Categorias
Cinema

Valerian | Filme ganha vídeo dos bastidores da adaptação

O próximo filme do diretor Luc Besson, Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, ganhou um interessante vídeo de bastidores, falando da adaptação. Essa saga de ficção científica contemporânea, única e épica é baseada nos quadrinhos franceses de Jean-Claude Mezieres e Pierre Christin, Valerian and Laureline.

Luc Besson comanda o elenco formado por Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rihanna, Ethan Hawke, e John Goodman. A produção é de Virginie Besson-Silla.

https://www.facebook.com/colliderdotcom/videos/10154807244099366/?hc_ref=NEWSFEED

Em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) são agentes especiais para o governo dos territórios humanos, encarregados de manter a ordem no universo. Sob as ordens de seu comandante (Clive Owen), eles embarcam em um missão para acalmar os ânimos na cidade intergalática de Alpha, uma metrópole com milhares de espécies diferentes de todas as galáxias. As 17 milhões de pessoas do local passam a correr sério perigo.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas será lançado nos cinemas no dia 21 de julho de 2017. Os quadrinhos de Valerian estão sendo publicados no Brasil. Confira a resenha da Torre aqui.

Categorias
Cinema Séries

Netflix | Confira o que chega no mês de julho

A Netflix divulgou sua lista de séries e filmes que chegam a plataforma no mês de julho.

Bates Motel | 4ª Temporada – Estreia 01 de julho;

One Punch Man | 1ª Temporada – Estreia 01 de julho;

Malévola – Estreia 01 de julho;

Train to Busan – Estreia 01 de julho;

O Desaparecimento de Eleanor Rigby – Estreia Disponível 01 de julho;

Bob Esponja – O Filme: Esponja fora da água – Estreia 01 de julho;

Murilo Couto: Eu, Eu, Murilo – Estreia 01 de julho;

Disney Nature: Ursos – Estreia 01 de julho;

Castlevania | 1ª Temporada – Estreia 07 de julho;

Degrassi: Next Class | 4ª Temporada – Estreia 07 de julho;

Luna Petunia | 2ª Temporada – Estreia 07 de julho;

Trash – Estreia 08 de julho;

Jurassic World – Estreia 09 de julho;

Cidade Cinza – Estreia 10 de julho;

Fome de Poder – Estreia 11 de julho;

Friends From College | 1ª Temporada – Estreia 14 de julho;

To the Bone – Estreia 14 de julho;

Chasing Coral | Disponível 14 de julho;

Buddy Thunderstruck: A Pilha do Talvez – Estreia 14 de julho;

Outlander | 2ª Temporada – Estreia 15 de julho;

Os Dez Mandamentos | 2ª Temporada – Estreia 17 de julho;

Aditi Mittal: Things They Wouldn’t Let me Say – Estreia 18 de julho;

O Atirador | 2ª Temporada – Estreia 19 de julho;

Ozark | 1ª Temporada – Estreia 21 de julho;

Last Chance U – Estreia Disponível 21 de julho;

The Worst Witch | 1ª Temporada – Estreia 21 de julho;

O Discurso do Rei – Estreia 22 de julho;

A Incrível Jessica James – Estreia 28 de julho;

Daughters of Destiny – Estreia Disponível 28 de julho;

Fique ligado em mais novidades da Netflix aqui na Torre.

Categorias
Quadrinhos

Marvel promete mudar a indústria dos quadrinhos com nova iniciativa

A Marvel Comics divulgou uma imagem de Marvel Legacy – para mais informações confira aqui – dizendo que os fãs, antigos e novos,  terão um anúncio de algo muito desejado nessa sexta-feira (23 de Junho), que culminará na mudança da indústria das histórias em quadrinhos.

