A icônica cantora faleceu nesta quinta-feira (16) em decorrência de um câncer, no qual tinha sido diagnosticada em 2010.
Segundo um comunicado divulgado pela imprensa, ela tinha câncer de pâncreas em estágio avançado.
A família fez um comunicado:
“Em um dos piores momentos das nossas vidas, não conseguimos encontrar as palavras certas para expressar a dor em nosso coração. Perdemos nossa matriarca e a sustentação da nossa família. O amor que ela tinha por seus filhos, netos, sobrinhos e primos não tinha limites”.
“Estamos emocionados com todo o amor e apoio que recebemos de amigos e fãs. Obrigado pela compaixão e orações. Sentimos o amor de vocês por Aretha e ele nos trouxe conforto para entender que o legado dela vai permanecer. Em nosso luto, pedimos respeito e privacidade nessa hora difícil”.
Ao longo de sua carreira, Aretha recebeu 18 prêmios Grammy, incluindo um pelo conjunto da obra.
Outros de seus maiores hits foram (You Make Me Feel Like) A Natural Woman (1968), Day Dreaming (1972), Jump to It (1982), Freeway of Love (1985) e A Rose Is Still A Rose (1998).
Em 1987, ela se tornou a primeira mulher a entrar no Hall da Fama do Rock and Roll.
Em 2005, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade – a maior condecoração para um civil americano – das mãos do então presidente George W. Bush.
O próximo ano da série contará com a presença do personagem icônico da franquia.
Ethan interpretará o papel que ficou famoso por Leonard Nimoy na série clássica e posteriormente, interpretado por Zachary Quinto na franquia cinematográfica mais recente.
”Através de 52 anos de televisão e cinema, um universo paralelo e um universo espelhado, Spock continua sendo o único membro da equipe a abranger todas as épocas de Star Trek”, disse o co-criador, showrunner e produtor executivo da série, Alex Kurtzman. ”O grande Leonard Nimoy e o brilhante Zachary Quinto trouxeram uma humanidade incomparável a um personagem para sempre dividido entre lógica e emoção. Procuramos durante meses por um ator que, como eles, trouxesse sua própria interpretação para o papel. Um ator que, assim como eles, incorporaria sem esforço as maiores qualidades de Spock, além da lógica óbvia: empatia, intuição, compaixão, confusão e anseio. Ethan entrou habitando todas essas qualidades e ciente de sua assustadora responsabilidade para Leonard, Zack e os fãs. Pronto para enfrentar o desafio a serviço da proteção e expansão do legado de Spock. Nesse espírito, estamos felizes em recebê-lo na família.”
Após o anúncio, Peck postou em sua conta oficial no Twitter uma foto junto com a família Nimoy seguido por uma mensagem de agradecimento.
A segunda temporada de Star Trek: Discovery retornará em 2019.
Hoje sexta-feira (10/08), a G2 Esports anunciou pelo Twitter a contratação da line-up que antes representava a PENTA Sports.
A PENTA Sports é a equipe mais vitoriosa na história do competitivo de Rainbow Six: Siege, três títulos da Pro League e um Majors. A maior parte do sucesso da equipe veio no Year 2, onde eles ganharam os campeonatos da Season 4 e Season 5 de forma consecutiva e incrivelmente dominante.
A notícia portanto pegou todos de surpresa. A PENTA já havia recusado ofertas de grandes organizações que entraram recentemente no cenário. Não foram divulgados os valores das negociações.
O jogador Pengu, considerado por muitos o melhor do mundo, gradeceu pelo Twitter a todos os fãs da PENTA que foram ao presencial com os uniformes da sua antiga equipe, e pediu para que eles o acompanhem nesta nova jornada.
To all the fans who have bought a PENTA jersey or shows up at lan with one, you mean the world to us & the support will not go un-seen. I hope & wish for you to follow us through this journey, before as PENTA, and now as G2 – The purchase was not for nothing! #G2ARMY
Deuses Americanos é uma das obras mais icônicas de Neil Gaiman. Ela é um dos clássicos do autor e é colocada quase no mesmo patamar de sua fase em Sandman. Publicado originalmente como livro em 2001, Deuses Americanos tem no seu currículo o Prêmio Hugo e o Prêmio Nebula, ambos na categoria Melhor Romance, em 2002. De lá pra cá, Gaiman chegou comentar que tem ideias para uma continuação, em 2017 ganhou adaptações para a TV e os quadrinhos.
