Em junho, o roteirista Frank Miller e o artista John Romita Jr apresentam a origem definitiva do Homem de Aço. Trata-se de Superman: Ano Um. A nova graphic novel do selo Black Labelserá composta por 3 edições. Originalmente, a história seria publicada em um volume composto por 100 páginas. Na última sexta-feira, a DC Comics não apenas divulgou detalhes sobre a publicação, como também, suas capas e sinopse.
Capítulo 1 – Por John Romita Jr
Capítulo 2 – Por John Romita Jr
Capítulo 3 – Por John Romita Jr
“É uma história de amadurecimento sobre um menino buscando pelo seu lugar no mundo. Confrontado com a necessidade de esconder seus poderes, Clark encontrará humanidade através dos Kents e as relações definitivas para o homem o qual se tornará. Contada por duas das vozes mais veneradas dos quadrinhos, Superman: Ano Um é mais do que uma história de super-heróis. É sobre as escolhas feitas pelo homem em sua jornada para se tornar uma lenda. É um testamento para a importância de escolher se tornar um super-herói.”
Além disso, a editora também anunciou uma coletânea da obra com capa ilustrada por Miller.
Coletânea – Por Frank Miller
Superman: Ano Um possuirá periodicidade bimestral. O primeiro capítulo será publicado no dia 19 de junho. O segundo, em agosto e o terceiro, em outubro. Fora isso, a coletânea será publicada no dia 12 de novembro, um mês após o término da minissérie. O formato será especial e mais alto em relação aos títulos regulares da DC, assim como Batman: Damned.
Conforme noticiado aqui, o quadrinho foi anunciado durante a San Diego Comic-Con e pretende explorar as origens judaicas do personagem. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
Após inúmeros teasers misteriosos divulgados pelo roteirista Tom Taylor, o mistério chegou ao fim. A DC Comics, em seu último catálogo, divulgou os primeiros detalhes sobre DCeased, a nova minissérie da editora. O quadrinho contará com os roteiros de Taylor. Já os desenhos, ficarão por conta de Trevor Hairsine, Stefano Gaudiano e James Harren. Confira a capa principal e as variantes da primeira edição:
Por Greg Capullo
Por Francesco Mattina
Por Yasmine Putri
“Graças à Darkseid, um misterioso tecno-vírus se alastra pelo planeta, infectando 600 milhões de pessoas e as transformando instantaneamente em violentas, monstruosas máquinas de destruição. Os heróis do Universo DC são pegos de surpresa pela pandemia e lutam para salvar as pessoas mais próximas a eles primeiro. Mas o que acontecerá às Lendas se o mundo acabar.”
Em entrevista ao IGN, Taylor declarou que DCeased foi idealizada por ele ao lado do editor Ben Abernathy. Ele tinha uma ideia para um conto de zumbi na DC e perguntou se o autor gostaria de estar envolvido com o projeto: “Na época, eu estava ocupado. Mas alguns dias depois, minha mente estava à mil. Eu não conseguia parar de pensar em novos e terríveis métodos de tortura para os meus heróis favoritos. Fiz com que Injustice parecesse fichinha perto disso.”
A história ocorre fora da continuidade principal, garantindo ao autor a liberdade necessária para tomar qualquer ação dentro da narrativa. “Os perigos são reais.” – disse Taylor – “Ninguém que você ama está a salvo, até mesmo ícones cambalearão.” – complementou.
Sobre o papel do Batman na história, foi dito que ele está preparado, mas além de seus apetrechos, ele possui a mente como instrumento de batalha. “Sem querer dar spoilers, mas se vírus afetam nossa mente, Batman conseguiria lutar contra algo que faz parte dele?” – questionou.
DCeased será composta por 6 edições. O primeiro capítulo será publicado no início de maio. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
Em fevereiro de 1989, tinha início uma nova era para a Patrulha do Destino nas HQs. Pelas mãos do Grant Morrison, o grupo composto por estranhos desajustados se tornou ainda mais estranho. A ideia era simples: Se eles são esquisitos, eles enfrentam vilões esquisitos. Desde homens-tesoura, até pessoas com complexo de Deus. Não há limites para o que as histórias do grupo podem ser.
