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Calmaria, HQ de Melissa Garabeli e Phellip Willian, está em campanha no Catarse

Está no ar a campanha de financiamento coletivo para Calmaria, HQ de Melissa Garabeli e Phellip Willian, que conta a história de Lia e Tan e como um encontro por acaso sob uma forte chuva mudou as suas vidas.

Conhecer uma pessoa, ainda mais por acaso, é muito empolgante. Mas o que esse momento pode significar e o quanto temos de abrir mão para que um relacionamento possa vir a ser? São essas questões que Lia e Tan terão que descobrir em uma HQ com lindas aquarelas que narram a descoberta do amor.

Calmaria é o segundo volume da Trilogia do Afeto, que iniciou em 2018 com a publicação da graphic novel Saudade. A trilogia tem como missão contar histórias que tragam sentimentos. Apesar de serem parte da mesma coleção, ambas as histórias são independentes uma da outra.

Calmaria tem formato 20 x 25 cm, 112 páginas e tentará seguir a mesma qualidade estética do Saudade, com capa dua e o mesmo tamanho.

Para saber mais detalhes sobre a campanha, valores, recompensas e claro para apoiar, clique AQUI.

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Inferno, HQ da Editora Draco que celebra Dante Alighieri, está no Catarse

Dante Alighieri foi um dos mais importantes escritores da história ocidental, além de pensador e político. A sua obra mais famosa e celebrada é A Divina Comédia, um conjunto de poemas que se tornou um dos primeiros textos a ousar ser publicado não no latim acessível apenas a uma elite, mas na língua comum falada em Florença, sua terra natal. Obra-prima da literatura clássica.

E no ano de 2021, completam-se 700 anos de sua morte e para marcar e comemorar a vida e obra do escritor, a Editora Draco anunciou o HQ Inferno, que conta com roteiro de Alexey Dodworth e desenhos de David Arievilo, e está em campanha de financiamento coletivo no Catarse.

Inferno é uma tragicomédia em quadrinhos que reflete os nossos duros, difíceis e estranhos tempos. Afinal, os demônios não são nada perto das pessoas reais que trafegam entre nós. Onde o Inferno é um lugar lotado e precisa de uma expansão, e os anjos já ficaram sabendo dessa reforma.

Em polvorosa, os guardiões do Paraíso têm uma nova missão para Dante: retornar ao Inferno para verificar que mudanças são essas que estão ocorrendo. Acompanhado e protegido pelo amor de sua adorada Beatriz e guiado por um demônio que se apresenta como Caído, Dante vai descobrir que o mundo que ele um dia conheceu não é mais o mesmo.

Inferno começa com 24 páginas coloridas, formato 24 x 17 cm, miolo em papel couche e capa cartonada com orelhas. Caso ultrapasse o valor inicial, a história ganhará mais páginas, o que significa mais círculos infernais.

Para saber mais sobre a campanha, recompensas e valores clique AQUI.

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Estamos constantemente Aprendendo a Cair

Mantendo sua tradição de apresentar ao leitor quadrinhos europeus alternativos, a Nemo, selo de histórias em quadrinhos do Grupo Autêntica, traz ao mercado mais um título de autor estreante no Brasil: Aprendendo a Cair, do quadrinista alemão Mikaël Ross.

Ao contrário do que muitos imaginam, não estamos todos no mesmo barco. No máximo, estamos todos no mesmo mar, porém alguns têm embarcações luxuosas, outros possuem botes, uma outra parcela conta com canoas rudimentares e  muitos outros, sem a condição mínima, acabam se afogando sem um colete salva-vidas sequer. Todos passam por momentos complicados e de superação, mas as condições variam para cada indivíduo, e para uns a volta por cima tende a ser bem mais desafiadora. Aqui, Noel é um jovem aparentemente normal aos olhos de quem o vê sem observar atentamente. É mais um garoto berlinense fã da banda AC/DC, com fixação por capas de super-heróis, que gosta de marshmallows e ajuda sua mãe nas compras de supermercado. Mas, ao observar suas atitudes e as somando à sua forma de se comunicar e agir, logo se percebe sua condição, que necessita de cuidados. Por isso, Noel é protegido com zelo por sua mãe.

