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Cinema

Capitã Marvel decola com 153 milhões nos EUA e chega aos 455 milhões no mundo

Estrelado por Brie Larson, Samuel L. Jackson e Ben Mendelsohn, Capitã Marvel conseguiu a sétima maior abertura de um filme do Universo Cinematográfico da Marvel, MCU, nos Estados Unidos.

Segundo dados oficiais do Box Office Mojo, a produção da Casa das Ideias arrecadou 153 milhões de dólares na terra do Tio Sam.

Mundialmente, Capitã Marvel já está com 455 milhões de dólares. Com isso, o filme tornou-se a sexta maior abertura em toda a história no mundo e a primeira produção liderada por uma mulher.

O recorde de anterior com uma protagonista era de A Bela e A Fera, estrelado por Emma Watson, com 357 milhões.

A heroína estará em Vingadores: Ultimato, que chega aos cinemas de todo mundo no final de abril.

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Gameplay Games

Review | Devil May Cry 5

Após 11 anos desde o último título canônico da série, Dante e companhia retornam para a conclusão derradeira da franquia Devil May Cry. Nero, apresentado em Devil May Cry 4, retorna como o personagem principal de Devil May Cry 5, e está em busca de vingança contra Urizen, o Rei Demônio que arrancou seu Devil Bringer. Ao lado dele, temos mais dois personagens principais, Dante, obviamente, e V, uma novo e misterioso personagem, que ninguém sabe ao certo o motivo dele estar ali.

  • DmC: renegado, mas influenciador:

Durante esses 11 anos de espera, um reboot da série, nomeado de DmC: Devil May Cry, foi lançado em 2013, produzido pela Ninja Theory. No entanto, apesar de ter sido elogiado nas críticas, os fãs da série não aceitaram a nova versão da história e Dante. Apesar disso, é nítido as influências do game em Devil May Cry 5, tanto em visual, como nos combates. Diversas mecânicas foram reutilizadas aqui e isso foi uma ótima decisão.

Para aqueles que estão chegando agora na franquia, não se preocupem. Devil May Cry 5 não puxa tantos acontecimentos dos jogos anteriores. Os novatos não se sentiram perdidos ao jogar somente o quinto game. Apesar  disso, o jogo tem um mini-filme disponível no Menu Principal, que explica as acontecimentos dos jogos anteriores.

  • Uma galhofa de qualidade

Devil May Cry 5 abraça de vez o brega, e ele não se importa nem um pouco com isso. A cena de abertura já demonstra o quão galhofa o jogo irá ser. Assim como nos jogos anteriores (menos no 2), a comédia está presente no jogo, e além Dante, é Nico, nova personagem, e armeira do grupo, que dá esse tom. Apesar de ter simplesmente só ter chegado na história e pronto, mas quem liga pra coerência em Devil May Cry, após 18 anos?

Inclusive, ótima localização da Capcom para o Brasil, as gírias se encaixaram muito bem.

Devil May Cry 5 foi feito na RE Engine, utilizada em Resident Evil 7 e Resident Evil 2, e isso foi a melhor escolha que a Capcom poderia ter feito para o jogo. Além de lindas cutscenes, o motor gráfico coube como uma luva para o combate. É de longe o melhor combate da série, é fluído e imersivo, mas ainda assim, bem complicado, ou seja, é o que todos esperávamos em Devil May Cry 5.

Aplicar uma sequência de combos, e alcançar o estilo SSS não é tão difícil como nos jogos anteriores, mas também não é moleza. Os jogadores podem usar o Vazio para treinar os combos.

Nero utiliza os Devil Breakers, braços mecânicos criados por Nico. Cada braço tem uma função diferente, o jogador pode carregar diferentes tipos em cada missão, porém, caso queira usá-los, terá que se desfazer do atual. As mecânicas vão de lançar projéteis à ataques contínuos, basta escolher seus favoritos e utilizá-los bem. Também possui sua espada e uma arma.

