Categorias
Detective Comics Quadrinhos

A Liga da Justiça de Bryan Hitch

Entre Abril e Maio de 2016 está chegando às bancas brasileiras a nova revista mensal da DC Comics publicada pela editora Panini e chamada somente de LJA, a Liga da Justiça da América de Bryan Hitch. A aclamada revista desenhada e roteirizada pelo famoso artista tem sido alvo de elogios  no exterior, tanto por parte da crítica especializada quanto dos fãs que sentiam falta de uma pegada diferente com relação ao mais antigo supergrupo de heróis das histórias em quadrinhos.

Justice League of America #1 foi publicada nos Estados Unidos em Junho de 2015 e causou rebuliço em todos os veículos de imprensa relacionados a quadrinhos. A revista marcou o início da carreira de Bryan Hitch como roteirista de uma revista mensal da DC Comics. Hitch (artista de Os Supremos, Stormwatch, The Authority, e da própria LJA em uma versão antiga) sempre foi famoso por seus trabalhos como desenhista, tendo inclusive feito parte da equipe criativa do antigo título da Liga da Justiça, em meados da década de 2000, com Mark Waid nos roteiros.

Capa da nova revista mensal brasileira que se encontra atualmente nas bancas, publicada pela Panini.
Capa da nova revista mensal brasileira que se encontra atualmente nas bancas, publicada pela Panini.

Hitch revolucionou o mercado de quadrinhos há alguns anos graças ao seu estilo artístico mais realista, com feições e cenários bem compostos, cenas de ação fluidas, entre outras qualidades. Como roteirista da DC Comics, seu único trabalho havia sido um one-shot do grupo Authority publicado em 2010, e o novo título da Liga tornou-se sua primeira série mensal na editora.

Mas do que se trata essa revista? Pegando a formação moderna da Liga como base (composta por Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Aquaman e Cyborg), a proposta desta nova revista é criar algo atemporal: que se situe mais ou menos no início do grupo na fase dos Novos 52 (onde a revista era escrita por Geoff Johns e ilustrada por Jim Lee), e ao mesmo tempo, ignorando qualquer senso de cronologia (ou seja, novos leitores são bem vindos) e criando uma trama própria bem amarrada, respeitando a essência de cada personagem.

Aquaman voltando à Atlântida.
Aquaman voltando à Atlântida.

A revista prende a atenção do leitor logo em suas três primeiras páginas, com Superman derrotado e o planeta Terra sendo destruído. O roteiro segue desenvolvendo o Superman e um grande mistério que deve se estender durante todo este arco, e ao mesmo tempo trabalha muito bem cada herói da equipe, prometendo melhorar ainda mais este quesito quando passar a focar cada um determinadamente.

Por mais que seja difícil julgar a revista baseando-se em apenas uma edição, é notável que a trama principal (e as subtramas criadas com o desenrolar da história) se assemelham muito a época de ouro da equipe, em meados dos anos 90 até os anos 2000, com a aclamada fase de Grant Morrison e Mark Waid. O senso de perigo, mistério, trabalho em equipe e a sensação de poder ou fraqueza que cada herói passa é algo real, tornando a leitura ainda mais prazerosa. Hitch trabalhou com o melhor das duas equipes de heróis, tanto da Marvel quanto da DC, e é notável que tal experiência já o deixa gabaritado para cuidar de um grupo sendo respeitoso com o mesmo. Em entrevista, o artista diz que “fazer a LJA é algo muito pessoal para ele“.

Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash e Batman se encontram.
Lanterna Verde, Mulher-Maravilha, Flash e Batman se encontram.

A arte é muito fluida, como em todos os trabalhos de Bryan Hitch. Ao final da revista temos pelo menos três ganchos em aberto para que sejam explorados nas próximas edições, e durante a própria acontecem diversas revelações inesperadas e situações que também devem ser explicadas com o desenrolar da história. Hitch parece querer explorar tramas paralelas, e tudo com que ele trabalha afetará não só a Terra e sua realidade, como múltiplas linhas temporais e o destino de toda a humanidade.

O filme do grupo está marcado para ser lançado em 2017, e se você deseja começar a acompanhar um título da Liga da Justiça, LJA é o mais recomendado atualmente. Assemelhando-se a melhor fase que o grupo já teve e ao mesmo tempo inovando de formas diferentes, esta revista é tudo que a Liga precisava desde o reboot da editora em 2011.

O mix da Panini também acompanha a elogiada revista mensal Cyborg escrita por David F. Walker com a arte Ivan Reis, onde uma nova fase na vida do herói está se iniciando e também é um ponto de partida ideal para novos leitores.

LJA é uma revista mensal em formato 17 x 26 cm, possui 68 páginas em papel LWC e custa R$ 8,70.

Categorias
Amazing Adventures Quadrinhos

Guia de Leitura #3 | X-Men

A terceira parte dos Guias de Leitura será sobre uma das equipes mais populares da Marvel, a espinha dorsal da editora durante muito tempo, e a equipe com a maior diversidade de personagens. Sim, este é um Guia de Leitura para os X-Men, os párias da sociedade que buscam constantemente um mundo que aceite o que eles nasceram pra ser, Mutantes.

Criados por Stan Lee e Jack Kirby em 1963, os X-Men só viraram um fenômeno de público nos anos 80, nas mãos de Chris Claremont e John Byrne, que foram as mentes por trás de uma das  sagas mais aclamadas da Marvel, a Saga da Fênix Negra. Nos anos 90, a equipe ficou bastante conhecida pelo fenômeno Jim Lee, com visuais espalhafatosos e corpos irreais que percorreram toda essa década. No começo do século 21, os mutantes ganharam uma abordagem mais realista e menos colorida nas mãos de Grant Morrison, que deu início  a uma fase muito conturbada e marcante para a comunidade mutante.

As histórias deste Guia serão separadas em cinco fases: Primeira Classe (1963-1969), Segunda Gênese (1975-1989), Anos 90 (1990-2000),  Novos X-Men, Extinção, Legado e Cisão (2001-2011) e Marvel Now (2013-2015).

