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Detective Comics

Eu Sou Gotham | “Todos têm medo. É normal ter medo.”

Com o Renascimento, dias esperançosos chegaram para muitos personagens, exceto para Bruce Wayne. Gotham está cada vez mais perigosa e na medida que a criminalidade é derrotada, ela aumenta. Batman sabe que não viverá tempo o suficiente para salvar sua cidade, logo ele precisa de alguém que assuma seu legado. Alguém mais poderoso do que ele. Com o surgimento da dupla Gotham e Gotham Girl, o morcego irá ajudá-los a combater o crime, mas como controlar o medo deles? Afinal, todos têm medo. É normal ter medo. Esta é a premissa de Eu Sou Gotham, o primeiro arco do Batman no Renascimento DC

Depois da longa fase de Scott Snyder nos Novos 52, Tom King, assume o roteiro do Cruzado de Capa. Sua narrativa frenética totalmente cinematográfica pautada com frases de efeito já é ditada desde o primeiro capítulo e é eficiente para a história. Seu roteiro ganha ainda mais força com os paralelos traçados entre os dois novos personagens e o Cavaleiro das Trevas. Seu Batman é colocado nas situações mais absurdas possíveis como por exemplo: Parar um avião! O estilo do roteirista se assemelha um pouco ao empregado por Grant Morrison na sua aclamada fase pelo Morcego.   

A arte de David Finch não se destaca tanto mas é adequada ao tom violento, explosivo e sombrio. O artista consegue imprimir a seriedade do Cruzado de Capa e se destaca nas cenas de ação. Os quadros são bem distribuídos e contribuem para o ritmo frenético do roteiro. As cores claras de Jordie Bellaire oferecem um bom contraste aos desenhos de Finch através de tons mais claros.

Eu sempre quis ver o Batman parando um avião.

King estabelece pistas para A Noite dos Homens Monstro neste volume. Hugo Strange retorna ao lado do Pirata Psíquico, o papel do vilão na história é sensacional e tem a ver com a questão do medo, frequentemente abordada na história. Gotham e Gotham Girl são excelentes adições a mitologia do herói.

Eu Sou Gotham é um ótimo início para a revista do Batman. Traz uma nova visão sobre o personagem e introduz ótimos personagens. É  uma história frenética, tensa e emocional.

O arco foi publicado aqui no Brasil pela editora Panini nas edições 1 à 3 da revista mensal do Batman entre abril e junho de 2017.

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Detective Comics Quadrinhos

Cavaleiro da Lua: Lunático | Uma viagem na mente de um personagem complexo

Cavaleiro da Lua: Lunático é o primeiro arco de Moon Knight Vol.8 , lançado entre as edições #1-5  do título, e dá início à fase de Jeff Lemire, Greg Smallwood e Jordie Bellaire com o Cavaleiro da Lua.

Marc Spector, mercenário que morreu no Egito e foi ressuscitado por Konshu, o Deus Egípcio da Vingança que deu dons a Marc para proteger os viajantes noturnos. Depois de enfrentar diversos vilões, é chegada a hora do Cavaleiro da Lua enfrentar sua maior ameaça, a sua mente.

Quando Jeff Lemire, um dos maiores nomes em ascensão na indústria de quadrinhos atualmente, assumiu o título do Cavaleiro da Lua, uma das propostas do escritor era entrar na cabeça perturbada do herói lunático da Marvel e desenvolver as nuances das várias personalidades do personagem.  Já adianto que, sim, Lemire conseguiu cumprir com o que prometeu.

A trama do quadrinho começa com Marc Spector, a personalidade principal do Cavaleiro da Lua, em um sanatório, onde ele é torturado, dopado e levado a crer que o Cavaleiro da Lua é fruto de sua imaginação.

Quando Spector começa questionar a existência do Cavaleiro da Lua, o leitor também entra na paranoia do personagem, até que, de repente, Konshu e outras figuras misteriosas começam a aparecer na história para deixar a mente de Marc, e do leitor também, mais confusa.

Junto a uma trama bastante inquietante e misteriosa, Greg Smallwood e Jordie Bellaire enriquecem a história com uma arte bonita e rica de detalhes. É muito notável a forte presença intencional da cor branca em toda a história, desde o uso do branco nas roupas que os personagens usam no sanatório até o uso nos painéis dás páginas.

Arte de Greg Smallwood e Jordie Bellaire

O que é real e o que não é sobre o Cavaleiro da Lua? Essa é maior questão dessa história, que passa a envolver diversos elementos da mitologia egípcia e personagens misteriosos. Não espere respostas definitivas para os mistérios do Cavaleiro da Lua, pois o primeiro arco dessa nova fase do personagem é só o começo de uma viagem lunática na mente de um herói complexo.

Cavaleiro da Lua: Lunático foi lançado no Brasil em Cavaleiro da Lua 4 pela Panini. Apesar da numeração 4, o quadrinho pode ser lido de forma independente dos quadrinhos lançados anteriormente, pois é o começo de uma nova fase.

