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Doutor Estranho | O Método do Bizarro

O método do bizarro é o nome do primeiro arco do novo título mensal do Doutor Estranho. Foi lançado entre as edições 1-5 do título Doctor Strange Vol.4, com o roteiro de Jason Aaron e arte de Chris Bachalo. Atualmente, esse arco já foi finalizado na revista mensal do Doutor Estranho que a editora Panini está publicando.

A fase de Aaron e Bachalo com Stephen Strange vem sendo bastante elogiada, o que é um bom sinal para o personagem que, recentemente, teve um filme de sucesso no cinema e, agora, também está vivendo um bom momento nos quadrinhos.

Esse primeiro arco pode ser resumido como uma história introdutória, para quem não conhece o personagem e também para quem já conhecia, afinal, a última vez que o Doutor Estranho teve uma série regular mensal foi nos anos 80. Desde então, ele só fazia aparições nos títulos de outros personagens da Marvel e, eventualmente, ganhava minisséries.

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Doutor Estranho #1

“Os danos nos meus nervos nunca se curaram totalmente. Minhas mãos ainda doem e tremem a maior parte do tempo. É por isso que minha caligrafia é atroz, mesmo para um médico. E é por isso que deixo meu assistente, Wong , cozinhar. Mas quando lanço um feitiço do livro de Vishanti … Bom, veja por sim mesmo. Nenhum tremor a vista. O que é ótimo, já que estas mãos são tudo o que se interpõe entre vocês e as forças das trevas. “  – Citação de Doutor Estranho #1.

Como já citado, a história começa introduzindo brevemente a origem do Doutor e ainda traz alguns elementos novos que enriquecem o personagem.  Ainda no começo, também é explicada a função do Mago Supremo e algumas “leis” da magia, leis entre aspas porque não são exatamente leis, estão mais para consequências da magia.

“Quanto mais forte  o soco, mais você se machuca. Essa é a lição mais importante para um mago.”  – Fala do Ancião para Stephen em um flashback.

Doutor Estranho #1
Doutor Estranho #1

A problemática principal da trama envolve o aparecimento recorrente de criaturas de outras dimensões que não deveriam aparecer na Terra. E, nesse contexto é inserida a personagem Zelma Stanton que, inicialmente, é uma pessoa que precisa de uma cirurgia fora do comum e por isso procura o Doutor Estranho. No final do arco ela acaba se tornando a bibliotecária do Sanctum Sanctorum de Stephen.

Um elemento novo e muito interessante no universo místico do Estranho é a inserção do Bar Sem Portas, que nada mais é do que um lugar em que os magos se encontram para um Happy Hour e também para discutir acontecimentos envolvendo magia. Algumas figuras místicas já conhecidas do Universo Marvel frequentam esse bar, como a Feiticeira Escarlate, Doutor Vodu, Shaman, Magia e Daimon Hellstrom.

Em uma das reuniões de Stephen com seus colegas magos é mencionado que há algo estranho acontecendo com a magia e isso envolve a recorrente aparição de criaturas que não deveriam aparecer na terra. Aqui, é onde começa as pistas para o próximo arco, intitulado os “Os Últimos dias da Magia”.

Durante as cinco primeiras edições que compõe o primeiro arco, são deixadas diversas dicas e plots em aberto, que posteriormente são trabalhados. E isso envolve a morte de magos de vários universos, a morte da magia, e também um novo antagonista chamado Empirikul.

Doutor Estranho #2
Doutor Estranho #2

Agora, vamos falar da arte de Chris Bachalo, que já é um velho conhecido dos leitores de quadrinhos, principalmente por ter ilustrado diversas fases dos  X-Men e uma minissérie da Morte de Sandman. Ele não é um desenhista que agrada a todos e até divide opiniões por causa de seu traço com influência do traço oriental dos Mangas. Os seus personagens não têm um físico escultural, que é o mais comum nos quadrinhos de super-heróis, e a anatomia pode parecer estranha em alguns momentos e é exatamente por isso que ele se encaixa perfeitamente nesse título.

Stephen Strange não é um super-herói com corpo escultural, pelo menos não em sua criação por Steve Dikto, e também está fora do padrão comum de beleza, talvez esteja em um padrão de beleza mais excêntrico. Bachalo consegue transmitir satisfatoriamente as peculiaridades do Doutor Estranho e também de toda a maluquice envolvendo monstros e magia,com muita riqueza de detalhes.

Em relação à escrita é preciso dizer que os textos de Jason Aaron são ótimos. Não é a toa que o escritor foi premiado na categoria de Melhor Escritor do Eisner Awards 2016 por Star War, Doutor Estranho, Thor e Southern Bastards. Aaron utiliza muito bem os diálogos e as caixas de pensamentos para caracterizar Stephen Strange e os personagens secundários da história e também para criar uma trama envolvente.

Doutor Estranho #3
Doutor Estranho #3

O método do bizarro é um arco bastante satisfatório. Introduz diversos elementos novos para uma nova era do Mago Supremo da Marvel. Ao mesmo tempo que arrebata novos leitores com diversos mistérios, também encanta leitores antigos como novos desenvolvimentos que enriquecem o Doutor Estranho.