Primeira Classe (1963-1969)

Fabulosos X-Men #1
por Stan Lee e Jack Kirby
por Arnold Drake e Don Heck
Fabulosos X-Men #60-63
por Roy Thomas e Neal Adams

Segunda Gênese (1963-1969)

Giant Size X-Men #1
por Len Wein e Dave Cockrum
Fabulosos X-Men #101, 105, 107-108
por Chris Claremont, Dave Cockrum e John Byrne
Fabulosos X-Men #112-113
por Chris Claremont e John Byrne
Fabulosos X-Men #114-121
por Chris Claremont e John Byrne
Fabulosos X-Men #125-128
por Chris Claremont e John Byrne
Fabulosos X-Men #129-137
por Chris Claremont e John Byrne
Fabulosos X-Men #139
por Chris Claremont e John Byrne
Fabulosos X-Men #141-142
por Chris Claremont e John Byrne
Fabulosos X-Men #143
por Chris Claremont e John Byrne
Fabulosos X-Men #150
por Chris Claremont e Dave Cockrum
Fabulosos X-Men #160
por Chris Claremont e Brent Anderson
Fabulosos X-Men #168
por Chris Claremont e Paul Smith
Fabulosos X-Men #169-170
por Chris Claremont e Paul Smith
Fabulosos X-Men #171
por Chris Claremont e Walt Simonson
Fabulosos X-Men #172-173
por Chris Claremont e Paul Smith
Fabulosos X-Men #174-175
por Chris Claremont e Paul Smith
Fabulosos X-Men #183
por Chris Claremont e John Romita Jr.
Fabulosos X-Men #186 e 198
por Chris Claremont e Barry Windsor-Smith
Fabulosos X-Men #200
por Chris Claremont e John Romita Jr.
Fabulosos X-Men #206
por Chris Claremont e John Romita Jr.
Fabulosos X-Men #210-213, X-Factor #9-11, Thor #373-374, Novos Mutantes #46 e Quarteto Futuro #27
por Chris Claremont, John Romita Jr., Louise Jones Simonson, Terry Shoemaker, Bret Blevins, Jackson ‘Butch’ Guice, Walter “Walt” Simonson, Sal Buscema, Rick Leonardi e Alan Davis
Fabulosos X-Men #225–227, X-Factor #24-26 e Novos Mutantes #59-61
por Louise Jones Simonson, Walter “Walt” Simonson, June Brigman, Peter David, Todd McFarlane, Sal Buscema e Jon Bogdanove
Fabulosos X-Men #232-234
por Chris Claremont e Marc Silvestri
Fabulosos X-Men #235-238
por Chris Claremont e Rick Leonardi
inferno
por Chris Claremont, Marc Silvestri , Louise Jones Simonson, Bret Blevins e Walter “Walt” Simonson

a mão

Wolverine vs Os Carniceiros
por Chris Claremont e Marc Silvestri
a chave
por Chris Claremont e Jim Lee

Anos 90 (1990-2000)

lady manda
por Chris Claremont e Jim Lee
elos rompidos
por Chris Claremont e Jim Lee
por Chris Claremont e Jim Lee
por Chris Claremont e Jim Lee

duas vezes

Novos Mutantes #95-97, Fabulosos X-Men #270-272 e X-Factor #60-62
por Chris Claremont, Rick Leonardi, Marc Silvestri, Jim Lee, Rob Liefeld, Louise Jones Simonson, Jon Bogdanove, John Caponigro, Scott Williams e Guang Yap
mutantes demais
por Chris Claremont, John Byrne, Michael Golden, Klaus Janson, Rick Leonardi, Marc Silvestri, Jim Lee, Whilce Portacio e Larry Stroman
por Chris Claremont e Jim Lee
por Chris Claremont e Jim Lee
Escolhas difíceis!
por Chris Claremont e Jim Lee
Morte em dobro
por Chris Claremont e Jim Lee
aaaaaa
por Chris Claremont e Jim Lee
X-Men #1-3
por Chris Claremont e Jim Lee
atrações
por Joe Quesada, Scott Lobdell, J. M. Dematteis, Fabian Nicieza, Greg Capullo, John Romita Jr., Paul Smith, Jae Lee, Brandon Peterson, Chris Sprouse , Andy Kubert , Larry Hama, Darick Robertson, Matthew “Matt” Ryan e Ken Lashley
Fabulosos X-Men #320, X-Men #40,Fabulosos X-Men #321, X-Men #41
por Scott Lobdell, Mark Waid, Roger Cruz, Fabian Nicieza e Andy Kubert
A Era de Apocalipse #1-48
por Brian K. Vaughan, John Francis Moore, Nick Napolitano, Steven Epting, Scott Lobdell, Ralph Macchio, Joe Bennett, Howard Mackie, Ian Churchill, Terry Kavanagh, Roger Cruz, Alan Davis, Trevor McCarthy, Judd Winick, Mark Waid, Tom Lyle, Val Semeiks, Salvador Larroca, Steve Skroce, Tim Sale, Steve Alexandrov, Chris Bachalo, Joe Madureira, Warren Ellis , Ken Lashley, Larry Hama entre outros

Novos X-Men, Extinção, Legado e Cisão (2001-2011)

Novos X-Men #114-116
por Grant morrison e Frank quitely
Novos X-Men #118-126
por Grant Morrison e Frank Quitely
Novos X-Men #134-138
por Grant Morrison e Frank Quitely
Novos X-Men #146-150
por Grant Morrison e Phil Jimenez
Surpreendentes X-Men v3 #1-6
por Joss Whedon e John Cassaday
Surpreendentes X-Men v3 #7-12
por Joss Whedon e John Cassaday
Surpreendentes X-Men v3 #13-18
por Joss Whedon e John Cassaday
Dinastia M #1-8
por Brian Michael Bendis e Olivier Coipel
X-Factor V3 1-6
por Peter David e Ryan Sook
Fabulosos X-Men #475-486
por Ed Brubaker e Billy Tan
Trilogia de Messias - Parte 1 - X-Men: Complexo de Messias #1, Fabulosos X-Men #492-494, X-Men #205-207, Novos X-Men v3 #44-46 e X-Factor v3 #25-27
Trilogia de Messias – Parte 1 por Ed Brubaker, Marc Silvestri, Billy Tan, Peter David, Scot G. Eaton, Craig Kyle, Christopher Yost e Humberto Ramos
X-Men: Legado #208-210
por Mike Carey, John Romita Jr. e Scot Eaton
X-Men: Legado #211-214
por Mike Carey, Scot Eaton e Ken Lashley
aaa
Trilogia de Messias – Parte 2 por Craig Kyle, Christopher Yost, Mike Choi, Duane Swierczynski e Ariel Olivetti
X-Men Sombrios: O Começo #1-3, X-Men Sombrios: A Confissão #1, X-Men Sombrios/Fabulosos X-Men - Utopia #1, Fabulosos X-Men #513-514, X-Men: Legado #226-227, Vingadores Sombrios #7-8 e X-Men Sombrios/Fabulosos X-Men - Exodus #1
por Matt Fraction, Luke Ross, Marc Silvestri, Eric Basaldua, Tyler Kirkham, Michael Broussard e Sheldon Mitchell
Trilogia de Messias - Parte 3 - X-Men: Segundo Advento #1-2, Fabulosos X-Men #523-525, Novos Mutantes v3 #12-14, X-Men: Legado #235-237 e X-Force v3 #26-28
Trilogia de Messias – Parte 3 por Mike Carey, Stuart Immonen, Craig Kyle, Christopher Yost, David Finch, Matt Fraction, Terry Dodson, Zeb Wells, Ibraim Roberson, Greg Land, Lan Medina, Mike Choi, Nathan Fox e Esad Ribic
Fabulosa X-Force #1-4
por Rick Remender e Jerome Opeña
X-men: Prelúdio para o Cism #1-4, X-Men: Cisma #1-4, Geração Hope #11-12
por Paul Jenkins, Roberto de La Torre, Will Conrad, Clay Mann, Kieron Gillen, Tim Seeley, Jason Aaron, Carlos Pacheco, Frank Cho, Alan Davis e Adam Kubert
Vingadores vs X-Men #1-16
por Ed Brubaker, Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Matt Fraction, Jonathan Hickman, John Romita Jr., Adam Kubert e Olivier Coipel