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Tela Quente

Blade Runner 2049 merece uma chance

Recentemente, comemoramos o 35° aniversário de uma das obras mais cultuadas do cinema e do gênero sci-fi: Blade Runner, o Caçador de Androides. Em sua época de lançamento no ano de 1982, o filme foi um fracasso de bilheteria e teve uma baixa receptividade por meio das mídias e dos espectadores. Porém, este se tornou um marco e inspiração para alguns diretores e autores que tentam explorar esse mundo nos cinemas e na literatura.

Ridley Scott adaptou a ideia de Phillip K. Dick em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? para o cinema de uma forma visualmente incrível e filosófica. Até hoje, vemos na internet e nas redes sociais citações de passagens conhecidas, principalmente a dita pelo replicante Roy Batty nos minutos finais do longa: “Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva.”.  Após esse fantástico diálogo em que o filme tenta resumir questões sobre a existência da humanidade, há um encerramento com algumas perguntas deixadas no ar. (Dependendo da versão que você assistiu.)

Se Rick Deckard é um replicante, talvez não seja algo que precisa ser retomado ou explicado. Nem mesmo a história de Rachael e como foi o seu desfecho. O roteiro é fechado e tem as conclusões de personagens e conflitos. Contudo, nessa onda de reboots e continuações que estamos passando, Blade Runner foi um dos novos alvos da indústria.

O público em geral ficou muito receoso pelo anúncio. Desde os mais jovens até os mais velhos que foram aos cinemas prestigiar a história. Fazer um reboot já seria uma bomba, e fazer uma continuação direta seria uma bomba atômica… a famosa brincadeira de “pisar em um território sagrado.’’

Talvez Blade Runner 2049 não seja bom e resulte em um fracasso, além de se tornar um dos piores do ano. Entretanto, há uma equipe e um elenco talentosos que estão orquestrando tudo e por isso, eu repito: a continuação da obra de 1982 merece uma chance e a nossa atenção.

O nome é Dennis Villeneuve.

Villeneuve é um dos grandes nomes atuais no cinema. O diretor canadense tem um currículo invejável com filmes como: Sicario: Terra de Ninguém (2015), Os Suspeitos (2013) e O Homem Duplicado (2013). Mas há um que merece ser destacado, chamado A Chegada, que concorreu ao Oscar de 2017.

Essa obra do canadense tem tudo o que um filme de ficção científica precisa, com bastante diálogo, metalinguagem, simbolismo e as mensagens que transcendem à nossa sociedade, nossa evolução, nossa linguagem e o nosso tempo. A Chegada aborda todos esses temas com delicadeza e precisão, chamando atenção pela qualidade do roteiro e da estética deslumbrante.

O diretor aceitou a participar da continuação de Blade Runner e um dos motivos foi o roteiro escrito por Hampton Fancher (Blade Runner) e Michael Green (Logan). Se o canadense se sentiu atraído pelo roteiro, algo o deve ter chamado atenção. A junção do trabalho dele em A Chegada com uma história escrita por Fancher e Green, ambos competentes, pode render algo positivo.

O elenco não fica de fora.

O elenco também merece ser citado aqui. Além do retorno de Harrison Ford, que parece estar tão bem como nunca, Ryan Gosling (Drive), Dave Bautista (Guardiões da Galáxia), Robin Wright (House of Cards) e Jared Leto (Clube da Luta) são alguns dos nomes que vão compor a equipe e ambos são destaques em seus respectivos trabalhos.

Um elenco poderoso como esse pode criar uma excelente química e expor importantes conceitos através de seus personagens.

A questão não é ser melhor, mas fazer um filme decente que respeite o antecessor.

O astro Ryan Gosling e o diretor Dennis Villeneuve conversaram sobre a probabilidade de fracasso, confira:

“Ryan Gosling e eu fizemos as pazes com a ideia de que as chances de sucesso eram muito estreitas. Eu entrei no filme porque o roteiro foi muito forte. Mas não importa o que você faça, não importa o quão bom seja o que você está fazendo, o filme sempre será comparado ao primeiro, que é uma obra-prima. Então fiz as pazes com isso. E quando você faz isso, você é livre.“.

Até o mestre Ridley Scott deu uma chance à Villeneuve, conta o diretor:

“Ele me disse: é o seu filme. Eu estarei lá se você precisar de mim, do contrário estarei fora. E tenho que dizer que ele não estava no set fisicamente, mas eu sentia sua presença o tempo todo, porque eu estava lidando com o seu universo. Então ele não estava e estava lá ao mesmo tempo”.

Esse pensamento de aceitar a receptividade do público, mas também de entender o trabalho que foi feito com tanto carinho e dedicação merece uma chance de nós. Não importa se já saíram reações falando da lentidão (não é um problema) ou da história meio arrastada, nem das expectativas frustradas de alguns pelos trailer exibidos.

