Aquele que tiver seu nome escrito nesse caderno há de… Beijar outra pessoa? Não, de verdade, quem é que pensa nessas coisas? Éumas ideia que não tenho nem noção de onde é que eles tiram… Cada dia que passa, e cada post que eu escrevo, é uma prova cada vez maior de que japonês é um povo estranho.
Acontece que, quando uma ideia é absurda desde o princípio, só existem dois caminhos pare seguir: ou você segue na absurdidade, pois o início já foi aviso o suficiente para qualquer um; ou você tenta racionalizar o negócio, falha miseravelmente e manda tudo por água abaixo. E o que o mangá de Megane Mihoshi faz é justamente a primeira opção. Em andamento com oito volumes no Japão, a série que é publicada originalmente na web é trabalho único do autor, mas vem fazendo relativo sucesso nas terras nipônicas.
Fico extremamente feliz de saber que ainda existem pessoas e autores dispostos a aderir ao absurdo e fazer uso do que há de melhor em marmelada para trazer humor à suas obras. Renai Boukun é justamente isso, uma reunião absurda de marmelada que por juntar o inacreditável com o inesperado, consegue te fazer rir.
A obra não tenta esconder em momento algum que se trata de uma comédia absurda e propositalmente forçada. Além de ter personagens extremamente diferentes interagindo de forma genial entre si, o anime ainda conta com eventuais quebras da quarta parede que já são muito boas por si só, mas conseguem brilhar ainda mais pelo fator surpresa.
Minha cara quando o professor libera as notas.
O desenvolvimento da história se dá por “bloquinhos”. Não é exatamente episódico, pois temos mais de um episódico por episódio, mas acho que não é errado chamá-lo assim. Em cada bloco temos um problema, um conflito e uma solução. As coisas acabam sendo bem fechadinhas em si mesmas, e pouco se vê de prosa a longo prazo. Em três episódios, não se pode tirar praticamente nada que pudesse vir a ser desenvolvido de novo no futuro. Talvez, no máximo, a história da irmã do protagonista, mas isso é algo que é óbvio que virá a acontecer no futuro, dentro do formato de “bloquinho”.
Acontece que isso não é exatamente um problema. É quase que uma das ferramentas que torna a estrutura absurda do anime viável. Justamente por ser absurdo, se tentássemos focar demais em alguma coisa, algo daria errado em algum momento, e cairíamos no segundo caso que foi descrito lá no começo deste Primeiras Impressões. Meu único medo é não ter certeza se o show consegue aguentar doze episódios assim, sem perder a graça.
Equipe de dubladores caracterizada como seus personagens. Graças a Deus o “gato” não está ai…
Na parte técnica, temos uma animação de ótima qualidade pelo recente estúdio EMT², que consegue capturar bem as diversas facetas da obra (como, por exemplo, as mudanças das personagens para um modo caricato quando a cena demanda); os personagens não têm um design espetacular, mas possuem, sim, características peculiares e marcantes o bastante para podermos dizer que foi um bom trabalho por parte de Mariko Ito. O destaque técnico, porém, com certeza está na música: botar a responsabilidade nas mãos do cara que cuida da música de um anime musical que está no ar há mais de quatro anos, foi sem dúvidas uma escolha certa. O monaca conseguiu deixar tudo ainda mais galhofado com sua trilha sonora que beira o estúpido de tão boa que é. Com a ajuda do diretor de áudio Satoshi Motoyama, os sons são o ponto alto do show.
Resumão, então: obra sólida com comédia nonsense que consegue tirar muitas risadas de quem gosta desse tipo de coisa; personagens não muito especiais tanto em personalidade como em aparência, mas que interagem muito bem entre si; parte técnica interessantemente positiva e com destaque para uma ótima trilha sonora.
Pra mim, que adoro esse tipo de show, foi uma estréia maravilhosa e que com certeza valerá acompanhar. Começa com um 7/10 no comedômetro, sendo que não recebeu um oito por pura precaução.
O anime pode ser assistido gratuitamente no serviço de streaming da Crunchyroll, com novos episódios todas as quintas-feiras.