Marvel Now (2013-2015)

Fabulosos X-men v3 #1-6
por Brian Michael Bendis e Chris Bachalo
Novíssimos X-men #1-6
por Brian Michael Bendis, Stuart Immonen e David Marquez
(X-Men: Batalha do Átomo #1, Novíssimos X-Men #16-17,  X-Men V4 #5-6,  Os Fabulosos X-Men V3 #12-13, Wolverine e os X-Men #36-37 e X-Men: Batalha do Átomo #2
por Brian Michael Bendis, Stuart Immonen, Brian Wood, David Lopez, Chris Bachalo, Jason Aaron, Giuseppe Camuncoli, Esad Ribic e Kris Anka
Novíssimos X-Men #22-24 e Guardiões da Galáxia v3 #11-13
por Brian Michael Bendis, Stuart Immonen, Sara Pichelli e David Marquez

 

Especial

 Marvel Graphic Novel #5
por Chris Claremont e Brent Anderson
Ultimate X-Men 1-6
por Mark Millar, Adam Kubert, Geoff Johns e Aaron Lopresti

Ufa, terminou. A mitologia dos X-Men é grande e vai além dessas histórias. Neste guia estão presentes as histórias mais marcantes da franquia x. Existem equipes mutantes que conseguiram trilhar caminhos independentes da equipe principal, como a X-Factor e a X-Force,  que foram mencionadas brevemente nessa lista. Ainda dentro do universo x, personagens como Deadpool e Wolverine se transformaram em fenômenos independentes de equipes e dignos de Guias de Leitura próprios, mas isso fica para outra hora.

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Homem-Aranha | As Versões Alternativas do Teioso (Parte I)

Homem-Aranha é um dos super heróis mais amados da atualidade, sendo um personagem totalmente carismático e que quase todos os fãs se identificam. E você sabia que existe mais de uma versão do cabeça de teia? Algumas bem curiosas. Confira aqui as principais versões alternativas do Homem-Aranha!

#10: Mangaverso (terra 2301)

Primeira aparição: Marvel Mangaverso #1

Spider man mangáverse

Nesse mundo, Peter faz parte do clã Aranha, onde seu mestre é o Tio Ben. Como nada é perfeito, Venom acaba matando seu tio e mestre, fazendo com que Peter treine mais e mais, indo até seu limite. Depois disso, Parker embarca em uma jornada em busca de vingança, vestindo o capuz do Homem-Aranha.


#9: Noir (terra:90214)

Primeira aparição: Spider-Man Noir #1

Spider man Noir

Quatro anos após a quebra da bolsa de valores, os cidadãos de Nova York sofrem com a grande depressão e, para piorar a situação, o Duende é um mafioso que vai dominando aos poucos as ruas da cidade. Peter Parker é um pacato adolescente que mora com sua tia May, uma senhora que luta contra a exploração dos mais humildes. Porém o jogo vira quando Peter é picado por uma aranha mística e ganha seus poderes, indo atrás de vingança pela morte de seu tio e limpando as ruas de Nova York.


#8: Homem-Aranha Indiano (terra 50101)

Primeira aparição: Indian Spider-Man #1

Spider man Indian

Pavitr Prabhakar é um rapaz pobre que mora com seus tios Maya e Bhim. Após ganhar uma bolsa de estudos, ele e sua família se mudam para Mumbai. Chegando lá, Pavitr acaba sendo alvo constante de bullying, e é aceito apenas por uma menina, Meera, de quem se torna grande amigo. Um dia, Prabhakar encontra um antigo Iogue (estátua indiana) que lhe concede incríveis poderes de aranha, fazendo-o virar o vigilante das ruas de Mumbai.


#7: Dinastia M (terra 58163)

Primeira aparição: Spider-Man: House of M #1

Spider Man House of M

Depois de um surto da Feiticeira Escarlate, a realidade foi totalmente modificada, criando um universo tomado pelos mutantes. Tio Ben nunca morreu, pois Peter não deixa o ladrão escapar e acaba o prendendo. Parker se torna famoso, revela sua identidade ao público, se casa com Gwen Stacy e depois de um tempo abre a sua própria marca, a Homem-Aranha S.A. Porém, J.J.Jameson revela para o mundo que o cabeça de teia não é um mutante, fazendo, assim, da vida do nosso herói um inferno.


#6: Spider-Gwen (terra 65)

Primeira aparição: Edge of Spider-Verse #2

spider gwen

Nesta realidade Peter passou bem longe da aranha radioativa, dando lugar a jovem Gwen Stacy, para se tornar a Mulher-Aranha. A personagem ganha seus poderes da mesma forma que o teioso original, porém Parker fica ”fanático” por ela e também tenta recriar seus poderes. A experiência acaba mal e o rapaz vira uma espécie de lagarto humano, fazendo a Mulher-Aranha lutar contra sua paixão de infância e, infelizmente, Peter Parker acaba morrendo em seus braços. Todos a culpam pela morte de Peter, mas a jovem não desiste e começa a usar seus dons para o bem. Uma curiosidade: Gwen é a baterista da banda The Mary Janes, fundada pela Mary Jane da sua terra.


#5: Spider-Girl (terra 982)

Primeira aparição: What If (vol. 2) #105

Spider girl

A filha de Peter Mary Jane não nasceu morta, mas cresceu saudável, herdando o manto do pai como a Garota-Aranha. Seu maior inimigo é o Normie Osborn, que virou o Duende Verde igual ao seu pai e avô. Uma curiosidade: Seu uniforme é o mesmo do Ben Reilly (próximo Aranha da lista), que pouco antes de vir a falecer, o deixou para a garota, pois suspeitava que ela herdaria os poderes do pai.


#4: Ben Reilly (terra 616)

Primeira aparição: The Amazing Spider-Man #149

Spider Man Ben Reilly

Ben Reilly é um clone de Peter, criado pelo Chacal. A batalha acaba com a suposta morte de Reilly, mas tempos depois, o mesmo retorna na série ”O que aconteceria se…”, onde ele é tratado como um Peter Parker mais novo que depois acaba se tornando amigo do original. A história é incluída na cronologia oficial do herói, e finalmente temos a revelação de que Ben é um dos muitos clones de Peter. Até ai tudo bem, Reilly fica com uma vida estável e saudável. Mas isso dura pouco, o jovem acaba falecendo protegendo o Homem-Aranha original nas mãos do Duende Verde.


