“Eu sou o melhor naquilo que faço. E o que eu faço não é nada bonito…“
Com esta célebre frase do mundo dos quadrinhos, começamos o nosso Guia de Leitura sobre o mutante mais querido e popular da Marvel Comics. Quem nunca fechou o punho e mentalmente fez a onomatopeia “SNIKT” e imaginou três garras saindo das mãos?
Logan, Wolverine, Caolho, Arma X, Emílio Garra ou simplesmente pelo nome verdadeiro, James Howlett, você conhece o baixinho, peludo e com garras de adamantium. Wolverine nasceu pelas mãos de Len Wein, nas páginas do “The Incrible Hulk 181”, no ano de 1974. O uniforme amarelo e azul foi criado pela lenda John Romita especialmente para a revista.
A princípio as garras do Wolverine não seriam retráteis, idéia que foi abandonada segundo relato do próprio Wein, depois de uma conversa com Chris Claremont, que perguntou como ele faria questões básicas como dirigir ou ao ir ao banheiro.
Antes de ser um X-Man, Logan fazia parte da Tropa Alpha (um super-grupo de heróis canadenses) até ser recrutado pelo professor Xavier e ter a história que todos nós conhecemos hoje. Mas o grande destaque veio quando Frank Miller, junto com Chris Claremont, fizeram a minissérie “Eu, Wolverine” no ano de 1982. Então, o grande público começou a olhar melhor para o personagem. Durante algumas edições dos X-Men, ele começou a ganhar um destaque maior, graças ao próprio Claremont, que investia no personagem e fez várias histórias importantes do cânone do Wolverine.
Até que no final da década de 80 ele ganha seu próprio título solo. E, meio que diferente das histórias que se lia nos gibis da equipe de mutantes, as histórias solos do Wolverine eram cheias de humor com uma mescla de aventuras, bebedeiras e brigas (vide a fase em Madripoor). E com o trunfo de uma bela galeria de vilões: Lady Letal, Ômega Red, Romulus e o arqui-rival Dentes de Sabres; nomes importantes dentro da editora. Fez a revista solo ser uma das mais queridas do público.
E tudo isso envolto ao mistério de que Logan nunca soube quem ele era, de onde veio e como conseguiu o esqueleto de metal. Essas questões foram colocadas com mais ênfase para o leitor quando o desenhista Marc Silvestri, e o escritor Lary Hama, assumiram o título e o impulsionaram para uma das revistas mais vendidas da Marvel na década de 90.
O guia do Wolverine se mistura muito com o dos X-Men, mas procuramos mostrar aqui o máximo de aventuras solo, pois o personagem, apesar de ser importante, não teve muitas edições solo especiais, mesmo que algumas grandes passagens foram vistas durante seu título solo. Buscamos focar arcos e edições especiais. Edições da equipe de mutantes em que ele foi importante como “Dias de Um Futuro Esquecido”, etc…; vocês podem conferir no guia dos X-Men aqui.
No decorrer dos anos viemos a descobrir que depois de Magneto lhe arrancar o metal dos seus ossos, que as garras são naturais do seu corpo. Logo após sua Origem (excelente revista) foi contada, e depois dos acontecimentos da saga Dinastia M sua memória foi restabelecida. É conhecido que Logan teve dois filhos, Daken e a X-23 (que apesar de ser um clone, Logan a considera como filha). Hoje em dia o personagem está morto e quem ficou no seu lugar foi o “Velho Logan”.
Primeira aparição Herb Trimpe – Len WeinChris Claremont – John ByrneChris Claremont – Frank MillerChris Claremont – Paul SmithChris Claremont – Al MilgromChris Claremont – John Buscema24 Horas Chris Claremont – John BuscemaWalter Simonson, Louise Simonson – Jon J. Muth, Kent WilliamsChris Claremont & Marc SilvestriTom DeFalco – John BuscemaBarry Windsor-SmithSaga da Elsie Dee & Albert Marc Silvestri – Lary HamaMarc Silvestri – Lary Hama (Aqui no Brasil é a conhecida edição #39)John Ney Rieber & Kent WilliamsDan “D.G.” Chichester – Bill SienkiewiczArthur Adams – Walter SimonsonAtrações Fatais (Aqui no Brasil publicado no X-Gigante #2) Scott Lobdell, Fabian Nicieza e Larry Hama – Andy Kubert e Adam KubertJeph Loeb & Tim SaleHoward Mackie – John Paul LeonDuro de Matar Tom DeFalco – Chris ClaremontMark Jason – Howard MackieBill Jemas- Paul Jenkis – Joe Quesada – Andy KubertBruce Jones & Jorge LucasFrank Tieri – Tom Mandrake
R.A. Jones & Tom DerenickMark Millar – Kaare AndrewsMark Millar & John Romita JrAkira Yoshida & Shin NagasawaMark Millar – John Romita Jr.
Jimmy Palmiotti, Justin Gray & Joe LinsnerDaniel Way – Javier SaltaresTsutomu NiheiO Homem no Poço Jason Aaron – Howard ChaykinMark Millar & Steve McNiven
Mark Millar – Steve McNivenEduardo Risso – Brian K. VaughnJason Aaron – Ron GarneyClaúdio Castellini – Paul JenkinsRick Remender & Jerome OpeñaCharlie Huston & Juan Jose RypBrian Wood, Roland Boschi & Dan BrownJason Aaron & Chris BachaloKathryn Immonem & Phil NotoPaul Jenkins, Roberto de La Torre, Will Conrad, Clay Mann, Kiearon Gillen, Tim Seeley, Jason Aaron, Carlos Pacheco, Frank Cho, Alan Davis & Adam KubertStuart Moore – Rain BeredoKieron Gillen – Adam KubertAlan Davis – Paul CornellJason Latour & Mahmud AsrarCharles Soule – Steven McNivenJeff Lemire, Andrea Sorrentino, Filipe Andrade, Ed Brisson & Mike Deodato Jr.
Grandes Quebras
Na onda do “sou o melhor no que eu faço”, fizemos um mini-guia onde mostramos algumas das brigas mais emblemáticas do Wolverine. Como no dia em que o Justiceiro o atropela com um rolo compressor; ou uma clássica briga contra o Hulk; ou quando ele simplesmente enfrenta o Galactus SOZINHO!!!