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Juiz Dredd | A introdução de Origens

O Juiz Dredd vem sendo publicado no Brasil através de uma série de encadernados. É uma prática comum a presença de textos introdutórios ou extras, feitos para melhorar a experiência do leitor, nos quadrinhos em capa dura lançados por aqui e no exterior. Os compilados da Mythos Editora, casa nacional do personagem, não fogem desta prática.

Porém, muitas vezes a falta de espaço (ou páginas) impede que alguns materiais extras componham os quadrinhos, como é o caso do texto de introdução que não esteve presente no encadernado Juiz Dredd: Origens, de 2013. Apesar desse empecilho, você pode conferir este texto – que também serve como uma introdução ao universo do Dredd – com exclusividade abaixo! As imagens não ilustravam o texto original, cedido pelo tradutor e editor-assistente Pedro Bouça.

“Quando foi criado, em 1977, ninguém imaginava que o Juiz Dredd duraria muito tempo. Naquela época, os quadrinhos tradicionais britânicos enfrentavam uma profunda crise, que praticamente os destruiria. Dredd, porém, era um sobrevivente e tanto a série quanto a revista em que é publicada, a famosa 2000 AD, existem até hoje.

No entanto, isto significa que nos seus primeiros anos a série não se deu ao trabalho de estabelecer detalhadamente o personagem e o seu universo. O Juiz Dredd era um superpolicial com autoridade de juiz, júri e executor, impondo a lei em uma gigantesca metrópole futurista que era por sua vez cercada por um meio ambiente desolado, a Terra Maldita, consequência de um confronto nuclear que muitos viam como inevitável naqueles tempos de Guerra Fria. Mas pouco mais foi estabelecido e quando os autores (tanto o criador do personagem John Wagner quanto o editor – e principal escritor da série nos seus primórdios – Pat Mills) se referiam ao passado era geralmente de forma vaga e inconsistente. Um quebra-cabeça em que muitas peças faltavam e as poucas que existiam não se encaixavam muito bem.

Trinta anos depois, John Wagner decidiu botar ordem na história do seu personagem e finalmente detalhar o passado de Dredd e seu mundo, juntando os elementos apresentados anteriormente para criar uma história consistente. Ao seu lado estava o outro criador da série, o desenhista Carlos Ezquerra, para quem o passar dos anos apenas refinou o talento e a disciplina de trabalho. Nesse ponto, pode se dizer que foi um mérito que esta história tenha levado 30 anos para ser contada, já que a dupla Wagner/Ezquerra de 2007 é bem mais talentosa do que era em 1977.

Outro fator importante diz respeito à situação política em 2007. Ao criar o “último presidente americano” Robert L. Booth em 1978 e responsabilizá-lo pela guerra atômica que devastou o mundo de Dredd, Pat Mills parecia apenas demonstrar o seu lado iconoclasta. O presidente americano na altura, Jimmy Carter, era (e é) um conhecido pacifista e os seus equivalentes soviéticos pareciam muito mais propensos a iniciar um conflito nuclear. Em 2007, porém, o então presidente americano George W. Bush era um modelo muito melhor para a mistura de corrupção, beligerância e incompetência que caracteriza Booth nesta história. Claramente Mills estava à frente do seu tempo…

Mas Origens não se limita apenas a contar o passado do personagem. Nela Wagner lança também as bases de boa parte das tramas futuras da série, cujas ramificações são visíveis nas histórias publicadas até hoje em dia no Reino Unido. Por isso ela foi escolhida para iniciar o que esperamos que seja uma duradoura história de publicação do Juiz Dredd no Brasil.

E é essa a história que a Mythos Editora tem a honra de apresentar ao público brasileiro. Esperamos que vocês gostem e não deixem de acompanhar a revista mensal do personagem, que estará em breve em uma banca perto de vocês. Boa leitura!

E aí? Se você não estava certo de que este material é excelente, foi convencido agora? Juiz Dredd: Origens chegou às livrarias em 2013, contendo 196 páginas em capa dura, e foi o primeiro encadernado do Bom Juiz lançado pela Mythos, marcando o início de uma duradoura série de publicações que continuam a proporcionar experiências de leitura fascinantes aos seus fãs. E que siga dessa forma até o fim dos tempos, trazendo a Lei para os Sem-Lei.

Caso você tenha se interessado, acompanhe os encadernados do Juiz Dredd, com histórias clássicas e modernas, comprando através da Amazon:

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Batman | Tom King fala sobre a guerra entre o Coringa e o Charada

Tom King falou sobre o arco “War of Jokes and Riddles” por meio da sua conta no Twitter no ultimo final de semana. A história que será dividida em oito partes na mensal do Batman vai contar sobre a guerra travada pelo Coringa e o Charada.

 

A trama vai se situar um ano depois que Bruce Wayne começa a combater o crime em Gotham City, com um vigilante atrapalhando seus planos criminais, Coringa e Charada entram em guerra para determinar quem deve ter o privilégio de matar o Batman. A história vai ainda mostrar a extensa galeria de vilões do Morcegão e personagens como Duas Caras, Pinguim, Hera Venenosa, Espantalho, Ventríloquo, Sr. Frio e o Morcego Humano vão estar presentes, e eles vão brigar entre si, como por exemplo, Solomon Grundy contra o Crocodilo e Exterminador contra o Pistoleiro.

