Lançado recentemente nos Estados Unidos, o especial Hunt For Wolverine #1, é o pontapé inicial para explicar o retorno de Logan do mundo dos mortos. Como já falamos AQUI, a trama inicia-se com Donald Pierce e seus Carniceiros adentrando na Cabana onde jaz o corpo do canadense em seu esquife de Adamantium, com a intenção de roubar seus restos mortais e lucrar no mercado negro. Mas acontece que os X-Men chegam e tentam frustrar os planos do bando.
Enquanto a luta ocorre do lado de fora, Pierce e Cylla usam um canhão molecular e dispara contra a estátua de Adamantium. E para a surpresa da dupla, ela está vazia!
Obviamente, já sabíamos que estava vazia graças à aparição de Logan em Marvel Legacy #1, onde a jovem Jean Grey ao visitar a Cabana, encontra o túmulo partido ao meio.
Marvel Legacy #1
Desde então, pensávamos que Logan tinha desperto e destruído para sair. Mas, agora com Hunt For Wolverine, ficamos sabendo que foram os Carniceiros que abriram a estátua. Então, quem tirou o corpo antes?
A resposta é bem simples. Kitty Pride. Em um flashback, os X-Men decidem em não deixar o corpo de Logan ali meio que vulnerável para caçadores de recompensas. Então, a mutante intangível é chamada para praticamente “puxar” o corpo para fora. Logo depois, um funeral em um belo vale verde é realizado e o corpo é enterrado.
Mas acontece que um belo dia, em que Kitty Pride está no túmulo percebe que o pano que foi usado para envolver o corpo de Logan está pendurado em uns galhos. E ela enfia o braço pela terra e sente que o corpo não está mais lá!
Eis que o mistério começa a tomar forma a partir desse momento. Como ele voltou à vida? Ele teve ajuda de alguém para sair do túmulo? Ou conseguiu por conta própria? Vale lembrar também, que em Marvel Legacy #1, Jean Grey fala: “Welcome Back. We missed you”, (“Bem vindo de volta. Nós sentimos saudades de você”, em tradução literal). Será que a jovem mutante tem algo a ver com a sua ressurreição? As respostas começam a serem reveladas a partir de agora nas minisséries que compõem Hunt For Wolverine.
E aqui estamos nós diante do desfecho de tudo que foi planejado há 10 anos, mas antes desse esperado confronto com o Titã Louco, tivemos a cisão dos Vingadores e novos personagens que sustentarão este universo pós-Fase III. Também fica fácil observar que a quantidade de filmes aumentou consideravelmente (total de 10) e a novidade de ter Vingadores em dobro nesta terceira fase. Apertem o cinto para me acompanharem nesta última parte de retrospectiva, porque Thanos está vindo.
Capitão América: Guerra Civil
Para toda ação existe uma reação e esta frase se aplicou muito bem para o desfecho da trilogia do Sentinela da Liberdade. Com o retorno dos Russo, Guerra Civil serviu para dois propósitos: Preparar esses diretores para Guerra Infinita e encerrar o arco de Bucky, que teve início lá em Primeiro Vingador. Por isso que considero Steve Rogers como o personagem mais bem cuidado desse MCU e será uma pena se despedir dele, seja morrendo ou entregando o manto.
Como o governo não consegue ficar muito tempo sem fazer merda, aqui acabaram criando o Acordo de Sokovia para os membros da equipe assinarem com o objetivo de ficarem sob supervisão como consequência da destruição da cidade de mesmo nome em Vingadores: Era de Ultron. Por conta disso, tivemos um dos momentos mais emblemáticos, que ainda precisará ser resolvido em Vingadores: Guerra Infinita. Como os Russo cuidaram deste plot entre Rogers e Stark? Saberemos em breve.
P.S. Aracnídeo: Já agradeceram hoje pela introdução do Amigão da Vizinhança?
Doutor Estranho
Já tínhamos o universo terráqueo, mitológico, cósmico e microscópico, só que ainda estava faltando um bastante essencial: o místico. A resposta veio com Doutor Estranho. Seu primeiro filme-solo tratou de mostrar sua origem bem apoiada nos gibis e construir sua personalidade de um médico arrogante a um Mago Supremo como protetor do Sanctum Sanctorum de Nova York. A introdução do mundo mágico abre uma gama de possibilidades para a Fase IV em diante.
Além disso, tivemos a óbvia confirmação de que o Olho de Agamotto era a Joia do Tempo e que teremos Barão Mordo junto com Pesadelo para serem os vilões da sequência.
Guardiões da Galáxia Vol. 2
A sequência de Guardiões da Galáxia se baseou em paternidade ao colocar o verdadeiro pai de Peter Quill na trama e mostrar a redenção de Yondu de uma forma tão bonita que merece ser lembrada por um bom tempo (Father and Son de Cat Stevens tocando no funeral foi muito golpe baixo). Ainda mantendo-se fora dos eventos na Terra(por enquanto), o filme continua com o tom pastelão e divertido. E foi aqui que a Mantis ganhou o seu debut na história e a veremos em Guerra Infinita. Sem lembrar que nos enfiaram CINCO cenas pós-créditos úteis e irrelevantes.
Homem-Aranha: De Volta ao Lar
O bom filho a casa retorna! Melhor ditado popular para expressar o retorno do nosso querido Homem-Aranha para a Marvel Studios depois de negociações com a Sony. O resultado disso veio na forma deste longa que captou a essência do nosso personagem na época do colegial na pele de Tom Holland, que o interpretou com maestria, amor e empolgação. Ponto positivo por não mostrarem pela terceira vez a origem dele e para a excelente interpretação de Michael Keaton como Abutre. Como de praxe, a primeira cena pós-créditos deixa um belo gancho para essa franquia que estão construindo no Aranhaverso e a segunda traz a bela moral sobre a paciência.
