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Dragon Ball Super: Broly é porradaria sincera, sem medo de arriscar

Broly sempre foi um dos personagens mais queridos pelos fãs de Dragon Ball, mesmo não estando inserido no cânone oficial da série. Agora, 25 anos depois, o mais forte dos Saiyajin chega à franquia em um excelente filme, rodeado de porradaria.

A história é simples. Broly e seu pai, Paragas, são despejados para um planeta inabitável após uma crise de ciúmes do Rei Vegeta, ao descobrir que Broly possuía um poder do mesmo nível de seu filho, Vegeta. Durante esse tempo, a raça Saiyajin é eliminada por Freeza e vemos a ida de Goku ao Planeta Terra. E então, somos jogados aos tempos atuais, onde Goku e Vegeta estão treinando, após o término do Torneio do Poder.

Para aqueles, que como eu, não acompanharam Dragon Ball Super, não se preocupem. O filme apenas puxa algumas referências, e mostra alguns personagens, porém não é necessário ter conhecimento do anime. Isso porque, o filme joga alguns flashes e contextualiza os acontecimentos finais do anime. Posso até dizer, que ele necessita mais dos conhecimentos da Saga Z, do que de Super em si.

O filme utiliza os 30 minutos iniciais para montar o background, para os fãs, é um prato cheio. Somos apresentados, canonicamente, ao nome da mãe de Kakaroto, Gine, que já havia sido revelado no mangá Jaco; temos a ascensão de Freeza ao poder e a extinção dos Saiyajin alá Superman. Mas, talvez poderia ter tido uns 5 minutos a menos e dar mais foco a relação abusiva entre Broly e seu pai, Paragas.

As piadas do filme são ótimas, foi basicamente Akira Toriyama voltando as raízes. A dublagem do filme também está fenomenal, como já era de se esperar.

A animação é onde Dragon Ball Super: Broly se consagra. Já esperávamos que o filme teria uma animação mais fluida, por conta da mudança nos designs feitas por Naohiro Shintani, mas o que tivemos, foi algo além disso.

O diretor Tatsuya Nagamine, se aproveitou a liberdade que conquistou e se arriscou. As batalhas são excelentes, você sente cada soco. Há cenas em primeira pessoa e em câmera lenta. Movimentos de câmera que nunca veríamos no anime. O uso de CG, ainda que exagerado em algumas partes, se mostrou necessário. Afinal, o nível de poder se elevou tanto, ao ponto do cenário se tornar computação gráfica e se quebrar. E o uso de cores na reta final, é um show à parte.

O final da luta, no entanto, é um pouco broxante. Muito por conta de uma provável nova série animada de Dragon Ball. É nítido que eles tiveram que se segurar. E para finalizar, há dois momentos de fanservice desnecessários, ambos envolvendo a personagem Cheelai, que simplesmente não faz sentido estarem ali.

Sem medo de se arriscar, Dragon Ball Super: Broly é o maior festival de pancadaria da franquia desde Dragon Ball Z. Expande o lore da série e dá novos ares ao fenômeno mundial que é Dragon Ball.

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Gameplay Games

Pocket Review | Marvel’s Spider-Man: A Cidade Que Nunca Dorme

Marvel’s Spider-Man foi de longe um dos jogos mais divertidos de 2018. Sua história, ainda que simples, era cativante e se balançar por Nova York era incrível. Mas antes de seu lançamento, já havíamos sido informados de que teríamos uma pequena expansão, nomeada de A Cidade Que Nunca Dorme, dividida em 3 partes, e coloca pequena nisso. Mas será que o jogo precisava dessa expansão? Ou melhor, ela precisava ser paga?

Não preciso dizer que o texto contém spoilers do jogo base, né?

Pois bem, essa DLC, assim como diversas outras no cenário atual de games, claramente fazia parte do jogo inicial. E isso já fica claro ao terminados a sidequest da Black Cat no jogo normal, onde ela misteriosamente some, e o jogo basicamente joga na sua cara: CONTINUA NA DLC, COMPRE!

