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Papo de Saloon | Tex Edição Histórica 103

Tex Willer, personagem criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini, é publicado no Brasil de forma ininterrupta desde os anos 70. Passando por várias editoras ao longo dos anos e contando mensalmente com diversas revistas publicadas em banca, tornou-se sem delongas o herói da editora italiana Bonelli de maior influência no Brasil. Um fenômeno que se estendeu para o mundo todo e um dos personagens de westerns mais longevos da história dos quadrinhos, agora, Tex também será o tema central da coluna Papo de Saloon, dedicada inteiramente às análises esporádicas de quadrinhos do ranger!

Para dar início e marcar a estreia desta coluna com pé direito, foi selecionada uma história clássica e impressionante, desenvolvida pelos autores originais do personagem citados acima, G. L. Bonelli e Galep. Publicada originalmente na Itália em Tex 207/209 (jan/mar de 1978) e chegando ao Brasil pela primeira vez em Tex Coleção 259/261 (ago/out 2008), a história A Águia e o Relâmpago, republicada em Tex Edição Histórica 103 da Mythos Editora, serve como ótima porta de entrada para novos leitores, ao mesmo tempo que traz de volta elementos que agradam os fãs de longa data, inclusive se utilizando de piadas costumeiras das aventuras para criar situações diferentes e inusitadas.

Tex Willer e Kit Carson aceitam a missão de investigar uma série de assaltos a uma linha de diligências que transporta ouro extraído da mina Golden Well, de propriedade de John Walcott. Esta linha, que faz o caminho entre as cidades de Silverton e Durango, está sendo alvo preciso e constante de um grupo de bandidos que não deixa vítimas, porém um dia, assassina um dos passageiros da diligência e rouba seu anel entalhado com uma águia e um relâmpago. O passageiro morto era sobrinho de um velho conhecido de Tex e Kit, e isto motiva os rangers a darem cabo dos malfeitores para resolver a situação.

A investigação de Tex e Kit os leva ao rico e diabólico banqueiro da cidade de Durango, Paul Brady, que parece ter alguma motivação específica para armar golpes direcionados à mina Golden Well. Brady e o chefe do bando de assalto, Tom Horan, possuem uma relação de negócios que podem ser lucrativos para ambos, e os heróis devem também descobrir até onde as garras de Brady e Horan chegam nas duas cidades e dentro da mina de John Walcott.

Conforme os pards descobrem detalhes das ações criminosas e quem são os envolvidos, detalhes estes que não serão citados aqui para preservar as surpresas da aventura, um plano mirabolante começa a tomar forma, e seu sucesso dependerá de todas as partes benignas agindo corretamente.

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Tex Edição Histórica 103: A Águia e o Relâmpago apresenta uma estrutura clássica de algumas histórias do Tex. Infiltrados em uma cidade dos possíveis bandidos, se utilizando de nomes falsos e bolando planos para encurralar os diabos, Tex e Kit contam com o apoio (na outra cidade, e revezando) de Kit Willer e Jack Tigre, tornando esta uma aventura completa com os quatro pards agindo juntos. E ao longo de toda a história, o texto de G. L. Bonelli é desenvolvido com maestria típica do autor, que gosta de aprofundar os mínimos detalhes que farão sentido no decorrer das revelações e tiroteios.

É criado para esta história um elenco de apoio extremamente carismático, com destaque especial para o velho Pop, dono da estrebaria de Silverton, e também para o xerife de Durango. Todos, heróis e vilões com características visuais únicas, cortesia da arte extremamente competente de Galep, possuem seu ‘tempo de tela’ e desenvolvimento, fazendo com que a investigação dos assaltos às diligências não seja algo superficial. E os quatro pards, agindo como rebeldes durões para manter seus disfarces, soltam pérolas impagáveis em quase todo momento da aventura, especialmente quando resolvem socar gratuitamente alguns canalhas e salafrários.

Como quase toda história de Tex e seus amigos, o enredo parece simples, porém seu desenvolvimento é rico de uma forma que prende a atenção do leitor do começo ao fim. Para fãs mais antigos, por exemplo, há brincadeiras como o fato de Kit Carson ganhar uma aposta feita com Tex, algo que nunca ocorre nas histórias, onde Kit simplesmente afirma algo como “só apostaria se fosse um louco com vontade de perder!”

E a reta final da história, repleta de ação e conclusões, alcança momentos de tirar o fôlego (quase que literalmente) dignos de bons filmes de ação, culminando no desfecho inesperado para a história de alguns dos protagonistas (do lado bom ou mau?) desta aventura.

Tex Edição Histórica 103 foi publicada no formato típico da maioria dos quadrinhos Tex no Brasil (13,5 x 17,6 cm) e compila a aventura completa que foi lançada originalmente dividida em três partes. Totalizando 268 páginas repletas de tiroteios, brigas, muitas viagens à cavalo e larápios covardes, esta edição custa R$ 26,90 e está disponível para compra na Loja da Mythos Editora, que pode ser acessada clicando aqui.