Thor: Ragnarok
E não é que em sua última tentativa, a Marvel Studios não acertou a mão no Deus do Trovão com a direção de Taika Waititi? Thor: Ragnarok teve um aproveitamento que os filmes anteriores não tiveram e o saldo foi muito bom(minha opinião, é claro). Chris Hemsworth teve a oportunidade de atuar fora de sua zona de conforto, o que também rendeu bons momentos na trama. Assim como a interação com os personagens secundários. Vale lembrar que foi o último longa a fazer ligação com Guerra Infinita em sua cena pós-créditos.
Wakanda Forever!
Com uma bilheteria acima do esperado, Pantera Negra veio no momento em que este universo estava precisando de algo representativo. No que se refere a Wakanda, só tenho elogios. A ambientação e retratação da cultura de cada tribo ficaram de encher os olhos. Chadwick Boseman já carimbou como o T’Challa definitivo e os coadjuvantes junto com o vilão tornaram essa experiência ainda melhor.
A cena entre os créditos é bem importante, pois o mundo fica sabendo pela primeira vez sobre a existência de Wakanda e veremos o reflexo disso apenas na sequência. Mal posso esperar por isso.
Vingadores: Guerra Infinita
Espaço, Mente, Realidade, Poder, Alma e Tempo. Seis singularidades que reunidas na Manopla do Infinito tornam o seu portador um Deus. É esse o objetivo de Thanos ao juntá-las para poder destruir metade do universo. Ele é capaz de dizimar tudo que conhecemos num breve estalar de dedos. Esse é o Titã Louco.
3 fases. 17 filmes. 10 anos. Toda essa trajetória para culminar na reunião destes grandes personagens que conhecemos e simpatizamos desde 2008 para deter o fim de tudo. O terreno começou a ser preparado no final dos Vingadores com a primeira versão do vilão, que logo retornou em Guardiões da Galáxia e depois ficou nas sombras enquanto as Joias do Infinito apareciam no decorrer dos filmes (começando lá em Capitão América: O Primeiro Vingador com o Tesseract e finalizando em Doutor Estranho com o Olho de Agamotto). E foi só em Era de Ultron que resolveu fazer as coisas do seu próprio jeito.
Guerra Infinita possui a missão de mostrar a sua Busca Pelo Poder e se revelarão o destino da Joia da Alma ou deixarão para o plot em Vingadores 4. Se estão fazendo tanto mistério, é porque a parada é muito séria. Teremos também a primeira interação entre tantos personagens reunidos de uma vez só e isso promete render excelentes cenas.
Enquanto você está lendo, muitas pessoas estão nas sessões de pré-estreia apreciando os primeiros minutos. Então, fica o recado para quem já viu: No Spoilers!! Todos sairão felizes com essa ideia.
Homem-Formiga e Vespa, Capitã Marvel e Vingadores 4 farão parte da reta final desta fase. Com dois em pós-produção e outro em processo de filmagens, podemos esperar muitas surpresas e importantes ganchos que servirão de legado para os próximos 10 anos. A Fase III é de fato a conclusão dessa construção e tudo indica que o futuro será maravilhoso.
O ano era 1992. E o Superman ia mal, e não foi por causa de nenhuma Kryptonita ou algum ardiloso plano do Lex Luthor. O maior ícone da DC Comics e dos quadrinhos em geral já não tinha mais a força editorial e perdia a popularidade cada vez mais. Os filmes de sucesso já estavam no passado. O Batman tinha recebido uma injeção de ânimo graças aos filmes Batman (1989) e Batman: O Retorno (1992), e ainda bebia muito da água de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller que tinha instalado uma forma mais “pesada” para as histórias do Homem-Morcego, como por exemplo, o arco Morte em Família. Nesse meio todo, ainda surgiam personagens com atitudes agressivas e o Homem de Aço estava taxado como ultrapassado.
A DC Comics fazia de tudo para tentar levantar o seu maior símbolo. E tentar coloca-lo no auge novamente como tinha atingido nos meados dos anos 80 (você gostando ou não) na fase de John Byrne. Medidas foram tomadas como: Lois Lane descobriu a identidade secreta, o casal começou a namorar pra valer, noivaram, Luthor morreu, o seu “filho”, conhecido como Lex Luthor II ficou no seu lugar e a Supermoça, que tinha sido introduzida por Byrne, começou a ser mais participativa. Mas mesmo assim as vendas ainda iam mal. As histórias não funcionavam e não eram da altura do personagem. Enquanto isso, os Mutantes da Marvel Comics e a Image Comics ganhavam cada vez mais força no mercado de quadrinhos.
Hoje em dia esse anúncio é considerado item raro.
E qual foi a solução que a Casa das Lendas teve para levantar o seu maior personagem? Vamos matar o Superman! E foi realmente uma jogada de mestre. A DC Comics soube mexer com a mídia e com os leitores na época. As HQs da editora viam com um anúncio Doomsday is coming for Superman!, em tradução literal, O Apocalypse está vindo para o Superman!. A edição escolhida para o terrível ato foi Superman #75. Que antes estava programada para ser o casamento de Clark e Lois.
Man of Steel #18
Na verdade, nessa edição, é apresentado um pequeno prelúdio de sete páginas, onde uma misteriosa e poderosa criatura foge de uma prisão e começa e destruir tudo em seu caminho.
Justice League of America #69 – “Saldos da Derrota”
Com uma equipe formada (não riam) por Besouro Azul, Gladiador Dourado, Guy Gardner (com o Anel Amarelo), Fogo, Gelo, Máxima e Bloodwynd. Eles tomam uma surra tremenda do monstro.
Superman #74 – “Contagem regressiva para o Apocalypse”
O Azulão se une à derrotada Liga da Justiça para tentar deter o avanço do monstro, que nesse momento já era chamado de Apocalypse pela imprensa.
Adventures of Superman #497 – “Sob Fogo Cerrado”
O Superman deixa de perseguir o monstro por um tempo para ajudar seus amigos feridos, e logo depois, volta a pancadaria.