Em outubro deste ano, espero que muitas pessoas assistam ao filme sem preconceito. Entender que a continuação, apesar de ser movida pela indústria, esteja sendo feita por uma excelente e competente equipe, que têm plena consciência do seu trabalho.

Só nos resta dar uma chance para Blade Runner 2049… tenham uma ótima sessão.

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Detective Comics

O Filho do Superman | Heroísmo e simplicidade na medida certa

Com a morte do Superman dos Novos 52, o universo DC precisava de um novo símbolo de esperança. O Superman do universo pós-crise, que retornou em Convergência, saiu do anonimato e assumiu as cores azul e vermelho novamente. Clark agora é pai e precisa ensinar a seu filho Jon como usar seus poderes. Esta é a trama de O Filho do Superman, o primeiro arco da revista do Superman no Renascimento DC

Depois do excelente trabalho feito em Batman e Robin, Peter J.Tomasi escreve mais uma relação entre pai e filho. E, realmente, não existe ninguém mais qualificado para tal tarefa. Tomasi, além de escrever bons diálogos entre e pai e filho, também compreende a essência do Superman. A evolução de Jon como personagem é notável e o jeito como ele é trabalhado cativa o leitor.

É claro que ele não faz isso sozinho. Seu colaborador de longa data, Patrick Gleason, traz traços cartunescos que combinam perfeitamente com o tom da narrativa. As expressões faciais e seu jogo de sombras são o grande destaque aqui. As cores vibrantes de John Kalisz complementam perfeitamente o trabalho de Gleason. O melhor uso delas é na segunda edição. Outros artistas como Jorge Jimenez e Doug Mahnke também fazem um bom trabalho aqui.

Página de Superman #2 e o perfeito uso das cores de Kalisz e do jogo de sombras de Gleason

O Erradicador, vilão surgido em Action Comics Anual 2 de 1989, retorna aqui para extrair o lado humano de Jon. Ainda que seja um bom antagonista com boas motivações, ele é a parte menos atrativa da obra, mas é deveras empolgante ver o Superman levando a batalha para a Lua a fim de usar a extensão de toda a sua força. Uma das maiores surpresas do arco envolve uma medida tomada por Lois Lane para proteger seu filho.

O Filho do Superman é um ótimo início para a revista do Homem de Aço. É simples, divertida, heroica e inspiradora. Coloca o herói em um novo status sem alterar a sua essência e introduz um personagem muito carismático: O seu filho. É tudo o que um quadrinho do Superman tem que ser.

O arco foi publicado no Brasil pela editora Panini nas edições 1 à 3 da revista mensal do Superman entre abril e junho de 2017.

 

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Gameplay

Análise | Crash Bandicoot N’sane Trilogy

Aqui estamos nós, retornando a uma série de 21 anos que a comunidade PlayStation tem clamado positivamente por anos. A versão do PS1 Classic não era suficiente? Bem, Crash Bandicoot está de volta. Mas o marsupial laranja consegue passar no teste do tempo?

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy é uma compilação dos clássicos jogos publicados pela Activision para PlayStation 4. O jogo é um remake dos três primeiros jogos da série Crash Bandicoot; Crash Bandicoot, Crash Bandicoot 2: Cortex Strikes Back e Crash Bandicoot 3: Warped, que foram originalmente desenvolvidos pela Naughty Dog para o PlayStation nos anos 90.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy não é uma remasterização no sentido tradicional, mas uma reconstrução completa dos três jogos da série. Esta não é uma pintura em HD que serve para ocultar as bordas ásperas do Crash. Ele foi totalmente reconstruído pelos desenvolvedores, e isso fica imediatamente claro quando você toma o controle. Parece que a experiência Crash que você guarda na memória pode ser finalmente liberta, mas o que temos é um motor gráfico totalmente novo e um jogo completamente novo. Em primeiro lugar, o que isso significa é que ele parece totalmente lúdico. As selvas exuberantes de Hog Wild, você montando em um tigre adorável através da Grande Muralha da China, ou as seções de mergulho subaquático de Crash Bandicoot 3: Warped, são particularmente incríveis.