Será a primeira vez, desde que assumiu o posto de roteirista da HQ do Batman, que Tom King faz um flashback mais extenso do herói. King reforça a importância da história falando que não se trata de uma simples visita ao passado, mas que os eventos dela vai moldar o futuro da HQ.

War of Jokes and Riddles” começa em Batman #25.

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Velho Logan | Maestro e a sua Gangue dos Hulks aparecem pela primeira vez

Você já soube por aqui na Torre de Vigilância que o brasileiro Mike Deodato Jr. vai assumir o posto de desenhista na mensal Velho Logan a partir do número 25. Além da capa da edição e algumas páginas aleatórias que já foram divulgadas, ficamos sabendo que o Carcaju vai enfrentar o Maestro.

Agora a Marvel Comics divulgou as primeiras páginas não finalizadas da HQ e nela vemos o Maestro com a sua própria Gangue dos Hulks! E a capa da edição #26. Confira na galeria abaixo:

 

“O Maestro está aqui, e ele tem seu próprio exercito de Hulks”, disse o roteirista Ed Brisson ao site CBR. “Esta é uma chance de ver como o Maestro vai se beneficiar com isso. Como ele lideraria uma legião de gladiadores irradiados com radiação Gama a favor de seu ideal de paraíso (um mundo dominado por Hulks e livre de humanos). Ele, com seu intelecto, será uma espécie de líder de um culto, e os Hulks seus seguidores.”

Brisson já tinha falado em entrevistas anteriores que essa nova fase terá muito da Velho Logan original, e que pode ter mais da Gangue dos Hulks espalhados pelo país daquela realidade. E que eles poderiam ter migrado, assim como Logan, para o universo regular e estão querendo vingança e retomar ao poder.

Ed Brisson no roteiro e Mike Deodato Jr. nas artes é a nova dupla criativa à frente de Velho Logan, assumindo o lugar de Jeff Lemire e Andrea Sorrentino.

 

 

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Os comerciais da 2000 AD para televisão

Algumas editoras americanas – como a DC e a Marvel – vez ou outra apostam em comerciais para a divulgação de seus respectivos materiais (principalmente em época de filmes no cinema). Mas você sabia que a 2000 AD, maior revista em quadrinhos britânica, também já teve alguns comerciais exibidos na TV? Confira algumas curiosidades abaixo!

Querendo ou não, a televisão é o meio de comunicação mais popular e utilizado no mundo, enquanto a internet ocupa a 2ª posição. Segundo pesquisas feitas pelo próprio governo, no Brasil cerca de 26% das pessoas utilizam mais a internet, enquanto mais de 65% assistem mais televisão.

Isso garante um mercado de divulgação na TV (que não é exclusivo do nosso país), com centenas de comerciais em diversos horários, dos mais aos menos “nobres”. E a 2000 AD já teve alguns comerciais durante sua existência, exibidos lá fora! Vale lembrar que estes são os comerciais que podem ser encontrados no YouTube, e não há informações suficientes para dizer se existiram outros.

O primeiro deles, de 1977:

Este comercial é apresentado pelo Editor Alienígena Tharg, e divulga a primeira edição da 2000 AD, fazendo propaganda do novo e invencível Dan Dare. É engraçado reparar que a nave do editor pousa na Terra e está recheada de 2000 AD’s, a nova revista em quadrinhos da galáxia, com um spinner grátis! Muito divertido.

Esta versão da 2000 AD já foi publicada no Brasil com poucas alterações (basicamente alterações de capa), pela extinta editora EBAL, e durou dez edições. Confira mais informações clicando aqui.

Outro comercial, de 1994:

Um fator curioso é que este comercial é muito bem feito visualmente, e custou muito caro para que se obtivesse este resultado. Com isso, ele se tornou muito mal sucedido, pois os gastos na produção impediram que ele fosse exibido em horários bons! Uma pena…

Os personagens mencionados são: Gideon, Rogue Trooper, Mambo, Sláine e Judge Dredd (este último, é claro, responsável pela frase de efeito para divulgação). Também vale ressaltar que Sláine e Juiz Dredd foram publicados mensalmente na Juiz Dredd Megazine, da Mythos Editora, e a partir da edição 13, Rogue Trooper (com o título Renegado) foi incluído no mix. Infelizmente a revista foi descontinuada na edição 24, porém a editora segue publicando diversos encadernados das mais variadas obras.

E por último, o comercial da “versão infantil” da 2000 AD:

A revista divulgada chamava-se Judge Dredd: Lawman of the Future, e foi publicada na época do lançamento do desastroso filme protagonizado por Sylvester Stallone. Esta revista durou 23 edições, sendo lançada entre Julho de 1995 e Maio de 1996.

