Finalmente está sendo relançado no Brasil Preacher: Histórias Antigas, o quarto volume da coleção publicada pela Panini. Alguns colecionadores reclamavam que esse volume era o que faltava para completar a coleção e o mesmo se encontrava esgotado em diversos lugares.
Nesse volume, o foco são personagens secundários, mas que são importantes para a mitologia de Preacher. Aqui são apresentadas as origens e as motivações da dupla Jody e T.C., do Santo dos Assassinos e do Cara de Cu.
O Santo dos Assassinos, a nêmese sobrenatural de Jesse Custer, tem sua origem contada, indo das gélidas planícies do Velho Oeste americano até as profundezas mais quentes do Inferno. Jody e T.C., os dois capangas da Sra. Marie L’Angelle, a cruel avó de Jesse, vivem uma aventura do passado repleta de ação e pancadaria. Já Cara de Cu é um dos personagens mais antológicos dos quadrinhos – tem os bastidores de sua criação e da formação de sua personalidade desvendados.
Preacher, juntamente com Sandman e Hellblazer, foi uma das séries mais aclamadas e elogiadas do selo Vertigo na década de 90. Criada por Garth Ennis e Steve Dillon, a trama conta a história do reverendo Jesse Custer, um homem que quase perdeu a fé, quando teve a alma mesclada com a entidade angelical-demoníaca conhecida como Gênesis. Ele se junta com a sua ex-namorada Lupita e com o vampiro Cassidy e partem em busca de Deus, a fim de força-lo responder por suas falhas e omissões e responsabilizar o Todo Poderoso por abandonar a humanidade.
Preacher: Histórias Antigas-Volume 4 tem o formato 26,6 x 17,6 cm, 228 páginas e já está à venda em livrarias, bancas e sites especializados.
Foi revelado que a saga Spider-Geddon introduzirá um Homem-Aranha inédito em suas páginas. O personagem veio diretamente do velho oeste e se junta ao elenco de Aranhas principais da trama.
Spider-Geddon será uma continuação direta de AranhaVerso, lançado entre 2014 e 2015. A família dos vampiros interdimensionais Morluns estão de volta como vilões principais ao lado de antagonistas inéditos. Vale ressaltar, que o Homem-Aranha do jogo Spider-Man será um dos protagonistas da história.
Spider-Geddon #0 já está disponível em todas as bancas americanas.
A editora Conrad está lançando mais uma antologia de tirinhas de Calvin e Haroldo no Brasil. Esse novo volume intitulado O Essencial de Calvin e Haroldo. Uma Coletânea Especial traz tiras dos livros E foi assim que tudo começou e Tem alguma coisa babando embaixo da cama, juntamente com uma história inédita colorida de 12 páginas. O prefácio é do lendário Charles M. Schulz, criador do Snoopy.
Criadas por Bill Watterson, as tirinhas sobre as desventuras do garoto e seu tigre de pelúcia que ganha vida no seu imaginário, foram publicadas ente os anos de 1985 e 1995. Se tornando queridas e premiadas ao redor do mundo.
Calvin é um garoto de seis anos de idade cheio de personalidade, que tem como companheiro Haroldo, um tigre sábio e sardônico, que para ele está tão vivo como um amigo verdadeiro, mas para os outros não é mais que um tigre de pelúcia. De acordo com algumas visões, as fantasias mirabolantes de Calvin constituem frequentemente uma fuga à cruel realidade do mundo moderno.
Mesmo após finalizar a publicação das tiras de Calvin e Haroldo, a Conrad vai continuar a publicar antologias coloridas, reunindo histórias de dois ou mais volumes e sempre trazendo as tiras de domingo coloridas.
O Essencial de Calvin e Haroldo. Uma Coletânea Especial tem formato 21,5 x 27,5 cm, 256 páginas e já se encontra em pré-venda no site da Amazon Brasil.
Está sendo lançada ainda neste mês de outubro, pela Panini, Hellblazer: Assombrado Vol. 2 – Histórias Malditas. A edição contém a última história escrita por Warren Ellis antes de sua saída da icônica série. A polêmica história “Atire!” se encontra nesse arco, nela uma pesquisadora procura os motivos de tiroteios que estão ocorrendo em escolas dos Estados Unidos. Em suas investigações, ela descobre que John Constantine estava presente em diversos desses massacres.
