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Monstress | Despertar

Todos possuem um monstro interior esperando a hora certa para despertar. Nas mãos de Marjorie Liu e Sana Takeda esse monstro existe no sentido literal e lembra muito um kaiju.

Monstress é um dos títulos regulares da Image Comics de maior sucesso. Foi indicado ao Eisner Awards 2016 na categoria de Melhor Série Estreante. Recentemente, foi indicado ao Hugo Awards 2017 na categoria Melhor História em Quadrinhos. O roteiro é de Marjorie Liu (X-23 e Viúva Negra: O Nome da Rosa) e a arte é de Sana Takeda (X-23 e Miss Marvel). O primeiro arco chama Awakening (Despertar) e compila as edições #1-6 do título.

Sinopse:

Em uma Ásia fictícia e mística entre o final do século XIX e início do século XX, uma guerra civil devastou duas raças de seres que viviam em harmonia. Agora, o povo dos Arcânicos é escravizado pelos humanos e usado com extrema crueldade pela ordem das Cumea, que pretendem obter poderes mágicos através do lilium, substância extraída dos arcânicos. Neste enorme contexto – envolvendo sequelas de guerra, política, magia e escravidão – conhecemos Maika, uma jovem que sofreu perdas irreparáveis e foi transformada durante o conflito raças, e agora busca reparação usando métodos extremos.

Monstress #5
Monstress #5

Antes de falar sobre a história é preciso conceituar o universo construído por Liu e Takeda.

Em Monstress, toda uma mitologia é criada usando elementos de fantasia e cultura japonesa. Neste mundo existem cinco raças: Gatos, Humanos, Antigos, Arcânicos e Deuses Antigos.

Os Gatos, a raça mais antiga, descendem de Ubasti, a primeira gata.

Os Humanos, que se arrastaram do mar e povoaram a terra. A magia é negada a eles, mas algumas mulheres nascem com um poder que imita o Arcano. As Cumea roubam essas crianças para sua ordem e também massacram arcânicos pelos seus poderes.

Os Antigos, imortais cuja origem é um mistério e não se sabe se descendem das feras ou se as feras descendem deles.

Os Arcânicos, híbridos de humanos e antigos. Poucos se parecem com humanos.

Os Deuses Antigos. Não se sabe muito a respeito desses seres, a não ser que são criaturas destrutivas com poderes imensos. Os poetas acreditam que um dia eles ameaçaram toda a existência, mas foram banidos do mundo, com exceção de um deles, o mais terrível. Um dia ele despertará…

Essa conceituação básica também é feita aos poucos no final de cada edição para que o leitor se ambiente nesse universo.

Design dos personagens de Monstress
Design dos personagens de Monstress

Awakening (Despertar) serve como uma introdução de todo o universo construído por Marjorie Liu e Sana Takeda. Liu nos apresenta muitos personagens e conceitos próprios desse mundo e Takeda dá identidade visual aos ambientes e personagens.

Como uma típica fantasia épica (Já explorei as dimensões de histórias épicas aqui), a narrativa começa no meio de uma trama maior. Uma série de eventos começa a se desenrolar envolvendo a misteriosa Maika Halfwolf. Além disso, há ainda a sombra de uma guerra passada entre arcânicos e humanos.

Maika é da raça dos arcânicos e faz parte da minoria de seu povo que possui aparência humana. A jovem possui um passado sombrio e vive um presente pior ainda, que envolve um monstro sinistro que vive dentro de si.

Maika Halwolf
Maika Halwolf

Algo bastante notável na trama é o protagonismo de personagens femininas. Elas são líderes, soldados, escravas, cientistas e até divindades. Mal há personagens masculinos na história e os poucos que existem tem papéis menores dentro da trama. Os homens existem e possuem seus papéis na história, mas o protagonismo é das mulheres. O mais interessante de tudo, e grande mérito da roteirista, é que isso soa de forma natural nesse universo.

Talvez um ponto negativo para alguns seja a grande quantidade de informações. Há muitas informações sobre a conceituação do mundo, e isso não é feito de uma vez. A escritora preferiu explicar seu mundo aos poucos. A história começa com uma série de acontecimentos que o leitor só virá a entender algumas coisas quando o arco estiver próximo ao fim. Portanto, é um pouco difícil acompanhar a trama e uma releitura pode ser necessária.

Monstress #5
Monstress #5

Em relação à arte de Sana Takeda, é possível resumir em: tudo é muito belo. O lápis, as cores, os painéis, a construção do mundo, o design dos personagens e as expressões faciais com influência dos mangas. Tudo é belo. Quando digo que tudo é belo, é tudo mesmo. Takeda transforma toda a conceituação de Marjorie Liu em algo bonito de se ver. A trama pesada e densa de Liu é muito bem retratada pela desenhista. Talvez os melhores momentos da arte sejam as aparições sinistras do monstro de Maika, que são cair o queixo parar para ficar observando.

Monstress #3
Monstress #3

Monstress é o resultado de quando duas pessoas talentosas se unem para criar um universo grandioso, bonito, representativo, misterioso e empolgante de se acompanhar.

