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Phobiafilia | HQ sobre fobias entra em campanha no catarse

Imagina ter uma HQ cheia de fobias? Então, a editora Diário Macabro lançou uma campanha no Catarse para o viabilizar o projeto Phobiafilia, o quadrinho irá reunir contos baseados em diversas temerosidades que assombram o ser humano. Mais precisamente 30 bizarras fobias. Confira a campanha clicando AQUI.

Phobiafilia é uma HQ composta por narrativas que descrevem a sensação de medo gerada por uma determinada fobia, que a cada página é vivenciada por um mesmo personagem. As artes foram todas feitas em guache e nanquim, com finalização digital que lembram Dave Mckean.

Veja a sinopse de Phobiafilia e logo após a galeria com as belas artes da HQ:

“Copos de cerveja, pessoas fantasiadas, umbigos, relógios, mariposas, espelhos, estátuas, pregos, demônios, deuses, céu e inferno: estes são alguns dos elementos, dentre uma extensa lista, que podem causar repulsa ou pavor em pessoas que sofrem com algum tipo de fobia. PHOBIAFILIA se define por uma composição de narrativas que descrevem a sensação de medo/pavor gerado por uma determinada fobia. Neste conjunto de 30 fobias, um mesmo personagem enfrenta, a cada página, uma dessas fontes de horror. A lista de fobias é organizada da maneira que o leitor sinta um terror gradativo, partindo da fobia mais comum, presente na vida de muitas pessoas, passando por fobias mais particulares e chegando até as mais absurdas. Todas elas são representadas ao longo de imagens sequenciais e sem diálogos, em um contexto onde são as sensações que comandam a situação. Apesar disso, as páginas funcionam de maneira independente; entretanto, se lidas do começo ao fim, formam um arco narrativo.”

 

A assinatura é de Preto Pasin, ilustrador e designer gráfico fascinado pelo terror e perseguido por assombrações. A editora é a Diário Macabro, que dedica seu sangue às suas publicações sangrentas de horror e fantástico. Esse é seu primeiro projeto de uma HQ.

Phobiafilia terá formato 16 x 23 cm, papel couchê 150g colorido e em alta resolução, e (o mais legal de tudo) a publicação terá entre 72 e 76 páginas. Pois além das 30 fobias já prontas, quem apoiar poderá escolher mais duas a serem feitas posteriormente! Que saber como? Acesse a campanha AQUI.

 

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ÚLTIMO ASSALTO | BOXE E REDENÇÃO NA NOVA HQ DA ZAPATA EDIÇÕES

Bebendo da fonte de filmes de boxe como Rocky e documentários sobre lutadores da nobre arte, foi concebida a HQ Último Assalto. A trama que tem roteiro de Daniel Esteves, aborda o esporte misturando com questões sociais que estão relevantes no nosso dia a dia, protagonizada por um jovem que busca recolocar a sua vida nos trilhos no ringue. Confira a sinopse abaixo:

“Kevin é morador de uma periferia de São Paulo e sonha em ser um grande lutador de boxe. Buscando superar um crime do passado, ele volta a treinar em uma academia popular após dois anos afastado. Porém, uma sequência de eventos revelará que alguns dos seus maiores desafios talvez não estejam nos ringues.”

 

Confira o Booktrailer de Último Assalto:

“Entre muitos temas, personagens e gêneros a explorar, havia um interesse latente em criar uma história sobre boxe. Outro mote veio quando conheci o trabalho de academias populares, que são espaços que pensam a prática do esporte de forma mais democrática e inclusiva. Isso levou a trama para uma ambientação em São Paulo, algo já frequente em minhas histórias”, disse Daniel. “O esporte é um pano de fundo para vermos a vida do protagonista, e seus desafios para superar uma série de obstáculos que são intensificados pela cor da pele e seu lugar de origem.”

A equipe criativa de Último Assalto, tem além do Daniel, as artes de Alex Rodrigues. A dupla já tem uma parceria bem conhecida na obra Por Mais Um Dia Com Zapata, que foi indicada ao Troféu HQMIX em 2016.

Último Assalto terá formato 20 x 28 cm, 160 páginas P&B, capa colorida e o preço de R$ 35,00. A publicação será da Zapata Edições e ela foi uma das selecionadas pelo ProAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

O lançamento oficial será em São Paulo na escola HQ em Foco, que fica no bairro Vila Prudente, confira o evento no Facebook clicando AQUI.  E no dia 24 na 1ª PerifaCon, na Fábrica de Cultura do Capão Redondo. Você pode estar adquirindo Último Assalto no site www.zapataedicoes.com.br.