Action Comics #684 – “…Apocalypse está Chegando”
A batalha chega aos laboratórios Cadmus, onde Apocalypse enfrenta o Guardião. E decide seguir para Metrópolis. Por quê? Porque no capitulo anterior ele viu um comercial de TV sobre a maior luta do século que aconteceria na cidade.
Man of Steel #19 – “O Dia do Apocalypse”.
A fera chega em Metrópolis. Supermoça, a Unidade de Crimes Especiais e o Professor Hamilton, tentam em vão, derrotar o Apocalypse.
Superman#75 – “Apocalypse”.
O ato final. A edição que mostrava a ultima batalha do Superman, é o melhor capitulo de toda a saga. Dan Jurgens fez a história toda com páginas de splash. Com quadros de páginas inteiras. A revista é repleta de tensão, urgência e belas artes. Mostrando o desespero do Superman em deter a fera. A grande sacada é focar no herói, Lois e Jimmy Olsen. Três personagens que sempre foram bases em diversas histórias aos longos dos anos.
A trama no geral é bem simples, como diz o título. Depois de uma perseguição onde o Superman apanha, bate um pouco, cai e levanta de novo, o monstro Apocalypse surra os heróis com uma das mãos amarradas nas costas! Depois de diversas edições, quando chega no clímax final e nas últimas quatro páginas, somente então, o herói descobriu uma forma de ferir a fera.
O roteiro tem umas escorregadas, mas existem pontos interessantes que merecem menções: a década de 90 estava começando e alguns órgãos criticavam o excesso de violência que as historias em quadrinhos estavam trazendo. Era uma época em que Wolverine, por exemplo, decapitava em suas histórias, o Spawn trucidava os inimigos. O selo Vertigo começava a dar os primeiros passos, e seu conteúdo era algo mais adulto. Na sua primeira participação na trama, o Superman, participa de um programa de TV de Cat Grant. A atração é transmitida direto de uma escola e os alunos fazem perguntas ao herói. E uma aluna faz sobre o excesso de violência usado por alguns heróis.
Em outro momento, refletia o que os jovens pensavam sobre o Superman. Um garoto reclamando que ele é ultrapassado. Que se a entrevista fosse com o Guy Gardner, seria melhor. Outra boa sacada da trama é o que a impressa pode fazer para conseguir audiência, como se arriscam por uma matéria. No caso, para cobrir a luta final.
Uma coisa bacana no arco é as participações de personagens secundários na mitologia do Superman, mas que são figuras participativas nas histórias do herói. Alem dos já citados Lois e Jimmy, vemos boas adições nas histórias de Bibbo, Professor Hamilton, Cat Grant, a UCE e o Projeto Cadmus. Os personagens são bem explorados a sua maneira, mas ao mesmo tempo, favorecem no excesso desnecessário de páginas.
O visual assustador e a fúria incontrolável se tornaram características do Apocalypse. Mas, no mais, o mostro só anda e bate. Será que somente uma selvageria imparável seria capaz de matar o Superman? Apesar de ser nobre o fato dele dar tudo de si no final, vamos fazer um exercício de imaginação? Não seria mais legal e interessante se a morte fosse pelas mãos de algum de seus grandes inimigos como Luthor e Brainiac?
Hoje em dia, infelizmente, o Apocalypse, se tornou um personagem que é usado em aparições com intuito de levantar alguma grana a mais na venda da luta contra o seu maior algoz. Como sua primeira aparição na clássica história, ele se tornou um caça-níquel da editora. Ele já voltou várias vezes, já teve a origem aprofundada, mas nada mais publicado dando a devida importância do vilão. Apesar de ter uma personalidade de uma porta, ele é o único ser, que até então, matou o Superman.
Monstro influenciado pela mídia.
Mike Carlin, era o capitão dos títulos do Homem de Aço na época. Ele foi um dos responsáveis por transformar e coordenar os eventos e arcos que envolvem a Morte e o Retorno. Obviamente, que alguns deles foram extensos sem muita necessidade, mas o objetivo era vender.
A Morte do Superman se tornou um clássico da DC Comics. E por mais que soubéssemos que o personagem não continuaria morto, não imaginávamos que ele voltaria tão cedo. A saga original foi apenas a ponta do iceberg. Em menos de um ano veio Funeral para um Amigo e O Retorno do Superman. Apesar da saga como um todo ter sido bem dividida, dando um espaçamento entre uma e outra, ainda ficava o sentimento de algumas coisas foram “para encher linguiça”. Alguns fãs se sentiram desapontados e se viram dentro de um mero golpe publicitário. As edições do Retorno já não mantiveram o mesmo pique de vendas da abertura da saga. O que é até normal, dado a importância da publicação. Um exemplo foi o estudo da organização varejista das Comics Stores americanas, revelou que muitas das vendas de Superman #75, por exemplo, foram feitas por pessoas que não acompanhavam os quadrinhos. Mas queriam ter a edição histórica à titulo de coleção ou de valorização financeira para o futuro.
Mas o objetivo da DC Comics tinha sido atingido. As publicações do personagem venderam horrores. O Superman, e toda a indústria dos quadrinhos, voltaram às grandes mídias. A notícia correu o mundo em uma velocidade incrível para uma época em que a internet era apenas um planejamento distante. Lembro de estar assistindo o Fantástico na Rede Globo, e uma matéria sobre a Morte do Superman (ainda sendo chamado no Brasil de Super-Homem) surgiu. Nela, era falado sobre os novos caminhos dos quadrinhos americanos. Como a força que os X-Men se transformaram falando de preconceitos, os heróis e anti-heróis da Image Comics, o futuro Batman aleijado e a morte do Superman.