James Owsley – Mark Bright.Mark Grenwald, Mike ZeckPete David – Todd McFarlaneSal Buscema – Archie Goodwin – Howard ChayrinErik Larsen – Jeff MatsubasaGarth Ennis – Darick Robertson
Um dos grandes problemas que o personagem sofreu foi a super exposição. Wolverine era tão popular que a editora o usava em muitas aventuras de outros personagens como maneira de alavancar vendas. Mas mesmo assim ele ganhava sobrevida, muito também graças à ida aos cinemas. Logan é um personagem “carro-chefe” da Marvel, em qualquer mídia que seja, e o personagem carrega sua legião de fãs.
Embora os leitores mais antigos sintam falta daquele mistério sobre sua origem, ele sempre estará entre os preferidos. Esperamos que você tenha gostado do Guia de Leitura sobre Wolverine e continue seguindo a Amazing Adventures. Valeu Xará?
A DCComics deu início, no dia 25 de Maio de 2016, à sua nova fase editorial intitulada DC Rebirth. O objetivo deste relaunch é aproximar a editora às suas antigas características, que envolvem o legado dos heróis, otimismo e mais amor. Esse novo momento da Editora das Lendas começou com uma edição especial lançada neste dia, escrita por Geoff Johns e intitulada DC Universe: Rebirth Special #1, onde as primeiras sementes do que virá a seguir foram plantadas.
Porém, apesar de dar início a um novo momento para os quadrinhos, algumas situações precisam ser explicadas aos leitores que estavam afastados da editora. O DC Rebirth é um ponto de partida para novos leitores, mas também respeita a continuidade dos personagens desde o reboot realizado em Flashpoint, explicando que foram roubados dez anos de história dos personagens. Confira abaixo todos os detalhes básicos da cronologia e da revista especial!
Existem dois Wally West?
A partir de agora, sim. O Especial do DC Rebirth é todo narrado pelo antigo Wally West, personagem querido dos fãs e tido por muitos como o melhor Flash de todos os tempos. Wally, o garoto ruivo, foi ajudante de Barry Allen e após a morte de seu mentor durante a Crise nas Infinitas Terras, o até então Kid Flash (membro dos Novos Titãs) assumiu o posto de Flash, dando continuidade ao legado de Barry.
Pra não ter erro.
Wally foi um dos personagens esquecidos após Flashpoint, com os Novos 52, e agora sabemos que ele também havia sido roubado da história. Porém, durante os Novos 52 um novo Wally West surgiu, e a edição especial do Rebirth explica o motivo de existirem dois personagens com o mesmo nome. O garoto negro chamado Wally também faz parte da família, e com o retorno do Wally original, o novo assumirá o posto de Kid Flash, utilizando a clássica roupa amarela e vermelha. Com isso, o antigo Wally utilizará um novo uniforme e será membro dos Titãs (equipe composta pelos personagens mais velhos, como Dick Grayson), enquanto o Wally mais novo será o Kid Flash dos Jovens Titãs (a nova equipe liderada por Damian Wayne). Tem Wally para todo mundo!
Qual é a do Superman?
Aqui as coisas se complicam um pouco. Na atual cronologia existiam dois Clark Kent/Superman: o dos Novos 52 e o pré-Flashpoint. Durante Flashpoint tudo foi resetado e os personagens foram rejuvenescidos e alterados, e nisso foi gerado um Superman com mais atitude, sem relações com Lois Lane, etc. Este Superman foi o único da Terra principal até então. Porém, durante a saga Convergência, algumas alterações nas múltiplas realidades da DC foram feitas, e uma delas foi tirar Lois & Clark (os antigos) de suas linhas do tempo e jogá-los no universo atual. Com isso, passamos a ter dois Superman, um mais jovem e outro mais velho, casado com Lois Lane e criando seu filho Jonathan (o novo Superboy no Rebirth). O que aconteceu foi: o Superman dos Novos 52 morreu na revista Superman #52, lançada há pouco tempo. Impedindo um vilão, o herói se sacrifica e tem seus poderes transferidos para Lois Lane (do universo dos Novos 52), transformando-a na nova Superwoman, e pouco antes, ele conversou com o até então desconhecido Superman mais velho. Com isso, este Superman pré-Flashpoint deve assumir o posto principal do herói deste universo até então estranho para ele.
Três Coringas?
Na saga Guerra de Darkseid Batman assumiu o posto de Metron na Poltrona Mobius e obteve conhecimento ilimitado. Em um rápido momento, o herói pergunta qual a verdadeira identidade do Coringa.
Pois agora, graças ao Especial do Rebirth, sabemos qual foi a resposta da Poltrona: é impossível dizer, pois não existe somente um Coringa, mas sim TRÊS. Na revista podemos ver que os três Coringas seriam o original, o da Piada Mortal e o dos Novos 52. Porém, os leitores não sabem nada além disso já que este gancho foi deixado em aberto e deve ser explorado no futuro, provavelmente na revista do Batman.
O Retorno da Sociedade da Justiça
Após o início dos Novos 52 outro grupo icônico da DC que acabou esquecido foi a SJA. Desde 2012, o que era a Sociedade da Justiça acabou se tornando a elogiada revista Terra 2, com novas versões dos heróis Alan Scott, Jay Garrick, etc. Como a proposta do Rebirth é trazer o legado dos heróis de volta, a antiga Sociedade também voltará, e na Edição Especial Wally faz uma visita a um antigo membro do grupo, Johnny Thunder, internado em um asilo.
Aparentemente, a história dos heróis mais velhos também foi roubada, mas Johnny possui lembranças e tem algum envolvimento com o desaparecimento dos heróis de guerra. Wally diz que Johnny deve “invocar o Gênio” para trazer os antigos de volta, e este breve momento se encerra com Johnny utilizando a clássica palavra de invocação de seu parceiro, um gênio de outra dimensão, chamado Relâmpago. Johnny inicia sua conversa com Wally dizendo “I see you“, e termina gritando a palavra mágica “Cei-U“, pedindo que o Relâmpago volte. Outro capítulo em aberto.
O Legado e Relacionamento dos Heróis
Em algumas páginas, a Edição Especial do Rebirth também dita o futuro para outros personagens da DC, trazendo o legado e o amor de volta às vidas dos heróis. A Legião dos Super-Heróis deve voltar, já que na revista uma garota loira (provavelmente Satúrnia) está conversando com oficiais acerca de alguns acontecimentos, mencionando o futuro e encerrando com a aparição do Anel da Legião. Aos que não conhecem, a Legião é um grupo do futuro que se inspira no icônico Superman.
