Em uma entrevista realizada para o Heroic Hollywood, James Wan, o diretor de Aquaman e o produtor da franquia Invocação do Mal, falou que gostaria de produzir um filme de terror sobre o Batman. Atualmente, um filme do homem morcego com Ben Affleck no papel principal, está sendo desenvolvido pela Warner Bros. Pictures, com direção e roteiro de Matt Reeves (Cloverfield).
“No passado, como a maioria das pessoas, eu amava a ideia de dirigir um Batman, mas uma versão de terror. Essa seria uma fantasia minha em potencial, mas eu sinto como se já tivessem feito versões demais dele. Mesmo assim, eu amo a ideia de fazer um Batman bem assustador. Acho que seria realmente legal.“
E mais: Wan comentou em seu Twitter oficial, sobre o novo filme de Mortal Kombat. Segundo ele, o longa-metragem está em seus estágios iniciais e que é para as pessoas não acreditarem em tudo o que elas veem por ai. Mortal Kombat é uma franquia criada por Ed Boon e John Tobias. O primeiro game foi lançado em 1991 para Super Nintendo. De lá para cá, totalizam-se quinze produções.
“Por favor, não se deixem ser tão influenciados por informações falsas. Boas e más notícias: nada está acontecendo ainda. Literalmente. Ainda estamos nos estágios iniciais de desenvolvimento. Qualquer um que disser que estamos procurando por locações ou procurando o elenco está te trollando.”
Nascido em 1977, James Wan é um diretor, roteirista e produtor de cinema malaio. Ganhou reconhecimento com seu primeiro longa-metragem de sucesso, Jogos Mortais, no qual ganhou uma série de sequências, não dirigidas por ele, mas produzidas. Outra franquia de sucesso em que está envolvido, é Velozes e Furiosos como produtor executivo. James comandou o sétimo filme da série e atualmente, trabalha em diversos projetos ao mesmo tempo.
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Em 2019, Batman completará 80 anos de existência. Assim como o Superman com Action Comics, a revista primária do Morcego, chegará à milésima edição. Detective Comics #1000 será publicada em março do ano que vem. A DC Comics divulgou alguns detalhes sobre o quadrinho e sobre a comemoração. Confira:
Selo comemorativo da publicação
Detective Comics será um HQ de 96 páginas. A história principal da edição será escrita por Peter Tomasi e ilustrada por Doug Mahnke. A dupla introduzirá o Cavaleiro Arkham no Universo DC. O personagem foi criado para os jogos da franquia Arkham e agora, fará parte do cânone. Já foi divulgado que Jason Todd não está por trás da máscara do Cavaleiro. O que acarreta em um novo mistério: Quem é o Cavaleiro Arkham?
Também teremos histórias secundárias por Geoff Johns, Brian Bendis, Paul Dini, Christopher Priest, Dennis O’Neil, Neal Adams, Kelley Jones, Dustin Nguyen, Alex Maleev, entre outros.
Por Jim Lee
Além disso, também será publicado um encadernado capa-dura, coletando os momentos mais importantes da história do Cavaleiro das Trevas, tais como: As primeiras aparições de Robin, Mulher-Gato e Batgirl. Assim como uma história escrita por Paul Levitz e ilustrada por Denys Cowan e os layouts originais de Lew Sayre Schwartz para Detective Comics #200.
“A popularidade duradoura do Batman durante 80 anos se comunica diretamente com o apelo geral o qual o personagem possui.”– explicam Dan DiDio e Jim Lee, editores da DC Comics – “Estamos orgulhosos em celebrar o impacto cultural do Batman com esses lançamentos especiais e ansiosos para comemorar com os fãs ao redor do mundo.”
Detective Comics #1000 e Detective Comics: 80 anos do Batman serão publicadas em março de 2019. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.
O pai de um dos maiores vilões do Batman, prolífico roteirista e uma pessoa dotada de extrema simpatia, Chuck Dixon é um grande nome do mercado de quadrinhos norte-americanos. Algumas de suas obras inéditas foram lançadas no Brasil recentemente, enquanto outras ganharam republicações, e motivados pela cena atual, resolvemos entrevistá-lo para falar um pouco sobre duas histórias em específico:
Primeiramente, gostaria de agradecer por ter aceitado fazer esta entrevista. No período de alguns meses, os leitores brasileiros foram agraciados com os lançamentos de alguns quadrinhos de sua autoria, tais quais as edições de luxo de Robin: Ano Um e Batgirl: Ano Um (pela editora Eaglemoss), e o lançamento da inédita Bane: A Conquista (Panini), bem como a publicação de um encadernado especial de Mundo Invernal (Mythos Editora) compilando as duas aventuras originais ilustradas por Jorge Zaffino, e a recente La Niña. Gostaria de centrar, nesta entrevista, nestes dois quadrinhos citados por último.