Lançada em Outubro, a primeira parte, nomeada de O Assalto, traz como estrela, a nossa querida Black Cat e, bom, não poderia ser mais decepcionante. Zero inspiradora, e com mecânicas chatas, a DLC acabou se demonstrando bem meia boca e deixou a maioria dos jogadores decepcionados. Mas, trazia um bom e previsível gancho. Os diálogos entre Spidey e Black Cat são bons e regados de sensualidade, como já conhecíamos das HQs. Porém o plot dessa primeira parte se demostrou pobre.

A segunda parte, Guerras Territoriais, chegou em Novembro, e trouxe os mesmos defeitos que a sua antecessora, incluindo a volta da Screwball. Uma personagem irritante, com desafios chatos e tediosos, o oposto do que Spider-Man apresentava. Além de uma batalha “final” contra o Hammerhead ridiculamente fácil. Porém, mesmo com uma história pouco inspiradora, também trouxe um excelente gancho, envolvendo a personagem Yuri Watanabe.

Então chegamos a terceira e última parte, Comando Silver, lançada em Dezembro, trazendo de volta a personagem Silver Sable, que havia ido embora no final da história principal. E foi surpreendentemente boa, mas MUITO curta. No entanto, ela trouxe uma boa finalização para o enredo inciado em O Assalto, e novos locais para o game, como o esgoto. Que poderá ser utilizado no futuro. ALÔ LAGARTO?

A relação, se é que podemos chamar disso, entre o Cabeça de Teia e a Silver Sable é muito boa. Com pequenas e divertidas interações, a personagem acaba sendo enriquecida e faz você querer saber mais sobre ela.

Além disso, a terceira parte prepara terreno para a quase certa  sequência de Spider-Man, tanto pela ida de Mary Jane à Simkária, quanto pela cena pós-créditos com Miles Morales vestindo a máscara. Falando nele, uma das piores coisas dessas DLCs foi que só soubemos coisas sobre o Miles através de chamadas telefônicas, nem mesmo jogamos com ele.

Outra coisa que ficará para um segundo jogo, é o plot de Yuri Watanabe, que havia sumido na segunda parte. A sidequest da personagem à reverte completamente, e se mostrou como uma boa oportunidade. Uma provável vilã?

Best Girl!

Veredito:

Decepcionante em 2/3 da sua história, A Cidade Que Nunca Dorme, tenta expandir o universo de Marvel’s Spider-Man e dá pistas sobre a provável sequência do jogo, mas não vale o preço cobrado e nem deveria ter sido lançado a parte do jogo base. E tomara que a Screwball não retorne.

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Detective Comics Quadrinhos

Heróis em Crise, fãs da DC Comics também

Se você dissesse para mim, há alguns meses, que Heróis em Crise seria uma das histórias mais controversas da DC Comics, eu sinceramente não acreditaria. Claro, o autor por trás da história, Tom King, agrada muitos, assim como também desagrada. Entretanto, quando King abordou sutilmente depressão em Senhor Milagre, criando um clássico moderno da editora. Logo, seguindo esta linha de raciocínio, abordar Estresse Pós-Traumático em uma história com homens e mulheres vestindo collant, seria moleza. Não poderia estar mais enganado.

Entenda, o redator o qual vos escreve, está gostando de Heróis em Crise, por diversos motivos. Um deles, reside no fato de que King pegou o quarto pilar da DC (A Arlequina, palavras do Jim Lee) e a transformou em uma vilã de destaque. Me diga, caro leitor, quantas vezes você viu uma personagem feminina protagonizando ou antagonizando um evento na Editora das Lendas? Zero, não é mesmo? Não é exagero dizer que ela está no caminho para se tornar a maior supervilã da editora.

Arlequina é facilmente a melhor personagem da publicação.

Entretanto, eu também possuo algumas ressalvas, as quais poderiam ser facilmente resolvidas. Como por exemplo, a hiper sexualização de personagens femininas em uma história a qual lida com assuntos pesados. Respeito quem gostou da Lois Lane vestida com uma camisola do Superman em uma pose digna de um ensaio fotográfico sensual. Entretanto, não estamos mais no início dos anos 2000. A realidade é outra e há outras de representar a personagem perguntando ao Superman: “O que você quer que eu faça?”