Com relação ao Átomo, o aluno Ryan Choi assumirá o posto de seu mentor, Ray Palmer, em busca do herói que está preso no Microverso. Jaime Rayes e Ted Kord trabalharão juntos, descobrindo os segredos acerca do Besouro de Jaime. Jaime é o Besouro Azul criado durante a Crise Infinita, após a morte de Ted Kord. Na edição #50 da Liga da Justiça ocorreu uma mudança com relação à Lanterna Verde Jessica Cruz e ela deve trabalhar em parceria com Simon Baz, outro Lanterna criado nos Novos 52. Aqualad está em dúvida sobre quem ele é, Arqueiro Verde e Canário Negro, que não possuíam relacionamento algum durante os Novos 52, voltam a se encontrar, e Aquaman pede Mera em casamento. É literalmente o retorno do legado e do amor, a esperança de que dias melhores e mais inspiradores retornarão.
E Watchmen? Agora faz parte do Universo DC?
Uma das decisões mais polêmicas tomadas com o Rebirth foi o possível envolvimento de Watchmen na cronologia dos heróis. Aparentemente, quem roubou os dez anos de história e criou o mundo dos Novos 52 pode ter sido o Dr. Manhattan. Mas quais seriam as consequências disso?
Por enquanto tudo é pura especulação, mas algumas coisas fazem sentido. Watchmen foi criado por Alan Moore inicialmente com os personagens da antiga Charlton Comics, editora que existiu entre os anos 40 e 80, e foi englobada na DC Comics após a Crise nas Infinitas Terras. Estes personagens seriam o Besouro Azul, Capitão Átomo, Questão, entre outros. Como o tom da história é muito adulto, Moore criou seus próprios personagens baseando-se nos da Charlton, e contou a história mais aclamada dos quadrinhos,desconstruindo tudo que os heróis representavam, lidando de forma mais séria com o que até então era muito inocente e infantilizado.
Watchmen foi um dos pontos que afastou Moore da DC Comics, que alguns anos mais tarde fez a minissérie Antes de Watchmen, explorando o passado dos personagens desta história. A editora parece já não se importar com o que Moore pensa, e a possível inserção de Watchmen no universo regular dos heróis é uma prova cabal disso, além de possuir um significado metafórico muito forte.
No Especial do Rebirth, Wally diz que uma guerra virá. Uma guerra entre o amor e a apatia. Estas palavras deixam a entender que os heróis, agora voltando a ser símbolos de esperança, terão de lidar com o universo caótico e pessimista de Watchmen. E outras características ficaram em aberto, como o personagem Mr. Oz, que em determinado momento conversa com o Superman mais velho, falando sobre uma tragédia e deixando mais questões em aberto. Mr. Oz é especulado por muitos como Ozymandias, o “antagonista” de Watchmen. Além disso, na edição #50 da Liga da Justiça, o vilão Coruja (membro do Sindicato do Crime) foi explodido no espaço da mesma forma que Rorschach em Watchmen (e Pandora, na Edição Especial do Rebirth). A possível morte do Coruja é especulada por muitos como uma indicação de que os novos vigilantes de Gotham (que serão explorados na revista do Batman e aparecem rapidamente no Especial do Rebirth) podem ser o Coruja e a Espectral, dois dos protagonistas de Watchmen.
Será mesmo que a DC irá explorar tudo relacionado a Watchmen, inserindo a obra no universo regular dos heróis? Ao que tudo indica, sim. E no final da revista, o tempo retrocede no relógio, metaforicamente dizendo que além de corrigir o tempo perdido, a volta da esperança e do otimismo teriam feito o tempo para o fim do mundo aumentar. O tempo volta, remetendo ao retorno da era heroica para a DC. E mais dúvidas surgem na cabeça dos fãs.
Como podem ver, o DC Rebirth promete muito. A Edição Especial soou para muitos como um grande pedido de desculpas por alterar o que os fãs da DC amavam tanto. Por ter acabado, graças aos Novos 52, com tantos personagens queridos. Por ter extinguido o otimismo e as boas relações dos heróis. E finalmente, tudo parece voltar ao que era antes, aos melhores momentos. Resta saber como esta nova fase da Editora das Lendas se sairá, e se os novos títulos estarão a altura do que foi prometido com esta edição especial. E, claro, se os ganchos deixados em aberto serão explorados em breve.
Após 13 anos e muita espera, a id Software junto com a Bethesda trouxeram Doom para os vídeo games da nova geração.
O jogo retorna, e traz aquilo que pretende ser o reboot completo da icônica série iniciada no longínquo ano de 1993, e, melhor ainda, pela mão da mesma produtora. Os jogadores mais antigos com certeza se lembram do jogo pela suas visitas aos confins de Marte, pela presença dos demônios malditos e a sua violência e doses generosas de sangue.
Assim como uma história envolvente, o desenvolvimento de personagens nunca foi uma preocupação em Doom, e nisso a id Software, acertou. Você jamais encontrará um protagonista tão simples e genérico quanto esse, e isso para os fãs é algo para glorificar. A trama principal não dura muito e é contada por meio de diálogos e cenas bem construídas, em nenhum momento o gameplay é interrompido por cutscenes desnecessárias. O jogo simplesmente começa, não há nadaque explique porque estamos ali, ou como fomos parar nesse lugar. Tudo o que sabemos é o de sempre, temos que matar todos os demônios que cruzarem o nosso caminho.
Os detalhes da história não estão jogados de forma aleatória no game, para descobrir um pouco mais sobre o que está acontecendo, você deve vasculhar os ambientes em busca de itens e informações, assim deixando o foco no enredo para segundo plano. O foco aqui continua sendo o frenético ritmo do gameplay, carregado de sangue alien, suor e demônios grotescos.
E uma novidade que foi muito bem vinda, pela primeira vez na franquia, Doom chegou totalmente localizado, com vozes e legendas em português. Um trabalho de dublagem impecável, que contou com dubladores profissionais, conduzindo o jogo a um patamar cinematográfico.
O novo Doom mantém a insana jogabilidade que o consagrou como um dos melhores jogos shooter da década de 90. O sistema de combate é, definitivamente, um dos pontos mais altos de Doom, visto que há uma grande variedade de armas e as possibilidades de ação são praticamente infinitas.
Neste tipo de jogo, o gunplay é essencial. E nesse, Doom não foge às regras nem às suas raízes. As armas têm um peso e impacto crível, mas claro, mantendo a dose de fantasia. Por se tratar definitivamente de um shooter old-school, os armamentos não possuem assistência de zoom, ou botão de recarregar o pente. No entanto, você tem à sua disposição uma gama de finalizações, que podem ser realizadas para estripar, dilacerar e decapitar as crias do Inferno. Além de poder jogar com a clássica moto-serra, mesmo que ela possua um tempo de uso limitado, a nostalgia toma conta.