Exatamente por isso, ninguém jamais imaginaria que a Patrulha ganharia uma adaptação em live-action. Visto que eles confrontam o absurdo e o grotesco, produzir uma película poderia resultar em algo inovador, ou tosco. Se a Patrulha do Destino ganhasse uma série, ninguém esperaria que fugiria dos padrões estabelecidos pelas séries de super-heróis. Pois bem, aconteceu.
O piloto dirigido por Glen Winter é provavelmente o mais criativo e cinematográfico das produções da DC Comics até então. O que a direção é capaz de realizar com apenas alguns movimentos de câmera, beira ao surreal, para uma série com um orçamento limitado. Cenas em primeira-pessoa e até mesmo enquadramentos que parecem ter saído de um gibi. Inclusive, para os leitores, há uma cena idêntica à primeira edição de Morrison pela equipe.
Fiquei arrepiadinho :3
A atmosfera grotesca e bizarra, não apenas ganha contornos narrativos interessantes, tais como chocam e impressionam o espectador, logo em seus primeiros minutos de projeção. Aviso: Se você não gosta de elementos separados caminhando, assim como eu, feche os olhos, pois ficarão na sua memória. Por um lado, os efeitos especiais são decentes, por outro lado, é fácil sentir agonia ao decorrer dos 58 minutos com cada personagem em tela. O que parando para pensar, não é um ponto negativo. É só um problema do redator mesmo.
Falando em personagens, não há como apontar uma caracterização ruim: Alan Tudyk como Senhor Ninguém em sua primeira cena, já vende o personagem completamente para o espectador. Timothy Dalton está perfeito como Chefe, assim como Brendan Fraser está impecável e com uma boca bem suja como Homem-Robô. Facilmente, a melhor performance. April Bowlby e Matt Bomer como Rita Farr e o Homem-Negativo, também não apresentam problemas. Apesar de não tão impressionante por enquanto, Diane Guerrero entrega uma boa Crazy Jane. Não há também problemas de interação aqui, há uma sinergia irônica e dramática ao redor do grupo.
Entretanto, o verdadeiro trunfo do piloto está no roteiro de Arnold Drake, Bob Haney e Bruno Premiani. Não apenas unindo todos os elementos bizarros em uma trama crível, como também contando a origem de cada personagem, sem que a narrativa seja prejudicada. Além disso, vale a pena destacar a forma como a série utiliza da narração em terceira pessoa do Senhor Ninguém, para construir um humor interlinguístico. Algumas partes de seus monólogos, se conectam com o que os heróis conversam no presente, sendo contraditos por noticiários de TV, ou até mesmo flashbacks.
Patrulha do Destino poderia facilmente ser apenas uma série sobre desajustados, dentre outras séries. Ainda bem que o showrunner Jeremy Carver tinha noção do material-base. Aliando o bizarro, o grotesco, o agoniante, a metalinguagem e a sensação de ser uma pária para a sociedade, este é o início daquela que promete ser a melhor, senão a mais criativa produção televisiva da DC. A mente é apenas o limite.
Você também pode conferir a análise com SPOILERS de Titãsaqui
A editora DC Comics anunciou o Ano do Vilão, um one-shot estrelando os personagens mais maléficos da editora. A publicação será uma prévia do que está por vir em Liga da Justiça, Superman e O Batman que Ri. O último em questão, será uma preparação para um novo e misterioso título, que será publicado durante o verão norte-americano.
O quadrinho também contará com o prelúdio de Cidade de Bane, novo arco da revista do Batman. A publicação conta com os roteiros de Brian Michael Bendis, James Tynion IV e Scott Snyder. Enquanto os desenhos ficam por conta de Francis Manapul, Jim Cheung e Alex Maleev. Confira as capas da edição:
Por Greg Capullo
Por Stanley Lau
Por Alex Maleev
Por Jim Cheung
Não é a primeira vez que a editora celebra os caras maus. Há alguns anos, foi publicada a saga Mal Eterno, estrelando os antagonistas dos heróis e o Sindicato do Crime. Ano do Vilão será publicado em maio nos Estados Unidos, em 32 páginas, ao preço de 25 centavos. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
Publicada na semana passada, o Multiversomudou para sempre em Liga da Justiça Anual #1. Escrita por Scott Snyder e James Tynion IV, a publicação lida com as consequências de Noites de Trevas: Metal, onde a Muralha da Fonte foi acidentalmente quebrada pelos heróis. Agora, quase um ano depois, A equipe se dirige à Galáxia Prometeica, para reparar a maior barreira da realidade.
