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Cinema

Confira o segundo trailer de Blade Runner 2049

Após 35 anos desde o lançamento do clássico Blade Runner (1982), sua sequência chega aos cinemas para expandir essa franquia e para conhecer melhor este mundo, veja o novo trailer lançado pela Warner Bros.

Trinta anos após os eventos do primeiro filme, um novo Blade Runner, o policial K (Ryan Gosling), do Departamento de Polícia de Los Angeles, desenterra um segredo que tem o potencial de mergulhar o que sobrou da sociedade em caos. A descoberta de K o leva a uma jornada em busca de Rick Deckard (Harrison Ford), um antigo Blade Runner da LAPD que está desaparecido há três décadas.”

Ridley Scott, diretor do primeiro Blade Runner, será produtor executivo. O ator Harrison Ford (Rick Deckard) estará de volta junto de Ryan Gosling como Oficial K, personagem novo da franquia. Já o ator Edward James Olmos retornará como Gaff. O elenco ainda é formado por Jared Leto e Robin Wright.

Blade Runner 2049, dirigido por Dennis Villeneuve, está com estreia prevista para outubro deste ano.

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Cinema

Dunkirk | Confira o terceiro trailer do filme ambientado na II Guerra Mundial

O próximo projeto de Christopher Nolan será ambientado na II Guerra Mundial, num momento onde tropas aliadas belgas, britânicas e francesas foram encurraladas na cidade da França, Dunkirk, cercadas pelo exército alemão. A divulgação do filme, até agora, foi composta por dois trailers. E hoje, a Warner Bros. Pictures liberou o terceiro. Confira abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=0dPuIqxebIE

No elenco: Tom Hardy (The Revenant, Mad Max: Fury Road, The Dark Knight Rises), Mark Rylance (Bridge of Spies, The BFG), Kenneth Branagh (My Week with Marilyn, Hamlet, Henry V), Cillian Murphy (Inception, Trilogia The Dark Knight), e Fionn Whitehead.

O filme está sendo produzido por Nolan e Emma Thomas (Interstellar, Inception, Trilogia The Dark Knight). Jake Myers (The Revenant, Interstellar, Jack Reacher) está servindo como produtor executivo.

Dunkirk será lançado em 21 de julho.

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Quadrinhos

Providence de Alan Moore chega este mês pela Panini

A HQ Providence escrita por Alan Moore inspirada na obra de H.P. Lovecraft, chega ao Brasil pela editora Panini. A série, foi publicada originalmente em 2015 nos EUA, em 12 partes no total, o primeiro volume desse encadernado contém as quatro primeiras edições.

A trama se passa na Nova York de 1919, protagonizada pelo repórter Robert Black, que tinha finalmente colocado sua vida nos eixos, quando um súbito suicídio de uma pessoa muito querida o conduz por uma estrada misteriosa, descobrindo um lado sombrio dos Estados Unidos. A estrada para Providence.

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É a primeira vez que a obra vai ser publicada em terras tupiniquins, Providence segue a tradição de Moore iniciada em O Pátio (The Courtyard de 2003) The Neonomicon (2010), ambos já publicados por aqui. Providence se posiciona tanto quanto um prequel, como uma sequência dessas histórias.

O protagonista Robert Black.

“O que Lovecraft fez foi pegar o mundo além da porta de sua casa e além da sua janela, daquele cenário regional em que nasceu, e engenhosamente fundir com imaginativas extremidades do universo” disse Alan Moore na época do lançamento. “Providence é minha tentativa de escrever um pedaço da ficção de Lovecraft.”

O desenhista Jacen Burrows assina a arte de Providence, o primeiro volume tem formato 17 X 26 cm, 176 páginas, capa dura e papel couché. O valor estabelecido foi de R$ 62,00. No total serão três volumes publicados, um prato cheio para quem curte a narrativa do Bruxo dos Quadrinhos e histórias de terror.

