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Supergirl: Being Super | Saiba mais sobre a nova HQ da Kara

Supergirl: Being Super, a nova HQ da DC Comics teve as suas primeiras páginas divulgadas. A série vai acompanhar as aventuras de Kara nos seus primeiros anos como Supergirl.

Confira a prévia na galeria abaixo:

Na   trama da primeira edição, a cidade de Midvale sofre um terremoto e Kara com apenas 16 anos, precisa deixar suas inseguranças de lado para salvar o dia. A intenção da editora é que Supergirl: Being Super se torne uma ponte para as pessoas que assistem a série da TV, estrelada pela Melissa Benoist, para os quadrinhos.

“Eu tento ser muito consciente do aspecto narrativo, então tento me colocar na posição das pessoas que estão se aproximando dos quadrinhos pela primeira vez” disse Joëlle Jones desenhista da HQ. “Mas, além disso, quero trabalhar em algo que excita as pessoas e criar algo que elas querem ler”.

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Em relação à equipe criativa, Supergirl: Being Super está muito bem servida. O roteiro será da premiada Mariko Tamaki, que ganhou o Eisner Award em 2015 por This One Summer, e artes de Joëlle Jones, que concorreu ao mesmo premio em 2016 por Lady Killer. A desenhista tem um contrato exclusivo com a DC Comics, enquanto Mariko Tamaki se divide com a Marvel Comics onde assina o roteiro da nova série do Hulk estrelada pela Jennifer Walters.

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“Supergirl é o ponto de partida perfeito para a escrita, para mim significa ter 16 anos de novo. Tivemos a rédea livre para tomar o personagem como a inspiração para a nossa história” disse Tamaki.

Supergirl: Being Super começa a ser publicada no dia 28 de dezembro.

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Death of X |Revelado o destino de Ciclope (contém spoilers)

Foi publicado essa semana o último capítulo de Death of X. Minissérie em quatro partes que antecipa a saga Inhumans VS X-Men e mostra o que aconteceu com o Ciclope. O mutante está desaparecido desde Secret Wars.

CONTÉM SPOILERS!!!!

Capa de Death of X #4

Na última edição da minissérie, os X-Men liderados por Ciclope e Emma Frost tem um plano para deter a névoa de Terrígeno que são letais para os mutantes. Depois de usar o mutante Alquimia para mudar a composição química de uma névoa, Ciclope confronta Raio Negro e Medusa, e quando ele se prepara para disparar uma rajada óptica, o rei dos Inumanos solta a voz e dizima Ciclope.

Death Of X (2016-) 004-015

Mas o que vem a seguir confirma as teorias que rondavam a Death of X. Na verdade esse Ciclope era apenas uma projeção mental criada por Emma, o verdadeiro morreu na primeira edição ao entrar em contato com a névoa na Ilha Muir. Emma queria que todos vissem Ciclope como um líder, um herói e no fim morrendo para defender a sua raça.

No final de Death of X é apresentado como a verdadeira morte de Scott Summers aconteceu, agonizando nos braços de Emma.

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O plano da ex-vilã ao que parece da certo, pois esse a “morte” do Ciclope nas mãos (ou voz) do Raio Negro, desencadeia a guerra entre os Inumanos e os Mutantes.

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Justice League vs Suicide Squad | Vejas as primeiras páginas da minissérie

O primeiro grande evento da era Rebirth da DC Comics será a minissérie Justice League vs Suicide Squad. Onde as duas equipes ficarão frente a frente. O crossover será tão significativo, que a própria editora já assinalou em entrevistas anteriores que a alguns mistérios que cercam o Rebirth serão esclarecidos na história, e que teremos uniões improváveis no futuro. Como a nova Justice League of America com o Lobo no time.

A editora disponibilizou algumas páginas da primeira edição do encontro desenhadas por Jason Fabok, onde vemos o Esquadrão em ação, e logo após chega a Liga. Um momento de tensão parece saltar da página.

A minissérie terá um esquema de rodízio de artistas por edição. E os roteiros serão de Joshua Williamson.

“Eu realmente queria fazer algo que fosse como um filme blockbuster de grande orçamento” disse Williamson ao site CBR. “Eu busquei que fosse um filme catástrofe de grande orçamento no Universo DC”.

Saiba quem são os artistas e suas respectivas edições:

Jason FabokJustice League vs. Suicide Squad #1
Tony S. Daniel Justice League vs. Suicide Squad #2
Jesus MerinoJustice League vs. Suicide Squad #3
Fernando PasarinJustice League vs. Suicide Squad #4
Robson RochaJustice League vs. Suicide Squad #5
Howard PorterJustice League vs. Suicide Squad #6

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Williamson ainda comentou um pouco sobre a trama: “Não se trata apenas de um embate entre as duas equipes. Mas um outro ‘elemento’ essencial é adicionado à história, mas será que esse ‘elemento’ vai torna-los unidos ou vai induzir para o combate? O Batman será importante no evento. Amanda Waller também será importante no evento. E a outras pontas que ainda não são conhecidos terão grande relevância”.

Na sinopse divulgada até agora, o Batman vai questionar a necessidade da Força Tarefa X, em um mundo onde a Liga da Justiça é uma realidade. Mas pelo o que tudo indica, vai muito além disso.

Justice League vs Suicide Squad terá seis edições, sendo duas lançadas em dezembro desse ano e quatro em janeiro de 2017.

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Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | Soushin Shoujo Matoi

Um antigo provérbio japonês, datado do período Edo (1603-1868), diz que “Kawaii uguu baka desu sushi katana wasabi ne?“. Traduzindo, significa “Melhor postar dois meses atrasado do que deixar passar em branco, né?“. Não sei o que eles queriam dizer com isso na época, mas dá pra ver que desde muito tempo, japonês é um povo estranho.

Começamos essa temporada com presidiários, passamos por patinadores e viajantes do tempo-espaço, para chegarmos em garotas mágicas exorcistas…? Pera, tá certo isso aqui, produção, é isso mesmo? Parece que sim. Nessa famigerada season onde tudo é sempre tão melhor do que no resto do ano, e as esperanças estão sempre em alta para aquele conteúdo de qualidade, nós recebemos… Bem, isso. Mas de qualquer forma, segue o trailer abaixo e bola pra frente:

Resumir em uma só palavra a experiência inicial de MATOI THE SACRED SLAYER (que convenhamos, tem o nome anglófono muito mais legal que o original em japonês) seria desafiador. Isso porque todas que passam por minha mente, descrevem muito bem um dos aspectos do show, enquanto são uma abominação completa para com outro aspecto. Talvez pudesse usar “confuso”, mas até mesmo essa não se adequa o suficiente.

