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Máquinas da Extinção | O retorno da megalomania à Liga da Justiça

Com a chegada de dois novos Lanternas Verdes no setor 2814, um Superman conhecido pelos fãs, mas não conhecido pelo atual Universo DC, a Liga da Justiça ganhou uma “nova” formação no Renascimento. No primeiro arco, as Máquinas da Extinção, temos a invasão da Estirpe, um grupo que surgiu no início dos tempos e veio à Terra para recuperar seus poderes roubados antes que a Praga chegue. É claro que esta é uma situação extremamente adequada para a Liga! Bryan Hitch, que já tinha escrito a equipe em LJA de 2015, agora assume os roteiros da revista principal.

O roteirista nas cinco primeiras edições conseguiu resgatar o clima megalomaníaco da fase de Grant Morrison. Ele não é tão hábil em escrever os personagens como o escocês, mas consegue escrever uma história que cumpre com a função de um quadrinho de super heróis: Entreter. O tom blockbuster hollywoodiano – bem presente nas obras de Hitch – está aqui, mas quem assume a missão de ilustrar o caos e a urgência em salvar o mundo é o desenhista Tony S. Daniel que se destaca nas belíssimas splash pages, o grande destaque é como o desenhista ilustra as cenas de ação do Flash, não o fazendo apenas um borrão vermelho. Ele peca em alguns quadros menores com expressões faciais estranhas, um exemplo disso, é com Jon Kent, o filho do Superman.

Comparado ao início do run anterior escrito por Geoff Johns, Hitch se saiu muito melhor, não fugiu do básico, mas não fez algo genérico e criou um “feijão com arroz” bem feito. Criar novos vilões também foi uma boa ideia, o conceito da Estirpe é ótimo e se fosse melhor aprofundado pelo roteirista, seria um espelho reverso perfeito para a Liga da Justiça, já que os poderes roubados, são os poderes da equipe. Gosto de como ele divide a Liga e não esquece de nenhum núcleo, o melhor deles, é o Superman em uma cena épica dentro do núcleo da Terra! Hitch mostra que conhece os personagens citando eventos anteriores de HQ’s de outros personagens, seja falando sobre a Força de Aceleração ou até mesmo da mitologia de Atlantida com os Cristais do Zodíaco. O roteirista peca um pouco na resolução, é um final apressado e até um pouco preguiçoso. 

Máquinas da Extinção é ótimo para aqueles que sentiam falta da megalomania ou para os leitores que só querem se divertir testemunhando os heróis e seus feitos épicos. Um bom início para a nova fase da Liga da Justiça.

O arco foi publicado no Brasil pela editora Panini nas a edições 1 à 3 da revista mensal da Liga da Justiça entre abril e junho de 2017

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A trajetória do Nirvana em Kurt Cobain: Quando Eu Era um Alien

Saindo originalmente pela editora Urban Comics, na Europa, e adaptado para o Brasil pela Conrad Editora há algum tempo, a HQ Kurt Cobain: Quando Eu Era um Alien se tornou mais um material que mostra uma parte da trajetória do ex-vocalista da banda Nirvana.

Capa da edição nacional

O encadernado foi publicado nos mesmos moldes da história de Amy Whinehouse com um tamanho diversificado dos outros encadernados e bem grande quando comparado ao formato americano (formato mais adaptado para a publicação).

Focando na visão “diferente” de Kurt para com o resto do mundo, podemos ver na HQ todo o inicio da sua trajetória e dos seus traumas desde quando era criança. Diversos conflitos como a separação dos seus pais, seu primeiro contato com a música e pessoas que ele conheceu também são bastante retratados no quadrinho.

Arte interna

Ainda dentro da visão e da cabeça de Kurt, que era bastante difícil de acompanhar, o quadrinho explora tudo ao seu redor, trazendo seu modo de pensar de acordo com o que ia acontecendo com ele. Um ponto bastante importante dentro da história era que como ele tinha uma certa dificuldade de socialização e não se identificava com diversas pessoas, começou a se ver como um extraterrestre, surgindo daí o “Quando eu era um alien“, e sempre que ele encontrava alguém com ideologias e visões parecidas, eram retratados pelo artista Toni Bruno como ETs.

Escrita por Danilo Deniotti e desenhada por Toni Bruno, Quando eu era um Alien não aprofunda em detalhes da vida da banda ou do autor quanto outros materiais publicados por aí, mas serve perfeitamente como um complemento dos mesmos, por justamente apresentar pontos de vista diferentes. Um excelente material de apoio para qualquer fã do ex-cantor.

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Crítica | Dunkirk

Dunkirk é um dos grandes filmes do ano. Uma história dividida em três  partes (terra, mar e céu) conta com um espetáculo visual e sonoro inacreditável. O famoso diretor Christopher Nolan prova mais uma vez suas qualidades cinematográficas e coloca toda a sua experiência e conhecimento nesse conto de guerra.