“Uma nova iniciativa que levará as coisas à nossa história icônica, com um olhar firme no futuro. Marvel Legacy apresentará histórias que agradam a todos, recém-chegados e fãs de longa data – porque a Marvel é o primeiro nome da ficção“, disse o editor chefe da Marvel, Axel Alonso, em um comunicado. “Nossos títulos vão desenterrar elementos ricos da história da Marvel, lembrar os leitores das conexões entre os personagens e inaugurar o retorno de alguns personagens importantes que sumiram. Queremos lançar nossos quadrinhos com uma alta dose de diversão!”.

Marvel Legacy #1

Alex Alonso fez um comunicado bastante audacioso sobre o futuro dos quadrinhos da Marvel. Para mais informações sobre a próxima inciativa da Casa das Ideias, fique ligado na Torre de Vigilância.

Categorias
Literatura

Revelada a capa nacional de Star Wars: Dívida de Honra

Foi divulgada a capa nacional de Star Wars: Dívida de Honra. A obra é a continuação de Marcas de Guerra lançado em 2015 por aqui.  Ambas as histórias se passam entre O Retorno de Jedi e O Despertar da Força e fazem parte do cânone oficial.

Na trama, os novos tempos estão chegando na galáxia e Han Solo precisa pagar a sua maior dívida: ajudar a Chewbacca a libertar o mundo dos Wookies de Kashayyk. Ao mesmo tempo, Norra Wexley e os rebeldes caçam o Comandante Rae Sloane e o que restou da liderança do Império. Mesmo com as Forças Imperiais lutando para tentar reconquistar o espaço, a General Leia e a Nova Republica procuram negociar a paz. Mas a perseguição dos rebeldes é paralisada após Han Solo e Chewbacca desaparecerem. Leia, querendo salvá-los, recruta Nora, Sinjir, Jas e o restante do time para encontrar a dupla de contrabandistas.

O livro faz parte da trilogia Star Wars: Aftermath Trilogy de Chuck Wendig iniciada em 2015 com o Marcas da Guerra. O terceiro e último livro Star Wars: Empire’s End foi lançado em fevereiro desse ano e ainda não chegou por aqui.

Star Wars: Dívida de Honra será publicado no Brasil pela Editora Aleph e o lançamento será na primeira semana de julho.

Categorias
Literatura

A Hora do Lobisomem | Editora Suma vai publicar o clássico de Stephen King

Os fãs de literatura de terror e principalmente de Stephen King já podem começar a comemorar. A Editora Suma das Letras vai lançar mês que vem o clássico A Hora do Lobisomem. O livro vai ter uma edição especial com um conteúdo extra e ilustrações originais da lenda Bernie Wrightson, que infelizmente faleceu em março desse ano.

Confira algumas ilustrações na galeria abaixo:

 

“O primeiro grito veio de um trabalhador da ferrovia isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceravam a sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia vem de uma mulher atacada no próprio quarto. Agora a cada vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker’s Mill, surgem novas cenas de um terror inimaginável. Quem será o próximo? Quando a lua cresce no céu, ummedo paralisante toma os moradores da cidade. Uivos quase humanos ecoam no vento. E por todo o lado as pegadas de um monstro cuja fome nunca é saciada.”

A ideia do livro surgiu depois que King foi desafiado a escrever uma “história-calendário”, onde a trama se desenrola através de 12 capítulos que são representados por cada mês do ano. Na época King estava obcecado para escrever sobre lobisomens, mas não conseguia planejar nada, porque sempre achava que precisaria de mais palavras para contar a sua versão para os monstros do que estipulava, por isso o projeto nunca ia para frente. Juntando a ideia da “história-calendário” surgiu algo como uma pequena novela que levou o título de Cycle of the Werewolf (O Ciclo do Lobisomem, em tradução livre). Aqui no Brasil a obra virou A Hora do Lobisomem.

O livro foi publicado originalmente em 1983, e já teve uma adaptação para os cinemas com o título aqui no Brasil de Bala de Prata (1985). Até então, a obra não era publicada por aqui desde 1987 pela Editora L&PM.

A Hora do Lobisomem contém 152 páginas, capa dura e já se encontra em pré-venda pelo preço de R$ 44,90.