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Quadrinhos

Devir anuncia terceiro volume de Parker, “O Golpe”

A Editora Devir anunciou a publicação de Parker: O Golpe, o terceiro volume das aventuras do personagem criado pelo icônico escritor e roteirista Donald Westlake (1933-2008) em uma série de livros publicados entre 1962 a 1974 retornando depois em 1997, assinando com famoso pseudônimo Richard Stark. Os romances são considerados obras-primas e fonte de inspiração para diversos cineastas, quadrinistas e romancistas. O Golpe ganhou uma adaptação cinematográfica na França intitulado Assalto à Cidade (Mise à Sac de 1967) dirigido por Alaìn Cavalier.

Parker: O Golpe é o terceiro de quatro volumes que são adaptados pelo vencedor do Prêmio Eisner, Darwyn Cooke. Os dois primeiros se chamam, respectivamente, O Caçador e A Organização (também já publicados pela Devir). Slayground, o quarto volume, ainda é inédito por aqui. Cooke aplica uma um estilo retro dos anos 60 nas graphic novels, o que deixou os romances em uma experiência única na leitura em quadrinhos.

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Parker é um homem que não fala muito e age bastante, longe de ser considerado uma boa pessoa, é um assassino vingativo que faz o possível para chegar aos seus objetivos. O autêntico anti-herói. As suas histórias não têm muitas firulas, elas vão direto ao ponto o que as tornam uma verdadeira aula de como fazer uma narrativa sem encher muita linguiça. As tramas sempre colocam o protagonista em uma sinuca de bico que resolve seus problemas do jeito que mais sabe: violentamente.

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Em O Golpe, vemos Parker em uma viagem através da América reunindo uma dúzia de seus melhores parceiros no crime para o maior golpe de todos: simplesmente roubar uma cidade inteira.

Parker: O Golpe tem formato 16 X 24 X 1,5 cm, 144 páginas coloridas e capa dura e preço sugerido de R$ 59,90. No site da Devir você ainda pode encontrar os dois primeiros volumes, ou no banner abaixo:

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Séries

Os Defensores | Confira o primeiro trailer da série

Depois de anunciar através de um teaser que a Elektra estaria de volta, a Netflix divulgou o primeiro trailer de Os Denfensores, série original do serviço de streaming que reunirá os heróis Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage Punho de Ferro para combater uma ameaça muito maior.

Confira o trailer abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=idQmQQBcCmE&feature=youtu.be

“Os Defensores segue Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro. Um quarteto de heróis singulares com um objetivo em comum – salvar Nova York. Essa é a história de quatro figuras solitárias, com seus próprios desafios pessoais, que realizam que eles podem ser mais fortes juntos”

Todos os episódios da série estarão disponíveis a partir do dia 18 de Agosto na Netflix.

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Cinema

A Torre Negra | Adaptação de Stephen King ganha novo trailer

Uma das adaptações mais esperadas é a versão cinematográfica para a obra do Mestre King e agora os fãs poderão assistir ao segundo trailer do longa. Confira abaixo:

O elenco é formado por: Idris Elba (Roland Deschain/O Pistoleiro), Matthew McConaughey (Homem de Preto), Katheryn Winnick, Jackie Earle Haley (Sayre), Abbey Lee (Tirana), Claudia Kim (Arra Champignon), Fran Kranz (Pimli), Nicholas Hamilton (Lucas Hanson), José Zúñiga (Dr. Hotchkiss), Alex McGregor (Susan Delgado), Tom Taylor (Jake Chambers), e Michael Barbieri (Timmy).

Baseado no romance de Stephen King, o filme foi roteirizado por Nikolaj Arcel, Akiva Goldsman e Anders Thomas Jensen. A direção é de Nikolaj Arcel. A Torre Negra está previsto para ser lançado em 4 de agosto.

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Entretenimento

Doctor Who | Sete Doutores irão se encontrar em um café

Sete atores que interpretaram o Doutor, protagonista da longeva série britânica de ficção-científica Doctor Who, irão se encontrar com fãs juntos pela primeira vez nos 54 anos de série para um café da manhã em Londres, no The Wolseley Hotel, apoiando uma campanha de caridade. Confira os detalhes abaixo.