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Literatura

J. R. R. Tolkien | HarperCollins inicia pré-venda de Beren e Lúthien

Após o lançamento mundial de A Queda de Gondolin, a HarperCollins, nova casa editorial de J. R. R. Tolkien no Brasil, já iniciou a pré-venda do segundo livro da nova coleção de obras do autor. Beren e Lúthien, previsto para ser lançado em novembro, também terá um pôster especial com arte de Alan Lee para quem adquirir o livro antecipadamente. Confira detalhes abaixo!

Beren é um homem mortal, enquanto Lúthien é uma elfa imortal. O pai dela, um grande senhor élfico, opõe-se ao relacionamento e, para permitir o casamento com Lúthien, impõe a Beren uma tarefa impossível de ser realizada. É esse o foco central da lenda: a tentativa incrivelmente heroica de Beren e Lúthien de, juntos, roubar uma Silmaril do maior de todos os seres malignos, Melkor, chamado Morgoth, o Sombrio Inimigo do Mundo.

O conto de Beren e Lúthien foi, ou tornou-se, elemento fundamental na evolução de O Silmarillion, os mitos e lendas da Primeira Era do Mundo concebidos por J. R. R. Tolkien. Um ano após retornar da França e da Batalha do Somme, no final de 1916, ele escreveu o conto. Essencial à história, e jamais modificado, é o destino que se impõe sobre o amor dos protagonistas.

Neste livro, Christopher Tolkien tenta extrair a história de Beren e Lúthien da obra mais abrangente em que está inserida. Contudo, a própria lenda foi se modificando conforme novas associações foram sendo criadas dentro da narrativa maior. A fim de mostrar um pouco do processo pelo qual essa lenda da Terra-média evoluiu ao longo dos anos, ele conta a história nas próprias palavras de seu pai ao fornecer, primeiro, a forma original do texto e, em seguida, passagens em prosa e em verso de textos tardios que ilustram a narrativa à medida que ela muda.

Apresentados de forma reunida pela primeira vez, esses textos revelam aspectos da história, tanto em eventos quanto em suas imediações narrativas, que posteriormente se perderam. Publicado no décimo aniversário do livro mais recente sobre a Terra-média, o best-seller internacional Os Filhos de Húrin, este novo volume também inclui desenhos e pinturas de Alan Lee, que também ilustrou O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e que ganhou um Oscar por seu trabalho na trilogia cinematográfica de o Senhor dos Anéis.

Quem adquirir o livro na pré-venda também ganhará um pôster promocional com arte de Alan Lee.

Beren e Lúthien possui 368 páginas encadernadas em capa dura e formato 20,8 x 13,5 cm. O preço sugerido é R$ 59,90. Clique aqui para reservar sua edição com preço mais baixo garantido.

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A Marcha – John Lewis e Martin Luther King em uma história de luta pela liberdade

“Segregação racial é o impedimento, com base na origem étnica, do usufruto dos direitos disponíveis para todos os membros de determinada sociedade.”

Transportar grandes momentos históricos para as mídias é algo comum e rotineiro. Filmes e livros sempre contam passagens interessantes ocorridas no passado, que entraram para a história, sendo protagonizadas por grandes pessoas. Quando o lendário congressista americano John Lewis teve a ideia de contar a sua saga de vida e luta contra a segregação racial, ele recorreu aos quadrinhos.  E ao se juntar com Andrew Aydin e Nate Powell realizaram um dos trabalhos autobiográficos mais importantes dos últimos anos.  A graphic novel A Marcha – John Lewis e Martin Luther King em uma história de luta pela liberdade – Livro 1.

É interessante saber o porquê Lewis escolheu contar a sua história em forma de quadrinhos. Quando era adolescente, ele se inspirou em uma HQ chamada Martin Luther King and the Montgomery Story, que custava dez centavos na época que foi publicada em 1956. Em diversas oportunidades, o congressista revelou que era como uma “bíblia” para ele e seus amigos ativistas. Como uma ferramenta indispensável para aprender como implementar o ativismo não violento nos protestos.

A Marcha foi lançado originalmente em agosto de 2013 nos Estados Unidos, e é a primeira parte de uma trilogia que foram publicados nos dois anos seguintes.  É um retrato sobre o movimento de direitos civis na América, sob a perspectiva de John Lewis e a influencia exercida sobre ele pelo ícone Martin Luther King. Ao longo da trilogia, vemos a longa jornada de Lewis pelos direitos humanos e civis, seu encontro com Martin Luther King Jr. e a infindável luta pelo fim das políticas de segregação nos EUA.

A publicação se tornou a primeira HQ a ganhar o National Book Award, um dos principais prêmios literários dos Estados Unidos, que geralmente só premia livros. O volume três levou na categoria Literatura Juvenil no ano de 2015. A Editora Nemo publicou aqui no Brasil o primeiro volume. E é dele que vamos falar aqui.