Esta diversidade de armas permite ao jogador escolher o equipamento que melhor se adapta ao seu estilo de jogo, entretanto nenhuma delas possuem verdadeiramente um diferencial significativo ou um nível específico.
Mesmo que não se tenha um leque variado de ambientes, e por muitas vezes tenhamos uma estranha sensação de déjà vu, Doom consegue capturar a essência do shooters horror, caprichando nas texturas, nas sombras e principalmente, na iluminação. Para melhorar um pouco a situação Doom oferece uma ferramenta que funciona basicamente como um criador de mapas, fazendo modificações robustas e criando fases cooperativas, o usuário compartilha com a comunidade seu mapa, e pode baixar projetos, feitos por outros jogadores.
Os efeitos visuais estão incríveis, tanto dentro quanto fora da base, como nas cavernas e nos corredores claustrofóbicos do Inferno. E para melhorar, a parte sonora de Doom é uma linha do tempo que nos leva ao passado, com seus efeitos de tiros rítmicos e impactantes, sendo conduzidos pela trilha sonora que se tornou uma das marcas registradas da franquia.
Em termos de criaturas, a diversidade é relativamente aceitável. À medida em que avançamos no jogo, vão aparecendo inimigos maiores, e mais feios. Rapidamente devemos nos adaptar e perceber qual a melhor forma de matar cada um dos diferentes tipos de demônios, caindo na questão da adaptação de armas, onde podemos realizar massacres com mais facilidade.
Durante a gameplay foi adotado uma novo sistema chamado Glory Kills, nele além de realizarmos massacres brutais, somos recompensados com health packs, que são de grande ajuda aqui, já que em Doom, não há lugar para descanso e recuperação de vida, ou seja desde o início do jogo somos condicionados a não fazer a travessia do mapa do ponto A ao ponto B da forma mais rápida possível, o ideal é mesmo abordar todos os inimigos cara-a-cara e sem receio.
Em relação ao modo multi-player, não temos o que comemorar, pouco mudou desde a versão beta.
De longe vemos a diferença de potencial do modo single-player para este. O jogo é rápido, mas não frenético, acima de tudo é desequilibrado e nenhum pouco satisfatório. Neste quesito, Doom não se mantém fiel às origens, procurando beber muito daquilo que são os shooters modernos, o que torna este modo algo confuso e sem sentido diante de toda estrutura montada para o roots.
VEREDITO:
Doom entrega tudo o que promete, mas pode decepcionar os fãs que esperavam os sustos de Doom 3, sendo uma bela homenagem aos 2 primeiros jogos da franquia. Como jogo singleplayer, faz jus ao título, além de nos transportar para uma era onde os shooters eram apenas sobre violência. Brutal e visceral, Doom é melhor representante old-school da nova geração. Sem perder a estética ou fugir da origem noventista que consagrou a franquia. O jogo traz uma campanha parruda e conteúdo de sobra para manter o usuário entretido, empenhado em destruir o Inferno.
Doom está disponível nas plataformas; PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows
“Tony Stark, Tira onda que é cientista espacial, mas também é homem de ferro, Elétrico, Atômico, Genial…”. Se Você leu esse trecho cantarolando, ou você é um fã fiel do herói, ou já está na faixa dos 40 anos. Mas, como já sabemos idade para ser fã não existe. E quem não conhece a música, fique tranquilo, o guia também é para você! Seu intuito é alocar novos leitores (e antigos também) ao universo de cada personagem, mostrando todos os acontecimentos mais importantes que ajudaram a moldar o que ele é hoje em dia.
O Homem deFerro, que está com a popularidade lá em cima por causa dos filmes doMCU, começou sua estrada em 1963, trazendo muitas primeiras aparições de outros personagens em suas revistas (como o Gavião Arqueiro). O herói, como a maioria, também já passou por maus bocados, principalmente no quesito psicológico, onde o gênio sobrepujava o lado humano, e teve até problemas com bebida, problema esse, que o fez até morar na rua.
Bom, para não atrasar mais você ,que deve estar ansioso para começar a leitura das historias desse vingador, vamos direto ao ponto: Conheçam o guia do Homem de Ferro!
Por Stan Lee e Don HeckPor David MichelinePor David MichelinePor Dennis O’NeilPor David MichelinePor John ByrnePor Len KaminskiPor Warren Ellis e Andi GranovPor Christos N. GagePor Mark MillarPor Daniel Knauf
Run do Matt Fraction:
Por Matt Fraction e Salvador LarrocaPor Matt Fraction e Salvador LarrocaPor Matt Fraction e Salvador LarrocaPor Matt Fraction e Salvador Larroca
Nova MARVEL:
Por Kieron GillenPor Brian Michael BendisPor Rick RemenderPor Tom Taylor
Bom, esse é o fim do nosso guia, gostaram!? Se sim, fiquem ligados que tem muito mais vindo aí na nossa nova coluna: Amazing Adventures!
Criada por Becky Cloonan, Brenden Fletcher e Karl Kerschl, a série Academia Gotham (Gotham Academy no original) está chegando ao Brasil com suas seis primeiras edições compiladas em um encadernado, atualmente nas bancas. Somando características de Harry Potter e Scooby-Doo, a revista não somente é uma excelente história sobre adolescentes, como também é uma ótima adição para o mundo do Batman.
A Academia Gotham é a escola especial para adolescentes mais prestigiada de Gotham City. Financiada pelo bilionário Bruce Wayne, a história deste quadrinho gira em torno de Olive Silverlock, uma garota que teve suas memórias e sua personalidade mudadas após um misterioso incidente ocorrido no verão passado. Voltando à escola, ela terminou seu namoro e começou a se afastar de todos os colegas, sofrendo lapsos mentais algumas vezes com pequenas cenas do ocorrido. Forçada a ser mentora de uma garota (irmã do ex-namorado), a protagonista deve lidar com uma novata hiperativa, e o quadrinho segue a rotina de Olive e sua nova ‘amiga’ Maps, resolvendo mistérios (fantasmas, cultos bizarros, etc) e descobrindo coisas sobre a escola e o incidente de Olive.
Olive Silverlock, Mia “Maps” Mizoguchi e Kyle Mizoguchi.