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Cowabunga | A trajetória das Tartarugas Ninja nos quadrinhos [ATUALIZADO]

Então, um produto químico caiu no esgoto de Nova York e atingiu quatro tartarugas e um rato… bem, a história você já conhece e não é de hoje. Seja pelo cômico desenho, pelos filmes e os games ancestrais dos anos 90 ou pelo (intragável) seriado, ou pela atual série animada da Nickelodeon, ou até pelos filmes estrelados pela Megan Fox com os mutantes super bombados, as Tartarugas Ninja já estão com mais de 30 anos em seus cascos com idas e vindas, alguns sucessos e algumas derrapadas em diversas mídias. Mas apenas uma mídia se mantém desde a criação dos personagens sendo sempre produzida, apesar dos altos e baixos: os quadrinhos.

Kevin Eastman e Peter Laird.

Criadas por Kevin Eastman e Peter Laird em 1984, elas surgiram nas páginas da Mirage Comics, editora independente criada pela dupla. As Tartarugas eram uma paródia das obras Demolidor e Ronin de Frank Miller e dos Novos Mutantes da Marvel Comics. Com um tom bem mais sério e sombrio, a publicação original era em preto e branco, e as tartarugas eram bem badass. Havia o ar engraçado que é característico das personagens, mas eles brigavam e machucavam pra valer os bandidos em Nova York. April O’Neil estreou na segunda edição e era uma programadora de informática. Nessa fase conhecemos o Destruidor e o seu Clã do Pé e grande parte do universo das tartarugas. A Mirage Comics publicou a série entre 1984 e 1993. A série bateu em vendas na época grandes títulos da Marvel e da DC Comics, e entrou para a história como a revista independente de maior sucesso até então. Sendo superada anos depois por Spawn.


Com o sucesso dos personagens, logo veio o famoso desenho animado dos anos 90. Acompanhada a ele veio a série infanto-juvenil que era publicada pela Archie Comics, que também produziu tirinhas de jornal, mangás e um encontro com a turma do Archie. Era focado no desenho que catapultou as Tartarugas Ninja para o grande público, principalmente o infantil. Pela Archie Comics as publicações começaram em 1989 e terminaram em 1995. A série principal teve 72 edições nesse período. A Editora Xangri-Lá publicou seis edições dessa fase aqui no Brasil entre os anos de 1989 e 1990.

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Em 1996 a Image Comics estava se estabelecendo no mercado dos quadrinhos e foi uma grata surpresa para todos quando foi anunciado que seria a nova casa das Tartarugas Ninja. A equipe criativa era composta por Gary Carlson no roteiro, desenhos de Frank Fosco e a produção de Erik Larsen, criador do Savage Dragon, personagem que os quelônios já encontraram algumas vezes. Contudo, a fase publicada pela Image não foi considerada cânone. Peter Laird, co-criador, não foi envolvido e nem teria aprovado nada que foi publicado, enquanto Kevin Eastman teria participado das artes de algumas edições.

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Foram apenas 25 edições publicadas que mostram um ritmo mais rápido, ação intensa, traços que foram característicos na década de 90 e mudanças polêmicas nas tartarugas. Leonardo perdeu uma mão, Raphael teve seu rosto marcado, Splinter se tornou um morcego e Donatello, um cirbogue. Lá pelas tantas (não reclame de spoilers em uma publicação de vinte anos atrás) Raphael assumiu o manto do Destruidor e a liderança do Clã do Pé. O período de publicação pela Image rendeu alguns crossovers com o já citado Savage Dragon, Gen 13 e a participação do especial Mars Attacks Image #1. As Tartarugas Ninja foram produzidas pela editora entre 1996 e 1999.

Raphael como Destruidor.

Em 2003 começou a ser exibido um novo desenho que durou até 2009 produzido pela Mirage Studios e pelo Canal Fox. No Brasil ele foi exibido pela Rede Globo e pelo canal pago Fox Kids/Jetix. A editora Dreamwave produziu as HQ’s baseadas nessa nova série, onde as quatro primeiras edições eram os episódios da TV contados pelo ponto de vista dos personagens secundários. Infelizmente, as HQ’s não tiveram o retorno esperado e foram canceladas após o Nº 7.

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Em 2011, a nova toca das tartarugas passou a ser IDW Publishing, onde estão até hoje. A nova série mensal é uma mistura dos quadrinhos originais da Mirage com os desenhos de 1987 e 2003. A IDW começou a recolocar os personagens no circuito dos quadrinhos com one-shots estrelados por cada uma das tartarugas separadamente. O primeiro foi do Raphael. A mistura de saudosismo e renovação agradou e logo depois foram lançadas edições no mesmo formato com o Splinter, Casey Jones, April O’Neil e o Fugitoid. Daqui vieram histórias muito elogiadas pela critica e pelos fãs, como A História Secreta do Clã do Pé, Império Utrom, a fofinha Tartarugas Ninja – Casey e April, a saga Ataque ao Technodrome (onde acontece a queda do Donatello), Mutanimais e mais recentemente foi incluída Jennika, a mais nova Tartaruga. Uma grata surpresa que foi bem aceita pelos fãs (tirando aqueles nerds chatonildos do “mataram minha infância). Saiba mais sobre a origem da Jennika AQUI. A Panini chegou publicar os one-shots aqui no Brasil, seguindo com uma parte da revista mensal, cancelada poucas edições após o início.

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Nota curta: A IDW publicou uma história um tanto quanto curiosa. Teenage Mutant Ninja Turtles: Deviations é uma espécie de “O Que Aconteceria se…” que foi muito popular no passado na Marvel Comics e mostrava uma realidade alternativa. Nessa edição nós vemos que quem treinou as Tartarugas foi o Destruidor, e Splinter junta uma equipe para deter o vilão.

