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Review | Devil May Cry 5

Escrito por Pedro Ladino

Após 11 anos desde o último título canônico da série, Dante e companhia retornam para a conclusão derradeira da franquia Devil May Cry. Nero, apresentado em Devil May Cry 4, retorna como o personagem principal de Devil May Cry 5, e está em busca de vingança contra Urizen, o Rei Demônio que arrancou seu Devil Bringer. Ao lado dele, temos mais dois personagens principais, Dante, obviamente, e V, uma novo e misterioso personagem, que ninguém sabe ao certo o motivo dele estar ali.

  • DmC: renegado, mas influenciador:

Durante esses 11 anos de espera, um reboot da série, nomeado de DmC: Devil May Cry, foi lançado em 2013, produzido pela Ninja Theory. No entanto, apesar de ter sido elogiado nas críticas, os fãs da série não aceitaram a nova versão da história e Dante. Apesar disso, é nítido as influências do game em Devil May Cry 5, tanto em visual, como nos combates. Diversas mecânicas foram reutilizadas aqui e isso foi uma ótima decisão.

Para aqueles que estão chegando agora na franquia, não se preocupem. Devil May Cry 5 não puxa tantos acontecimentos dos jogos anteriores. Os novatos não se sentiram perdidos ao jogar somente o quinto game. Apesar  disso, o jogo tem um mini-filme disponível no Menu Principal, que explica as acontecimentos dos jogos anteriores.

  • Uma galhofa de qualidade

Devil May Cry 5 abraça de vez o brega, e ele não se importa nem um pouco com isso. A cena de abertura já demonstra o quão galhofa o jogo irá ser. Assim como nos jogos anteriores (menos no 2), a comédia está presente no jogo, e além Dante, é Nico, nova personagem, e armeira do grupo, que dá esse tom. Apesar de ter simplesmente só ter chegado na história e pronto, mas quem liga pra coerência em Devil May Cry, após 18 anos?

Inclusive, ótima localização da Capcom para o Brasil, as gírias se encaixaram muito bem.

Devil May Cry 5 foi feito na RE Engine, utilizada em Resident Evil 7 e Resident Evil 2, e isso foi a melhor escolha que a Capcom poderia ter feito para o jogo. Além de lindas cutscenes, o motor gráfico coube como uma luva para o combate. É de longe o melhor combate da série, é fluído e imersivo, mas ainda assim, bem complicado, ou seja, é o que todos esperávamos em Devil May Cry 5.

Aplicar uma sequência de combos, e alcançar o estilo SSS não é tão difícil como nos jogos anteriores, mas também não é moleza. Os jogadores podem usar o Vazio para treinar os combos.

Nero utiliza os Devil Breakers, braços mecânicos criados por Nico. Cada braço tem uma função diferente, o jogador pode carregar diferentes tipos em cada missão, porém, caso queira usá-los, terá que se desfazer do atual. As mecânicas vão de lançar projéteis à ataques contínuos, basta escolher seus favoritos e utilizá-los bem. Também possui sua espada e uma arma.

Dante possui os mesmos estilos e combos de Devil May Cry 4, além do seu Devil Trigger. Há quatro estilos de luta, que combinam com os combos. Ao decorrer do jogo, Dante irá ganhar novas armas, incluindo uma moto. É de longe o combate mais apelão do game, ainda mais se levar em conta que os jogadores podem alterar as armas no meio do combo.

Agora V traz o combate mais diferenciado da franquia até então. Por motivos misteriosos, seu corpo é frágil, então ele utiliza dois espectros, Grifo e Sombra, ambos do primeiro Devil May Cry, para atacar os demônios. Ao tirar toda a vida do inimigo, V pode finalizá-lo com sua bengala. É bem fácil alcançar SSS com ele, fica a dica. Ele também possui o poder de invocar o Pesadelo, um golem gigante. No entanto, em ambientes fechados, é bem ruim de jogar.

Um ponto negativo, é o excesso de loadings entre os menus e algumas cenas, quebrando um pouco do ritmo do jogo, mas não é algo que atrapalhe tanto assim.

  • Linear, porém vazio

Devil May Cry 5 possui um design bem linear, você sabe exatamente onde tem que ir, e onde estão os orbes extras e missões secretas, que retornam ao game. Mas, isso em partes, não é tão ruim. Para aqueles que simplesmente querem finalizar a campanha e matar demônios a rodo, é uma maravilha, contudo, os veteranos na franquia, acostumados a explorar os cenários, ficarão um tanto decepcionados aqui. Não há uma variação grande de cenários. A parte da cidade, destaque nos trailers do jogo, é bem rápida e não há muito o que se ver. O resto do jogo se passa dentro da Qliphoth, e é quase tudo similar.

Em algumas fases podemos escolher com quem queremos jogar, isso traz visões diferentes para um mesmo acontecimento no enredo. Enquanto estamos com um dos personagens, vemos os outros em ação. É aí que entra o elemento “multiplayer” do jogo. Não vemos de fato outros jogadores controlando os personagens em tempo real, e sim uma espécie de fantasma deles, como em algumas corridas da série Forza. O nick do jogador aparece na HUD do jogo. O jogo dura em torno de umas 14~16 horas e possuí 20 missões ao todo. Além de 12 missões secretas. Para aqueles que querem alcançar a Platina, há mais quatro modos de dificuldade após o encerramento do jogo.

Devil May Cry 5 é o retorno que todos os fãs esperavam. Ele não se arrisca, e isso não é ruim. Ele conclui a história de Dante, trazendo aquilo que consagrou a série: combate estiloso e uma galhofa de qualidade.

NOTA: 9.0

Devil May Cry 5 está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Agradecimentos à Capcom pelo envio do código. O jogo foi testado em um PlayStation 4 padrão.

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Sobre o Autor

Pedro Ladino

"Just when I thought I was out...they pull me back in."
- Pedro Ladino, sobre seu vício em animes.

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