Muito obrigado por vir falar comigo!
Chuck Dixon em sua mesa na MegaCon Tampa Bay em 2016. (Reprodução: bleedingcool.com)
Vamos começar falando sobre você. Em quaisquer sites como a Wikipedia ou até mesmo no Dixonverse qualquer um pode encontrar detalhes sobre o início de sua carreira. Entretanto, eu gostaria de saber como você se envolveu com os quadrinhos inicialmente, como leitor, para depois ir trabalhar no mercado.
Quando eu era criança havia quadrinhos em todo lugar. A maioria das casas tinha pilhas deles. Eles estavam na barbearia, farmácia e todo lugar que eu ia. Eu ficava muito doente quando criança, e membros da família traziam quadrinhos para mim como presentes. Eles se tornaram meu mundo. Ainda muito novo, eu estava estudando a “linguagem” dos gibis. Eles também se tornaram meu interesse central. Eu queria criar meus próprios quadrinhos e até desenhei centenas de páginas ao longo do ensino médio. Não havia nada mais que eu queria fazer além de trabalhar com quadrinhos, então arranjei alguns empregos simples para ter condições mínimas e fui para Nova York para ir à Marvel e DC sempre que eu pudesse.
Finalmente, no meio dos anos 80, quase simultaneamente eu chamei a atenção de duas empresas, a Eclipse Comics e a Marvel Comics. Então trabalhei duro para provar que eu era confiável e que poderia apresentar histórias competentes. Logo, fui contratado como roteirista e nunca mais olhei para trás!
Em 1987 você criou a série Mundo Invernal. Alguns textos de sites especializados dos EUA comparam a série original (e suas continuações modernas) com Mad Max, apelidando-a de “Mad Max no gelo.” Gostaria de saber quais foram as influências e inspirações para a criação de Mundo Invernal, e se realmente Mad Max foi parte das mesmas.
A maior influência foi Jorge Zaffino [o artista de Mundo Invernal]. No mesmo instante em que vi seu trabalho, eu soube que eu queria fazer algo cru e perigoso. Uma história pós-apocalíptica situada em um ambiente estéril e hostil pareceu perfeita para o estilo único de Jorge, seu dom de desenhar pessoas reais e suas habilidades em coisas elementares como clima e ação.
Há alguma influência de Mad Max [em Mundo Invernal] mas não nos aprofundamos no lado “punk” daquela série. Era mais algo como o mundo real, e menos fantasioso. Essas pessoas estavam muito ocupadas tentando sobreviver para ficar pensando em estilo!
Capa da edição nacional de Mundo Invernal, da Mythos Editora. (Reprodução: mythoseditora.com.br)
Em um texto seu escrito em 1988 e publicado em Winter World 3, você menciona o fato desta história ser sobre pessoas sobrevivendo sem um rumo exato, e não sobre salvar o universo. Esta é uma característica que se manteve quando a série retornou em 2014?
Com certeza. Eu sempre preferi histórias onde os personagens estavam mais preocupados com seus interesses pessoais do que com objetivos mais altos. Eu consigo me relacionar melhor com alguém tentando sobreviver, procurando comida e abrigo. Eu me relaciono menos com alguém tentando mudar o mundo.
Como foi retomar esta série após tantos anos? Quais foram os principais processos para que você pensasse “ok, Mundo Invernal deveria retornar às comic shops”.
A IDW tinha um interesse real em uma série de TV. Simples assim. Isso permitiu que eles pensassem em me chamar para criar uma nova série de quadrinhos. Pra mim, foi como se o tempo não tivesse passado. Eu estava de volta ao mundo de Scully e Wynn facilmente, como andar numa sala familiar.
Primeira página da série original Mundo Invernal, de 1987. Arte de Zorge Zaffino. (Reprodução: amazon.com.br)
Scully, Wynn e Rah-Rah formam um trio único. Como você descreveria a relação entre Scully e Wynn?