Nos EUA uma revista do Juiz Dredd também foi comercializada (material produzido pelos americanos) nesta época graças ao filme protagonizado pelo garanhão italiano, e dizem que o longa foi responsável por uma brusca queda nas vendas das revistas relacionadas ao personagem (incluindo a revista britânica). Uma verdadeira catástrofe.

Capa da primeira edição de Lawman of the Future, que possuía um pôster do filme em seu interior.

Todos os comerciais produzidos pela 2000 AD tiveram algum impacto nas vendas da revista, seja para melhor ou pior. Há algum tempo a empresa não investe na mídia, focando todo seu esforço de produção para as redes sociais, como por exemplo, o canal no YouTube, onde são comentados os lançamentos, fazem dossiês e divulgam novidades.

Contudo, os comerciais ainda existem graças às gravações dos fãs, e servem como um valor histórico importante para retratar épocas do passado. Gostou das curiosidades? Comente abaixo!

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Juiz Dredd Apresenta | Missionário: Lua de Sangue

O Missionário habita a Terra Maldita, uma vastidão radioativa que engloba a maior parte do que já foram os Estados Unidos. Série spin-off do Juiz Dredd, Lua de Sangue é o primeiro lançamento da Mythos Editora que está correlacionado com o universo do Bom Juiz, entregando muita ação e histórias curtas, porém extremamente divertidas.

Missionário (Missionary Man, no original) surgiu em 1993 na revista inglesa Judge Dredd Megazine. Criada por Gordon Rennie e Frank Quitely, a série narra as aventuras do Pastor Cain, um homem enigmático e durão que traz a ordem e a palavra de Deus para a terra sem lei dominada pelos mutantes e criaturas perversas. Vagueando por estes territórios sem crença, como uma personificação física do anjo da morte, Cain pune os ímpios e perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem, proporcionando o descanso eterno para suas almas.

Com uma premissa simples, as aventuras do Missionário são tão simples quanto aparentam, e a simplicidade as torna extremamente proveitosas. Ao unir elementos de western com ficção-científica, o quadrinho cria um apego instantâneo para os leitores ávidos de Dredd, e funciona bem como stand alone, podendo ser consumido por leitores casuais.

As histórias são curtas, formato típico das publicações britânicas da 2000 AD, onde em poucas páginas os autores demonstram um poder de síntese absurdo. Gordon Rennie teve em Missionary Man a sua estreia escrevendo uma série longeva, e apesar do pouco reconhecimento entre os leitores brasileiros, Rennie veio a se tornar um dos nomes mais respeitáveis e sinônimo de boas histórias dentro da revista. Este início da série do Pastor Cain (que durou quase dez anos de publicação, e foi escrita por Rennie até o fim) já demonstra o bom nível do texto do autor, que entrega sequências de ação com versículos bíblicos extremamente divertidas, casando sempre com o contexto em que as cenas estão inseridas.

Não bastasse o carisma de “personagem durão” do Pastor Cain, alguns dos coadjuvantes também recebem destaque. É o caso de Joe, parceiro mutante do Missionário, condenado à forca por ser feio, e salvo pelo enigmático protagonista. Joe (coincidentemente, o mesmo nome do Juiz Dredd) funciona como uma ponte mais humana para o leitor, sendo o personagem que faz as perguntas ao quase divino (que ironia) e inflexível guerreiro que o auxiliou. E desde as primeiras páginas, o passado de Cain é um mistério que cria uma aura de incerteza ao redor dele, tornando a leitura ainda mais prazerosa.

O time de artistas reunidos nesta compilação encadernada também é de ponta. Frank Quitely, o grande destaque, estava em início de carreira na época em que a série começou a ser publicada, e seu belíssimo traço já era reconhecível como uma marca, sinônimo de qualidade artística em todos os trabalhos posteriores feitos por ele. Para a época em que este quadrinho saiu, a perspectiva de Quitely foi um sopro de ar fresco aos britânicos, visto que todos possuíam um estilo parecido. Todas as aventuras ilustradas por ele estão neste encadernado, e outros dois ilustradores, Garry Marshall e Sean Longcroft, completam o time e entregam belos desenhos em alguns dos sermões do Missionário.

Os problemas com os quais o herói desta série deve lidar são tão bizarros quanto quaisquer outros deste universo. Alienígenas, criaturas selvagens, mutantes, humanos perversos e até mesmo aparições fantasmagóricas são alguns dos que se opõem à palavra do Senhor. Entre estes inimigos, encaixam-se referências diretas ao (mais uma vez) universo dos Juízes, com citações a Texas City, aos acontecimentos de sagas anteriores e a participação ativa dos Gila-Munja, criaturas assassinas e mutantes que se assemelham a animais selvagens, mortais e extremamente violentos.

O encadernado compila seis arcos de Missionary Man, que ao todo possui vinte e quatro aventuras, tendo sido publicado até o ano de 2002. Entre os artistas que assumiram a série após a saída de Quitely estão grandes nomes dos quadrinhos, tais como Simon Davis, Henry Flint e Jesus Redondo.

