foi o caso de Slava Malamud, que foi ao Twitter contar que seu padastro esteve envolvido com as aldeias condenadas e controle de animais mostrados neste mesmo episódio 4.
"No, I won't", he said. "Don't want to." "Why not? It's very well made and you can get the dubbed Russian version online…" "Because I was there, that's why. And I don't need this again." Turns out, my step-father, then Captain Veytsman, was sent to the Exclusion Zone in 1986… pic.twitter.com/jkF39fz7tl
Ele convidou seu padrasto para assistir a minissérie na TV e acabou descobrindo que ele trabalhou no desastre de Chernobyl, em uma área que foi chamada de eliminação das consequências.
“Eu estava lá e não quero mais assistir a isso”, disse o ex-tenente Vladimir Veytsman, que nunca havia dito uma palavra sobre isso antes.
O Series Finale de Chernobyl será exibido amanhã (3).
Mais uma cinebiografia está a caminho pela MGM e agora conheceremos um pouco mais da vida e carreira de Boy George.
O longa vai traçar a vida do cantor desde sua infância em Woolwich, no sudeste de Londres, com seus pais irlandeses e quatro irmãos, até sua ascensão durante a era do New Romantic do Pop.
Como parte do grupo Culture Club, garantiu sucessos como Karma Chameleon, Do You Really Want to Hurt Me, I Just Wanna Be Loved e entre outros. Os outros integrantes são: Jon Moss, Roy Hay e Mikey Craig.
O estilo andrógino de vestir de George chamou a atenção do público e da mídia.
Acredito que em algum momento da vida de vocês tenham ouvido pelo menos essa música da banda:
Sacha Gervasi ficará responsável pelo roteiro e direção.
Mesmo não sendo o primeiro do gênero, Metroid (1986) e Castlevania (1986) são um dos jogos mais reconhecidos quando falamos no sistema de mapa interconectado, com exploração, podendo ser de plataforma ou não. Conhecido como gênero metroidvania, inspirou vários outros jogos como, a sequência Castlevania: Symphony of the Night (1997), e alguns mais recentes como Ori and the Blind Forest (2015), Hollow Knight (2017) e Dead Cells (2018).
E Gato Roboto busca unir este gênero tão conhecido, com uma história um tanto quanto for a do convencional para jogos semelhantes, utilizando algumas concepções conhecidas e buscando inovar com a ajuda da tecnologia contemporânea.
“O cão é o melhor amigo do ser humano”, isso quando não estão em um planeta alienígena, cheio de perigos escondidos e ação frenética, nesse aspecto o gato vem para salvar o dia. A história é encantadora, e aborda o relacionamento entre ser humano e animal de uma maneira simples e convincente. Como todo bom animal de estimação o gatinho tem um nome, na verdade a gatinha, ela se chama Kiki, e é a protagonista em Gato Roboto. Assim que a nave em que Kiki e Gary cai em um planeta desconhecido, onde está localizada uma base de estudos tecnológicos, a gatinha tem a missão de completar toda a aventura que seria destinada a seu dono humano que ficou preso dentro da nave espacial. Quando Kiki passeia pelo novo mundo, e encontra um traje robótico, a felina ganha acesso a armas high tech e com poder de fogo capaz de ajuda-la na tarefa. Você aprende sobre o planeta alienígena no decorrer da gameplay, encontrando algumas gravações dos que ali trabalhavam anteriormente, e descobrindo novas localidades dentro do game.
Uma característica dos jogos metroidvanias é o fato de focarem no aspecto exploratório, algumas vezes nos deixando perdido entre uma cena e outra do mapa em busca de objetos e equipamentos, o que pode demandar um pouco de tempo e paciência para o jogador. Gato Roboto utiliza de uma fórmula conhecida, ele é linear com alguns pontos fora da curva, como Uncharted (2007), com pitadas frenéticas de ação, o jogo apresenta durante toda sua gameplay, uma energia própria, sem descanso. A todo momento você é apresentado a novos conceitos e novas informações que te levarão ao sucesso da missão, e na alternância entre gato e robô, que te faz criar novas estratégias a todo minuto para conseguir superar todas as adversidades que aparecem no caminho de Kiki. Por outro lado essa mesma velocidade que acabou se tornando o sinônimo de Gato Roboto, acaba tirando o brilho de outras mecânicas, que não conseguem aparecer devido ao frenesi de pulos e tiros.