 

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Resenha | Valerian Integral: Volume 1

Valerian é um agente espaço-temporal. Laureline, sua parceira, divide o protagonismo das aventuras. Clássico dos quadrinhos europeus, com mais de vinte álbuns publicados, esta série de ficção científica retornou ao Brasil pela SESI-SP Editora, possibilitando que novos leitores tenham contato com tudo que torna Valerian e Laureline uma obra-prima.

Frutos da imaginação transbordante de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, os personagens Valerian e Laureline surgiram pela primeira vez nas páginas da revista Pilote n° 420, em 1967. Por sua inventividade e audácia, a série rapidamente se tornou referência absoluta para os leitores de histórias em quadrinhos de ficção científica. Cinquenta anos após o início de sua publicação original, Valerian retornou ao Brasil pela SESI-SP Editora (já tendo sido publicado por aqui n’O Globinho), que publicará os sete volumes integrais da série, compilando todas as aventuras.

Uma característica típica das obras de ficção científica que envolvem viagem no tempo, especialmente da década de 60, é começar com uma viagem ao passado. Doctor Who, The Time Tunnel, It’s About Time e outras produções dividem essa característica em comum. Valerian não é diferente. Em seu primeiro álbum, publicado em 67, Valerian volta à Idade Média para impedir um vilão, Xombul, que possui planos nefastos.

A simplicidade do plot de Os Maus Sonhos é refletida na simplicidade do início de Valerian como uma publicação de quadrinhos. Mézières não estava em seu auge artístico, ainda assim entregando cenários bem detalhados e personagens caricatos. Christin, que assinava como Linus, também estava refinando seu texto, com boas doses de absurdo e bom humor. Nesta primeira história Valerian conhece Laureline, uma garota da Idade Média, que vem a se tornar sua parceira. E com toda a simplicidade narrativa, destaca-se sempre a criatividade da dupla de artistas.

“Ano 2720, Galaxity, capital da Terra e do Império Galáctico Terrestre.” Com estas palavras, o primeiro quadro de Os Maus Sonhos chama a atenção do leitor pelo vislumbre do futuro. Apesar de primitiva, esta história faz a apresentação dos elementos básicos da série, com criaturas fantásticas, cenas divertidas e batalhas. Aqui temos a chance de visitar uma Idade Média com fórmulas mágicas, répteis gigantes e unicórnios.

Em A Cidade das Águas Movediças, de 1970, a dupla de autores parece estar encontrando o ponto ideal de suas capacidades. Perseguindo Xombul mais uma vez, Valerian e Laureline viajam para o futuro, especificamente para o ano de 1986, onde a Terra passa por um grande cataclismo e os EUA é um local instável. Nova York está submersa e Yellowstone sofre tremores e erupções, e o caos parece reinar. O mundo ruma aos seus últimos suspiros.

Esta segunda aventura, mais longa, parece um conto de literatura de onde Christin tirou parte de sua inspiração, enquanto vivia nos EUA. Na altura, Mézières aparenta estar refinando sua arte, entregando lindos quadros de paisagens devastadas e personagens menos caricatos. Parodiando figuras reais, como o pianista Sun Ra, o elenco de personagens de apoio é bem mais interessante quando comparado a primeira aventura. E em sua continuação, Terras em Chamas, o arco de perseguição a Xombul finalmente acaba.

Apesar dos pontos positivos das histórias anteriores, é nítida a adaptação para que seja atingida a plena utilização dos talentos envolvidos. Ambas as histórias servem como uma grande apresentação a este universo, com a viagem no tempo e a organização para qual Valerian responde, bem como a introdução ao status da humanidade no século XXVIII. E então, surge O Império dos Mil Planetas, de 1971.

O terceiro álbum de Valerian é uma aventura fantástica do início ao fim. Com um texto poético, situações dignas do melhor da ficção científica e desenhos em pleno potencial, O Império dos Mil Planetas mostra a que veio este clássico. E lidando de forma humanista com uma situação que envolve o domínio de um planeta inteiro, Mézières e Christin narram juntos este conto que, numa crescente, introduz elementos fantásticos, cenas memoráveis e batalhas incríveis com tecnologias de cair o queixo, além de questionarem a devoção às figuras religiosas e falarem sobre escravidão e miséria.