IMAGEM: cortesia Editora Nemo
IMAGEM: cortesia Editora Nemo

Como a queda de um vaso de cristal, despedaçando no chão em incontáveis estilhaços após ser vítima de uma ação involuntária, a vida de Noel muda após sua genitora, pessoa à qual depende totalmente sua vida, sofre um derrame e vem a falecer. Sendo menor de idade, sem outros familiares e principalmente por suas condições especiais, o desafortunado garoto é transferido contra a sua vontade do apartamento onde sempre viveu para um centro de cuidados onde precisa conviver com pessoas em mesma situação social e clínica, porém desconhecidas ao seu convívio. A queda de Noel é devastadora e ele ainda não aprendeu como se levantar, ainda mais levando em consideração sua capacidade diferente de perceber as situações.

IMAGEM: cortesia Editora Nemo

A trama tem seu valor: é louvável como foi inteiramente construída através da condição do protagonista, não só nos balões de diálogo, mas também nas caixas de texto. A narrativa é feita totalmente sob o olhar de uma pessoa inocente que vê o mundo de forma muito particular. O tema sensível e humano é um grande atrativo e todo o cuidado no traço e cores do autor também são dignos de nota, porém falta consistência na execução final.

IMAGEM: cortesia Editora Nemo

Algumas partes da história parecem não ter fim e são interrompidas abruptamente para dar lugar a outro acontecimento no capítulo seguinte. O anticlímax acaba presente em partes decisivas e assim afasta o apego a uma trama que estava até então sendo bem executada. Infelizmente, não se pode agradar a todos. Apesar da grande aceitação de público e crítica, colhendo frutos como o Prêmio Max und Moritz de 2020 na categoria Melhor Quadrinho em Língua Alemã e traduções e edições para diversos países, a obra não toca como se esperava.

Edições de Aprendendo a Cair em diversos idiomas. IMAGEM: mikaelross.com

Encomendada em celebração dos 150 anos da instituição Evangelische Stiftung Neuerkerode, Aprendendo a Cair é fruto de um mergulho do autor não só às instalações da fundação, mas também de convivência com os lá residentes. A imersão ajuda na compreensão do quão necessário é a atuação nessa área de assistência, que muitas vezes é tratada de forma invisível.

IMAGEM: cortesia Editora Nemo

A edição da Nemo segue os mesmos padrões de sua linha de quadrinhos quanto ao formato, capa e papel utilizados já há um bom tempo. Esta é apenas a terceira obra do quadrinista de Munique. Em 2021 justamente no ano em que completa 10 anos de carreira, Ross lançou seu quarto trabalho: Goldjunge (Menino de Ouro, em tradução livre) narra a juventude de Ludwig van Beethoven, que mais tarde se tornaria um dos maiores compositores da humanidade. Ainda não se sabe quando ou se outras HQs de Ross serão publicadas por aqui, mas a porta está aberta, e seu acolhimento não só no mercado brasileiro mas em outras partes do mundo tende a ser com similar esmero ao visto em Aprendendo a Cair.

Aprendendo a Cair
Mikaël Ross (roteiro e arte)
Renata Silveira (tradução)
Mariana Faria (revisão)
128 páginas
24 x 19 cm
R$69,80
Capa Cartonada
Nemo
Data de publicação: 09/2020

 

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Revista El Perro Feo, primeira antologia da Escória Comix, está em pré-venda!

Depois de uma enxurrada de histórias e uma profunda analise do Conselho Satânico liderado pelo editor Lobo Ramirez, a Revista El Perro Feo chegou à luz da vida e a editora Escória Comix já iniciou a pré-venda em seu glorioso site. A primeira antologia da Escória Comix conta com 38 artistas que se debruçaram sobre os temas “tosco, podre & radical”. Confira abaixo a lista dos escolhidos:

São os abençoados escolhidos: João Araújo, Chico Felix, Guti, Pedro Menos, Emilly Bonna, Sama, Doug Firmino, Donadora, Nat Biriba, Carlos Panhoca, Tosqueira Comix, Gabriel Granja ( Grunje Art), Atópico, sheilóka, Victor Freundt, Érico Noronha, Thiago Luis (Os Ratos), Marcos Moura, Vitor Bello, Riotsistah, Diego Gerlach (Vibre Tronxa Comix), Bruna MZF, 𝘼rame Surtado, Marcio Jose Vantini Bocchini, Ana Alice Giovanaz, Fábio Vermelho, Rebeca Catarina, Koostella, Velha Cosmo, Fralvez, Marco Vieira, Douglas Utescher (Ugra Press), Raphael Fernandes (Editora Draco), Senor Gualda, Daniel ETE Giometti, Adriano Rampazzo, Gabriel Dantas (Bife de Unicórnio) e Paulo Henrique Moreira.

A Revista El Perro Feo terá uma versão simples, contando com a antologia e um pacote de colecionador (limitado) que contém: 1 belo boné de Brim modelo caminhoneiro, 1 botton 4,5 cm, dois posteres A3 coloridos e três adesivos tamanho 4×6 cm.