No entanto, já era obvio que isso aconteceria, o que também significa que os desenvolvedores tiveram que tentar trazer a sensação de um Crash para uma nova e moderna onda de jogadores. O PS4 exige que os controles de plataforma possuam inúmeras variações para que a jogabilidade seja mais próxima da perfeição, então, navegar entre níveis implacáveis tornou-se uma​​ tarefa um tanto quanto complicada, se formos considerar que nos consoles antigos as variantes eram minimas e movimentos “parecidos” eram interpretados da mesma forma e acabavam tendo o mesmo resultado final. Era assim que alguém conseguia, depois de jogar repetidas vezes a mesma fase, jogar com os olhos fechados e passar sem perda de tempo. Independentemente de você se movimentar com os botões direcionais ou o stick analógico, o primeiro jogo é especialmente desumano. Dificilmente você conseguirá conhecer o caminho certo para chegar ao final, trocando de um lado para o outro desesperadamente entre os esquemas de controle esperando que alguma ação seja feita pelo jogador. Saltos exatos são bem difíceis de serem executados sem que parece que você cairá no precipício. Embora isso seja às vezes causado pelo design de nível de 1996, é frustrante chegar a um acordo com o fato de que você sabe como fazer esse salto perfeitamente, não é tão fácil fazê-lo aqui.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy é uma lembrança perfeita de quão gloriosa e inventiva é a série. Embora gradualmente sua jogabilidade se torne limitada, a franquia nunca será entediante. As enguias elétricas com plataformas para afundar, fugir de dinossauros gigantes que buscam devorar Crash enquanto ele pula nas piscinas de lava, além da horrivelmente tensa Lights Out, onde as plataformas caem de debaixo de seus pés enquanto você acelera a cada seção antes de ser mergulhada na escuridão. Tudo isso está aqui e possui um brilho positivo em um novo e brilhante motor gráfico. Crash é mais emotivo do que nunca, brincando com seu yo-yo quando aparece o controlador ou joga frutos Wumpa no ar. Se você não é um fã do bandicoot, ele nunca te ganhará, mas para os fãs da franquia, ele vai arranhar todas essa nostalgia guardada no peito. Também é adorável poder mudar entre os jogos facilmente. Entediado com o primeiro jogo? Salte em Warped com um lançador de foguete, ou passe por um urso polar adorável na segunda aventura. Todos se encaixam perfeitamente juntos.

Felizmente, a trilogia não tem medo de atualizar algumas coisas, mesmo que essa plataforma sangrenta não seja fácil de acessar. O sistema de salvamento foi completamente revisado, completo com um recurso de gravação automática, bem como um saldo de nível por nível, você pode fazer você mesmo se você simplesmente não confia no tech para lembrar que você ganhou essa jóia no Sunset Vista. Isso significa que não há mais senhas, mesmo se você puder se lembrar do super código de vinte caracteres. Outra mudança agradável para os que gostam de platinar o game é que você pode ganhar uma jóia em cada nível simplesmente coletando todas as caixas. Anteriormente, você teria que fazer cada nível em uma corrida, mas com sabedoria, desde que os jogos pareciam ter se transformado em Super Meat Boy há mais de vinte anos, você pode morrer tanto quanto sua pouca oferta de vida permitirá e você ainda terá aquela contagem regressiva da caixa. É apenas um “extra”, mas a namorada de Crash, Tawna, parece muito menos como um personagem GTA escassamente vestida, da mesma forma, ela não está de pé como uma garota pinup no final de cada rodada de bônus e não há necessidade de se envergonhar.

Mas então há a morte. Não há como fugir dela, pode haver novas animações de morte para mantê-lo entretido, como ser engolido por um leão, mas não há como evitar que os controles apenas significam que o Crash Bandicoot  N. Sane Trilogy tornou-se uma espécie de Dark Souls. Mesmo não estando tão animado para o remaster, não há como negar que a N. Sane Trilogy fará você se apaixonar novamente pelo Crash, pelo menos por um tempo. Quando é preciso força de vontade para sobreviver à primeira ilha do original quando você jogou o jogo há anos, você sabe que algo deu errado em algum lugar. Aqueles que chegam frescos à franquia não saberão o que os atingiu. Claro, é grande, bonito e positivamente cheio de charme, mas é hora de se preparar para morrer.

VEREDITO:

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy trouxe o sentimento nostálgico a todos os fãs do jogo original, e apresentou bem o game que já encantou milhares de pessoas a um novo público. Houve deslizes em relação ao desenvolvimento do jogo para se encaixar no modelo de negócios e ao utilizar os recursos tecnológicos do console atual.

Não podemos esquecer que estamos diante de uma Trilogia, ao seja temos muitas horas de diversão e de repetição também, mas nada que atrapalhem no que o jogo tem a oferecer que é o descompromisso e a loucura de Crash. Para os jogadores que desejam por um título inédito da franquia, é importante pensar um pouquinho, este lançamento pode ser considerado um primeiro passo ao topo junto com o personagem, a Activision dificilmente trabalhará com a franquia Crash Bandicoot se ocorrer problemas na aceitação de N. Sane Trilogy.

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy foi lançado dia 30 de Junho de 2017, somente para PS4. Ainda sem data confirmada para chegar aos consoles da família Xbox.

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Tela Quente

Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Depois de Tobey Maguire/Sam Raimi e Andrew Garfield/Marc Webb, a dupla formada pelo astro Tom Holland e o diretor Jon Watts trazem uma nova visão para o amigão da vizinhança. Agora pela Marvel Studios, Homem-Aranha: De Volta ao Lar acerta em cheio na adaptação para os cinemas, se tornando um dos melhores filmes do estúdio e do próprio personagem.