A graphic novel começa com a famosa marcha na Ponte Edmund Pettus, quando 600 manifestantes pacíficos foram atacados por tropas do estado do Alabama sob as ordens do então governador George Wallace. Onde veio ocorrer uma truculenta e violenta ação das autoridades contra os manifestantes. Recomendo assistir o filme Selma.

É bom falar que A Marcha é realmente uma histórias sobre “marchas”.  Esse primeiro volume fala sobre a marcha que foi Lewis sair da sua pequena fazenda no condado de Pike, Alabama, e contra a vontade dos seus pais, que tinham medo das leis opressivas e humilhantes das segregações, foi buscar nos estudos o seu futuro.  Quando acompanhamos a infância de Lewis, percebemos que ele não ficaria nos limites de sua fazenda. Ele fermentou relações com as galinhas da fazenda de seus pais, cuidado deles como pessoas e realizando até pregações religiosas para elas. Lewis eventualmente fazia um “protesto” contra os pais quando esses tinham que matar alguma das galinhas para servir de alimento.

Como dito antes, é uma história sobre marchas. É a marcha de um jovem em direção ao seu futuro inevitável de lutas, a marcha de uma nação em direção a algo maior, a marcha de uma raça para se unirem contra a opressão e a marcha de um grupo de jovens em busca de sua auto-realização. E como a marcha que ele começou quando a justiça considerou inconstitucional parte da segregação racial com que ele tinha que conviver, a vida de Lewis foi direcionada para que pudesse fazer a oportunidade valer a pena.

O texto implantado por John Lewis e Andrew Aydin flui muito bem deixando a leitura cada vez mais prazerosa a cada página, existem momentos de calmaria e bem agradáveis.mas existem momentos em que somos lembrados de como o ser humano pode ser cruel e estúpido. Um dos momentos mais fortes é quando no julgamento do grupo de ativista de Lewis, o advogado de defesa dos jovens tenta expor os seus argumentos ao juiz que simplesmente vira as costas e o ignora em pleno tribunal. Como se ele não estivesse no local.

Outras cenas fortes são as dos “treinamentos contra o ódio”. Era uma espécie de provocação que os membros do grupo de Lewis fazia um com os outros simulando ataques racistas. O intuito era segurar a raiva e agir de forma pacífica. E muitos não conseguiam passar no teste. A questão que logo surgiu para mim foi: “será que eu também conseguiria me segurar sendo afrontado e humilhado? Como eu agiria diante de um ato desse contra mim?” A Marcha desperta isso no leitor o famoso “e se fosse comigo?” 

Durante esse volume, vários momentos de racismo são apresentados, e nos faz pensar o porque as pessoas tem esse tipo de pensamento. E o pior fica quando pensamos: isso está cada vez mais latente.

A segregação racial ainda existe no nosso dia a dia, de vários modos diferentes que estão implantados em nossa sociedade. Mas ultimamente esse discurso de ódio tem se estendido as pessoas de diversas etnias, sexualidade, posição financeira e nacionalidade. O mais grave é que estamos vendo esse discurso crescendo e estamos caminhando direto para ele. Por isso que obras como A Marcha e Jeremias–Pele são importantes. Para lembrarmos que somos todos humanos. Que ainda devemos ter amor pelo próximo dentro de nós.

E com certeza um dos pontos fortes de A Marcha é a sua arte. O desenhista Nate Powell conseguiu captar e passar visualmente todo o roteiro com seu realismo expressionista com umas certas pitadas de estilo noir. O dinamismo atrai, sem esforço, o leitor para a história e prende até o fim. As vezes se pegar olhando os detalhes de cada traço nas páginas, depois de já ter lido, é algo normal pela quantidade de cenas bonitas. A visão de Washington/ DC no começo da graphic novel é uma cena digna de cinema, quando vagamos por uma imagem aérea do sol nascendo e depois caminhamos por uma rua vazia e silenciosa entrando no prédio onde mora Lewis.

A história de John Lewis é contada através de uma narração gentil e uma arte linda, onde parece que somos transportados para aquele momento. Sentimos a calmaria da fazenda, e a angústia da pressão racista da segregação racial que paira no ar. A torcida agora é que a Editora Nemo anuncie a publicação das sequencias.

A Marcha – John Lewis e Martin Luther King em uma história de luta pela liberdade – Livro 1 é uma leitura obrigatória para todos que precisam saber como foram anos difíceis e como podemos mudar o futuro com ações sem violência e com inteligência contra o ódio.

E quem sabe poder presentear aquela pessoa que ainda insiste nesse discurso e poder mudar um pensamento?

 

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Conheça o lindo e criativo universo de Desafiadores do Destino

Recentemente a AVEC Editora consagrou as livrarias com mais um belíssimo quadrinho nacional. Trata-se de Desafiadores do Destino: Disputa por Controle, de autoria de Felipe Castilho e Mauro Fodra, com cores de Mariane Gusmão. E ao mesmo tempo que entrega um universo criativo e cativante, este também é um dos mais belos e divertidos gibis lançados em 2018.