Antes de tudo, Dunkirk é uma jornada cinematográfica agradável que deve ser assistido nos cinemas. As câmeras IMAX usadas por Nolan dão um charme para a guerra nunca visto antes, a mixagem e a edição dos sons são perfeitas. O fiel parceiro Hans Zimmer não fica de fora e faz, como sempre, um espetacular trabalho na trilha sonora que compõe grande parte das cenas, somando tensão ao criar um clima de ansiedade e desespero acumulado.

Os sobreviventes nas praias de Dunkirk são o principal foco narrativo, mas os marinheiros e os pilotos de avião não são esquecidos. Ao decorrer da trama, todas as histórias acontecem em um tempo diferente (Terra – 1 semana, Mar – 1 dia, Céu – 1 hora) , mas simultaneamente na tela. Um grande acerto de Nolan ao conseguir mesclar todas e manter uma linha cronológica coerente e que não confunda o espectador. A montagem é impecável.

Em todos esses ambientes, nós temos personagens interpretados por bons atores; Cillian Murphy, Mark Rylance, Tom Hardy, Fionn Whitehead, entre outros. Há poucas falas e diálogos dos personagens. A música, os planos de câmera e a situação tomam o primeiro plano, sendo uma decisão arriscada do diretor. Arriscada por não dar profundidade aos personagens e demonstrar algumas consequências do ocorrido, frequentes nos filmes de guerra.

É uma ideia original de Nolan, mas não imposta até o fim. O desfecho tenta trazer algum sentimentalismo e Hans Zimmer capta um pouco isso, mas não consegue por definitivo pela falta de desenvolvimento psicológico dos personagens. Falta mais emoção dentro do roteiro, não há conexão com os atores e o desfecho não condiz muito com o ritmo proposto, apesar da excelente cena final.

Uma fotografia magnífica, uma trilha vibrante e uma pós-produção digna de Oscar fazem este um dos melhores do ano. Dunkirk carece de dramaticidade, mas todo o esforço  de Christopher Nolan em nos entregar algo bom nos faz ficar satisfeitos com o resultado final. Isso é sétima arte e merece ser visto no cinema, o lugar mais insubstituível do mundo.

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Detective Comics Quadrinhos

Doutor Estranho | Os Últimos Dias da Magia

Os Últimos Dias da Magia é o nome do segundo arco do novo quadrinho do Doutor Estranho que, aqui no Brasil, está sendo publicado pela Panini em formato mensal em um título próprio do Mago Supremo da Marvel.  Pela Panini, o arco saiu entre as edições 3-6 do quadrinho do personagem, que compila as edições de Doctor Strange Vol.4 #6-10 e Doctor Strange: Last Days of Magic #1. O roteiro é de Jason Aaron e arte é de Chris Bachalo, e ainda há participações especiais de outros desenhistas, como Mike Perkins, Danilo Beyruth e Leonardo Romero.

Os Últimos Dias da Magia continua o desenvolvimento do arco anterior (confira o review aqui), apresentando novos personagens místicos e a origem do Empirikul, o novo antagonista do Doutor Estranho que está assassinando a magia em  todo o multiverso Marvel

Um dos aspectos mais divertido dessa história envolve a criação de personagens místicos novos no Universo Marvel. Porém, eles são apresentados, mas não são muito aprofundados ou tem grande relevância na trama, e o mesmo acontece com os feiticeiros já existentes, como a Feiticeira Escarlate e Magia. Há um desenvolvimento superficial dos personagens secundários que poderia ser resolvido se a saga fosse um pouco maior, ou uma mega saga mais abrangente, mas isso não acontece porque o arco se limitou ao Doutor Estranho.

August Wu e Medico Místico, personagens novos.

Um outro aspecto interessante que merece destaque é a nova  abordagem que o Doutor Estranho ganhou nos quadrinhos Marvel a partir desse arco. Com a magia acabando, Stephen Strange agora não é mais tão supremo como já foi um dia, então ele começa a caçar artefatos mágicos com resquícios de magias que talvez o ajudem ele na luta contra o Empirikul, e isso rende momentos de ações bastante divertidos de se ver. Se antes Stephen só balançava as mãos e dizia meia dúzia de palavras para resolver seus problemas, agora, ele usa machados, arco e flechas até mesmo um taco de beisebol encantado.

O Doutor Estranho é um personagem difícil de ser trabalhado. Ele é tão grandioso e poderoso que mal pode se envolver com os outros heróis da Marvel para que seus poderes não destoem dos outros. As ameaças de Stephen precisam ser grandiosas, como o temível Dormammu. Limitar a magia do Universo Marvel foi uma estratégia inteligente para o novo Doutor Estranho, que está mais presente nas histórias em quadrinhos e, agora, precisa lidar com as ameaças a terra com uma magia limitada.