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Já ocorreram crossovers das tartarugas com alguns personagens, como os Caça-Fantasmas e dois encontros com o Batman, que chegou render uma excelente animação. Outro crossover que aconteceu e rendeu boas críticas e uma boa vendagem, foi com os Power Rangers. Um personagem que as Tartarugas Ninja encontram algumas vezes é o coelho samurai Usagi Yojimbo. Já foram alguns encontros em revistas e nas séries animadas.

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No Brasil, além das já citadas Xangri-Lá e Panini, a editora Sampa em 1990 publicou pela primeira vez em terras tupiniquins, a origem das Tartarugas. O Sampa Graphic Album Special – As Tartarugas Ninjas tinha três histórias e diferente dos quadrinhos originais que eram em preto e branco, essa versão era toda colorida.  A Ebal também publicou edições que eram mix de quadrinhos e para colorir. A Editora Devir no ano de 2007 publicou um especial encadernado, contendo a origem das Tartarugas.

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Muito conhecidas sejam pelos desenhos animados, filmes, animações e games, as Tartarugas Ninja possuem uma grande e respeitada história no mundo dos quadrinhos. Vale a pena correr atrás e ler algumas coisas (até a fase da Image Comics), embora não seja muito fácil encontrar tais materiais (online tem algumas coisas); e o jeito é torcer para que alguma editora possa lançar algum encadernado ou nova revista no Brasil. E quando isso acontecer… Vamos pedir uma pizza para comemorar!

ATUALIZAÇÃO: PODEM PEDIR A PIZZA! A editora Pipoca & Nanquim anunciou que as Tartarugas Ninja estão de volta às terras brasileiras! O link para a compra está abaixo.

 

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Análise | Outlast 2

Temos que concordar que o Outlast original foi um jogo classudo do gênero de horror, sua primeira hora é uma lição de intimidação, e de como construir o medo e a tensão no jogador. A partir do momento em que você avançava no abandonado Mount Massive Asylumatravés de janelas e portas antes utilizadas como meio de escapar daquele lugar – o horror de sobrevivência metralhava suas entranhas e encontrava em cada pedaço do seu corpo um perturbador e lindo pânico. Os olhos brilhantes dos habitantes que espreitam o final de corredores escuros significa que a visão noturna nunca foi tão aterrorizante.

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Tendo isso em mente, admitimos que Outlast 2 não deve ser tratado com descaso ou reconhecido com um jogo “fraco”, quem jogou o original e o finalizou com satisfação, aterriza nessa sequência esperando uma obra-prima do terror, mas pode acabar com uma leve decepção. Nada que deixe um jogador casual com raiva. Mas em contra partida, aqueles que tiveram que lavar seus rostos com água fria para espantar aquela sensação ruim que Outlast deixava, ao fim de cada sequência frenética, pode sem sombra de dúvidas desconsiderar esse jogo como um sucessor.

Dado que Outlast já teve um marketing em cima de sua “sequência” nomeada de Whistleblower onde acompanhamos Waylon Park que trabalhava para a Corporação Murkoff nos sistemas de softwares – não havia necessidade de ir sobre o mesmo terreno novamente. Assim, o desenvolvedor Red Barrels mudou seu olhar de visão noturna para o poeirento deserto do Arizona, onde o jornalista Blake Langermann e sua esposa, Lynn, estão investigando o assassinato de uma mulher grávida. E como um enredo de terror/suspense deve ser, tudo vai a baixo rapidamente, e o casal acaba separado e Blake acaba sozinho com apenas sua câmera e algumas baterias de reposição. Em pouco tempo, ele está percorrendo milharais e passando por cadáveres, descobrindo um perturbador culto satânico enquanto tenta encontrar sua esposa. Assim como o original, Blake só pode correr, esconder e filmar, nada mais, deixando-o totalmente indefeso.

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Desamparo e agonia são as palavras-chave. E funcionaram perfeitamente nos ambientes mais restritos durante o original, como você se esconde entre armários próximos para evitar complicações, sentindo-se aterrorizado e acanhado. Outlast 2 tem um plano muito diferente para você. Ou seja, correr. Enquanto os ambientes abertos têm barris dispersos para saltar para dentro, ou sobre eles, você precisará de stealth para sobreviver a algumas seções, é mais provável que você tenha uma chance (remota) de viver se você simplesmente começar a correr. A morte não é apenas um tema-chave nesses ambientes lindamente sombrios espalhados com corpos. É apenas o que você faz. Você vai morrer. Muito. Acostume-se à tela de carregamento. É o seu novo melhor amigo.

Com tudo que já tivemos no gênero como Resident Evil 7, Outlast 2 chegou para entregar algo fresco, mas em vez disso serve uam instantânea frustração. Enquanto a primeira sequência constrói som e atmosfera habilmente, como gritos que flutuam suavemente sobre o vento, edifícios agrícolas abandonados e o crepitar na noite, infelizmente também inclui a primeira interação com um inimigo recorrente, Martha.

Alta e aterrorizante, pelo menos quando ela surgir pela névoa, ela te matará instantaneamente com uma enorme facilidade. Enquanto a primeira vez que ela te apunhala – e você vê o sangue jorrar e derramar – é adequadamente perturbador, pela sexta morte, o cenário é construído de forma magnífica, especialmente quando você ainda não pensou para onde você deve correr, e fica passando por várias locações. E sim! Você realmente não sabe pra onde ir.