#3: Kaine Parker (terra 616)

Primeira aparição (como aranha escarlate): Scarlet Spider #1

Spider man Scarlet

Mais um clone do nosso querido Peter Parker entra para a lista, e podemos dizer que é o mais ”rebelde” de todos. Após a morte de Gwen Stacy, o Chacal sequestra Peter e o clona por vingança, achando que a culpa da morte dela seria de Parker. O clone é criado perfeitamente, aparentemente sem nenhum erro, mas logo começam a nascer as primeiras cicatrizes e, tempos depois, Kaine fica todo deformado, tornando-o descartável para o Chacal. Ele foge para a Europa, mas logo retorna para os Estados Unidos  para tentar trazer Kraven, o Caçador de volta à vida. Nessa caçada ele acaba morrendo. Kaine retornará dos mortos na saga Ilha das Aranhas, como um mostro denominado de Tarântula. Mas para o bem do nosso amado clone, Kaine acaba caindo em um tanque onde estava contido a simbionte do Anti-Venom, curando assim o nosso herói que, à partir daí, assume o manto do Aranha Escarlate, para se ”reconciliar” com a vida.


#2: Homem Aranha 2099 (terra 928)

Primeira aparição: Spider-Man 2099 #1

Spider Man 2099

Miguel O’Hara é um brilhante cientista de sua época, que ganha seus poderes após um experimento mal sucedido, que usava um condenados como cobaia. Miguel ganhou poderes similares aos do Homem-Aranha original, mas com algumas diferenças como, por exemplo, garras retráteis em seus pés e mãos, a visão mais sensível, teias orgânicas e, o mais bizarro: ele ganhou presas capazes de injetar veneno em seus inimigos.


#1: Ultimate Homem Aranha Miles Morales (terra 1610)

Primeira aparição: Ultime Fallout #4

Spider Man Miles Morales

2 meses antes da morte de Peter, um garoto de apenas 13 anos chamado Miles Morales ganha seus poderes de forma semelhante aos do Homem-Aranha original, mas o garoto decide guardar suas habilidades para si. Miles vê Peter em perigo minutos antes do mesmo morrer e, por medo, ele acaba não fazendo nada. Quando o Homem-Aranha original morre, Morales se sente culpado de não o ter ajudado; jurando, assim, virar o novo Homem-Aranha e honrar o nome do herói.


Menção Honrosa: Porco-Aranha (terra 8311)

Primeira aparição: Marvel Tails Starring Peter Porker the Spectacular Spider-Ham #1

Spider Ham

Essa pode ser considerada a realidade mais bizarra da nossa lista, mas não poderia ficar de fora de maneira alguma.  Peter era uma aranha que vivia no porão de May Porker, uma porquinha cientista que criou o primeiro secador de cabelos carregado com energia atômica, à fim de revolucionar a indústria de cosméticos. Mas, acidentalmente, a radiação afeta a porquinha, deixando-a em um transe mental e fazendo-a morder a nossa querida aranha. Agora com o nome de Peter Porker, o mesmo se transforma em um porco com poderes de aranha. O mais interessante desta terra é que todos os heróis são animais como, por exemplo, o Capitão América, que é um gato, e o Hulk, é um coelho…


Espero que tenham gostado, pois foi feito de fã para fã! Se possível curta e compartilhe, pois isso já ajuda demais o nosso trabalho. Até a próxima parte e que o Mestre Tecelão sempre esteja ao seu lado, fazendo a sua teia da vida!  

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

76 anos de Coringa | O Melhor do Pior

Criado em 1940 por Jerry Robinson, o Coringa sempre figurou entre os maiores e mais enigmáticos vilões dos  quadrinhos, se destacando na extensa e perigosa galeria de inimigos do Batman. O tom ameaçador e a mística ao redor de sua origem instigam fãs pelo mundo.

conrad
Conrad Veidt, a inspiração.

Em suas primeiras aparições ele era apenas um vilão comum, que muitas vezes acabava morrendo. O curioso é que seu corpo nunca era encontrado. Uma desculpa dos roteiristas para continuarem a usá-lo.

Coringa
Primeira aparição em Batman #1 (1940)

Sua origem, ao contrário do que muitos pensam é desconhecida. O que sabemos é que ele caiu em um tanque de produtos químicos durante uma perseguição… Mas, mas, péra aí ô Marconi, em A Piada Mortal não é revelado seu passado de comediante fracassado? Sim. Mas ele mesmo nos deixa na dúvida se aquela história é real. Afinal, quem vai acreditar na palavra de um louco?

piada-mortal
Batman: A Piada Mortal (1988)

O fato é que nem ele deve se lembrar do seu verdadeiro passado, muitas vezes inventando traumas que justifiquem sua loucura (Hiperinsanidade, termo utilizado em Batman Asilo Arkham). Ele é literalmente guiado pela loucura, o que o torna totalmente imprevisível, até mesmo para o maior detetive do mundo.

Mas vocês vieram para ver o Melhor do Pior, certo? Selecionei alguns momentos marcantes e bizarros na carreira do Palhaço do Crime para o deleite dos leitores.

A MORTE DE JASON TODD

batman-427
Batman #427 ”Isso vai doer muito mais em você do que em mim.”

Com um pé de cabra, o Coringa espanca o segundo Robin violentamente. Apenas a título de curiosidade, teve volta em Batman #638.

senssao
Batman #638

SARAH ESSEN

sarah
Detective Comics #741

Ao final da Saga Terra de Ninguém, o Palhaço do Crime sequestra dezenas de bebês com o intuito de destruir o futuro da cidade. A policial Sarah Essen, na época noiva do Comissário Gordon, descobre o local do cativeiro e… Uma das páginas mais chocantes da rica mitologia do Morcego.


SORRIA!

barbara
Batman: A Piada Mortal

Talvez a mais emblemática de todas. O Coringa sequestra o Comissário Gordon, baleia sua filha Barbara e a tortura com requintes de crueldade, tudo isso para provar que qualquer um pode sucumbir a loucura, só é preciso um dia ruim. Após os eventos desta Graphic Novel, Barbara Gordon ficou paraplégica, encerrando assim suas atividades de vigilante como Batgirl e assumindo o seu novo alter-ego, Oráculo.


ELA É A CHAVE!

loisSob a influência do gás do medo, o Superman mata sua amada Lois Lane acreditando ser o vilão Apocalipse. O resultado foi catastrófico para o Homem de Aço. Como agravante, um dispositivo conectado aos batimentos cardíacos de Lois aciona uma bomba, que acaba ceifando a vida de milhares. Mas isso seria apenas o começo…


ANTI-HERÓI?

crise
Crise Infinita

Vilão que mata vilão também tem mil anos de perdão? Após os eventos catastróficos em Crise Infinita, Lex Luthor e o Coringa encurralam o vilão Alexander Luthor (Terra 2) em um beco para um ajuste de contas, que envolve choques elétricos, ácido e uma bala na cabeça.