Doutor Estranho e suas armas encantadas

O antagonista da história não é nada grandioso, mas é no mínimo curioso. A origem do Empirikul foi claramente uma referência ao Superman e ainda e envolve um velho dilema entre ciência e magia. Ainda é notável a semelhança desse arco com O Carniceiro dos Deuses, que também foi escrito por Jason Aaron. No fim, a história e o vilão parecem uma paródia muita doida e bizarra do que o escritor fez em Thor. Pode parecer algo negativo, mas isso é um elogio, pois a bizarrice é muito bem vinda para o Doutor Estranho.

Há vários aspectos da trama que causam estranheza, como a resolução da história envolvendo um segredo de Stephen e o preço de se usar magia. Por mais bizarro que pareça, ainda sim funciona porque estamos falando de Stephen Strange. Talvez não funcionasse com outros personagens.

Empirikul

Os Últimos Dias da Magia de Jason Aaron e Chris Bachalo é um arco que causa estranheza, mas é divertido e empolgante com seus mistérios e muita ação. Umas pontas soltas ainda são deixadas para o próximo arco. A ameaça do Empirikul é detida, mas a Magia não é restaurada, ou seja, agora, o Mago Supremo não é tão supremo assim.

 

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Primeiras Impressões | Koi to Uso

Vamos falar sobre Koi to Uso. Histórias que começam com “Num futuro não tão distante…” normalmente têm várias coisas que com certeza não existiram num futuro não tão distante. Isso é quase que uma regra da ficção (científica). Mas quando tratamos do Japão, as coisas numa história dessas são bem mais plausíveis do que imaginamos. Japonês é um povo estranho mesmo.

De vez em quando nós paramos para refletir sobre nossas vidas, sobre todos os anos que temos nas costas… Pensamos sobre como nossos tempos de colégio já estão lá pra trás (ou não! Mas estarão um dia!), numa época distante… Daí vem um anime desse tipo e faz você perceber que, de verdade, tua cabeça ainda está na quinta série.

Incrível como, não importa a maturidade que você tenha, a sua idade ou seu estado civil, quando certos assuntos são tocados, nossa mente instantaneamente regressa para o auge dos nossos doze anos. E o mais legal é que eu não preciso citar nenhum exemplo, todo mundo sabe do que eu estou falando.

https://youtu.be/2CS87AfcD1A

Koi to Uso trata justamente de um desses temas: romance cinematográfico. Você acaba torcendo tanto para tal casal dar certo, que sua mente desaparece e tudo que você consegue fazer é dar gritinhos e espernear.

Eu totalmente não fiz isso…
Aham

De qualquer maneira… O mais impressionante de tudo, e que vale como um enorme ponto positivo, é a famigerada “desconstrução” (palavra que eu detesto, mas que por motivos diversos pode ser encaixada aqui) do principal paradigma do gênero: a enrolação.

Se você já assistiu qualquer anime que possuísse qualquer forma de “romance” em sua narrativa (não importa se foi um Harém Genérico, um Shoujo… Independente do gênero), você deve ter notado como as coisas são DEVAGAR PARA CARAMBA. Tudo demora demais. Nenhum desenvolvimento acontece por trinta e sete episódios, e quando algo finalmente vai acontecer… Alguma coisa interrompe ou impede ela de se efetivar. Ficamos andando em círculos, para que só aconteça algo (isso QUANDO acontece algo) no final da obra.

O que temos nesse show é justamente o contrário: o autor (Musawo Tsumugi) não poupa esforços para que, logo no começo da história, você já sinta afeto e interesse o suficiente nos personagens dele, para que quando eles finalmente consumarem seu amor, você se importe. Enquanto outros mangakás e escritores preferem levar anos de publicação para fazer isso (e no final você acaba se apegando aos personagens pelo tempo gasto com eles, e não por se importar com quem eles são), Musawo mete o pé no acelerador e consegue, de forma convincente, te deixar emocionalmente ligado aos protagonistas em menos de vinte minutos.

Ele faz de zero a cem [lágrimas] em vinte [minutos]!

E já que estamos falando dos protagonistas, deixe-me comentar sobre os personagens. Acharei extremamente difícil você desgostar de alguém. Todos são muito gostáveis, e de certo modo você fica até triste com o fato de, não importando como o negócio se desenrole no final, alguém legal vai acabar perdendo. Sério. E olha que eu costumo ser bem chato com isso, e desgosto de mais da metade do elenco de muitas coisas.