Prefiro começar pelas coisas que são mais consistentes. A representação visual, por exemplo. Cortesia da White Fox (Steins;Gate, Katanagatari), temos uma animação que… Poxa, não posso dizer que é excelente. Tem seus momentos, mas na média, ficamos apenas naquele limiar de “o mínimo aceitável para obras recentes“. Talvez um ponto que consiga compensar essa ‘falha’, seja o design de personagens: Todas elas são detalhadas, extravagantemente exclusivas e, principalmente, bonitinhas pra caramba (e estou incluindo os homens nisso também. Tenho uma queda por cavanhaques…). Um ótimo trabalho por parte de Mai Toda.

Ok, eu elogiei o design e tudo mais, mas que diabos é essa coisa? O cabelo dela tá preso numa forma bizarra? É um broche? wtf
Ok, eu elogiei o design e tudo mais, mas que diabos é essa coisa? O cabelo dela tá preso numa forma bizarra? É um broche? wtf

Depois, outra consistência é a sonora: uma OST forte e envolvente é uma das qualidades do show. Criar a ambientação através da música, seja ela uma suave melodia pra demonstrar a calmaria do dia-a-dia, ou um ritmo acelerado a intenso pra captar a agressividade de um combate, o anime o faz de forma excepcional. O responsável por esse feito de fazer um desinteressado como eu notar o seu trabalho foi o diretor sonoro Takayuki Yamaguchi (Terra Formars, NouCome). Só que vocês não ligam para esses detalhes industriais (e nem eu, pra ser sincero), então a abertura (“Chou Musubi Amulet” pelo grupo Mia REGINA) e o encerramento (“My Only Place” pelo grupo Sphere) seriam assuntos mais relevantes. O primeiro é perfeito para cumprir o seu dever, pois é empolgante e animador, te deixa com o sangue pulsando para finalmente chegar no episódio em si. E depois de tudo, você chega na segunda música e ela te acalma e bota seus nervos no lugar, te fazendo lembrar que isso tudo é só um desenho e que você não devia quase ter um ataque cardíaco por causa de garotas mágicas (Mas escrevo isso enquanto escuto a abertura em loop por mais de 2h).

Só que como nem tudo são flores… A ‘inconsistência‘ presente no feeling do show é tão grande que chega a ser… Inconsistente. Caramba, entende agora o meu drama sobre definir numa palavra só?! De qualquer maneira… Minha reclamação, indo direto ao ponto, é sobre o público-alvo: na prática, sabemos que garotinhas mágicas com roupas bonitinhas são sempre assistidas por homens de meia idade, independentemente de o quê a obra queria pra início de conversa (Precure, estou olhando pra você). Mas elas são, na maioria das vezes, feitas para A) Um mercado muito específico de garotinhas; ou B) Um público mais abrangente de crianças. O que atrai essas pessoas fora do nicho, via de regra, são justamente os aspectos infantis da obra. A ‘felicidade’, a ‘ingeniudade’, a ‘pureza’ que estão sempre presentes no decorrer desses shows são os pontos buscados…

Claramente uma série cheia de fãs homens entre 17 e 48 anos, não acha? Pois está corretíssimo.
Claramente uma série cheia de fãs homens entre 17 e 48 anos, não acha? Pois está corretíssimo.

E então temos Matoi, que decidiu fazer uma obra já diretamente voltada para esse grupo fora do nicho, sem inventar desculpas e sem papas na língua. Podemos ver que a própria produção do anime classifica-o como “Público alvo da obra original: Masculino“, dando suporte a essa minha teoria. Só que eles conseguiram a façanha de arruinar completamente toda e qualquer chance de fazer sucesso com quem eles queriam, ao destruir justamente os elementos mais importantes do gênero: as tais ‘ingenuidade‘ e ‘pureza‘. Eles mantiveram todos os outros pontos, o suficiente para ainda reconhecermos a trama como fiel ao que queria retratar (e não um rip-off de mahou shoujo como Madoka foi, por exemplo. Matoi é claramente um Mahou Shoujo vanilla, original), mas trocaram os detalhes que funcionam como a ‘cereja‘ do bolo por seu completo oposto. É tipo você comprar uma cereja pra então descobrir que é só chuchu.

Houve essa troca de ‘ingenuidade’ por ‘sexualidade‘, e eu simplesmente não consigo entender mais pra que lado eles estão atirando. Fica claro que eles tentavam atingir a famigerada “Pandemia Otaku“, aquela super estereotipada e que aparece no programa da Fátima Bernardes (que apesar de ser minoria e não representar as pessoas que gostam de anime num geral… Bem, elas existem), mas eles tentaram fazer isso da pior forma possível: juntaram duas coisas que fazem sucesso com o público-alvo, mas escolheram justamente as ‘piores partes‘ de ambos. Garotas mágicas fazem sucesso? Fazem. Softporn japonês faz sucesso? Também faz. Mas o que trás o sucesso de ambos são dois extremos completamente diferentes, e que se misturam tanto quanto Iodo em Tetracloreto de Carbono e Água (eu sou químico e digo: essas coisas aí não se misturam).

Garotas mágicas precisam da ‘ingenuidade’ para funcionar. Elas são garotas mágicas, afinal de contas! E softporn só dá certo por estar já num ambiente absurdo desde o princípio. Se ao menos eles tivessem estabelecido um tipo de atmosfera imbecil logo nos primeiros momentos do show, todo o papo de demônios, dimensões paralelas e garotas mágicas poderiam funcionar como absurdidade. Mas o que ocorre é uma normalidade excessiva, eles se esforçam ao máximo para dar a impressão de que aquilo vai ser um mahou shoujo vanilla, pra logo depois acabar com tudo isso sem nem perceber.
Colocando em outros termos: eles tentaram fazer o Batman ser sociável; Tentaram fazer o Homem-Aranha ser rico; Tentaram fazer o Aquaman ser útil; Tentaram fazer o Homem de Ferro não ser a pessoa mais detestável da história da ficção recente; etc.