Eu nunca tive contato com o livro e nem com a série da TV. Os quadrinhos foram lançados nos EUA pela Dark Horse Comics e foi dividida em três arcos: Shadows, My Ainsel e The Moment of the Storm, totalizando 27 edições. Aqui no Brasil, foi a Editora Intrínseca que segurou a responsa de publicar a obra, e vai realizar em três volumes. Em abril desse ano, chegou às livrarias Deuses Americanos – Volume 1 – Sombras, onde temos o ponto de partida das aventuras de Shadow Moon.
A trama, já muito conhecida por todos, fala sobre a guerra entre os deuses tradicionais que estão perdendo espaço para os novos mitos como a internet e os programas de TV, e caindo no esquecimento pelas novas gerações. O próprio Neil Gaiman produziu a adaptação para os quadrinhos, que tem roteiros de P. Craig Russell (que já trabalhou com Gaiman adaptando Coraline e fez os desenhos de Ramadan, publicada em Sandman #50) e desenhos de Scott Hampton.
Uma obra de tanto tempo e tão conceituada, já com inúmeras resenhas, escrever sobre ela, é como chover no molhado. Durante a leitura, minha mente viajou de como a obra se assemelha com a realidade. Como chegamos ao ponto de “endeusar” pessoas ou objetos que ditam a moda hoje em dia.
O fanatismo sempre existiu nas pessoas. Fãs que colecionam tudo, sabem tudo, conhecem tudo, se vestem igual, buscam ter mesmo pensamento, trejeitos e até modo de falar não é novidade. O fato de termos um ídolo, ou alguém que possa nos inspirar, não é todo ruim. É saudável até o ponto em que não perdemos nossa identidade, e a inspiração possa ser construtiva.
Hoje em dia, temos verdadeiras legiões de fãs que colocam em pedestais músicos, Youtubers, jogadores de futebol e políticos. Entretanto, muitos, me arrisco a dizer em sua maioria, são pessoas vazias, com pensamentos mesquinhos, que levantam multidões e introduzem ideais duvidosos no coletivo. Vemos diversos casos desses novos influenciadores/deuses modernos tem atitudes preconceituosas, escandalosas e mesmo assim as legiões de adoradores crescem cada vez mais. E como se deuses raivosos antigos, que punem, mas mesmo assim ainda continuam sendo adorados.
Em Deuses Americanos, os antigos deuses estão “morrendo” porque as novas gerações não pagam mais tributos, preces e não clamam por eles. Eles foram trocados por novos influenciadores modernos. O quadrinho em que a Lucy, do seriado I Love Lucy, fala que a TV é um tipo de Deus, e que as pessoas fazem sacrifícios para ela é a melhor explicação sobre o que está acontecendo. Na real quando as pessoas idolatram um Youtuber que prega algo que seus pais lhe ensinaram como errado, é o mesmo processo. Como por exemplo, um caso recente de um desses astros, que falou que fez sexo sem consentimento da sua namorada. Muitos condenaram a situação, mas existiu quem defendesse o rapaz.
Estamos vendo um novo processo de endeusamento. A moda ditando regras sempre aconteceu, mas a velocidade da informação hoje em dia é incrível. Um jogador de futebol que pinta o cabelo de manhã, de tarde já temos vários jovens fazendo o mesmo e defendendo ferrenhamente nas redes sociais o seu ídolo. O que está mais na moda, até por causa da proximidade das eleições, tem ficado insuportável a quantidade de pessoas defendendo candidatos A ou B. Estamos vendo amizades de anos se transformarem em ódio por causa de candidatos. Mas ninguém se preocupa em compartilhar as ideias e planos para o futuro de seu preferido.
E hoje em dia simplesmente aceitamos o que nos é passado.