Dante possui os mesmos estilos e combos de Devil May Cry 4, além do seu Devil Trigger. Há quatro estilos de luta, que combinam com os combos. Ao decorrer do jogo, Dante irá ganhar novas armas, incluindo uma moto. É de longe o combate mais apelão do game, ainda mais se levar em conta que os jogadores podem alterar as armas no meio do combo.

Agora V traz o combate mais diferenciado da franquia até então. Por motivos misteriosos, seu corpo é frágil, então ele utiliza dois espectros, Grifo e Sombra, ambos do primeiro Devil May Cry, para atacar os demônios. Ao tirar toda a vida do inimigo, V pode finalizá-lo com sua bengala. É bem fácil alcançar SSS com ele, fica a dica. Ele também possui o poder de invocar o Pesadelo, um golem gigante. No entanto, em ambientes fechados, é bem ruim de jogar.

Um ponto negativo, é o excesso de loadings entre os menus e algumas cenas, quebrando um pouco do ritmo do jogo, mas não é algo que atrapalhe tanto assim.

  • Linear, porém vazio

Devil May Cry 5 possui um design bem linear, você sabe exatamente onde tem que ir, e onde estão os orbes extras e missões secretas, que retornam ao game. Mas, isso em partes, não é tão ruim. Para aqueles que simplesmente querem finalizar a campanha e matar demônios a rodo, é uma maravilha, contudo, os veteranos na franquia, acostumados a explorar os cenários, ficarão um tanto decepcionados aqui. Não há uma variação grande de cenários. A parte da cidade, destaque nos trailers do jogo, é bem rápida e não há muito o que se ver. O resto do jogo se passa dentro da Qliphoth, e é quase tudo similar.

Em algumas fases podemos escolher com quem queremos jogar, isso traz visões diferentes para um mesmo acontecimento no enredo. Enquanto estamos com um dos personagens, vemos os outros em ação. É aí que entra o elemento “multiplayer” do jogo. Não vemos de fato outros jogadores controlando os personagens em tempo real, e sim uma espécie de fantasma deles, como em algumas corridas da série Forza. O nick do jogador aparece na HUD do jogo. O jogo dura em torno de umas 14~16 horas e possuí 20 missões ao todo. Além de 12 missões secretas. Para aqueles que querem alcançar a Platina, há mais quatro modos de dificuldade após o encerramento do jogo.

Devil May Cry 5 é o retorno que todos os fãs esperavam. Ele não se arrisca, e isso não é ruim. Ele conclui a história de Dante, trazendo aquilo que consagrou a série: combate estiloso e uma galhofa de qualidade.

NOTA: 9.0

Devil May Cry 5 está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Agradecimentos à Capcom pelo envio do código. O jogo foi testado em um PlayStation 4 padrão.

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Cinema Tela Quente

Capitã Marvel | Satisfaz, mas decepciona na mesma medida

Quando foi anunciado em 2014, Capitã Marvel levou muitos fãs da época ao delírio, imaginando como o vindouro filme da heroína poderia se encaixar no MCU. Tempos depois (mais especificamente em 2016), a atriz norte-americana Brie Larson foi escalada para dar vida a personagem. Seu papel no famigerado O Quarto de Jack (que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz), fez com que Kevin Feige se interessasse pela moça, que agora, tem contrato assinado com a Marvel Studios para mais sete filmes. 

Os fatos lidos acima deixaram muitos fãs empolgados, pois agora, teríamos um filme solo de uma personagem feminina no universo compartilhado na Marvel, que seria valorizada pelos seus valores ideológicos. Bom, sinto-lhe informar, que as coisas não são bem assim. 

Capitã Marvel é a famosa produção 50/50, ou seja, satisfaz e decepciona igualmente. Quando os dois fatores se juntam, eles criam uma pequena atmosfera agridoce em volta de sua jornada cinematográfica, que se iniciou no final dos anos noventa e ”conclui-se” em 2019 com Vingadores: Ultimato.