Não é uma relação de pai e filha. Eu suponho que eles sejam mais como irmãos. Apesar dela ser mais nova, Wynn é de um mundo onde todos devem crescer rapidamente. Então, apesar da diferença de idade, eles são equivalentes, iguais. Em um mundo onde você não pode confiar em ninguém, eles contam um com o outro para sobreviver e sabem que eles se apoiam juntos.
Já pensou, alguma vez, em dar maiores detalhes acerca de como o planeta chegou ao ponto que está neste universo? Durante La Niña [história presente no encadernado da Mythos Editora], um dos personagens dá dicas acerca do ocorrido, mas nada muito aprofundado. Esta vontade de contar em detalhes os acontecimentos que congelaram o mundo já passou pela sua cabeça?
Eu nunca quis ir às origens. Fazer isso iria sugerir que há uma solução [para a situação do mundo congelado]. Eu não queria que meus personagens lidassem com nada disso. Eu queria que suas histórias fossem sobre pessoas frágeis em um mundo duro, violento e quase inabitado. Eles não se importam sobre como o mundo chegou onde chegou. Suas únicas preocupações são comida e calor. E as dicas dadas nesta história são apenas teorias.
Capa da primeira edição do retorno de Mundo Invernal, publicada pela IDW em 2014. Arte de Butch Guice. (Reprodução: idwpublishing.com)
Migrando para a DC Comics e as perguntas direcionadas à Bane: A Conquista. Primeiramente, como foi trabalhar com basicamente toda a Batfamília? Você ainda acompanha regularmente o que é feito com os heróis e vilões do Batman?
Eu não mais acompanho os quadrinhos de perto, já que eu não trabalho mais para a DC regularmente. Eu tenho que pensar nas minhas próprias continuidades!
Trabalhar para a DC Comics foi uma tremenda oportunidade pra mim. Eu ainda não acredito que pude brincar naquele playground por tanto tempo! Eu me arrepiava sempre que escrevia “Batman e Robin.” Isso nunca foi embora!
Bane é, talvez, sua criação mais famosa para o universo do Batman. Como foi ver seu personagem adaptado duas vezes nos cinemas (Batman e Robin em 1997 e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge em 2012), e quais as impressões que ambas as adaptações lhe passaram como “pai” deste personagem?
A primeira versão (vivida por Jeep Swenson) teve o melhor visual de todos. Mas ele foi interpretado como um viciado em um filme muito ruim. O Cavaleiro das Trevas Ressurge foi muito melhor, mostrando o Bane como um intelectual. Mas ainda não foi o que Graham Nolan e eu tínhamos em mente.
Capa do segundo e último volume da série Bane: A Conquista, que está atualmente nas bancas em lançamento da editora Panini. (Reprodução: hotsitepanini.com.br/dc)
Atualmente, Bane: A Conquista está sendo publicada no Brasil. Sobre esta série, como foi retornar à sua cria após tanto tempo, e quais foram seus principais objetivos com o desenvolvimento desta história?
Graham e eu tínhamos mais histórias para contar. Quando começamos, foi como se nem um dia tivesse passado desde a última vez. Nós “lidamos” com o Bane melhor que qualquer um pois nós o criamos. Há muita profundidade lá.
Conhece o Brasil? Se não, gostaria de conhecer?
Eu gostaria de conhecer. Meu grande amigo Sergio Cariello mora não muito longe de mim aqui na Flórida. Ele fala sobre ter crescido no Brasil o tempo todo.
Em que você está trabalhando atualmente? Poderia dar algumas dicas do que virá no futuro?
Estou trabalhando em uma nova série do Van Helsing para a Zenescope, e também em uma série chamada Avalin para a ArkHaven, uma nova empresa. E tenho muitos projetos que ainda não foram anunciados, incluindo uma graphic novel para a Marinha dos Estados Unidos.
Van Helsing vs. The Werewolf #2, da editora Zenescope. Arte de Mike Lilly. (Reprodução: blog.zenescope.com)
Chuck, gostaria de agradecer imensamente a atenção depositada para responder estas perguntas, e tenho certeza que os fãs brasileiros irão gostar de ler suas respostas. Por fim, queria pedir que mande algum recado para os leitores daqui, e também aproveitar o espaço para lhe desejar todo o sucesso do mundo!