Exatamente o que acontece com Shadow em Deuses Americanos. O protagonista não questiona nada que lhe é apresentado. Ele aceita e executa. Não se preocupa nem se instiga com o que está acontecendo ao seu redor, por mais absurda que a situação seja. Ele tem a dor da perda da esposa e pode ter ligado o foda-se. É algo como o pensamento daquele deputado: pior que está não fica.
Quantas vezes já pensamos nisso?
E assim como as informações são rápidas, Deuses Americanos é uma HQ em movimento. Não vemos sempre o mesmo cenário sempre e não conseguimos mensurar o que pode acontecer o que vem a seguir. A narrativa vai contextualizando, renovando, reinventando e apresentando algo novo para o leitor. A batida filosófica que Neil Gaiman implanta é forte, e transborda nas páginas da HQ. Ela não é uma leitura fácil às vezes, detalhes e excesso de diálogos dos personagens prendem mais do que o normal de uma HQ, digamos, comum. Como eu não li a obra no formato original, acredito que esteja bem adaptado. A impressão que passa é que o carinho com a produção foi prioridade. E que tudo, ou a grande maioria, do que está no livro, foi transportado para a HQ.
Deixo alguns destaques para as pequenas histórias/contos que são espalhadas por Deuses Americanos. Do relacionamento dos humanos com os antigos deuses. Todas são interessantes. E obviamente a arte. As ilustrações que dividem os capítulos são divinas. Os traços são bem realistas, expressivas e alguns momentos assustadores. Mas apesar de buscar um ponto de realidade, o tom caricato dos personagens não se perde. A edição de Deuses Americanos da Intrínseca, ainda conta com 20 páginas de esboços de artes e notas.
Deuses Americanos tem formato 26 x 16,8 cm, 264 páginas e no link da Amazon Brasil abaixo está com 64% de desconto.
A Evolution Championship 2018 (EVO) é conhecido como maior evento de jogos de luta que acontece desde 1996, antes conhecido como Battle by the Bay. Esse ano o evento acontecerá entre os dias 3 a 5 de agosto, em Las Vegas.
Começando hoje, sexta-feira (3), serão oito campeonatos acontecendo simultaneamente, as transmissões são feitas nos canais da EVO na Twitch.
As finais acontecem em dias separados, abaixo temos os horário e data das finais de cada modalidade:
Injustice 2 – 16h, Sábado (4)
BlazBlue Cross Tag Battle – 20h, Sábado (4)
Super Smash Bros. WiiU – 00h, Domingo (5)
Guilty Gear Xrd REV 2 – 12h, Domingo (5)
Super Smash Bros. Melee – 14h30, Domingo (5)
Tekken 7 – 17h30, Domingo (5)
DragonBall FighterZ – 20h, Domingo (5)
Street Fighter V: Arcade Edition – 23h30, Domingo (5)
Em 2017, mais de US$ 250 mil foram distribuídos em premiação, valor que tende a aumentar agora em 2018.
Além de já ser considera um evento de grande importância, o campeonato ainda é o mais importante para o competitivo de Street Fighter V, assegurando ao campeão, a vaga na Capcom Cup.
“Só não gosto de confusão quando estou tomando meu Brandy”
O cenário do quadrinho nacional tem nos presenteado com diversas excelentes produções dos mais variados temas; e o Velho Oeste não tem ficado para trás. Produções como Abutres (Julio Magah e Eduardo Vetillo), Gatilho (Pedro Mauro e Carlos Estefan), Saint Alamo – Balas não sentem culpa (Jonathan Nunes e Rafael Conte) e Balas Contadas (Hiram Miller) são maravilhosos exemplos publicados recentemente.
O cyberpunk também é um estilo que sempre se fez presente. Ultimamente, a Editora Draco publicou Cangaço Overdrive (Zé Wellington, Walter Geovani e Luiz Carlos B. Freitas) e a coletânea Periferia Cyberpunk abordando esse vasto mundo.
Mas e se juntássemos os dois?
Nós temos DestiNatioN.