E isso não se resume ao núcleo central da trama, apenas. Até mesmo os secundários tem algo de especial que os fazem interessantes. Pode não ser muita coisa, mas se compararmos a impressão que eles deixam com o (pouco) tempo de tela que eles possuem, vemos como eles têm certa presença, certo carisma que muitos shows falham em dar aos seus figurantes (e às vezes, até aos seus mocinhos!).

Acontece que quem vive só de flores é defunto, e claro que o anime não veio sem suas falhas. Meu principal problema com o show é, dentre outros que citarei mais adiante, o seu Design de Personagens. O traço faz parecer que os personagens tenham, no máximo, uns 13 ou 14 anos. Eles possuem feições infantis, um corpo de criança. A impressão que me passa é que o desenho se força muito a tentar diferenciar os seus “jovens” (de 15 e 16 anos) de seus “adultos” (com mais de 30), e como os adultos parecem normais, os jovens acabam ‘rejuvenescendo‘.

Isso não seria um problema por si só. Existem diversos shows com um design mais “infantil” que funciona bem. A questão é como esse design se encaixa na atmosfera da obra em que ele está. Animes como Lucky Star ou K-ON!, por exemplo, possuem um ritmo mais leve (entendeu? Leve? Música Leve? K-ON? …Não? Ok), onde o design infantil acrescenta ao humor e à narrativa da obra. Em Koi to Uso, onde os temas principais são o amor, a paixão e a sexualidade de adolescentes, ter um design infantil é… Horrível. Não preciso poupar palavras, é quase que nojento.

Ah sim, e aqueles olhos gigantes (até para padrões japoneses) me perturbaram um pouco.

Mesma idade? Mesma idade. É o poder do design de personagens.

O outro problema que enxerguei nesses episódios iniciais, parece ser a hipocrisia da trama. Explico:

Enquanto toda a história roda em volta da “banalização” do casamento, da ideia de que a união do matrimônio não é mais uma decisão importante na sua vida, e de como os personagens não concordam com essa ideia… O autor parece também “banalizar” o próprio adversário do sistema, que é o “amor”.

Talvez por consequência da aceleração do desenvolvimento, ou simplesmente por falta de costume de ver isso acontecendo nessa mídia, eu encaro o tanto de afeto trocado entre o casal principal como sendo “banal”. No começo, você sente toda aquela emoção nos personagens… Mas quando aquilo começa a se repetir várias e várias vezes (até como consequência do desenvolvimento da trama! Que diabos!), a mágica simplesmente se esgota, e aquilo que deveria ser o ápice da história, vira um quadro do centro da página 37.

Na parte técnica, não temos nada de extraordinário. A animação dirigida por Eriko Ito (Another, Kuromukuro) no estúdio LIDENFILMS (Terra formars, Arslan Senki) é passável, apesar de ter vários derps aqui e ali. E a música de Masaru Yokoyama e Nobuaki Nobusawa (Freezing! e Dagashi Kashi, respectivamente), dirigida por Yota Tsuruoka (Clannad, Puella Magi Madoka Magica) ajuda a criar o clima, mas não chama muita atenção. A dublagem conta com nomes de peso e atuações acima da média, com Kana HanazawaYui Makino e Shinnosuke Tachibana.

Mesmo com falhas muito graves, elas são poucas e podem ser, se não superadas, pelo menos “aceitas”. E as qualidades do show acabam por abafar seus defeitos. Passou uma boa primeira impressão, e possui potencial tão grande para ir pra qualquer lugar, que ainda prevejo muita gente (eu incluso) deixando cair o cu da bunda com o que pode vir. 8/10 é uma nota justíssima.

Você encontra Koi to Uso para ser assistido legalmente pelos sites de streaming da Amazon (Anime Strike) e da HIDIVE.

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Crítica | 7 Desejos

Todos os diretores do mundo deveriam pelo menos uma vez assistirem ao seu filme em alguma sessão lotada com o público. Ver como as pessoas reagem e entender a receptividade que seu filme está tendo, além de saber se a sua obra cumpre todos os seus objetivos. Se o diretor John R. Leonetti estivesse na minha sessão do seu novo filme 7 Desejos (Wish Upon), ele com certeza iria se decepcionar com o resultado.

Ao assistir um filme que se propõe a um terror/suspense, é de se esperar alguns calafrios e sustos durante a exibição. Mas, se todos na sala começam a rir em uma cena que tinha a intenção de assustar… é, não deu certo. E isso resume 7 Desejos, um filme que não deu certo do começo ao fim.

Acompanhamos Clare Shannon (Joey King) e sua frustrante vida de estudante; ofuscada pela patricinha do colégio, decepções amorosas, problemas pessoais… nenhuma novidade até aqui. Mas quando Jonathan Shannon (Ryan Phillippe) encontra um “objeto misterioso” e dá para sua filha de presente, o misterioso artefato concede a menina sete desejos, mas com consequências fatais. O conceito e a premissa são realmente promissores, mas se perdem no momento em que a história tenta avançar.