SPOILERS SOBRE A PUBLICAÇÃO A SEGUIR
Com a ajuda da Tropa dos Lanternas Verdes, dos Novos Deuses, de Thanagar e Starman, os heróis colocam seu plano em prática: Trazer os três Titãs Ômega. Caso você não conheça esses gigantescos seres cósmicos, sugiro que leia Sem Justiça, recentemente publicada pela editora Panini na mensal da equipe.
Mais tarde, em um flashback, Starman e a Mulher-Gavião discutem sobre as implicações cósmicas da futura missão. Para quem não sabe, a sétima edição de título, contou com o retorno de Will Payton, o quinto Starman, afirmando ter as respostas para todas as perguntas da Liga da Justiça em relação ao Multiverso.
Exposition Time!
Ele afirma que as asas de Kendra estão relacionadas com a Totalidade, uma esfera, onde a criadora do Multiverso, Perpetua, estava presa. A Muralha foi criada para contê-la e os Titãs, para selá-la. O que explica o plano da equipe consistir em utilizá-los. Entretanto, um dos Titãs foi morto na Terra, logo a heroína precisa usar suas asas para canalizar energia e selar a Muralha.
Enquanto isso, Brainiac, aparentemente morto em Sem Justiça, retornou, para ajudar Luthor em seus objetivos perversos. O vilão explica que Starman é a chave para uma ameaça ainda mais grave que Perpetua, assim como a Liga possui uma chave para duas fechaduras diferentes. Logo, eles precisam redirecionar esta “chave” para a Totalidade, para Perpetua. Caso eles o façam, serão capazes de reconstituir a forma física da Mãe do Monitor e do Anti-Monitor para estudá-la.
Para alguém que criou o Multiverso, ela tá bem inteira.
Mais tarde, enquanto Starman redireciona sua energia para ajudar a Mulher-Gavião servir ao seu propósito cósmico, Brainiac controla a sua mente, fazendo com que os heróis percam vantagem na batalha. Quando Payton se recupera, é tarde demais. Os seres na Muralha sentem a presença de Perpetua. Eles estão com medo. Com a Muralha se desestabilizando, Kendra é tirada de lá contra sua vontade, restando apenas ouvir os gritos dos seres que compõem a barreira da realidade.
A Muralha da Fonte explode. A Liga da Justiça falha em sua missão. Luthor possui o corpo de Perpetua para estudos. Enquanto isso, o Multiverso sente a ausência da barreira e está se movendo. Nova Gênesis e Apokolips somem, Darkseid celebra o funcionamento do campo de distorção do Setor Fantasma, Monstro do Pântano ouve os gritos da natureza, o Espectro jura vingar a criação e a Liga da Justiça Encarnada atesta: “Não há como parar. Este é o fim.”
Duas páginas seguidas com arrepios e calafrios simultâneos.. Eu amo esse gibi.
É impossível imaginar o que virá a seguir, mas de acordo com Scott Snyder, esta é apenas a ponta do iceberg e o primeiro ato de seu longínquo run. As próximas edições explorarão as consequências do anual e trarão revelações bombásticas. O Multiverso entrou em colapso e para se manter informado sobre essa gigantesca trama cósmica, fique ligado na Torre de Vigilância.
“O destino da Terra está em jogo quando a Liga da Justiça enfrenta uma poderosa ameaça: Os Cinco Fatais! Superman, Batman e Mulher-Maravilha buscam por respostas enquanto os viajantes do tempo, Mano, Persuasor e Tharok aterrorizam Metropolis em busca da Lanterna Verde Jessica Cruz. Com a ajuda dela, eles libertarão os outros membros da equipe: A Imperatriz Esmeralda e Validus para executar um plano sinistro. Mas a Liga descobriu um aliado de outra época: O peculiar Star Boy. Seria ele a chave para deter Os Cinco Fatais?”