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Infelizmente, este não é um incidente isolado. Além de, toda vez que você pensa que pode estar se divertindo demais explorando o mundo, o jogo te lembra qual é o verdadeiro cenário e te faz voltar para o milharal, esse voo forçado por muitas vezes afasta o jogador da imersão. Assim como a fragilidade do personagem que com apenas um hit morre e te faz retornar toda a sequência. Ou, melhor ainda, mesmo você vasculhando maletas de itens médicos, não há chance concretas de usar suas bandagens curativas.

Apesar de uma sugestão de mundo aberto, Red Barrels quer que você faça algo muito específico em cada seção. Claro que às vezes possuem sinalização, como, por exemplo, marcas de mãos sangrentas nas paredes dizendo-lhe que você deve escalá-las, em outras seções o jogo falha miseravelmente, deixando-lhe desnorteado e desesperado para tentar adivinhar onde ir em seguida. A visão noturna pode ser assustadora, mas também torna inútil qualquer sinal ambiental. Qualquer um que diz que esta geração de games é uma busca pelo realismo também deve tentar racionalizar por que Blake não pode pegar nada além de baterias, bandagens e folhas de papel. Este é literalmente um jogo onde você pode ficar sem baterias em uma sala contendo outra tocha. Outlast 2 é um exercício perturbadoramente irritante em desapontamento.

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A repetição também é a ordem do dia com uma nova função de câmera. Gradualmente o jogo te lembra que é “Importante” porque você está gravando. Não só você tem que assistir a cena provavelmente estática por dez longos, arrastados segundos, como também tem que assisti-lo de volta, desta vez com os pensamentos de Blake.

É uma pena, então, porque a história é tão boa e há alguns flashes de brilho. Red Barrels sabe fazer horror. Cada centímetro deste mundo, dos campos de milho às minas nas quais você deve eventualmente descer, é maravilhosamente criado. As notas espalhadas por toda parte e as pinturas do horrendo Papa Knoth, líder de um dos cultos, são visões horrendas em um pesadelo horrível e sem sentido. Blake e seus flashbacks para sua infância, quando um amigo aparentemente cometeu suicídio, vê-lo a explorar os corredores de uma escola, são lembretes rígidos do horror do Outlast original.

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Há um medo genuíno aqui. Sequências embaladas com saltos habilmente trabalhados e terror atmosférico, você vagueando por passagens e rastejando através de condutas de ar-condicionado claustrofóbico. As transições entre o passado e o presente também são brilhantemente realizadas. É apenas difícil quando você tem que admitir que você deseja permanecer na escola das ações, uma localização melhor para o talento especial de Red Barrels.

Há alguns momentos destacados no presente, além da história intrigante. Uma sequência vê Blake em uma jangada, viajando abaixo de imponentes penhascos onde pesadelos aguardam, tendo no horror, um mundo longe das sequências de perseguição frustrante. A violência é tratada com habilidade, perturbando onde ela precisa ser. É uma pena, então, que o jogo é tão inerentemente falho. Numa época em que as empresas buscam sempre se aperfeiçoar o terror precisa caminhar em uma linha entre a alegria e a repugnância. Aqui você tem que querer ter medo, e é praticamente obrigado a continuar indo para a escuridão.

VEREDITO:

Medonho e falho! Mesmo tendo tudo que um excelente jogo de terror deve ter Outlasr 2 falha em pontos que não deveria falhar. Acabando por seguir um caminho completamente errado, Outlast 2 é uma jornada de visão noturna, com leves toques de frustração. Uma história intrigante simplesmente não pode salvar a jogabilidade e desenvolvimento que o jogo decidiu optar.

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Outlast 2 está disponível para PC, PlayStation 4, e Xbox One.

 

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Scream | Série sofrerá reboot em sua terceira temporada

O Hollywood Reporter informou que o canal MTV confirmou o reboot da série Scream. A terceira temporada contará com um novo roteiro, novos atores e locações, além de mudanças radicais na produção.

Sem nenhum nome cotado para participar da nova temporada, Brett Matthews (Supernatural) foi confirmado como o showrunnerQueen Latifah, Shakim Compere e Yaneley Arty serão os produtores executivos.

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Essas substituições se devem, principalmente, pela saída dos showrunners Richard Register e Michael Gans, a baixa audiência da segunda temporada e os rumores do fim da série. Lembrando que no final da temporada anterior, Scream deixou um gancho para ser explorado, mas parece que a ideia não será utilizada.

Scream é transmitida pela Netflix no Brasil. Suas duas temporadas estão disponíveis no serviço de streaming.

 

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Smite | Ganesha é novo personagem jogável

Os fãs de Smite, game do gênero MOBA desenvolvido pela Hi-Rez Studios e distribuído no Brasil pela Level Up, estão acostumados a encarnar diversos deuses antigos em suas aventuras pelo jogo, mas agora têm à disposição uma das divindades mais veneradas da atualidade pelos hinduístas: Ganhesha, o deus do sucesso e da prosperidade.

Primogênito de Parvati e Shiva, Ganesha tem cabeça de elefante em um corpo de menino. Suas características físicas representam os dois primeiros passos para a autorrealização: escutar os ensinamentos e refletir sobre eles.  Em Smite, Ganesha é um personagem jogável muito poderoso, capaz de fortalecer seus aliados e enfraquecer os inimigos com ataques exclusivos.

Segundo informações disponíveis da atualização 4.7. Temos uma lista com a habilidades da nova divindade.

Passiva – Boa Sorte: Ao abater um deus inimigo, Ganesha creditará o abate ao deus aliado mais próximo e receberá as recompensas de uma assistência.