Uma das surpresas do Renascimento na DC Comics foi a série All Star Batman, capitaneada por Scott Snyder, onde o roteirista explora a vasta galeria de vilões do Homem-Morcego buscando reinventar os personagens. Saiba mais detalhes AQUI.
Em All Star Batman #9, o cenário é Washington, capital dos Estados Unidos, onde se encerra o arco End of the Earth que começou na edição Nº 6. Batman descobre que o líder da Liga das Sombras está segurando a marionete dos últimos três inimigos que enfrentou e que tentaram destruir o mundo a sua maneira, Sr. Frio, Hera Venenosa e o Chapeleiro Louco. “Vocês viram diferentes maneiras como o mundo pode acabar. E eu vou mostrar a quarta maneira essa noite que vocês nunca pensariam em chegar” diz Ra’s Al Ghul em determinado momento da HQ.
Confira uma pequena prévia na galeria abaixo:
“Ele está dizendo que tem o caminho do Sr. Frio, o desastre natural com as mudanças climáticas, a maneira da Hera Venenosa com uma guerra biológica e a maneira do Chapeleiro com o solipsismo” disse Snyder ao site Newsarama. “A maneira de Ra’s é simplesmente a que praticamente existe de verdade na humanidade. Com um odiando o outro. As pessoas se afastando das outras, não buscando o dialogo.”
Snyder ainda falou que buscou fazer o vilão de uma forma diferente do que os leitores estão acostumados. Não queria ele de capa, bigode, com uma espada pendurada. E sim como um Power Broker (Corretor de Poder, tradução livre, é um tipo de pessoa que influencia as pessoas a votarem em tal candidato), como um cara que usa seus dons de persuasão para moldar o beneficio próprio.
Ra’s Al Ghul
“É um vilão que viveu diversas épocas e renasceu diversas vezes, eu o quero coloca-lo em um terno, e deixa-lo frio e calculista como ele nunca foi” disse Snyder. “E quer lugar melhor do que a maior capital política do mundo? Tudo que acontece lá repercute no planeta inteiro.”
O artista Jock cuida dos desenhos de All Star Batman #9.
Sinopse: ”No epicentro desta história está a construção do Palácio Nacional de Mafra, também conhecido como Convento. O monarca absolutista D. João V, cumprindo uma promessa, ordenou que o edifício fosse erguido no início do século XVIII, em pleno processo colonial, à custa de uma imensa quantidade de ouro e diamantes vindos do Brasil, além do sangue de milhares de operários. […] Como em História do cerco de Lisboa e A jangada de pedra, para citar apenas alguns dos celebrados romances do autor, a finíssima ironia na observação de fatos históricos e o elegante tecido ficcional estão a serviço de uma fabulação sempre brilhante, moderna e criticamente devastadora do ponto de vista social. […] Com sua abordagem absolutamente inovadora do romance histórico – um gênero que já esteve a serviço dos heróis nacionais e suas poses engessadas -, este Memorial do Convento recupera as ilusões, fantasias e aspirações de um Portugal que se quis grande e eterno, ainda que frágil e delicado.”
José Saramago, renomado autor português vencedor do Nobel, em Memorial do Convento (1982) nos conduz à Portugal do século XVIII no reinado de Dom João V, época de imensa fartura do ouro vindo do Brasil. O enredo se inicia com as tentativas falhas do rei e da rainha Maria Ana em darem herdeiros ao reino português, eis que surge o frade António e faz um acordo com vossa majestade, caso tenha herdeiros que se construa um convento, uma promessa não só de interesses cônjuges como ambição de João V de criar um grande monumento para ser lembrado.