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Jeff Lemire anuncia crossover de Black Hammer com a Liga da Justiça

Através de seu Twitter, hoje, dia 13/03, o renomado autor Jeff Lemire (Velho Logan, O Soldador Subaquático, Condado de Essex) anunciou um crossover inusitado entre a Liga da Justiça e sua série publicada pela Dark Horse Comics, a altamente recomendada Black Hammer.

 

Black Hammer é uma homenagem de Lemire e Dean Ormston (responsável pela arte) aos heróis que ambos liam na infância, e conta a história de um grupo de superseres aprisionados em uma dimensão paralela e bizarra, onde os personagens lidam diariamente com acontecimentos estranhos que são mostrados aos poucos aos leitores. Um grande mistério permeia a trama.

Além da notícia, também foram divulgadas diversas capas variantes da primeira edição do crossover, que ainda não possui data exata de lançamento. A série principal teve início em julho de 2016 e já foram (e ainda são) produzidos spin-offs derivados da revista original.

O crossover com a Liga da Justiça terá arte de Michael Walsh. A série é publicada no Brasil pela editora Intrínseca, e possui até o momento dois volumes encadernados lançados nas livrarias de todo o país. A série é um sucesso em nosso país, e o volume 3 deve chegar em breve às lojas. O quarto encadernado será lançado nos EUA em setembro de 2019.

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Resenha | Tio Patinhas 0

Tio Patinhas surpreende muito pelo conteúdo de suas histórias principais. Explicando: Aqui, Patinhas Mac Patinhas é posto onde não costuma estar, ou até onde nunca imaginou.

Logo de cara temos O Amor do Tio Patinhas, nesta narrativa que ocupa mais da metade da edição acontece a primeira aparição de Miriam Mac Gold, uma pata de Gansópolis destinada a ser rica que, dentre outras conquistas, marca um lugar especial no coração de Patinhas, mas se recusa ser ajudada por ele em sua missão de ser quaquilionária. Para isso, até vence uma licitação derrotando Patinhas e Patacôncio. Miriam inclusive já era concorrente de Patinhas no passado, e sua paixão por ela o fazia inclusive gastar umas patacas a mais. Tamanha diferença de comportamento chama a atenção de Donald, que busca mais informações sobre esse caso de seu tio. Apesar de inédita, a HQ é datada de 1989, roteirizada pelo já falecido Bruno Concina e com desenhos do prolífico mestre Giorgio Cavazzano.

Miriam tem somente mais uma aparição em HQ do Tio Patinhas: Zio Paperone e le Grandi Conquiste (Tio Patinhas e as Grandes Conquistas, em tradução Livre) de Gianfranco Cordara e Andrea Ferraris publicada na Itália em 1997. Nesta história, uma repórter prepara um artigo sobre vários e várias personagens ligados à Patinhas. Também inédita no Brasil, sua publicação seria bem-vinda, mas como é uma história que revisita acontecimentos anteriores, pode ser que ainda precisemos que outras sejam lançadas por aqui antes dessa. No passado já tivemos títulos Disney cujo tema principal era relacionamentos amorosos, porém seria muito interessante uma edição com os relacionamentos amorosos de Patinhas.

Em contrapartida à primeira, logo em seguida já temos uma história muito moderna. Em O Papel do Dinheiro, Patinhas enfrenta enormes dificuldades em conservar o conteúdo de sua caixa-forte, recorrente alvo de ratos, umidade e tentativas de roubo. Por isso, acaba aceitando a ideia do mais novo milionário da cidade: Bittencourt Crista, jovem magnata das criptomoedas. Patinhas se desfaz de quase toda sua fortuna física e investe no dinheiro digital. É de uma surpresa absoluta ler uma história assim e ver a caixa-forte mais famosa dos quadrinhos totalmente vazia. Terje Nordberg ousou nessa e dificilmente teremos outra situação parecida.

Mais certo um destaque vale para Ouro Esquecido, onde Patinhas e Donald vão até o norte da California atras de uma terra que Patinhas nem se lembrava em ter comprado. A única pista é um recibo encontrado por acaso em uma velha mochila. Garimpeiro experiente que é, vai até lá descobrir por quê.