Em todo o mundo, a jogada da editora americana deu certo comercialmente. Inclusive aqui no Brasil ela funcionou e muito bem. A Editora Abril, publicou, praticamente simultaneamente com os Estados Unidos, uma edição especial que compilava todo o arco. Assim como tinha acontecido com Guerras Secretas da Marvel Comics. Pode não parecer, mas uma estratégia dessa naquela época era ousada e requeria um planejamento diferente. Como acabou adiantando alguns fatos que ainda não tinham sidos publicados por aqui, por exemplo, o Guy Gardner como Lanterna Amarelo, a editora tupiniquim providenciou uma nota explicativa no começo da revista que fala sobre fatos e personagens ainda inéditos no nosso país).
A Clássica edição de A Morte do Super-Homem publicada pela Editora Abril aqui no Brasil.
A (linda) edição especial, era uma capa toda preta que mostrava o icônico S sangrando em alto relevo e com efeitos metalizados. O miolo era em papel LWC e repleto de brindes. Um fac-símile de Superman #75 em formato americano com os momentos finais da luta. Uma revista Newstime sobre a morte do herói, com depoimentos de celebridades e matérias e um histórico pôster de Dan Jurgens que mostra o cortejo fúnebre com diversos personagens da DC Comics. Eu tive essa edição!
Até hoje uma das maiores discussões é se foi golpe publicitário ou não da DC Comics. Eu tenho certeza que foi. Mas também é muita ingenuidade pensar que não haveria a ressurreição do personagem. Algo tão normal EM TODAS AS EDITORAS é matar um personagem e voltar com ele depois. E com um dos maiores ícones dos quadrinhos não seria diferente. A Morte do Superman, assim como tudo que vem depois, é uma leitura necessária que todo fã e leitor do Homem de Aço deve fazer. Pode ser uma trama simples. Foi algo para alavancar as vendas e recuperar um prestigio do personagem. E alcançou os dois objetivos. E se tornou um fato histórico não só na história da DC Comics. E em toda indústria dos quadrinhos.
O Superman já morreu e voltou diversas vezes nos quadrinhos. Mas, com certeza, a mais impactante foi a de 1992. Era um período difícil para o personagem e a ação publicitária que envolveu a publicação rendeu bons frutos para a DC Comics. Esse ano ela completa 25 anos. Muitos podem falar que ela envelheceu mal. Outros podem falar que se tornou essencial para o personagem. Eu, particularmente, acho um pouco de ambos. Acredito que se fossem produzir algo mais recentemente (para valer mesmo, na mesma situação em que se encontrava comercialmente o personagem, e não na transição igual dos Novos 52) seria menos o sistema correria e pancadaria, como foi em 1992. Acho que seria algo mais poético até.
Se a Fase I pode ser considerada como a introdução deste universo, como podemos definir o que veio a seguir? A partir do momento que saiu da fase de testes e até ficar aliviado em concluir que a ideia deu certo, o manda-chuva da Marvel Studios sentiu-se na necessidade de expandir. Só que como?
Manter a próxima leva de longas com continuações dos filmes-solos não eram mais o suficiente, então era preciso adicionar novos membros para o Universo Cinematográfico Marvel. E que membros, não é mesmo? De formigas super-fofas a uma equipe desajustada, fomos apresentados a esta importante fase que trouxe consequências não só para os eventos cinematográficos, mas também para as telinhas (e não é que está tudo conectado?).
Homem de Ferro 3
Aposto que muitos já deram aquela reviradinha nos olhos só de ler o nome deste filme, certo? Entendo bastante da frustração de todos com a trama que encerrou as aventuras-solo do nosso playboy milionário favorito. Sem entrar em mais detalhes para não virar um poço de lamentações, gosto apenas de ressaltar um acerto legal nele. Sendo o primeiro longa pós-Vingadores, fomos apresentados ao psicológico de Tony Stark que ficou claramente afetado após ter lidado com o exército de Chitauri. Foi muito interessante conhecer esse lado vulnerável e temeroso com uma nova invasão. Confesso que até hoje me sinto mal pelas armaduras sendo destruídas no final, mas para Stark não foi problema. Ele é phyno e rykissimo!
Thor: O Mundo Sombrio
Com a confirmação da sequência de Thor, imaginaram que aprenderiam com os erros daquele?. Acharam errado, otários! Thor: O Mundo Sombrio mantém o desinteresse do público para com o seu personagem principal e mais uma vez, deixam o excelente Loki de Tom Hiddleston se destacar do elenco. O funeral de Frigga foi o momento mais bonito aqui.
Além disso, foi na cena pós-crédito que confirmaram o Éter e o Cubo Cósmico como Joias do Infinito juntamente com a introdução do Lulu Santos Colecionador. Dando assim, o início do hype para uma nova aparição de Thanos e a chegada da trupe de malucos comandada por James Gunn.
Capitão América: O Soldado Invernal
Foi com a chegada dos Irmãos Russo que esta fase mostrou para o que veio. A sequência elevou a um nível excelente de qualidade já estabelecido em Primeiro Vingador e ainda adotou um tom bem sério inserido num clima perfeito de espionagem com boas reviravoltas junto com sequências de lutas de tirar o fôlego.
Considerado como um dos longas mais importantes do MCU, uma vez que mostrou a queda da S.H.I.E.L.D. e expôs que os tentáculos da HYDRA estava bem enraizada há anos dentro da organização. Só que esta consequência também atingiu em cheio Agents of S.H.I.E.L.D. no melhor crossover que a série realizou em seu ano de estreia. O que antes era público até certo ponto, agora os agentes teriam que agir completamente nas sombras.
Outro fato importante foi o desenvolvimento maravilhoso de Steve Rogers e Bucky Barnes, que foram de amigos a inimigos em dois filmes. O desfecho disso veríamos mais pela frente, mas isso ficará para outra análise.