A antologia Revista El Perro Feo tem formato 18×26,5 cm, 184 páginas, capa couche, capa de Emilly Bonna e lombadinha quadradinha. Ela está em pré-venda no site da Escória Comix em sua versão simples AQUI e no pacote colecionador AQUI.

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Saiba quem são os Perpétuos e se prepare para a série Sandman da Netflix

Empolgados para a estreia da série Sandman? Essa semana foi revelado que neste sábado, 25 de setembro, ao vivo às 12:50 no canal do youtube da Netflix Brasil, será divulgado o primeiro teaser da série no evento Tudum: Um evento mundial para fãs da Netlix, que já está em contagem regressiva e recheada de novidades. E para aguardar esse teaser e aumentar ainda mais as expectativas para essa tão aguardada série, que tal conhecer um pouco mais desse universo fantástico de Neil Gaiman? Saiba aqui  por onde começar sua leitura e quem são os Perpétuos!

A série ainda nem foi lançada e já é sucesso de críticas e elogios, e está dividindo os fãs já na escolha dos elenco, que diga- se passagem, teve uma escolha excepcional e me gerou grandes e positivas expectativas. 

Vamos começar do início, nos primórdios haviam entidades que chegaram antes mesmo dos seres humanos e esses seres eram denominados Perpétuos, que ao todo eram 7 e eles eram irmãos. Todos eles representam algo que compõe nossa humanidade e vida na Terra. Todos os perpétuos possuem seu próprio reino e símbolo, que são artefatos usados para invocar uns aos outros quando necessário.

 

Morpheus, senhor do Sonhar. Todos que estão vivos sonham e em algum momento irão passear pelos seus reinos. Os sonhos movem a humanidade e sem sonhos nossas vidas não seriam as mesmas e essa analogia é descrita de forma muito singular quando por um período de 70 anos a humanidade perde a capacidade de sonhar após o aprisionamento do senhor do reino dos sonhos no arco Prelúdios e Noturnos. Morpheus, dentro de toda sua sabedoria e seriedade, já foi também imaturo e indiferente a vida da humanidade, mas seu período no aprisionamento o fez ter uma grande compressão e empatia sobre a vida dos mortais.

 

Morte, a mais velha entre os irmãos depois de Destino, a única que esteve presente na nossa chegada e a única que estará presente para fechar as portas quando nós nos formos finalmente no fim dos tempos. Morte é a Perpétua que demonstra mais humanidade e simpatia, mas nem sempre foi assim, esse dom foi aperfeiçoado após tomar a decisão de passar um dia na Terra como uma mortal a cada cem anos para conhecer e entender esse seres que ao mesmo tempo são tão frágeis e tão complexos.

 

Destino, o irmão mais velho. Quando a humanidade surgiu seus destinos foram traçados, assim nasceu o Destino. Descrito como um homem cego, trajado de um manto e sempre com um livro nas mãos, o livro do destino está acorrentado à ele por toda a eternidade, nele contém todos os segredos do passado, presente e futuro. Destino é o irmão mais sério e dedicado aos seus deveres.

 

Desejo, em alguns momentos representado com aparência de uma mulher, outras com a aparência de um homem andrógeno, pois o desejo não tem gênero, todos desejam alguém ou alguma coisa, ele representa o desejo e a ambição do ser humano. Desejo é egocêntrico, e foi o grande responsável por manipular ações que levaram ao aprisionamento de Morpheus em Prelúdios e Noturnos, sua arrogância e seus joguinhos foram responsáveis por muita dor e sofrimento, apenas para o seu desejo de satisfazer as peças que pregava contra o irmão Morpheus.

 

Desespero, uma mulher de aparência horripilante, baixinha e nua, seu símbolo é um anel em formato de gancho que usa para fazer cortes na própria pele. Desespero vê refletido em sua galeria de espelhos o pior do homem, assassinos, pedófilos, abusadores e a insanidade, refletidos em suas faces frias e tristes. Desespero é retratada como gêmea de Desejo, ainda que não possuam nenhuma similaridade física, dado ao fato de que Desejo é uma criatura de beleza indescritível, mas o desejo também é capaz de levar ao sofrimento e desespero.