A premissa de Academia Gotham é bem simples. Durante as seis primeiras edições a história é totalmente focada no mistério acerca de Olive e seu relacionamento com todos os colegas (e possíveis inimigos) da escola. Enquanto tenta descobrir mais acerca de suas memórias perdidas, Olive e seus novos amigos acabam se metendo em diversas encrencas e resolvendo mistérios inusitados, uma característica que remete muito ao desenho Scooby-Doo.
O que dá a liga deste quadrinho é a excelente utilização de aspectos do universo do Batman sem soarem forçados, como o próprio herói, o Asilo Arkham e até mesmo alguns vilões. Apesar da história se passar numa escola para adolescentes, os roteiristas se preocupam sempre em situar tudo no universo de Gotham, sempre com designs góticos, criando um aspecto estilo Harry Potter. No final das contas, Academia Gotham é uma junção de Scooby-Doo, adolescentes carismáticos e Harry Potter. E a arte de Karl Kerschl é um show a parte que prende a atenção de qualquer leitor.
O quadrinho brinca bastante com algo relacionado ao Morcego.
Apesar de (quase sempre) adolescente serem chatos e cheios de problemas, essa característica funciona e é muito bem trabalhada com o passar das edições. Enquanto tudo no início é novo e Olive é uma personagem calada e chata, o leitor acaba se identificando com algum personagem e todos evoluem no decorrer da história. É um quadrinho que cresce muito com o passar das edições.
Rendendo uma leitura fluida com momentos divertidos e um mistério intrigante, Academia Gotham é um ótimo gibi sobre adolescentes e seus relacionamentos. Um respiro para o universo saturado do Batman, o encadernado da Panini é um dos melhores materiais da DC encontrados nas bancas atualmente.
Academia Gotham: Mistério na Sala de Aula possui 132 páginas em papel LWC, formato 17 x 26 cm e distribuição nacional ao preço de R$ 19,90.
É indiscutível a qualidade da narrativa de Vince Gilligan. Este, em parceria com Peter Gould, dirige o spin-off de Breaking Bad, Better Call Saul, que retorna muito bem em sua segunda temporada, mas cometendo os mesmos erros.
Jimmy McGill é um personagem totalmente diferente. Prejudicado no final da primeira temporada, Jimmy decide mudar seu padrão de vida e, consequentemente, seus traços de personalidade vão se alterando.
O protagonista da série está melhor desenvolvido agora, e é nítida a importância em detalhar cada momento do seu passado e suas decisões. McGill está totalmente focado em garantir um bom futuro para si próprio, seja pelo caminho bom ou ruim. O ator que dá a vida ao personagem, Bob Odenkirk, consegue atuar com excelência, expondo os traços mais frios que saem do interior de seu personagem.
McGill não está sozinho em seu caminho para se tornar Saul Goodman. Kim Wexler (Rhea Seehorn), amiga e amante nas piores horas, dá total suporte. O relacionamento amoroso entre os dois é um pouco complicado, com seus altos e baixos (aquilo parece mais uma novela mexicana e que pode atrapalhar um pouco o desenrolar da história). Entretanto, Wexler tem alguns pontos positivos: além de sua notável ”força” nos acontecimentos da série, ela vai mudando de personalidade e evoluindo no mesmo ritmo de Jimmy, o que acaba deixando a relação deles (COMO AMIGOS) mais fortalecida e interessante.
Mas nenhuma série seria série, sem uma figura antagonista, não? Bem, esta função fica por conta de Chuck McGill (Michael McKean), irmão de Jimmy. Como dito anteriormente, o passado do advogado é bem explorado nessa temporada, mas não seria possível sem a ajuda de seu irmão. Chuck é posto mais como um narrador, já que é o responsável por relatar tudo o que aconteceu em sua infância, e os seus motivos por não dar apoio total às escolhas de Jimmy. Contudo, o progresso do conflito entre os irmãos é muito lento, o que torna algumas vezes a série entediante e cansativa, um erro recorrente da temporada passada.
Gilligan nunca abriu mão da simbologia nas suas séries, seja por meio do ambiente, de roupas, de cores, de comidas, etc…, e em Better Call Saul não foi diferente. Tendo Chuck uma doença nada comum: alergia a impulsos eletromagnéticos, a ambientação requer um local mais escuro que retrata ainda mais seu papel.
Na primeira temporada, Jimmy trabalha em parceria com Mike Eharmauntrat (Jonathan Banks) em um negócio que envolvia crimes e principalmente dinheiro. Isto foi um dos pontos altos. Ao invés de aproveitarem a dupla, Peter e Gilligan decidem quase não colocá-los em cena juntos, criando duas histórias completamentes distintas. Não é uma escolha de todo ruim; a trama que envolve Mike é intrigante e tensa, o universo de Breaking Bad é mais presente e alguns personagens clássicos são inseridos.
A segunda temporada dá tropeços e passos bem curtos para chegar ao que o público espera: Saul Goodman e seu cliente Walter White (Bryan Cranston). Na season finale, a série deixa um gancho incrível para sua terceira temporada, mas que serve mais para esconder um episódio fraco.
Portanto, Better Call Saul não é ruim, pelo contrário, é muito bom, mas peca por prometer demais e mostrar de menos, com uma certa demora para se explicar, o que pode acabar resultando na frustração dos fãs do universo de Breaking Bad.
Finalmente Batman: O Cavaleiro das Trevas 3: A Raça Superior desembarca no Brasil. A tão aguardada continuação da antológica história do velho Bruce Wayne chega com tudo com 4 capas espetaculares, pra nenhum colecionador botar defeito.
Sinopse
“O final épico que você nunca esperava está chegando porque você pediu! O Cavaleiro das Trevas retorna para enfrentar a aurora da Raça Superior”.
O roteiro fica a cargo de Brian Azzarello (100 Balas) e Frank Miller (dispensa apresentações)que está trabalhando como uma espécie de consultor criativo. A história se passa 3 anos após os eventos de Cavaleiro das Trevas 2 (2001) e consegue te prender para saber o que vai acontecer no próximo número. É o tipo de introdução que joga um monte de questões na mesa para serem resolvidas.
Capa variante pelo brasileiro Rafael Albuquerque
Estava ansioso por este material e confesso que me surpreendi logo de cara com a edição lacrada na prateleira da banca, tratamento incomum pra uma minissérie. Papel de luxo com uma capa cartão mais espessa e um acabamento em verniz brilhante, pelo valor de R$9,90. Mesma faixa de preço das publicações mensais regulares.
A arte fica nas mãos de Andy Kubert (desenhos), Klaus Janson (arte-final) com as cores de Brian Anderson. Kubert consegue emular perfeitamente o traço de Frank Miller, fazendo uma espécie de releitura ao clássico de 1986.