Peter Capaldi, Matt Smith, David Tennant, Paul McGann, Sylvester McCoy, Colin Baker e Peter Davison serão os Doutores presentes neste evento destinado a arrecadações para a caridade através do Comic Relief. O Comic Relief, fundado em 1985, é uma organização britânica que utiliza o riso para combater a miséria. Doctor Who já realizou outros especiais de caridade em parceria com a organização, e outros atores e grandes nomes mundiais (como J. K. Rowling) já apoiaram a iniciativa.

Em 2017, o Red Nose Day (que arrecada dinheiro para ajudar crianças necessitadas ao redor do mundo) será realizado nos dias 24 (no Reino Unido) e 25 de maio (nos EUA), e uma das iniciativas será o encontro com os Doutores com tudo pago para fãs que moram no Reino Unido e nos EUA. Os fãs que realizarem doações através do site oficial poderão ser sorteados, tendo maiores chances quem doar valores mais altos. Os valores vão de 10 a 1000 dólares. Nos últimos 25 anos o Red Nose Day já arrecadou mais de 1 bilhão de dólares destinados às crianças carentes.

Confira o convite oficial feito pelo canal de Doctor Who no YouTube:

O fã sorteado poderá levar um(a) acompanhante para o Wolseley Restaurant, no cinco estrelas The Wolseley Hotel, com passagem providenciada pela British Airways e hospedagem no The Ned, novo hotel da Soho.

A série estreou em 1963, produzida e transmitida pela BBC, e atualmente conta com treze atores que interpretaram o Doutor ao longo dos anos. Entre os atores que estão vivos, somente Tom Baker e Christopher Eccleston estarão ausentes neste encontro épico com um objetivo nobre.

Doctor Who encontra-se atualmente em sua Décima Temporada da série moderna, exibida no Brasil aos domingos pelo canal Syfy. Narra as aventuras do Doutor (Peter Capaldi) e seus companheiros através do tempo e espaço.

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Detective Comics Quadrinhos

Projeto Manhattan | O real e o imaginário de mãos dadas

Quando você começa a ler o Projeto Manhattan, pode não reparar, pode ignorar, ou simplesmente, pode não saber que está tendo uma aula de história, ou algo perto disso.

O escritor Jonathan Hickman deita o leitor em uma rede informações reais e nos embala para relaxarmos e curtirmos toda a “licença poética” que a obra apresenta. Com personagens que realmente existiram, sendo que alguns deles nunca se encontraram em vida, o autor molda a divisão do governo americano e apresenta histórias que vão desde combate ao Nazismo, Kamikazes do Japão Feudal, inteligências artificiais, portais de teletransportesrobôs soviéticos e extraterrestres. E incrivelmente tudo acaba fazendo muito sentido.

Antes de tudo, estimado e amigo leitor vigilante, você deve saber que o Projeto Manhattan realmente existiu. O intuito do governo do presidente Franklin D. Roosevelt era que a organização, que no começo se chamava Distrito Manhattan, construísse a primeira Bomba Atômica. E isso aconteceu. O ponto que Hickman brinca muito bem é que: e se a Bomba Atômica foi só uma fachada para uma coisa maior? Seguindo essa premissa, o caldo na panela começa a engrossar.

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Em uma incrível mistura entre realidade e imaginário, Hickman, nos apresenta os Torii (aqueles arcos/portões vermelhos típicos no Japão) que são portais mágicos que podem teletransportar pessoas ou até exércitos inteiros, para qualquer lugar do planeta ou fora dele. A fonte de poder dos portais é a força mental de monges budistas. A história se encontra logo após o final da Segunda Guerra Mundial, mas constantemente somos levados a flashbacks de antes ou durante o conflito para a melhor compreensão da narrativa em si. E essas “viagens” ocorrem muitas vezes na mesma página de forma ordenada e de fácil entendimento.