O que nos foi apresentado em Capitão América: Guerra Civil foi apenas um aperitivo. Nesse filme solo, Holland dá o seu máximo ao conseguir achar o equilíbrio perfeito em ser um excelente Peter Parker e um excepcional Homem-Aranha. Um dos maiores ícones dos quadrinhos, este foi adaptado fielmente de histórias de Stan Lee, Steve Ditko e John Romita.

Muito além de um excepcional protagonista, De Volta ao Lar dá uma aula de adaptação para a sétima arte. O jeito que o roteiro usa a inteligência artificial Karen para adaptar a estrutura narrativa dos quadrinhos em que o Homem-Aranha fala consigo mesmo é muito útil e eficaz. Além disso, temos personagens conhecidos como a Tia May (Marisa Tomei) e o Abutre (Michael Keaton) que têm um pouco de suas personalidades modificadas, mas que são usadas a favor da trama.

Um dos principais destaques em toda a produção foi a questão da Marvel Studios estar totalmente de cabeça no projeto. Sem ela, provavelmente essa aventura não seria o que foi. Todas as referências e os elementos do universo cinematográfico da Marvel dão substância a história do aracnídeo, participações de personagens como Happy (Jon Favreau) e Tony Stark (Robert Downey Jr.) não roubam os holofotes, mas têm uma importância fundamental na transformação de Peter Parker.

Ser uma história envolvendo a vida escolar de Parker, principalmente, foi interessante de ver. Seus conflitos amorosos e pessoais, como nos quadrinhos, são explorados ao máximo e ajudam na formação do “ciclo do herói”, aonde o personagem é posto em uma situação até se redescobrir como um verdadeiro super-herói. Nessa situação, um vingador.

O antagonismo, que ficou nas mãos de Michael Keaton, faz jus ao personagem Abutre. Há uma motivação genérica e alguns momentos interessantes. O antigo Batman volta ao gênero de super-heróis como um bom vilão que se encaixa perfeitamente na nova visão de Watts.

Enquanto temos um elenco experiente (Robert Downey Jr., Marisa Tomei e Michael Keaton), temos um elenco mais jovem e menos experiente: Laura Harrier (Liz Allen) , Zendaya (Michelle), Jacob Batalon (Ned Leeds) e Tony Revolori. Tirando Revolori, que não convence como Flash Thompson, os outros atores funcionam em seus respectivos papéis.

Depois de anos e anos com várias adaptações e filmes do Aranha, De Volta ao Lar com a ajuda da Marvel Studios faz um trabalho digno da palavra “definitivo”. Divertido, bem humorado, fantástico e épico, Homem-Aranha: De Volta ao Lar vai ficar nos corações dos fãs velhos e novos, que vão se emocionar ouvindo a trilha original remodelada, e aplaudir o que a equipe fez e continuará fazendo: tratar tão bem de um dos maiores heróis dos quadrinhos.

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Detective Comics Vitrola

CONRAD | A conturbada história de Amy Whinehouse e o Clube dos 27

Inaugurado com morte do famoso cantor Robert Johnson, em 1930, o clube dos 27 (Grupo de artistas que faleceram aos 27 anos em circunstâncias perturbadoras, quase inexplicáveis) carrega diversos mistérios  e afim de deixar uma pulga maior atrás da sua orelha, a Conrad editora decidiu lançar no Brasil, no ano de 2013, o primeiro volume de uma série de quadrinhos feitas em homenagem aos membros do clube, lançada originalmente pela editora Jungle.

Para inaugurar a coleção, o primeiro gibi que a editora nos trouxe conta a história da, até então, última cantora a fazer parte do Clube, a rainha do Soul, Amy Whinehouse.

Capa do encadernado da Conrad Editora

Escrito por Cristoph Goffette e Patrick Eudeline, o gibi mostra de forma bastante resumida, a vida pessoal e profissional da cantora, desde a separação dos seus pais, até o momento da sua morte. Há também uma enfase no relacionamento abusivo com seu marido Blake Fielder, que, como os fãs sabem foi uma das maiores causas para o declínio da cantora.

Além de uma espécie de biografia, o gibi também foca no Clube, e em seus mistérios. Dentro dele é possível observar citações sobre alguns membros como Janis Joplin e Kurt Cobain e a fim de incrementar mais sobre o tema na vida de Amy, os autores também inseriram diálogos e acontecimentos fictícios, como conversas sobre o clube e a criação de um personagem novo, um homem cinza com sobretudo, possível responsável pela morte dos membros.

Amy e Pete Doherty falando sobre o clube dos 27, e no quadro ao lado Amy fala sobre o homem misterioso.

Um drama confuso e trágico, assim como foi a vida da cantora, o gibi consegue em alguns momentos te colocar na pele de Amy, mas em outros momentos ele te tira de lá e te leva a perguntar o porque de algumas decisões tomadas por ela.