A animação contará não apenas com a produção de Bruce Timm, como também com o retorno das vozes da Trindade de Liga da Justiça e Liga da Justiça: Sem Limites. O filme animado terá como protagonistas Star Boy da Legião dos Super-Heróis e a Lanterna Verde Jessica Cruz. O lançamento será direto para o home vídeo durante a primavera norte-americana.
Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
Titãsnão é uma série de super-heróis. Parece absurdo, mas é verdade. Este não é um seriado sobre pessoas as quais pretendem salvar o mundo. Este é um seriado sobre pessoas tentando sobreviver, atormentadas por sua próprias habilidades. Cabe ao espectador, dizer sim ou não à proposta da produção. Se você gosta (exclusivamente) dos Jovens Titãs combatendo o mal em sua mais plena leveza juvenil, essa série não é para você. Todavia, caso você adore desconstruções de personagens, uma sensação de suspense e um tom gritante, então você foi feito para essa série.
O CONTEXTO
Primeiro, é necessário dizer que criticar produções em decorrência de sua tonalidade, não é crítica. Arte é relativa. O contexto precisa ser entendido. Alguns enxergam como algo leve, vibrante, outros simplesmente, preferem a vertente melancólica. A questão nunca é o tom, mas sim, à forma como ele é aplicado dentro de sua narrativa. Afinal, narrativa é narrativa. “Mas por que justamente uma série sombria e violenta dos Titãs, João?” Bom, meu caro leitor, eu explico:
1 – Pois pertencem a um serviço de streaming, onde há mais liberdade para a produção de conteúdo.
2 – Greg Berlanti é um dos criadores da série.
Que homem esse tal de Berlanti!
Não conhece o Berlanti? Ele é o criador da maioria das séries da DC exibidas na CW. Ele criou Arrow, uma versão mais sombria e violenta do Arqueiro Verde. Entretanto, ele trabalhou com outras adaptações de quadrinhos, como por exemplo: Riverdale. A série é uma adaptação sombria dos quadrinhos da Archie Comics, misturando horror, suspense e adolescentes problemáticos e bonitos. Enfim, essa série é o exagero em pessoa. Mas por que comparar Titãs à Riverdale? Pois a ideia é a mesma. Pegue personagens de quadrinhos vibrantes e os transforme na versão mais sombria possível. A única diferença é que Titãs tem mais liberdade para cenas de violência, pois como já dito anteriormente: serviços streaming não tem restrições.
“Por que ninguém reclama de Riverdale?” Devem existir reclamações, mas os Jovens Titãs são muito mais conhecidos na cultura pop, existiu uma geração a qual cresceu com os quadrinhos por Marv Wolfman e George Pérez, outra, com o desenho animado de 2003 e uma nova está crescendo com Jovens Titãs em Ação. Então por que as pessoas estavam tão inconformadas com a série antes de sua estreia? Pois não parecia em nada com a imagem tida da equipe. “Mas isso justifica os comentários racistas com a Estelar?” Não, não justifica. Nada justifica racismo. Entretanto, aguardar pelas escolhas tomadas na produção se justificarem na narrativa era o sensato a ser feito.
Essa família é muito unida! Turututu E também muito ouriçada!
Felizmente, todas se justificaram. As mudanças não são o problema de Titãs. Cada membro do elenco regular traz algo único para a série: Dick Grayson (Brendon Thwaites) traz a fúria, Rachel Roth (Teagan Croft) traz o horror e em alguns momentos, inocência, ao lado de Garfield Logan (Ryan Potter) e Kory (Anna Diop), traz um maravilhoso senso de ironia. A familiaridade a qual permeia o grupo durante os 11 episódios, faz deles um verdadeiro – peço perdão por isso – Quarteto Fantástico revoltado. Todavia, os roteiristas não parecem entender o elo mais forte do show, o que fará o espectador vibrar e acompanhar com carinho cada detalhe da história. Não, ao invés da união ser priorizada, os roteiristas escolhem destacar a individualidade. Mas quem dera fosse a individualidade dos quatro personagens.