Com esse plano de fundo, Saramago irá trazer personagens e acontecimentos reais da história portuguesa, um verdadeiro romance cavaleiresco que exala vida. Bartolomeu Lourenço de Gusmão, um desses personagens, foi um padre que tinha projetos para voar, sendo chamado de o padre voador, ele é essencial para o desenrolar dos eventos quando conhece Blimunda e Baltasar Sete-Sóis, personagens criados por Saramago, e os convidará a ajudá-lo a efetuar sua promessa ao rei de levar os homens aos céus, a partir daí surge a passarola, uma espécie de ”avião” em forma de pássaro. Veja um vídeo stop-motion do momento que Blimunda e Baltasar se conhecem:
O ficcional e o real tem uma linha tênue na história, com maestria, os personagens se misturam e exploram diversos temas como religião, medo, amor, relações humanas e o sacrifício do povo para construir os desejos dos governantes. Muito antes do inicio da construção do convento, conhecemos Blimunda, moça dotada de poder peculiar, ela consegue enxergar o desejo dentro das pessoas, e Baltasar Sete-Sóis, soldado que perdeu a mão esquerda e no lugar recebe um gancho, eles junto com o padre serão quase que uma família com o sonho de voar.
O Santo-Ofício é outro elemento na história, a igreja até o século XIX em Portugal perseguiu os cristãos novos, judeus, muçulmanos e aqueles que eram acusados de bruxaria, como é o caso da mãe de Blimunda e do padre Bartolomeu, ao mexer com projetos cientistas.
Saramago faz ótimas jogadas e questionamentos filosóficos no que se refere a imagem de Deus e os mistérios da fé, critica o autoritarismo da igreja e cria dicotomias, como por exemplo, Blimunda e a rainha Maria, enquanto uma é livre para amar e ser amada, a outra sabe que vive no mundo das aparências da realeza e não se sente amada pelo rei, sendo até mesmo culpada pela difícil gravidez. Pode-se se dizer que a vida é encenada na obra, com todos os defeitos e qualidades humanas.
Convento de Mafra
Ler Memorial do Convento exige bastante tempo, é uma leitura que deve se fazer com tranquilidade para perceber todos os elementos. Além disso, a própria escrita do autor pode ser cansativa para leitores de primeira viagem, porque ele não separa as falas e tem sentenças longas. Isto não interfere em classificar a obra como um belo romance histórico que enaltece o povo português, principalmente no que se refere aos trabalhadores na construção de Mafra, que levou mais de 600 vidas para seu termino.
Após um curto tempo de descanso o cenário competitivo de Rainbow Six voltou com tudo. A prestigiada Elite Six, que no ano de 2016 premiou mais de 300 mil reais em 3 emocionantes finais presenciais e teve mais de 10 milhões de espectadores, está de volta, mas de cara nova!
Para este ano de 2017, a grande novidade para a região do Brasil, foi a integração da Elite Six para PC, com o torneio mundial da Pro League de Rainbow Six!
Com a junção da Elite Six com a Pro League de Rainbow Six! A região LATAM passa a possuir duas vagas para todas a Final Season da Pro League, os dois finalistas da etapa latino americana irão jogar presencialmente para determinar o grande campeão da região em evento arena aberto ao público, que acontecerá em Katowice na Polônia.
A Pro-League Rainbow Six Brasil iniciou em 26 de março e finalmente chegou ao seu ápice, hoje (23/04), os playoffs foram definidos.
A equipe da V3 Masters enfrentará a Keyd Stars. Enquanto a Black Dragons vai brigar pela vaga com a paiN Gaming.
As partidas da Pro League de Rainbow Six Brasil acontecerão nos dias 30 de abril e 07 de maio.
Mais informações sobre a Pro League de Rainbow Six em:
Um engenheiro chefe, dois engenheiros, duas médicas, um piloto, uma oficial de ciências, um oficial de comunicações e uma tenente são os sobreviventes da Marion em Alien: Surgido das Sombras. Escrito por Tim Lebbon e publicado pela editora LeYa no Brasil, o livro é uma leitura prazerosa para fãs de suspense e da franquia nos cinemas. Uma mistura completa de gêneros (terror, drama, ficção científica, survival horror…) e novos personagens e conceitos que expandem ainda mais a mitologia alienígena, envolvendo conspirações políticas e ameaças tecnológicas.