Um pequeno adendo: Aconselho quando for assistir todos os filmes da Marvel, prepare sua mente para uma história que se passa em um universo paralelo dos quadrinhos. O que acontece nas HQ’s fica nas HQ’s; cinema é algo completamente diferente. Adapte-se e adeque-se às mudanças, seus gibis continuarão existindo por toda a eternidade.

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A história acompanha Carol Danvers conforme ela se torna uma das heroínas mais poderosas do universo no momento em que a Terra se vê no meio de uma batalha galática entre duas raças alienígenas. Ambientado nos anos 1990, Capitã Marvel é uma aventura completamente nova de um período nunca visitado da história do Universo Cinematográfico da Marvel.

Felizmente, a trama é simples e fácil de ser entendida. Pode-se dize que a obra é dividida em duas partes, sendo uma relacionada com a origem da Carol e outra referente a guerra das duas raças alienígenas. Ambas são boas, porém, o nascimento dos poderes da Danvers é totalmente esperado e sem nenhuma surpresa. Nesse quesito, não há nenhum plot twist satisfatório, apenas mais uma origem clichê referente ao universo dos super-heróis. Poderia ser executada com mais esmero, e fica evidente que foi algo feito as pressas. 

Já, os conflitos entre os Kree e os Skrulls, são recheados de surpresas agradáveis. Os diretores   e roteiristas Anna Boden e Ryan Fleck, pegaram uma antiga intriga dos quadrinhos e a transformaram em algo inovador e deveras inesperado. Apesar disso, a alteração pode causar um certo tipo de estranheza nos nerds que estão acostumados com os gibis mais antigos da Marvel Comics

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Uma das críticas mais árduas referente a Capitã Marvel, foram sobre a falta de expressão da atriz Brie Larson nos materiais promocionais do filme. Felizmente, Larson faz incontáveis caras e bocas. Mas, em determinadas cenas, a vingadora lembra um bebê, que vive de cara fechada para as visitas, mas que abre um sorriso quando seus pais estão por perto. Troque o bebê por Carol Danvers e os pais por Nick Fury, Maria Rambeau e Monica Rambeau.

Brie se esforça para Capitã Marvel, dando um gostinho de ”quero mais” quando o filme é concluído. Por sorte, Capitã terá um papel de extrema importância em Ultimato, onde poderemos vê-la em ação novamente.

Samuel L. Jackson vive um Nick Fury mais caricato e menos rabugento. O ator está super divertido no papel do futuro diretor da S.H.I.E.L.D., no qual deixa o questionamento: ”Por que a Marvel ainda não fez um filme do Nicholas?’‘ E o desenho: ”Marvel, por favor, faça uma série do Nick!”.

O resto do elenco de apoio não fede, mas também não cheira. O papel de Jude Law foi mantido em segredo, por pura falta de bom senso da produtora, visto que a revelação do seu personagem não é nada demais. Por sorte, a escolha de Law para viver o Kree casou-se perfeitamente com o ator. Talos, vivido por Ben Mendelsohn é rodeado de piadas sem graça que não funcionam, mas que por ventura, não estragam a real motivação do Skrull.

De resto, Lee Pace, Clark Gregg, Gemma Chan, Djimon Hounsou, Lashana Lynch, Rune Temte e Algenis Perez Soto; estão presentes no longa-metragem apenas para tapar buracos, criando uma legião de personagens secundários irrelevantes e esquecíveis.

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Goose, a felina fofa e carismática,  poderia muito bem estar presente em mais cenas da obra. Torço para seu retorno em vindouros filmes da Marvel Studios, já que o destino da Flerken é um tanto quanto incerto e a pergunta: ”Aonde ela esteve nesses vinte e quatro anos?” não é respondida. Mas relaxa, Goose, eu adorei você.

Um ponto positivo que deve ser destacado: Capitã Marvel tem muitos fan services referentes ao MCU, que transitam desde o Projeto Pegassus até os Vingadores. Nesse quesito, o filme acertou.