Ooga-Chaka-Ooga-Ooga ♪
Como tornar uma equipe B dos gibis numa equipe tão amada e querida nos cinemas? Somente Gunn será capaz de responder a isso. Guardiões da Galáxia foi a primeira aventura cósmica que trouxe a nova aparição de Thanos, introdução dos Kree (que viriam a aparecer em Agents of S.H.I.E.L.D. também) e mais das Joias do Infinito numa história bem divertida e emocionante. Parte da expansão que mencionei no início do texto foi realizada aqui, onde fomos apresentados a um mundo 100% fora dos acontecimentos na Terra (desconsiderando é claro a cena inicial com a maravilhosa I’m Not in Love de 10cc tocando no walkman de Peter Quill). Foi um filme gostoso de assistir, até porque we are Groot!
Não há cordas em mim!
Vingadores: Era de Ultron não trouxe uma nova invasão alien, mas brincou com o conceito da inteligência artificial se desfazendo do controle de seu mestre e criando sua própria concepção sobre a vida. A introdução de seres aprimorados foi a bela desculpa de não usar o termo mutantes devido aos direitos de personagens que naquela época ainda era emblemática e com a aparição de Wanda aliada ao Ultron, pudemos ver os Vingadores sendo destruídos pelos seus maiores medos.
Seguindo o exemplo de Soldado Invernal, a continuação de Vingadores foi essencial para determinar a tolerância do governo referente aos desastres ocorridos desde que a equipe foi criada e trazendo também uma gama de vilões. Além disso, a trama deste foi bem urgente em mostrar as ameaças da Fase III, seja com o Ragnarok chegando em Asgard, Thanos com a Manopla do Infinito ou com a cisão da equipe prestes a acontecer.
Homem-Formiga
Para a surpresa de muitos, a segunda fase não acabou com Era de Ultron e sim com Homem-Formiga com a missão de explorar o conceito do microverso (universo que será bastante importante para a trama da sequência). O primeiro filme-solo além de bastante divertido, permitiu abraçar a ideia de vermos um Hank Pym aposentado e passando seu manto para Scott Lang. Com a sequência planejada para sair no meio deste ano, quem sabe a Marvel Studios nos mostre um pouco mais da rotina de Pym como herói e seu lado instável por causa da fórmula. Outro destaque será ver Hope como a Vespa.
Como uma redação, a Fase I foi uma introdução. Então, a Fase II é o desenvolvimento do tema proposto. É quando começa a expor os argumentos para concordar com o início do texto. É o jeito de seguir a ideia que deu certo, porém sair ligeiramente do foco e criar algo novo para o seu universo (Hail, Hydra!). Com a Fase III em curso, Kevin Feige precisa entregar a conclusão desta história. Será que Thanos: Em Busca do Poder (título dessa redação) terá um bom desfecho?
Na última sexta-feira, dia 13/04 (que dia hein?), depois de saber que forças combinadas entre Estados Unidos, França e Reino Unido atacaram a Síria, lembrei da Graphic Novel Kobane Calling – ou Como Fui Parar No Meio da Guerra da Síria. Para quem não conhece, a publicação é um relato real do conceituado quadrinhista italiano Zerocalcare, que foi como enviado por um jornal italiano, atravessando os confins da Turquia, do Iraque e do Curdistão Sírio até chegar à cidade de Kobani. Nesse lugar, o autor, encontrou um exercito de mulheres curdas, que luta contra o avanço do Estado Islâmico.
Kobane Calling é uma reportagem em forma de quadrinhos que apresenta um testemunho incrível e ao mesmo tempo perturbador sobre as complexidades e contradições de uma guerra que a mídia internacional, em algumas ocasiões, trata com um conteúdo raso de discursos políticos. Na batida que aborda um tema seríssimo de cunho mundial, com teor dramático, Zerocalcade, tem sacadas bem humoradas e até mesmo sarcásticas sobre o que viu e presenciou
No começo, Zerocalcare e alguns amigos, em 2014, foram como voluntários para levar alguns equipamentos para os Curdos Na sua primeira viagem ele vai até a cidade de Mehser na Turquia pertinho da cidade de Kobani fronteira com a Síria. Nessa época, a cidade, estava rodeada pelo Estado Islâmico, que só foi expulso do lugar em janeiro de 2015. Transformando Kobani uma referência pela sua resistência. Em julho do mesmo ano, o Estado Islâmico voltou a atacar, depois de quatro dias, com 233 civis mortos e dezenas de combatentes de ambos os lados, os Curdos os expulsaram novamente.
Durante a sua experiência, o autor, se depara com diversos conflitos religiosos, étnicos e políticos, que mesmo sendo assuntos pesados e de diversas nuances históricas, a abordagem é bem leve e bem humorada. A HQ é narrada em primeira pessoa com traços cartunescos contribuindo para um tom cômico e ácido mas sem perder a elegância.Como por exemplo as simbologias usadas ao longo da leitura. Mas a reportagem em quadrinhos, funciona muito bem como um retrato sincero e forte da Guerra na Síria. Entre os diversos personagens que aparecem, eu destacaria as mulheres curdas da milícia YPJ, que tem um papel importante em um conflito pesado como esse, em uma luta ferrenha contra a crueldade do Estado Islâmico, esbanjam força e determinação.
Cidade de Kobane (2015)
Kobane Calling é uma leitura essencial para podermos refletir sobre o mundo, mas não te fala tudo o que você deve saber sobre esse conflito, ela apresenta apenas uma ponta do iceberg, aliás, essa nem é a proposta da graphic novel. Mas desperta no leitor a vontade de aprender mais. De ter um conhecimento que vai além do que lemos em redes sociais. Ela faz crescer o respeito pelas pessoas que, independente de decisões de líderes políticos, estão no meio da zona de guerra.
Kobane Calling – ou Como eu Fui Parar no Meio da Guerra da Síria, foi publicado pela Editora Nemo aqui no Brasil no ano passado, tem formato 23,8 x 17,2, 272 páginas e se encontra à venda em livrarias e sites especializados.
A esperada edição de Action Comics #1000 já está se aproximando e a DC Comics já está na pressão divulgando artes como capas variantes, equipes criativas, a volta da “cueca” por cima da calça e agora, é a vez de um trailer. No vídeo, são apresentadas diversas épocas do Superman, desde a sua criação até os dias atuais. E esse ano é importante, pois serão comemorados os 80 anos do personagem.