A pregação do Missionário entrega o que há de melhor nos gibis da 2000 AD: ação, cenas memoráveis, boa ficção-científica, personagens carismáticos e artistas de primeiro escalão. Apesar do lançamento inesperado por parte da Mythos Editora, é importante lembrar que não existem outras compilações da série publicadas no exterior, e caso lancem uma sequência (que com certeza depende do sucesso deste volume), serão materiais exclusivos do mercado brasileiro. E esperamos que estas sequências apareçam por aqui, para que haja alguma chance de redenção para nós pecadores.

Juiz Dredd Apresenta: Missionário – Lua de Sangue é um encadernado de 108 páginas coloridas em formato 18,7 cm x 25,9 cm, contendo lombada quadrada, capa dura e preço de capa sugerido de R$ 59,90.

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Resenha | Star Wars: Estrelas Perdidas

Star Wars: Estrelas Perdidas é um dos livros que fazem parte do novo cânone da franquia Star Wars. A escritora é Claudia Gray, fã de carteirinha de Star Wars e um nome relativamente novo na indústria de livros Young Adult (Jovem Adulto).

Sinopse: Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém diferenças políticas afastam seus caminhos: Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos?

Através dos pontos de vista de Ciena e Thane, você acompanhará os principais acontecimentos desde o surgimento da Rebelião até a queda do Império de um jeito absolutamente original e envolvente. O livro relata, ainda, eventos inéditos que se passam depois do episódio VI, O retorno de Jedi, e traz pistas sobre o episódio VII, O despertar da Força! – Skoob

Estrelas Perdidas foi uma grata surpresa que eu não esperava. Entre todos os livros do novo cânone de Star Wars, este era o que menos tinha vontade de ler, mas acabei comprando depois de assistir Star Wars: O Despertar da Força e precisar urgentemente de pistas desse novo universo que está sendo construído pela Disney. Um dos motivos para esse livro não ter me chamado atenção em um primeiro momento é devido à temática romântica e, por se tratar de um “Romance nas Galáxias”, tive certo receio vindo de um velho preconceito que ainda é muito propagado sobre histórias de ficção cientifica não se encaixarem com histórias românticas, mesmo que muitos escritores já tenham provado o contrário, é um preconceito que ainda é comum de se ver. Felizmente, hoje eu penso diferente, acredito que uma boa história é aquela que sabe dosar as duas coisas, pois amor com ficção científica é uma mistura perfeita para uma leitura intrigante que prende o leitor do começo ao fim. E é exatamente isso que Claudia Gray faz no livro.

A trama inteira gira em torno da relação de Ciena e Thane com seus conflitos de ideologias, desde a infância em que eram crianças inocentes e sonhadoras que acreditavam no Império Galáctico, até se tornarem adultos céticos que já não são tão leais aos ideais que tinham. Um detalhe importante de toda a trajetória dos dois personagens principais é que toda a narrativa se passa durante os acontecimentos da trilogia clássica, e isso é sempre referenciado, inclusive com aparições de personagens populares da franquia, como a Princesa Leia, e também com acontecimentos importantes, como a destruição da Estrela da Morte.

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A aparência de Ciena e Thane foi inspirada na atriz Gugu Mbatha-Raw e no ator Sam Reid.

Outro ponto muito interessante da trama está no fato de não focar em mostrar que a Aliança Rebelde é o bem que deve ser seguido e o Império Galáctico é o mal que deve ser derrotado. Aqui o clássico “bem e mal” não existe. O foco está em mostrar as consequências que a guerra trouxe para Ciena e Thane, principalmente, e para todo o Universo. Quando se assiste Star Wars, alguém realmente pensa no fato de Luke ter explodido a Estrela da Morte com milhões de pessoas lá dentro? Pois é exatamente isso que acontece nos filmes.  Todas as pessoas que seguem o império são realmente más? Não, nem todas. Essas são algumas das abordagens do livro que são essenciais para compreender o relacionamento dos protagonistas. Ah, e tudo isso com muita ação ao estilo Star Wars!

Estrelas Perdidas é uma ótima leitura para fãs antigos de Star Wars, para fãs novos e para quem não é fã também. É para adolescentes, e também é para adultos. Leia sem medo essa história de Romeu e Julieta nas galáxias!

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A grandiosa saga épica de Jason Aaron com Thor

Desde que Jason Aaron assumiu os quadrinhos do Thor em 2012, o título do herói , que já contempla cinco séries (Thor: Deus do Trovão, Thor vol.4, Thors, A Poderosa Thor e O Indigno Thor), vem sendo um dos quadrinhos mais elogiados da Marvel, pela crítica e também pelos fãs. Os elogios são os mais variados e envolvem uma boa construção de personagens, boa história, boa arte (graças a Esad Ribic e Russell Dauterman, principalmente) e também ao nível de construção de uma saga épica, que será o foco deste texto.

Thor do Jason Aaron é uma das melhores sagas épicas dos quadrinhos de super-heróis nos últimos anos. Dito isto, entenda o motivo para tal afirmação.

Começando com uma pequena definição. O que é um ÉPICO?

Basicamente, o gênero épico contempla quatro dimensões que fazem algo ser considerado épico.

1ª Dimensão – Heróica

A dimensão heróica contempla a saga do herói, as aventuras do personagem principal. Porém, só isso não define uma história como épica.