ESFOLADO

esfolado
Coringa, por Brian Azzarello e o completíssimo Lee Bermejo

Após uma temporada de molho no Arkham, o Coringa retorna aos negócios e disposto a mostrar quem é que manda.


RENASCIMENTO

sem-rosto
Detective Comics #1 (Os Novos 52)

Com a ajuda do Mestre dos Bonecos, o palhaço se supera e arranca o próprio rosto. Nas edições seguintes ele aparece com o pedaço de pele pendurado e em decomposição, como uma máscara, deixando a experiência mais bizarra ainda.

Qual o seu momento favorito? Não deixe de comentar e dar seu feedback, ele é muito importante para nós! Até a proxima.

Categorias
Cultura Japonesa Mangá Pagode Japonês

Resenha | One-Punch Man #1

Sabemos que na cultura pop japonesa, principalmente quando adentramos nos mangás e animes, nos deparamos com gêneros e estilos diferentes. Dentre esses gêneros um dos mais famosos é o “shounen”, que consiste em um protagonista masculino fisicamente fraco (tem suas exceções) e com poucas habilidades, mas sempre otimista e com objetivo de ser o melhor. Com o passar do tempo, ele se torna mais forte, sempre representando uma mensagem “gamba-re-o” (significa algo como “esforce-se”) o que é muito legal, mas de extrema repetitividade dentro desse tipo de entretenimento.

A obra de que vos falo é a antítese dessa mensagem, chamada “One-Punch Man“. Concebida inicialmente como uma web-comic, tinha uma qualidade gráfica bem baixa, mas com um roteiro pra lá de inovador. Escrito por “One” e depois revisitada com a arte sublime de Yusuke Murata, que a tornou comercialmente viável no mercado, transformando assim, uma das obras de maior hype internacional dos últimos tempos. Vinda de terras nipônicas, chegando a concorrer ao prêmio Eisner, e até  ganhou uma excelente adaptação animada feita pela Mad House. A Planet Mangás, selo da Panini Brasil, comprou a ideia do hype  e trouxe para o Brasil esse incrível material nos moldes similares a “Vagabond” e “Planetes.

one x opm
Web x versão de editora.

A SINOPSE

One-Punch Man  é o que o título que descreve: um homem com apenas um soco, ou seja, ele não precisa dar mais de um soco pra derrotar qualquer inimigo. Este homem é Saitama, um jovem recém-desempregado, que após salvar um garoto de ser morto por um homem caranguejo, resolve se tornar herói. Em sua jornada, Saitama fica tão forte, que derrota os monstros com apenas um soco e isso o deixa muito entediado, e sempre encontra alguém que diz ser mais forte, mas no final é sempre a mesma história, como disse antes, um soco só basta.

onepunch-man002-07
Que queixo desse garoto!

A cidade onde Saitama reside, a Z, é sempre alvo de ataques, assim como as cidades vizinhas, restando para ele ser um herói por hobby, defender todos ao seu redor ou pelo menos, não deixar que destruam seu apartamento. Então sua vida muda  de certa forma com a chegada do ciborgue  Genos, no qual acreditava ser forte o suficiente, mas vê em Saitama o seu mestre ideal, os dois acabam se tornando amigos e enfrentando inúmeros desafios.

onepunch-man006-20
Forte, SQN!

Entretanto, o que faz a história ser tão boa, visto que, poderia deixar qualquer um entediado com a sinopse, é a questão da desconstrução de uma linha narrativa muito presente e comum, como se fosse a quebra de uma fórmula, pois Saitama não precisa se tornar forte, ele já é tão forte, não precisando ter um objetivo máximo. Ele só é ele mesmo, uma pessoa comum que vive como se fosse alguém comum, que lava a louça, que vai ao supermercado, que assiste tv, lê mangás, há uma abordagem muito humana da coisa de ser herói. Isso fica longe de ser algo monótono, você se diverte, e muito, com a falta de noção que o Saitama tem em vários aspectos, isso o torna um personagem muito carismático.

onepunch-man005-22
As expressões do Saitama, são as melhores!

One-Punch Man  é um mangá que diverte. O enredo tem como ponto alto Saitama sendo engraçado e debochado, deixando para Genos o lado mais racional da coisa.  Enfim vamos ver a jornada de Saitama, em busca de um oponente que realmente tenha valor ou que pelo menos o faça suar.

onepunch-man006-22
Até a próxima!

FICHA TÉCNICA

One Punch Man – Vol. 01 de 10
Publicado em: Março de 2016
Editora: Panini
Gênero: Shounen
Autor: One/Yusuke Murata (Eyeshield 21)
Status: Série em andamento / Bimestral
Número de páginas: 208 paginas (papel offset) / Leitura Oriental
Formato: 13,7×20 cm / P&B / Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 16,90

Fonte: Panini Mangás

Categorias
Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | Netoge no Yome wa Onnanoko ja Nai to Omotta?

Japonês é um povo estranho. Até quando falamos sobre coisas que já são estranhas normalmente, eles conseguem se superar e torná-las piores do que você podia imaginar. E o tema “Joguinhos online” é algo que claramente se encaixa nessa descrição. Sério, vocês já viram KanColle? Aquilo é bizarro demais.

Só que hoje, o Primeiras Impressões vai falar sobre um fato que só poderia ter sido desmentido numa obra de ficção vinda da Terra do Sol Nascente. Como tudo vindo de lá, o extenso e quase cansativo nome, Netoge no Yome wa Onnanoko ja Nai to Omotta? serve como uma sinopse para o show: “E você pensou que não existiam garotas na internet?“.

Primeiramente eu queria comentar sobre a ambientação do jogo. Ou melhor, a representação da representação do jogo no anime. Ficou meio confuso? Enfim:
Eles estão jogando um bagulho bem simples. Joguinho 2D, com habilidades clicáveis e tal, no melhor estilo Tibia ou Ragnarok Online (Inclusive, a cidade principal do jogo é extremamente parecida com Prontera, a capital do reino de Ragnarok…). Mas quando as cenas se passam dentro do jogo, somos levados pra um ambiente imersivo completo: O traço sofre uma leve alteração para um padrão mais pincelado; as imagens de fundo se tornam menos detalhadas, dando maior destaque para os personagens; o movimento parece mais fluido, devido as cenas de ação… Para, logo em seguida, voltarmos para o quarto do protagonista, e lembrarmos que o jogo é 2D baseado em Sprites, quando olhamos pro monitor do garoto. Isso torna os momentos online muito mais interessantes e visualmente agradáveis do que seria se ficássemos na câmera real o tempo inteiro.