Ilhas. Criaturas fantásticas. Steampunk e tecnologia. Magia e divindades. Desafiadores do Destino entrega tudo isso e mais um pouco, brindando o leitor com personagens cativantes, com boas motivações e personalidades bem definidas, e o tom perfeito equivalente ao que há de melhor nos bons quadrinhos de super-heróis. E da mesma forma que o exterior produz excelentes histórias deste gênero, há autores, no Brasil, dedicados a criar boas aventuras.

Todo supergrupo deve conter personagens com diferentes problemas e questões pessoais que serão abordadas ao longo das histórias. Ao mesmo tempo, estes personagens que não se dão tão bem devem agir em prol de algo maior. A história deste quadrinho não foge disso, e nem deveria: unidos pela ORU (Organização dos Reinos Unidos), cinco famosos guerreiros deverão intervir no confronto entre dois reinos, a Lemúria e Atlântida. Este confronto grandioso vem afetando a vida dos nativos das Ilhas Falkland, os Gorgs, e Lune Lefevre, Redhawk, Dr. Loberstein, Lockwood e Nay irão lidar com as consequências dos atos de todas as partes do confronto.

Uma das principais características estruturais de Desafiadores do Destino é a narrativa que contém alguns flashbacks do recrutamento dos cinco membros que compõem o grupo, e desta forma, parte do passado dos mesmos acaba sendo abordado. O roteiro de Castilho é direto e extremamente instigante, entregando reviravoltas inesperadas (como aparições de diferentes monstros e deidades) e aprofundando aos poucos este universo que é, de longe, um dos mais criativos dos quadrinho nacionais.

Podendo ser analisado de forma mais profunda com relação ao conflito central que se passa nas Ilhas Falkland (claramente uma disputa territorial tal qual acontece em diversas partes do mundo real), o propósito desta história é, também, a diversão. Como citado anteriormente, o que há de melhor nos quadrinhos de super-heróis é a capacidade de fazer o leitor se desprender da realidade por algum tempo e mergulhar num universo fictício cheio de cores e impossibilidades físicas. E quando a arte é magistral, como é o caso do desenho de Mauro Fodra, esta viagem em direção ao impossível é ainda mais palpável.

Fodra ilustra todos os quadros de maneira impressionante. Elaboradas com muito esmero e traços finos, as criaturas fantásticas e visuais mirabolantes de cada um dos personagens são pratos cheios para se admirar os mínimos detalhes de cada uma das cenas. As lindas cores de Mariane Gusmão (este é seu primeiro trabalho como colorista de quadrinhos) complementam perfeitamente o tom da história, e a aventura torna-se um deleite artístico completo.

Dividida em três partes, a trama desta primeira aventura dos Desafiadores do Destino se encerra prometendo mais, e isso é tudo pela qual os leitores podem torcer no momento. Mais histórias situadas neste mundo, talvez lidando com algum outro conflito bélico e político, podem vir bem a calhar para espairecer a mente e também apresentar algum tipo de reflexão, dado o contexto atual do nosso país e do mundo real.

E mesmo sem autômatos gigantes e barcos voadores, quem sabe por um pequeno momento podemos nos sentir mais uma vez capazes e inspirados a fazer coisas grandiosas ou enfrentar dificuldades, sejam elas proporcionadas por culpa, dívida, amor, competição… Ou até vingança.

O acabamento proporcionado pela AVEC Editora também se encaixa perfeitamente à premissa do quadrinho: é uma história leve, encadernada em capa cartão e formato 27,8 x 19,2 cm, com um total de 64 páginas, custando apenas R$ 39,90. Clique aqui e compre sua edição com desconto!

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Better Call Saul: O nascimento de Saul Goodman

Breaking Bad foi e continua sendo um marco televisivo. Uma série que começou com seus tropeços e problemas, mas que em pouco tempo cresceu imensamente e se tornou sucesso absoluto no mundo inteiro. Para aqueles que estão iniciando suas empreitadas, ou até para os mais experientes, a série de Vince Gilligan se tornou referência para trabalhos nesta mídia. Tal fama se deve muito ao próprio diretor, roteirista e produtor, que trouxe identidade ao apresentar um trabalho de transformação de personagem completo e competente. Após a conclusão da série, foi decidido a criação de um spin-off, Better Call Saul, que contaria a origem do advogado corrupto Saul Goodman (Bob Odenkirk). Repetindo o feito, Gilligan tenta trazer seu toque autoral e um novo ponto de vista para esse universo. Mesmo que esta série não esteja tendo tanta notoriedade quanto a sua fonte, seu quarto ano se demonstrou corajoso em criar pernas próprias e não depender do passado.