Gato Roboto é um jogo da atualidade que não se encaixa muito bem no presente, e isto é maravilhoso. Estamos cercados de jogos com volumes inacreditáveis de conteúdo, onde o jogo pretende te apresentar “n” propostas em um curto espaço de tempo, que no final não irá acrescentar em nada. Ele é um jogo para relaxar, sem nenhuma pretensão de ser o melhor do mundo ele encanta pela simplicidade e sua trilha sonora clássica de jogos do SNES, e seus mapas preto e branco básicos, mas bem elaborados. Cada espaço é único, muito bem explorado pelos desenvolvedores, que não tiveram a má fé de encher o cenário com objetos idênticos, apenas para acrescentar algo na tela, cada cena te instiga a explorar os espaços e buscar novos caminhos.
VEREDITO:
Gato Roboto, melhora o jeito de jogar metroidvanias, além de apresentar uma gameplay limpa, e bem explorada. O segredo do jogo é realmente ser simples. Um passatempo divertido e satisfatório, que ousa na medida certa, mas se sustenta em aspectos já consagrados. Algumas explorações de fato não tem uma recompensa a altura, mas o “pulo do gato” é justamente o caminho que você faz, encontrado adversários e atirando ainda mais com seu traje mecânico. Qualquer um que esteja seja fã de Metroid certamente se sentirá em casa.
A última temporada de Legion promete vasculhar o passado do icônico Professor X e para instigar a curiosidade dos telespectadores, a FX liberou o teaser mostrando-o usando o famoso capacete neural.
David Haller (Dan Stevens) é um rapaz diagnosticado com esquizofrenia que passou os últimos cinco anos de sua vida em um hospital. Institucionalizado mais uma vez, David se perde na rotina estruturada da vida no hospital, e passa todo o seu tempo em silêncio junto à amiga Lenny (Aubrey Plaza), uma paciente cujo vício em drogas e álcool não diminuiu em nada seu otimismo. Mas a vida de David muda com a chegada de uma nova paciente: Syd Barrett (Rachel Keller). Atraídos um pelo outro, David e Syd compartilham um encontro surpreendente, depois do qual David enfrenta a possibilidade de as vozes que ele ouve não sejam exatamente produtos de sua imaginação.
Em 1975 o renomado cineasta italiano Dario Argento lançava o que viria a se tornar sua obra-prima mais cultuada: Prelúdio para Matar (Profondo Rosso no original), um suspense policial escrito por Argento, com produção de seu pai e de seu irmão mais novo, e trilha sonora composta pela banda Goblin.
Dario Argento iniciou sua carreira em meados dos anos 60 e ganhou notoriedade pelo trabalho realizado ao lado de Bernardo Bertolucci no filme de Sergio Leone, Era uma Vez no Oeste (1968). Após o sucesso de sua produção de 1970, O Pássaro das Plumas de Cristal, o diretor investiu em outros dois filmes que seguem a mesma temática, e esta trinca foi apelidada de “trilogia animal“. Outro filme foi lançado em 1973, e exatamente em 75 Profondo Rosso chegou aos cinemas.
Uma das cenas de Prelúdio para Matar, em que o protagonista investiga o misterioso assassino.
Prelúdio para Matar, um trabalho que Argento dividiu com Bernardino Zapponi, une as características dos filmes thriller do diretor com pitadas de sobrenatural e fantasia. Na trama, um pianista vivido pelo ator David Hemmings é testemunha do assassinato de Helga Ulmman (Macha Méril), e decide investigar os fatos contando com a ajuda de uma amiga repórter, interpretada por Daria Nicolodi.
O filme tornou-se um sucesso de público e crítica e hoje figura no topo das listas de melhores obras da filmografia do diretor. A produção envolveu particularidades da vida pessoal de Argento, tal qual sua separação com a segunda esposa. O título do longa significa, em português, Sangue Profundo, e a composição única que dá vida à história contada, com ambientação espetacular por parte da direção das cenas e da trilha sonora desenvolvida pela banda italiana de rock progressivo são os pontos altos da fita.