Para quem é fã, indico como uma ótima complementação, para quem não é, mas procura saber mais sobre a vida da cantora, é um ótimo meio de pesquisa e também de divertimento.

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Detective Comics Quadrinhos

Conheça a Task Force 99, o Esquadrão de Elite de Stormtroopers

Finn, o Stormtrooper redimido de Star Wars: O Despertar da Força, serviu de inspiração para que o escritor Jason Aaron aprofundasse a personalidade e motivação de alguns Stormtroopers nas histórias em quadrinhos. Reunidos em um esquadrão de elite e liderados por um sargento poderoso, Jason Aaron e Jorge Molina nos apresentam os Stormtroopers mais legais de Star Wars: a Task Force 99.

Task Force 99

O arco “The Last Flight of Harbinger” (O Último Vôo do Precursor), que acontece entre as edições #21-25 do título Star Wars da Marvel, apresenta a Task Force 99, um esquadrão de elite composto por Stormtroopers que possuem uma forte motivação para se unir ao Império Galáctico. Esse esquadrão não é muito suscetível a morte como os soldados cabeça de balde dos filmes de Star Wars e ainda possuem um visual extremamente bad ass.

Kreel, também conhecido com Agente 5241, é o sargento do Task Force 99 e o personagem mais notável do grupo A maior peculiaridade dele está no fato de possuir um sabre de luz verde, bem com uma forte motivação para ser leal ao Império Galáctico.

Kreel vs Luke Skywalker

A ideia do Task Force 99 veio do Bad Batch, uma equipe “irregular” de Stormtroopers defeituosos que tinham um método bruto e diferenciado dos Stormtroopers normais. O Bad Batch faz parte de um episódio inacabado da animação Star War: Clone Wars que seria lançado na sétima temporada, mas a produção da série animada foi interrompida.

Bad Batch em Star Wars: Clone Wars

O escritor Jason Aaron e o desenhista Jorge Molina resgataram o conceito do Bad Batch nos quadrinhos e criaram alguns conceitos novos para criar a Task Force 99. Aaron desenvolveu as motivações da equipe, principalmente as do Sargento Kreel. Molina deu forma ao grupo pegando o visual clássico dos Stormtroopers e acrescentando alguns apetrechos.

Confira o design dos membros da Task Force 99 criado por Jorge Molina:

 

A primeira aparição da Task Force 99 acontece em Star Wars #19 da Marvel Comics e, posteriormente,  a equipe possui um arco próprio entre as edições #21-25 do quadrinho.

 

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O Coração do Cão Negro | Um ótimo quadrinho nacional de bárbaros

O mercado de quadrinhos possui alguns títulos, personagens e séries de bárbaros. Conan, Red Sonja e quadrinhos de Esteban Maroto são alguns exemplos da temática muito bem utilizada. Em O Coração do Cão Negro, primeiro volume da série Contos do Cão Negro publicada pela AVEC Editora, temos um ótimo gibi produzido por autores nacionais com a temática de bárbaros, com boas reviravoltas e belíssima arte!

Cão Negro é uma série criada por Cesar Alcázar. Com o livro A Fúria do Cão Negro, publicado em 2014, o autor nascido em Porto Alegre e fã de Robert E. Howard deu início a este universo que viria a se tornar, posteriormente, uma série em quadrinhos que narra as aventuras do anti-herói e protagonista Anrath.

Arte da capa do primeiro volume, O Coração do Cão Negro.

Mercenário irlandês conhecido como “Cão Negro de Clontarf”, Anrath foi criado entre os vikings e possui um passado sombrio, cheio de tragédias que o destinaram a se tornar um renegado. Contratado pelo misterioso Inglês para encontrar um medalhão chamado “Coração de Tadg”, Anrath lida com as consequências de seu passado, enfrentando guerreiros que desejam a vingança e encarando horrores inimagináveis.

A sinopse acima detalha muito bem o teor da história presente neste primeiro volume. Nada revolucionária dentro do gênero espada e feitiçaria, porém dentro dos padrões de qualidade das melhores séries do gênero, a narrativa contém todos os clichés típicos da temática. O grande destaque fica para o jeito que é apresentada a aventura, de forma muito bem narrada, com roteiro e arte de qualidade acima da média!

Arte não finalizada de um dos quadros da história.

O estilo remete a  bons quadrinhos europeus, padrão das séries da AVEC Editora. Situado na Irlanda, este primeiro volume serve como uma introdução ao universo, apresentando Anrath, seu passado e personagens coadjuvantes. A personalidade do protagonista é o padrão dos bárbaros, sendo forte, exímio guerreiro e muito calado. E toda a apresentação à mitologia do Cão Negro é belissimamente ilustrada por Fred Rubim.