Um bônus: dentro da revista, temos uma espécie de formatinho que conta uma história paralela do Átomo, desenhada por Frank Miller. Ela é um complemento para a história principal, indispensável para o entendimento da trama.
Na época que foi lançada, esta capa causou polêmica, afinal, Miller está apto para desenhar? Não se enganem, pois a arte interna está muito competente. Uma boa surpresa.
Capas por Rafael Albuquerque, Ivan Reis, Gary Frank e Frank Miller (respectivamente) Foto por: Panini Comics
Cavaleiro das Trevas III: A Raça Superior ainda não mostrou a que veio, mas me deixou curioso o bastante para continuar comprando e saber o desfecho da trama. A versão nacional publicada pela Panini não deixa nada a desejar em comparação com a versão gringa. Resumindo: é um ótimo custo benefício.
A edição americana, autografada pelo Frank Miller na Comic Con 2015. O Xodó da coleção. @straight.outta.gotham
Cavaleiro das Trevas III: A Raça Superior chega custandoR$ 9,90 e terá ao todo 8 edições mensais, com 36 páginas cada.
Este guia de leitura é dedicado ao maior velocista da DC Comics, o Flash. Mais especificamente sobre dois Flashes, Barry Allen e Wally West.
Jay Garrick, o Flash original da Era de Ouro (1938-1955), é um personagem muito importante para a história da DC. Porém, só com a introdução de Barry Allen, o novo Flash da Era de Prata (1956-1969), que o velocista ganhou os holofotes. Ainda na Era de Prata, aconteceu um evento importante para os quadrinhos em geral, o encontro de Jay e Barry em Flash de Dois Mundos, que foi quando o conceito das terras paralelas foi estabelecido na DC por Gardner Fox. Vibrando em uma frequência diferente, Barry descobre a existência de outra terra, a Terra-2, o lar dos super-heróis da Era de Ouro. Mais tarde, esse conceito foi ampliado para múltiplas terras, até que culminou em uma das sagas mais importantes dos quadrinhos de super heróis, a Crise nas Infinitas Terras.
Wally West, o Kid Flash, assumiu o legado de seu tio Barry Allen e se tornou o Flash após os eventos da Crise nas Infinitas terras. Nas mãos de Mark Waid e Geoff Johns, Wally se tornou o velocista preferido de muitos fãs.
A Crise Final foi importante para o renascimento de Barry Allen, que mais tarde teve um papel importante no Ponto de Ignição, para então retornar zerado no reboot dos Novos 52.
Barry e Wally são o foco do guia, porém, outros velocistas como Impulso, Jesse Quick, Jay Garrick e Max Mercúrio marcam presença nas histórias.
por Robert Kanigher e Carmine Infantinopor John Broome e Carmine Infantinopor Gardner Fox e Carmine Infantinopor John Broome e Carmine InfantinoJohn Broome e Carmine Infantinopor Cary Bates, Don Heck e Alex Saviukpor Cary Bates, Rodin Rodriguez e Carmine Infantino
Marv Wolfman e George Perez
por Mike Baron e Jackson Butch Guicepor Mike Baron e Jackson Butch Guicepor Mark Waid, Greg LaRocque e Pop Mhanpor Mark Waid e Greg LaRocquepor Mark Waid e Mike Wieringopor Mark Waid e Salvador Larrocapor Mark Waid e Mike Wieringopor Mark Millar e Pop Mhanpor Mark Waid, Brian Augustyn e Paul Pelletierpor Geoff Johns e Angel Unzuetapor Geoff Johns e Scott Kolinspor Geoff Johns e Alberto Carlos Dosepor Geoff Johns e Ethan Van Sciverpor Geoff Johns e Howard Porter
Grant Morrison, J. G. Jones, Carlos Pacheco e Doug Mahnke
por Geoff Johns e Ethan Van Sciverpor Geoff Johns e Francis Manapulpor Geoff Johns e Francis Manapulpor Geoff Johns e Andy Kubert
por Brian Buccellato e Francis Manapulpor Brian Buccellato e Francis Manapulpor Brian Buccellato e Francis Manapul
O Flash é um personagem importante para o conceito do multiverso e para as famosas Crises multiversais, é membro fundador da Liga da Justiça e é um personagem vital em muitas super sagas da DC.
Superman foi julgado culpado por…? Assistindo Batman vs Superman: A Origem da Justiça muitas pessoas ficaram confusas com alguns detalhes da trama, muito por conta dos cortes secos graças à edição confusa. Enquanto algumas dessas pensaram que o governo estava incriminando Superman por ter matado (a tiros? Sério?) as pessoas da vila africana onde Lois Lane ia realizar uma entrevista, outras simplesmente não entenderam nada da trama principal de induzir um pensamento dúbio acerca de Superman e as motivações de Lex Luthor. [Contém spoilers do filme]
Uma das primeiras cenas do filme mostra Lois Lane chegando na vila chefiada por terroristas para realizar uma entrevista. Seu parceiro e fotógrafo nesta viagem (segundo o diretor Zack Snyder, o fotógrafo é Jimmy Olsen) é exposto pela equipe de mercenários que estava presente ali aparentemente trabalhando para o líder, revelando que na verdade Jimmy trabalhava com a CIA para descobrir a localização do chefe terrorista.
Lois Lane é, então, tomada como refém. Isso faz com que Superman saia de onde estava para salvá-la, mas antes, o grupo de possíveis mercenários liderado por Anatoli (que receberá mais destaque conforme o filme avança) massacra as pessoas da vila a tiros e foge. Superman rompe a barreira do som algumas vezes, desce e salva Lois. Esta cena é a base de toda a trama do filme, incluindo boa parte das manipulações de Lex Luthor.
O arquiteto por trás de toda a trama do filme.
A mídia e o governo não culpam Superman por ter matado as pessoas, mas sim por não ter agido antes delas morrerem, se preocupando somente em salvar Lois Lane. A Senadora (interpretada por Holly Hunter) passa o filme todo perguntando a especialistas e membros da mídia se Superman deveria agir como um salvador messiânico de toda a humanidade, ou se preocupar apenas com o que é do interesse dele (como na mente de boa parte das pessoas, aconteceu no vilarejo africano). Superman não é um assassino direto, mas a mídia é levada a pensar que ele simplesmente não quis salvar ninguém no massacre graças a ausência de provas que contestem essas afirmações.