Como em Annabelle (2014), o diretor John R. Leonetti inicia suas histórias muito bem, mas não consegue explorar a fundo e nem desenvolver seus próprios conceitos. As explicações para o que acontecem são tão rasas e não instigam nem um pouco o espectador. O roteiro é tão atrapalhado e receoso em suas decisões, que entra até um pouco de ficção científica no meio abordando temas como o multiverso. 7 Desejos tenta miseravelmente virar um novo Donnie Darko.  Uma falha terrível!

A história não impressiona, e os personagens também não.

Na verdade, o elenco em si não empolga. Atores e atrizes fracos, dignos de um elenco da Malhação. Não transmitem nenhum tipo de emoção verdadeira, consequentemente, não se conectam com o público e atrapalham ainda mais o fraco desenvolvimento da trama.

Há várias mortes durante o longa, sendo os momentos perfeitos para conseguirem colocar  um pouco de tensão na telona. Porém, a direção peca nas demoras de decisões, estragando sequências e arrancando risadas do seu público. Ao final, temos uma cena pós-créditos vergonhosa, tentando insinuar em uma possível continuação.

John R. Leonetti está envolvido em excelentes  filmes de terror (Invocação do Mal (2013), Sobrenatural (2010)), mas quando se mete a diretor, parece não conseguir lidar com as peças do quebra-cabeça. É um profissional promissor, tem ótimas ideias, mas definitivamente precisa melhorar sua execução e entregar algo convincente ao gênero.

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Juiz Dredd: Heavy Metal | O lado porra-louca de Mega-City Um

As histórias do Juiz Dredd transitam entre o sério e o caricato, equilibrando muito bem os dois estilos graças a incrível capacidade dos artistas e roteiristas envolvidos, que são capazes de abordar tantos elementos deste universo com naturalidade. Em Juiz Dredd: Heavy Metal, lançamento da Mythos Editora, encaramos os lados pouco explorados e muito inusitados de Mega-City Um, especialmente para leitores casuais: a zoeira, a porra-louquice, com histórias imprevisíveis, brutais, politicamente incorretas e muito caricatas.

Biba Baitolo, O Homem Que Matou o Juiz Dredd, quer ser chamado de Cabra-Macho. Bimba, um pequeno veadinho dos estúdios Wolt Bisley, perdeu sua mãe, morta por um caçador que tem uma piroca na cabeça. E não podemos deixar de mencionar o Grande Arsoli, que possui a maravilhosamente útil habilidade de esconder objetos no cu.

As histórias que compõem o encadernado Juiz Dredd: Heavy Metal dividem opiniões não somente no Brasil mas também no Reino Unido, terra de origem do personagem. Quando foram criadas, em meados dos anos 90, muitos fãs encararam o estilo satírico escrachado como algo ruim, e até hoje estas histórias são polêmicas e geram discussões por conta disso. Apesar do Juiz Dredd ser o meu personagem favorito dos quadrinhos, eu quero que se foda. aqui pra ver o caos.

Uma das principais particularidades dos quadrinhos do Juiz Dredd é justamente a possibilidade de criar histórias sérias, densas e políticas mas também ir para o lado oposto, lidando com o absurdo engraçado do início ao fim.

Este tipo de abordagem só poderia ser feita por grandes mentes criativas que entendem o personagem e são exímios profissionais capazes de escrever todo tipo de história, fazendo o Juiz Dredd lidar com inimigos Soviéticos e problemas sociais ou, por outro lado, investigar Senhoras do Politicamente Correto que usam corpos de macacos para saírem pelas ruas matando a corja da sociedade, usando somente controle mental. É isso aí.

Dredd foi criado no final dos anos 70 na revista semanal 2000 AD como uma paródia das medidas de Margaret Thatcher, a Dama de Ferro do governo inglês. Desde a sua criação, por John Wagner e Carlos Ezquerra, passando pela dupla Pat Mills e Mike McMahon e voltando posteriormente aos seus criadores (longa história), o personagem equilibrou as sátiras com as tramas mais relevantes.

A Revolta dos Robôs, primeiro arco longo do Juiz, publicado (pelo menos o início) no Brasil pela Ebal, lidava com a ideia do futuro onde as máquinas se revoltam, mas também encara as situações com muito humor. Não é absurdo que, ao decidirem publicar aventuras de seis páginas na revista Rock Power voltadas para os metaleiros da época, decidissem fazer algo diferente, apresentando um show visual e entretenimento barato e divertido.