Depois do sucesso do arco Assombrado, Warren Ellis escreveu essa história, mas acontece que pouco antes do lançamento, aconteceu o famoso massacre na escola de Columbine. No ano de 1999, dois alunos entraram armados na Columbine High School e mataram 13 pessoas e deixaram 21 feridos. Após trocarem tiros, a dupla cometeu suicídio.
O ataque chocou a opinião pública do mundo todo, e para evitar maiores polêmicas, Paul Levitz, executivo da DC Comics, exigiu que a história fosse alterada. Ellis se recusou e ela acabou sendo cancelada. O que veio ocasionar a saída do roteirista de Hellblazer.
“Atire!” só veio a ser publicada pela primeira vez em 2010, e se tornou um sucesso de crítica.
Hellblazer: Assombrado Vol. 2 – Histórias Malditas tem formato 25,6 x 16,6 cm, 180 páginas e o preço de R$ 26,41.
A obra-prima de Jeff Smith, Bone, será lançada na íntegra no Brasil em uma nova coleção pela editora Todavia. Composta por três volumes que reunirão este épico cultuado ao redor do mundo, a nova coleção terá início em breve, chegando às livrarias em novembro, e já está em pré-venda. Confira detalhes abaixo!
A grande aventura vai começar. Expulsos da cidade de Boneville, os primos Fone, Phoney e Smiley se veem perdidos num enorme deserto. Eles acabam chegando ao Vale, uma região misteriosa e repleta de criaturas fantásticas. Ao lado da garota Espinho, da vovó Ben e do Grande Dragão Vermelho, os primos se verão embrenhados em um conflito entre os cidadãos de Vale e um exército de ratazanas liderado pelo temível Kingdok.
Ao mesmo tempo, forças infinitamente mais tenebrosas parecem ressurgir das sombras e uma grande guerra se anuncia no horizonte.
Um dos mais cultuados quadrinhos de todos os tempos, Bone foi publicado em 25 países, vendeu milhões de exemplares e ganhou dezenas de prêmios. Esta edição reúne os três primeiros volumes da saga, que é vencedora de dez prêmios Eisner e onze prêmios Harvey.
No Brasil, Bone foi publicado pelas editoras Via Lettera (14 volumes, entre 1998 e 2010) e HQM (um volume lançado em 2015), e nenhuma delas concluiu a série. A editora Todavia promete lançar todos os volumes, que já foram traduzidos por Érico Assis, compilados em três edições, com todas as histórias coloridas.
O quinto (e por enquanto, último) volume de Blacksad está chegando ao Brasil em mais um lançamento da SESI-SP Editora! Blacksad: Amarillo já está em pré-venda, marcada para o mês de dezembro. Confira detalhes abaixo!
Blacksad está em Nova Orleans, procurando emprego. Por acaso ele se depara com um rico texano que pede a ele para dirigir seu carro de volta para sua cidade natal. Perfeito! Um trabalho fácil e bom dinheiro, para não mencionar o belo carro! Então o detetive aceita. Mas, para seu espanto, o carro é roubado dele em um posto de gasolina por Chad Lowell e Abe Greenberg, dois escritores beatniks que querem chegar a Amarillo, Texas. As coisas logo ficam confusas quando Chad atira em Abe durante uma briga, matando-o. Forçado ao exílio, Chad encontra refúgio em um circo. Mas Blacksad é quente em sua trilha ao longo dessas estradas sem fim do sul da América.
Amarillo é o quinto e último volume de Blacksad, ao menos enquanto novos álbuns não são lançados na França pela editora Dargaud. A SESI-SP Editora deu início à nova coleção brasileira de Blacksad há pouco mais de um ano. No Brasil, a editora Panini já publicou a série em meados de 2006, tendo lançado apenas dois álbuns e cancelando-a logo após.
Blacksad é uma série de quadrinhos criada pelos espanhóis Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido. John Blacksad é um gato detetive particular num mundo de animais antropomorfizados, e as histórias são centradas nas suas investigações. A ambientação é inspirada nos Estados Unidos da década de 50, com um tom noir fortíssimo.
Em seu catálogo a SESI-SP possui outras séries europeias como Gus, Valerian, Spirou, Spirou de, Valentine, Verões Felizes e álbuns como Shangri-La, Os Vampiros, Bitcoin, e clássicos de Töpffer.
A coleção do Lanterna Verde ganhará em breve mais um volume, agora abrangendo ainda mais o universo DC: O Dia Mais Clarojá está em pré-venda em lançamento da editora Panini! Confira abaixo alguns detalhes deste épico de quase 700 páginas!