Já os leitores de um modo geral, parecem bastante insatisfeitos com a história, principalmente com a quarta edição publicada hoje. As críticas ao modo como o desenhista Clay Mann sexualizou inúmeras personagens femininas, levou King a bloquear pessoas em sua conta no Twitter. Se você segue o autor, sabe muito bem como ele lida com críticas. Quando a terceira parte do arco Superfriends foi publicada, King pediu desculpas e agradeceu pelo feedback. Isto não é normal.

Admita. Você notou o balão de fala nesta página.

Mas a maioria dos leitores já estava insatisfeito com a história desde o início. Cada um por um motivo diferente. Determinadas mortes da história geraram ira e tristeza no fandom. Rumores sobre a interferência do editor Dan DiDio deixaram os fãs ainda mais furiosos. King precisou ir às redes para esclarecer o nível de sua liberdade criativa. O circo “pegou fogo”, assim como na história. Minto, até mais do que na ficção.

Há alguns meses, eu publiquei uma pequena reflexão sobre a história, quando a primeira edição foi publicada, mas eu senti a necessidade de reescrevê-la, pois a editora não vive em um cenário tão polêmico, desde Crise de Identidade, outro evento “pé no chão”. Quando Heróis em Crise foi anunciada, era um estudo sobre o psicológico dos heróis. Durante a San Diego Comic-Con, a história ganhou um novo status: Mistério de assassinato. É uma continuação espiritual de Crise de Identidade.

“Nossa esperança de redenção, é apenas mais uma caçada por vingança.”

É impossível saber se a história foi alterada para algo mais mainstream ou não, pois o roteirista afirma ter 100% de liberdade no projeto. Entretanto, pouco importa, pois a história é tão chocante, tão sombria, com uma arte tão padronizada e parece realmente reviver os tempos sombrios e ambíguos da DC Comics, onde descobrimos que a Liga da Justiça não era tão heroica e agora sabemos que Batman, Superman e Mulher-Maravilha, não podem resolver os problemas de seus companheiros. Mas a que custo, caro leitor?

Qual é o custo? Por que a obsessão em retornar aos tempos os quais haviam se distanciado há anos? Apesar de apresentar uma certa qualidade narrativa, Heróis em Crise, não é uma história a qual precisava ser publicada agora. Perceba. Em nenhum momento digo que a história jamais deveria ser publicada, mas acredito na importância do contexto. Enquanto King continua a conceder aos leitores mais perguntas, menos respostas são obtidas.

“Heroes will die! Readers will fall! Nothing will ever be the same”

A cada mês quando uma edição de Heróis em Crise é publicada, os fãs da DC Comics suam friamente, tremem, choram, se enfurecem, assim como os heróis, entram em crise. Eu estou fascinado. Fascinado com algo o qual remexe e ainda remexerá os meus e os nossos sentimentos por mais alguns meses. Mas espero, que ao final, o saldo seja mais positivo do que negativo, para todos.

 

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Torre elege os melhores filmes de 2018

2018 foi um ano marcante para o cinema. Presenciamos inúmeras experiências de tirar o folego; rimos, choramos, aplaudimos, gritamos e o principal, nos divertimos. Tudo isso, graças à magia do mundo da sétima arte, pois sem sua existência, muitas histórias magníficas e inspiradoras nunca veriam a luz do dia.

Pensando nisso, alguns redatores da Torre de Vigilância reuniram suas opiniões pessoais sobre os longas-metragens mais marcantes desse ano que já está por acabar. A seguir, você poderá ler cada uma delas, redigidas com muito carinho, de fã para fã.


João Guilherme Fidélis (redator e colunista)

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Apesar de ser um grande fã dos espetáculos caóticos proporcionados por Michael Bay, Bumblebee foi o primeiro filme de Transformers a tocar o meu coração, desde a película dirigida por Bay, em 2007. Este é um filme, simples, focado e centrado em nada mais, nada menos, do que em seus personagens. Todos eles funcionam. Desde o agente Burns interpretado por John Cena, até os maléficos Decepticons. Entretanto, a alma da obra, reside na excelente química entre Charlie Watson (Hailee Steinfeld) e o robô amarelo. O primeiro contato entre os dois, é o momento em que o encanto retorna e permanece dentro da espectador, mesmo após o término da sessão.