2ª Dimensão – Bélica

Na dimensão bélica estão as batalhas, as grandes guerras. Se não houver grandes batalhas, não é épico.

3ª Dimensão – Histórica

Aqui, a história de um povo é contada. Porém, assim como as outras dimensões, sozinha não pode ser considerada épica, afinal, seria um relato histórico.

4ª Dimensão – Mítica

Por fim, temos a dimensão mítica, que é onde os Deuses mitológicos entram em cena. Não, necessariamente, são figuras mitológicas já existentes, afinal, existem escritores que criaram e criam seu próprio panteão de Deuses e criaturas míticas. Um bom exemplo é o universo da Terra Média criado por J.R.R. Tolkien, pois alguns dos seres míticos de Tolkien foram inspirados em figuras da Mitologia Nórdica, mas ainda sim são diferentes e criações de seu próprio mundo.

Em síntese, algo só se enquadra no gênero épico quando contempla essas quatro dimensões, sem uma delas é qualquer outra coisa, menos épico.

Exemplos clássicos de sagas épicas são a “Odisséia” de Homero e “Os Lusíadas” de Camões. Mas, um exemplo bastante popular é a saga do Naruto.

Fazendo uma analise bem simplista, Naruto é uma saga HEROICA do personagem com o mesmo nome da obra, com elementos BÉLICOS envolvendo grandes guerras ninjas e também a HISTÓRIA de um povo, no caso, os ninjas, cuja origem envolve a presença de figuras da MITOLOGIA japonesa.

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Naruto

Há ainda duas características importantes do gênero épico:

1ª Característica

O título da saga épica leva nome do herói. Em “Odisséia”, Ulysses é o herói e Odisseu é outro nome para Ulysses. Em “Os Lusíadas”, os Lusos, que são os portugueses, são os heróis da obra. Já em Naruto, é bem óbvio, Naruto é o herói.

2ª Característica

A narrativa do gênero épico começa do meio. Isso se chama In medias res (“no meio das coisas“). A história não começa no início, mas sim no meio da trama, em um momento crucial e, posteriormente, utiliza-se flashbacks, entre outros recursos narrativos, para narrar sobre o que veio antes. Esse recurso é utilizado para prender a atenção do leitor, criar curiosidade e suprimir o impacto de acontecimentos impactantes  que possam ser desagradáveis.

[É importante frisar que essas duas características não são exclusivas de épicos.]

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Asgard

Depois de toda essa contextualização sobre o gênero épico fica mais fácil entender o porquê de eu afirmar que Thor do Jason Aaron é uma das melhores sagas épicas em histórias de quadrinhos de super-heróis dos últimos anos. O motivo é simples: A fase de Aaron com Thor contempla todas as dimensões do épico de uma forma bem construída e bem pensada para prender o leitor até o final com questões intrigantes, ótimas caracterizações e ótimas batalhas.

dimensão mítica de Thor está escancarada, pois o protagonista além de ser o herói principal, também é uma figura da mitologia nórdica.

Existe uma forte presença do mítico envolvendo diversos Deuses em Carniceiro dos Deuses, que é o primeiro arco do Thor de Jason Aaron, que acontece  entre as edições 1-5 do título Thor: Deus do Trovão. É onde se estabelece tudo o que vem a seguir na mitologia do Deus do Trovão.  O vilão Gorr, assassino de Deuses, é apresentado nessa história e uma questão importante é plantada no imaginário dos leitores e no próprio Thor. E a questão é:

Os Deuses realmente são dignos das posições que ocupam perante seus adoradores?  

Essa questão é levantada por Gorr e é o alicerce de tudo o que vem a seguir até as histórias atuais, em que Thor é o nome carregado por uma mulher, a Dra. Jane Foster.

Por trás de uma questão filosófica, a dimensão bélica é desenvolvida com batalhas épicas envolvendo deuseselfos,  gigantes, trolls, alienígenas, corporações malignas e a sombra de uma grande Guerra dos Reinos, e tudo isso com belos desenhos de encher os olhos.

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Thor vs Malekith

A dimensão heróica que o escritor explora é a de Thor, mas não de um único Thor, e sim de diversas versões, incluindo um jovem Thor, ainda imaturo, um rei Thor, que já está mais cansado e amargo, e uma mulher Thor, que na verdade é uma humana que foi considerada digna do poder de Thor por seu altruísmo. A partir disso, o escritor traz outra questão para os leitores: O que é ser Thor?

E toda uma série de acontecimentos se desenvolve em cima dessa questão.