Esse aspecto de MMORPG, que tem sido, nos últimos anos, uma mídia muito utilizada na cultura japonesa no geral (Não consigo lembrar da última temporada que NÃO teve algum anime com ambientação completa ou alguma relação com jogos), não permite meios termos. É algo que, obrigatoriamente, acaba sendo extremamente positivo ou demasiadamente negativo. Exemplos negativos, temos aos montes por ai (olá, Sword Art Online!), mas é difícil encontrar um positivo (que não seja Log Horizon)… Mas Netoge parece estar caminhando para o lado certo.
Assim, não me levem a mal, mas eu sou um cara que joga muito no PC. Devido a isso, eu tenho um conhecimento, no mínimo, ‘satisfatório’ sobre como MMORPGs funcionam. E alguns animes conseguem me ofender com a forma que eles retratam os aspectos do jogo (Até hoje alguém já entendeu como funcionam as lutinhas em SAO? Aquilo não faz sentido nenhum). Não é o caso de Netoge. O autor realmente sabe o que é e como funciona o sub-mundo dos malditos joguinhos de computador que sugam as suas almas.

Isso é um ponto positivo, por retratar de forma mais fiel (na medida do possível) a real ambientação de um jogo online. Eles utilizam um sistema e formação de combate que faz sentido; botam a culpa no healer quando alguém morre; reclamam quando o tanque puxa mais mobs do que o grupo pode aguentar; usam uma linguagem típica de jogos, com termos que você vê com frequência no Reddit
Por outro lado, pode acabar não sendo tão apelativo ou engraçado para alguém que não seja chegado ou não conheça muito sobre joguinhos, como eu já comentei num outro post.

Lembra do Alemão maluco jogando CS? É quase isso.

Mas chega de falar do jogo, e vamos falar sobre a vida real. Digo… Você consegue diferenciar os dois… Né?
O tema primário (ou a premissa) do anime beira a genialidade por misturar uma verdade absoluta com uma situação extremamente improvável. Esse contraste de real e inimaginável é um excelente mote pra comédia. E comédia é o objetivo do show. É óbvio que não existem mulheres na internet, mas quem iria imaginar que aquela garota que dá em cima de você online não é um velho barbudo brincando de shemale pra ganhar itens?
Acontece que isso é uma piada descartável. Você usa uma vez e ela não pode ser reutilizada. É ai que precisa entrar o tema secundário (ou o desenvolvimento) nem-tão-genial-assim. ‘Garota que vive no mundo da lua e não se toca das besteiras que faz‘ é um tópico bem batido e que eu consigo citar uns três que o usam só de cabeça. Não desmerecendo o uso do tema, que inclusive achei muito bem utilizado, mas é bom lembrar que já fizeram isso outras duas mil vezes antes.

O mundo real e o virtual são coisas separadas! Não me importo com a identidade do jogador, desde que sua personagem seja bonitinha!
“O mundo real e o virtual são coisas separadas! Não me importo com a identidade do jogador, desde que sua personagem seja bonitinha!”

O elenco de personagens foi muito bem construído em apenas dois episódios. Todos os protagonistas tem um design marcante (menos o rapaz, pois como já apontei diversas vezes, eles sempre são genéricos. Mas mesmo ele, em sua forma online, consegue ter seu charme), e uma personalidade bem definida. Desde o início, já é possível entender como eles funcionam e para onde eles estão indo, coisa que muitos animes demoram séculos para conseguir. Isso quando conseguem.
Inclusive, a garota principal, Ako, é simplesmente fofa demais. Meu deus do céu, como o Japão consegue fazer personagens tão bonitinhos e que dão vontade de apertar ai que cuticuti meu deus…
Er, digo…

Então, uma conclusão seria que é um anime extremamente engraçado se você gosta de MMORPGs no geral, mas tem uma comédia apenas mediana caso não goste. É um anime que tem bons traços e boa animação, com personagens bacanas e de personalidade forte logo de cara. E também é um anime que sabe como um jogo funciona e entende o que mecânicas como “Aggro” são.
Tipo, sério. Cêis tão ligados que um jogo que não tem Aggro não funciona né? Na moral, não façam jogos sem Aggro.

O que acontece quando eu digo pra alguém que assisto animes.
O que acontece quando eu digo pra alguém que assisto animes.

Eu costumo dizer que tenho um sistema de notas especial apenas para comédias, e Netoge ficará com um belo 9/10 no meu Comedômetro até o momento que eu tiver saco de ir atualizar o meu My Anime List outra vez.

A série pode ser assistida na Funimation, caso a barreira idiomática não seja um problema. Caso seja, algum beco escuro da internet pode servir.

Categorias
Amazing Adventures Quadrinhos

Guia de Leitura #2 | Superman

Dando sequência aos Guias de Leitura da Torre falaremos sobre o maior e mais famoso herói de todos os tempos: Superman. O herói criado em 1938 (por Jerry Siegel e Joe Shuster) já passou por muitas coisas em sua longa carreira que já dura quase 80 anos. Por mais que seja difícil assimilar tanto material em uma única postagem, este Guia tem como objetivo dar foco aos materiais essenciais do personagem, e não em toda a sua cronologia (o que seria basicamente impossível).

Algumas HQs sempre ficarão de fora, então não estranhe. Este Guia tem como objetivo apresentar o personagem a novos leitores, e não ser um texto completo sobre o personagem. Confira abaixo o Guia de Leitura #2 | Superman.

por Alan Moore e Dave Gibbons
por Marv Wolfman e George Pérez
por Marv Wolfman e George Pérez
por Alan Moore e Curt Swan
por Alan Moore e Curt Swan
por John Byrne
por John Byrne
por Roger Stern, Jerry Ordway, Kerry Gammill e outros
por Roger Stern, Jerry Ordway, Kerry Gammill e outros
por Dan Jurgens e Brett Breeding
por Dan Jurgens e Brett Breeding
por Dan Jurgens e Brett Breeding
por Dan Jurgens e Brett Breeding
por Alex Ross e Paul Dini
por Alex Ross e Paul Dini
por Joe Kelly, Doug Mahnke e Lee Bermejo
por Joe Kelly, Doug Mahnke e Lee Bermejo
por Mark Waid e Leinil Francis Yu
por Mark Waid e Leinil Francis Yu
por Brian Azzarello, Jim Lee e Scott Williams
por Brian Azzarello, Jim Lee e Scott Williams
por Geoff Johns e Gary Frank
por Geoff Johns e Gary Frank
por Geoff Johns, Kurt Busiek, Pete Woods
por Geoff Johns, Kurt Busiek, Pete Woods
por Geoff Johns, Richard Donner e Adam Kubert
por Geoff Johns, Richard Donner e Adam Kubert
por Kurt Busiek e Carlos Pacheco
por Kurt Busiek e Carlos Pacheco
por Geoff Johns, Richard Donner e Eric Powell
por Geoff Johns, Richard Donner e Eric Powell
por Geoff Johns e Gary Frank
por Geoff Johns e Gary Frank
por Geoff Johns e Gary Frank
por Geoff Johns e Gary Frank
por Grant Morrison, Rags Morales e Andy Kubert
por Grant Morrison, Rags Morales e Andy Kubert
por Grant Morrison e Frank Quitely
por Grant Morrison e Frank Quitely
por Kurt Busiek e Stuart Immonen
por Kurt Busiek e Stuart Immonen
por Mark Millar, Dave Johnson, Kilian Plunkett, Andrew Robinson e Walden Wong
por Mark Millar, Dave Johnson, Kilian Plunkett, Andrew Robinson e Walden Wong
por Jeph Loeb e Tim Sale
por Jeph Loeb e Tim Sale
por Mark Waid e Alex Ross
por Mark Waid e Alex Ross

Cansou? Eu também, mas no fim valeu. Vale lembrar que algumas fases do personagem, como a celebrada fase de John Byrne, foi resumida neste Guia contendo apenas a história de origem pois acabaria ficando muito longo. Esperamos que gostem!