Foi muito interessante ver as corporações e seus interesses econômicos/científicos serem um dos pontos altos do livro. A Weyland-Yutani, empresa responsável pela exploração universal da trimonita (material mais resistente no universo) e pela nave Marion, e a inteligência artificial Ash se apresentam como uma conspiração corporativa, sendo tão ameaçadores quanto os Aliens. Criando-se muita expectativa ao leitor.
A sobrevivência do grupo, seus relacionamentos e o suspense no desenrolar da história ainda são o foco. Chris Hooper (engenheiro chefe) é o principal personagem junto de Ellen Ripley. Diferente de Ripley, Hoop não tem uma ligação emocional com o público, sendo assim, Lebbon decide descrever psicologicamente cada momento do personagem e explorar sua história para entendermos seus objetivos e suas decisões como líder. Já Ripley, protagonista da franquia, não tem muito de sua personalidade alterada, mas é descrita como muito traumatizada (uso de flashbacks e delírios sobre sua filha Amanda e os acontecimentos na Nostromo).
Em relação aos outros personagens que compõem o grupo (Powell, Welford, Lanchance, Baxter, Sneddon, Kasyanov e Gloria), ambos são bem aproveitados e têm bons diálogos, mas nada que seja notável. Alguns mais caricatos como Lanchance e Welford criam uma empatia maior com o leitor. Ao todo, a história está cheia de personagens bons e intrigantes.
Porém, o preço de Alien: Surgido das Sombras vale pela descrição do cenário, da ação e dos Aliens criados por Lebbon. Inspiração direta ao primeiro filme do Alien. O autor faz pausas para descrever o cenário detalhadamente para criar a sensação de inserção, parece que o Alien está do nosso lado. Algumas passagem mais sanguinolentas não são agradáveis de ler pela riqueza de detalhes e o ritmo frenético de ossos quebrando, peles rasgando e sangue jorrando, mas consegue tornar as próximas páginas mais empolgantes.
Alien: Surgido das Sombras funciona para os adoradores de suspense ou da franquia Alien. Uma ótima leitura por expandir ainda mais este universo, que se firma entre os melhores e promete enriquecer a mitologia de Hans Ruedi Giger e do diretor Ridley Scott.
Começou em Batman #21 a aguardada minissérie The Button, onde o maior mistério desde início do Renascimento da DC Comics começa a ser desvendado. Já vimos AQUI uma prévia da HQ que já está sendo comercializada nos EUA. O escritor Tom King e o artista Jason Fabok, a equipe criativa na parte do Homem-Morcego, introduziram, sutilmente algumas menções a obra Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons.
Confira algumas dessas referências nas imagens abaixo, lembrando mais uma vez que são SPOILERS, ou seja, se você quer continuar, a responsabilidade é totalmente sua.
O início faz uma brincadeira de perspectiva com um close e depois como se fosse a “câmera abrindo na tela” determinando onde realmente está, artifício muito parecido com o usado na abertura do bottom na poça de sangue na primeira edição de Watchmen.
Logo depois surge uma cena no Asilo Arkham onde os detentos, entre eles Saturn Girl, estão assistindo um jogo de hóquei. Reparem no cartaz na parede ao fundo. O famoso smiley.
A imagem do Batman em frente aos seus diversos monitores nos remete aos momentos derradeiros da trama de Alan Moore, quando Ozymandias está sentado observando diversos monitores. Duas cenas icônicas!
No momento em que o Flash Reverso surra o Batman os quadrinhos se revezam no famoso tom amarelo do clássico da DC Comics. Cena mais Watchmen que essa, impossível.
O rastro de sangue na máscara de Eobard Thawne se assemelha ao bottom do Comediante manchado de sangue.
E por fim, se você ainda tinha alguma dúvida de que Dr. Manhattan estaria presente no Renascimento, pode comemorar (ou odiar, né Sr. Moore?), pois logo após tocar no bottom, o Flash Reverso é teletransportado e em seguida trazido de volta em estado muito degenerativo. Balbuciando a frase: “Eu vi Deus” e caindo morto, tudo isso envolto daquele tom de azul característico que todos nós conhecermos, usado tanto na origem do Dr. Manhattan quanto na cena em que o personagem mata Rorschach.