Destruição, é o perpétuo que quis abandonar suas obrigações e não mais viver em função do que era esperado para ele, ele compreendeu que o nosso mundo é assim e nós, seres humanos, sempre vamos dar um jeito de destruir e nos autodestruir até o final dos tempos, independente das ações do perpétuo que era responsável por causar a destruição para que novos ciclos se iniciassem. Destruição um dia simplesmente foi embora para ter uma vida comum com seu companheiro fiel, o cachorro falante Barnabas. Todos os seus irmãos aceitaram ou foram indiferentes à sua escolha, exceto Delírio, a irmã mais nova e confusa, o que deu origem a uma incrível saga no arco Vidas breves, onde Delírio convence Morpheus a acompanhá – la em busca do irmão. 

“Eu gosto de estrelas. Creio que é a ilusão de permanência. Sei que vivem explodindo, esmorecendo e se apagando. Mas daqui posso fazer de conta… Posso fazer de conta que as coisas duram. Que vidas são além de momentos. Deuses vêm e vão. Mortais lampejam, brilham e desvanecem. Mundos não duram; estrelas e galáxias são transitórias, coisas passageiras que cintilam como vagalumes e se desfazem em frio e pó. Mas posso fazer de conta.” Destruição, em Vidas breves.

 

Delírio,  que um dia foi Deleite, é a irmã mais nova. Delírio vive em constante variação, nem mesmo sua sombra se assemelha com a aparência que ela apresenta no momento. Seu estilo é uma tremenda mistura desconexa, cabelos coloridos que hora são compridos e bonitos, hora curtos e desgrenhados, olhos de cores díspares, um verde como esmeralda e outro azul, representando a confusão de sua mente “Quem pode saber o que Delírio vê através de seus olhos desiguais?”. Dentro de suas confusões Delírio tem vários momentos de lucidez e consegue se mostrar mais forte e sábia, ainda que por poucos minutos, nesses momentos seus olhos se tornam iguais como se pudessem vislumbrar a estabilidade por alguns instantes. A jovem é a representação da dor da mudança, em não aceitar a transformação e o crescer. Além de ser uma forte alusão aos transtornos da mente, Delírio se perde em seus devaneios constantemente, esquece o que ia dizer, troca e inventa palavras, demonstra confusão de pensamentos e desconexão com a realidade. Seus balões de fala são sempre coloridos e sua fonte bagunçada. Mas, como Sandman é uma história da evolução dos Perpétuos e os resultados de suas ações no mundo, Delírio também nem sempre foi assim. Vemos claramente no arco Noites sem Fim, que é dedicado a contar individualmente a história de todos os irmãos, nele é possível ver fatos que levaram eles a serem o que são ou motivo de terem buscado mudança, nele na história de Morpheus em uma convenção com os astros no início do universo, vemos pela primeira vez Delírio como uma criança normal, assim como qualquer outra, feliz, curiosa, argumentativa, dois olhos iguais e sem balões diferentes, era puramente uma criança inocente que ainda não tinha assumido a responsabilidade de ser uma das 7 Perpétuas. “Alguns dizem que a grande frustração de Delírio é saber que, apesar de ser mais velha que as estrelas e mais antiga que os deuses, ela continua sendo, eternamente, a mais jovem da família, pois os Perpétuos não medem tempo como nós nem vêem mundos através de olhos mortais.”  

Delírio é minha Perpétua preferida, como não compreender a dificuldade em aceitar a perda da nossa inocência e sanidade tão bruscamente para sermos jogados em um mundo tão cruel?

 

O universo dos quadrinhos de Sandman é extenso e rico. Seu primeiro arco foi publicado entre Janeiro e Agosto de 1989 e a continuação dos demais arcos foi lançada até 1996. Os personagens são muito bem construídos e não apenas em seu núcleo principal, a trama gira em torno de causa e efeito, seus arcos se complementam como uma dança sincronizada e todas as ações resultam em consequências futuras, nada passa despercebido. Isso fica claro logo nas primeiras histórias, Morpheus nem sempre foi sábio, era imaturo, arrogante, e apenas após seus anos aprisionado pela seita da Ordem dos Antigos Mistérios sua visão do mundo mudou. Como Delírio diz em Entes queridos, nossa existência deforma o universo. Isso é responsabilidade.” Essa é uma das muitas formas de retratar passagens de amadurecimento e nos mostrar que mesmo sendo tão poderosos e evoluídos, quase como Deuses, os Perpétuos também tem que arcar com suas responsabilidades aqui na Terra e que suas pegadas também deixarão marcas.