Confira o vídeo abaixo:
Action Comics #1000 será um encadernado com 168 páginas, com extras, uma dissertação histórica por Paul Levitz, todas as capas reunidas em um pôster e uma história, nunca publicada, que foi escrita pelos criadores do Homem de Aço, Jerry Siegel e Joe Shuster. Ou seja, uma edição que não pode faltar na coleção de nenhum fã. Além disso, a HQ é um marco na indústria dos quadrinhos, pois se trata do título de super-herói mais duradouro de todos os tempos.
Entre a equipe criativa dois nomes se destacam: Richard Donner, diretor dos dois primeiros filmes do Superman (1978 e 1980), que assina uma história juntamente com Geoff Johns. E Brian Michael Bendis, recém saído da Marvel Comics, que assumirá, a partir de Action Comics #1000, oficialmente o título. Acumulando também a mensal do Homem de Aço.
Para saber tudo sobre Action Comics #1000 clique AQUI.
Dando sequência ao especial de 10 anos ao Universo Cinematográfico Marvel, inicio esta humilde matéria mostrando a lista realizada entre a equipe do Torre de Vigilância sobre seus filmes prediletos. Tá esperando o quê para descer a barra de rolagem do seu mouse?
Homem de Ferro
”Homem de Ferro foi o pilar de toda a construção do universo cinematográfico da Marvel. Além de nos presentear com a fantástica e histórica atuação de Robert Downey Jr., o filme apresentou uma trama política cercada por um mix de seriedade e humor – que logo seria adotado como a fórmula do todo – e pela direção precisa de Jon Favreau. Um dos maiores filmes de super-heróis já produzido, introduzindo o melhor personagem entregue pela Marvel Studios até hoje.” (Thiago)
Capitão América: O Primeiro Vingador
”Naquela época, ninguém pensava no que ia se tornar o MCU. Era só mais um filme de super-herói com o cara que era o Tocha Humana, e isso não fazia sentido na minha cabeça. Mas era um dos heróis que eu mais gostava! Tipo, era o Capitão o símbolo de tudo que é justo e tal. Eu ia assistir a história dele e eu tinha lido uns dias antes um gibi sobre o personagem. Minha cabeça começou a trabalhar freneticamente durante o filme, pensando no que tinha lido e imaginando o que ia acontecer no longa. Do nada, me vi mergulhado e comprei a amizade dele com os soldados e com o Bucky. Eu me senti parte do esquadrão do Capitão.Quando o filme acabou, eu fiquei triste porque não sabia o futuro. Não sabia o universo que tava sendo formado ali e imaginei que nunca mais veria o Capitão na telona! Comecei a comprar vários gibis para suprir o vazio que ficou. Quando soube sobre os planos da Marvel, fiquei bem feliz e até hoje acompanho o MCU por causa do primeiro filme do Caps. Antes dele, não tinha parado para assistir os outros que já tinham sido lançados.” (Luan)
Vingadores
”Hoje, quando estamos, finalmente, às vésperas do maior clímax de todo o MCU com a estreia de Guerra Infinita e o confronto (finalmente) contra Thanos, ficamos eufóricos e sedentos para assistir e superar as nossas expectativas. Mas pouca gente comenta (ou se lembra) que já passamos por isso lá no passado. Quando a Marvel Studios preparou o terreno para Os Vingadores. E o filme quando chegou foi tudo aquilo que esperávamos. Todos os personagens participam bem, tem o tempo de tela perfeito, temos (finalmente) o MELHOR Hulk dos cinemas e uma batalha final digna de um blockbuster.
Ouso dizer que Vingadores atingiu não somente o público que curtia os gibis, mas foi abraçado por quem nunca pegou um material da nona arte para digerir. Lembro de amigos falando: “Eu vi o filme e ele é foda! Lembrei de você!”. É um filme que atingiu os dois nichos e atingiu bem. É filme pipoca? Sim. É o Velozes e Furiosos da Marvel! É para o grande público? Sim! Mas como não se emocionar com a briga do Hulk x Thor (melhor do que qualquer Ragnarok), ou os feixes de lasers do Homem de Ferro expelindo no escudo do Capitão e atingindo os inimigos? Mais quadrinhos do que tudo que já tinha aparecido no MCU.