Como de costume, possui duas cenas pós-créditos, uma no meio dos créditos finais e outra no final. Mesmo previsível, a primeira dá um frio na barriga. A segunda, é uma piada. Foi bem pensada e que por incrível que pareça, responde um dos ”mistérios” do MCU de uma forma bem humorada.

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Capitã Marvel vale o ingresso do cinema, mas é esquecível. É uma diversão momentânea, que não levará o telespectador para casa com um sentimento satisfatórioO longa-metragem é aceitável mas decepcionante em relação de todo o hype que foi criado em cima da heroínaVamos torcer para que acertem melhor na continuação.

Espero que tenham gostado, até a próxima e lembrem-se cuidado ao adotar um Flerken disfarçado de gatinho.

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Cinema

Surgem os primeiros nomes cotados para o elenco de Viúva Negra

Segundo informações do That Hashtag Show, a diretora de elenco, Sarah Finn, já começou os trabalhos, em Londres, de seleção do cast de Viúva Negra, filme da Marvel Studios, estrelado por Scarlett Johansson.

André Holland (Moonlight, Castle Rock e Selma) seria o preferido da Casa das Ideias para ser o vilão da produção. Sua audição chamou atenção por ter se mostrado um ator confiante e poderoso, capaz de ser inteligente e sexy.

Para outros papéis em Viúva Negra, estariam sendo cogitados: Rachel Weisz (A Favorita, A Múmia), Alec Baldwin (Infiltrado na Klan, Missão Impossível – Efeito Fallout) e Sebastian Koch (Ponte de Espiões, Homeland).

Emma Watson (Harry Potter, A Bela e a Fera) estaria no topo das preferidas para ser uma coprotagonista do longa-metragem, e parceira de Natasha Romanoff. Alice Englert (Dezesseis Luas, Top of the Lake), Dar Zuzovsky (Hostages, Neighborhood) e Florence Pugh (The Little Drummer Girl, Fighting with My Family) também são cotadas.

Cate Shortland (Lore, Berlin Syndrome) irá dirigir. O primeiro esboço do roteiro é de Jac Schaeffer (Capitã Marvel, Visão e Feiticeira Escarlate). Ned Benson (O Desaparecimento de Eleanor Rigby) fez mudanças no texto do filme.

Rob Hardy ( Missão Impossível – Efeito Fallout) será o diretor de fotografia, Jany Temime (Harry Potter) será a figurinista e Jim Barr (Vingadores: Guerra Infinita) será o diretor de arte.

As filmagens de Viúva Negra começam em junho no Reino Unido. Outras locações do novo capítulo do MCU incluem a Croácia e Miami, na Flórida.

A Marvel Studios ainda não anunciou oficialmente sua data de lançamento, mas deve sair no dia 1 de maio de 2020, período anunciado pela Disney para chegada aos cinemas da produção comandada por Kevin Feige.

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Séries

Oitava temporada de Arrow será a última da série

Conforme noticiado pela Variety, a série Arrow será encerrada em sua próxima temporada. O seriado, renovado em janeiro, terminará após a transmissão da oitava temporada entre 2019 e 2020. A temporada final será composta por 10 episódios.

Em declaração, os produtores Greg Berlanti, Marc Guggenheim e Beth Schwartz disseram que foi difícil tomar decisão, como todas as que foram tomadas nos últimos setes anos. Contudo, estão gratos por terem dado vida a um universo de séries que continuará durante muitos anos. Eles estão animados em como irão arquitetar uma despedida que honre a série, seus personagens e o seu legado. Por fim, agradeceram aos roteiristas, ao elenco e aos membros da produção.

O ator Stephen Amell, o intérprete do Arqueiro Verde, também veio se despedir, através de uma postagem em sua conta oficial no Twitter.

https://twitter.com/StephenAmell/status/1103426963849527302?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1103426963849527302&ref_url=https%3A%2F%2Fvariety.com%2F2019%2Ftv%2Fnews%2Farrow-season-8-final-season-cw-1203156254%2F

“Interpretar Oliver Queen tem sido a maior experiência profissional da minha vida, mas você não pode ser um vigilante para sempre. Arrow retornará nesta primavera para uma temporada final com 10 episódios. Há muito a dizer… por enquanto, só quero dizer obrigado.”