Para todos meus amigos brasileiros, muito obrigado por ler e curtir meu trabalho! Acreditem, eu gosto de ter minhas histórias sendo desfrutadas em cada canto do mundo!
Em entrevista ao Bam Smack Pow, John Stephens o produtor executivo de Gotham, falou sobre o traje que Bruce Wayne (David Mazouz) já adulto, usará no final da série já usando o manto de Batman.
“Eu acho que o traje é mais fosco. Se eu tiver que comparar com qualquer outro traje, eu diria que é mais próximo da armadura de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. É mais um morcego de batalha metálico do que algo como o traje do Ben Affleck ou de Esquadrão Suicida.“
“Quanto dinheiro podemos usar para fazer esse traje? Porque obviamente ele tem que ser bonito. Você não quer passar quatro anos, para simplesmente chegar ao final e dizer: ‘ótimo episódio, mas aquele traje era realmente um lixo’. Há muita pressão, mas felizmente o nosso departamento de figurino é incrível, então todos os designs que eles estão fazendo estão ótimos. E nós preferimos orelhas pequenas.”
A última temporada do seriado terá 10 episódios e retorna em 2019.
Foram disponibilizadas na internet, as imagens do ator Ben Affleck testando o traje do Batman em Batman vs Superman: A Origem da Justiça que você pode ver logo abaixo.
O Batman de Ben Affleck fez a sua estreia em 2016 no longa Batman vs Superman: A Origem da Justiça, e posteriormente, apareceu fez uma pequena participação em Esquadrão Suicida para mais tarde, atuar ao lado dos maiores heróis do mundo em Liga da Justiça.
Irmão mais velho de Casey Affleck, Ben é um ator estadunidense mais bem pagos de Hollywood, atuando em produções renomadas como: Fargo, Garota Exemplar, O Contador e A Lei da Noite.
Para futuras informações envolvendo o Batman e seu universo, fique ligado (a) aqui, na Torre de Vigilância.
A Funko lançou o primeiro episódio da animação The Freddy Funko Show, que mostra o mascote da empresa apresentando um Talk Show enquanto entrevista figuras icônicas do mundo pop.
No primeiro episódio, Freddy conversa com o Batman e Robin de Adam West e Burt Ward em suas versões POP!, os colecionáveis mais conhecidos e vendidos da megacorporação de brinquedos.
Fundada em Outubro de 1998, a Funko começou produzindo bobbleheads exclusivos de Freddy, e somente no ano de 2000, a organização deu início a fabricação de colecionáveis licenciados da cultura pop. Em 2010, tevê início com Batman, Charada e Pinguim a linha POP!, um dos colecionáveis mais vendidos mundo.
Fique ligado (a) aqui, na Torre de Vigilância para futuros episódios de The Freddy Funko Show.
Retornará às livrarias ainda em setembro a Edição Definitiva de Batman: O Longo Dia das Bruxas, a obra máxima da dupla Jeph Loeb e Tim Sale. Confira detalhes abaixo!
Originalmente concebida como um arco para a revista Legends of the Dark Knight, a minissérie Batman: O Longo Dias das Bruxas se tornou um dos maiores épicos dos quadrinhos e consagrou a dupla Jeph Loeb e Tim Sale.
Seguindo diretamente os eventos de Batman: Ano Um, esta obra mostra uma série de assassinatos ocorridos em datas festivas e sempre relacionados ao submundo dos gângsteres de Gotham City, trazendo de volta personagens como Carmine Falcone – o Romano -, Harvey Dent, James Gordon, Mulher-Gato e muitos outros. Acompanhe a gênese do Duas-Caras, a evolução da amizade entre Gordon e o Cavaleiro das Trevas e a relação entre a Mulher-Gato e Batman.
Jeph Loeb e Tim Sale formam uma das mais conhecidas duplas dos quadrinhos, responsável por obras como Superman: As Quatro Estações, Batman: Vitória Sombria, Homem-Aranha: Azul, Demolidor: Amarelo e Hulk: Cinza. Esta edição traz a minissérie completa, além de esboços de Tim Sale, entrevista com os criadores e comentário dos autores. Compila Batman: The Long Halloween 1-13.
