Cultura Japonesa Mangá

Magi dá exemplo de como se termina uma longa história

Escrito por Pedro Ladino

Muitos autores de mangás (e de obras em geral) possuem dificuldades para manter a qualidade de uma história e conseguir encerrá-la de maneira que agrade aos fãs. Alguns autores acabam perdendo a mão em suas histórias e com isso elas acabam ficando tediosas, e em alguns casos insuportáveis, fazendo com que os fãs fiquem com a sensação de “querer terminar de ler só de raiva”. Isso aconteceu com Naruto, Bleach e, mais recentemente, Fairy Tail. Se bem que esse último já tinha qualidade duvidosa desde o começo #pas.

O mangá, Magi: The Labyrinth of Magic se encerrou nessa semana. O final não foi surpresa para ninguém, afinal, a autora Shinobu Ohtaka já havia confirmado que a obra já estava em seu arco final. Mas o que pegou todo mundo desprevenido, foi o anuncio de que Magi se encerraria daqui à quatro capítulos. Isso deixou os fãs receosos, será que teríamos mais um Shonen terminando de forma abrupta?

E então chegamos ao capítulo final.

Ainda que alguns fãs não estivessem gostando da forma que a mangaká estava conduzindo Magi nessa reta final, o mangá simplesmente deu uma lição aos mangakás (e escritores) que perderam a mão em suas obras: termine enquanto ainda está por cima!

Eu entendo quem não gostou da forma que Magi estava sendo desenvolvido nessa reta final, afinal Ohtaka foi por um caminho totalmente inesperado. Ela mudou a forma de como a história estava sendo contada. O final foi sim meio corrido, não tem como negar. Mas que tudo o que aconteceu fazia sentido, fazia. Nenhum Deus Ex Machina foi jogado em nossas caras, tudo já tinha sido apresentado anteriormente.

Quando surgiu o anuncio dos quatro capítulos finais (que na verdade foram somente três), quase tudo já havia sido resolvido, só faltava a decisão de Alibaba e a batalha contra David, o “Final Boss”. Que ocorreu rápido demais, isso eu realmente concordo, o que eu não concordo é os “fãs” reclamando que o mangá está um lixo só porque diminuíram o tempo tela de um personagem e focaram em outro, sendo que Magi nunca foi um mangá que teve só um protagonista, todos tiveram o seu tempo de brilhar. E esse tal personagem já tinha servido ao seu propósito.

Magi com certeza será um mangá que irá fazer muita falta. Fico triste, mas ao mesmo tempo feliz, porque vi um dos meus mangás favoritos terminando enquanto ainda estava por cima, sem muita enrolação e nem tantos furos de roteiro (isso ai já é impossível pra qualquer um).

“A história sobre a aventura extrema do mango da criação junto com as pessoas que o rodeiam, termina aqui.”

O mangá rendeu duas adaptações para anime, The Labyrinth of Magic e The Kingdom of Magic, não tem noticias sobre uma terceira temporada, mas com o recente término do mangá, talvez haja uma chance.

Um spin-off sobre o passado do personagem Sinbad está em publicação pela própria mangaká de Magi, não se sabe até quando ele irá ser publicado.

Ao todo, Magi terminará com 37 volumes encadernados. No Brasil, o mangá é publicado pela Editora JBC e se encontra no volume 30.

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Sobre o Autor

Pedro Ladino

Estudante de Jornalismo, Whovian, gamer e viciado em séries.

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