DICK GRAYSON
Titãs não é uma série dos Titãs. Parece absurdo? Parece e talvez seja. Titãs é uma série do Dick Grayson. Você, leitor, deve estar se perguntando: “Por que? O quê?” É a verdade nua e crua. Mas não, não pense que isso torna a série uma produção ruim, só a torna menos boa do que ela poderia ser. A temporada começa com os Grayson Voadores e termina com Dick aceitando o seu lado sombrio. É sobre ele. É tudo sobre ele.
Do primeiro ao quinto episódio, o espectador descobre que Robin se afastou do Batman, pois estava se tornando, em teoria, um psicopata. Proteger e cuidar do Rachel, é uma chance de desconstruir isso e ele apenas enxerga a oportunidade no quarto episódio, ao impedir a queda dela na escuridão. A interação entre os dois personagens não apenas se assemelha com a relação paterna entre Batman e Robin, como também é bem escrita e pontuada por momentos traçados por paralelos interessantes. No quinto episódio, o único onde os Titãs agem como uma equipe propriamente dita, é levantada uma questão: “O que Dick pode trazer para a equipe?”Ravena tem seus poderes demoníacos, Kory, rajadas flamejantes e Garfield, se transforma em um tigre. O roteiro resolve responder através da aceitação de Dick ao manto de Robin. É uma das cenas mais satisfatórias da série.
Aqui estou eu mais um dia, sob o olhar sanguinário do Robin.
Você deve estar pensando: “Essa é a maneira perfeita para finalizar o arco dramático dele e priorizar a trama, certo?” Sim, mas os roteiristas não pensaram que eles tinham mais seis episódios pela frente. Ou será que pensaram? Eu não sei. De qualquer forma, do sexto ao oitavo episódio, Dick recebe um novo arco dramático: Matar o Robin. É coerente, se parar para pensar que nas HQs, o personagem assume, após o Garoto-Prodígio, o manto de Asa Noturna. Entretanto, a temporada parece não finalizar o arco o qual foi iniciado, provocando um enorme vazio. Uma pena, pois a preparação é ótima:
No sexto episódio, o melhor da temporada, Dick conhece Jason Todd, o novo Robin. Todd serve como um espelho para mostrar a ele o que pode acontecer, caso a ideia de continuar sendo o Passarinho suba a sua cabeça. No final do episódio, ao ver como Jason se sente poderoso com a máscara, Dick resolve aposentar o seu codinome.
No sétimo episódio, os personagens param em um asilo, onde vivem seus piores medos, o maior medo de Grayson, é enlouquecer usando a máscara. Ao final do episódio, o personagem ordena que Kory incendeie o local, mais tarde, na última cena, Dick queima o traje de Robin, aposentando sua aparência.
No oitavo episódio, a série explora uma faceta diferente do personagem, trazendo um pouco de humor a ele, ao lado de sua amiga, Donna Troy. A ex-Moça-Maravilha argumenta sobre a diferença entre parar e se aposentar. Ela sugere que Dick não precisa ser o Robin para ajudar pessoas, ele precisa ser algo a mais.
Fica difícil entender o porquê existir essa demora em torná-lo o Asa Noturna. Não é apenas o caminho óbvio, mas o caminho narrativo certo a se seguir. Entretanto, a série resolve seguir o caminho “errado”. No final da temporada, intitulado “Dick Grayson“, o personagem precisa lutar contra seu lado sombrio e a forma como o roteiro encontra para executar essa ideia é através de uma realidade artificial onde Batman se tornou um assassino. Ele é o único capaz de pará-lo, mas isso significaria, sacrificar o seu compasso moral.
Você caiu na artimanha do Trigo kkk
Caro leitor, você já deve ter visto inúmeras capas de quadrinhos onde o herói grita furiosamente: “Preciso pará-lo de uma vez por todas.” Entretanto, você também deve saber que na maioria das vezes, a história por trás da capa, nunca apresenta o tal acerto de contas. Como um exemplo audiovisual, eu posso citar Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Pois em determinado momento, Batman está lá para matar Superman, mas segundos antes de enfiar uma lança de kryptonita em seu peito, Superman, através de um nome, faz com que o Cavaleiro das Trevas perceba o monstro o qual ele se tornou.