Batman: Vitória Sombria e Mulher-Gato: Cidade Eterna são duas continuações e fazem parte deste universo de Loeb e Sale, que teve início com a colaboração dos autores em Batman: Dia das Bruxas. Entretanto, todas as histórias são fechadas e podem ser lidas individualmente.
Batman – Gotham 1889, uma das melhores histórias do Homem-Morcego será republicada no Brasil pela Panini. A história, que ,retroativamente, se tornou a primeira Elseworlds oficial, foi originalmente lançada em um one-shot de 52 páginas em 1989, com roteiro de Brian Augustyn e Mike Mignola com artes de Eduardo Barreto. Dois anos depois, Batman – Mestre do Futuro, continuação direta de Gotham 1889 foi lançada. Ambas fazem parte do encadernado da Panini.
COMO SERIA A GOTHAN CITY DE MAIS DE CEM ANOS ATRÁS? Em uma era repleta de mistérios e superstições, como o povo de Gotham reagiria a uma estranha criatura da noite, um vigilante trajado de morcego, temido tanto por criminosos quanto pelos inocentes? Parte desse povo viveria aterrorizada. Outra tocaria sua vida tranquilamente. Somente um homem ignoraria a situação um homem com um único e obsessivo interesse. Seu nome? Ninguém sabe com certeza. A maioria o conhece simplesmente como Jack. Jack, o Estripador. Batman – Gotham 1889 traz o clássico conflito entre o Homem-Morcego da Era Vitoriana e o Açougueiro de Whitechapel, ao lado de sua aclamada sequência, Batman: Mestre do Futuro, na qual o Cavaleiro das Trevas encontra um enlouquecido visionário determinado a impedir que Gotham City adentre o século 20. Uma mistura inesquecível de história, fantasia, ficção científica e ação, cortesia dos criadores Brian Augustyn, Mike Mignola, P. Craig Russell e Eduardo Barreto.
Batman – Gotham 1889 terá formato 28 x 19 cm, 120 páginas e capa dura. A edição já se encontra em pré-venda na Amazon Brasil no preço de R$ 37,00.
Em uma roda de discussão sobre super-heróis, sempre há aquela pessoa a qual acredita na ideia do Batman com o preparo. Você, caro leitor, já deve ter testemunhado muitos comentários acerca desta questão tanto para o bem, quanto para o mal. Enquanto alguns indivíduos por causa disso, o elevam a um grande patamar, outros, o inferiorizam. O que me atrai no Cavaleiro das Trevas é a tragédia. Pois a morte de Thomas Wayne e Martha Kent já ganharam tantas re-interpretações e significados no decorrer dos anos. Conferindo à tragédia, mais camadas.
Quando a pessoa usa “Frank Miller” e “preparo” na mesma frase, eu já olho meio assim:
Entretanto, não posso culpar as pessoas em relação a questão do preparo. É algo enraizado no personagem desde a LJA por Grant Morrison. Entretanto, havia um bom motivo: O título comparava os heróis da DC aos Deuses do Olimpo. Assim como também pode ser justificado pelo amor do escocês à Era de Prata, seus absurdos e as resoluções de casos inimagináveis. Ele é o Melhor Detetive do Mundo e pronto. Contudo, ainda há uma grande distinção entre Batman e Bruce Wayne por parte da audiência: Um precisa ser perfeito, o outro, não.
Esta pequena introdução serviu apenas para contextualizar a análise do quadrinho o qual abordarei neste singelo artigo: Cold Days. Esta história faz parte do atual volume de Batman, compilando as edições #51 à #53, tendo sido finalizada semana passada.
Grant Morrison não fez nada de errado.
SPOILERS SOBRE BATMAN #50 A SEGUIR
Depois de ser largado no terraço por Selina, Bruce Wayne está quebrado, pois aquilo que estava tão perto de alcançar foi tirado dele: Sua felicidade. Três mulheres foram assassinadas. O padrão das mortes é o mesmo: Cérebros com baixa-temperatura. Logo, Batman sabe quem é o assassino: O Senhor Frio. Violentamente, ele arranca a confissão do vilão. O caso vai ao tribunal, onde alguns cidadãos de Gotham devem dar seu veredito sobre o caso. Embora pareça óbvio para alguns quem é o culpado, não é óbvio para Wayne.