Lançado oficialmente durante o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos, DestiNatioN se tornou uma das maiores novidades da feira. Misturando os dois gêneros, a HQ escrita por Alessio Esteves, e com desenhos de Lobo Loss, apresenta um mercenário em busca de vingança, uma religiosa aplacando sua ira por meio da fé e um jovem que só quer conhecer seu ídolo. Ao longo de quatro histórias no melhor estilo pé na porta, soco na cara, o universo de DestiNatioN é introduzido.
“Hora de cair no mal. É o country hardcore funeral!”
O primeiro volume de DestiNatioN é basicamente uma introdução. Em cada história que meio que se interligam, mas ao mesmo tempo são arcos fechados, os mistérios que envolvem os personagens afloram nas páginas e colocam várias pulgas atrás das nossas orelhas. Isso sem contar naqueles que estão começando a terem as suas histórias contadas, deixando a sensação de “ainda vamos ver esse cara de novo” na mente.
A ambientação de DestiNatioN, com seu tom de cor e suas histórias com saloons, prostitutas, brigas e tiros, transporta o leitor para dentro da HQ e, muitas vezes, parece que estamos segurando as músicas da banda Matanza. Aliás em alguns momentos os traços lembram do guitarrista Donida, um dos membros fundadores da banda de country-core.
A arte de Lobo Loss, juntamente com o acertado tom de sépia, ajuda a transportar o leitor para o cenário árido do deserto, aumentando o clima e envolvendo visualmente com as situações e personagens. Algumas outras cores mais fortes aparecem no decorrer das páginas, como o verde nos olhos ou no sangue dos Aracnoides. Igualmente o que acontece com o vermelho, no sangue que explode nas páginas ou nos olhos das maquinas.
Apesar de ser abertamente considerada um cyberpunk, em DestiNatioN, muitas das maquinas, ou membros mecânicos, passam despercebido. Agindo como parte do cenário ou nos movimentos dos personagens. É uma HQ de faroeste com pitadas tecnológicas. Esse é um dos grandes baratos de DestiNatioN, tem a essência da tecnologia futurista, mas que não atrapalha o western. Isso é um dos grandes charmes da HQ.
Outra boa sacada, que nos deixa íntimos em DestiNatioN, são as propagandas de época entre uma história e outra. Cigarros, sabonetes, bebidas, tudo como cartazes dos primórdios do marketing e além, é claro, as capas internas que homenageiam grandes nomes dos quadrinhos mundiais usando referencia de Piada Mortal, Wolverine, entre outras.
“Eu espero que você entenda bem, eu não gosto de ninguém.”
Os personagens apresentados em DestiNatioN são carismáticos, até mesmo aqueles que tomam tiros na cabeça ou na mão. O destaque com certeza é Jeff Van Cypher, um forte candidato a novo queridinho (que ele não leia isso) dos quadrinhos nacionais. Ele é a personificação do personagem mercenário padrão, que persegue o seu alvo implacavelmente, perito com suas armas, experiente, com certo senso de moralidade e sarcástico.
Os quadros, em alguns momentos, lembram tomadas de câmera, mas o que impressiona mesmo são os detalhes no cenário. As tábuas das casas, os mecanismos sejam de personagens ou dos animais, ressaltam a sutileza do cyberpunk.
“Ergam seus copos por quem vai partir”
Mas, DestiNatioN tem um problema: ela acaba. A introdução a esse mundo tecnológico do Velho Oeste funciona e abre um leque de possibilidades. O universo e o caminho de DestiNatioN já estão abertos, agora é esperar para voltarmos a bater de frente com Jeff Van Cypher e os seus mistérios.
Para mais informações sobre DestiNatioN acesse o perfil oficial AQUI. Ou adquira o seu exemplar no site da Excelsior Comic Shop.
Quem não gosta de um conto de detetive? Faz sucesso há anos, tem que ser bom! E claro que, como tudo que faz sucesso (e as vezes até coisas que não fazem), tem que vir algum japonês transformar o negócio em alguma coisa estranha. É o caso de Holmes of Kyoto.