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Thors

Na dimensão histórica,  em um primeiro momento, temos as histórias dos asgardianos, mas que está conectada com o povo de Midgard. Há um desenvolvimento de dois povos; os deuses e os humanos, e o grande elo entre eles é Thor, tanto Odinson quanto Jane Foster. E,  não é por mera coincidência que, atualmente, Thor seja uma mulher humana com câncer. Além de abordar uma questão bastante atual sobre uma mulher assumir uma posição que até então era de um homem e trazer uma luta bastante mundana, que é a luta contra o câncer, um outro desenvolvimento é focado em mostrar a diferença entre uma humana que se tornou digna do poder de um Deus e um Deus que já nasceu Deus. E é algo que fica bem contrastante dentro da trama

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Jane Foster

Para amenizar o impacto dos leitores em relação a alguns acontecimentos marcantes, como descobrir o porquê de vários deuses serem assassinados, o que tornou o Thor indigno de seu martelo, ou o surgimento de uma nova Thor, Jason Aaron recorre a estratégia narrativa do In medias res. Ou seja, os arcos sempre começam do meio de uma história, e isso e cria uma atmosfera de curiosidade que prende o leitor até o fim. Nesse espaço entre o começo e meio da história é onde os artifícios de caracterização se mostram importantes.

A  ideia de existir uma Thor mulher pode soar estranha e causar controvérsia em um primeiro momento. Alias, essa ideia foi extremamente repudiada quando foi anunciada. Mas, hoje, a Thor é uma das personagens mais queridas nos quadrinhos da Marvel. Nessa hora é que Aaron dá uma prova definitiva de que sabe utilizar o recurso do In media Res com maestria. Antes que o escritor revele quem é a nova Thor e o motivo de Jane Foster exercer esse papel, ele vai preparando o terreno com boas estratégias de apelo, como o fato da Thor ser uma mulher que luta contra o câncer e também luta pra salvar o mundo e, ao se transformar na Poderosa Thor, ela se desfaz de um pouco de sua vida. É uma atitude altruísta e que também é característica marcante de grandes heróis que não pensariam duas vezes em se sacrificar por seu povo, como Superman e Capitão América, o que faz com que o leitor simpatize facilmente com a heroína.

Ainda há outras questões que são pontuadas positivamente sobre a fase de Jason Aaron em Thor, mas por hora, já basta essa análise em relação à grandiosidade ÉPICA.

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IT: Uma Obra-Prima do Medo | Assista ao trailer inédito do remake

O remake do diretor Andrés Muschietti de IT: Uma Obra-Prima do Medo (1990), ganhou um trailer inédito. A obra tende a ser promissora, sendo elogiada até por Stephen King (autor do livro) e que aprovou o filme. Veja:

SinopseUm grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.”

IT: Uma Obra-Prima do Medo irá estrear no dia 7 de setembro. Lembrando que a história será dividida em duas partes.

Pennywise será interpretado por Bill Skarsgård, além de Jaeden Lieberher, Jack Dylan GrazerWyatt Oleff no elenco.

 

 

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Rebirth no Brasil | O que ler antes do Renascimento?

Em maio de 2016 a DC Comics deu início à sua mais recente e bem sucedida fase editorial, intitulada DC Rebirth. Sucesso de crítica e vendas, o objetivo deste relaunch foi aproximar a editora às suas antigas características, que envolvem o legado dos heróis, otimismo e mais amor. Esse novo momento da Editora das Lendas começou com uma edição especial lançada no mesmo mês, escrita por Geoff Johns e intitulada DC Universe: Rebirth Special #1, onde as primeiras sementes do que viria a seguir foram plantadas.

Esta edição especial está chegando agora ao Brasil, publicada pela Panini com o título Universo DC: Renascimento. Mas o que deve ser conferido antes para que haja total compreensão da cronologia? Confira abaixo as leituras essenciais que deixam o Renascimento ainda melhor!


 Lois & Clark

O Superman é o personagem que sofreu as maiores mudanças no Renascimento. Há algum tempo publicamos um enorme artigo explicativo sobre toda a cronologia do Superman desde os Novos 52 até a revista Convergência: Superman, consequentemente culminando em sua nova série mensal, escrita por Peter Tomasi, um dos maiores nomes da editora. Contudo, antes de aproveitar a nova fase do herói, a minissérie Lois & Clark de Dan Jurgens e Lee Weeks é uma das leituras obrigatórias. Publicada nos EUA logo após a saga Convergência, esta série estabeleceu o Superman antigo no universo atual da DC, trazendo de volta não somente o herói clássico como também sua família, composta pela Lois Lane e seu filho Jon Kent. Esta minissérie foi publicada no Brasil em um encadernado, e além de narrar as aventuras e adaptação do Superman mais velho neste mundo, também planta algumas ideias que serão reaproveitadas ao longo do Renascimento, tanto em Action Comics quanto em Superman e Super Sons.


Guerra de Darkseid

Uma das últimas sagas da Liga da Justiça, a Guerra de Darkseid teve grandes consequências para o Universo DC. Durando cerca de um ano, o épico foi escrito por Geoff Johns e ilustrado por Jason Fabok, e também plantou diversas ideias que serão aproveitadas ao longo do Renascimento. Uma nova Lanterna Verde, um misterioso parentesco da Mulher-Maravilha, um destino trágico para o maior herói de todos os tempos, além de outras grandes mudanças relacionadas a vilões como Lex Luthor, o Sindicato do Crime e ao próprio Darkseid foram alguns dos choques desta batalha. Sobrou até para o Coringa. No Brasil, a saga foi publicada na revista mensal da Liga da Justiça ao longo das edições #42 e #51. Além disso, a editora Panini também compilou as revistas especiais dos Novos Deuses no encadernado Liga da Justiça Especial: A Guerra de Darkseid.