A luz de todo o Universo DC se apagou, a morte veio reclamar sua vitória sobre os heróis do planeta Terra e venceu ao menos temporariamente. Após uma épica batalha, Hal Jordan – ao lado de seus poderosos colegas e até de alguns inimigos – conseguiu superar esse desafio supremo e, no processo, trazer diversos heróis de volta à vida. O momento seria de celebração, não fosse um pequeno detalhe: a misteriosa aparição de uma lanterna branca na Terra. e esse enigma não só atirará os campeões da justiça do mundo em uma espiral de caos, mas também unirá antigos adversários, reestabelecerá figuras clássicas do UDC e transformará completamente a vida de outras.
O Dia Mais Claro foi uma saga idealizada por alguns dos maiores nomes da DC Comics, como Geoff Johns, Peter Tomasi, Ivan Reis, Doug Mahnke, David Finch e muitos outros. Há cerca de um ano, a editora Panini publicou o encadernado de luxo da saga A Noite Mais Densa, situada logo antes de O Dia Mais Claro, e sua publicação foi um sucesso arrebatador. O Dia Mais Claro desenvolveu a Tropa dos Lanternas Brancos, criada no final d’a Noite, quando as Sete Tropas (Verde, Amarela, Laranja, Vermelha, Índigo, Violeta e Azul) se uniram para impedir a Tropa dos Lanternas Negros.
Já está em pré-venda o novo volume da série Le Chevalier, publicada pela AVEC Editora. De autoria de A. Z. Cordenonsi e Fred Rubim, o segundo volume se chama Le Chevalier nas Montanhas da Loucura, e você pode conferir detalhes abaixo!
Os maiores heróis da França enfrentam o terrível Justiceiro da Paz para salvar o mundo! Em uma época em que a França comanda a Revolução Industrial, Le Chevalier e Persa, seu fiel escudeiro, precisam superar suas divergências com antigos inimigos para enfrentar a chantagem de um maligno adversário. As nações do mundo estendem seus estandartes de batalha quando navios de guerra são atacados e acusações de traição se tornam arautos de uma guerra que se avizinha. Irene Adler, a mais famosa ladra do Comitê, recruta os agentes franceses para uma última e derradeira tentativa de capturar o verdadeiro inimigo e evitar a guerra. Mas nem tudo é o que parece.
A investigação prossegue para um cenário aterrador e, nos confins da Antártida, os aventureiros são obrigados a seguir os passos de uma antiga expedição da Universidade Miskatônica. No deserto críptico de gelo e morte, eles precisam encarar seus piores pesadelos nas Montanhas da Loucura.
Inspirado em escritos de H. P. Lovecraft (Nas Montanhas da Loucura), Edgar Allan Poe (A Narrativa de Arthur Gordon Pym) e Júlio Verne (A Esfinge dos Gelos), este volume retrata as aventuras dos maiores heróis de um mundo steampunk vitoriano em uma narrativa repleta de ação e mistério.
O primeiro volume em quadrinhos da série Le Chevalier, intitulado Arquivos Secretos, foi lançado em 2016. Entretanto, Cordenonsi deu início a este universo em 2015, com o lançamento de um livro chamado Le Chevalier e a Exposição Universal, também da editora AVEC. Fred Rubim é o ilustrador de outra série da AVEC, a famosa Contos do Cão Negro, que conta atualmente com dois volumes publicados.
O pai de um dos maiores vilões do Batman, prolífico roteirista e uma pessoa dotada de extrema simpatia, Chuck Dixon é um grande nome do mercado de quadrinhos norte-americanos. Algumas de suas obras inéditas foram lançadas no Brasil recentemente, enquanto outras ganharam republicações, e motivados pela cena atual, resolvemos entrevistá-lo para falar um pouco sobre duas histórias em específico:
Primeiramente, gostaria de agradecer por ter aceitado fazer esta entrevista. No período de alguns meses, os leitores brasileiros foram agraciados com os lançamentos de alguns quadrinhos de sua autoria, tais quais as edições de luxo de Robin: Ano Um e Batgirl: Ano Um (pela editora Eaglemoss), e o lançamento da inédita Bane: A Conquista (Panini), bem como a publicação de um encadernado especial de Mundo Invernal (Mythos Editora) compilando as duas aventuras originais ilustradas por Jorge Zaffino, e a recente La Niña. Gostaria de centrar, nesta entrevista, nestes dois quadrinhos citados por último.