Curtas, diretas e belissimamente ilustradas por nomes que revolucionaram o mercado como Simon Bisley, Dean Ormston, Brendan McCarthy, John Hicklenton e Colin MacNeil, as aventuras da antologia Heavy Metal foram idealizadas por David Bishop, visando criar algo separado do universo regular. John Wagner (que, ora pois, é O criador), Alan Grant, John Smith e Jim Alexander, todos nomes intimamente ligados ao Juiz, cuidaram dos roteiros e o resultado é absurdamente bom.

O nível de violência é extrapolado: você começa a ler e suas mãos ficam sujas de sangue. Palavrões, cenas ridículas e muitas paródias musicais, que vão de Elvis Presley a Beatles, resumem perfeitamente o teor Heavy Metal que dá nome ao quadrinho. Sobra piada até para o Ozzy Osbourne. Tudo é muito caricato, mas também extremamente detalhado. E o já citado show visual tornou-se um trabalho pioneiro pois daí em diante surgiram, oriundos destes nomes fortíssimos da nona arte, diversos clones que reproduzem seus estilos à exaustão até os dias de hoje.

E a revolução de Heavy Metal Dredd pode ser vista também em outras mídias. A série animada Judge Dredd: Superfiend (2014), por exemplo, bebe da influência de histórias como as mencionadas acima para, misturando com a cronologia comum do personagem, criar cada um dos episódios, cheios de momentos absurdos, com violência e extrapolação de conceitos.

Heavy Metal é um trabalho diferente. Se encarado da forma errada pode sim soar somente como algo ridículo, mas a ideia é outra, merecendo atenção e elogios. O capricho da edição nacional (a despeito de alguns imperceptíveis errinhos de letreiramento), traduzida por Érico Assis, também merece todo o louvor possível, adaptando perfeitamente as piadas e até mesmo as músicas, como na história A Cartilha de Mega-City.

Feito para ser lido de mente aberta e visando única e exclusivamente a diversão, Juiz Dredd: Heavy Metal possui 132 páginas em papel couché encadernadas em capa dura no formato 26,4 x 18,8 cm, com preço sugerido de R$ 64,90. Ficou interessado? Aproveite os 40% de desconto na Amazon! Quer conhecer mais sobre o personagem? Confira nosso Guia de Leitura completo clicando aqui!

E fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar todas as novidades da Mythos Editora, punk! \,,/_

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A história do Tarântula em Sandman: Teatro do Mistério

Antes de começarmos é bom explicitar, se você acha que Sandman: Teatro do Mistério nos traz o Sandman do Neil Gaiman, o Perpétuo dos Sonhos, irmão da Morte, está bastante enganado (apesar de nós também o amarmos). O buraco na verdade é bem mais fundo no Universo DC. A obra nos traz o primeiro Sandman, aquele da Era de Ouro, criado em um período pós-Guerra, caracterizado por sua famosa máscara de gás e por sempre botar seus inimigos para dormir. Falamos de Wesley Dodds.

Wesley Dodds como Sandman.

Inicialmente já temos que fazer uma viagem pela história. Vamos para 1938, período pós-Lei Seca nos EUA, quando os americanos queriam aproveitar e recuperar todo o tempo perdido bebendo tudo que não conseguiam.

Casado de forma perfeita com todo o contexto histórico surge o primeiro mistério da trama, um sequestro, que consequentemente é seguido por outros e assassinatos, e a principal pergunta: Quem é o assassino que envolve as suas vítimas como uma tarântula? Parece um pouco clichê para tramas de investigação, mas ao mesmo tempo da forma que é escrita, sempre é trazido um algo a mais na história, quebrando a forma clichê de se ler o quadrinho.

Capa da edição da Panini Comics

Reviravoltas e plot twists são bem comuns, a ponto de você conseguir duvidar sobre quem é quem, herói ou vilão, até certo ponto. Com um conteúdo mais adulto, envolvendo de incesto a tortura, o material não é indicado para crianças, como a maioria do selo da Vertigo Comics.

A arte também casa com a história, e com a época em que é retratada, um excelente encadernado que com certeza faz você ficar imerso em seu contexto e preso em sua trama.

Escrito por Matt Wagner e desenhado por Guy Davis, Teatro do Mistério consegue te prender em cada detalhe. Se você procura por mistérios e drama imersos em um clima noir, com certeza não irá se arrepender. Vale cada centavo.

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Primeiras Impressões | Fate/Apocrypha

Heróis britânicos lutando na Romênia por causa de um copo da Galileia enquanto conversam em japonês. Vê se esses caras não são malucos? Cada coisa que eles inventam… Japonês é mesmo um povo estranho.

http://www.dailymotion.com/video/x5qzby7

Tendo origens num dos multiversos mais bem trabalhados da cultura contemporânea nipônica, – sim, aquele – a tão esperada adaptação para TV da série de light novels Fate/Apocrypha finalmente chegou, e infelizmente ela não ficou lá essas coisas. Vamos trabalhar em explicar alguns pontos. Afinal, eu já passei quase quarenta minutos ouvindo nada além de explicações em cenas expositivas mesmo, já devo estar craque nisso.