Enquanto os álbuns anteriores criavam a pedra angular da série, O Império dos Mil Planetas refina a construção deste universo, com o que viria a se repetir nas histórias subsequentes, alcançando a popularidade que possui hoje, graças a viagens fantásticas pelo espaço, lutas contra vilões ditadores e diálogos profundos, com tramas fechadas e belas ilustrações não somente nos cenários, como também em todos os seres de outros planetas.

A figura de Laureline, uma das pioneiras no protagonismo feminino dos quadrinhos, é adaptada com o passar das histórias, ganhando mais força no decorrer das aventuras. Independente, forte, sensível e bela, a garota ruiva fica com os diálogos mais naturais, enquanto Valerian se assemelha a um estrategista militar. O bom-humor característico dos quadrinhos franco-belgas é marcante em ambos os personagens.

O Império dos Mil Planetas também é uma história marcada pela forte influência exercida na criação de Star Wars, de George Lucas. Algumas ideias e visuais da trilogia original foram nitidamente inspirados em situações deste álbum, e cenas de álbuns seguintes também vieram a criar visuais de Guerra nas Estrelas. Uma imagem presente nos extras da edição nacional faz a comparação entre as duas obras, após uma grande entrevista com os autores e com o diretor Luc Besson.

Besson, fã declarado e apaixonado pela série, está lançando em agosto de 2017 o filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, onde após alguns anos de ideias e preparações, os atores Dane DeHaan e Cara Delevingne darão vida aos personagens na telona.

O retorno de Valerian e Laureline ao Brasil é um dos eventos mais fantásticos do ano para fãs da nona arte, marcado inclusive por um evento especial de lançamento realizado há cerca de um mês. A edição nacional da SESI-SP Editora possui um capricho gráfico louvável, bem como um tratamento editorial ótimo. Com orelhas, efeito metálico e papel de boa qualidade, a coleção dos volumes Integrais de Valerian será uma belíssima adição às livrarias de todo o Brasil.

E enquanto admiramos a volta deste clássico space opera de viagem no tempo, fica a esperança de que os fãs brasileiros abracem a série, tornando-a mais um sucesso franco-belga no Brasil, tal qual Asterix e Tintim.

Valerian Integral: Volume 1 possui 160 páginas, capa cartão, e compila as três primeiras histórias da série, em formato 29 cm x 22 cm. O preço de capa sugerido é R$ 58,00.

Categorias
Cinema

Mulher-Maravilha | Divulgado vídeo dos créditos de encerramento

Você que se encantou com o encerramento de Mulher-Maravilha, agora poderá vê-lo novamente. A Warner Bros. divulgou oficialmente os créditos finais do filme de Patty Jenkins.

Mulher-Maravilha tem no seu elenco: Gal Gadot como Diana Prince/Mulher-Maravilha, Chris Pine como Steve Trevor, Robin Wright como General Antiope, David Thewlis como Sir Patrick, Connie Nielsen como Rainha Hippolyta, Elena Anaya como Maru/Doutora Poison, Lucy Davis como Etta Candy, Doutzen Kroes como Venelia, Ewen Bremner como Charlie, Danny Huston como General Erich Ludendorff, Eleanor Matsuura como Epione, Mayling Ng como Orana, Eugene Brave Rock como Chefe, Samantha Jo como Euboea, Saïd Taghmaoui como Sameer, Florence Kasumba como Senador Acantha, Emily Carey como Jovem Diana, Lisa Loven Kongsli como Menalippe, Brooke Ence como Penthiselea, Ann Ogbomo como Phillipus, Ann Wolfe como Artemis, Madeleine Vall como Egeria, Jacqui-Lee Pryce como Niobe e Lilly Aspell como Pequena Diana.