A weapon to surpass metal gear... ai é só uma colher. Deu pra entender ou quer mais exemplos?
A weapon to surpass metal gear… Aí é só uma colher. Deu pra entender ou quer mais exemplos?

O mais impressionante é que, apesar de TODOS esses problemas, o aspecto mais de raiz dos Mahou Shoujos até que não ficou ruim. Depois de ignorar todos os zooms em peitos, garotinhas de 14 anos correndo peladas e piadas forçadas sobre exibicionismo, a trama conseguiu me deixar interessado o suficiente para continuar. Mesmo com uma desinformação enorme que chega a ser perturbadora, e que foi só parcialmente sanada no longínquo episódio 3, eu vejo um bom potencial para esse show, que por não ser baseado em nada (foi originalmente escrito para o anime), pode ir para qualquer lugar.

Acontece que potencial não significa nada se não for aplicado corretamente, e que apesar de serem em parte ignoráveis, todos os problemas de coerência ainda existem. Deixo minhas primeiras impressões de Soushin Shoujo Matoi como um 5/10, já sendo muito otimista no futuro da série e torcendo para que não caia num desfiladeiro.

O anime não possui simulcast em português, porém pode ser encontrado legalmente nos serviços de streaming da Anime Network,

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Amazing Adventures

Guia de Leitura #14 | Lobo

Imagina a cena: você está no espaço sideral, com sua nave indo a toda velocidade quando de repente… POW!!! Você acerta algo. Ao parar em um bar espacial mais próximo você vai olhar o que foi atingido e então tem um golfinho espacial morto, com o sangue todo espalhado na frente da nave. É quando você escuta um grito que congela a sua alma e faz trancar o seu botãozinho: “GIZZ DE FEETAL!!!”. Você vira a cabeça já se borrando e vê que o Lobo está espumando de raiva te olhando.

O que você faz:

  1. Aceita a morte;
  2. Sai correndo rezando para todos os santos, deuses, demônios e aceita a morte;
  3. Entra na nave com o desespero subindo na garganta e sai desembestado? E aceita a morte.

Na boa, você sabe que a única saída é morrer de forma terrível, dolorosa e sanguinolenta. Porque nada deixa o Maioral mais p*to da vida do que matar algum dos seus golfinhos espaciais.

Para você que não conhece o Lobo, essa edição da Amazing Adventures traz mais um super Guia de Leitura. Conhecido como O Flagelo do Universo, o Caçador de Recompensas, o Mestre da F*delança entre tantos outros simpáticos adjetivos.

Criado por Keith Giffen, o Lobo teve dois momentos distintos. A primeira logo na sua criação em 1983, no período Pré-Crise. O personagem era um mero coadjuvante, um caçador de recompensas que tinha a tarefa de capturar o grupo Omega Men. Com um visual futurista de cores laranja e roxa, esse Lobo não era brutal, não fumava, não bebia, não falava palavrões e nem era super-forte. Ele também não se atentava a sua palavra. Às vezes mudava de lado se a outra parte pagasse mais. O curioso é que esse Lobo emanava luzes das mãos, para iluminar o local onde estava.

 Nessa versão, seu planeta de origem era Velórpia, e ele não tinha matado todos do seu planeta. Velórpia tinha um problema de super população, pois seus habitantes tinham a capacidade de se reproduzir cada vez que eram feridos, os Psions ofereceram riquezas para estudar o sistema de reprodução e ao entenderem melhor, criaram um vírus que matou todos no planeta. Menos o Lobo que não estava presente.

Quando chegou a fase Pós-Crise, Lobo ganhou o visual mais icônico. E se tornou o Maioral que todos nos amamos. Nesse tempo, ele entrou para a L.E.G.I.Ã.O, tampou o Superman na porrada, enfrentou a Mulher-Maravilha e participou de diversas histórias da Liga da Justiça. O personagem ganhou força mesmo com a dupla Simon Bisley e Alan Grant. Ambos trouxeram as loucuras e bizarrices às histórias do Lobo. As veias saltadas, o olhar sádico, a porradaria incansável se tornaram características da nova fase.

A sua origem também foi reformulada, agora Lobo tinha nascido há 400 anos no planeta Czárnia, o seu nome era original de um dialeto Khúndio que significa “aquele que arranca suas tripas e gargalha de alegria com isso”. Sua fonte de poder? Pura sacanagem do destino. Os Czarnianos viviam em paz e alegria, Lobo se cansou daquilo tudo e matou todos.

Com o crescimento da sua popularidade, principalmente durante o ano de 1993, Lobo ganhou uma revista mensal. O que causou descontentamento do seu criador Keith Giffen, que acabou saindo da DC Comics naquela ocasião. Giffen acreditava que as histórias do Lobo, funcionavam melhor no estilo nonsense. Onde nada fazia sentido com nada. E a proibição da editora em uma sátira a Jesus Cristo em Lobo Está Morto chateou o roteirista. A mensal decepcionou, pois os fãs sentiram falta das histórias loucas e bizarras, muitas das ideias de Alan Grant, que assumiu o titulo, eram vetadas pela editora que queria pegar um publico maior. A popularidade começou a cair e a mensal foi cancelada no número 64. Então Keith Giffen voltou para a editora e o Lobo voltou para os especiais e minisséries com histórias loucas e sanguinolentas. Que seguiram até o polêmico e contestado Lobo criado nos Novos 52. Em 2017, Lobo vai voltar ao visual antigo e fará parte da nova Liga da Justiça da América liderada pelo Batman.

Aqui no Brasil, as publicações do personagem rodaram nas mãos das Editoras Globo, Brainstore e Abril até chegar à Panini. Infelizmente, algumas edições nunca foram publicadas em terras tupiniquins. Mas use seu faro de caçador de recompensas e com a ajuda da Torre de Vigilância cace as histórias.