“The Button” será dividida em quatro partes. As edições do Batman serão escritas por Tom King e desenhadas por Jason Fabok. Já as edições do Flash terão roteiro de Joshua Williamson e desenhos de Howard Porter.
O Renascimento da DC Comics começa a ser publicado este mês no Brasil, pela Panini Comics, com a revista especial Universo DC: Renascimento. Batman terá sua própria revista mensal enquanto Flash será lançado trimestralmente em encadernados.
O conto A Fênix na Espada, que marca a estreia de Conan da Ciméria, será publicado no Brasil em formato de quadrinhos pela Mythos Editora na edição de luxo Rei Conan – Volume 2. A história escrita em 1932 por Robert E. Howard (criador do bárbaro) foi o pontapé inicial para o gênero Sword and Sorcery (espada e feitiçaria) começar a ficar mais popular.
A primeira vez que o conto foi publicado foi na revista Weird Tales, e nos anos seguintes Howard escreveu mais dezenove histórias e um romance sobre o Bárbaro. Três desses contos só foram publicados após sua morte (Howard cometeu suicídio em 1936), onde introduziu a Era Hiboriana e toda a mitologia que cerca o personagem. A Fênix e a Espada foi publicada pela primeira vez em formato de quadrinhos na década de 70, assim como muitos contos inacabados de Howard. A história em questão na época foi adaptada por Roy Thomas com desenho de Vicente Alcazar.
A capa da revista Weird Tales de 1932 e a importante história no seu interior.
Na edição publicada pela Mythos Editora, o primeiro conto do Cimério é adaptado por Timothy Truman e segue fielmente o enredo que envolve intrigas, suspense, batalhas e magias. A trama se situa logo após Conan tomar o poder de Numedides e se tornar rei de Aquilônia, então o fora-da-lei Ascalante, o menestrel Rinaldo, o Conde Volvana, o comandante da Legião Negra Gromel e o Barão Dion fazem um pacto para matar Conan, mas um certo imprevisto mágico acontece. A arte é da dupla Tomás Giorello e José Villarrubia.
A segunda história do volume é O Deus da Meia-Noite. Escrita por Joshua Dysart e desenhada por Will Conrad, a trama conta que após um atentado contra a rainha Zenobia, o o Rei Conan declara guerra contra os Stigyos. Além de cuidar dos detalhes da batalha, o Cimério tem que se preocupar com o nascimento do seu filho.
Além das duas importantes histórias do Conan, a edição ainda inclui uma entrevista com Tomás Giorello, uma galeria de capas e artes originais, e tiras biográficas onde contam episódios da vida de Robert E. Howard. Em uma época onde vemos quadrinhos sobre heróis em excesso, embarcar no mundo fantástico de Conan é recomendado para quem quer variar um pouco a sua leitura com qualidade.
Rei Conan Volume 2: A Fênix na Espada/O Deus da Meia-Noite é uma edição de luxo com capa dura e tem 264 páginas. Se encontra disponível na pré-venda no site da editora e na Amazon no banner abaixo.
Desde que se tornou Indgino na saga Pecado Original, Thor Odinson já não é uma figura muito presente no Universo Marvel. Os holofotes recaíram sobre a nova Deusa do Trovão, Jane Foster, que já está indo para o seu terceiro ano de estrelato.
Após a minissérie O Indigno Thor, que foi concluída recentemente, e que revelou parcialmente o motivo de Thor ter se tornado Indigno, Odinson estará mais presente na nova configuração do Universo Marvel, e também será um personagem recorrente do título The Mighty Thor, com o roteiro de Jason Aaron e arte de Russell Dauterman e Matt Wilson.
Jason Aaron deu uma entrevista ao site CBR em que fala de alguns acontecimentos no Universo Thor e explanou sobre algumas coisas que ainda estão por vir. Confira algumas partes da entrevista:
Perguntando sobre a revelação do sussurro do Não Dito no final da minissérie O Indigno Thor, Aaron respondeu que o mistério ainda não foi completamente abordado.