A direção é de Patty Jenkins com roteiro de Allan Heinberg, Zack Snyder, Allan Heinberg, Jason Fuchs e William Moulton Marston. O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Categorias
Cinema

Han Solo | Ron Howard assume direção do filme

Segundo informações do The Hollywood Reporter, o diretor de Apollo 13 e Código Da Vinci, Ron Howard, é o novo comandante do próximo filme da Disney e da Lucasfilm, Han Solo: Uma História Star Wars.

O anúncio vem dois dias depois que os diretores Christopher Miller e Phil Lord saíram da produção, após quatro meses e meio de filmagem. Diferenças criativas sobre a história aconteceram entre a dupla e Lawrence Kasdan, veterano roteirista do estúdio.

Han Solo já estava com três quartos da fotografia principal gravada, e a troca no cargo de direção nesse estágio é raríssima de acontecer.

Ron Howard vai se encontrar com os atores Alden Ehrenreich, Donald Glover, Woody Harrelson, Emilia Clarke e Thandie Newton para se familiarizar com o que está acontecendo no set, e também verá uma edição bruta para ver o que projeto tem e o que ele ainda precisa.

O filme ainda tem três semanas e meia de filmagens, com mais cinco semanas de refilmagens mais adiante, já programadas, para qualquer eventualidade, procedimento típico de grandes produções.

Howard, que ganhou um Oscar, em 2002, por dirigir Uma Mente Brilhante, chega ao filme de Han Solo com várias conexões com George Lucas e os membros da Lucasfilm. Ele apareceu no filme de estreia de Lucas, em 1973, American Graffiti.

O diretor de Inferno e No Coração do Mar é considerado uma escolha segura para completar a tarefa, que será capaz de habilmente finalizar o filme, enquanto atua como uma presença tranquila no set.

Han Solo: Uma História Star Wars tem no seu elenco: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke, Donald Glover, Thandie Newton, Phoebe Waller-Bridge e Joonas Suotamo (Chewbacca).

Han Solo é esperado que mantenha sua atual data de lançamento para 25 de maio de 2018. Fiquem ligados na Torre para mais informações.

Categorias
Quadrinhos

O órfão de dois pais

É triste dizer, mas em paz não existiriam heróis. A figura do herói, que vem de ἥρως (heros: Protetor, em grego) surge somente perante um momento crítico. Na vida real ou ficção, tendemos a torcer pelo herói, o protagonista de uma situação dramática que esperemos que acabe bem. O herói de um pode ser o vilão de outro e por isso vemos tantos heróis surgindo após tragédias pessoais.

Quem nunca ouviu falar do Homem-Morcego? É um clichê absurdo já há mais de meio século afirmar que Batman, o Cavaleiro das Trevas e alter ego de Bruce Wayne, é um fenômeno cultural. Pudera: sem contar as diversas HQs que a cada mês são publicadas no mundo inteiro (sendo atualmente sete títulos mensais ligados ao Batverso disponíveis em seu país de origem), o cidadão de Gotham City que se tornou órfão ainda jovem possui 39 jogos de videogame; 12 filmes de longa-metragem em formato live-action (marca registrada no Guinness, o livro dos recordes), sendo 10 desses como único protagonista e mais 38 filmes em animação; Séries de TV que transformou quem o representasse em celebridades instantâneas, com legados intactos mesmo após sua morte; Diversos licenciamentos como cadernos, brinquedos, lancheiras, toalhas, cobertores, e até produtos alimentícios. A lista é imensa e aumenta a cada dia. Todo esse legado, que teve início com a morte de Martha e Thomas Wayne obviamente não pode ser creditado apenas a Joe Chill, assassino dos pais de Bruce. Ele não apertou o gatilho sozinho.

Existem heróis esquecidos e, em determinados casos, o esquecimento é proposital. É o caso de Bill Finger. Finger criou grande parte do personagem que conhecemos hoje. Criou sua ideia de uniforme, os roteiros de suas primeiras histórias, Robin, a batcaverna, o batmóvel e até mesmo Gotham City. Mas viveu como um anônimo até para quem lia seu trabalho.