Mudança do Destino: Com enorme força de vontade, amaldiçoa e causa dano aos inimigos. Para cada inimigo atingido (no máximo de 5), os deuses aliados em até 55 unidades de distância ganham dano bônus.

Ohm: Ganesha inicia um cântico e ascende em posição de lótus, ficando um pouco mais lento, mas podendo avançar em qualquer direção. Enquanto canta, silencia os deuses inimigos em um cone à sua frente e aumenta as Proteções Físicas de todos os aliados próximos.

Remover Obstáculos: Puxa um inimigo com seu aguilhão, mantendo-o no lugar e causando grande dano antes de arremessá-lo para cima. Enquanto avança, Ganesha atravessa obstáculos deixados por jogadores.

Pilares Dármicos: Invoca os Quatro Grandes Pilares da Retidão para aprisionar seus inimigos. Entre cada par de pilares uma barreira mágica é criada e inimigos que atravessarem a barreira recebem dano, ficam lentos e têm suas proteções reduzidas por 3 segundos.

 

Além da possibilidade de encarnar Ganesha, o pacote de atualizações 4.7 oferece aos usuários de Smite cinco aparências (Cila Vampírica, Mercúrio Mensageiro Moderno, Nike A Pardal, Uller Ordem Secreta e Jano Andamundo), dois emotes (palmas de Ganesha e acenar de Ganesha), mudanças em itens e em deuses e correções de bugs.

 

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Quadrinhos

Mythos anuncia Zenith: Volume Dois, B.P.D.P e O Sombra

A Mythos Editora está cumprindo um rígido calendário de lançamentos em 2017, publicando sem atraso todas as obras planejadas e surpreendendo os fãs com uma verdadeira chuva de ótimos encadernados. Confira outros quadrinhos que virão nos próximos meses, dando continuidade ou iniciando novas séries publicadas pela editora.

Alguns dos futuros lançamentos foram divulgados através do ISBN da editora, onde foi possível localizar os próximos trabalhos a serem finalizados. Abaixo, veja detalhes sobre cada uma das obras.

  • Mundo Invernal

A série WinterWorld de Chuck Dixon, publicada nos EUA pela IDW, é considerada uma obra-prima do desenhista Jorge Zaffino. Uma espécie de Mad Max no gelo, o encadernado nacional da Mythos irá compilar não somente a série WinterWorld como também sua continuação, WinterSea, e WinterWorld – La Niña, que contém a arte de Butch Guice.

Para conferir o catálogo da Mythos com as publicações da IDW clique aqui.

  • O Sombra – Grandes Mestres: Howard Chaykin

A editora também é a casa nacional das publicações da Dynamite, que incluem O Sombra, Besouro Verde, Vampirella e outros personagens clássicos. No encadernado Grandes Mestres: Howard Chaykin estará a clássica minissérie do Sombra criada pelo autor trinta anos atrás (publicada no Brasil com o nome Crime e Castigo, no original Blood and Judgment) e uma história recente, chamada Meia-Noite em Moscou, que marcou o retorno de Chaykin ao personagem em décadas. Outras séries “Grandes Mestres” da Dynamite são publicadas em encadernados no Brasil, como os Grandes Mestres da Vampirella, que você pode saber mais detalhes clicando aqui.

American Flagg, famosa obra de Chaykin, também foi publicada pela Mythos em um encadernado de luxo no ano retrasado.

Para conferir o catálogo da Mythos com as publicações da Dynamite clique aqui.

O Sombra – Grandes Mestres: Howard Chaykin tem preço de capa sugerido R$ 89,90.

  • Zenith: Volume Dois

Dando sequência à obra de Grant Morrison e Steve Yeowell publicada pela 2000 AD a Mythos traz o segundo e último volume da série, contendo material inédito no Brasil, em cores. O segundo volume de Zenith, que compila as Fases Três e Quatro da série original, é continuação direta do lançamento de abril/maio, Zenith: Volume Um, como divulgado há algumas semanas.

Para conferir o catálogo da Mythos com as publicações da 2000 AD clique aqui.

Zenith: Volume Dois tem preço de capa sugerido R$ 89,90.

  • Tex Graphic Novel: Drama no Deserto

Drama no Deserto (no original, Painted Desert) é o novo volume da série Tex Graphic Novel, que você pode saber mais detalhes clicando aqui. Com roteiro de Mauro Boselli e arte de Angelo Stano, a história é a terceira edição da série, que apresenta aventuras fechadas, em cores, em cada um de seus volumes. Há também um quarto volume, publicado recentemente na Itália, chamado Sfida del Montana, com roteiros de Gianfranco Manfredi e arte de Giulio de Vita.

Para conferir o catálogo da Mythos com as publicações da série Tex Graphic Novel clique aqui.

  • B.P.D.P: Inferno na Terra – Vol. 1: Abominável Mundo Novo

O mais novo encadernado do universo Hellboy, publicado originalmente pela Dark Horse, será B.P.D.P: Inferno na Terra, a famosa série Hell on Earth no original. Nos EUA Hell on Earth possui mais de 140 edições mensais lançadas até o momento, totalizando 15 encadernados. O épico que começou na primeira revista do Hellboy é concluído com o Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal, sendo “Novo Mundo” o primeiro arco da saga, englobando as edições #1 a #5 da revista original.

A editora publica histórias do B.P.D.P em encadernados há alguns anos, sendo os mais recentes B.P.D.P Origens: 1946-1947 e Hellboy e o B.P.D.P: 1952.