Por Keith Giffen & Mike DeCarlo
Por Keith Giffen & J. M. DeMatteis
Por Keith Giffen & J. M. DeMatteis
Por Keith Giffen & Alan Grant
Por Keith Giffen & Alan Grant

 

Por Alan Grant & Jim Fern
Por Len Wein & Joe Phillips

 

Por Keith Giffen, Alan Grant & Simon Bisley
Por Dan Djurgens & Jerry Ordway
Por Al Gordon & Keith Giffen
Por Alan Grant & Mike McKone
Por George Pérez, Cynthia Martin & Joe Phillips
Por Keith Giffen, Gerard Jones & Darick Robertson
Por Barry Kitson & Alan Grant
Por Alan Grant & Jim Fern
Barry Kitson & Alan Grant
Por Alan Grant & Val Semeiks
Gerard Jones & Joe Station
Por Len Strazewski & Vince Giarrano
Por Alan Grant, Barry Kitson & Lee Moder
Por Barry Kitson & Vince Giarrano
Por Alan Grant, John Wagner & Cam Kennedy
Por Alan Grant & Val Semeiks
Por Alan Grant & Val Semeiks
Por Alan Grant & Christian Alamy
Por Alan Grant & Val Semeiks
Por Alan Grant & Val Semeiks

 

Por Alan Grant & Kieron Dwyner
Por Alan Grant & Martin Emond
Alan Grant & diversos artistas
Por Peter David & Martin Egeland
Por Alan Grant, John Wagner, Val Semeiks & John Dell
Por Alan Grant & Martin Emond
Por Alan Grant & Val Semeiks
Por Alan Grant & Vince Giarrano
Por Alan Grant & Carlos Ezquerra
Por Alan Grant & Carl Critchlow
Por Dan Jurgens, Claudio Castellini, Joe Rubinstein & Paul Neary
Por Keith Giffen & Alan Grant
Por Alan Grant & Vince Giarrano
Por Alan Grant & Greg Luzniak
Por Peter David & Todd Nauck
Por Keith Giffen & Alex Horley
Por Sam Kieth
Por Sam Kieth & Scott Ian
Por Tom Taylor & Mike Miller
Por Culen Bunn & Reily Brown

As histórias ilógicas e sem noção de nada do Lobo, levantaram muito a popularidade do personagem. Coisas como ser jurado de um concurso de Spring Brake, ou ser contratado pelo Coelhinho da Páscoa para matar o Papai Noel, ou quando vai para Hollywood porque estão produzindo um filme sobre ele sem sua autorização ou simplesmente quando Lobo invade a San Diego Comic Con.

Por Keith Giffen, Alan Grant & Simon Bisley
Por Keith Giffen, Alan Grant & Simon Bisley
Por Keith Giffen, Alan Grant & Simon Bisley
Por Keith Giffen & Alan Grant
Por Keith Giffen & Alan Grant
Por Alan Grant & Val Semeiks
Por Alan Grant , John Wagner & Carlos Ezquerra
Por Mike Carlin & Denis Rodier
45 - manual
Por Alan Grant & diversos artistas
Por Alan Grant & Jim Balent
Por Alan Grant & Christian Alamy
Por John Arcudi & Alan Grant
Por Alan Grant & Rafael Garres
Por Alan Grant & Vel Semeiks
Por Alan Grant & Greg Luzniak
Por Garth Ennis & Doug Mahnke
Por Alan Grant & Simon Bisley

 

Por Keith Giffen & Simon Bisley

Bem aqui está o Guia de Leitura do Maioral. E se tiver algum problema, o setor de reclamações fica em um bar espacial, na mesa perto da janela, onde tem intermináveis garrafas de cerveja, falar diretamente com o senhor Lobo.

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Análise | Watch Dogs 2

A baía de São Francisco se espalha perante seus olhos, o sol brilha incansavelmente, o oceano reluz a atmosfera festiva da cidade, os suportes da ponte Golden Gate se estendendo em um céu de verão enrugado por nuvens e mais nuvens. Este é o seu playground em Watch Dogs 2, rico em profundidade e em detalhes, um mundo vívido e vibrante, e uma grande variedade de missões e missões diferentes. É um espetáculo, mas a grande pergunta que permanece na cabeça de muitos gamers é: Watch Dogs 2 é na verdade a aventura de mundo aberto, ultramoderna, que o original deveria ter sido?

Os subúrbios cinzentos de Chicago eram o pano de fundo perfeito para Aiden Pearce, em Watch Dogs. Em 2014 o primeiro jogo prometeu muito, o desempenho de Pearce e a inflexível falta de remorso estavam em desacordo com sua história, que era socialmente costurada para expor os perigos e problemas causados por consentir com aqueles acordos de usuário que a maioria de nós nunca lê. Enquanto a construção do mundo foi meticulosa, no final as ideias inovadoras de Watch Dogs foram lamentavelmente perdidas em um mar de novidades.

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De fora, a sequência veio para inverter isso. São Francisco é minuciosamente recriada com uma autenticidade que vai fazer aqueles familiarizados com a cidade se sentirem instantaneamente familiarizados com esta versão virtual. Enquanto Pearce, não passava de um homem que visava causar estragos na cidade – e sem finalidade explorar a privacidade pública em nome de um “bem maior” – em Watch Dogs 2, você executa suas missões com uma base de ideias, além de possuir uma base mais colaborativa.

Marcus Holloway – protagonista do game – é agressivamente cordial, o que é novamente uma decisão deliberada para desemaranhar a marca Watch Dogs de Pearce. Etiquetado para um crime que não cometeu, Holloway utiliza sua habilidade de hacker para limpar seu registro, atraindo a atenção – e o convite – de um grupo chamado DedSec, disposto a revelar as reais intenções de uma organização multimilionária que utiliza os dados de seus usuários para fins ilegais.

A história se move rapidamente da introdução do personagem até a inclusão a equipe, isso é proposital, porque Holloway completa a DedSec, fazendo parte de seu elenco eclético. Modesto sobre suas realizações, e desconfortável pelos elogios da equipe, apesar de seu status novato Holloway parece estar em casa com seus companheiros da DedSec. É a sua atitude alegre e fácil que faz com que você interaja com NPCs e se surpreenda com a profundidade de as conversas podem chegar.

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O enredo pode parecer familiar. Indignado com o uso indevido de dados de clientes e violações de privacidade, o pequeno grupo de hackers vigilantes, DedSec – sim, isso deve soar bem alto, como um sino caso você jogou o jogo anterior – busca recuperar “o que é nosso” infiltrando conglomerados para recuperar dados ou reapropriá-los para seus próprios meios. Cada vez que você completa uma missão de história, os frutos de seu trabalho – ou o estrago que você desencadeia – é resumidamente resumido em um boletim de notícias em formato pop-up, trazendo um lembrete grave e muitas vezes oportuna de que todas as ações têm consequências.