O primeiro número começa quando o físico Robert Oppenheimer, um dos inventores da Bomba H, é recrutado pelo General Leslie Groves (duas figuras que existiram de verdade) para ingressar no Projeto Manhattan. Logo de cara a mistura de ficção e realidade surge, pois sabemos de um irmão gêmeo de Oppenheimer que possui tendências comunistas e hábitos estranhos (não vamos falar para não soltar spoiler). Também temos na equipe Albert Einstein que é taxado como gênio-esquisitão-beberrão, o alemão Werner Von Braun, que na vida real teve um grave problema no braço esquerdo e na HQ tem o mesmo membro mecanizado, Harry Daghlian que morreu depois de sofrer uma irradiação tornou-se uma espécie de “poeira nuclear”, Richard Feynman, Enrico Fermi, entre outros. Todos com suas peculiaridades que tiveram na vida real, e que se transformaram em características criadas pelo escritor. Um grande exemplo é a solução incrível pós-morte que ele dá para o presidente Roosevelt.

O jogo de cores brinca representando passado/presente, real/imaginário ou simplesmente comunismo/capitalismo.

A narrativa de Hickman não esconde muito os spoilers, e sempre entrega seja logo de cara ou na mesma edição alguma revelação estrondosa. O que poderia tirar atenção do leitor por já ter sido entregue de bandeja, acaba atiçando a curiosidade para continuar a leitura. E essa visão meio “malucada” é materializada com os desenhos de Nick Pitarra, que antes do Projeto Manhattan, era um artista desconhecido do grande público, mas que já tinha trabalhado com Hickman antes. A arte de Pitarra meio cartunesca, meio crua, impressiona e faz um casamento perfeito com o que a história propõe. Os devaneios de alguns personagens, como as cenas de violência (que não são poucas) e as cenas de ação (que também não são poucas) lembram em alguns momentos os traços, em devidas proporções, de Simon Bisley.

Pode esperar muita violência e sangue nas edições

Contudo, o roteiro é o ponto forte de Projeto Manhattan. Jonathan Hickman passa a sensação de que apesar de vários eventos acontecendo, há alguma coisa misteriosa ao fundo, um perigo maior para ser combatido. Algumas pontas às vezes são deixadas soltas em diversos momentos das HQ’s, mas que no futuro elas reaparecem e causam um grande estrago, ou simplesmente acabam se tornando um caminho para outra história. Por manter um mistério e envolver seus personagens tão magistralmente, o leitor fica grudado querendo saber qual o rumo vai tomar. E ao saber que aquelas pessoas realmente existiram, algumas pessoas (como eu por exemplo) acabam pesquisando pelas figuras históricas.

A obra é leitura obrigatória para quem curte quadrinhos e gosta de uma boa produção. O roteiro de Jonathan Hickman envolve, os desenhos de Nick Pitarra são bastante funcionais na história e as cores de Jordie Bellaire são a cereja do bolo. Projeto Manhattan é publicado nos EUA pela Image Comics, e aqui no Brasil é distribuído pela Devir, que lançou o quarto volume recentemente.

Dentro da proposta da HQ, o título original The Manhattan Projects (Os Projetos Manhattan) faz mais sentido devido as diversas equipes trabalhando ao mesmo tempo em diferentes projetos. Aqui no Brasil, a série foi traduzida como Projeto Manhattan.

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No site da editora você encontra todos os volumes pelo preço de R$ 49,00, no formato 17 x 26 cm, com 152 páginas coloridas em papel couchê em um acabamento em brochura e laminação brilhante. Você também pode adquirir as edições clicando no banner da Amazon logo abaixo.

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Detective Comics Quadrinhos

A Barbarella de Jean-Claude Forest

Icônica personagem criada em 1962 pelo ilustrador Jean-Claude Forest, Barbarella marcou o início de uma nova era para os quadrinhos com relação a imagem da mulher. A aventureira espacial do século XL possui uma interessante história de criação e término, que tornou a heroína um verdadeiro cult das HQs, traduzida para mais de doze idiomas ao redor do mundo e vítima de censura em diversos momentos.