“A questão ainda não foi respondida. Nós ainda não sabemos se o Odinson é digno novamente. Ele é digno? E o que torna um deus digno? O que faz Jane Foster digna? Essas não são necessariamente perguntas que precisam de respostas definitivas e absolutas em algum sentido, mas são questões que continuarão a ser parte de tudo o que faço com esses personagens.”
E ainda sobre O Indigno Thor, o escritor falou sobre a relação de Hela e Thanos no final da história.
“Vocês certamente verão um desenvolvimento maior disso. Adorei escrever Thanos na minissérie Thanos Rising de uma forma muito obscura, e é uma das coisas mais divertidas que eu fiz na Marvel. É também uma das coisas mais sombrias que já fiz.
Eu sempre quis escrever Thanos novamente. Gosto da ideia de trazê-lo para o mundo de Thor. Parecia que a maneira mais fácil de fazer isso era com o seu fascínio pela morte, que sempre foi uma grande parte do personagem. Foi uma grande parte do que eu fiz em Thanos Rising também. Realmente gostei da ideia de ligar ele e Hela.
Ela está em uma situação difícil. Na série Angela: Rainha de Hel vimos como Hela perdeu o controle do reino dos mortos. Ela está tentando recuperar seu trono, e que melhor maneira de conseguir isso do que em parceria com Thanos? Isso só complica as coisas com a Guerra dos Reinos se desenrolando, e a raiva se desenhando em cada Reino. Há todas essas alianças sendo formadas por toda parte – principalmente com Malekith. Você se alinha com as forças de Malekith, ou pode esperar ser invadido e conquistado. Hela está tentando fazer a sua própria aliança.”
Arte de The Mighy Thor #18
Perguntando sobre a interação dos dois Thors, Jane Foster e Odinson, Aaron disse que eles se relacionarão bastante a partir da saga Asgard / Shi’ar War, que está sendo lançada, e ainda teremos um novo Thor.
“Sim, veremos Odinson cruzar o caminho de Jane Foster novamente até o final do arco atual Asgard / Sh’iar War. Após isso, ele se tornará uma grande parte desse título e veremos sua história novamente. Então, no arco depois do atual, teremos dois Thors – e adicionamos um terceiro na mistura! Recebemos um novo Thor, que nós apresentamos no final de O Indigno Thor. O Odinson nem sequer tenta pegar o martelo do Thor Ultimate, mas alguém vem junto e o pega. Ele é transformado em um tipo muito diferente de Thor, então quando tivermos todos esses Thors juntos, teremos três versões muito diferentes do personagem.”
Asgard / Shi’ar War
Em relação a Odinson retornar para uma Asgardia diferente, Aaron respondeu que isso afetará o personagem, que terá que lidar com uma série de questões.
“Certo. Ele se foi há muito tempo, então muita coisa mudou. Ele está apenas descobrindo o que aconteceu com a sua mãe, que foi literalmente esfaqueada nas costas por Loki, e envenenada. Ela ainda está presa no castelo de Odin com Odin ao seu lado. Ninguém vê nenhum dos dois há algum tempo. Enquanto isso, a Guerra dos Reinos continuou, e Cul se sentou no Trono de Asgard. Então, claro, ainda há o fato de que Odinson não sabe quem é essa mulher misteriosa que está portando seu martelo. Portanto, há muitas questões para ele lidar quando retornar ao seu Reino.”
Perguntando se Bill Raio Beta voltaria a aparecer nas histórias, o escritor respondeu que Bill retornará para o espaço com suas próprias aventuras, mas Odinson terá um novo companheiro.
“Bill retorna ao cosmos e volta às suas próprias aventuras. Não o veremos imediatamente. Eu adoraria trazê-lo de volta mais pra frente, mas Thori continua, por isso que eu quis reintroduzi-lo nas páginas de O Indigno Thor.
Agora, Odinson é um tipo diferente de personagem. Ele ainda é uma versão mais sombria e mais zangada de Thor, então eu gosto da ideia de ele ter esse cão infernal assassino como seu animal de estimação.”
Odinson, Thori e Bill
Jason ainda falou sobre a presença de Quentin Quire na saga Asgard / Shi’ar War.