Uma particularidade dessa saga é a forma que aborda situações reais, fazendo duras críticas sociais e ao nosso modo de vida. Neil Gaiman sempre busca retratar em suas histórias mulheres fortes, de grande personalidade, sejam elas humanas ou não (Fadas, Musas e Bruxas da Mitologia), transxesuais, relacionamentos entre personagens lgbt, preconceito, sem contar as inúmeras referências que você pode brincar de listar em todos os arcos como se tivesse dentro de o Jogador N1 ( Livro de Ficção de Ernest Cline ). Em suas histórias Gaiman trás desde personagens históricos à personagens da mitologia, e ainda outras personalidades do Universo DC como Batman, Caçador de Marte e Constantine.

Muitas edições já foram publicadas ao longo dos anos, ao todo são 13 arcos que compõe 75 histórias

  1. Sandman: Prelúdios e Noturnos (01 a 08)
  2. Sandman: A Casa de Bonecas (09 a 16)
  3. Sandman: Terra dos Sonhos (17 a 20)
  4. Sandman: Estação das Brumas (21 a 28)
  5. Sandman: Espelhos Distantes (29 a 31 e 50)
  6. Sandman: Um Jogo de Você (32 a 37)
  7. Sandman: Convergência (38 a 40)
  8. Sandman: Vidas Breves (41 a 49)
  9. Sandman: Fim dos Mundos (51 a 56)
  10. Sandman: Entes Queridos (57 a 69)
  11. Sandman: Despertar (70 a 73)
  12. Sandman: Exílio (74)
  13. Sandman: A Tempestade (75)

Dê uma olhada em algumas das publicações que sairam aqui no Brasil:

 

Coleção lançada pela Editora Conrad, 2005

 

 

 

Edição Definitiva, Paninini 2006

 

 

 

Edição Comemoração 30 anos, Panini 2019-2021

Edição Comemorativa 30 anos Panini 2019-2021

 

Essas são as publicações que eu acho mais bonitas lançadas até agora, mas além delas também foram publicadas no Brasil pela Editora Globo os 13 arcos entre anos 80 e 90 e a Editora Pixel fez sua participação publicando Prelúdios e Noturnos em 2008. 

E então? Despertou a curiosidade de conhecer um pouco mais desse universo e maratonar a série de quadrinhos antes de assistir a série de TV da Netflix? Conta pra gente! 

 

Nos vemos no sonhar! Bons sonhos 😉

 

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A editora Comix Zone inicia a pré-venda da belíssima De Mar a Mar – A Descoberta do Pacífico

A editora Comix Zone iniciou a pré-venda De Mar a Mar – A Descoberta do Pacífico, com exclusividade na Amazon Brasil. Publicado originalmente em 1992, a HQ da lenda Enrique Breccia e Cristóbal Aguilar Jiménez, apresenta como o explorador espanhol Vasco Núñez de Balboa se tornou o primeiro europeu a avistar o Oceano Pacífico em 25 de setembro de 1513. Pelas imagens apresentadas pelo editor Thiago Ferreira (e que estão na galeria dessa matéria) é uma das mais belas publicações do ano.

De Mar a Mar – A Descoberta do Pacífico narra os episódios dessa travessia repleta de armadilhas, de tentativas de traição e de confrontos com os povos indígenas, que culminaria com a descoberta de um oceano ainda desconhecido pelos europeus. Ao roteiro envolvente e muito bem embasado de Cristóbal Aguilar Jiménez se unem as sublimes aquarelas de Enrique Breccia. Confira na galeria abaixo:

 

A graphic novel faz parte da coleção Relatos del Nuevo Mundo, que foi publicado originalmente para comemorar os 500 anos da descoberta da América.

De Mar a Mar – A Descoberta do Pacífico tem formato 21 x 28.5 cm, 56 páginas, capa dura e tradução de Pablo Casado. O lançamento oficial será no dia 20 de outubro, mas você pode adquirir o exemplar com um desconto de 30% na pré-venda.

 

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Z – A Marca da Liberdade, com roteiro e arte de Germana Viana e cores de Fabiana Signorini está no Catarse

A Ultimato do Bacon Editora iniciou mais uma campanha de financiamento coletivo no Catarse para a sua HQ Escafandro, que é uma publicação com histórias fechadas, completas por edição. Cada uma passeia por gêneros como terror, ficção científica, aventura e comédia, com os mais diversos autores. E agora temos a poderosa Germana Viana no universo de Zorro!

Em Escafandro: Z – A Marca da Liberdade, Germana Viana apresenta uma fábula inspirada na jornada real de Johnston McCulley, o criador do famoso personagem, nas suas mais diversas referências, misturando elementos reais e fictícios no auge da corrida do ouro no velho oeste americano.