O melhor filme de ação do ano. Não há espaço para discordâncias. Não consigo pensar em um blockbuster tão bem coordenado e escrito este ano, senão Missão Impossível: Efeito Fallout. O filme não apenas conta com uma excelente direção, como explora a moralidade de Ethan Hunt (Tom Cruise) de maneira inteligente e traz um excelente antagonista interpretado por Henry Cavill. O roteiro força seus personagens a fazerem escolhas difíceis e é preenchido por diversos plot-twists, daqueles que arrancam um sorriso genuíno do rosto. O cinema pipoca em sua melhor forma.

Confesso que quando O Primeiro Homem foi anunciado, o que me chamou atenção foi o responsável pela direção: Damien Chazelle. Um dos maiores diretores de sua geração. Trouxe duas histórias sobre sonhos, executadas em tonalidades diferentes: Whiplash e La La Land. Aqui, ele revisita a chegada de Neil Armstrong à Lua, sob um olhar mais íntimo, cinzento e intenso. Ryan Gosling e Claire Foy traduzem perfeitamente a proposta do cineasta, o qual entrega um dos melhores, senão o melhor, filme do ano.


Carlos Eduardo Rici (colunista)

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Infiltrado na Klan
O novo filme de Spike Lee se provou em pouco tempo de exibição um filme mais do que necessário para nossa atual sociedade. A acidez do longa somado
a uma ótima história nos brinda com um impactante e inteligente filme.

 

Pantera Negra

O diretor Ryan Coogler, unido a um elenco de peso, trouxe neste ano o que eu considero o melhor filme de heróis que vi nas telonas em 2018. É incrível como mesmo seguindo uma fórmula, Coogler consegue trabalhar de uma maneira séria e bem feita temas importantes pra nossa sociedade, além de saber criar ótimos planos e extrair performances excelentes de seu elenco.

 

Ilha de Cachorros

Wes Anderson voltou ao stop-motion em Ilha de Cachorros, que assim como seus outros filmes, é grandioso em estética e simples em história. Mas não se engane, a simplicidade e acessibilidade de Ilha de Cachorros só torna o filme melhor e mais belo, uma das melhores animações do ano.

 

Você Nunca Esteve Realmente Aqui
A diretora Lynne Ramsey retornou em 2018 com o que talvez seja o longa mais esquizofrênico que tive o prazer de ver neste ano. O filme é uma viagem dentro da loucura do protagonista, sabendo utilizar violência ao seu favor, sem beleza alguma, Ramsey cria um filme forte e faz Joaquin Phoenix entregar uma sensacional atuação.

 

Roma
É de um consenso geral que Alfonso Cuarón é um dos maiores diretores da nossa geração, e em Roma ele só deixa isto mais claro. Apesar de não ser um filme tão acessível, se você conseguir apreciar a obra por completo, vai ver que Roma é uma obra-prima cinematográfica, o cinema em seu estado mais puro, o que não encontramos todos os dias.


Tassio L. Stark (redator)

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Guerra Infinita – por ser a primeira parte da culminação preparada pelo mcu de forma tão cuidadosa desde 2008 e que superou as expectativas de todas as formas. Um filme para ser lembrado.

Jogo Perigoso – Tenso do início ao fim, onde a trama prega peças não só na mente da personagem como também no telespectador. A sensação de alguém te observando no escuro torna uma bela experiência junto com a adrenalina de vê-la sair daquela situação.

Um Lugar Silencioso – Primeiro filme com essa temática do silêncio que me deparei e gostei bastante. Dá uma agonia o silêncio que ajuda o telespectador a adentrar na trama.