No tiroteio, uma das balas é cravejada no diário de anotações de Lois. Com o desenrolar do filme, descobrimos que a bala é feita de um metal diferente produzido pela LexCorp. Mas qual seria o interesse de Lex Luthor em incriminar o Superman?
A população exige saber quais as motivações do Superman.
O Lex deste universo é mais perturbado que qualquer uma de suas encarnações anteriores. Um garoto que tinha problemas de relação familiar com seu pai, Luthor pretende criar uma arma capaz de destruir Superman, que ele acredita ser uma possível ameaça para toda a humanidade (graças a batalha de Metrópolis contra o General Zod). Esta arma seria feita de kryptonita (da qual ele já tinha acesso a um pequeno fragmento presente na nave kryptoniana abandonada, mesmo fragmento que ele estudou e descobriu que degradava as células dos kryptonianos).
No momento que os exploradores que trabalhavam para Lex encontram uma grande pedra de kryptonita presente em uma ilha do Oceano Índico, o jogo político começa. Lex precisa não só do direito de importar esta pedra para os EUA, como também a licença do governo para que ele estude os efeitos de tal descoberta, utilizando tudo o que restou da batalha de Metrópolis (incluindo o corpo de Zod), e criando uma arma baseando-se nestes estudos.
Encontrada no Oceano Índico, a rocha de kyptonita une Lex Luthor e a paranóia de Bruce Wayne.
Lex utiliza de chantagem com um possível político corrupto para obter a licença que, um tempo depois, é vetada pela Senadora. Enquanto isso, Bruce Wayne vem investigando o que seria o Português Branco que ele tem ouvido falar e que aparentemente carrega ilegalmente um item capaz de enfraquecer o Homem de Aço. Bruce nutre um ódio pelo Superman graças a destruição de Metrópolis e a morte de milhares de pessoas. Lex se aproveita deste ódio, apoiando um ex-funcionário da Wayne Financial que também odeia o Superman. Este funcionário perdeu suas pernas na queda do prédio das indústrias Wayne, e é utilizado como marionete por Lex para trazer Superman até a corte, com o objetivo de dizer quais seus ideais para com a segurança do planeta. É importante ressaltar que o Lex deste universo já tem conhecimento não só das identidades de ambos os heróis, como possuiarquivos sobre estranhos casos dos chamados meta-humanos que vem surgindo há algum tempo.
Para que o plano de Lex funcione, é de suma importância que ele já possua um conhecimento sobre as identidades de ambos os heróis. Sabendo que Superman é o repórter Clark Kent, ele não só aproxima os dois como também envia fotos de um preso (que foi marcado pelo Batman no início do filme) morto, espancado na prisão por ser um possível estuprador ou traficante de mulheres. Clark acredita que os métodos do Batman são muito violentos, enquanto Bruce é manipulado (graças ao ex-funcionário que também foi manipulado por Lex) a crer que o Superman não somente é uma possível ameaça, como deve ser destruído.
“Ele é como um Reino de Terror de um homem só.”
Retornemos ao filme. Após a Senadora vetar a licença de Lex e Superman começar a agir como um salvador da humanidade, Bruce (já com um grande ódio nutrido) realiza uma perseguição com o Batmóvel para tentar obter a pedra de kryptonita e é confrontado por Superman, que também já havia recebido as fotos do presidiário que foi espancado até a morte. Os heróis se encontram trajados pela primeira vez, e Lex tira sua kryptonita do porto. Então, chegamos na cena do confronto da Senadora com o Homem de Aço.
Aqui, Lex utiliza a cadeira de rodas que ofereceu ao ex-funcionário para explodir todo o congresso. Havia uma transmissão ao vivo sendo realizada neste momento, e todos os cidadãos (incluindo Bruce) observam Superman sair ileso enquanto todos no capitólio pegam fogo. Isso leva a kryptonita (com a morte da Senadora, muito mais fácil de se manter para estudos) a ser roubada pelo Batman. Superman culpa a si mesmo por não ter conseguido evitar a morte das pessoas no capitólio. Enquanto isso, Lex inicia a terceira parte de seu plano: obter conhecimento acerca de todo o universo. Para isso, ele utiliza as digitais de Zod (que haviam sido cortadas antes) e a nave kryptoniana abandonada para acessar os arquivos acerca de tudo conhecido. Aqui, ele não só obtém o conhecimento de outros planetas (possivelmente um deles sendo Apokolips) como também descobre o projeto secreto de Krypton para criação do Apocalypse. Bruce se prepara para confrontar o Superman (que está isolado e pensativo no ártico) e Lex inicia a criação do monstro como uma precaução. “Se o homem não matar Deus, o Diabo matará“.
Durante a transmissão do capitólio, Bruce não só assiste a destruição como também recebe as mensagens que Lex Luthor preparou com o objetivo de aumentar seu ódio.
Bruce prepara a área do prédio abandonado do Departamento de Polícia de Gotham justamente para confrontar Superman sem botar em risco a vida de civis. Lex observa de longe o Bat Sinal sendo ligado, e Lois é sequestrada por Anatoli para ser utilizada como um método de chamar o Superman (como vimos no começo do filme, ele sempre aparece para salvá-la). Frente a frente com Lex Luthor, Superman descobre que sua mãe está sendo mantida como refém, amordaçada (impossibilitando que ela grite por socorro) e a única maneira de salvá-la é indo confrontar o Batman. Ele então parte para pedir por ajuda do Morcego, mas não é ouvido (o ódio torna homens bons… Cruéis) e acaba sendo derrotado e impedido de ser atravessado pela lança de kryptonita (forjada anteriormente) no último segundo. No final das contas, o homem não matou Deus, e Batman parte para salvar Martha Kent enquanto Superman vai até Lex Luthor para impedi-lo de agir além de todos os problemas que já havia causado.
Isso culmina na criação do Apocalypse, levando à batalha final de Batman, Superman e Mulher-Maravilha (que possui uma trama secundária bem simples no filme) contra Apocalypse, culminando num final trágico que torna Superman um grande messias para a humanidade, o salvador que deu sua vida em troca da segurança do planeta.
O “falso deus” se torna o salvador da humanidade.