O jogo não é tímido com as referências. Você terá vislumbres em missões e reconhecerá pela área de atuação, como por exemplo, a gigante de pesquisas on-line Nudle – sim, exatamente o que você está pensando – ou até mesmo própria cede da Ubisoft. Tudo isso está espalhando no jogo, entre missões, conversas e interações.

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As missões da história são contadas principalmente no mesmo molde. Geralmente você viola compostos ou edifícios, hackeia computadores e, geralmente, há caras maus para atirar – se você não ligar para o stealth – ao longo do caminho. Falhar é decepcionante, raramente há pontos de verificação no meio da missão, então uma bola é suficiente para provocar um reinício agonizante, mesmo se você estiver fugindo no final. No entanto, uma vez que você adquiri um bom kit de gadgets, qualquer lugar, mesmo os mais densamente povoados podem ser derrubados sem derrubar um suor, com a ajuda de drones.

A maneira como você realiza suas missões, é a parte mais divertida em Watch Dogs 2 é como sua impressão digital, sua marca própria dentro do jogo. Você pode pular todas as armas de fogo, e partir para um combate corpo a corpo, pode deixar inimigos incapacitados com a sua arma de choque, ou rastejar entre pontos alternando entre agressão e stealth para derrubar os inimigos, ou como já dito, utilizando os drones sem nunca colocar o pé dentro do recinto. A maioria de suas ferramentas e gadgets são construídos para atordoar os inimigos, não assassiná-los – fora algumas armar de fogo que em nada acrescentam na jogabilidade. O que é justo, realmente. Sendo um ponto glorioso, já que o que você pretende é acabar com um registro criminal falso. E do que adianta matar as pessoas para fazê-lo?

Transformando caixas de força em tasers, evocando falsas guerras de gangues, ou inventando falsas informações em redes sociais – tudo está disponível para você. Cada edifício vem com seus próprios pontos fortes e fracos. Nem tudo funciona todas as vezes, também, por isso há incerteza suficiente para forçá-lo a montar estratégias, ou seguir o fluxo jogo em alguns momentos. Tudo muito bem equilibrado.

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Sua capacidade de controlar elementos eletrônicos em torno de você é alimentada por sua carga de Botnet, um medidor construível que encerrará ou diminuirá dependendo de seu uso. Como você pode esperar, algumas de suas atividades exigem mais poder do que outros, mas raramente você se encontrará em alguma situação que exija tanto poder do Botnet. Nas escassas vezes que será necessário recarregar a energia, é bem fácil e tranquilo, considerando a quantidade de civis e vilões ao seu redor. E também existe o Nethack – uma espécie de eagle vision do Assassin´s Creed – vantagem que permite que você explore o mundo em tons de cinza em busca de explorações úteis, também auxiliando na marcação dos inimigos e ajudando a rastrear cabos de alimentação de volta à sua fonte. É tentador jogar boa parte do game nestes tons de cinza, mas resista o quanto puder.

Às vezes, o próprio Holloway se move como um carrinho de compras, além dos elementos parkour serem lamentavelmente subutilizados. Mas onde as limitações de Marcus ocasionalmente prejudicam o progresso, é aqui que seus brinquedos entram em cena – como, por exemplo, seus drones e outros objetos que podem ser movidos remotamente – trazendo a variedade necessária para o divertimento de outra forma. Sem deixar o jogador atolado na mesmice.

VEREDITO:

Watch Dogs 2 é uma sequência sólida e satisfatória que resolve com êxito as fraquezas de seu antecessor, baseando-se nos pontos fortes do jogo original, enquanto polia aspectos que careciam de profundidade para oferecer uma experiência coerente e abrangente. Seu elenco diversificado e (principalmente) sua narrativa estimulante provocam o jogador de todas as maneiras, desde ânsia a um sossego imenso, e embora o humor da juventude urbana às vezes caia por terra, a maioria dos personagens sentem as conversas e reagem de forma convincente. A missão história só oferece horas e horas de combate e exploração, mas, ao contrário do original, ela faz com que você experimente mais uma vez… e desta vez, por todas as razões certas.

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No momento da análise ainda não tivemos a chance de explorar corretamente o que Watch Dogs 2 oferece por meio de multiplayer, como servidores encontram-se off-line e co-op com conexão irregular. 

Watch Dogs 2 está disponível para PlayStation 4Xbox One e PC. O jogo foi testado em um PlayStation 4. 

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DC Comics e a representatividade feminina

O mundo dos quadrinhos vem mudando aos poucos. Discussões sobre igualdade de gênero e sexualização de personagens aparentam estar criando mais consciência dentro das editoras americanas, e a DC Comics tem abraçado a causa em diferentes mídias nos últimos anos. Apesar de estar longe do que seria o ideal com relação à igualdade de gênero, tanto dentro das histórias quanto fora (nas equipes criativas), a Editora das Lendas vem sendo pioneira quando o assunto é a representatividade feminina.

Recentemente, a Mulher-Maravilha, maior heroína da editora, tornou-se embaixadora honorária da ONU para promover o empoderamento feminino. A ação, envolta em polêmicas e discussões sobre o que a personagem, fictícia, representa sendo branca e carregando uma bandeira americana no peito, ainda assim foi de extrema importância histórica para a Amazona, para a DC Comics e para todas as mulheres que se sentem representadas pela personagem e tudo que ela simboliza: força, compaixão, igualdade e paz. Na cerimônia, Lynda Carter e Gal Gadot (ambas atrizes que deram vida à personagem) discursaram sobre a ação, além de outras mulheres envolvidas, como Patty Jenkins, diretora do vindouro filme da personagem.

Mulher-Maravilha tornou-se embaixadora honorária da ONU para empoderamento feminino.
Mulher-Maravilha tornou-se embaixadora honorária da ONU para empoderamento feminino.

A ação tomada pela Organização das Nações Unidas não foi o único feito representativo da personagem nos últimos tempos. No cinema, a Mulher-Maravilha protagonizará, apenas um ano após sua estreia nas telonas, o primeiro filme moderno de uma super-heroína. Com sua estreia em “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” a personagem tornou-se praticamente uma unanimidade de adoração entre os fãs (que tiveram opiniões divididas sobre o filme, bem como sobre o anúncio da atriz escalada, caindo sempre na questão da sexualização da personagem), e voltou a se tornar um pilar da DC Comics, algo que não acontecia há alguns anos. Além disso, Patty Jenkins é uma das poucas diretoras de Hollywood a dirigir um filme blockbuster com um orçamento acima dos 150 milhões de dólares.