Pois bem… Elementar, meu Caro Watson… Só que dessa vez o Watson é uma garota de 16 anos ressentida com a vida e que não ajuda em nada nos casos. E o próprio Holmes também é um jovem adulto ressentido com a vida. Sério, tá todo mundo depressivo nesse show, bicho?
O animê vem baseado em uma obra já antiga: o material original é uma Novel com início de publicação em 2015 por Mai Mochizuki. Se considerarmos que Sherlock Holmes é de 1887, dá pra chamar de velho né? De qualquer maneira, a novel de Mochizuki também foi adaptada em versão mangá em 2016, com um design muito mais próximo do que vemos na animação. Não que isso importe muito para o caso em questão.
Assim como uma obra de investigação faz, Holmes of Kyoto mostra algo para te enganarno começo, te dar pistas falsas e te convencer de que sabe o que está acontecendo. Quando na verdade, você está sambando na mão do assassino o tempo inteiro.
Mas o que exatamente é pura lábia no animê? Elementar, pois: o primeiro episódio te faz acreditar que teremos uma temporada inteira de Trato Feito Quioto, dentro da loja de antiguidades que nos é apresentada. E sinceramente? Acho que isso seria muito bom. Quem não gosta de Trato Feito? É um dos melhores programas da TV fechada atual.
Infelizmente não é isso que acontece. A partir do segundo episódio, temos uma série de “casos” que precisam ser resolvidos pelo protagonista (que aliás nem se chama Holmes de verdade, mas achei uma boa sacada o motivo do apelido), e todos surgem tão repentinamente quanto acabam. Em momento algum nós somos apresentados aos motivos que fazem esses casos serem levados especificamente para o Yashigara (que é o nome real do Holmes, aliás). E nunca nos é explicado como que essas pessoas conseguem se sustentar, tendo em vista que todos os casos até então foram resolvidos na base da “troca de favores” e eles aparentemente ignoram a existência da loja por longos períodos de tempo.
Quem fez melhor?
Mesmo com uma trama aparentemente episódica que serve mais para mostrar a vasta gama de trívias de rodapé de livro que o protagonista leu, as personagens conseguem ser interessantes. Digo, as duas personagens que apareceram por mais de cinco minutos na tela. Temos o mocinho, que abertamente admite ser uma pessoa ruim; e temos a mocinha, que é totalmente uma adolescente gótica da cidade grande que se mudou pro interior. São pequenos traços de personalidade, sim, mas que são bem explorados e conseguem te definir como são as pessoas que estamos lidando.
Acontece que mesmo com um elenco legal, as investigações não são tão divertidas como deveriam ser. Passamos quinze minutos gastando tempo com alguma coisa que parece ser relevante, para no final o caso ser resolvido com alguma coisa nunca antes mencionada, literalmente tirada da cartola do protagonista. Não existe nenhuma forma de você chegar na mesma conclusão que o caso toma. O mistério deixa de ser divertido e se torna frustrante. Você passa a pensar: “Que coisa minúscula e idiota vai ser a chave para resolver esse caso?“. Você precisa ignorar todas as pistas reais que são dadas (e que ocupam 80% do episódio sendo mostradas) e apontar para a coisa mais não-relacionada que aconteceu.
Na parte técnica, temos uma animação razoável. Não é ruim, e tem até algumas cenas bonitas, mas peca em algumas outras. Cortesia do estúdio Seven com direção de animação de Yosuke Ito. Sobre músicas… Eu sinceramente nem percebi se tinha algo tocando no fundo ou não. Acredito que é um sinal negativo para a OST. Mas ao menos a dublagem é bem bacaninha, com Kaito Ishikawa no papel do mocinho e Miyu Tomita no papel da assistente-peso-de-papel.
Eu assistindo aos casos sendo desvendados magicamente.
No final das contas, não é mistério nenhum que eu não fui muito com a cara do show. Mas é claro que você pode acabar gostando. Afinal, nem todo mundo gosta das mesmas coisas, e não precisa ser um xeroque rolmes pra saber disso. Pra mim, ao menos, a nota inicial para o animê é de 4/10. Pode melhorar, com certeza, se decidir ser mais racional, mas por enquanto…
Você pode conferir por si mesmo assistindo ao show, que está disponível na Crunchyroll com novos episódios lançados todas as segundas-feiras.