O diretor e roteirista elabora um mistério intrigante e cheio de surpresas enquanto o protagonista está em sua investigação. Levando o espectador a um ponto final graças às descobertas, Dario não falha em surpreender e entrega um plot twist memorável. O sombrio assassino, que no filme é interpretado pelo próprio Argento (nas cenas em que somente as luvas estão visíveis), promove uma verdadeira chacina no decorrer das – rápidas – duas horas de mistério. Quando chega ao fim, sobra a satisfação por ter presenciado tamanho esmero em uma tela. E a influência deixada por suas obras ao legado do cinema é gigantesca, retirando-se do posto de ícone italiano para se tornar referência mundial.
Mais de quarenta anos depois, Dario Argento revisitou as principais características de sua obra definitiva. Agora, nas páginas de um personagem das histórias em quadrinhos: o Dylan Dog.
“O maior ícone italiano de terror depois de mim”, disse o diretor com um sorriso.
Foi através do roteirista da Sergio Bonelli Editore Stefano Piani que Dylan Dog teve uma história escrita por Argento lançada na Itália, na edição 383 da revista do personagem, datada de junho de 2018. Amigo pessoal de Dario, Piani abordou-o ao mesmo tempo em que trocou mensagens com o editor de DyD, Roberto Recchioni. Foi dada a largada para que o Investigador do Pesadelo criado por Tiziano Sclavi, tal qual uma marionete, fosse conduzido pelas hábeis mãos do diretor. O título da obra: Profondo Nero (Terror Profundo), seguindo o italino, e no Brasil, Prelúdio para Morrer.
Uma misteriosa mulher é destaque na bela capa de Prelúdio para Morrer.
Mas as semelhanças entre o clássico filme e a história de Dylan não se limitam ao título. Aqui, com colaboração de Piani, Argento cria uma história de investigação mestrada por BDSM (bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo), e apesar do plot geral não se assemelhar ao de sua obra máxima, a condução de ambas possuem paralelos.
Os dois Prelúdios de Argento têm início com uma cena ambientada no passado. No filme, alguém assassina um homem e uma criança está com a faca em uma das mãos. No quadrinho, duas filhas de um nobre são pegas roubando a gaveta de dinheiro do pai. Ambos os prólogos são, ao final da narrativa, trazidos de volta para mente do espectador/leitor e utilizados como gatilho para solução de um mistério maior. E como o clássico de 1975, Prelúdio para Morrer traz alguns elementos fantasiosos que o diretor trabalha em algumas das suas produções, uma vertente favorita do mesmo.
A cena inicial do filme mostra uma criança presenciando uma faca ensanguentada.
A sinopse desta história é direta: ao visitar uma exposição de quadros e fotografias BDSM, o herói avista uma linda mulher de longos cabelos pretos e muitas cicatrizes nas costas. Ao segui-la através da multidão, ela desaparece na cidade e Dylan se vê em uma experiência bizarra onde, seminua e amarrada, com uma estranha multidão assistindo ao redor, a mulher que avistara anteriormente pede para que ele a chicoteie. Ao acordar do que se assemelhou a um sonho, o dever é descobrir quem diabos é essa mulher.
“A dor é prazer, Dylan!”
A paixão do autor por obras de arte se faz presente em seu filme como elemento chave para a resolução do mistério, e é o principal gatilho para que o Investigador do Pesadelo dê início às suas buscas, motivadas também por avistar uma mulher em situação estranha. E as referências ao filme também se apresentam de forma visual: há um pôster da banda Goblin em determinado quadro, dividindo cena com uma marionete que, no longa, protagoniza uma das mais impactantes cenas de ação e terror.
A utilização de bonecas e marionete em Prelúdio para Matar cria um suspense único.
Enforcamentos, desmaios, facadas e mortes por um ataque de cutelo promovem a sanguinolência, que sempre se encerrará com balas e pólvora. E além dos paralelos, esta é uma aventura cronológica do herói, com utilização dos aparatos tecnológicos que o leitor conheceu na aventura A Serviço do Caos, cronologia esta situada em um texto editorial.
“Quem junta tudo é Dario, que, como faz todas as vezes, se fecha em um quarto de hotel em algum lugar, junto com um computador sem wifi, para escrever.”
O desfecho, mais uma vez remetendo ao Prelúdio para Matar, entrega uma reviravolta que esteve o tempo todo escancarada para o leitor, incapaz de notar e mergulhado na assombrosa arte do genial artista Corrado Roi.