Muito obrigado por vir falar comigo!
Chuck Dixon em sua mesa na MegaCon Tampa Bay em 2016. (Reprodução: bleedingcool.com)
Vamos começar falando sobre você. Em quaisquer sites como a Wikipedia ou até mesmo no Dixonverse qualquer um pode encontrar detalhes sobre o início de sua carreira. Entretanto, eu gostaria de saber como você se envolveu com os quadrinhos inicialmente, como leitor, para depois ir trabalhar no mercado.
Quando eu era criança havia quadrinhos em todo lugar. A maioria das casas tinha pilhas deles. Eles estavam na barbearia, farmácia e todo lugar que eu ia. Eu ficava muito doente quando criança, e membros da família traziam quadrinhos para mim como presentes. Eles se tornaram meu mundo. Ainda muito novo, eu estava estudando a “linguagem” dos gibis. Eles também se tornaram meu interesse central. Eu queria criar meus próprios quadrinhos e até desenhei centenas de páginas ao longo do ensino médio. Não havia nada mais que eu queria fazer além de trabalhar com quadrinhos, então arranjei alguns empregos simples para ter condições mínimas e fui para Nova York para ir à Marvel e DC sempre que eu pudesse.
Finalmente, no meio dos anos 80, quase simultaneamente eu chamei a atenção de duas empresas, a Eclipse Comics e a Marvel Comics. Então trabalhei duro para provar que eu era confiável e que poderia apresentar histórias competentes. Logo, fui contratado como roteirista e nunca mais olhei para trás!
Em 1987 você criou a série Mundo Invernal. Alguns textos de sites especializados dos EUA comparam a série original (e suas continuações modernas) com Mad Max, apelidando-a de “Mad Max no gelo.” Gostaria de saber quais foram as influências e inspirações para a criação de Mundo Invernal, e se realmente Mad Max foi parte das mesmas.
A maior influência foi Jorge Zaffino [o artista de Mundo Invernal]. No mesmo instante em que vi seu trabalho, eu soube que eu queria fazer algo cru e perigoso. Uma história pós-apocalíptica situada em um ambiente estéril e hostil pareceu perfeita para o estilo único de Jorge, seu dom de desenhar pessoas reais e suas habilidades em coisas elementares como clima e ação.
Há alguma influência de Mad Max [em Mundo Invernal] mas não nos aprofundamos no lado “punk” daquela série. Era mais algo como o mundo real, e menos fantasioso. Essas pessoas estavam muito ocupadas tentando sobreviver para ficar pensando em estilo!
Capa da edição nacional de Mundo Invernal, da Mythos Editora. (Reprodução: mythoseditora.com.br)
Em um texto seu escrito em 1988 e publicado em Winter World 3, você menciona o fato desta história ser sobre pessoas sobrevivendo sem um rumo exato, e não sobre salvar o universo. Esta é uma característica que se manteve quando a série retornou em 2014?
Com certeza. Eu sempre preferi histórias onde os personagens estavam mais preocupados com seus interesses pessoais do que com objetivos mais altos. Eu consigo me relacionar melhor com alguém tentando sobreviver, procurando comida e abrigo. Eu me relaciono menos com alguém tentando mudar o mundo.
Como foi retomar esta série após tantos anos? Quais foram os principais processos para que você pensasse “ok, Mundo Invernal deveria retornar às comic shops”.
A IDW tinha um interesse real em uma série de TV. Simples assim. Isso permitiu que eles pensassem em me chamar para criar uma nova série de quadrinhos. Pra mim, foi como se o tempo não tivesse passado. Eu estava de volta ao mundo de Scully e Wynn facilmente, como andar numa sala familiar.
Primeira página da série original Mundo Invernal, de 1987. Arte de Zorge Zaffino. (Reprodução: amazon.com.br)
Scully, Wynn e Rah-Rah formam um trio único. Como você descreveria a relação entre Scully e Wynn?
Não é uma relação de pai e filha. Eu suponho que eles sejam mais como irmãos. Apesar dela ser mais nova, Wynn é de um mundo onde todos devem crescer rapidamente. Então, apesar da diferença de idade, eles são equivalentes, iguais. Em um mundo onde você não pode confiar em ninguém, eles contam um com o outro para sobreviver e sabem que eles se apoiam juntos.