O escritor McCulley, em uma trama misturando mistério, aventura e ação, parte em busca de inspiração para o seu novo livro, com ele está a retratista Phelps encarregado de registrar em ilustrações os momentos importantes da viagem. A dupla, no entanto, encontra mais que relatos ou informações, esbarrando com um bandoleiro mascarado envolto por acontecimentos espetaculares, amores proibidos, tesouros secretos e pactos clandestinos realizados por um capitão sem escrúpulos.

Escafandro: Z – A Marca da Liberdade tem formato 17 x 25 cm, 36 páginas coloridas e capa cartão. As cores são da Fabiana Signorini. Para saber mais sobre a campanha, seus detalhes, valores, recompensas e para apoiar, clique AQUI.

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Super-Heróis a serviço do capitalismo. Conheça o One-Star Squadron da DC Comics

Imagine que você está em apuros e precisa de um super-herói? Como você vai chamar? Bem, os seus problemas acabaram, graças a um aplicativo no seu celular a equipe One-Star Squadron vai te ajudar!

Essa é a premissa que o roteirista Mark Russell, juntamente com as artes de Steve Lieber, vão apresentar na minissérie de seis edições One-Star Squadron. O grupo conta com a liderança do Tornado Vermelho e tem no seu corpo heróis como Poderosa e Homem-Elástico. As primeiras analises falam que One-Star Squadron é uma história cheia de coração, heroísmo e humor. E que conversa com todos que já tiveram um trabalho embaraçoso, entorpecente ou humilde. Ou seja, com muita gente.

 

 

Os serviços prestados pelos heróis no app são os mais variados, vão desde combater o crime, deter invasões alienígenas e animar festas infantis. Vale lembrar que é um grupo formado por personagens da DC Comics que não tem muita notoriedade popular. Dependendo do trabalho ele afeta de certa forma cada personagem, que começam a se questionar: Quem está por trás da criação do app?

One-Star Squadron começa a ser publicado em dezembro nos EUA.

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Teocrasília, de Denis Mello, está em pré-venda em edições de luxo pela Editora Guará

O quadrinista Denis Mello apresentou, lá pelos idos de 2018, ainda pelo selo Caligari, um lugar onde líderes religiosos interferem cada vez mais na política. Esse é o cenário de Teocrasília, e com certeza você, em pleno 2021, vê diversos pontos de semelhança com o nosso Brasil. E agora, pela Editora Guará, com dois belos volumes, Denis coloca Teocrasília no alto das nossas discursões.

De alguma forma já estamos preparados para Teocrasília, os pesadelos parecem muito próximos e, sim, assustadoramente reais. Que a ficção, também ela, nos expurgue contra o horror. Muitas vezes o que temos é a resistência e a fé do que da luta pode surgir. Eis o credo de Vicky, Yuri e Gambino, nossos aliados na batalha por outro céu ou mesmo outro inferno, algo que talvez já nos convença. Sujeição, controle, cumplicidade, deserção, desertos, loucura. A Niterói de Denis é universal. A catarse machuca mas, sendo o leitor criatura naturalmente delicada, já alertamos que é um espanto que também cura ao mesmo encontro e, entre um país sobretudo trágico, a obra que ora sai pela editora Universo Guará é um alento, um aviso. Ou confrontamos aquilo que nos orienta e nos define ou, sem trapaças, tudo acaba voltando ao mesmo lugar.

Teocrasília – livro 1: O Fim da Inocência

Num breve e distópico futuro o Brasil é governado pelo Divino Altar. Diante de um cenário repressor e violento, veremos como diferentes pessoas lidam de diferentes formas com a situação. Um grupo decide se isolar e começar uma sociedade alternativa, uma cientista libertina decide encarar o mundo sem mudar sua saia curta, um funcionário público burla as proibições do regime por trás de um pseudônimo… Qual será o destino deles numa Niterói vigiada pela Legião do Altar e os fanáticos Cruzados? Teocrasília, de Denis Mello (vencedor do Troféu HQ Mix), apresenta um cenário complexo e cheio de personagens interessantes e que, apesar de ter sido iniciada em 2016, conversa assustadoramente com os tempos atuais do país.


Teocrasília – livro 2: As Sombras do Cárcere

A distopia religiosa de Teocrasília segue a pleno vapor! Depois de todos os traumas da primeira edição, o grupo de Yuri agora faz a segurança nas festas clandestinas do Barba Negra. Finalmente veremos todos os protagonistas reunidos, mas esse evento reserva surpresas que vão mudar para sempre o destino de todos. Acompanharemos aqui jornadas de redenção, um traumático encontro cara a cara com o temido Capitão Malenda no ambiente bizarro dos Campos de Reconsagração e uma impressionante caçada humana. Uma exposição em comemoração ao aniversário do golpe gera um registro macabro do regime. Traição, violência, drama, mortes, companheirismo, desespero, estratégia e muito mais em “As Sombras do Cárcere”.