Para traçarmos um panorama geral das mudanças mais recentes devemos voltar apenas 5 anos no tempo e tomarmos a iniciativa dos Novos 52 como um pilar de comparação. Na época, a decisão completamente empresarial da DC focava unicamente na quantidade de vendas de cada título, e como consequência, todos os personagens sofreram re-designs. Apesar de boas fases como a de Brian Azzarello no título da Princesa Amazona, ou a Batwoman de J.H. Williams III, grande parte das heroínas e vilãs foram hiper-sexualizadas com seus novos trajes. Supergirl, Estelar, personagens da Legião dos Super-Heróis e a Mulher-Gato ganharam novos uniformes, sendo todos micro-roupas ou trajes colados, afetando diretamente a arte interna das revistas, sempre priorizando as características sexuais de cada uma.

Sonhadora, Supergirl e Estelar após o reboot dos Novos 52.
Sonhadora, Supergirl e Estelar após o reboot dos Novos 52.

Na mesma época a DC também vinha sendo alvo de questionamentos por conta da massiva demissão de funcionárias de cargos criativos. Mais uma vez, a priorização do número de vendas de cada revista afetou o relacionamento entre a editora e as profissionais, tornando o percentual de artistas e roteiristas mulheres dentro da editora um número baixíssimo. Existem diversas artistas que passaram por más experiências na época, trabalhando para a DC, que juram não voltar a trabalhar lá nunca mais.

Polêmicas e um passado ruim (não tão distante) postos de lado, surgiu a reformulação da Batgirl, no número #35 de sua revista, em 2014. Escrita pelos roteiristas Brenden Fletcher e Cameron Stewart, a nova vida da Garota Morcego (que até então era escrita por Gail Simone, famosa roteirista) foi marcada pela reformulação de seu uniforme nas mãos da artista Babs Tarr, tirando o caráter sexual da personagem e criando um apelo para o público feminino (e mais jovem) que até então quase não consumia DC. O chamado “fator Batgirl” abriu os olhos da editora para as mudanças que vieram em seguida, como a reformulação da Canário Negro, das Aves de Rapina, da Arlequina, da Estelar, da Supergirl e de outras personagens. A maioria destas reformulações tiveram, em algum quesito (roteiro ou arte), dedo criativo de mulheres recém-contratadas, especialmente durante o DC You, selo criado após o fim dos Novos 52 visando adotar um aspecto mais indie para os quadrinhos da editora. Nomes como Amanda Conner, Meredith Finch, Annie Wu, Pia Guerra e Emanuela Lupacchino são, dentre outras, algumas das autoras envolvidas neste período, aumentando (e muito) o percentual de mulheres trabalhando na editora.

A jovem heroína de Gotham foi a responsável por grandes mudanças no panorama da editora.
A jovem heroína de Gotham foi a responsável por grandes mudanças no panorama da editora. Na mesma época, a Arlequina de Amanda Conner crescia e tornava-se um sucesso de vendas.

Tamanha foi a mudança no cenário dos quadrinhos que os produtos derivados (como as animações e séries de TV) também começaram a passar por mudanças ao longo dos anos. Em 2012, um ano após o início dos Novos 52, estreava a série de TV Arrow no canal CW. Algum tempo depois a Canário Negro (na época, Sara Lance) foi introduzida na mitologia da série, e posteriormente surgiram outras mulheres para compor as equipes de personagens, como a segunda Canário Negro (Laurel Lance, em seu uniforme muito similar ao da Batgirl de Babs Tarr), Nyssa Al’Ghul, Thea tornando-se a Speedy, assumindo o legado de Roy Harper, e mais recentemente, na quinta temporada, a Ártemis.

O canal CW sempre foi criticado pela escrita pobre de suas personagens femininas. Resumidas a interesses amorosos ou garotas em perigo, por um bom tempo as mulheres de suas séries eram somente alívios cômicos e românticos dentro da história focada em seus heróis. Em 2014, The Flash marcou sua estreia introduzindo Iris West e Caitlin Snow, ambas na época ainda sofrendo de uma má escrita dos roteiristas. E em 2015 os produtores do “CW-verso” criaram a série da Supergirl (primeira série moderna de uma heroína), onde a protagonista é uma mulher, com uma irmã forte (e, mais recentemente descoberta, homossexual), cercada por homens que servem na maioria das vezes exclusivamente como interesse amoroso ou alívio cômico.

Os papéis se inverteram, e o reflexo do sucesso de Supergirl, que lida com discussões sobre igualdade e racismo, foi instantâneo no universo das séries. Vixen ganhou uma série animada e foi apresentada em Arrow; Sara Lance foi, ao lado da Mulher-Gavião, viajar na Waverider com os membros de Legends of Tomorrow; Iris foi ganhando mais foco em suas características de repórter investigativa, enquanto Jesse Quick era apresentada, e gradativamente as personagens deste universo foram sofrendo mudanças e ganhando mais espaço. Mais recentemente, Sara assumiu o posto de Capitã da nave das Lendas e Caitlin Snow começou a desenvolver seus poderes de Nevasca ao mesmo tempo que Jesse foi desenvolvida como uma velocista. Além das séries heroicas o canal também conta com iZombie, adaptação de uma série da Vertigo protagonizada por uma mulher zumbi chamada Olivia Moore.

Em pouco tempo as personagens femininas das séries da CW foram ganhando mais espaço. Longe do que seria ideal e perfeito, mas conquistando gradativamente seus lugares de destaques tão merecidos.
Em pouco tempo as personagens femininas das séries da CW foram ganhando mais espaço. Longe do que seria ideal e perfeito, mas conquistando gradativamente seus lugares de destaques tão merecidos.