A década de 50 foi um período marcado pelo extremo conservadorismo dos quadrinhos, não somente no mercado americano como no mundo todo. A imagem da mulher nesta mídia até então era tida como um único plano de personagens rasas e com pouca utilidade além de servirem como coadjuvantes para os grandes personagens masculinos, enquanto assuntos como sexualidade e independência eram inconcebíveis em uma época de censura, syndicates e outros tipos de aventuras em vigor, uma crescente de tendências que vinham desde os anos 30. Mesmo as mais famosas séries europeias de quadrinhos, como o Tintim de Hergé, possuíam poucas mulheres em seu rol de personagens. E a “revolução” teve início na França em 1962, quando a chocante Barbarella surgiu nas páginas da V-Magazine.

Capa de uma edição da V-Magazine, revista onde Barbarella surgiu em 1962.

Publicada no formato de tiras, Barbarella era uma somatória de elementos de sucesso: James Bond, Buck RogersFlash Gordon, Mandrake e Jungle Jim são possivelmente as maiores inspirações, sendo as diferenças óbvias o sexo da protagonista e como sua liberdade é abordada no ano 40.000 DC. Desenhada com o lápis anatomicamente correto de Forest, a primeira aventura da personagem causa impacto por logo em suas primeiras páginas exibir não somente mulheres com belas curvas bem definidas, como também seios a mostra e posições no mínimo pornográficas para o período em vigor. Como diz o jornalista Gonçalo Jr., Barbarella foi “aclamada como ‘vamp moderna’ e ‘ninfomaníaca espacial’ pelos críticos mais conservadores“. Suas explorações vão desde descobertas de novos mundos até encontros com bizarras criaturas, sempre apostando no extremo escapismo que não se leva a sério.

Com este espírito trash porém extremamente criativo no quesito visual, as histórias da sensual heroína loira dos lábios carnudos são absurdas até para a época, criando um charme incontestável. Utilizando seu corpo da maneira que bem entende para obter o que deseja, Barbarella estava sempre no comando quando metida em alguma enrascada, algo verdadeiramente raro nas publicações deste momento que motivou os artistas a expandirem seus horizontes e criarem trabalhos voltados para os adultos, e não somente aos jovens e adolescentes que consumiam os comics. As tiras da aventureira, que possuíam um senso de cronologia, agradavam os leitores mais maduros de diferentes formas, com o motivo central sendo a semelhança com a atriz Brigitte Bardot (1934 – ), sex symbol dos anos 50 e 60. E por “motivo central” você imagina o que bem entender…

Barbarella e Brigitte Bardot.
Barbarella e Brigitte Bardot.

Voltando um pouco no tempo, falemos sobre Jean-Claude Forest, o “pai” de Barbarella. Forest nasceu em 1930, em Paris, e se formou em 1950 pela Escola de Desenho de Paris, trabalhando como ilustrador em veículos variados tais quais revistas e jornais como o France Soir. Barbarella nasceu após o editor George Gallet, da coleção de ficção-científica Le Rayon Fantastique, requisitar que Forest criasse uma espécie de Tarzan ou Tarzella. A ideia não lhe agradou e ele utilizou o conceito para criar sua heroína que alcançou a fama mundial e tornou-se um bestseller após o editor Eric Losfeld, especialista em fantasia e literatura erótica, proporcionar a chance de compilar as histórias em um livro, lançado em 1964. Este primeiro álbum vendeu mais de 200 mil cópias, mesmo com a censura da época impedindo que ele fosse divulgado com publicidade.

Sua arte característica foi o estopim para uma verdadeira revolução sexual, dando origem a personagens como Valentina de Guido Crepax e Vampirella de Forrest J. Ackerman, ambas publicadas no Brasil. Jean-Claude faleceu em 1998, tendo sofrido de uma asma severa por muitos anos.

Os belos quadros de Forest somados a sua criatividade criaram um clássico dos quadrinhos.
A bela arte de Forest somada a sua criatividade deram origem a um clássico revolucionário dos quadrinhos.