Tiago Bacelar (redator)

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2018 foi um bom ano no cinema. Reunimos as joias do infinito para combater Thanos em Guerra Infinita; entramos com Margot Robbie na vida conturbada de uma patinadora em Eu, Tonya; voltamos no tempo para assistir do show do Queen no Live Aid em Bohemian Rhapsody; sofremos na pele de uma mãe desesperada em Três anúncios de um crime; fomos contagiados por um mundo fantástico de referências em Jogador Número 1; ficamos assustados pelo terror de Um Lugar Silencioso; conhecemos animais muito especiais na Ilha dos Cachorros; mergulhamos no fundo do oceano para ver um herói virar Rei em Aquaman; e nos emocionamos com a bonita relação entre a humana Charlie e o famoso Autobot amarelo em Bumblebee.


Daniel Estorari (redator e colunista)

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Diversas películas marcaram os meus doze meses, mas o que mais me fez ficar espantado e impressionado comigo mesmo, foram as obras que conseguiram arrancar lágrimas da minha alma, e é justamente delas que eu mencionarei a seguir.

Vingadores: Guerra Infinita

Você pode não achar a Marvel Studios a melhor empresa do mundo, mas o que não pode ser negado, é como o estúdio sabe trabalhar em cima de suas fórmulas e construir um belíssimo universo cinematográfico por 10 anos. Guerra Infinita é um lindo presente do estúdio para seus fãs, dando-lhes um vilão e trama fora do convencional, mas que se apoiam totalmente em cima das clássicas histórias cósmicas da Marvel Comics. Tudo é conduzido de maneira sutil e delicada até o seu emocionante final, que mesmo sabendo que determinados personagens voltarão a vida, ouvir: ”Por Favor senhor Stark, eu não quero morrer” não foi nada fácil.

Homem-Aranha no Aranhaverso

Tive a oportunidade de assistir essa linda animação dois meses antes da sua estreia no Brasil. Se eu fosse elogiar essa fábula, provavelmente a coluna teria mais de três mil palavras, portanto, direi apenas o necessário.  Homem-Aranha no Aranhaverso é esplêndido, a Sony Pictures Animation criou uma história simples em cima de um desenho recheado de referências ao universo do amigão da vizinhança, que transita desde as personalidades de Tobey Maguire e Andrew Garfield, até Tom Holland. O mais emprisionante, é que o desenho é um fã de si mesmo, não se esquecendo de tudo aquilo que já foi construído para o Homem-Aranha em todas as mídias.

Aquaman

Warner Bros. Pictures, uma empresa que costuma errar pouco em seus filmes originais, mas que tropeça muito quando produz películas em parceria com a DC Comics; mas dessa vez, ela conseguiu se redimir. Aquaman possui uma história clichê, mas isso não é uma observação negativa, já que sua trama é divertida e bem anedótica. Arthur Cury junto de Mera e Orm, carregam o filme nas costas, ao lado de seu lindo cenário subaquático, que é de deixar qualquer pessoa boquiaberta. Quem diria que um dia, um super-herói que era humilhado por seus pseudos fãs, ganharia um longa-metragem tão épico e avassalador quanto esse?

Bohemian Rhapsody

O famoso ”filme do Queen” é a melhor cinebiografia que eu já assistir. Sintetizando de maneira breve, após o término de Rhapsody, eu comecei a refletir sobre minha vida, sendo que eu uso até hoje algumas atitudes de Freddie como espelho. A união, relacionamentos, intrigas e vitórias, são tudo mais mágicos ao decorrer que a trama avança até cena do Live Aid, que pessoalmente, cai nos prantos só de ver como a atuação de Rami Malek estava condizente com as músicas que estavam sendo tocadas.

Me Chame Pelo Seu Nome

OK, eu sei que essa película estreou no final de 2017 nos Estados Unidos, mas vale a menção, pois chegou no início de 2018 nos cinemas nacionais, sem contar, que é basicamente o filme da minha vida ao lado de alguns outros. Me Chame Pelo Seu Nome é maravilhosamente lindo e triste, que mexe 100% com o emocional. A história é tão perfeita, que em determinado ponto, ela desvincula a mente do telespectador dessa realidade, e a transporta para outro mundo além dos paradigmas convencionais. Sua duração é equivalente ao nosso cotidiano, ou seja, cumprida e massante, mas necessária. Essa obra prima me deu milhões de lições, mas a principal, foi que nem tudo são flores e que não devemos desistir de procurar o amor de nossas vidas. Gostaria de aproveitar a oportunidade, para dizer: Me Chame Pelo Seu Nome, eu te amo.