Como já citei em Pato Donald 0, é sempre bom revisitar esse passado aventureiro de Patinhas. Porém o desfecho dessa aventura é bem parecido com o de A Febre do Ouro em Marte, ainda mais levando em conta que uma foi lançada exatamente um mês depois da outra na Noruega, Suécia e Dinamarca. A dupla criativa é totalmente diferente, porém a semelhança chama atenção.

Todas essas diversas facetas de Patinhas fizeram desta edição uma mistura bem eclética. Diferente até da arte da capa, já que ele não usa em nenhuma das histórias a mesma roupa característica que está estampada nela. Interessante para ver as diferentes formas como Patinhas foi e está sendo representado nos países onde prosseguem com a criação de suas histórias.

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Resenha | Pato Donald 0

Para Pato Donald 0, a Culturama optou por ser a edição com maior número de histórias: Considerando as duas de Enrico Faccini, temos um total de nove histórias na HQ mais longeva do Brasil. A maioria dinamarquesas.

Ao mesmo tempo que se trata da estreia da nova editora, esta é o nº 2482 somando todas as publicações de Pato Donald por aqui. Este registro vale também para todos os títulos da linha da Culturama, podendo ser consultada no expediente de cada número.

Temos já na primeira (e melhor) história da edição uma nova parceria: Além de ser a ilustração da capa, Um Golpe na Escandinávia é até o momento, única HQ de parceria entre Carol & Pat Mcgreal com o norueguês Arild Midthun. De férias em Oslo, Donald acompanha seus sobrinhos em um torneio de futebol e passeando pela cidade conhece uma mulher que decide ajudar. Atrapalhado que é, acaba caindo em um golpe.

Assim como todos os outros países escandinavos, as HQs Disney têm público muito expressivo na Noruega. Essa história, já como outras, mostra bem isso. Os cenários, objetos e animais são muito bem detalhados e coloridos. É um guia turístico ao mesmo tempo que é uma ótima história. Que essa parceria volte em breve, pois começou muito bem. 

Carol & Pat Mcgreal ainda voltam junto a Maximino Tortajada Aguilar em mais uma HQ da edição, em O Incrivel Pato Que Encolheu. Donald sem querer é vítima de um experimento do Professor Pardal e encolhe rapidamente como em Querida, Encolhi as Crianças, com Pardal mais uma vez fazendo seu papel de Rick Moranis. Boa história, mas padrão.

Destaque mesmo vale para outra ótima estreia: A Febre do Ouro em Marte. Essa é simplesmente a primeira história de Aleksander Kirkwood Brown publicada no Brasil. Nascido em 1984, Brown tem apenas 8 histórias Disney produzidas. Protagonizada por Tio Patinhas, a aventura foca numa viagem do pato mais rico do mundo à Marte, onde são descobertos veios de ouro. Sem perder tempo, Patinhas vai ao planeta vizinho reviver os tempos de Klondike.

Essa história é importante pois lembra os tempos que fizeram Patinhas ser quem é. Desde as histórias de Carl Barks às de Don Rosa, o Patinhas aventureiro e explorador é o mais querido pelos fãs e suas aventuras nessa área são sempre bem-vindas. Apesar de poucas histórias ainda publicadas, Brown tem uma já produzida com o ótimo Arild Midthun citado anteriormente. Voks med voks på (Cera em Cera, em tradução livre) apesar de ser de 2016 por enquanto só saiu na Dinamarca, Suécia, Noruega e Holanda, todas do mesmo ano. Como a Culturama visa publicar apenas material inédito, fica a torcida para este sair por aqui.

O cuidado com Pato Donald é evidente. Quem está aí desde 1950 de fato merece. Com tradição não se brinca, e as coisas continuam bem.

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Resenha | Mickey 0

Já na capa, é notável a celebração dos recém-completados 90 anos de Mickey. As duas gerações do mesmo personagem com um fundo representado com seu nome em vários países mostra bem o que está por vir.

A edição de estreia do Mickey pela Culturama segue uma tendência que se manteve nos últimos meses de editora Abril: Duas histórias por edição. Com a ressalva de que, diferente do apresentado na anterior, sua nova casa começa com duas histórias italianas, e não uma italiana e outra dinamarquesa.

Isso é um problema? De forma alguma. As duas aventuras apresentadas representam muito bem a fase do personagem, que se manteve com narrativas de, em média, 30 páginas e, em determinados momentos, paródias. Nos últimos anos, Mickey incorporou James Kirk, Dylan Dog, Corto Maltese, Asterix, entre outros.