O ator também veio ao Facebook para dizer adeus ao capuz.

Lançada em 2012 pela emissora CW, a série tinha como objetivo apresentar uma versão mais sombria do personagem Arqueiro Verde. Para saber sobre tudo o que acontece na TV e na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Cinema

Idris Elba será o Pistoleiro em Esquadrão Suicida

A Warner Bros. Pictures confirmou via Collider, que o ator Idris Elba será o Pistoleiro na nova versão de Esquadrão Suicida.

 Elba substituirá Will Smith, que está impossibilitado de retornar ao papel devido à compromissos de filmagens com Bad Boys 3 e Bright 2. Idris já participou do MCU, dando vida ao personagem Heimdall nos filmes do Thor.

Pistoleiro é o codinome de Floyd Lawton, um criminoso do Universo DC e inimigo do Batman e da Liga da Justiça. Sua primeira aparição nos gibis foi em Batman #59. Atualmente, ele é tratado como um anti-herói.

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Idris Elba é um ator e diretor de cinema britânico famoso por seu papel na série de televisão Luther. Elba também é DJ, conhecido como Big Driis / Big Driis the Londoner, além de ter produzido músicas de soul e hip-hop.

O último filme da equipe estreou em 2016, com direção de David Ayer e conta em seu elenco Jared Leto, Margot Robbie, Will Smith, Viola Davis, Cara Delevingne, Jai Courtney, Joel Kinnaman, Adewale Akinnuoye-Agbaje e Jay Hernandez.

Esquadrão Suicida estreia em 6 de Agosto de 2021 com direção, roteiro e produção de James Gunn.

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Cinema

Billy Batson está de volta! Confira ao segundo trailer oficial de Shazam!

Warner Bros. Entertainment soltou o segundo trailer oficial de Shazam!, novo filme da DC Comics protagonizado pelos atores Zachary Levi e Asher Angel.

 Criado em 1939 pelo roteirista Bill Parker e posteriormente adquirido pela DC ComicsShazam! conta a história de Billy Batson, um garoto órfão que ganha os poderes dos deuses do Olimpo de um mago misterioso de mesmo nome. 

Dirigido por David F. Sandberg, Shazam! chega em 5 de Abril de 2019 em todos os cinemas do país.

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Cinema Tela Quente

Humanidade e sinceridade carregam Alita: Anjo de Combate

Criada por Yukito Kishiro e publicada nos anos 90, Gunnm (Battle Angel Alita) não é uma obra cyberpunk tão conhecida para o grande público como Ghost in The Shell ou Akira são. O cineasta James Cameron, vem querendo há um bom tempo, adaptar a história para os cinemas. Entretanto, com o advento de Avatar, um marco para o cinema blockbuster, o projeto foi quase esquecido. Quase. Robert Rodriguez, amigo de longa data de Cameron, se candidatou para dirigir a adaptação e concretizar sua visão. Anos depois, Alita: Anjo de Combate finalmente chega aos cinemas.

Cameron e Rodriguez

No ano de 2564, muito tempo após A Queda, o Doutor Dyson Ido (Christoph Waltz) encontra a cabeça de uma cyborg em meio ao ferro-velho da Cidade de Ferro, desprezado pela elitista cidade voadora Zalem. Logo após, o cientista utiliza o corpo e o nome de sua filha, Alita, para reconstruí-la. Sem noção de quem ela foi, Alita (Rosa Salazar) embarca em uma jornada por auto-descoberta, pontuada por paixões, combates e decepções, como toda aventura com uma pitada de coming of age.