Caça aos Titãs

A Caça aos Titãs de Dan Abnett, Paulo Siqueira e Stephen Segovia também é parte vital para a compreensão do Renascimento como um todo. Além de conectar-se diretamente com o início da revista Universo DC: Renascimento, esta minissérie em oito edições, compilada no Brasil em um único encadernado da Panini, explora toda a relação entre os Titãs originais, grupo composto por Dick Grayson, Donna Troy, Ricardito e outros. A trama lida com o passado supostamente apagado da memória destes heróis, e une toda uma cronologia referente aos personagens para que haja uma conexão e um retorno do grupo, que deixou de existir durante os Novos 52. O roteiro se esforça para unir todas as pontas e a revista dos Titãs na fase seguinte é uma das mais importantes para a DC atualmente, graças ao retorno de um herói esquecido.


Superman: Fim dos Dias

O arco final do Maior Herói de Todos os Tempos englobou as revistas Action Comics, Superman, Batman/Superman e Superman/Wonder Woman no exterior. Os últimos momentos do herói nesta continuidade foram narrados por Peter Tomasi, que posteriormente assumiu a revista principal já na fase Renascimento, e a arte de grandes nomes como Mikel Janín e Doug Mahnke fizeram parte das revistas. No Brasil o arco foi compilado em um único encadernado chamado Superman: Fim dos Dias, e a obra é vital para a compreensão do Renascimento, linkando diretamente com o fim da Guerra de Darkseid, com os acontecimentos de Lois & Clark e dando o gancho para revistas como Superwoman. Toda a fase do herói desde sua origem recontada em meados de 2011 se encerra aqui, mas alguns detalhes serão retomados em outro momento, no futuro…


O que mais?

Por mais que o Renascimento seja uma nova fase e um ponto de partida ideal para novos leitores, a cronologia foi mantida, e basicamente todas as séries desde o início dos Novos 52 possuem importância para este novo universo DC. Como toda reformulação, algumas questões de origens e ausência ou presença de personagens estão sendo alteradas pelas equipes criativas, como já vinha acontecendo anteriormente (o caso da já citada Caça aos Titãs), e ao mesmo tempo diversos detalhes são mantidos.

Abaixo, confira alguns tópicos importantes com relação a algumas das séries e heróis específicos, com pequenas explicações:

  • We Are Robin: publicada no Brasil na revista mensal A Sombra do Batman, a série de Lee Bermejo desenvolveu o atual companheiro do Batman, Duke Thomas. O personagem já havia sido utilizado ao longo da fase de Scott Snyder na revista mensal do Morcego, porém, em We Are Robin ele passou a ser um dos protagonistas. Toda esta fase é essencial para conhecer o personagem, e toda a Batfamília manteve-se.
  • A Mulher-Maravilha de Brian Azzarello é um caso diferente. Tida por muitos como a melhor revista dos Novos 52, na fase Renascimento o roteirista Greg Rucka, responsável por elogiadas histórias da personagem, está recontando não somente sua origem, mas lidando com todo o passado da heroína. É importante conhecer não somente a “fase guerreira” de Azzarello, mas também tudo o que veio antes, desde a fase de George Pérez após a Crise nas Infinitas Terras, caso você deseje saber o que está sendo alterado.
  • O Wally West dos Novos 52 foi mantido na cronologia do Renascimento, então tudo relacionado ao Flash e aos Jovens Titãs também permanece vivo, quando se trata do velocista.
  • Batgirl mantém-se com o mesmo estilo da fase Burnside, de Brenden Fletcher, Cameron Stewart e Babs Tarr. As séries relacionadas como Aves de Rapina e a Canário Negro também são correlacionadas.
  • O Arqueiro Verde de Jeff Lemire deve ser lido para que haja compreensão tanto da fase Renascimento quanto da fase prévia, já escrita por Ben Percy (roteirista que se manteve na reformulação), encerrando a fase dos Novos 52.
  • Heróis como o Lanterna Verde, Shazam, Aquaman, Supergirl, Caçador de Marte e Cyborg também mantiveram-se, com algumas pequenas alterações, caso da Supergirl e do Cyborg. A edição Universo DC: Renascimento mostrou acontecimentos específicos para alguns heróis e sidekicks, como o que houve entre Aquaman e Mera ou com relação ao Besouro Azul.

Bastante coisa, não é mesmo? É sempre importante lembrar que o Renascimento visa os leitores novatos, então nada é tão complicado quanto aparenta. É possível que alguns detalhes não tenham sido mencionados acima, porém é fatalmente impossível descrever com detalhes todos os acontecimentos da vida destes heróis nos últimos anos. Caso opte por ler somente as séries indicadas e a edição especial, a compreensão como um todo não será tão comprometida.

O Renascimento da DC Comics é um dos grandes sucessos dos últimos tempos, e uma das fases mais elogiadas pelos fãs. Veremos se a aceitação entre o público brasileiro será tão positiva, justificando o hype em torno desta bela empreitada da Editora das Lendas. Empolgado? Acha que faltou algo? Comente abaixo!