“Ele é uma dessas peças que realmente se encaixam. Com esta história, eu queria reunir muitos elementos diferentes de Asgard e do mundo dos Shi’ar. Não poderíamos encaixar os Piratas Siderais ali; Eu realmente queria fazer isso, e Russell Dauterman também, mas seriam coisas demais. Gladiador e seu filho Kid Gladiador têm grandes partes da história, porém, e como veremos até o final do arco, a Fênix se torna parte dela. Junto a tudo isso, fazia sentido Quentin Quire aparecer. Eu realmente gostei da ideia de Jane Foster e Quentin Quire juntos. Eles fazem um par interessante. Foi emocionante voltar e escrever Quentin. Eu não o escrevi desde minha última edição de Wolverine e os X-Men, e adoro esse personagem. Ele ainda mantém um lugar especial no meu coração, e foi divertido jogá-lo na mistura disso. Ele vai desempenhar um papel importante na história.”
Arte de The Mighy Thor #18
Aproveitando que o assunto era a atual saga, Aaron ainda falou um pouco sobre a ação do arco e do desempenho da arte de Russell Dauterman.
Nós temos esta guerra no espaço com naves espaciais Shi’ar lutando contra navios VikingsAsgardianos, e uma série de personagens. Assim, todo tipo de coisa vem desabando junto com os Shi’ar e seus deuses loucos de um lado e todos esses Deuses Asgardianos do outro. Então, é claro, como eu disse, que acrescentamos o elemento da Fênix.
Em relação arte de Russell Dauterman, Aaron não economizou elogios.
“Russell está ficando cada vez melhor. Quanto mais coisas eu jogar para ele, mais personagens ele tem para projetar, cenas maiores e mais loucas ele tem que desenhar. Ele apenas continua a ficar melhor, mais forte, mais surpreendente, e mais inventivo.
Eu acho que Russell agregou muito a Thor em termos de seus projetos para os vários personagens, e, especialmente, aos locais. Muito do que eu tenho feito no meu trabalho em Thor é dar corpo à configuração de todos os diferentes reinos. Russell tem sido uma grande parte disso.
Ele percorreu um longo caminho até construção dos mundos e caracterização das pessoas e culturas dos diferentes locais. Você está vendo isso novamente no espaço no arco atual. Você verá mais disso no próximo arco, em que nós vamos para Muspelheim pela primeira vez.
Eu sou o maior fã de Russell Dauterman e o que ele fez nesse quadrinho.”
Arte de The Mighy Thor #18
Sobre o novo arco envolvendo o novo Thor Ultimate, que se chamará War Thor, Aaron revelou algumas coisas sobre o novo Thor e também falou um pouco da relação do Mjolnir com os Thors.
“Isso é inicialmente um mistério, mas não um que eu vou esticar em doze edições novamente. Não é esse tipo de história. Eu não quero dizer muito além disso, mas é uma versão de Thor que é diferente de Jane e Odinson. É um personagem cujas origens estão ligadas à Guerra dos Reinos.
Cada arco que fazemos com essa guerra é uma escalada, e esse é uma grande escalada no desenvolvimento dessa guerra. Ainda existem vários reinos que não foram tocados pelo conflito. A guerra continua a se espalhar. À medida que o poder de Malekith cresce, você se junta a ele ou cai diante de seu exército. Vamos ver vários reinos afetados por isso ao longo deste arco, e fora dos horrores crescentes da Guerra dos Reinos, surge o novo Thor, que porta um martelo que nós nunca vimos em ação neste universo. Ainda há um monte de perguntas sobre o martelo em termos do efeito que pode ter em alguém e o que ele pode fazer. Este é um Thor que tem um monte de perguntas a serem respondidas.”
Perguntado se o Mjolnir Ultimate é consciente como o Mjolnir de Jane Foster, Aaron respondeu a pergunta vagamente.
“Essa é uma boa pergunta, e será interessante ver o martelo desse novo Thor entrar em contato com o do Jane pela primeira vez. Há um monte de coisas divertidas neste arco. Isso sempre foi o plano.”