Uma das tentativas de consertar este anonimato é o lançamento pela prataforma de streaming Hulu do documentário Batman & Bill dirigido por Don Argott e Sheena M. Joyce com apresentação de Marc Tyler Nobleman. O trabalho também faz uma retrospectiva da carreira de Finger na indústria e sua relação com Bob Kane, intercalado por simulações em forma de animação e depoimentos dos quadrinistas Kevin Smith, Todd McFarlane e Roy Thomas, além de  familiares de Bill.

O documentário foi lançado em 6 de maio de 2017 porém está disponível apenas nos Estados Unidos e Japão, únicos países onde a Hulu opera.

Mais de um

Graças à um acordo entre Bob Kane e os editores, apenas o nome de Kane apareceria nas páginas de Detective Comics e também nos créditos posteriores de histórias do Batman. Essa prática, mesmo que vista como absurda hoje em dia, era comum na era de ouro e prata das HQs. “Com frequência escritores foram passados para trás sobre receber créditos em co-criações, como foi o caso de Bill Finger. Também foi o caso de Gardner Fox ter crédito em Flash e não no Gavião Negro, etc. Às vezes os artistas é que eram cortados, como H. G. Peter no novo filme Mulher-Maravilha que, por outro lado, tem George Pérez, Robert Kanigher, Ross Andru e etc. Todos creditados e nem uma palavra sequer sobre a pessoa que, mesmo que a [família] Marston sempre tenha negado, seja o co-criador da MM. Quem está do lado do Bill Finger deveria também direcionar sua indignação nesse caso, mas possivelmente não vão”, declara Roy Thomas, escritor e editor de quadrinhos desde os anos 70 em entrevista exclusiva.

Dentre profissionais e fãs, Thomas foi um dos poucos que tiveram contato ou ao menos conheceram Finger pessoalmente. O evento aconteceu pouco antes de sua primeira e única aparição pública. Segundo Thomas, ele acabou chegando atrasado em um painel que também contou com a participação de “Jerry [Bails], Gardner [Fox], Otto Binder e Mort Weisinger” na Comic Con de Nova Iorque em 1965, ocorrida em 31 de julho e 01 de agosto no Broadway Central Hotel. O local não existe mais, uma vez que por problemas estruturais, veio abaixo em 3 de agosto de 1973 matando 4 pessoas e ferindo outras 12. “O conheci em julho de 1965, até onde me lembro na noite anterior ao início da convenção de Nova Iorque, em seu apartamento. Eu estava na companhia de Jerry Bails, meu então colega de quarto David Kaler e (talvez) mais duas ou três pessoas. Jerry e/ou Dave marcaram o encontro. Jerry conheceu Bill em fevereiro de 1961 quando visitou o escritório da DC Comics e manteve contato com ele desde então por cartas.”

Jerry Bails já nos anos 60 defendia o nome de Bill Finger nos créditos do personagem quando suspeitou que Bob Kane possivelmente não era o único autor de tantas histórias. Bails tinha um fanzine onde em 1965 escreveu um artigo sobre o assunto batizado de “If The Truth be Known OR Finger in Every Plot“, fruto de contatos que teve com a DC Comics e então descobriu a participação de um autor que não aparecia nos créditos. Recentemente, essa página original foi republicada na edição 139 da Alter Ego, revista especializada em quadrinhos e editada pelo próprio Roy Thomas, que ainda lembra vagamente no encontro com Bill Finger de “Jerry e Bill mostrando uma folha de papel em que os nomes alternativos para o Robin eram mencionados (Wildcat, Tiger e etc.) e foi isso. Acho que ficamos por lá por cerca de uma hora.” Thomas ainda diz que o foco em seu então novo trabalho na Marvel o distraiu sobre ser mais curioso em relação ao assunto naquele período, inclusive sobre a contribuição de Finger em outros dois conhecidos personagens da DC Comics: Lanterna Verde (Alan Scott) e Pantera, hoje membro da Sociedade de Justiça.