Vingadores não é o melhor filme da Marvel, Soldado Invernal ainda é o melhor de todos, mas era o que esperávamos desde o começo de Homem de Ferro 1. E chegou muito bem. E que venha Guerra Infinita!” (Ricardo)
Capitão América: Soldado Invernal
”De longe, o meu favorito da Marvel devido ao seu tom sério e coreografias de lutas sensacionais. O impacto que o mesmo teve no seu Universo Compartilhado foi extremamente importante para alavancar a qualidade da série Agents of S.H.I.E.L.D.” (Pedro)
”Os Irmãos Russo entraram com a importante missão de tornar a sequência do Primeiro Vingador tão excelente quanto foi este que aqui menciono. O tom sério mesclado ao clima puro de espionagem foram ideias que me fizeram sair do cinema com a certeza que eu estava diante do melhor longa já realizado até o momento dentro da Marvel Studios. Todas as cenas de lutas são empolgantes e para mim, a mais marcante é o embate entre Steve Rogers e Soldado Invernal. O desfecho do mesmo é de fazer qualquer um pirar e ainda gritar: Eu entendi a referência! Não bastando isso, foi o filme que mostrou a queda da S.H.I.E.L.D. que obviamente precisava respingar em Agents of S.H.I.E.L.D.” (Eu, o Cavillboy)
Guardiões da Galáxia
”Por ter trazido um grupo de heróis totalmente desconhecido ao reconhecimento gigante do público e por ter resgatado tecnologias já esquecidas como a fita K7, que teve seu mercado reativado em virtude do filme, além de uma trilha sonora POP, entrelaçada ao ritmo e desenvolvimento da trama. E empatado está Homem de Ferro 2 por ter introduzido a primeira heroína do Universo Cinematográfico da Marvel, a Viúva Negra, ampliado as relações de Tony Stark com a S.H.I.E.L.D. e preparado o terreno para o surgimento dos Vingadores.” (Tiago)
Capitão América: Guerra Civil
”Foi o fim de uma trilogia foda, em que só erraram em adaptar uma saga muito importante sem ter ainda heróis suficientes pra ela e onde diversos heróis ainda não apresentados tinham papéis muito importantes. Entretanto, mesmo com essas dificuldades, foi uma excelente adaptação.” (Guilherme Chaves)
Guardiões da Galáxia Vol. 2
”O filme é uma expansão do primeiro. São todos os aspectos do primeiro, só que em maior escala. Em relação a história, ela é divertida, mesmo que não tenha muito do contexto para o universo Marvel até o Guerra Infinita como o primeiro teve. O tom do filme é interessante e o destaque para isso foi a ambição do antagonista. Ela não foi vazia como uns aí (Lobo da Estepe), pelo contrário, teve um propósito próprio e egoísta, característica de vilão. As cenas de luta também foram muito boas, tirando a batalha final que achei meio bosta e a inicial que podia ter uma introdução melhor.” (Marco)
Homem-Aranha: De Volta ao Lar
”É simplesmente esplêndido e incrível. Essas são as duas palavras que melhor descrevem a película que mescla: ação, comédia, aventura e drama em sua composição cinematográfica. Apesar de ter menções e até mesmo participações especiais de outros super-heróis em seu núcleo principal, é totalmente perceptível a independência que De Volta ao Larcarrega em suas costas. Seja por parte de seu rico universo até por questões mais técnicas, não abusando muito dos clichês de filmes hollywoodianos.
Com uma pegada mais voltada para o público infanto-juvenil, Tom Holland dá a vida ao melhor Homem-Aranha/Peter Parker que os amantes da sétima arte já viram. Suas emoções usam como base o humor, contudo, as fatalidades que cercam a vida do herói tornam os seus sentimentos alegres em algo um pouco mais sombrio, mesmo que seja por um tempo mínimo na telona.
Por fim, a famosa fórmula Marvel se encaixa perfeitamente com a linha de raciocínio que o filme segue. Isso, deve-se ao comportamento que o Amigão da Vizinhança age perante a postura dos demais sujeitos que compõem o longa-metragem.” (Daniel)
Thor: Ragnarok
”É o único filme da Marvel que não finge que não está seguindo a fórmula. Eles não disfarçam. Tudo é muito colorido, vibrante, tem piada o tempo todo, mas mesmo assim, não é um filme idiota. É uma revolução para o personagem. Uma perfeita desconstrução do personagem e da mitologia. Além disso, tem crítica ácida ao colonialismo e é full Kirby. Só por isso já é o melhor.” (João)
Pantera Negra
”É o filme mais humano e sombrio do Universo Cinematográfico da Marvel. Com pouquíssimas piadas fora de ritmo e uma trama que tem uma motivação muito maior por trás, Pantera Negraabalou não apenas a bilheteria dos cinemas ao redor do mundo, mas sim, conseguiu entrar para a história com a representatividade que a película faz com seus atos e dizeres.” (Daniel)
Menção honrosa: “Quem é você neste vasto multiverso, Sr. Strange?”
”Fugindo um pouco do lado mais humano e racional, Doutor Estranho estreou com o objetivo de abrir novos horizontes no MCU. Apesar de ser um ator simplesmente simpático, a escolha deBenedict Cumberbatchpara viver o arrogante Mago Supremo casou perfeitamente com a personalidade do personagem e que durante o seu desenvolvimento, aprendeu a ser um herói mais humilde.
Mesmo com um tom que não sabe se vai para o drama ou se pega a comédia para si, a película age bem no quesito de desenvolvimento de personagens, mesmo que seja algo breve e não muito apelativo, que é o caso da Anciã e Dormammu.Resumindo em poucas palavras, o filme é um dos mais diferentes da Marvel, apresentando para os telespectadores um universo totalmente novo em cima de um macrocosmo já existente.” (Daniel)
Isso é tudo, vigilantes. Espero que tenham gostado da lista feita pela equipe e vejo todos na minha recapitulação sobre a Fase 2. See ya, fellas!
Faroeste sempre foi um gênero muito por querido por todos. Quem nunca, no seu imaginário infantil, sonhou em ser um cowboy, salvar diligencias e trens de ataques de famigerados bandidos, adentrar no saloon e se aventurar no deserto? O Brasil sempre foi um grande consumidor desse nicho, com games como o ancestral Sunset Riders e Red Dead Redemption, diversos filmes, até novelas (Bang Bang exibida pela Rede Globo em 2005) e quadrinhos gringos como Tex e Lucky Luke. Mas faltava materiais dos nossos quadrinhistas. Como eu disse, faltava.
Bem que na verdade, nós sempre fizemos muito sobre o nosso Velho Oeste. Que aqui seria o Cangaço. Gedeone Malagola quadrinizou As Aventuras de Milton Ribeiro, baseado no clássico filme nacional O Cangaceiro (1954). Emir Ribeiro, em 1979, criou Severino, protagonista da HQ O Cangaceiro. A maior referência desse universo, Lampião, ganhou uma versão na Nona Arte por Flávio Colin em Mulher-Diaba no Rastro do Lampião (um clássico dos quadrinhos nacionais).
E podemos citar também: A Guerra do Reino Divino (Jô Oliveira), Lampião,Era o Cavalo do Tempo Atrás da Besta da Vida (Klévison Viana), O Capitão Rapadura (Mino), as obras de Henfil, Xaxado (Cedraz), Cangaceiros, Homens de Couro (Wilson Vieira, Eugênio Colonnese e Mozart Couto). Mais recentemente, Bando de Dois (Danilo Beyruth), a EXCELENTE Jurados de Morte (Beto Nicácio e Iramir Araujo). E está em produção a coletânea Sangue no Olho da Editora Draco, que vai focar no tema.