A gente tenta postar no horário, mas no caminho do painel de controle acontecem coisas bizarras, e nós acabamos quase sempre nos atrasando. Parece que sempre que vou escrever sobre japonês, surgem umas coisas estranhas… O que era de se esperar. E hoje, temos o animê mais idiota e mais vergonhoso que eu vi nos últimos tempos. E justamente por isso, ele é sensacional.
Se fosse para definir Chio’s School Road em uma só frase, seria “eu mesmo”. Apesar de todos os absurdos e da enorme falta de seriedade em qualquer coisa (que já falo sobre), a maior qualidade da série é ser extremamente relatável e te conquistar por proximidade e intimidade.
Mas calma, vamos primeiro conhecer o que estamos lidando. A obra vem de um mangá, com autoria de um cara que é conhecido por… Desenhar Hentais: Tadataka Kawasaki (eu sei que vocês iam perguntar). A única obra que não precisa de faixas de censura dele é justamente essa, e isso já diz muito mais do que precisávamos saber sobre o assunto…
Voltando ao que importa, que é o animê em questão… O show promete ser algo extremamente simples: uma garota indo pra escola. O que poderia dar errado? Simplesmente por conhecermos a mídia em que estamos, a única resposta possível é “tudo”.
As coisas sempre dão errado, o tempo todo. Mas a melhor parte é que são pequenas coisas, acontecimentos do dia-a-dia que você, eu e todos nós passamos também. A diferença é que a Chio faz tudo que nós sempre sonhamos e nunca pudemos (ou melhor, nunca tivemos a coragem de) fazer. Isso torna esses pequenos imprevistos em cenas de repercussão astronômica, que por beirar a insanidade, acabam cruzando a linha do cômico.
Não só os acontecimentos como as personagens têm o seu humor próprio. Começamos de garotas terríveis cientes de sua própria maldade, passamos por lésbicas psicopatas, e chegamos até ex-membros de gangue em recuperação. O elenco é tão diverso que é impossível não gerar uma situação cômica pelo simples encontro dessas figuras.
Claro, não é um show para qualquer um. É preciso gostar de absurdo e ser aquele tipo de pessoa que morre de rir com uma foto de um atum. Também existem algumas barreiras culturais, com piadas que fazem mais sentido em japonês e/ou para a cultura oriental (você sabe como é o corte ideal de um Atum inteiro? Pois eu também não sabia). Mesmo assim, ainda há algum aproveitamento para todos, basta desligar seu cérebro e se divertir por alguns minutos. Ou só assistir, se você for como eu que já está com o cérebro desligado há alguns anos.
De verdade, a obra me conquistou desde o primeiro episódio, mas pode demorar um pouco mais para cair no gosto de pessoas menos imbecis que eu. Se o começo não te prender, dê uma chance para o segundo.
Pessoas que batem bem da cabeça tentando entender o que diabos está acontecendo.
Na parte técnica, o estúdio Diomedea está cuidando da animação, que está ótima e propositalmente simples, para realçar todos os efeitos necessários; a música é essencial, com uma OST adequada para a obra (simples, mas absurda), abertura e encerramento de excelente nível, e efeitos sonoros dignos de vídeo-cassetadas do Faustão (e isso é um elogio!); uma dublagem perfeita, com a protagonista Chio (CV: Naomi Oozora) tendo a voz ideal para as ações que ela toma…
Resumindo, é uma baita duma produção, dentro de seus méritos.
O comedômetro quebrou e foi substituído por outro, mas as notas continuam: 8/10 é mais do que merecido e Chio’s School Road tem um futuro brilhante pela frente. Completamente nonsense, mas brilhante.
O anime está disponível na Crunchyroll, com legendas em Português (ou inglês, se preferir) e novos episódios são lançados todas as sextas-feiras.