Artigo original de Jerry Bails na primeira tentativa conhecida de nomear Bill Finger como co-autor do Batman (Reprodução: noblemania.blogspot.com)
Sequência (Reprodução: blogs.larepublica.pe/comics_info/)

 

O mais cedo possível

Esse foi o principal alicerce para a criação do livro Bill The Boy Wonder, também de autoria de Marc Tyler Nobleman. O livro contém ilustrações de Ty Templeton e publicado em 2012 pela editora norte-americana Charlesbridge Publishing. Segundo o autor, sem o sem o artigo de Bails seu livro possivelmente não existiria.

O livro, em capa dura e com 48 páginas é voltado ao público infanto-juvenil, com cores leves e traços de linha clara. A ideia de atingir este público em específico veio da urgência dos fãs saberem o quanto antes sobre esta história. Em conversa com a Torre de Vigilância, Nobleman informa que “[a primeira vez que ouviu falar de Bill] foi entre o fim dos anos 90 e começo dos anos 2000. Comecei a restaurar o legado de Bill em 2006 quando iniciei as pesquisas para meu livro. O documentário [Batman & Bill] começamos a fazer em 2008, dois anos antes de eu conseguir o contrato para a publicação do livro! Mas não deu certo e comecei de novo com outras pessoas em 2011. Dessa vez, também não foi longe… mas quando em 2015 a alteração dos créditos aconteceu, começamos a trabalhar nele de novo.”

Capa do livro Bill The Boy Wonder (Reprodução: noblemania.blogspot.com)

Apesar de BTBW ser um livro presumivelmente voltado para crianças, Nobleman o rotula como “um livro ilustrado para todas as idades. Escrevi alguns outros livros para crianças antes desse então eu já estava acostumado aos desafios. Crianças são inteligentes. Há uma forma sensitiva de dizer à elas quase tudo. Este é um conto cauteloso. Espero que crianças aprendam a não tratar os outros como Bob tratou Bill e não deixar que as pessoas as tratem do jeito que Bill deixou Bob fazer.”

Bob Kane viveu uma vida de celebridade: Sempre era visto em programas e eventos relacionados ao Batman que faziam o personagem se tornar uma marca ainda mais valiosa. Apesar das denúncias, continuava a declarar que era o único criador do personagem e que Finger “estava tomando mais crédito do que merecia”. Aproveitando o sucesso, Kane vendia telas com ilustrações do Batman no estilo que o consagrou na era de ouro e prata. Porém, a autoria destas telas é discutível. Tom Andrae, co-autor do livro Batman & Me, autobiografia de Bob Kane publicada em 1989, chegou a dizer que tais pinturas não eram da autoria de Kane, mas não se sabe ao certo quantas telas foram produzidas nem o nome de seu(s) autor(es). Em um evento de exposição destes quadros até Tim Burton, diretor dos filmes do Batman de 1989 e 1992, esteve presente. Como homenagem póstuma, Kane teve seu nome imortalizado na calçada da fama em Hollywood.

Bob Kane com algumas telas de autoria contestada (Reprodução: popculturesafari.blogspot.com)

Tais problemas em relação aos devidos créditos a produtos relacionados gerou inimizade de Bob Kane com outros autores, como por exemplo, Jim Steranko. Ainda em sua autobiografia, Kane chega a informar que Bill Finger teria “50% ou mais” de participação na criação de Batman. Apesar de tentar consertar a falta de crédito dada a Finger, Kane no mesmo livro publica uma folha com sketches datada de 1934 com várias características ligadas ao que se tornaria o Homem-Morcego inspirada nos esboços que Leonardo da Vinci fazia para suas criações.