A primeira história é roteirizada por Francesco Artibani. Há um certo tempo ausente, a última aparição de Artibani como roteirista em uma edição de Mickey foi na edição nº 860 da editora Abril, datada de abril de 2014. Em Mickey e a Aventura sob Medida, Pateta e Donald ajudam o Camundongo-Detetive a solucionar o misterioso desaparecimento de casas na região, comprometendo seu serviço e de seus amigos, agora atuando como limpadores de chaminé.

Interessante a escolha do desenhista Lorenzo Pastrovicchio em optar pelo visual retrô do trio protagonista, design que não se aplica aos demais personagens da trama. Curiosamente, a última história de Pastrovicchio publicada no Brasil em um título solo do personagem, na recente Mickey nº 905, o artista opta pelo caminho inverso ao produzir ao lado de Tito Faraci A Quadrilha de Técnicos, uma releitura de A Quadrilha de Encanadores, clássico de Merill de Maris e Floyd Gottfredson publicado em tiras de jornal em 1938 e reeditada no Brasil em Os Anos de Ouro de Mickey nº10, em outubro de 2017. Lá, Mickey tinha um visual totalmente repaginado e moderno, uma vez que esta era a ideia em adaptar este roteiro feito há mais de 80 anos aos tempos atuais.

A história é uma mistura de tudo que costumamos ver nas páginas de Mickey: Mistério, aventura, humor e, dessa vez, uma pitada de nostalgia.

Em Eu & Minnie, Mickey reflete o porquê de uma recente discussão com Minnie, cujo real motivo ele desconhece. Revisitando seu passado e fazendo auto-crítica em relação a amizades, trabalho e aventuras, Mickey analisa porque a parceria com Minnie deu tão certo. Listando também as qualidades de sua companheira, mostra que este elo pode permanecer forte por muito mais tempo, mas antes precisam juntos superar as desavenças. Inclusive a cena em que Minnie o presenteia com uma ferradura e voam juntos pela primeira vez está lá, exatamente como aconteceu na animação Plane Crazy, considerada a primeira aparição de ambos os personagens, em março de 1928.

A trama tem um encontro de gerações inclusive em sua equipe criativa: o jovem Giorgio Fontana se junta ao veterano Massimo de Vita para celebrar os anos de união do casal. Em atividade desde 2015, esta é somente a 4ª história de Fontana publicada no Brasil; para De Vita, é a 215ª.

A estreia é satisfatória, ainda mais se considerar que Mickey é o personagem Disney mais cultuado hoje em vários países. Essa tendência tem refletido não só na Itália, mas também na França. Mickey tem sido o personagem Disney mais utilizado na linha Glenat, protagonizando 7 de 8 álbuns lançados pela editora francesa.

Em comemoração aos 90 anos do personagem, tivemos no Brasil apenas o álbum de figurinhas publicado pela Panini. Mesmo que atrasado, o orelhudo poderia ainda ter homenagem de aniversário em uma edição dedicada exclusivamente a HQs por aqui pela Culturama. Seus fãs merecem.

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Berserker Unbound | Conheça o novo projeto de Mike Deodato e Jeff Lemire

Berserker Unbound será o novo projeto nos quadrinhos de Jeff Lemire e Mike Deodato, o anuncio foi feito hoje via Paste. Publicado pela Dark Horse, será o primeiro trabalho do brasileiro Deodato após sair da Marvel Comics e o segundo de Lemire pela editora. O roteirista fez o cultuado Black Hammer por lá também.

Capa criação de Mike Deodato Jr. e Frank Martin.

A trama vai mostrar um implacável guerreiro medieval que surge em uma metrópole urbana e moderna. totalmente fora do seu tempo ele tem que se adaptar ao lugar enquanto protege o seu novo lar de um bruxo cruel que também fez a mesma viagem no tempo e quer destruir tudo.

“Eu realmente queria desenhar uma história bárbara e Jeff transformou meu sonho em realidade com essa história profundamente emocional de amizade vista através de diversas dimensões”, disse Deodato em um comunicado. “Não estou exagerando quando digo que esse livro tem as batalhas mais épicas que desenhei! Berserker Unbound é um ponto de virada na minha carreira.”

Berserker Undeound, terá quatro edições e começa a ser comercializada em agosto desse ano nos EUA. A primeira edição terá uma capa variante com arte de Mike Mignola e chega no Brasil pela Editora Mino, ainda sem data de lançamento.