Em Titãs, não há momento para essa percepção, o heroísmo é negado por completo, no exato momento em que ele diz: “Meu Deus, Bruce. Isso é o que você queria, que eu abraçasse a escuridão. Vai se foder, Bruce. Você ganhou.” Ele deixa Batman para morrer naquele mundo fictício e abraça tudo o que há de ruim nele. Para muitos, inclusive para mim, soou como um arco mal finalizado, mas após muitos dias de reflexão, eu percebi: Isto não foi um equívoco narrativo. O que me leva ao próximo ponto.
A ATMOSFERA
Como dito no primeiro parágrafo: “Titãs não é uma série de super-heróis.” Não há nada heroico (com exceção de uma ou duas cenas) sobre esta série. Literalmente nada. Esta série é como um filme de 13 horas idealizado por Josh Trank. Caso não conheça o diretor, ele é o responsável pelo ótimo Poder Sem Limites e o terrível Quarteto Fantástico (É culpa do estúdio, para falar a verdade). Estes filmes não são sobre super-heróis, mas sim, sobre pessoas atormentadas pelas suas habilidades extraordinárias. Há um senso de horror diferente em cada personagem e a proposta da série é explorada ao máximo no episódio “Asylum”. Por que?
1 – Personagens lidando com o que há de pior dentro deles.
2 – Eles precisam fugir. Fuga é um aspecto constante na série.
3 – O asilo é anônimo, as pessoas trabalhando lá também. Outra característica de Titãs é o fato de que existem vilões por toda parte e nós nunca saberemos os nomes deles.
Os roteiristas poderiam facilmente fazer dessa, mais uma série de conspiração criada pelos antagonistas, mas eles são o que menos importam e isso é ótimo. O que eles representam para os heróis é o que realmente importa e essa constante adrenalina se desenrola no decorrer desses 11 episódios, onde os personagens precisam lidar com seus problemas e fugir ao mesmo tempo. Não dá para confiar em ninguém, pois todo personagem fora do núcleo principal podem ser uma ameaça: Policiais, freiras, uma família geneticamente modificada, médicos de um asilo, idiotas em restaurantes, demônios, maníacos sexuais. Todos são motivo para pelo menos levar um soco na cara.
Exceto esse cara carbonizado. Ele só queria amor.
Esse fato contribuí para moldar o suspense da produção, justamente pela falta de ciência em relação a tudo o que não é fantástico neste mundo. Outro fator o qual colabora bastante é a excelente trilha sonora composta por Kevin Kiner & Clint Mansell trazendo o senso de adrenalina mesclado com o medo do desconhecido, a música cresce em momentos de tensão, em momentos violentos e imerge o espectador dentre deste universo doido. Entretanto, fica evidente a preocupação dos produtores em deixar a série com uma cara moderna. A quantidade de músicas tocadas no decorrer dos episódios (e bem selecionadas) confere à série um estilo pop.
Entretanto, a série não apenas transita entre esses dois fatores, ela serve como uma introdução ao Universo DC do serviço de streaming. Logo, conta com inúmeras participações especiais bem pontuadas em sua maioria. É impossível escolher o que parece mais atrativo. A Patrulha do Destino tem um tom próprio, misturando drama com humor (provavelmente o que se pode esperar da série). Rapina e Columba (Alan Ritchson e Minka Kelly) são carismáticos e trazem aventuras pé-no-chão, mas a série cometeu um equívoco em trazer um episódio piloto perfeito para a dupla no meio da temporada. Jason Todd (Curran Walters) entrega a raiva imatura e Donna Troy (Conor Leslie) entrega maturidade através da ironia, provavelmente, serão os mais recorrentes na série.
Família! Família! Almoça junto todo dia E nunca perde essa mania.