Categorias
Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | Sakamoto desu ga?

Olá! Sejam muito bem-vindos ao Primeiras Impressões, um quadro que servirá para podermos dar piti sobre coisas que estamos assistindo, sem termos que nos preocupar com profundidade ou seriedade. Mais seriamente, ele funcionará para, como o nome sugere, darmos nossas primeiras impressões sobre os lançamentos, tanto de séries quanto de animes.

E pra começar de maneira fabulosa, iremos falar sobre o cara mais legal do colégio.

O quê, você não soube? É o Sakamoto!

Sakamoto desu ga? fez sua estréia na temporada de abril no dia oito (8), e desde cedo já chamou a atenção de muita gente. Afinal, como não se voltar para essa magnificência de pessoa que é o Sakamoto? Ele é tudo que você sempre quis ser, e ainda mais: Descolado, bonito, inteligente, atlético, bom cozinheiro, amigável, gentil… Ai… Que homem!

Essa comédia colegial parece ter vindo da cabeça de todos as crianças excluídas, góticas e emos do planeta. Afinal, quem não queria ter uma vida escolar como a do Sakamoto? Te pago uma coxinha se você, nos devaneios mais profundos da sua doentia mente, durante aquela massante aula de biologia, nunca pensou em fazer algo que ele faz, ou se imaginou sendo tão descolado quanto ele (me cobrem no Anime Friends/CCXP).

Um paralelo que posso fazer é com Joukamachi no Dandelion, de julho (Ou como eu gostava de chamá-lo, “DEMOCRACIA DUVIDOSA“).
É uma comédia bem simples, e que se apoia bastante em situações absurdas e características cartunescas dos personagens. Ou um famoso NONSENSE, se preferir. É um tipo de humor que eu simplesmente adoro, por apelar para a imbecilidade do espectador (coisa que eu tenho de sobra).

Continuando o paralelo, para conseguir preencher vinte minutos de tempo televisivo, ambos dividem seus episódios em “mini-episódios”. Lembra de quando você tinha doze anos, e sua única preocupação era qual capítulo de Os Padrinhos Mágicos estava passando no Disney Channel? É mais ou menos isso. Dividindo em partes menores e mostrando duas ou três historinhas na mesma semana, eles evitam o prolongamento excessivo de uma mesma situação, coisa que sempre acaba estragando comédias (vide Nurse Witch Komugi-chan R, na temporada passada). Inclusive esse é um dos motivos de porque curtas de comédia são tão bons, como Sekkou Boys foi na última temporada. Mas isso é assunto pra outro post.

Diferenças incluem a animação desanimadora da DEEN, quando comparada com o marcante Estúdio IMS. O tempo todo só temos uns tons pastéis deixando o clima extremamente pra baixo, um contraste enorme com a ambientação do anime. Pode até funcionar como forma de aumentar ainda mais o absurdo da comédia, mas eu não compro essa ideia não, e prefiro botar como incompetência do estúdio mesmo.

Eu quando sofro ataque das inimiga.
Eu quando sofro ataque das inimiga.

Também possui um design de personagens extremamente fraco: Tipo, sério? O cara mais famoso, descolado e popular da escola e ainda protagonista da história não tem nenhum destaque além dos óculos. Tá certo que protagonistas são genéricos mesmo… Mas todo o resto do elenco também? Na preview do episódio dois vimos uma tal de “idol do colégio”, e ela é simplesmente inexpressível.
Os outros “antagonistas”, ao menos, possuem um pouco mais de personalidade em seus designs. Os três amigos da primeira parte tem claramente uma pegada delinquente em seu visual, por mais óbvio e clichê que essas pegadas possam ser.

Uma última reclamação viria sobre a cena de abertura: Passar quase dois minutos num fundo estático com bonecos minúsculos feitos em 3DCG jogando vôlei de uma forma estranhamento desgostosa, enquanto conversam de uma forma estranhamento desgostosa… Foi uma exposição muito massante e que não valeu a piada que trouxe. Quando eles voltaram, no final, eu quase dei um suspiro de agonia.

Por outro lado, os pontos negativos acabam por aí. Eu não vejo motivos para reclamar de todo o resto do anime. O roteiro foi excelente; os personagens interagem entre si e com o ambiente de uma forma ótima (para uma comédia, etc); as músicas de fundo, em sua maioria, se mesclaram perfeitamente com as situações, deixando as cenas ainda mais engraçadas; As piadas são forçadas, mas o objetivo era esse desde o princípio, então entrega muito bem o prometido; o elenco de dubladores conta com diversos nomes de peso (como Hikaru Midorikawa no papel principal e Tomokazu Sugita sendo um dos punks) e que caíram muito bem em seus personagens.

Eu observando o recalque das inimiga
Eu observando o recalque das inimiga

Pra um primeiro episódio, foi excelente. Pra quem gosta de humor retardado, é uma escolha obrigatória na season. Facilmente um 7/10, com potencial de crescimento elevadíssimo.

Você pode encontrar o anime para assistir na Crunchyroll, ou em qualquer beco escuro da sua internet.

Categorias
Marca Página

Resenha | O Caminho Jedi

A força é forte em todos nós, mas você sabe dominá-la? Continuando a série de resenhas sobre o box de manuais de Star Wars, o livro que falaremos hoje é especial para os aspirantes a Jedi e adoradores da força. Conheçam… O Caminho Jedi.

Seguindo o padrão da última resenha (se você ainda não leu, pode encontrar clicando aqui) começaremos pelo design do livro. Muito bem encadernado, com uma textura áspera, ele carrega detalhes em baixo relevo, dentre eles o brasão da ordem Jedi. Algo bem simples mas também que nos chama muita atenção é o formato das páginas, suas bordas são digamos que “gastas”, feitas para parecer que realmente estamos pegando em algo muito antigo que foi lido inúmeras vezes (uma excelente visão de quem fez o acabamento).

Capa do livro
Capa do livro.