 

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Papo de Saloon | Tex Willer, a nova revista de Tex

Sei muito bem o que você está pensando: OUTRA revista Tex? Não basta as histórias inéditas sendo publicadas nas bancas, vêm aí mais republicações de clássicos? Pois saiba que a nova Tex Willer não é nada do que você espera: aqui os leitores terão um vislumbre expandido da juventude do maior herói de faroeste dos quadrinhos. Sim, estamos voltando à fase “Procurado: Vivo ou Morto”!

A vida de Tex é cheia de redenções. Um dos mais famosos foras-da-lei em sua juventude, a primeira história do ranger abre com Tex e seu cavalo – ainda sem nome na época, e depois apelidado Dinamite -, um outlaw com gorda recompensa por sua cabeça. Histórias futuras viriam a mostrar como Tex tornou-se procurado pela justiça. Se vingando dos assassinos de seu pai e posteriormente dos assassinos de seu irmão Sam, a cabeça de Tex foi posta a prêmio e assim permaneceu por algum tempo.

O herói sempre teve um grande senso de justiça e honra. Apesar de procurado, Tex manteve grandes amizades com alguns homens brancos e índios, que tinham noção de sua boa índole. Entretanto, boa parte deste período da vida de Tex permanece inexplorada nos quadrinhos. Recentemente a Tex Graphic Novel (série semestral feita em formato maior e colorida) voltou ao passado do herói, pelas mãos do roteirista e editor Mauro Boselli, e foi comentada na Torre de Vigilância há algumas semanas.

Mas e os momentos que permanecem inéditos? Como já foi dito, a vida de Tex não é completamente conhecida. E a partir deste ponto surgiu a ideia de Davide Bonelli (atual chefia da Sergio Bonelli Editore) e Boselli, de criarem uma nova revista que explora o passado do ranger, e resgata também uma característica vital do início de sua publicação nos anos 40: um senso de continuidade e aventuras seriadas, que são contadas ao longo de várias revistas, em capítulos.

O lançamento da revista Tex Willer fez parte da comemoração de 70 anos de Tex. E curiosamente, a Mythos Editora está trazendo esta publicação ao Brasil pouquíssimo tempo após seu início na Itália. Com um acabamento similar às revistas italianas (abandonando o famoso formatinho brasileiro), em altura e com papel offwhite que remete diretamente ao original, Tex Willer recebeu o subtítulo “As aventuras de Tex quando jovem“, perfeitamente apropriado para a publicação.

E a história contada aqui, ligando os leitores à aventura do Totem Misterioso, é conduzida por Mauro Boselli com arte do veterano Roberto De Angelis (de Nathan Never). Boselli, em seu prefácio, promete que os fãs conhecerão todos os detalhes de coisas como o relacionamento de Tex e diversos xerifes, do jovem Kit Carson, de suas boas relações com índios (tal qual o já conhecido Cochise) e diversas outras figurinhas carimbadas da mitologia texiana.

Roberto De Angelis traz um visual clássico porém com características claramente modernizadas ao traço da aventura, trabalhando muito bem os tons de preto. Tex já é Tex desde sempre: justo, inventivo, um herói como poucos. E aqui nada difere em relação aos seus problemas comumente enfrentados, exceto o fato da justiça o perseguir. Porém, bandidos seguem sendo castigados por suas mãos.

A característica de “novidade” está presente nesta série, já que o objetivo é audaciosamente ir onde nenhum roteirista jamais esteve. Ou seja, é um ótimo ponto de partida para novos leitores! Apesar do ar imaturo de Tex, seus feitos chamam a atenção de leitores veteranos e também podem vir a encantar os recém-chegados, que buscam uma boa nova revista seriada para acompanhar nas bancas.

E o fator “série” não é um ponto negativo, pelo menos do meu ponto de vista. Certas aventuras funcionam melhor se contadas aos poucos, e sendo aqui a meta “remeter ao clássico”, nada mais justo do que fisgar o leitor com revistas baratas (Tex Willer chega custando R$ 14,90) e de rápida leitura. Mas a quantidade de desdobramentos e reviravoltas não deixa a desejar em comparação às grandes histórias: Boselli sabe criar um elenco de personagens convincentes, capazes de pôr em xeque a astúcia do ranger mais querido da nona arte.