Para conferir o catálogo da Mythos com as publicações da Dark Horse clique aqui.

B.P.D.P: Inferno na Terra – Vol 1: Abominável Mundo Novo tem preço de capa sugerido R$ 72,90.

Os últimos lançamentos, Zenith: Volume Um, Vampirella: Grandes Mestres (Grant Morrison & Mark Millar) e Rei Conan: A Fênix na Espada/O Deus da Meia-Noite já estão disponíveis na Amazon, todos com mais de 20% de desconto.

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Heroes of the Storm 2.0 | Novidades da Blizzard

Heroes of the Storm está de cara nova! Uma atualização tão significante, com novo sistema de progressão de níveis e de recompensas, que a Blizzard decidiu optar chamar esse “novo” jogo de  Heroes of the Storm 2.0.

O jogo agora terá um sistema de progressão diferenciado, baseado no tempo de gameplay do jogador, e nível dos personagens que já foram utilizados. Mas não se preocupe: caso você já era um jogador do MOBA, sua experiência já existente será convertida neste novo sistema de níveis, com um número apropriado de recompensas dadas a você imediatamente.

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A partir do dia de lançamento do Heroes 2.0 até 22 de maio, todos os jogadores receberão a série de missões Desafio do Nexus 2.0, além de “mimos” da Blizzard  (pacotes com heróis gratuitos).

Megapacotes:

  • Do dia de lançamento do Heroes 2.0 em cada região até 22 de maio de 2017, os jogadores poderão desbloquear permanentemente 1 dos 4 megapacotes. Quando escolhido, os que sobraram ficarão inacessíveis.
  • Cada megapacote contém 20 Heróis e um tema próprio: Assassinos, Suportes e Especialistas, Flexíveis e Tanques e Bordoeiros.
  • Todos os jogadores que se conectarem entre 25 de abril e 22 de maio receberão 100 gemas, que podem ser usadas para desbloquear permanentemente 1 megapacote à escolha.

Além dos pacotes, todos os jogadores que concluíram pelo menos uma partida do Heroes of the Storm antes do lançamento do Heroes 2.0 receberão uma quantidade de Baús de Tesouro de acordo com o Nível do Jogador convertido no novo sistema de progressão.

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Jovens Titãs ganharão série de TV

Após um longo período de especulação nos últimos dois anos, foi confirmado hoje que uma série de TV dos Jovens Titãs será produzida pela Warner. Contudo, o seriado não será como Arrow, Flash, Supergirl ou Legends of Tomorrow, todas séries produzidas para o canal CW americano: os Titãs serão exibidos em um serviço próprio de streaming da DC Comics, ao lado da terceira temporada de Young Justice.

A Warner Bros. confirmou que Teen Titans e Young Justice: Outsiders encabeçarão um novo projeto da DC focado no streaming digital, criado pela Warner Bros. Digital Networks Group e previsto para ser lançado ano que vem. Sem muitos detalhes, foi dito somente que este projeto irá “entregar uma experiência digital imersiva para os fãs da DC“, então podem surgir outros materiais exibidos diretamente na plataforma, algo similar aos serviços oferecidos pela Netflix e HBO Go.

A série dos Titãs estava sendo produzida pela TNT, mas o projeto foi cancelado ano passado. Ainda é cedo para afirmar quais são os planos para esta nova iniciativa, que será criada pelo produtor Akira Goldsman, Geoff Johns e os maiores nomes das séries DC/CW, Greg Berlanti e Sarah Schechter. Personagens como Dick Grayson, Estelar e Ravena foram mencionados no press release, que descreveu a série como “um grupo de jovens heróis recrutados de cada canto do universo DC“, enquanto Dick se prepara para liderar este novo time de jovens heróis para proteger o mundo. Os primeiros episódios serão escritos por Goldsman e Johns, ambos intimamente ligados aos Titãs dos quadrinhos.

Enquanto isso, a tão aguardada terceira temporada de Young Justice lidará com o conceito do tráfico de meta-humanos, enquanto o time e a sociedade como um todo é “pega no fogo cruzado de uma corrida armamentista genética que atravessa o planeta e a galáxia.” A equipe responsável pela série animada continua sendo Sam Register, ao lado de Brandon Vietti e Greg Weisman.

Nenhuma informação foi dita sobre a integração da série dos Titãs com o CWverso ou com o UEDC. É importante lembrar que existem boatos sobre uma produção cinematográfica do Asa Noturna, então fica o questionamento sobre como será o projeto envolvendo Dick Grayson.

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O Renascimento da DC Comics no Brasil

A revista especial Universo DC: Renascimento está sendo distribuída para as bancas de todo o Brasil. A nova fase da Editora das Lendas, que começou nos EUA em maio do ano passado, chega em terras tupiniquins com drásticas mudanças editoriais que podem alterar a forma que diversos leitores enxergam a DC Comics por aqui. Trazendo o otimismo e a esperança de volta o Renascimento também apresenta novidades nunca antes vistas nas revistas brasileiras, como você pode conferir em detalhes logo abaixo!

Após uma longa preparação de terreno (saiba mais clicando aqui) a editora Panini dá início oficialmente, neste mês de abril, ao Renascimento. Um sucesso de crítica e público no exterior, o chamado Rebirth trouxe de volta elementos amados pelos fãs sem deixar de lado o legado dos heróis.