Resumindo, sim, Lex Luthor possui uma motivação e Superman estava sendo incriminado por algo que não poderia ter impedido. Lex é um vilão manipulador, que utilizou todos os personagens do filme como suas marionetes para tentar por em prática diversos planos com um único objetivo: inferiorizar e destruir o Superman. A manipulação da mídia, do governo e de todo o resto está relacionada de alguma forma aos planos de Lex, desde a segunda cena do filme (descoberta da kryptonita) e do massacre no vilarejo africano que Superman não pôde impedir. O filme acaba com Lex Luthor preso, Bruce e Diana discutindo sobre o futuro e os possíveis meta-humanos, além da promessa: “Nós podemos fazer melhor. Nós faremos. Nós TEMOS que fazer.“
A franquia iniciada em 2007 com Uncharted: Drake’s Fortune, ganhou seu capítulo final. O quarto titulo e exclusivo do PlayStation 4, produzido pela Naughty Dog e publicado pela Sony Computer Entertainment. Uncharted 4: A Thief’s End ocorre cerca de três anos depois de seu antecessor, e traz o desfecho de uma das principais séries exclusivas de todos os tempos.
O jogo em si é um excelente ato final para as aventuras de Nathan Drake. De forma geral é o jogo mais aguardado para os Sonystas, e fãs da série em geral, o peso carregado pela desenvolvedora desde do anúncio do jogo, passando pelos problemas com a produção e até mesmo na entrega do produto, é imenso, os fãs queriam algo revolucionário, assim como foi a trilogia lançada para PlayStation 3. Poucos são os estúdios capazes de trabalhar sobre pressão direta dos consumidores e realizar um trabalho surpreendente, a Naughty Dog certamente pertence aos “poucos”.
De início damos de cara com Nathan Drake, mas este parece diferente, mesmo ainda sendo aquele aventureiro que nos acompanhamos nos jogos anteriores, seus trejeitos e aparência rementem a um ar mais maduro e experiente ao mesmo tempo em que vemos sua angustia de estar onde estar. Drake não está vivendo mais aquelas suas aventuras, sua vida agora se resume a rotina de vida comum junto a Elena, entretanto tudo vira de cabeça para baixo quando Sam, irmão mais velho de Nathan aparece. O motivo? Ele supostamente estava morto!
O motivo fica claro quando somos colocados frente a um pedido de ajuda. Nada mais que encontrar um tesouro pirata misterioso do século 17, que segundo lendas, dizem ter escapado com mais de £ 50 milhões em dinheiro e desapareceu em torno de Madagascar.
De forma geral aNaughty Dog é conhecida principalmente por seus jogos com potenciais gráficos elevadíssimos, de forma a extrair de forma concisa o potencial gráfico dos consoles com selo Sony. E com Uncharted 4 não poderia ser diferente, o jogo usa e abusa desse recurso, nos entregando cenas cinematográficas durante praticamente toda a gameplay. Claro que sofrendo algumas quedas de frame rate, mas nada que atrapalhe a experiência do jogador.
Logo de cara não me surpreendi com os gráficos do game, o jogo começa um pouco lento e sem nada que necessitasse de todo o poder de fogo do PlayStation 4. Entretanto quando mergulhamos de verdade na história, quando estamos diante dos estrondosos cenários exóticos e inexplorados por nós até então, pude ver a verdadeira integração de um trabalho de desenvolvimento com as capacidades gráficas do console.
O jogo quase que se mantêm fixo na casa dos 30 fps, e não há quebra de fluidez durante todo o gameplay. Os efeitos da chuva junto a vegetação, o comportamento da água, as animações dos personagens convergindo com suas interações com os objetos do cenário, assim como a quantidade absurda de detalhes contidos nas cenas tornam a experiência que já era boa, ainda melhor. Possuindo uma combinação primorosa entre as partes técnicas e estéticas o jogo é sem sombra de dúvidas, deslumbrante.
Mas não só de gráficos vivem os jogos da nova geração. Na jogabilidade é onde encontramos a verdadeira identidade de Uncharted 4 sendo o elemento mais importante da série desde seus primórdios.
Temos uma mudança forte aqui, nos jogos anteriores nas partes de combate, nos encontrávamos uma jogabilidade linear, onde era necessário caminhar seguindo etapas pré determinadas, caso quiséssemos progredir. Em Uncharted 4 ainda possuímos esses combates lineares, contudo eles foram colocados em momentos oportunos e conveniente. Fazendo, dessa forma existir níveis onde nos temos maior liberdade de movimento (algo que remete a Assassins Creed) mas nada grande o suficiente para ser denominado “mundo aberto”, mas algo que permite a exploração e inúmeras possibilidades.
Outra mudança válida encontrada no game é a questão do stealth. Nos jogos anteriores nos tínhamos esporadicamente momentos onde era necessário utilizar habilidades de forma sorrateira, aqui temos a liberdade de escolher a maneira como progrediremos no jogo, seja em silêncio sem chamar a atenção dos inimigos derrubando-os um a um, ou descarregando seu pente de balas nos adversários da forma mais bad-ass possível. Entretanto ainda encontramos limitações nessa “liberdade”, como por exemplo, a impossibilidade de avançar na área sem eliminar todos os adversários, seja de forma stealth ou não.
Contamos ainda com o multiplayer. Não é o carro chefe de Uncharted 4, mas é uma boa escolha de divertimento quando terminarem o modo história. Contamos com quatro modos, o conhecido Team Deathmatch, o Plunder (captura de bandeira), Command (captura de zonas) e o Ranked Team Deathmatch, onde temos cerca de oito mapas relacionados as áreas encontradas no modo história. Ainda contamos com a adição das Mysticals, que são poderes sobrenaturais e dos Sidekicks.
Além disso tudo o modo multiplayer também traz a possibilidade de fazermos microtransações utilizando os Uncharted Points, que podem ser adquiridos com dinheiro real, todavia, tudo o que pode ser desbloqueado através dos Uncharted Points pode ser ganho durante a gameplay.
VEREDITO:
Uncharted 4 é uma despedida a Nathan Drake, e como tal, emociona. Porém, não há garantias que este seja o último jogo da franquia. Tanto pelo fato de ser a mais lucrativa, quanto a ambiciosidade de se usar todos os poderes gráficos dos próximos consoles da Sony.
Apesar de encontrarmos níveis de qualidade excelentes, Uncharted 4 tem seus defeitos. Em algumas ocasiões notamos atrasos no carregamento de algumas texturas, assim como no frame rate. No entanto considerando o jogo como um conjunto, é algo que não afeta a experiencia do jogador, mas algo que poderia ser evitado, levando em conta o histórico de desenvolvimento. O game funciona e vai agradar a grande massa consumidora. Contudo não causará o mesmo impacto que o primeiro ou o segundo capítulo causaram. Dessa forma, Uncharted 4 irá levá-lo através de uma viajem intensa e cheia de aventuras, onde todos os proprietário de PlayStation 4 tem a obrigação de participar.