Capa de The Migthy Thor #21
O futuro do Thor, aliás, dos Thors, envolve muitos mistérios ainda, mas tudo será respondido aos poucos em The Mighty Thor de Jason Aaron e Russell Dauterman, então fiquem ligados nessa grandiosa saga épica.
Como divulgado há uma semana, a estreante Editora Lorentz publicará três edições inéditas da famosa série italiana Dylan Dog, da Sergio Bonelli Editore, em comemoração aos 30 anos do personagem. Hoje, 18/04, foi divulgada qual será a primeira edição desta coleção especial. Confira os detalhes abaixo!
O primeiro volume será a história Retorno ao Crepúsculo, publicada na primeira década do personagem. Com roteiro de seu criador, Tiziano Sclavi, e arte de sua dupla habitual Giuseppe Montanari e ErnestoGrassani, esta aventura é uma revisitação da sétima história do Investigador do Pesadelo, chamada A Zona do Crepúsculo (no Brasil, publicada pela editora Record). Contudo, é importante ressaltar que não é necessário ler esta história para aproveitar o lançamento de Retorno ao Crepúsculo (edição 57 da série original italiana), visto que Dylan Dog não possui uma cronologia tão exigente.
O formato adotado foi o original italiano (maior que as costumeiras edições de Tex que saem hoje nas bancas), com capa plastificada e baixa tiragem. Serão 100 páginas ao preço de capa de R$ 16,00. O personagem foi criado pelo já citado Tiziano Sclavi, um dos maiores ícones dos quadrinhos italianos. Dylan Dog é uma das séries mais consumidas na Itália, tendo superado Tex por alguns anos.
Este primeiro volume chega na comic shopTutatis, em Porto Alegre, no dia 26 de abril. Para as demais localidades do Brasil ficará a cargo da distribuidora, sendo que o eixo Rio-São Paulo deverá receber a revista em alguns pontos de venda em torno do dia 28. A editora oferecerá um sistema de vendas pela internet, com frete módico, além de disponibilizar alguns exemplares para o encontro em Uruguaiana (RS), e posterior terceirização das vendas pelo Mercado Livre.
Para maiores informações, siga a página da Editora Lorentz no Facebook. E fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar o retorno de Dylan Dog ao Brasil!
Estreando como editora no mercado de quadrinhos, o canal multimídia Pipoca e Nanquim, de Bruno Zago, Daniel Lopes e Alexandre Callari, publicará no Brasil o encadernado Espadas e Bruxas, de Esteban Maroto. Confira os detalhes abaixo.
As três narrativas gráficas do genial artista espanhol Esteban Maroto reunidas pela primeira vez no Brasil em um só volume, protagonizadas pelos guerreiros bárbaros Wolff, Dax e Korsar. Com texto introdutório do estudioso de quadrinhos e autor de ficção científica Juan Miguel Aguilera, declarações e contextualizações escritas pelo próprio autor, um depoimento de Roy Thomas e uma galeria de imagens exclusiva, esta edição é um épico do gênero Espada & Feitiçaria, repleta de batalhas, monstros, aventuras e… belíssimas mulheres!
Esta obviamente não é a primeira empreitada do Pipoca e Nanquim no mercado brasileiro. Os três editores também já publicaram a série de livros Quadrinhos no Cinema (Generale), que contém três volumes, e trabalham como editores. Zago é editor da Panini Mangás enquanto Callari e Lopes editam publicações da DC Comics.
Esteban Maroto é um famoso quadrinista espanhol nascido em Madrid. Começou sua carreira na década de 60, ganhando destaque em 1967 ao ilustrar a série Cinco por Infinitus, publicada no Brasil pela Ebal. O artista já passou pelas mais diversificadas séries e revistas do mercado, que incluem as famosas Creepy, Eerie, e a Vampirella. Também ilustrou histórias da Red Sonja.
Espadas e Bruxas contém 256 páginas em preto e branco, formato 21 x 28 cm e valor de capa sugerido R$ 120,00. Já está disponível em pré-venda na Amazon, com previsão de lançamento para o dia 2 de maio.