Já pensou, alguma vez, em dar maiores detalhes acerca de como o planeta chegou ao ponto que está neste universo? Durante La Niña [história presente no encadernado da Mythos Editora], um dos personagens dá dicas acerca do ocorrido, mas nada muito aprofundado. Esta vontade de contar em detalhes os acontecimentos que congelaram o mundo já passou pela sua cabeça?
Eu nunca quis ir às origens. Fazer isso iria sugerir que há uma solução [para a situação do mundo congelado]. Eu não queria que meus personagens lidassem com nada disso. Eu queria que suas histórias fossem sobre pessoas frágeis em um mundo duro, violento e quase inabitado. Eles não se importam sobre como o mundo chegou onde chegou. Suas únicas preocupações são comida e calor. E as dicas dadas nesta história são apenas teorias.
Capa da primeira edição do retorno de Mundo Invernal, publicada pela IDW em 2014. Arte de Butch Guice. (Reprodução: idwpublishing.com)
Migrando para a DC Comics e as perguntas direcionadas à Bane: A Conquista. Primeiramente, como foi trabalhar com basicamente toda a Batfamília? Você ainda acompanha regularmente o que é feito com os heróis e vilões do Batman?
Eu não mais acompanho os quadrinhos de perto, já que eu não trabalho mais para a DC regularmente. Eu tenho que pensar nas minhas próprias continuidades!
Trabalhar para a DC Comics foi uma tremenda oportunidade pra mim. Eu ainda não acredito que pude brincar naquele playground por tanto tempo! Eu me arrepiava sempre que escrevia “Batman e Robin.” Isso nunca foi embora!
Bane é, talvez, sua criação mais famosa para o universo do Batman. Como foi ver seu personagem adaptado duas vezes nos cinemas (Batman e Robin em 1997 e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge em 2012), e quais as impressões que ambas as adaptações lhe passaram como “pai” deste personagem?
A primeira versão (vivida por Jeep Swenson) teve o melhor visual de todos. Mas ele foi interpretado como um viciado em um filme muito ruim. O Cavaleiro das Trevas Ressurge foi muito melhor, mostrando o Bane como um intelectual. Mas ainda não foi o que Graham Nolan e eu tínhamos em mente.
Capa do segundo e último volume da série Bane: A Conquista, que está atualmente nas bancas em lançamento da editora Panini. (Reprodução: hotsitepanini.com.br/dc)
Atualmente, Bane: A Conquista está sendo publicada no Brasil. Sobre esta série, como foi retornar à sua cria após tanto tempo, e quais foram seus principais objetivos com o desenvolvimento desta história?
Graham e eu tínhamos mais histórias para contar. Quando começamos, foi como se nem um dia tivesse passado desde a última vez. Nós “lidamos” com o Bane melhor que qualquer um pois nós o criamos. Há muita profundidade lá.
Conhece o Brasil? Se não, gostaria de conhecer?
Eu gostaria de conhecer. Meu grande amigo Sergio Cariello mora não muito longe de mim aqui na Flórida. Ele fala sobre ter crescido no Brasil o tempo todo.
Em que você está trabalhando atualmente? Poderia dar algumas dicas do que virá no futuro?
Estou trabalhando em uma nova série do Van Helsing para a Zenescope, e também em uma série chamada Avalin para a ArkHaven, uma nova empresa. E tenho muitos projetos que ainda não foram anunciados, incluindo uma graphic novel para a Marinha dos Estados Unidos.
Van Helsing vs. The Werewolf #2, da editora Zenescope. Arte de Mike Lilly. (Reprodução: blog.zenescope.com)
Chuck, gostaria de agradecer imensamente a atenção depositada para responder estas perguntas, e tenho certeza que os fãs brasileiros irão gostar de ler suas respostas. Por fim, queria pedir que mande algum recado para os leitores daqui, e também aproveitar o espaço para lhe desejar todo o sucesso do mundo!
Para todos meus amigos brasileiros, muito obrigado por ler e curtir meu trabalho! Acreditem, eu gosto de ter minhas histórias sendo desfrutadas em cada canto do mundo!
Tex Willer, personagem criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini, é publicado no Brasil de forma ininterrupta desde os anos 70. Passando por várias editoras ao longo dos anos e contando mensalmente com diversas revistas publicadas em banca, tornou-se sem delongas o herói da editora italiana Bonelli de maior influência no Brasil. Um fenômeno que se estendeu para o mundo todo e um dos personagens de westerns mais longevos da história dos quadrinhos, agora, Tex também será o tema central da coluna Papo de Saloon, dedicada inteiramente às análises esporádicas de quadrinhos do ranger!