Podemos começar com a própria chacota que eu fiz no parágrafo anterior: exposições. Tá certo que, por se tratar de um show da franquia Fate/, é literalmente OBRIGATÓRIO ter, no mínimo, meia hora de explicações sobre todas as regras, todos os personagens, a ambientação, o contexto, o motivo do cara estar usando cuecas de determinada cor, etc e tal. É a regra número dois de qualquer obra da empresa.

Retirada do site oficial da empresa. Sério, de verdade, 100% legit

Apesar de focar nos aspectos excepcionais que tornam o evento que move a obra algo especial, as demoradas explicações ficam massantes depois de um tempo. A pior parte é que, mesmo sabendo que 90% das pessoas assistindo o show já são fãs da franquia e já sabem tudo que está sendo dito, eles fazem questão de repetir pela milionésima vez.

Acredito, porém, que a principal falha dessa adaptação tenha sido a coreografia. Sei lá o que diabos é um “Diretor de Ação“, mas Enokido Hayao está creditado como um em Fate/Apocrypha, então ele deve ser o responsável por isso.

As lutas, o combate, todas as cenas de ação são extremamente… vazias. Os movimentos parecem ser “brutos”, pouco refinados. Dois grandes heróis da mitologia, conhecidos através das eras por sua habilidade de combate, que quando eles cruzam espadas, parecem o Gabriel e eu brincando de lutinha com garrafas pet.

O prólogo da história, que vemos nos primeiros cinco minutos do episódio inicial contém uma das cenas mais épicas de todas as obras da franquia. Os homens capacitados e treinados da A-1 Pictures (já falo deles) conseguiram a proeza de animá-la de forma totalmente sem emoção. Acaba sempre faltando um “tchan“, aquela coisa que faz tudo parecer épico. Abaixo segue o vídeo de uma luta de Fate/Kaleid Liner Prisma Illya, onde ocorre uma cena extremamente similar. Repare como a Silverlink. (estúdio responsável) trata a cena como um todo, em especial o confronto de golpes no final, e veja se não tem um “tchan” que falta em Apocrypha?

https://youtu.be/3YhfEPxVxNY

Tendo uma história relativamente fraca, Apocrypha se apoia demais em seu excelente elenco. Com uma seleção de servos ao mesmo tempo interessante e diversa; com mestres que são chamativos por si só, além dos que brilham ainda mais quando interagindo com seus novos familiares, formamos um ambiente que consegue se sustentar mesmo sem muito pé (nem cabeça).

O único problema é a falta de mistério que envolve os personagens. Metade da graça de qualquer obra de Fate/ é tentar descobrir quem são os servos. Ter aquela satisfação de ter acertado e provar pra si mesmo que é um grandessíssimo nerd; aprender coisas novas sobre lendas que você nem fazia ideia que existiam; aquele plot twist na reta final, onde finalmente descobrimos quem é aquele babaca que vem enchendo nosso saco… Daí o autor vem e revela o nome de todo mundo antes mesmo de completar um episódio.

Pontos negativos listados, também devo dar meus méritos ao show: confesso que fiquei com receio do design de personagens para o anime (feito por Yukei Yamada) quando vi as imagens promocionais, mas vê-los em ação, animados, foi uma experiência completamente diferente. Eles funcionam até que bem, e ficaram bons o bastante.

“Um cavalo, um cavalo! O meu reino por um cavalo!”

Com pesar no coração também digo que a A-1 Pictures até que conseguiu fazer sua parte. Mais ou menos. A animação está com uma ótima qualidade. Apesar das coreografias ruins, elas estão muito bonitas. É tipo assistir a Dança dos Muleke Zika em 1080p. A OST também é extremamente consistente e acrescenta muito ao clima. Era de se esperar, tendo um diretor tão experiente como Yoshikazu Iwanami. Com um currículo desses, fica difícil contestar o cara.

Fate/Apocrypha acaba sendo um cabo-de-guerra. Temos boas qualidades em seu elenco e produção, mas muitos defeitos em sua falta de tato, mistério e direção. Independente do lado que te puxa mais, ele é, sem dúvida, uma adição extremamente importante para o universo animado da franquia, e acaba por valer a pena apenas por isso.

Eu dou 6/10 pra esse começo, e acredito que, se não houver um bom desenvolvimento dos personagens interessantes, eles não vão conseguir se sustentar. Não só com lutinhas, pelo menos. Mas não que eles precisem né, fazendo parte de uma franquia dessas, podia sair qualquer coisa que daria lucro.