Em três temporadas, Bob Odenkirk, Gilligan e Peter Gould, tentaram reproduzir o mesmo discurso do sucesso de cinco anos atrás. Desde a fotografia até o tratamento de personagens e cenário, Better Call Saul parecia ser apenas uma homenagem a Breaking Bad. Tinha seus bons momentos, guardando linhas próprias e originais. Porém, a falta de identidade era o que faltava para ela realmente se estabelecer como um programa televisivo autêntico. E a morte de Chuck McGill (Michael McKean) no final do terceiro ano foi a cartada final para a reviravolta completa.

Os primeiros episódios da quarta temporada já demonstram diferenças em relação aos seus antecessores, além de serem constituídos por uma pesada carga de luto, houve mudanças na caracterização dos personagens. Parecia que eles estavam transformados pelo ocorrido, e esta mudança se refletiu na condução do restante dessa temporada. Novos personagens e novos conflitos, que estão relacionados com o futuro de Breaking Bad, mas que não são introduzidos a favor da primeira obra. A preocupação está em como os personagens serão representados e trabalhados NESSA trama, com dilemas pessoais e morais sendo desconstruídos de forma absolutamente brilhante.

Jimmy McGill está suspenso de seu cargo de advogado e precisa buscar um novo emprego e certa dignidade perante Kim Wexler (Rhea Seehorn), atual namorada. A busca por emprego é moldada pelos discursos persuasivos de McGill, que serão o trunfo dos conflitos do protagonista. Se nos últimos anos o desenvolvimento focava no trabalho de Wexler e nos trambiques de Jimmy, o quarto foca na vocação pessoal do protagonista em advogar. O enredo fica nos jogando na cara o tempo inteiro a necessidade de ele voltar para os tribunais, sua vida está dentro deles e só com a sua carreira poderá provar seu valor e utilidade para a sociedade.

A morte de Chuck também está pesando na relação de Wexler e McGill, ao passo em que a advogada não entende o porquê de seu namorado não estar impactado com a morte do irmão. Essa problemática é o principal elemento dramático que Gilligan irá se utilizar até o nascimento de Saul Goodman, um ponto final entre a relação dos irmãos e o desprendimento de Jimmy da sua vida atual.

Há, como de costume, um outro lado dessa história. Enquanto Jimmy está resolvendo sua vida, Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) e Gustavo Fring (Giancarlo Esposito) estão em uma narrativa própria e bem particular. Suas narrativas giram em torno da construção do famoso laboratório subterrâneo, que será utilizado por Walter White no futuro. Surpreendendo a todos, Mike e Fring se mantém mais nas sombras nesta temporada, deixando a equipe de construção como o principal condutor. Fica nítido a mudança de perspectiva trazida pelo diretor, de demonstrar as dificuldades do grupo e de seu líder: Werner Ziegler (Rainer Bock), o reflexo da vida de Mike.

O estranhamento de tratar personagens desconhecidos, e até dispensáveis, é válido. Porém, tal prática guarda um objetivo maior, que é trazer uma contraparte de Mike. Zigmur tem esposa e uma vida tranquila. Seu cotidiano é completamente distinto do que nós conhecemos neste universo. Com isso, a vida dele é utilizada para completar a transformação de Mike, negando a vida comum e tranquila, se fechando para o mundo. Aliás, a cena de ambos na montanha durante a season finale é uma das mais sensíveis e bonitas já feitas nas duas séries.

No entanto, há um único problema em todos os núcleos presentes, que é o arco da família Salamanca. Depois de tantos bons momentos trazidos por Jimmy e Mike, parecia que não havia espaço para o desenrolar necessário dos personagens envolvidos na máfia mexicana. Talvez o único que deva ser ressaltado seja Hector Salamanca (Mark  Margolis), que, como os outros protagonistas, torna-se o que veremos em Breaking Bad.

Tecnicamente a série continua impecável. O nível de paciência e detalhamento de Gilligan e seus diretores, aliado ao seu senso estético apurado em deixar seus planos parados, silenciosos e um tanto quanto reflexivos, torna a experiência de assistir a série agradável. Aqui dá para encontrar diferenças em relação aos anos passados, há mudanças nas colorações dos ambientes, antes mais saturados, agora mais limpos e claros. Há um sentimento de quietação e lentidão, estamos presenciando a virada da trama e de seus componentes.

Ao final da quarta temporada, presenciamos o começo de uma nova era para todos. Mike se transformou no pior dos seres humanos, e Jimmy McGill deu o último passo para virar Saul Goodman. Com tantos pontos positivos e autenticidade, nota-se o amadurecimento de Better Call Saul como série. Enquanto ela se aproxima cada vez mais de Breaking Bad, parece criar autonomia para estabelecer sua própria voz e essência.

It’s all good, man.