2019 está prometendo ser tão promissor quanto 2018, já que está aparentando ser uma das melhoras épocas para lançamentos cinematográficos. Sem sombras de dúvidas, ao seu final, terá outra lista como essa. 

Espero que tenham gostado, até a próxima e lembrem-se, assistir filmes é mais que um hobbie.

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Black Mirror: Bandersnatch | Infinitas escolhas, mas apenas um final para a loucura

Um breve aviso: a coluna (ou crítica, como preferir) que você lerá a seguir, foi redigida com base nas escolhas e conclusão feitas por mim (como todos os meus outros textos, não contém spoilers). Contudo, não possuo conhecimento a respeito dos outros quatro finais, afinal, essa é a graça; assistir o evento Black Mirror dezenas de vezes até poder ”desbloquear” todos os desfechos possíveis.

Criado por Charlie Brooker, Black Mirror é comercializado como uma série original Netflix, que tem como intuito criticar a rotina do homem cada vez mais dependente da tecnologia, usando uma linguagem pesada e alarmante. Por sorte, o longa metragem antológico Bandersnatch não é nem um pouco diferente. Mas, diferentemente dos seus ”irmãos”, a película é conduzida de maneira semelhante aos jogos Until Dawn (2015) e Detroit: Become Human (2018), onde o telespectador pode fazer as suas próprias decisões. Dessa forma, surge incontáveis crônicas partindo de um único ponto de vista.

Enquanto adapta um romance de fantasia para videogame em 1984, um jovem programador começa a questionar o próprio conceito de realidade e acaba enfrentando um desafio alucinante. Bem-vindo de volta.

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Óbvio que sua ambientação oitentista não foi escolhida a toa, pois além de proporcionar momentos nostálgicos, as drogas Maconha e LSD estavam em alta na época, que serviram como dois elementos importantíssimos ao decorrer da trama, até sua famigerada conclusão. Além das substâncias, os jogos desse período são utilizados como pano de fundo para ajudar a mente psicopata do personagem de Fionn Whitehead a se concentrar mais no seu dia a dia.

Por falar em Fionn, que já participou de Dunkirk, sua atuação está em um nível além do convencional. É evidente que o artista trabalha de forma delicada para construir o seu papel, que não guarda  sua loucura para si, ao contrário, ele tenta espalhar sua ”palavra” através de gestos e ações com que o telespectador se una com sua personalidade caída. Assim, nasce um império de sociopatas.

Já o programador vivido pelo famoso  Will Poulter, é a outra figura que se destaca em BandersnatchMas, diferente de Fionn, que é uma pessoa mais introvertida, Poulter usufrui dos problemas alheios para se autobeneficiar em certas ocasiões. É o tipo ”amigo que bate na sua cara”. Mas de longe, é um problema, pois sem ele, não teria ninguém que abriria a mente do nosso personagem principal para o mundo.

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Como um bom e velho Black Mirror, Bandersnatch é conduzido em cima de uma lição de moral; simples, mas essencial. A produtora (Netflix) e muito menos Brooker, se saturaram ao decorrer que os outros anos foram lançados quando o quesito é inovar, pelo contrário, a criatividade ainda reina, provando para todos que o seriado e seus spin-offs tem longos anos de trajetória pela frente.

Vale mencionar, os milhares de easter eggs que o evento Black Mirror traz consigo, que são simplesmente espetaculares e empolgantes; bom ficar atento em todo o cenário. Mas, o cargo chefe fica por conta da possível explicação de como todos os episódios se conectam e da provável data da quinta temporada do show televisivo, que pode ter sido dada de maneira sutil aos assinantes do serviço de streaming.

O ponto fraco, fica por conta do falso livre arbítrio. Muitos pensaram que seria uma fábula onde o espectador teria o direito de decidir 100% o destino das personas, mas apesar de necessário, é entediante e cansativo ser obrigado a voltar a mesma cena várias vezes. Por sua vez, a Netflix estava certa, nós nos sentimos culpados após estabelecer os caminhos que os personagens seguirão.