A linha do tempo fictícia da obra (onde é mostrado quem já esteve em posse dela), dessa vez, se dá de uma forma digamos que hereditária, ela é passada de Mestre para Padawan. Originalmente quem carregou o exemplar foi o mestre Yoda que o entrega para Thame Cerulian, logo depois ele passa o mesmo para Dookan (sim, o Conde que se voltou para o lado negro), após um período de tempo, Dookan entrega-o para o seu padawan Qui-Gon Jinn, assim a linha suscetiva continua com Obi-Wan Kenobi, Anakin Skywalker e Ahsoka Tano. Porém após as guerras clônicas o livro cai nas mãos do império e vai parar com Darth Sidious (nome Sith do Imperador Palpatine), felizmente, após um longo período de tempo quem o acha é Luke Skywalker, que é inclusive quem nos conta essa história logo na primeira página.

WP_20160411_006
Parte sobre os animais que manejam a força e um comentário de Luke Skywalker.

Bom, os pontos mais altos dessa coleção são os comentários dos personagens enquanto estavam lendo a obra, e especialmente nessa, eles desempenham seu papel perfeitamente. Os Comentários do mestre Yoda são exatamente como você imaginava, ele utiliza de forma sábia a sua linguagem, digamos que, peculiar.  Outro diferencial, é que já que a maioria recebeu o livro quando era padawan, podemos ver o ponto de vista, de certa forma, imaturo de alguns personagens que não pudemos conhecer com essa idade nos cinemas, dentre eles está o Conde Dookan. Já Luke, se encontra em um estágio extremamente contrário quando vai ler, e cita como está sendo a sua experiencia com novos aprendizes para uma nova linha Jedi (tema um pouco visto em Star Wars VII: Despertar da Força).

Introdução ao sabre de Luz com comentários do Mestre Yoda.
Introdução ao sabre de Luz com comentários do Mestre Yoda.

É bom sempre ressaltarmos que esse é um tipo de gênero textual diferente (não é uma narrativa como de costume), e isso acaba fazendo com que a resenha se torne mais uma análise sobre o que é o livro. Seu conteúdo trás: A história jedi, A profecia do Escolhido (que se encontra completamente censurada como na foto abaixo), os passos de como fazer pra ser um Jedi iniciado, um Padawan e um Cavaleiro Jedi, incluindo equipamentos, vestimentas, golpes, estilos de luta, modos de meditação, enfim, um guia completo para quem quer seguir o melhor que há na Força.

A profecia do escolhido, completamente censurada e um comentário de Luke Skywalker sobre o ocorrido.
A profecia do escolhido, completamente censurada e um comentário de Luke Skywalker sobre o ocorrido.

Se quer seguir o caminho da luz, fazer o bem, como um Jedi, e aceita o desafio de não cair na tentação do Lado negro, esse é o livro perfeito pra você. Agora, se você pretende ir para a obscuridade e ter como mentor o Imperador Darth Sidious, aconselho então ter um pouco de paciência e esperar a próxima resenha que será sobre: O Livro dos Sith.

Categorias
Cultura Japonesa Mangá Pagode Japonês

Resenha | Vagabond #1

Há um ditado que diz: um é pouco, dois é bom e três é demais. Mas esse ditado não pode ser aplicado a grandiosa obra Vagabond de Takehiko Inoue que, após muito tempo e muitas negociações sobre os seus direitos de publicação no Brasil, agora foram adquiridos pela Panini.

A EDIÇÃO ATUAL

Voltando ao que interessa, o mangá… A nova edição publicada pela Panini é o que podemos chamar de um meio termo. Ao nível de qualidade das edições “definitivas” publicadas pela Conrad, um dos mais belos que já tive em mãos no quesito material, a edição da Panini é competente, seguindo um modelo de publicação que foi feito em Planetes (com resenha feita por este que vos escreve), com orelhas e papel off-set, uma diagramação menor do que a feita pela Conrad e menos folhas coloridas que a sua predecessora. Todavia, com um preço bem competitivo para um material desta qualidade.

vagabond 1
Que capa singela!

 

A HISTÓRIA

Shinmen Takezo e Hon’iden Matahachi, dois rapazes da vila de Miyamoto, vão à guerra em busca do reconhecimento de seus nomes como guerreiros. Eles sobrevivem por pouco a famosa batalha de Sekigahara, que definiu os rumos do shogunato japônes, marcado na  história como o evento que deu início a Era Tokugawa. Mas o lado que escolheram lutar acabou derrotado. Por acaso, uma saqueadora de corpos, chamada Akemi, encontra-os feridos enquanto fazia o seu árduo trabalho, levando ambos para a casa de sua mãe, Okoo.

Vagabond_01_001_06
Eu estou vivo!?

 

Após alguns dias, bandidos atacam a casa das mulheres e Takezo os enfrenta enquanto Matahachi foge com uma delas. A partir daí, começa a aventura solitária de Takezo que mais tarde, será rebatizado como Miyamoto Musashi, que futuramente será reconhecido como o maior samurai que já andou pelo mundo.

Vagabond_01_004_10-11
Quem lhe chamou?

 

A arte do mangá é uma coisa de outro mundo, que acima de tudo faz com que a história tenha uma fluidez impressionante, em todos os quesitos técnicos, como cenários, expressões e personalidades dos personagens, as sequências de combate, beirando a perfeição narrativa. O único defeito que vejo no mangá é que ele ainda não foi finalizado; entretanto, dá pra entender o motivo… Aliás, dêem graças ao editor do Takehiko Inoue, pois quase não teríamos sequer uma concepção, uma vez que o mangaká, famoso também pelo mangá esportivo Slam Dunk, quase largou a carreira por desanimo mas, ao ler Musashi, ficou perplexo e resolveu tomar como um desafio para a sua vida essa adaptação.

Vagabond_01_001_28
Taca lhe pau!

 

Vagabond é a transcrição para a nona arte do épico japonês do maior samurai de todos os tempos, Miyamoto Musashi, que tem como base o famoso romance escrito por Eiji Yoshikawa, publicado no Brasil pela editora Estação Liberdade, um livro sublime mas com uma escrita bastante carregada; coisa que o mangá, principalmente por ser arte sequencial, livra-nos da linha descritiva, importante, mas muito denso em alguns momentos.

Musashi
Um calhamaço dos bons, diga-se de passagem!

Vamos torcer para que o mangá finalize seu ciclo. Mesmo que ainda esteja em andamento, 37 volumes servem como um bom começo para que todos possam conhecer  e acompanhar a jornada de Takezo. 

e16d3b10e976fc5ad486ab90d4402af8
Até a próxima.

VAGABOND – Vol. 01 de 37
Publicado em: Março de 2016
Editora: Panini
Gênero: Épico histórico
Autor: Takehiko Inoue (Slam Dunk)
Status: Série em andamento / Mensal
Número de páginas: Cerca de 240 páginas (papel offset) / Leitura Oriental
Formato: 13,7×20 cm / P&B com páginas coloridas / Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 17,90

Fonte: Panini Mangás