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Gameplay Games

Review | Assassin’s Creed Odyssey

Se você está cansado de jogos de mundo abeto, definitivamente Assassin’s Creed Odyssey não é um jogo pra você. A Ubisoft realmente não estava brincando quando falou que seu mais novo jogo seria uma verdadeira Odisseia (desculpem o trocadilho). Não só a história inspirada na tragédia grega, mas no vasto mapa e na jornada de destrinchar todos as pequenas lacunas que se encontram no grande mundo aberto.

Em Assassin’s Creed Odyssey, você escolherá entre dois personagens, Alexios e Kassandra. Decidir com qual desses dois assassinos jogar é basicamente sua primeira missão no jogo, além de ter que adaptar-se ao uso do novo modo de exploração. Fazer escolhas, reagir a acontecimentos, tudo isso te fará mergulhar no conteúdo da história principal, e até mesmo nas missões secundárias e eventos que aparecerão durante toda sua gameplay.

Não se preocupe porque os diálogos são padronizados, ou seja, independente de qual personagem você escolha os diálogos serão sempre os mesmos, o que interferirá na história como já mencionado são suas ações. E acredite, este jogo tem mais reviravoltas que uma montanha-russa da Disney, cada escolha pode ter uma consequência, que pode chegar mais longe do que você imagina.

Há uma riqueza nos diálogos, que eu ouso dizer que só vimos igual na trilogia de Ezio. Embora todos os jogos sejam cheios de adrenalina e missões, em Assassin’s Creed Origins, as missões secundárias pareciam um pouco com “preenchedor de espaço”, missões que não acrescentavam em nada na história, mas aqui eles acertaram. Foi uma subida de degraus muito importante para a saga Assassin’s Creed.

O jogo te confunde em relação ao que é a linha de missões principais e missões secundárias, isso por conta de todas as suas missões são entregues com o mesmo peso de consequências. Às vezes é realmente difícil descobrir se você se deparou com uma conquista lateral particularmente longa ou seguiu um arco de história principal.

As grandes peregrinações de uma ilha grega para outra, estão longe de serem monótonas. Você viajará entre paisagens deslumbrantes, desde florestas, até edifícios de mármore branco na costa grega, com golfinhos e baleias coroando as ondas ao lado de seu barco. Por esses motivos, é fácil se apaixonar pela história e por esse par de assassinos.

Nessa beleza de Odyssey, é muito fácil se distrair com cada pequeno detalhe encontrado no mapa durante suas missões. A maneira como você criará sua jornada é uma experiência inteiramente única, o fato de suas escolhas serem tão abundantes, as consequências podem ser drásticas, e o mundo tão vasto, que ao participar de tudo isso você já se sente parte de uma comunidade.

E agora, o combate, precisamos conversar sobre o combate. Origins marcou um grande passo em direção a uma maneira mais RPG de fazer as coisas, nivelar seu personagem, trocar armas para adicionar nuances ao combate, e uma infinidade de outros novos recursos, mas Odyssey leva a décima potência. É resolvido algumas das peculiaridades do sistema de Origins, e outros são simplificados. Há algumas habilidades que foram trazidas e mantidas de Origins, outras melhoradas, e uma infinidade de habilidades novas implantadas, que podem ser niveladas e ativadas. E o que é ainda melhor é que você pode redefinir suas habilidades a qualquer momento por algumas centenas de dracmas, a moeda grega do jogo, ou seja, se as coisas não estão funcionando para você, você pode tentar de novo.

É esse tipo de refinamento que está presente em todo o Odyssey, mas é particularmente óbvio no combate. Falando em melhorias, podemos cravar que o desenvolvimento de Origins e Odyssey funcionou, já foi divulgado que as equipes responsáveis por ambos os jogos trabalharam em paralelo, com a equipe Odyssey aprendendo tudo o que a equipe Origins criou e depois aprimorando-a. E isso não resultou apenas no jogo sendo vendido apenas um ano após o lançamento do Origins, mas também significava que as equipes não estavam apenas jogando o sistema de combate no lixo e começando de novo, ou pensando em melhorias apenas para “rebootar” tudo. Odyssey parece uma evolução em todos os sentidos sobre Origins, mas ele usa como uma base central para se tornar um verdadeiro RPG.

Você precisará manter ajustes e trocar seus itens, porque o combate vai continuar testando você constantemente. Você não só terá que lutar contra espartanos e atenienses, mas também contra caçadores de recompensas, e mercenários que virão atrás de você, se você começar a roubar, saquear ou você sabe, assassinar. O sistema de salvamento é um tanto quando inconsistente, não ajuda muito, há momentos que é necessário um autosave, mas ele não é incorporado no momento, e a depender de seu resultado na missão, você pode perder um bom progresso no game. E por ser um jogo bem detalhado e muito “recheado”, seus tempos de carregamento são muito longos.

Levando em consideração que essas são as únicas coisas que chamaram atenção de forma negativa em toda a gameplay, realmente Assassin’s Creed Odyssey clama por elogios.