Mas faroeste temos poucas coisas, onde posso destacar, a revista independente Bill The Kid & Outras Histórias (Arthur Filho), Abutres (Julio Magah e Eduardo Vetillo) publicada pela Editora Estronho e Gatilho a produção independente de Pedro Mauro e Carlos Estefan.
E Gatilho é incrível.
Apesar de evidentes referências a produções de western das décadas de 60 e 70, o andamento é bem diferente do que estamos acostumado a ver no gênero. Para começar esqueça a tradicional trama de mocinho e vilão. Em Gatilho é o mal que provoca ações que desencadeiam mais formações do mal. Aqui sabemos que o mal pode fazer. E o que ele faz é germinar ainda mais o mal. Na batida da velha máxima “olho por olho”, tão normal em uma terra árida onde se resolve tudo na bala e na brutalidade, a sutileza é o ponto forte da HQ. A trama começa quando um caçador de recompensas chega a uma pequena e esquecida cidade em busca de justiça. Mas para atingir o seu objetivo, precisa enfrentar fantasmas do passado.
Gatilho tem uma levada bem misteriosa na sua leitura, que não entrega o jogo em nenhum momento e coloca pistas e sutilezas em seus quadros. O leitor tem que prestar bem atenção na linda arte de Pedro Mauro para não deixar passar nenhum detalhe. E como é rica de detalhes. A história vai misturando presente e passado com transições simples como um gesto, uma mosca, um garoto tocando gaita, uma paisagem ou na posição dos personagens.
Por diversas vezes temos a impressão de estarmos “lendo um filme” de western. Mas com diálogos melhores do que de algumas produções cinematográficas. Parece que uma trilha sonora até soa em nossas cabeças por tão profundo que mergulhamos no mundo da HQ. O clima de homens fortes que não tem nada a perder (mas sempre perdem algo) é representada com palavrões, cenas fortes como de abuso sexual, tensão, violência e mortes que vão ditando o ritmo do ótimo suspense escrito por Carlos Estefan, roteirista da Mauricio de Sousa Produções,em seu segundo trabalho autoral. O PLOT TWIST funciona, chega provocar certo choque. Apesar de que se o leitor ficar atento, ele descobre logo de cara. Mas mesmo assim não deixa de funcionar. Ele completa toda a estrutura que o roteiro vai construindo ao longo da trama e fecha com chave de ouro.
A arte de Pedro Mauro é um espetáculo a parte em Gatilho. Com belíssimos jogos de luzes e sombras e incríveis ângulos cinematográficos. O artista prende o leitor, que como disse lá em cima no texto, tem que ficar atento, em riquezas de detalhes em cada quadro. A cena do saloon é fantástica! O bar cheio, cada personagem ali dentro com ações e trejeitos únicos. É um colírio para os olhos. Pedro já é um velho conhecedor do Velho Oeste desde quando desenhava na Editora Taika e em trabalhos na icônica Bonelli Editore e parceiro do roteirista Gianfranco Manfredi (Criador de Mágico Vento).Durante a CCXP do ano passado, trocamos uma ideia com o desenhista, confira AQUI.
Gatilho é um colírio para os amantes do western spaghetti, dos filmes de Sergio Leone, dos quadrinhos de Sergio Bonelli e tantos outros ícones como Clint Eastwood e Charles Bronson. Uma leitura agradável, com artes impressionantes e que faz o leitor repetir a dose logo após o término. Pois sempre há um detalhe novo que passa despercebido no mundo de sutilezas escondidas em Gatilho.
Gatilho tem 64 páginas e o valor de R$ 35,00 e pode ser adquirida pelo e-mail: gatilhohq@gmail.com
A potencial série terá David S. Goyer e Josh Friedman como roteiristas e co-showrunners. Skydance Television ficará responsável pela produção.
Ambientada milênios no futuro, Fundação narra a história de Hari Seldon, um estudioso que inventa uma nova técnica de análise preditiva intitulada “psico-história”. A ciência consiste em predizer matematicamente as ações futuras de um grande número de pessoas. Assim, Seldon descobre que a atual forma de governo galáctico vai entrar em colapso em mil anos, mergulhando a humanidade numa era de trevas, na qual todo o conhecimento seria perdido e o homem voltaria à barbárie, levando outros 40 mil anos para que recuperasse a civilização.
Entretanto, se uma intervenção fosse realizada no momento certo, esse período de recuperação poderia ser reduzido drasticamente para apenas mil anos. Ele começa então a criação de uma enciclopédia, a Enciclopédia Galática, que conteria todos os conhecimentos da raça humana, reunidos em um só lugar, para facilitar a retomada da civilização. Tal publicação de proporções absurdas seria desenvolvida e armazenada em duas Fundações, dispostas em extremos opostos da galáxia.
A Trilogia Fundação foi publicada aqui no Brasil pela Editora Aleph.
A série ainda não possui detalhes sobre o elenco e data de estreia.
Mais uma história desta rica mitologia do mestre chegará nas livrarias ainda neste ano.
A Queda de Gondolin contará a história de uma misteriosa cidade que caiu nas forças das trevas no que Tolkien descreveu como a primeira história real da Terra-Média.
Christopher Tolkien ficou na função da edição e Alan Lee repetiu a dobradinha como ilustrador, assim como aconteceu com Senhor dos Anéis e O Hobbit.
O conflito em A Queda de Gondolin coloca o “mal extremo” Morgoth contra o deus do mar Ulmo. O conflito gira em torno da cidade escondida de Gondolin, onde um grupo Noldor, uma raça que é parente dos elfos, reside. Morgoth procura encontrar e destruir a cidade enquanto Ulmo tenta manter os Noldor escondidos e protegidos.