Por aqui o editor Bernardo Santana, responsável pela DC Comics no Brasil, acredita que deste ponto em diante a forma como a Editora é aceita nas bancas mudará drasticamente graças a mudanças editoriais, gráficas e criativas que povoarão as prateleiras de lojas e comic shops, elevando as vendas. Separamos algumas das principais mudanças do Renascimento no Brasil, com breves comparações e textos explicativos que podem ser conferidos abaixo.


A mudança de papéis: o LWC prevalece

Há alguns anos as mensais da DC no Brasil eram publicadas com o famoso papel pisa-brite. Após ouvir a opinião dos fãs e realizar diversos testes a editora Panini está padronizando, com o Renascimento, a qualidade gráfica de suas revistas. Enquetes foram realizadas no hotsite oficial da editora e mais recentemente as revistas Arlequina e LJA vieram já com o famoso e elogiado papel LWC, que na maioria das vezes valoriza muito mais a colorização moderna e original dos artistas.

Com o Renascimento foi oficialmente abolido o uso do papel pisa-brite, trazendo o famoso “papel brilhante” para todos os títulos, elevando a qualidade gráfica das revistas mensais sem um custo muito alto para o bolso dos leitores. Um passo bem importante neste quesito.


A primeira revista mensal da Mulher-Maravilha em 30 anos

Em 1983 a Mulher-Maravilha teve sua última revista mensal publicada no país, ainda pela editora Ebal. Desde então a heroína marcou presença em diversos títulos da Abril e Panini, mas nunca com sua própria revista, e sempre dividindo espaço com outros títulos da DC Comics, mais recentemente no mix Universo DC. Com o Renascimento (e o vindouro filme da personagem) a editora Panini está apostando em um título solo da Princesa Amazona com a nova fase escrita por Greg Rucka e ilustrada por Liam Sharp e Nicola Scott.

Contendo 52 páginas e custando R$ 7,50 este título é finalmente uma prova de confiança que a maior heroína de todos os tempos possui força e fãs suficientes para sustentar uma revista só dela. E muitos agradecem a extinção das famosas revistas grandes, que continham personagens não-relacionados dividindo o mesmo espaço.


Action Comics e Detective Comics em revistas isoladas

As revistas Action Comics e Detective Comics nunca foram publicadas no Brasil separadas de suas revistas irmãs como Batman, Superman, Dark Knight e outras. Com o Renascimento, pela primeira vez estes dois títulos serão isolados dos outros, sendo publicados também no formato mensal com 52 páginas, compilando duas histórias originais numa única revista.

Action Comics de Dan Jurgens é exatamente o que o nome diz: histórias de ação, entregando mistérios e diversão de alto nível. Detective Comics, escrito por James Tynion IV e ilustrado por Eddy Barrows, é um dos títulos mais elogiados do Renascimento, entregando uma equipe composta por membros (e não-tão-membros) da Batfamília interagindo e resolvendo problemas, com uma boa dose de emoção. A aposta da Panini nessas duas revistas é algo louvável e ousado, facilitando para que o leitor brasileiro possa finalmente escolher o que deseja consumir.


Encadernados e o fim de Universo DC e A Sombra do Batman

Como foi dito acima, as famosas revistas Universo DC e A Sombra do Batman foram oficialmente extintas. A Mulher-Maravilha ganhou sua própria revista, mas… E os outros heróis e vilões? Pois a editora Panini encontrou a forma ideal de publicação, que já vinha sendo testada há alguns meses: encadernados para as bancas.

Após um período lançando Exterminador, Arqueiro Verde, Canário Negro, Academia Gotham e outras séries do DC You (reformulação anterior ao Renascimento) em encadernados, o formato aparentemente deu certo e diversos títulos virão nos mesmos moldes. Alguns exemplos são: Flash, Aquaman, Superwoman, Supergirl, Batwoman, Exterminador, Asa Noturna, o já citado Arqueiro Verde, entre outros. Titãs, Arlequina e Esquadrão Suicida terão suas próprias revistas mensais, bem como os Lanternas Verdes. Mas nada de revistas com Lobo, Mulher-Maravilha e Flash no mesmo compilado.

Obviamente existem diversas alterações que foram e serão feitas ao longo do Renascimento. Um novo design para o editorial das revistas, um novo hotsite programado para ir ao ar em breve, futuros anúncios… Tudo feito para trazer ao Brasil, em grande estilo, a fase mais bem-sucedida da DC Comics nos últimos anos.

Podendo ser lida por novos leitores e trazendo de volta antigos fãs, o Renascimento segue firme e forte no exterior com ótimas vendas, grupos diversificados, equipes criativas de ponta e uma resposta muito firme dos leitores, com poucas oscilações e resolvendo mistérios aos poucos. Vamos ver como a Panini manterá suas séries mensais ao longo de tantas sagas incríveis e quais serão as primeiras mudanças nos títulos brasileiros.

Para acompanhar todas as novidades não deixe de ficar ligado na Torre de Vigilância, e acompanhe as novas revistas que já estão nas bancas! O próximo épico começa aqui.

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Quer começar a ler Tex? Conheça a série Tex Platinum!

Tex Willer, personagem criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini, é publicado no Brasil de forma ininterrupta desde os anos 70. Passando por várias editoras ao longo dos anos e contando mensalmente com diversas revistas publicadas em banca, um leitor novato pode se sentir perdido, sem saber exatamente por onde começar. Sanando este problema surgiu a série Tex Platinum da Mythos Editora!