Bandersnatch é espetacular e inovador. Após seu término, deixa saudades, torcendo para que uma continuação seja feita. Todavia, sem sombras de dúvidas, com a boa aceitação dos internautas, a Netflix ou até mesmo outros estúdios, começarão a apostar todas as suas fichas em filmes nesse estilo, afinal, sempre é bom sentir um pouco na pele o que os personagens de determinado meio de entretenimento estão passando.

Obrigado, até a próxima e lembrem-se, Pac-Man é mais que um simples joguinho arcade.

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Cinema

Bandersnatch | Netflix libera primeiro trailer do evento Black Mirror

A Netflix disponibilizou o primeiro trailer do filme interativo Bandersnatch, que é autodenominado como um evento Black Mirror.

No trailer, é possível notar alguns easter eggs de diversos episódios de temporadas distintas, como Metalhead. O longa conta com David Slade na direção, e um elenco composto por Fionn Whitehead, Asim Chaudhry Will Poulter.

https://www.youtube.com/watch?v=rnrCdi53G7A

Enquanto adapta um romance de fantasia para videogame em 1984, um jovem programador começa a questionar o próprio conceito de realidade e acaba enfrentando um desafio alucinante. Bem-vindo de volta.

Black Mirror: Bandersnatch estará disponível a partir do dia 28 de Dezembro no serviço de streaming.

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Clay Enos divulga fotos de Watchmen, Esquadrão Suicida, BVS e mais

Clay Enos disponibilizou imagens em alta resolução dos filmes que trabalhou. Confira.

300

Batman Vs. Superman

Esquadrão Suicida

Homem de Aço

Liga da Justiça

Mulher-Maravilha

Nasce uma Estrela

Sucker Punch

Watchmen

Os filmes que Clay Enos trabalhou podem ser encontrados em home vídeo tanto em DVD como em Blu-ray.

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Nós | Novo filme de Jordan Peele, diretor de Corra!, ganha seu primeiro trailer

Foi liberado o primeiro trailer oficial de  Nós, novo filme de terror e drama do comediante Jordan Peele, que tambem dirigiu o aclamado Corra!

O elenco é composto por Elisabeth Moss (O Conto de Aia), Lupita Nyong’o (Pantera  Negra), Winston Duke (Pantera Negra), Anna Diop (Titãs) e Yahya Abdul-Mateen II (Aquaman).

Uma mãe (Lupita Nyong’o) e um pai (Winston Duke) levam seus filhos para sua casa de praia esperando se desligarem e se descontraírem com os amigos (incluindo Elizabeth Moss). Conforme a noite chega, a serenidade transforma-se em tensão e caos quando alguns visitantes chocantes chegam sem serem convidados.

Nós estreia em 15 de Março de 2019.

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Cinema

Vaza arte conceitual do Mystério em Homem-Aranha: Longe de Casa

Vazou a pirmeira arte conceitual do Mystério (Jake Gyllenhaal) com seu visual completo em Homem-Aranha: Longe de Casa, que será retratado como um aliado do amigão da vizinhança mas que posteriormente, pode se tornar seu inimigo. Entretanto, na imagem, o personagem nan está com o seu famoso capacete de aquário.

https://twitter.com/thomasp0003/status/1077377553097281536?s=19

Nos quadrinhos, Mystério é Quentin Beck, um dublê que se especializou em efeitos especiais e entrou para o mundo do crime após perder o seu emprego. Assim, nasce um dos mais marcantes inimigos do Homem-Aranha e membro fundador do Sexteto Sinistro.

Homem-Aranha: Longe de Casa estreia em 4 de Julho do ano que vem.

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Séries

DC divulga primeiro teaser trailer da série da Patrulha do Destino

A DC Comics lançou o primeiro vídeo promocional do seriado Patrulha do Destino. Confira.

http://www.youtube.com/watch?v=5JG-TNPkV8k&fbclid=IwAR3XdgRPx6ONzNH1znMWgh6mIa-KkwU-VBJTavluOYaCL61-GKPLTYa9JFs

Patrulha do Destino estreia no dia 15 de fevereiro no DC Universe.