VEREDITO
Confesso, Titãs me deixou dividido. Não por ser sombrio e desconstruir os personagens, mas pela ausência de heroísmo. Entretanto, não posso simplesmente concluir que a primeira temporada é ruim. Pois é bem produzida, bem dirigida e cativa o espectador a continuar assistindo. O final, entretanto, pode ser considerado jogar o arco dramático de um personagem no lixo, ou o prelúdio para algo maior. Prelúdio. Era essa palavra que faltava. Titãs soa como um episódio piloto de 13 horas sobre Dick Grayson, com outros heróis como pano de fundo, na busca do confronto contra seus demônios internos. Em alguns momentos, usa o exagero ao seu favor, em outros momentos, parece querer reafirmar ao espectador a que veio, mas no fim, é uma ideia diferente, predominantemente bem executada, mas repleta de imperfeições.
Liga da Justiça vs Os Cinco Fatais, novo filme animado da DC Comics, teve suas primeiras imagens e seu elenco divulgado. De acordo com o Hollywood Reporter, a animação contará com as vozes de:
Diane Guerrero como Jéssica Cruz
Elyes Gabel como Star Boy/Thomas Kallor
Ela interpretará outra personagem da DC este ano: A Crazy Jane, em Patrulha do Destino. Enquanto ele, esteve em Game of Thrones.
Peter Jessop como Thorak
Tom Kenny como Bloodsport
Matthew Yang King como Persuasor
Sumalee Montano como Imperatriz Esmeralda
Philip Anthony Rodriguez como Mano
Daniela Bobadilla como Miss Marte
Kevin Michael Richardson como Senhor Incrível
Tara Strong como Satúrnia
Para a surpresa de alguns fãs, as vozes originais da Trindade em Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites, retornam para a produção em home-vídeo:
Kevin Conroy como Batman
Susan Eisenberg como Mulher-Maravilha
George Newbern como Superman
Jessica Cruz
Starboy e Satúrnia
“O destino da Terra está em jogo quando a Liga da Justiça enfrenta uma poderosa ameaça: Os Cinco Fatais! Superman, Batman e Mulher-Maravilha buscam por respostas enquanto os viajantes do tempo, Mano, Persuasor e Tharok aterrorizam Metropolis em busca da Lanterna Verde Jessica Cruz. Com a ajuda dela, eles libertarão os outros membros da equipe: A Imperatriz Esmeralda e Validus para executar um plano sinistro. Mas a Liga descobriu um aliado de outra época: O peculiar Star Boy. Seria ele a chave para deter Os Cinco Fatais?”
Liga da Justiça vs Os Cinco Fatais tem previsão de lançamento durante a primavera norte-americana, sem data definida. O filme será produzido por Bruce Timm, responsável por diversas séries animadas da editora como: Liga da Justiça e Batman: A Série Animada. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
Foram liberadas novas imagens de Shazam!, que mostram o herói (Zachary Levi) ao lado de Doutor Silvada (Mark Strong) e Freddy (Jack Dylan Grazer), o seu melhor amigo. Além das fotos, a DC soltou um novo retrato do personagem em alta resolução, que já havia sido vazado antes.
Dr. Silvana é um personagem originalmente da Fawcett Comics, e posteriormente adquirido pela DC Comics.Sua primeira aparição foi em Whiz Comics #2. No filme, o antagonista terá alguns poderes semelhantes com o do herói. Mais detalhes sobre suas habilidades, não foram revelados.
Todos temos um super-herói dentro de si, basta um pouco de mágia para fazê-lo aparecer. No caso de Billy Batson (Asher Angel), ao dizer a palavra ‘SHAZAM!’, o pequeno garoto de 14 anos se torna o herói Shazam (Zachary Levi), como cortesia de um Mago ancião. Apesar disso, Billy continua sendo uma criança no corpo de um Deus. A partir daí, ele passa a testar seus limites, e brincar com seus super poderes assim como qualquer outra pessoa faria. ‘Eu posso voar agora? Será que tenho visão de raio-x? Posso disparar raios das mãos?’ Mas Billy terá que aprender rápido, porque forças do mal se aproximam lideradas pelo maníaco Doutor Thaddeus Sivana (Mark Strong).”
Dirigido por David F. Sandberg, Shazam! chega em 5 de Abril de 2019 em todos os cinemas do país.