Coming of age é um termo em inglês utilizado para filmes sobre amadurecimento. Um exemplo recente do termo em blockbusters, é Mulher-Maravilha. A personagem começa a projeção com uma visão de mundo preto e branca e a finalização, com uma visão mais cinza, mais ambígua. O roteiro de Cameron trabalha de forma simples e com bastante competência todos os aspectos da jornada da personagem-título. Ela é o centro da narrativa.

Captura de movimento da protagonista pela WETA

Talvez isso explique porque o elo mais fraco da produção resida nos outros personagens, moldados por diálogos expositivos e arcos dramáticos que não se permitem uma dose de aprofundamento. O que é sinceramente uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que é compreensível os realizadores terem escolhido esse método de comunicação com o público, os personagens continuam rasos. Contudo, todas as performances funcionam. Ido, Chiren (Jeniffer Connelly), Vector (Mahershala Ali), Hugo (Keean Johnson), Zarpan (Ed Skrein) e o monstruoso Grewishka (Jackie Earle Haley), giram em torno da protagonista e a afetam, de alguma forma, solidificando sua jornada.

Mas a alma de Alita está na impressionante performance de Rosa Salazar, acompanhado da perfeita captura de movimento pela WETA. Enquanto a empresa de efeitos visuais torna a heroína foto realista e convence ao público de que ela existe em meio aos seres de carne, é Salazar quem dá alma à personagem. Entre cada espaço de cada diálogo, lá está o olhar, de vez em quando inocente, ou guerreiro, mas sempre determinado, transmitido por ela. Toda a intensidade humana está ali, seja na tensão, ou na calmaria. Ela é a conexão perfeita com a audiência.

O trabalho inteiro da WETA é digna de aplausos. É um dos trabalhos visuais digitais mais fluídos dos últimos no cinema blockbuster. O que imediatamente faz com que o espectador considere re-assistir ao filme mais algumas vezes apenas para apreciar o trabalho insano do VFX na película.

Assim como a surreal capacidade da WETA em trazer veracidade ao mundo de Anjo de Combate, o diretor Robert Rodriguez sabe como coordenar muito bem todos os elementos, o seu olhar na direção é veloz e ágil para as cenas de ação (Tão brutais quanto as do material-base). Já a trilha sonora composta por Junkie XL não foge do básico, com exceção de algumas faixas, como por exemplo: Motorball, onde entrega toda a adrenalina necessária para a grande corrida no ato final.

Por fim, Alita: Anjo de Combate é um sopro de ar fresco para o blockbuster. É uma narrativa honesta, sem grandes pretensões, mas nada raso que faça residir um vazio em seu coração. É um filme de ação, com uma protagonista de ação. Os diálogos poderiam ser menos expositivos e o filme poderia ter encontrado seu ritmo antes de seus 40 minutos iniciais, mas é um espetáculo visual que carrega tanta humanidade e sinceridade, que será impossível não sair do cinema clamando por mais.

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Cinema

Diabólico! Assista ao novo trailer de Hellboy

Lionsgate liberou o segundo trailer de Hellboy, o anti-herói e considerado por muitos o maior detetive de casos sobrenaturais do mundo.

David Harbour é quem dará vida ao personagem nos cinemas, sucedendo Ron Perlman, que interpretou o demônio entre 2004 e 2008.

O filme é sobre Hellboy indo para a Inglaterra, aonde ele derrotou Nimue, parceira de Merlin e Rainha de Sangue. Mas sua batalha trará o fim do mundo, um destino que ele tenta evitar.

Hellboy estreia em 12 de Abril.

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Cinema

Os X-Men cairão em novo trailer de Fênix Negra

A FOX em parceria com a Marvel Entertainment, liberaram um novo trailer de X-Men: Fênix Negra, o último filme da equipe antes da concretização da compra da FOX pela Disney.

Jean Grey começa a desenvolver incríveis poderes que a corrompem e a transformam em uma Fênix Negra. Agora, os X-Men precisam decidir se a vida de um membro da equipe vale mais do que todas as pessoas do mundo.

X-Men: Fênix Negra estreia em 7 de Junho.