VEREDITO:

No final das contas toda sua jornada é sobre escolhas. As pessoas que você decide deixar que sigam suas vidas normais, os relacionamentos com outros personagens, as linhas de história que você segue. É um mundo e uma história extremamente “abertos”, bem feitos, com cenas extremamente bem feitas. Depois de quase 60 horas, ainda tenho muito para ver na Grécia da Odyssey, e é bem gratificante continuar explorando esse mundo. Além de aperfeiçoar tudo o que Origins fez e aprimorar de uma forma que você nunca imaginou Assassin’s Creed Odyssey pode ser muito bem o jogo definitivo da saga.

PONTOS NEGATIVOS:

  • Carregamentos lentos.
  • Sistema de salvamentos.

PONTOS POSITIVOS:

  • História Envolvente
  • Personagens
  • Aprimoramento de tudo que funcionou, e melhoramento do que não funcionou em Origins.
  • Mundo aberto bem detalhado.

NOTA FINAL: 9,5

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Games

CS:GO | Team Vitality entra para o cenário

Team Vitality anunciou a sua entrada no cenário de Counter-Strike: Global Offensive, nessa segunda-feira (08).

A line-up conta com 5 jogadores franceses, sendo três deles campeões de Major pela organização americana Envy.

  • Nathan “NBK-“ Schmitt
  • Dan “apEX” Madesclaire
  • Vincent “Happy” Schopenhauer
  • Cédric “RpK” Guipouy
  • Mathieu “ZywOo” Herbaut
  •  Philippe “faculty” Rodier (coach)

Nathan “NBK-“ Schmitt, Vincent “Happy” Schopenhauer e Dan “apEX” Madesclaire conquistaram a DreamHack Open Cluj-Napocaem 2015.

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Quadrinhos

Juízes Negros: A Queda do Mundo Morto está em pré-venda

O primeiro lançamento brasileiro do universo do Juiz Dredd em 2018 será Juízes Negros: A Queda do Mundo Morto. Este novo encadernado de luxo estará chegando em breve às livrarias em edição da Mythos. Confira detalhes abaixo!

Os Juízes Negros sempre foram os mais terríveis e assustadores adversários de Dredd. Redescubra como eles embaraçaram em sua cruzada assassina e tomaram sua horripilante forma mortífera. O roteirista Kek-W (A Lei de Cannon) e o desenhista Dave Kendall mostram o Juiz Fairfax e a garotinha Jess sobrevivendo a transformação maligna que levou à Queda do Mundo Morto e a criação dos Juízes Negros.

Publicado sob selo Prime Edition, este encadernado apresenta a série The Fall of Deadworld em seu assim chamado Livro I. Os eventos contados nesta história fazem parte da cronologia oficial do Juiz Dredd, assim como muitas histórias que já foram criadas para narrar acontecimentos relacionados aos Juízes Negros.

Juízes Negros são quatro irmãos de um universo paralelo onde “o crime é a vida, e a sentença é a morte.” Foram criados por John Wagner, Alan Grant e Brian Bolland em 1981, e rapidamente tornaram-se sinônimo de caos generalizado nos quadrinhos do Juiz Dredd. Juiz Morte é o principal e mais famoso membro dos quatro originais.

Juiz Dredd Apresenta: Juízes Negros – A Queda do Mundo Morto possui 164 páginas encadernadas em capa dura. O preço sugerido é R$ 89,90. Clique aqui para garantir sua edição na pré-venda com preço mais baixo garantido.

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A Balada de amor e tragédia da Família Visão

Finalmente chegou ao Brasil o tão comentado e elogiado arco de Tom King para o vingador Visão. A reformulação do personagem nas mãos do escritor trouxe um vendaval de inovações na mitologia do personagem, que muitas vezes só ganhava importância quando Ultron voltava a ser uma ameaça pela enésima vez ou quando estava nos braços da Feiticeira Escarlate. Venhamos e convenhamos, Visão sempre fui um dos personagens do segundo escalão dos Vingadores. Que teve uma origem fantástica, mas com o passar do tempo, fosse por desinteresse da Marvel ou dos roteiristas, nunca ganhou algo tão incrível como o que Tom King fez.

A história suburbana criada por King é uma mistura de filmes de suspense, ficção cientifica e comédia de erros no estilo de Fargo. Engana-se quem pensa que se trata de uma simples história de super-heróis, assim como fez em Xerife da Babilônia, Tom King cria um trilher que caberia muito bem no cinema, obviamente usando outros personagens e contextos. As reviravoltas existentes durante toda a história fazem o leitor perder o fôlego, e cria uma simpatia com os personagens.

A simpatia pelo Visão não é algo que ocorre de imediato. Algo normal se levarmos em consideração que ele sempre foi  um personagem frio. E Tom King deixa isso bem explicito. Ele na verdade é até um tanto ausente. Por causa dos seus trabalhos, uma critica velada no roteiro para as famílias que vivem longe dos pais. Mas com o andamento da história, o Visão vai se apresentando um personagem protetor. Um pai de família zeloso, que acabamos criando laços. Mas os grandes protagonistas são a sua esposa Virginia e seus filhos Viv e Vin. Muitas vezes a torcida cresce dentro do leitor para o trio.