Com duas edições publicadas até o momento (nos meses de janeiro e fevereiro de 2019), Tex Willer segue sua publicação mensalmente, com previsão de lançamento de um novo volume no vigésimo dia de cada mês. Cada edição é padronizada com um preview da próxima história na quarta capa da revista, e no interior, suas 64 páginas contam com o prefácio e a história propriamente dita.

Até onde irá a publicação desta série, não se sabe. Porém, é interessante notar como a editora italiana, casa de Tex, é capaz de criar novos materiais para o personagem sem prejudicar o cânone estabelecido. Somente as maiores figuras da história dos quadrinhos possuem esta maleabilidade cronológica, e definitivamente, o ranger é um dos grandes destaques mundiais neste sentido.

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Editora Devir lança volume especial de A Liga Extraordinária

Já se encontra em pré-venda a edição de luxo A Liga Extraordinária 1898 da Editora Devir. Depois de publicar toda a série aqui no Brasil, a editora reuniu todas as histórias em um único volume especial, com as aventuras do super e inusitado grupo criado por Alan Moore e Kevin O’Neill.

“Londres, 1898. A Era Vitoriana chega ao fim e o Século XX se aproxima. É uma época de grandes mudanças e de estagnação, um tempo de completa ordem e caos total. Uma era em busca de campeões. Allan Quatermain, Capitão Nemo, Hawley Griffin, Dr. Henry Jekyll, Sr. Edward Hyde e a Srta. Mina Murray são esses campeões e, juntos, formam a inusitada Liga Extraordinária. Recrutados pelo enigmático Campion Bond, sob ordens do nebuloso “M”, estes seis aventureiros agem a serviço do Império Britânico na sua hora de maior necessidade.

Agora, eles enfrentarão o nefasto ‘Doutor’ e seu maligno plano de dominação mundial. E também há uma ameaça ainda mais perigosa caindo do firmamento dentro de gigantescos cilindros de metal vindos da escuridão de um mundo distante. Mas nem tudo é o que parece. Outros fatores misteriosos e muito além do controle estão em ação.”

Confira as imagens de A Liga Extraordinária 1898:

A Liga Extraordinária 1898 ganhou esse título para padronizar as edições subsequentes da série, e reúne The League of Extraordinary Gentlemen vol. I e vol. II. O especial ainda conta com materiais exclusivos para a versão da Devir, lançados somente para o Brasil. como a sobrecapa, que se transforma em um jogo de tabuleiro, com os principais personagens da Liga para recortar e jogar, coleção de seis cartões-postais e uma coleção de nove cards.

A Liga Extraordinária 1898 tem formato 19 x 26 cm, 528 páginas (baita tijolão bonito), capa dura e já está em pré-venda na Amazon Brasil por R$ 199,00.

 

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Editora Draco está em busca de autores para coletânea sobre Aleister Crowley

Durante a CCXP 2018 a Editora Draco lançou a coleção Escritores Malditos com a coletânea Delirium Tremens de Edgar Allan Poe. A ideia dessa serie é além de homenagear autores responsáveis por obras macabras, subversivas, ocultistas e proibidas, dá um novo olhar com elementos diferentes e toques pessoais ao universo criado por esses autores. Agora, a homenagem será para o maior e mais influente mago de todos os tempos: Aleister Crowley.

Edward Alexander Crowley, o popular Aleister Crowley, é conhecido até hoje por seus escritos sobre magia, especialmente o Livro da Lei, o texto sagrado e central da Thelema, doutrina (ou filosofia como queiram) onde foi um dos fundadores. Crowley também era um ferrenho crítico social, onde defendia a liberdade pessoal e espiritual baseado em sua regra “Fazes o que tu queres”. Chegou a ser chamado pela imprensa na época como “o homem mais perverso do mundo”, ele foi influencia para inúmeros escritores, músicos e cineastas como Jimmy Page, Alan Moore, Bruce Dickinson, Marilyn Manson, David Bowie e o nosso Raul Seixas.

As histórias poderão misturar subgêneros e gêneros como ficção cientifica, fantasia, cyberpunk, steampunk, new weird etc., e serão priorizadas as tramas ambientadas no Brasil ou com temas fortes do imaginário local, para causar assim mais identificação com os leitores.

Astrum Argentum de Aleister Crowley será o nome da nova coletânea, que está sendo organizada pelo editor Raphael Fernandes. A edição será colorida e terá capa dura. Você pode saber mais informações clicando AQUI.