Mas a revolução de Barbarella não está limitada aos seus influentes quadrinhos, onde ela busca novas experiências como boa viajante que é. Mesmo tendo sido censurada na França em 1966, a exploradora já descobrira outros países do nosso mundo real, tendo encantado diversos cantos do globo. Em 1968 o produtor Dino De Laurentiis foi um dos atingidos pelo charme da personagem (graças a uma de suas agentes que gostava do álbum), tendo produzido um live-action dirigido por Roger Vadim, tendo Forest como consultor criativo e a estonteante Jane Foda no papel principal. Dizem, inclusive, que ao entrar em contato com o primeiro álbum da Barbarella Fonda o jogou no lixo dizendo que “aquilo não era pra ela.”

O filme, marcado pela clássica sequência de strip tease em gravidade zero, tornou Barbarella um verdadeiro hit mundial que vai além de sua mídia original. Apesar de algumas diferenças, o teor e o lado conceitual do longa são fiéis à série de quadrinhos (até mesmo no aspecto trash), contendo passagens e personagens retirados diretamente de suas tiras e fielmente transpostos, como o anjo Pygar e a doença lepra escavadora. Como curiosidade, o vilão do longa, Durand Durand, inspirou o nome da banda new wave criada nos anos 80, Duran Duran.

Jane Fonda dá vida à personagem em um filme fiel em diversos aspectos.
Jane Fonda dá vida à personagem em um longa fiel em diversos aspectos.

No Brasil, já com a estreia do filme, o primeiro (e até pouco tempo, único) álbum da personagem foi publicado em 1969 pela Linográfica Editora. Com tradução de Jô Soares, o livro continha em sua capa o cartaz do filme e por muitos anos foi disputado a unhas e dentes pelos colecionadores. O álbum nacional possuía tons de amarelo, laranja e até mesmo verde. A republicação da série em terras tupiniquins se deu em 2015, quando a Jupati Books, selo da Marsupial Editora, republicou o primeiro de dois volumes lançados na França pela Les Humanoïdes Associés contendo a obra integral com a colorização azul no preto e branco. A nova edição, traduzida por Pedro Bouça, contém um belo texto de introdução escrito pelo já citado expert Gonçalo Jr.

Motivado pelo sucesso da primeira publicação de Barbarella, Forest criou uma série de sequências, focando inclusive no lado da ficção-científica acima da sexualização característica de suas primeiras histórias. A reputação do artista ficou manchada por algum tempo e a recepção dos álbuns subsequentes não foi das melhores. Nos anos seguintes o autor criou novas séries e personagens, como Hypocrite. A última aventura de sua obra-prima, Le Miroir aux tempêtes, foi publicada em 1982 contendo a arte de Daniel Billon, visto que Forest nesta época achava que “desenhar as histórias era muito mais chato que escrevê-las.

Quadro do álbum "Barbarella - Volume 1" publicado no Brasil pela Jupati Books.
Quadro do álbum “Barbarella – Volume 1” publicado no Brasil pela Jupati Books.

Há um associação entre o fim das histórias da personagem com a epidemia de AIDS nos anos 80, onde a preocupação das pessoas com relação ao sexo aumentou exacerbadamente. Com a data de publicação de seu último volume (1982) coincidindo com este período, Barbarella suspendeu suas viagens espaciais até a série ser cancelada oficialmente com a morte de seu autor em 1998, deixando pra trás um legado que permanece vivo na cultura pop até os dias de hoje.

Ficou interessado em conhecer a personagem? Como já foi dito acima, o primeiro volume (de dois) retornou às livrarias brasileiras pela Jupati Books com o nome Barbarella – Volume 1, contendo 72 páginas encadernadas em capa cartão, formato 27 x 20 cm e preço sugerido R$ 42,00. O segundo volume deve ser lançado ainda em 2017, fechando uma coleção dessa heroína imortalizada no inconsciente popular.

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House of Cards | Quinta temporada ganha trailer oficial

O retorno de House of Cards figura como uma das séries mais esperadas neste mês e para manter ainda mais a ansiedade para a nova temporada, a Netflix liberou o mais novo trailer de sua produção original.

Com as apostas mais altas do que nunca, Frank e Claire trabalham juntos para consolidar o poder deles e ganhar a Casa Branca de todas as maneiras possíveis.

Os novos episódios de House of Cards serão lançados em 30 de maio.