Como um ciclo sem fim, o impacto do sucesso das séries e filmes começou a afetar os quadrinhos mais recentes. Com a iniciativa do Rebirth, o aclamado roteirista Greg Rucka retornou à editora assumindo total controle criativo do título da Mulher-Maravilha, acompanhado dos artistas Liam Sharp e Nicola Scott (esta segunda, mulher, desenhando a nova origem da personagem). A Supergirl do DC Rebirth, reformulada, se assemelha muito à forma como a série retrata a personagem. A revista da Garota de Aço (que é escrita por um roteirista homossexual e teve edições desenhadas por uma mulher) somada a outras HQs de heroínas e vilãs como Batgirl, Arlequina, Aves de Rapina, Superwoman e a já citada Mulher-Maravilha compõem parte do atual catálogo diversificado da editora.

Além dos títulos solo, a Mulher-Maravilha também faz parte da Liga da Justiça e da revista Trindade, enquanto Jessica Cruz (a Anel Energético) assumiu o posto de Lanterna Verde na revista Green Lanterns e também faz parte da Liga. O Esquadrão Suicida conta com a presença da Arlequina, Katana e Magia, e os Titãs contam com Donna Troy e Lilith na equipe, enquanto os Jovens Titãs possuem Estelar Ravena (a segunda protagonizando também uma minissérie). O Arqueiro Verde divide seu título com a Canário NegroAcademia Gotham é uma revista protagonizada por uma garota. Detective Comics, clássico título do Batman, conta com uma equipe formada por Batwoman, Stephanie Brown e Cassandra Cain, além das séries paralelas e minisséries como DC Bombshells e Catwoman. Em breve o Cyborg ganhará uma contraparte feminina chamada She-Borg. O novo selo da DC chamado Young Animal traz a reinvenção do clássico personagem Shade, O Homem Mutável, agora reformulado para Shade, A Garota Mutável. Quadrinhos da Hanna Barbera como Flinstones tomam o fronte de criticar as imposições de uma sociedade machista, criando paralelos com os homens das cavernas, e aos poucos todas as obras da DC rumam cada vez mais a uma Era de Ouro de suas personagens.

O DC Rebirth, momento atual da editora nos EUA, é marcado por uma boa quantidade de títulos protagonizados ou com presenças femininas constantes.
O DC Rebirth, momento atual da editora nos EUA, é marcado por uma boa quantidade de títulos protagonizados por mulheres ou com presenças femininas constantes, quase sempre contando também com mulheres nas equipes criativas.

E nas animações? Com uma alta produtividade anual a DC Comics conta com diversos longas animados e séries para TV e web sendo produzidas constantemente. Apesar de deslizes (como o irrefutável erro cometido na animação da Piada Mortal, envolvendo a Batgirl), há também uma preocupação constante com o protagonismo feminino em suas séries e filmes cartoon. As atuais e vindouras séries (como Justice League Action) contam sempre com personagens femininas no elenco fixo, e existem exceções que são totalmente focadas nas garotas.

DC Super Hero Girls é uma série animada que estreou em 2015 visando o público infantil. Com duas temporadas exibidas até o momento, sendo a segunda ainda em andamento, a série de curtas vem fazendo sucesso entre garotas graças ao protagonismo de uma variedade de heroínas e vilãs da editora, todas com designs leves e agradáveis, como a Mulher-Maravilha, Hera Venenosa, Batgirl, Katana, Arlequina e outras. A marca tornou-se forte dentro da DC e o interesse das garotas nas bonecas e produtos derivados da obra (que é focada nas garotas frequentando uma Escola de Super-Heróis) foi tornando a animação uma grande marca, já contando com spin-offs e até mesmo quadrinhos baseados neste universo.

A animação focada nas garotas da DC Comics é um sucesso graças ao streaming nos canais oficiais da série.
A animação focada nas garotas da DC Comics é um sucesso graças ao streaming na internet através dos canais oficiais da série.

Pode não parecer a primeira vista, especialmente quando você está ocupado constantemente em acompanhar universos tão ricos derivados das propriedades intelectuais da DC Comics, mas o fato é que as garotas vem ganhando cada vez mais espaço dentro da editora. A somatória de uma boa representação, oportunidades de trabalho para mulheres dentro da editora, não sexualização das personagens e outros fatores que devem se tornar absolutos vem transformando as iniciativas da casa dos Maiores Heróis do Universo em ideias verdadeiramente revolucionárias.

É inegável que nem tudo são flores. Boa parte das mudanças proporcionadas nos últimos 5 anos tiveram colaboração de fatores externos nem sempre positivos, como as reclamações, denúncias de abuso, algumas poucas ideias inspiradas da Marvel (como a Miss Marvel fazendo sucesso alguns anos atrás), mas o fato também incontestável é que a Editora Azul passou disparada na frente da concorrência na questão da representatividade feminina, em todas as mídias, especialmente nos últimos dois anos com tantas ideias sendo botadas em prática, criando um parâmetro de comparação que, se for seguido por outras editoras, somente beneficiará as consumidoras e todos os leitores de quadrinhos. A expectativa é que as coisas melhorem ainda mais, e que no futuro possamos olhar para trás não lamentando os erros, mas sim nos vangloriando de todos os acertos.

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Games PC

Hype | Nova plataforma de jogos digitais

A Level Up, maior distribuidora digital de jogos da América Latina, acaba de lançar para o mercado brasileiro a plataforma Hype, focada em distribuição de jogos digitais para PC, porém, promete ir além de uma revenda de chaves de acesso a jogos e terá conteúdo, suporte, interface e diferentes formas de pagamento. Já no lançamento, são mais de 2.000 títulos à disposição dos jogadores e novos títulos serão adicionados frequentemente.

“Todo trabalho do Hype é para oferecer ao jogador brasileiro o máximo em termos de comodidade e preço. Reunimos milhares de jogos em uma plataforma totalmente em português, com navegação simples, textos explicativos e inúmeras vantagens para os jogadores. Esse é apenas o começo. Os usuários podem esperar muito mais dessa iniciativa que veio para ficar”, disse Tatiana Moreira, gerente de Publicação da Level Up.

Torre de Vigilancia Hype

 

Com menus e linguagem simples, o Hype permite encontrar facilmente os melhores títulos e preços, além de adquirir créditos para os games online publicados pela própria Level Up.

O Hype vem sendo desenvolvido há mais de um ano e durante todo o tempo tem recebido o feedback da comunidade gamer.  A plataforma também é uma nova oportunidade de negócio para publishers e estúdios independentes, que podem usá-la para promover suas marcas e comercializar seus jogos.