Hoje sábado, dia 28 de julho, a equipe da London Spitfire conquistou o título de campeã da Overwatch League 2018, vencendo o time da Philadelphia Fusion.
A partida aconteceu no Barclays Center, em Nova York, EUA. A equipe da London Spitfire conseguiu garantir o 2-0. Ontem, sexta-feira dia 27, no primeiro confronto da final a equipe formada por sul-coreanos já havia garantido 3-1, no primeiro dia de confronto MD3.
Além do título inédito da temporada inaugural, a London Spitfire faturou o prêmio milionário de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,7 milhões).
As disputas do torneio começaram em janeiro de 2018. Com a participação de 12 time, a competição entregou US$ 1,7 milhão em prêmios (cerca de R$ 6,4 milhões) .
Se você achou que eu tinha desistido de Re:Zero, achou quase certo! Infelizmente por motivos contratuais sou obrigado a dizer apenas a verdade e contar pra vocês que eu vou continuar lendo independente do rumo que o livrinho tomar. Além dos japoneses, eu também sou um pouco estranho.
Para você que está totalmente perdido e caiu aqui de paraquedas, essa é a Re:Zenha (ai meu deus) do quarto volume de “Re:Zero: Começando uma Vida em Outro Mundo“, Light Novel publicada no Brasil pela editora NewPOP e que atualmente conta com cinco (5) volumes publicados. Estamos um pouco atrasados mas vamos chegar lá. Os volumes anteriores foram cobertos (todos sem spoilers de seu respectivo conteúdo) aqui: 1 | 2 | 3
Viemos do terceiro tomo com uma promessa: que agora, finalmente ganharíamos a nossa merecida recompensa por ter aturado Subaru por quase mil páginas; que iríamos receber mais desenvolvimento de mundo, informações faltantes para entendermos onde estamos e para onde vamos.
Podemos dizer que, de certa forma, a promessa foi cumprida. Mas assim como um serelepe gênio da lâmpada, o autor usa da pior interpretação possível das palavras que usamos para nossos desejos: o mundo foi desenvolvido e descobrimos que ele é terrível; e que o único caminho para qual rumamos tem destino o caos, logo ao lado do desespero sem fim, esquina com a agonia eterna.
Queria começar pelo world-building, mas pra isso preciso passar pelas novas personagens, então… Uma enxurrada de pessoas novas, com todos os tipos de aparência, posição social e ganha-pão, mas com uma coisa em comum: terem personas terríveis. Menos o Al, o Al é gente boa.
Se o Al, por baixo da máscara, não for ESTE HOMEM, eu ficarei bravo.
Tá bom, tá bom, posso estar forçando um pouco a barra. Algumas delas não são TÃO ruins assim. Aliás, deixar claro que quando eu digo “ruim”, não estou querendo dizer “mal escrita” ou “pessimamente desenvolvida“, mas sim “coração ruim“, pessoas que têm a alma maldosa mesmo. Porém, isso já era uma característica esperada: quando o maior ponto de exaltação de sua heroína é, justamente, a sua gentileza e seu coração bom, é normal imaginar que seus arredores serão cobertos por tudo quanto existe de ruindade no mundo, para fazê-la se destacar. E Re:Zero faz justamente isso.
Cada um tem sua peculiaridade, e claro, algumas coisas boas para poderem ter salvação, pelo menos. Ao menos, é o que eu gostaria de pensar. É muito triste imaginar que existem tantas pessoas inteiramente ruins em um lugar só, então espero que esses pequenos detalhes que foram trabalhados pelo autor sejam sinais de que no fundo, cada uma dessas personagens sejam boas. Embora admita que algumas não tem salvação…
A grande questão é que, mesmo com o esforço colossal de fazer todo mundo parecer ruim para elevar a bondade da Emilia para níveis Hollywoodianos, uma única pessoa é o suficiente para isso, e não é nenhuma das novas personagens… Meu Deus do céu Subaru, como você consegue?