Cold Days aborda uma questão interessante a qual não me recordo ter lido em outras HQs do personagem: O Complexo de Deus. Em certo ponto da história, Bruce pergunta se uma das mulheres dentro da sala, usa uma cruz. Ela responde que sim e pergunta logo em seguida se ele acredita em Deus e ele responde: “Eu costumava acreditar.” Depois desta declaração, voltamos ao flashback da morte de Martha e Thomas Wayne, o momento trágico o qual marcou o nascimento do Batman. Contudo, aqui, ele diz que ele encontrou Batman, assim como pessoas dizem que encontraram Deus.
“Deus está acima de nós e ele usa uma capa.”
“Então, basicamente, ele comparou Batman a Deus?” Sim, mas não com o intuito de defender o Morcego, ou se opor a ele. Ele faz esta comparação para questionar a fé cega dos cidadãos no vigilante. Não apenas porque ele as salvou inúmeras vezes, mas porque elas acreditam que ele trará esperança eterna para Gotham.
Ele está acima da lei, pois é o Batman, mas não deveria. Ele deveria ser tratado como um cidadão normal, com direitos e deveres e não, ser elevado ao patamar de uma figura divina, pois ele pertence a raça humana e é tão imperfeito quanto nós. Nem sempre ele é o Melhor Detetive do Mundo.
Aqui, neste quadrinho, ele admite isso. Ele não conversa com bandidos, ele apenas os chuta na cara, toda vez. Talvez os vilões não estejam obcecados por eles, talvez estejam apenas se defendendo, pois sabem que o Morcego os caçará. Como um dos civis diz durante a narrativa: “Em Gotham, você precisa permanecer com a arma em suas mãos.”Tom King, mais uma vez, renova o personagem, trazendo novos questionamentos. Acompanhado da belíssima arte de Lee Weeks, com seus traços minimalistas. Cold Days é uma história perfeita.
Enquanto divulgava seu novo drama, The Passage, na Television Critics Association, Matt Reeves falou sobre The Batman. Em entrevista ao Slash Film, não deu apenas novos detalhes sobre a produção como desmentiu inúmeros rumores acerca dela.
Rumores sobre Ben Affleck têm sido um pouco… exagerados.
Reeves tem conversado com Ben Affleck nos últimos meses, mas se recusou a responder quem interpretará o Cavaleiro das Trevas. Entretanto, diferente do que muitos sites afirmam, ainda há grandes possibilidades do ator estar envolvido no projeto.
“Há maneiras de tudo isso se conectar ao Universo DC. Somos uma de muitas peças então, não quero comentar sobre se não for para falar sobre como estou focado neste aspecto do mundo da DC.”
Má recepção aos filmes não alteraram os planos de Reeves.
O diretor também disse que a má recepção à Liga da Justiça e o plano da DC em se focar em aventuras individuais por enquanto, não alteraram os seus planos para com o projeto:
“Desde o início, quando tive que falar sobre com a Warner Brothers, eu estava animado em estar no universo do Morcego e fazer algo com este núcleo. Essa sempre foi minha intenção e não mudou muito desde que eu falei com eles pela primeira vez. Ainda é a mesma relação de confiança, se é que me entende. Muitas coisas têm acontecido, mas o filme continua bebendo da mesma fonte quando nós conversamos sobre ele pela primeira vez.”
Não é baseado em Ano Um, nem uma adaptação da HQ.
Um dos rumores divulgados nas últimas semanas foi que The Batman poderia ser baseado em Batman: Ano Um. Entretanto, Reeves não está interessado em adaptar nenhuma história do Morcego e sim, fazer uma completamente original:
“Não estamos adaptando nenhuma história. Ano Um é um dos quadrinhos que eu mais amo, mas não estamos o adaptando. É bem empolgante estar especificamente focado em um conto definitivo e pessoal para o personagem. Claro que não estamos fazendo uma origem ou algo do tipo. Estamos contando uma história emocionante que também é sobre ele ser O Melhor Detetive do Mundo, o que me fez amar o Batman desde que eu era uma criança.”
O roteiro pode estar pronto em breve. Muito em breve.
“Estamos trabalhando em conseguir o nosso rascunho nas próximas semanas. Minha mente está totalmente focada no roteiro neste exato momento. Assim que eu sair daqui, eu vou voltar a escrevê-lo. Provavelmente estará pronto na primavera ou no início do verão, algo do tipo.”
The Batman não tem previsão de estreia. Para saber sobre tudo o que acontece no cinema e na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.