Nesta que é sua primeira publicação no mundo das HQs, Rubim, nascido em Porto Alegre e formado em Desenho Industrial, dá um show nas ilustrações. Utilizando muito bem as sombras, uma técnica semelhante ao que Mike Mignola faz em seus quadrinhos, o artista dá vida e movimento aos cenários e personagens, provando sua versatilidade especialmente quando comparado a outro quadrinho de sua autoria, Le Chevalier: Arquivos Secretos. Nesta série, sua arte parece uma fusão entre Mignola e John Buscema.

Sem um estilo caricato e mais simples, indo mais para o lado realístico e cinematográfico, o ilustrador retrata com fidelidade alguns objetos do período em que a aventura se passa (1022 D.C.), como vestimentas de guerreiros (escudos, elmos, espadas) e também barcosconstruções. O estilo real dos personagens e animais fascina o leitor no decorrer das páginas, e quando o lado sobrenatural entra em cena, o visual torna-se fantástico e destoante, com cores que se destacam entre os quadros, separando o normal do fantasioso.

Quadro da segunda página da história.

O texto de Cesar Alcázar é apresentado como uma aventura de ação típica, porém o domínio do passado e características de cada um dos personagens deixa claro que este é seu universo, com seus personagens e criaturas emprestadas da literatura fantástica. A narrativa segue um padrão que reveza entre presente e passado, com alguns flashbacks, e guarda as principais reviravoltas para as páginas finais, onde os mitos criam vida.

A personalidade de Anrath e a forma como ele age com relação aos seus inimigos e companheiros, antigos ou recentes, é um charme para fãs deste tipo de história. Sua lenda está relacionada a belas mulheres, de anos que se passaram ou da atualidade, e seus inimigos são motivados pelo ódio gerado por graves erros. A forma como Anrath encara o sobrenatural, no entanto, difere-se de personagens como o Conan, que nutre certa aversão por feitiçaria.

Anrath entra em ação.

A violência também é marcante, com batalhas, mortes e muito sangue. Anrath é um habilidoso guerreiro, que ataca todo aquele que vier ceifar sua vida, agindo sem piedade contra seus inimigos. A sensação de que este anti-herói já possui uma fama pré-definida atiça a curiosidade para que mais de seu passado seja mostrado, abrindo possibilidade para histórias da sua juventude, entre os vikings, e períodos posteriores. Quem sabe até um álbum de origem. Ou podemos continuar simplesmente da forma que está, com sua vida sendo apresentada aos poucos para os leitores.

O Coração do Cão Negro é mais uma prova do ótimo desempenho dos autores nacionais em criarem boas histórias, séries e personagens que não devem em nada para os quadrinhos publicados no exterior. Com boa mitologia, texto bem escrito e revisado e arte de ponta, o primeiro volume desta série é um dos grandes destaques dos quadrinhos brasileiros, e a edição e acabamento gráfico apresentados também são de ótima qualidade. Um segundo volume já foi anunciado e está previsto para ser lançado ainda em 2017.

Contos do Cão Negro Vol. I: O Coração do Cão Negro possui 64 páginas encadernadas em capa cartão no formato 28 x 21 cm, com preço de capa de R$ 39,90.

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Detective Comics Quadrinhos

Resenha | Valerian Integral: Volume 1

Valerian é um agente espaço-temporal. Laureline, sua parceira, divide o protagonismo das aventuras. Clássico dos quadrinhos europeus, com mais de vinte álbuns publicados, esta série de ficção científica retornou ao Brasil pela SESI-SP Editora, possibilitando que novos leitores tenham contato com tudo que torna Valerian e Laureline uma obra-prima.

Frutos da imaginação transbordante de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, os personagens Valerian e Laureline surgiram pela primeira vez nas páginas da revista Pilote n° 420, em 1967. Por sua inventividade e audácia, a série rapidamente se tornou referência absoluta para os leitores de histórias em quadrinhos de ficção científica. Cinquenta anos após o início de sua publicação original, Valerian retornou ao Brasil pela SESI-SP Editora (já tendo sido publicado por aqui n’O Globinho), que publicará os sete volumes integrais da série, compilando todas as aventuras.

Uma característica típica das obras de ficção científica que envolvem viagem no tempo, especialmente da década de 60, é começar com uma viagem ao passado. Doctor Who, The Time Tunnel, It’s About Time e outras produções dividem essa característica em comum. Valerian não é diferente. Em seu primeiro álbum, publicado em 67, Valerian volta à Idade Média para impedir um vilão, Xombul, que possui planos nefastos.

A simplicidade do plot de Os Maus Sonhos é refletida na simplicidade do início de Valerian como uma publicação de quadrinhos. Mézières não estava em seu auge artístico, ainda assim entregando cenários bem detalhados e personagens caricatos. Christin, que assinava como Linus, também estava refinando seu texto, com boas doses de absurdo e bom humor. Nesta primeira história Valerian conhece Laureline, uma garota da Idade Média, que vem a se tornar sua parceira. E com toda a simplicidade narrativa, destaca-se sempre a criatividade da dupla de artistas.