Para dar início e marcar a estreia desta coluna com pé direito, foi selecionada uma história clássica e impressionante, desenvolvida pelos autores originais do personagem citados acima, G. L. Bonelli e Galep. Publicada originalmente na Itália em Tex 207/209 (jan/mar de 1978) e chegando ao Brasil pela primeira vez em Tex Coleção 259/261 (ago/out 2008), a história A Águia e o Relâmpago, republicada em Tex Edição Histórica 103 da Mythos Editora, serve como ótima porta de entrada para novos leitores, ao mesmo tempo que traz de volta elementos que agradam os fãs de longa data, inclusive se utilizando de piadas costumeiras das aventuras para criar situações diferentes e inusitadas.
Tex Willer e Kit Carson aceitam a missão de investigar uma série de assaltos a uma linha de diligências que transporta ouro extraído da mina Golden Well, de propriedade de John Walcott. Esta linha, que faz o caminho entre as cidades de Silverton e Durango, está sendo alvo preciso e constante de um grupo de bandidos que não deixa vítimas, porém um dia, assassina um dos passageiros da diligência e rouba seu anel entalhado com uma águia e um relâmpago. O passageiro morto era sobrinhode um velho conhecido de Tex e Kit, e isto motiva os rangers a darem cabo dos malfeitores para resolver a situação.
A investigação de Tex e Kit os leva ao rico e diabólico banqueiro da cidade de Durango, Paul Brady, que parece ter alguma motivação específica para armar golpes direcionados à mina Golden Well. Brady e o chefe do bando de assalto, Tom Horan, possuem uma relação de negócios que podem ser lucrativos para ambos, e os heróis devem também descobrir até onde as garras de Brady e Horan chegam nas duas cidades e dentro da mina de John Walcott.
Conforme os pards descobrem detalhes das ações criminosas e quem são os envolvidos, detalhes estes que não serão citados aqui para preservar as surpresas da aventura, um plano mirabolante começa a tomar forma, e seu sucesso dependerá de todas as partes benignas agindo corretamente.
Tex Edição Histórica 103: A Águia e o Relâmpago apresenta uma estrutura clássica de algumas histórias do Tex. Infiltrados em uma cidade dos possíveis bandidos, se utilizando de nomes falsos e bolando planos para encurralar os diabos, Tex e Kit contam com o apoio (na outra cidade, e revezando) de Kit Willer e Jack Tigre, tornando esta uma aventura completa com os quatro pards agindo juntos. E ao longo de toda a história, o texto de G. L. Bonelli é desenvolvido com maestria típica do autor, que gosta de aprofundar os mínimos detalhes que farão sentido no decorrer das revelações e tiroteios.
É criado para esta história um elenco de apoio extremamente carismático, com destaque especial para o velhoPop, dono da estrebaria de Silverton, e também para o xerife de Durango. Todos, heróis e vilões com características visuais únicas, cortesia da arte extremamente competente de Galep, possuem seu ‘tempo de tela’ e desenvolvimento, fazendo com que a investigação dos assaltos às diligências não seja algo superficial. E os quatro pards, agindo como rebeldes durões para manter seus disfarces, soltam pérolas impagáveis em quase todo momento da aventura, especialmente quando resolvem socar gratuitamente alguns canalhas e salafrários.
Como quase toda história de Tex e seus amigos, o enredo parece simples, porém seu desenvolvimento é rico de uma forma que prende a atenção do leitor do começo ao fim. Para fãs mais antigos, por exemplo, há brincadeiras como o fato de Kit Carson ganhar uma aposta feita com Tex, algo que nunca ocorre nas histórias, onde Kit simplesmente afirma algo como “só apostaria se fosse um louco com vontade de perder!”
E a reta final da história, repleta de ação e conclusões, alcança momentos de tirar o fôlego (quase que literalmente) dignos de bons filmes de ação, culminando no desfecho inesperado para a história de alguns dos protagonistas (do lado bom ou mau?) desta aventura.
Tex Edição Histórica 103 foi publicada no formato típico da maioria dos quadrinhos Tex no Brasil (13,5 x 17,6 cm) e compila a aventura completa que foi lançada originalmente dividida em três partes. Totalizando 268 páginas repletas de tiroteios, brigas, muitas viagens à cavalo e larápios covardes, esta edição custa R$ 26,90 e está disponível para compra na Loja da Mythos Editora, que pode ser acessada clicando aqui.