Tom King em diversas vezes, meio que cria uma armadilha para o leitor, o colocando em uma zona de conforto dentro da leitura, mas do nada, aparece uma arapuca. Seja na trama principal, ou seja, na hora de lidar com a emoção dos personagens. A Família Visão não apresenta emoções tão facilmente, a não ser quando estão sendo teatrais para vizinhos, mas sentimos, vindo dos personagens, coisas como alegria, fúria, amor, solidão e decepções. Como quando o Visão descobre que seu trabalho junto a Casa Branca não é remunerado e ele se preocupa com e renda familiar. O modo que é colocado, sentimos a decepção do personagem por isso.

Visão criou a sua família e se mudou para um subúrbio. Ele tem um ideal de ter uma vida normal com os vizinhos, trabalhando como contato dos Vingadores na Casa Branca, os filhos frequentando a escola. Mas não existe vida normal para super seres. Em um momento em que o patriarca está fora, o vilão Ceifador ataca a casa, e feri a filha Viv. Virginia então mata o agressor e o enterra no quintal. Então alguém (como no filme Janela Indiscreta) a filma fazendo isso e começa uma chantagem e o jogo dos erros sucessivos.

O texto visceral, que há muito tempo eu não via em um personagem da Marvel Comics, constrói o fato da Família Visão tentar ser o mais normal possível, as conversas familiares são de pessoas normais, mas o dialogo construído está longe disso. Eles se são figuras circenses aos olhares das pessoas próximas, e também alvo de preconceitos. Algo decorrente durante arco, mas que não é o principal tema. O tentar ser normal, tentar levar uma vida normal é o que nos faz pensar sobre o arco de Visão. Quantas e quantas famílias que vivem com diversos problemas internos tentam passar uma vida rotineira para quem está de fora?

O ato final estampa na cara do leitor que ainda é, apesar de todo o contexto diferenciado, uma história com personagens super-heróis. Mas o final, que é digno de um grande filme de suspense e com uma revelação incrível, bate na nossa cara a grande obra que é. Tom King realmente acertou no ponto certo em Visão, coisa que ainda falta fazer na sua mensal do Batman. 

Os desenhos de Gabriel Hernandes Walta apresentam personagens com belos traços humanos e variadas expressões dignas de vencedores de Oscars, mas no o resultado final é bem comum. Mas não que seja por culpa do desenhista, mas o projeto em si, como a própria história pede, tem um ar de “normalidade”. A série tem menos ação que um gibi de heróis teria, com bastantes diálogos e situações de cotidiano. Acaba meio que indo no automático em alguns momentos.

Lançado originalmente em 12 edições, a Panini publicou em dois volumes, Pouco Pior Que Um Homem (Vol 1) e Eu Também Serei Salvo Pelo Amor (Vol. 2), essa fase de Tom King na HQ do Visão. Edições que não podem faltar na estante de nenhum amante de quadrinhos.

 

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Exterminador do Futuro ilustrado por Alex Ross será lançado no Brasil

Já está em pré-venda o mais recente lançamento da editora Mythos. Exterminador do Futuro: Terra em Chamas, série ilustrada por Alex Ross, chegará ao Brasil em edição de luxo com capa dura. Confira detalhes abaixo!

A guerra contra as máquinas assassinas perdura por mais de quatro décadas. A civilização humana está à beira da extinção. Percebendo que pode, enfim, consumar sua diretriz primordial de extinguir a humanidade, a Inteligência Artificial Skynet prepara uma ofensiva nuclear total. Para a espécie humana, resta uma única e tênue esperança: liderado por John Connor, um reduzido mas arrojado grupo miliciano tem de executar um ataque suicida à virtualmente inexpugnável base central da Skynet.

Mythos Books apresenta o primeiro trabalho daquele que se tornou um dos mais lendários artistas da história dos quadrinhos: Alex Ross.

Originalmente intitulada The Burning Earth, esta história do Exterminador do Futuro (que possui cinco capítulos) foi publicada nos EUA em 1990 pela NOW comics. O roteiro é de Ron Fortier (Besouro Verde), e a arte é do – na época – estreante Alex Ross. Este foi seu primeiro quadrinho publicado.

Atualmente a detentora dos direitos dos quadrinhos da franquia Terminator é a Dark Horse, e esta edição luxuosa da editora Mythos, lançada sob selo Prime Edition, é baseada no encadernado original americano. Esta história também é considerada por muitos como a melhor história em quadrinhos baseada na série de filmes.

Exterminador do Futuro: Terra em Chamas possui 140 páginas encadernadas em capa dura e o preço sugerido é R$ 77,90. Garanta sua edição na pré-venda com preço mais baixo garantido clicando aqui!