Eu venho falando mal do nosso amigo protagonista desde os primórdios da criação, e fico feliz de saber que minha expectativa nunca é falha. Ele realmente sempre faz tudo errado, o tempo todo. Ele se esforça de uma forma colossal para conseguir obter o pior resultado possível em suas ações. O cara precisa morrer de duas a quatro vezes ao dia pra entender o que diabos ele tá fazendo de errado. E isso, como você lerá, se torna um problema (gritante) neste volume.
Só que chega desse blá-blá-blá e vamos ao que interessa: World-building. Levou só quatro volumes, mas finalmente começamos a entender o motivo da história inteira acontecer. Não, não tô falando sobre como o Subaru foi isekai-zado, mas logo depois disso. Afinal, tudo começou com o roubo da insígnia, não é?
A sucessão real foi o assunto principal do volume (se excluirmos a teimosia do Subaru, que sempre é o número um), e rapaz, não é que dessa vez o autor acertou em cheio? Conseguiu nos dar um panorama geral da situação, mostrar muito bem quem está envolvido e por quais motivos, e ainda teve a audácia de meter uma meta-piada de quebra de quarta parede no meio da sala do trono do castelo. Eu faço críticas a rodo sem dó nem piedade, mas quando elogios são merecidos, eu não faço descaso. Nesse quesito (e convenhamos, só nesse), tá de parabéns.
Não apenas a sucessão real, mas também aprendemos muito sobre a capital, seus habitantes, suas ordens e grupos, e até mesmo sobre o mundo de Subaru. Confesso que fiquei realmente chocado (ainda é cedo pra dizer se positiva ou negativamente) com as surpresas que envolvem o “mundo real“. Além disso, temos a oportunidade de conhecer mais sobre política, magia e história do mundo alternativo. Foi extremamente produtivo nesse aspecto.
Aos poucos, vão sendo reveladas as peças necessárias para montar o grande quebra-cabeça do mundo de Re:Zero. Afinal, convenhamos: não estamos lendo essa novel por causa de seu protagonista cativante, né? O grande atrativo é o seu mundo rico e cheio de mistérios. O charme está em justamente não ter muitos mistérios de verdade, mas ser um grande mistério por nós não o conhecermos, e irmos descobrindo-o uma parte de cada vez.
Eu sobre a história de Re:Zero, mesmo depois de quatro volumes lidos…
De novo mais uma vez novamente tivemos a edição impecável da NewPOP que já conhecemos. Papel, capa, ilustrações, acabamento, etc etc etc. Eu já cansei de falar sobre a qualidade não só das Novels como de todos os produtos da editora.
Inclusive, dessa vez gostaria de deixar um elogio a mais: a adaptação que a equipe escolheu para os “sotaques” dos personagens. No volume, fomos apresentados a diversos personagens, como citado, mas dois em especial são bem marcantes (por diversos motivos): Priscilla e Al. A garota se encaixa no esteriótipo de “dama chique”, e fala como tal no original; enquanto o homem é a própria definição de “tiozão de anime“, e usaria uma camiseta havaiana se não estivéssemos em outro mundo. Como isso foi localizado para o papel? A garota fala em segunda pessoa como em novelas de época; o homem fala com gírias dos anos 80 e parece ter saído da TV Manchete.
Sério, ficou muito bom, e adorei a escolha. Não sei se foi ideia do Thiago Nojiri (o tradutor) ou foi sugerido a ele por outrem, mas dou os parabéns a equipe pela excelente localização. Não só nisso, como nas “frases antiquadas” da Emília e nas piadas do Subaru.
Agora voltamos a programação normal e damos o nosso já costumeiro puxão de orelha sobre a revisão. Confesso que deu uma melhorada nesse volume, nada muito gritante como no anterior, mas ainda assim, diversos erros bobos, principalmente nos capítulos finais. Depois de notar esse padrão pela quarta vez, fica impossível de negar que o prazo é o culpado. O começo é revisado com calma, e quando a água bate na bunda e a data de entrega aperta, a revisão afrouxa. Tem que ver isso aí, Júnior.
No geral, foi tanto o melhor como o pior volume da série até aqui, dependendo de que parte do livro você pegar pra ver. O que isso significa? De verdade, nem eu sei mais. Acho que dá pra recomendar mais do que o último.