Logo de cara, o Hype oferece games de grande sucesso com descontos de até 50%, caso de Borderlands: The Pre SequelGrand Theft Auto V e XCOM 2. Além disso, os usuários poderão adquirir créditos para jogos da NCSoft – como AION, Blade & Soul e GuildWars 2 – com descontos exclusivos.

Torre de Vigilancia Hype

 

Esquenta Black Friday

Até 23 de novembro, a Level Up oferecerá uma série de descontos em jogos à venda no Hype. As ofertas serão reveladas na própria plataforma.

Para mais informações sobre o Hype, acesse http://hype.games/

 

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Cinema

KONG: SKULL ISLAND | Confira o mais novo insano trailer

Ao som de “Bad Moon Rising” da banda Creedence Clearwater Revival, Kong: Skull Island levou os amantes do macacão ao delírio, durante sua exibição no programa Jimmy Kimmel Live. Confira:

“Um ex-militar viaja com um grupo de desbravadores até a mítica Ilha da Caveira, onde seu irmão desapareceu enquanto procurava o Titan, soro que teria o poder de curar todas as doenças. Além de resgatar o irmão, o homem irá enfrentar as criaturas que habitam o local. A equipe de exploradores se aventura nas profundezas da ilha desconhecida no Pacífico, que é tão bonita quanto traiçoeira, sem saber que estão indo de encontro com o mítico Kong.”

O filme ainda  tem no elenco nomes de peso como Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson e John Goodman. Kong: Skull Island estreia em 9 de março de 2017.

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Literatura

Literatura | Medieval

Orlando (1992)

Talvez o título desse texto seja equivocado. Os livros aqui citados se passam em um cenário medieval: castelos, cavaleiros, reis, rainhas e etc, porém não foram escritos exatamente no medievo. A maioria é desprovida de fantasia entregando o cru humano da época: da sarjeta ao mais alto cargo nobiliárquico. Fugi dos livros mais populares como As Crônicas de Gelo e Fogo, O Senhor dos Anéis, Pilares da Terra e Brumas de Avalon, contudo alguns clássicos são indispensáveis.

Merlim

MERLIm

O bom velhinho, mago, famoso nas lendas de Rei Artur tem raízes em lendas mais sombrias: Merlim seria filho do demônio. O ”livro” Merlim de Robert de Boron (XII ou XIII – ?) não resistiu muito ao tempo e boa parte da história se perdeu sobrando apenas partes em prosa. O poeta francês também foi responsável por dar eloquências as lendas arturianas e as aventuras do Santo Graal. A história como um todo não é maçante para quem gosta de magia e das lendas do Rei Artur, contudo a história é bastante relacionada com a cristandade diferente de outras versões. Atualmente o livro é publicado pela editora Imago (Coleção Lazuli) aqui no Brasil.

Orlando

CAVALO

Livro da inglesa Virginia Woolf publicado em 1928, Orlando: uma biografia, se inicia em uma Inglaterra recém saída do período Medieval acabando no século XX. Orlando apesar de ser uma ficção possuí traços de veracidade, vide a vida de Vita Sackville-West, amante da autora, perdeu suas posses por ser mulher, o que acontece também com o jovem Orlando ao se tornar uma mulher e ganhar mortalidade. Orlando se vê diante de diversos dilemas sociais perante a sociedade  inglesa após sua metamorfose, a crítica da autora é sagaz à sociedade inglesa da época. A adaptação cinematográfica de 1992 conta com Tilda Swinton (Doutor Estranho, Precisamos Falar Sobre o Kelvin) interpretando Orlando.

O Nome da Rosa

CAVALO

Sem sombras de dúvidas O Nome da Rosa (1980), obra escrita pelo italiano Umberto Eco, é um dos maiores romances do século XX. Desprovido de épicas batalhas ou romances burgueses, O Nome da Rosa se passa em uma abadia no séc. XIV onde uma série de assassinatos entre os clérigos leva Guilherme de Baskerville e seu pupilo Adso de Melk a investigarem os casos. Além desse plano de fundo pra lá de Sherlock Holmes, o enredo envolve bastante filosofia. Há também a adaptação protagonizada por Sean Connery (Os Intocavéis) de 1986.

O Físico

CAVALO

Para ler sobre o livro mais detalhadamente, clique aqui e leia nossa resenha.

O Cavaleiro Inexistente

CAVALO

Peço perdão por não lembrar tanto do enredo, mas me lembro: é uma história irônica. Italo Calvino, italiano, me fez dar boas risadas, a história, escrita em 1959 é bastante curta, é narrada por uma freira em um convento (teria Umberto Eco se inspirado? A história também é narrada por um frade) contando as peripécias de um cavaleiro que não existe, mas pelo menos preenchia uma armadura e o fez batalhar ao lado de Carlos Magno.

Os Bórgias

CAVALO

Envenenamentos, mutilações, incesto e adultério, eis o cenário perfeito para o romance do italiano Mario Puzo: a Itália pré-renascentista. Se o Poderoso Chefão, do mesmo autor, nos conta a saga da família Corleone, nessa obra seguimos a trajetória de Os Bórgias que realmente viveram na Itália entre os sécs. XV e XVI. Diferencia-se de outras obras biográficas por introduz elementos romantescos deixando a obra empolgante, foi publicada em 2001. Os Bórgias possuem até na contemporaneidade influência: seja nas séries, teatro e quadrinhos. Como esquecer da beleza de Lucrécia Bórgia?

Rangers Ordem dos Arqueiros

Rangers

Rangers Ordem dos Arqueiros foi finalizada com 12 volumes, escritos pelo australiano John Flanagan. A publicação no Brasil começou em 2009 (Ruínas de Gorlan) e foi finalizada em 2015 (Arqueiro do Rei), com certeza uma obra que abrange todas as idades. O ”mundo” de Ordem dos Arqueiros na verdade é a própria Terra com algumas modificações, o inicio da história se passa em Araluen (retrato fiel da Inglaterra) passando em outros países ao decorrer dos volumes. Com arqueiros, cavaleiros e um pouco de magia, Rangers nos traz uma boa jornada do herói, de inicio com alguns clichês e aos poucos se tornando uma obra totalmente prazerosa de se ler. Uma adaptação está (ou estava) prevista para 2017.

Espero que desfrutem das indicações, tenham uma ótima leitura.