Ambos os volumes de Teocrasília tem formato 23 x 16 x 1.3 cm, 232 páginas, um (lindo) projeto gráfico da Paula Cruz, cores de Alexandre Contador (no segundo volume) e o lançamento oficial será no dia 07 de novembro. Na compra de pré-venda cada volume sai de R$ 49,90 por R$ 40,00.

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Confira Todos os Detalhes das Pré-Vendas da Editora Veneta

A Editora Veneta tem um dos catálogos, seja em quadrinhos ou em livros, mais rico, importante e desejado das editoras brasileiras. Importantes obras que abordam temas políticos, questões raciais, feminismo, combate à homofobia e guerras são alguns dos assuntos abordados em suas publicações.

E nesse ano não está sendo diferente. Importantes publicações como Depois que o Brasil Acabou de João Pinheiro, Incognegro de Mat Johnson e Warren Pleece e Kit Gay de Vitorelo são alguns exemplos dos tesouros que estão chegando pela Veneta. Isso sem contar graphic novels como Palestina de Joe Sacco e a Caixa: King/BlackDogs de Ho Che Anderson.

Aqui listamos algumas publicações que estão em pré-venda, e com promoção, pelo site da editora.

Kit Gay (Vitorelo)

Finalmente a prova que uma mentira repetida mil vezes pode se tornar verdade! O livro pelo qual tanta gente, incluindo o presidente da república, sonhou! Pela primeira vez, o Kit Gay existe! E em um formato ideal para se ler dentro ou fora do armário. Um manual que te prepara para o futuro, quando a alegria de viver e o respeito pela vida vencerão o preconceito, os ódios de gente recalcada, a alienação, as superstições e a estupidez.

Kit Gay tem formato 12 x 18 cm, 96 páginas e o lançamento oficial será em outubro. Para comprar o seu exemplar, clique AQUI.


Incognegro (Mat Johnson e Warren Pleece)

Com roteiro de Mat Johnson e artes de Warren Pleece, Incognegro se passa nos anos 1930, quando Zane Pinchback, um repórter de Nova York, é enviado para investigar a prisão de seu próprio irmão, acusado pelo brutal assassinato de uma mulher branca no Mississippi. Enfrentando uma multidão de fazendeiros segregacionistas e homens da Ku Klux Klan prontos para o ataque, Zane precisa permanecer “incognegro” por tempo suficiente para descobrir a verdade por trás deste crime, salvando não apenas seu irmão, mas a si mesmo.

Publicado originalmente pela Vertigo, extinto selo de quadrinhos adultos da DC Comics, a graphic novel e ambienta no início do século XX, quando os linchamentos eram uma prática comum em todo o sul dos Estados Unidos, um grupo de repórteres corajosos arriscaram suas vidas para expor essas atrocidades. Eram homens afro-americanos que, pela cor de pele clara, conseguiam “passar despercebidos” entre os brancos, se infiltrando entre os principais grupos racistas. Eram os “incognegros”.

Incognegro tem formato 17 x 23 cm, 144 páginas e tradução de Gabriela Franco. Para comprar seu exemplar, clique AQUI.


Umahistória (Gipi)

O italiano quadrinista Gipi é um dos mais aclamados da atualidade e entrega em Umahistória aquela que foi considerada uma das 10 melhores graphic novels de 2020. Um soldado angustiado diante da carnificina na Primeira Guerra Mundial. Uma baronesa frívola que inspira o surgimento das metralhadoras. Um escritor perdido. Aquilo que não podemos desfazer nem perdoar. O caminho de casa, como encontrá-lo de volta? Tudo isso é Umahistória.

Alternando entre um preto e branco áspero e suas aquarelas exuberantes para construir uma narrativa múltipla. Através de pistas complexas, entre um posto de gasolina solitário e cartas de amor perdidas, Umahistória é uma HQ emocionante sobre como os ecos do passado podem afetar dramaticamente nossas escolhas.

Umahistória tem formato 21 x 28 cm, 132 páginas, tradução de Michele Vartuli e o lançamento será em 27 de setembro. Para comprar seu exemplar, clique AQUI.