Sketches datados de 1934 (Reprodução: www.entrecomics.com)

 

“Super-heróis são ficção. Seus criadores, claro, são reais, o que os fazem ser humanos e o que tornam imperfeitos. Não espero que ninguém seja perfeito mas espero que todos sejam bons e justos, até se você NÃO criou personagens que são conhecidos por serem bons e justos! Eu não respeito Bob pelo desrespeitoso jeito que ele tratou Bill e outros que o ajudaram em sua carreira”, completa Nobleman que, com seu trabalho no livro e no documentário, teve acesso a arquivos de áudio com conversas de Bill Finger e conheceu uma neta de Bill que até então não sabia que existia.

Depois de tudo

Além de seu trabalho como roteirista nos quadrinhos, Finger também foi parar na televisão, inclusive escrevendo o roteiro de dois episódios da série de TV Batman dos anos 60 (The Clock King’s Crazy Crimes / The Clock King Gets Crowned, respectivamente, 11º e 12º episódios da 2ª temporada). Ainda nos quadrinhos, tentou no início dos anos 70 trabalhar para a Marvel de acordo com Roy Thomas, que tem “certeza que foi na época (se não, um pouco antes) de eu ser o editor-chefe, mas eu não me lembro do Stan [Lee] sugerindo a mim interesse em ter Bill escrevendo para a Marvel. Estranho… porque por mim poderíamos usá-lo nas [então] novas revistas em preto e branco, ao menos. […] eu gostaria de por conta própria ter buscado Finger para escrever algo ou que ele tivesse vindo até mim em meados de 1972 (quando eu me tornei o editor-chefe) porque eu poderia ter oferecido algum trabalho à ele ou então sugerir a outros (como Marv Wolfman) para fazer. Claro, ele morreu não muito depois… então não posso sequer ser 100% seguro que ele estava procurando trabalho naquele dia que ele (provavelmente a seu próprio pedido) ter se encontrado com Stan, embora é difícil imaginar qualquer outra razão pela qual ele estava lá. Porque Stan não o referiu a mim, eu não sei…”

Bill Finger morreu pobre e solitário em 18 de janeiro de 1974, num apartamento em Nova Iorque com sua TV em preto e branco ligada em um canal fora do ar. Seu cadáver foi encontrado por Charles Sinclair, um amigo que tinha a cópia da chave do apartamento. O laudo médico apontou causas naturais. Sua morte deixou no ar vários mistérios, um deles, por que nunca reivindicou um direito maior sobre suas criações. Uma suspeita é que sua condição financeira não permitiu.

Por muito tempo veiculou-se que Finger foi enterrado como indigente, porém em Batman & Bill é informado que seu filho Fred Finger atendeu o desejo do pai de ser cremado e espalhou suas cinzas em uma praia sob uma marca na areia em forma de morcego. A informação não é dada diretamente por Fred Finger, que morreu em 1992 devido problemas de saúde ocasionados por ser portador do vírus HIV. Fred era bissexual e teve uma filha chamada Athena, nascida em 1976 que lutou para o nome de seu avô ser creditado nas publicações relacionadas ao super-herói, cujo acordo firmado teve início nas edições Batman and Robin Eternal nº 3 e Batman: Arkhan Knight – Genesis nº 3, ambas datadas de outubro de 2015.

Uma das primeiras HQs a darem crédito a Bill Finger, mais de 40 anos após sua morte (Reprodução: comixology.com)

Intermináveis agradecimentos a Roy Thomas e Marc Tyler Nobleman pela ajuda na realização desta matéria

Categorias
Consoles Games PC

Agony | Fique 12 minutos no inferno

A Madmind Studio divulgou um novo gameplay de 12 minutos de Agony, mostrando mais dos demônios e da ambientação do inferno.

Confira ao gameplay abaixo:

Na trama você controla uma alma que está presa no inferno, sem nenhuma lembrança de sua vida passada. Após explorar o submundo por inteiro em busca de uma saída, o nosso protagonista descobre que se quiser escapar terá que enfrentar a amedrontadora Rainha Vermelha.

Agony será lançado ainda neste ano para Playstation 4, XBOX ONE e PC.