E enquanto adiciona componentes novos para sua trama, incluindo até mesmo algumas atitudes polêmicas às mãos de Dylan Dog, esta revisitação histórica de um clássico do suspense e terror demonstra a força não somente do Old Boy que vive a aventura, como também do autor, que hoje possui 78 anos de idade e ainda é capaz de mergulhar-nos em tanta ansiedade curiosa.
A obra foi trazida ao Brasil pela Mythos Editora em uma graphic novelluxuosa, com capa dura e textos que complementam a leitura. Confira detalhes clicando aqui.
Minissérie composta por cinco episódios criada por Craig Mazin e produzida pela HBO, Chernobyl está sendo transmitida atualmente e caminhando para seu encerramento. Adaptando fielmente os fatos do maior desastre nuclear da história, na usina ucraniana que dá nome à série, crítica e espectadores no geral vêm elogiando o desenrolar e os aspectos técnicos da produção.
O desastre ocorrido em 1986 já foi tema de muitas produções, sejam elas televisivas, cinematográficas ou literárias. O drama vivido pelas famílias e trabalhadores na então União Soviética, a tentativa banal de acobertamento dos fatos por parte do governo tentando evitar o caos, entre outras situações desastrosas que expõem os principais problemas do ser humano, vieram à tona e vêm sendo discutidos semanalmente com a exibição de novos episódios.
Abaixo, recomendaremos três elogiados livros sobre o assunto, para que algo tão memorável negativamente na história humana permaneça sempre em discussão.
Vozes de Tchernóbil: a história oral do desastre nuclear
Livro mais conhecido e premiado sobre o desastre, Vozes de Tchernóbil foi escrito por Svetlana Aleksiévitch, escritora e jornalista bielorrussa. Neste livro, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2015, Svetlana se utiliza das múltiplas vozes – de viúvas, trabalhadores afetados, cientistas ainda debilitados pela experiência, soldados, gente do povo – para construir uma narrativa arrebatadora, a um só tempo, relato e testemunho de uma tragédia quase indizível.
Cenas terríveis, acontecimentos dramáticos, episódios patéticos, tudo na história de Tchernóbil aparece com a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. As palavras de seus personagens, que dão corpo à narrativa em forma de relato, apresentam dores incomparáveis.
Nina: Desvendando Chernobyl
Livro finalista do Prêmio Jabuti de 2018 na categoria “Conto.”
Em Desvendando Chernobyl, Ariane Severo retoma o assunto abordado por Svetlana (em seu livro Vozes de Tchernóbil) com outras qualidades. Trata-se de um romance onde Nina, psicanalista brasileira nascida em Moscou da união efêmera de um casal de bolsistas gaúchos, volta à então capital da União Soviética com o desejo de ajudar “pessoas que sofrem com a catástrofe de Chernobyl“.
Ariane recria os fatos com absoluta veracidade, sem nunca perder a ternura, principalmente em relação aos seres humanos mais humildes (e seus animais e plantas) destruídos pela irresponsabilidade dos poderosos envolvidos na catástrofe.
Chernobyl 01:23:40: The Incredible True Story of the World’s Worst Nuclear Disaster
Ainda não disponível em português, Chernobyl 01:23:40 do autor inglês Andrew Leatherbarrow narra em detalhes como o reator nuclear da usina apresentou uma falha crítica e como funcionava anteriormente. O narrador também apresenta descrições e sentimentos acerca de uma ida à Pripyat, vilarejo mais próximo à usina, e demonstra em palavras as emoções que o local transmitem nos dias de hoje e que o motivaram a escrever este livro mesmo não sendo da área.
O material apresentado exigiu muita pesquisa e faz jus aos fatos reais. Os eventos que levaram ao desastre são narrados de forma contínua e muito clara, tornando-se uma leitura fácil para qualquer um, até mesmo um leitor descompromissado que deseja saber mais sobre o assunto.
Existem dezenas de outros livros que falam sobre o desastre de Chernobyl, seja em forma de romance com ficção ou a história real. A série de TV tem reavivado a discussão, beneficiando o questionamento e expondo fatos que agora alcançam um novo público. Da mesma forma, a literatura permanece com relatos eternos de tanto sofrimento em um dos momentos mais sombrios da história humana.