O anime será disponibilizado na plataforma de streaming Netflix a partir do dia 7 de novembro, mas ainda não temos informações sobre as regiões e se terá dublagem ocidental.

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Crítica | Transformers: O Último Cavaleiro

O primeiro Transformers completou 10 anos na última terça-feira e continua sendo o filme mais bem equilibrado e estruturado da franquia. Depois do primeiro filme, a franquia se perdeu com o péssimo A Vingança dos Derrotados e se recuperou aos poucos com O Lado Oculto da Lua e A Era da Extinção, ainda que sejam filmes arrastados. Transformers: O Último Cavaleiro, quinto capítulo da saga, é Michael Bay em seus melhores dias.

É incrível ver como Bay amadureceu durante estes 10 anos e aprendeu com seus erros do passado. O Último Cavaleiro não é arrastado, não cria subtramas desnecessárias e esquece o humor sem graça dos três filmes anteriores para dar espaço ao que realmente interessa: A aventura.

Cena tensa porém curta, mas ainda sim, tensa.

E que aventura! Na trama, Optimus Prime está no espaço a procura de seus criadores, enquanto isso na Terra, Cade Yeager (Mark Wahlberg) protege os Autobots que estão sendo caçados pelos humanos. Com uma grande ameaça a caminho, Sir Edmund Burton (Anthony Hopkins) reúne Cade e Vivian Wembley, uma professora de Oxford, para entender as origens dos Transformers e salvar o mundo.

O filme é frenético, não há tempo para respirar, é uma cena de ação atrás da outra em 2 horas e meia de filme. E isso nunca o torna cansativo, desde a Era da Extinção as cenas de ação tem se tornado menos confusas, o abandono da câmera tremida e a adição de mais cores aos robôs as tornaram mais entendíveis e o 3D é totalmente bem utilizado, provavelmente um dos melhores filmes para se assistir neste formato lançado nos últimos anos.

A franquia nunca foi um exemplo de bons roteiros, mas o de Transformers: O Último Cavaleiro é provavelmente o melhor dos cinco. Cheio de referências e easter-eggs que vão desde G1 até Prime e com várias resoluções de pontas soltas dos filmes anteriores. O time de roteiristas foi feliz em construir a nova mitologia dos robôs disfarçados e diferente das outras sequências, não a desperdiçou ou modificou, mas acrescentou. A explicação dada para os Transformers sempre virem para a Terra é simples e remete a um conceito estabelecido em uma das séries animadas. No entanto, se eles escrevem bem a mitologia, não se pode dizer o mesmo de todos os personagens, alguns são bem escritos como o personagem interpretado por Hopkins e alguns carecem de motivações melhores no ato final como a personagem da Isabela Moner, no geral, o elenco humano é um dos melhores e conta com personagens que realmente tem sua importância para trama e não estão lá apenas para “encher linguiça”.

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Apesar da participação inútil no ato final, Isabela Moner é um pequeno prodígio

Quanto aos robôs, temos um bom tempo de tela para eles. Transformers: O Último Cavaleiro traz de volta um fator essencial tão esquecido no quarto filme: As transformações. Esse é provavelmente o filme de Transformers com mais transformações. Personagens como Hound, Drift e Crosshairs que não se transformaram no último longa, aqui o fazem e é incrível. As máquinas são bem carismáticas, destaque para Cogman, uma espécie de C-3PO assassino e Hot Rod, um Autobot com sotaque francês e uma arma surpreendente. Os designs misturam o estilo da nova trilogia com o da primeira. Rostos com traços mais humanos, mas ainda assim mantendo as feições alienígenas.

Hot Rod: A arma dele é incrível

Esse provavelmente é o blockbuster de 2017 com o melhor uso de efeitos especiais até agora. Mesmo com o uso exagerado deles no último ato, em nenhum momento o trabalho da Industrial Light & Magic deixa a desejar. A trilha sonora de Steve Jablonsky continua se misturando de forma orgânica às cenas de ação, criando momentos épicos. O compositor cria ótimas novas faixas como “The Staff”, “Sacrifice” e “The Coming of Cybetron”, mas a trilha ganha força total quando resgata os temas dos Autobots e de Optimus Prime.

Existe um porém em Transformers: O Último Cavaleiro, Michael Bay definitivamente não o pensou para o público em geral e sim para os fãs, é a culminação dos eventos dos quatro filmes em um só. Isso pode explicar a péssima recepção do filme. Não é nem de longe o pior trabalho do diretor e muito menos uma carta de ódio ao cinema. É um blockbuster puro e inofensivo que impressiona com as cenas de ação, constrói uma boa mitologia e guia a franquia para novos e empolgantes rumos. Michael Bay não poderia ter se despedido de maneira melhor.