O Livro da Selva (Harvey Kurtzman)

Esse aqui é um verdadeiro tesouro em sua importância! Em 1958, o lendário Harvey Kurtzman, o criador da revista Mad, procurou a editora Ballantine com uma ideia nova e radical: um livro com quatro histórias contadas em formato ilustrado e sequencial, voltadas para o público adulto. Nas décadas que se seguiram, esse conceito viria a ser definido pelo termo “graphic novel”.

O Livro da Selva, à frente de seu tempo, revelou-se um fracasso comercial inesperado para a Ballantine e um desastre financeiro para Kurtzman. Sua inspiração e seu impacto foram, mesmo assim, tremendos, especialmente para um grupo de jovens quadrinistas alternativos, entre os quais estavam Robert Crumb, Gilbert Shelton e Art Spiegelman. Kurtzman definiu muito do que foram os quadrinhos dali em diante.

A influência de Kurtzman é imensa não apenas nos quadrinhos norte-americanos. O francês René Goscinny, por exemplo, antes de criar o Asterix, escreveu seus primeiros livros em parceria com Kurtzman, de quem foi uma espécie de discípulo. Para o cineasta Terry Gilliam, que foi assistente do editor e quadrinista no início dos anos 1960, “Kurtzman foi um dos padrinhos do Monty Python”. Até porque, além de Gilliam, outro integrante do Monty Python, o inglês John Cleese, também atuou nas fotonovelas que Kurtzman publicava em sua revista Help, no início dos anos 1960, assim como o jovem Woody Allen.

Esta edição de luxo conta com uma introdução de Gilbert Shelton, outra de Art Spiegelman, um ensaio de Denis Kitchen e uma conversa entre os devotos de Kurtzman, Peter Poplaski e R. Crumb.

O Livro da Selva tem formato 17 x 27.5 cm, 192 páginas, tradução de Alexandre Barbosa de Souza e o lançamento previsto para dia 30 de setembro. Para comprar o seu exemplar, clique AQUI.


Kent State: Quatro Mortos em Ohio (Derf Backderf)

Em 1970, os jovens norte-americanos acreditavam que poderiam mudar os Estados Unidos. A Guerra do Vietnã completava 15 anos, com centenas de milhares de mortos. Na segunda maior universidade do estado de Ohio, a Kent State, o mês de maio começou com uma série de protestos contra o conflito, que se espalharam pela cidade, atraindo a atenção das paranoicas forças armadas do governo Nixon, que viam infiltração comunista em cada flor no cabelo, em cada acorde de guitarra.

Nixon resolveu fazer, então, de Kent State um caso exemplar de repressão. No dia 4 de maio, quando os estudantes se preparavam para mais uma manifestação, soldados da Guarda Nacional simplesmente abriram um tiroteio contra os jovens, deixando nove feridos e quatro mortos.

O quadrinista Derf Backderf tinha 10 anos quando o massacre na Kent State aconteceu. Mas acompanhou tudo aquilo de perto. E agora, cinquenta anos depois, após muitas pesquisas e entrevistas, traz um detalhado e comovente retrato de um momento que ajudou a definir não apenas os Estados Unidos contemporâneo, mas muito do que foi o Ocidente desde então.

Kent State: Quatro Mortos de Ohio tem formato 20 x 27,5 cm, 288 páginas, tradução de Érico Assis e o lançamento previsto para 01 de novembro. Para comprar o seu exemplar, clique AQUI.


Depois que o Brasil Acabou (João Pinheiro)

Premiado no Brasil e na Europa, aclamado como um dos principais autores do quadrinho brasileiro contemporâneo, João Pinheiro passou últimos anos registrando os tumultos que o Brasil tem vivido. O golpe político de 2016, as manifestações de rua, a violência policial e social, a desigualdade mantida a ferro e fogo, a vida nas quebradas e a destruição dos sonhos de o Brasil se ver finalmente livre do colonialismo e do racismo. No retrato feito por Pinheiro, o país é um campo de batalha onde a Preta Maravilha, Marighella, Mano Brown e Antônio das Mortes enfrentam Bolsonaro, Sérgio Moro, José Luiz Datena e um super-herói da Marvel Comics.

“Os confrontos e o delírio são permanentes, tudo isso encontramos no ambiente desenhado por João Pinheiro”, os elogios da revista francesa ActuaBD são para Burroughs, outro livro do quadrinista, mas servem também para definir Depois que o Brasil Acabou. São páginas furiosas, escatológicas e até mesmo panfletárias, mas lindas em sua urgência.

Depois que o Brasil Acabou tem formato 19 x 26 cm, 112 páginas, introdução de Rogério de Campos, prefácio de Marcello Quintanilha e lançamento previsto para 25 de outubro. Para comprar o seu exemplar, clique AQUI.

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