Tex é um fenômeno italiano que se estendeu para o mundo todo. Um dos personagens de westerns mais longevos da história dos quadrinhos, sua longevidade remete não somente à sua fama como também aos infinitos nomes que escreveram ou ilustraram as milhares de aventuras do ranger texano. Entre muitas revistas (Tex, Tex Coleção, Tex em Cores, Tex Ouro, Tex Edição Histórica, etc.) lançadas no Brasil, sendo que algumas já passam ou alcançam o número 500, a cronologia é bem espalhada porém facilmente compreensível. Enquanto muitas séries já estão esgotadas, outras surgem republicando histórias com nova numeração e novo acabamento gráfico, podendo fisgar novatos neste universo tão rico. O caso mais recente é a já citada série Tex Platinum, que republica as famosas edições de Tex Anual.

Para explicar detalhadamente do que se trata Tex Platinum, vamos começar do início. Sim, a chamada “cronologia” do Tex é muito simples, porém existem alguns elementos-chave no decorrer da vida do herói que são minimamente necessários para aproveitar suas histórias. Nascido no Texas, criado num rancho e treinado na arte do tiro por um velho amigo da família chamado Gunny Bill, seu pai foi assassinado por bandidos mexicanos que roubaram o gado. Em busca de vingança, Tex vai atrás dos assassinos e faz justiça com as próprias mãos. Ao separar-se de seu irmão Sam, a quem deixou a fazenda e o rebanho, Tex passa por alguns trabalhos envolvendo rodeios e descobre que Sam também fora assassinado por bandidos. Mais uma vez o herói faz justiça com as próprias mãos e passa a ser perseguido como um fora-da-lei.

A vida de Tex a partir daí é cheia de reviravoltas. A série começa quando o personagem já é um fora-da-lei que vaga com seu cavalo, e passando por diversas aventuras, envolvendo-se com bandidos, índios e xerifes, dado momento ele consegue limpar seu nome e conhece Kit Carson, que viria a se tornar seu melhor amigo, um ranger que serve a justiça. Torna-se um ranger e acaba por se casar com Lilyth, filha do chefe dos índios navajos. Com ela Tex vive os melhores momentos de sua vida, tendo um filho e conhecendo neste período outro grande amigo da aldeia, Jack Tigre. Um dia a varíola levada ao vilarejo por bandidos tira a vida de sua esposa e deixa somente seu filho, Kit Willer (batizado em homenagem a seu padrinho e melhor amigo de seu pai), vivo. Tex entrega-se à vida de ranger, após buscar justiça pela morte de sua esposa, e passa a fazer trabalhos por todo o país, resolvendo os mais variados problemas.

Toda a história contada nos parágrafos anteriores é o básico sobre a vida do personagem. Entendendo as origens é possível aproveitar qualquer história do ranger sem muita dificuldade, com exceção obviamente das continuações diretas de histórias mais antigas. É possível ir até a banca e comprar um número aleatório de Tex ou Tex Coleção e pelo menos a maior parte da história será compreensível. Mas se o problema é com a numeração ou a sensação de acompanhar algo desde o início, a revista que dá nome a este artigo se encaixa neste quesito.

Na Itália são publicadas edições anuais, com mais páginas que o normal, chamadas Maxi Tex. No Brasil essas revistas especiais começaram a ser publicadas em 1999 pela Mythos Editora em uma série apelidada de Tex Anual, sendo que esta revista ainda sai até hoje, com a edição 18 publicada em dezembro de 2016. Como os primeiros números de Tex Anual são muito difíceis de se encontrar atualmente a editora deu início também em 2016 à republicação desta série, com novo acabamento gráfico, na coleção bimestral Tex Platinum.

Mas qual seria a diferença de Tex Platinum para as revistas normais como Tex Coleção? A principal é o fato destes volumes compilarem aventuras completas, sem continuações e praticamente isoladas do senso de cronologia. Com a possibilidade de acompanhar uma revista desde o primeiro número, as histórias apresentadas são 100% compreensíveis para o leitor que conhece somente o básico explicado acima, isoladas até mesmo entre as próprias revistas da mesma coleção.

Além disso, alguns clássicos estão presentes nessas edições. Os dois primeiros volumes de Tex Platinum compilam as aventuras “O Caçador de Fósseis” e “O Ouro dos Confederados“, ambas da dupla Antonio Segura (roteiro) e José Ortiz (arte), mestres das histórias em quadrinhos. Essas duas histórias específicas são tidas como algumas das melhores do personagem até hoje, rivalizando com outros clássicos. As edições seguintes apresentam outras grandes histórias, criadas por autores de primeiríssima qualidade, que entregam ótimas aventuras fechadas.

Até o momento foram publicadas sete edições desta série, todas facilmente encontradas na loja online do site da Mythos Editora. O lançamento mais recente, a sétima edição, chegou às bancas em abril de 2017 e entrega outra história fechada da dupla Segura & Ortiz, uma ótima aventura chamada “O Trem Blindado“, equivalente ao número oito da série Maxi Tex italiana.

Pode parecer complicado, mas não é. Tex e as outras séries da Sergio Bonelli Editore são bons quadrinhos, com temas variados e histórias de uma qualidade quase sempre acima da média, seja no roteiro ou na arte. A longa vida de Tex Willer nas bancas brasileiras é a prova de que seu público é fiel e pode estar se renovando graças a novos lançamentos e revistas que começam com nova numeração, chamando a atenção de novatos. Tex Platinum foi a empreitada mais recente neste quesito, um tiro certeiro para que a vida do ranger prossiga em terras tupiniquins.