“Ano 2720, Galaxity, capital da Terra e do Império Galáctico Terrestre.” Com estas palavras, o primeiro quadro de Os Maus Sonhos chama a atenção do leitor pelo vislumbre do futuro. Apesar de primitiva, esta história faz a apresentação dos elementos básicos da série, com criaturas fantásticascenas divertidas e batalhas. Aqui temos a chance de visitar uma Idade Média com fórmulas mágicas, répteis gigantes e unicórnios.

Em A Cidade das Águas Movediças, de 1970, a dupla de autores parece estar encontrando o ponto ideal de suas capacidades. Perseguindo Xombul mais uma vez, Valerian e Laureline viajam para o futuro, especificamente para o ano de 1986, onde a Terra passa por um grande cataclismo e os EUA é um local instável. Nova York está submersa e Yellowstone sofre tremores e erupções, e o caos parece reinar. O mundo ruma aos seus últimos suspiros.

Esta segunda aventura, mais longa, parece um conto de literatura de onde Christin tirou parte de sua inspiração, enquanto vivia nos EUA. Na altura, Mézières aparenta estar refinando sua arte, entregando lindos quadros de paisagens devastadas e personagens menos caricatos. Parodiando figuras reais, como o pianista Sun Ra, o elenco de personagens de apoio é bem mais interessante quando comparado a primeira aventura. E em sua continuação, Terras em Chamas, o arco de perseguição a Xombul finalmente acaba.

Apesar dos pontos positivos das histórias anteriores, é nítida a adaptação para que seja atingida a plena utilização dos talentos envolvidos. Ambas as histórias servem como uma grande apresentação a este universo, com a viagem no tempo e a organização para qual Valerian responde, bem como a introdução ao status da humanidade no século XXVIII. E então, surge O Império dos Mil Planetas, de 1971.

O terceiro álbum de Valerian é uma aventura fantástica do início ao fim. Com um texto poético, situações dignas do melhor da ficção científica e desenhos em pleno potencial, O Império dos Mil Planetas mostra a que veio este clássico. E lidando de forma humanista com uma situação que envolve o domínio de um planeta inteiro, Mézières e Christin narram juntos este conto que, numa crescente, introduz elementos fantásticos, cenas memoráveis e batalhas incríveis com tecnologias de cair o queixo, além de questionarem a devoção às figuras religiosas e falarem sobre escravidão e miséria.

Enquanto os álbuns anteriores criavam a pedra angular da série, O Império dos Mil Planetas refina a construção deste universo, com o que viria a se repetir nas histórias subsequentes, alcançando a popularidade que possui hoje, graças a viagens fantásticas pelo espaço, lutas contra vilões ditadores e diálogos profundos, com tramas fechadas e belas ilustrações não somente nos cenários, como também em todos os seres de outros planetas.

A figura de Laureline, uma das pioneiras no protagonismo feminino dos quadrinhos, é adaptada com o passar das histórias, ganhando mais força no decorrer das aventuras. Independente, forte, sensível e bela, a garota ruiva fica com os diálogos mais naturais, enquanto Valerian se assemelha a um estrategista militar. O bom-humor característico dos quadrinhos franco-belgas é marcante em ambos os personagens.

O Império dos Mil Planetas também é uma história marcada pela forte influência exercida na criação de Star Wars, de George Lucas. Algumas ideias e visuais da trilogia original foram nitidamente inspirados em situações deste álbum, e cenas de álbuns seguintes também vieram a criar visuais de Guerra nas Estrelas. Uma imagem presente nos extras da edição nacional faz a comparação entre as duas obras, após uma grande entrevista com os autores e com o diretor Luc Besson.

Besson, fã declarado e apaixonado pela série, está lançando em agosto de 2017 o filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, onde após alguns anos de ideias e preparações, os atores Dane DeHaan e Cara Delevingne darão vida aos personagens na telona.

O retorno de Valerian e Laureline ao Brasil é um dos eventos mais fantásticos do ano para fãs da nona arte, marcado inclusive por um evento especial de lançamento realizado há cerca de um mês. A edição nacional da SESI-SP Editora possui um capricho gráfico louvável, bem como um tratamento editorial ótimo. Com orelhas, efeito metálico e papel de boa qualidade, a coleção dos volumes Integrais de Valerian será uma belíssima adição às livrarias de todo o Brasil.

E enquanto admiramos a volta deste clássico space opera de viagem no tempo, fica a esperança de que os fãs brasileiros abracem a série, tornando-a mais um sucesso franco-belga no Brasil, tal qual Asterix e Tintim.

Valerian Integral: Volume 1 possui 160 páginas, capa cartão, e compila as três primeiras histórias da série, em formato 29 cm x 22 cm. O preço de capa sugerido é R$ 58,00.