Categorias
Gameplay Games

Conheça The 3rd Night, jogo de terror inspirado nos clássicos do PS1

The 3rd Night é uma demo concebida por Andre Yin, da Asteristic (Dreaming Sarah) e Danilo Noites, da Joy Masher (Blazing Chrome) com a composição de Dominic Ninmark.

A demo foi lançada nessa segunda-feira (04) e conta com mais ou menos 15 à 20 minutos de duração. Ela começa com o jogador acordando de uma ressaca e tendo que explorar a cabana onde ele se encontra. O jogo possui uma pegada de terror, inspirada em clássicos do PS1, como Resident Evil. Não só a pegada, mas como as animações de portas e escadas remetem diretamente ao clássico da Capcom.

O jogo foi desenvolvido em apenas 15 dias para a campanha Haunted PS1’s Horrifying Halloween, uma game jam com foco em jogos de terror. A estética e a ambientação feitas pelo Danilo são ótimas e causam uma boa imersão. Além da sonoplastia muito bem feita, como os passos em madeiras.

Para os fãs mais saudosos daquela época, The 3rd Night é uma pedida certa. Além de ter um final bem inesperado, que me deixou ansioso para o que vem por ai. Para conferir a demo disponível para Windows e navegador, basta clicar aqui. Para aqueles que curtirem, também é possível doar para os desenvolvedores com valores à partir de 1 dólar.

Categorias
Consoles Entretenimento Gameplay

Call of Duty: Modern Warfare é um título indispensável aos fãs da franquia

Modern Warfare é a série de Call Of Duty mais querida dos fãs, não só pela história memorável como também por seus personagens carismáticos. Afinal, quem não gosta do Capitão Price, GAZ, SOAP e de Simon Riley – o Ghost? É inegável que esses personagens marcaram a franquia de uma forma que nenhum outro conseguiu. Apostando na memória afetiva dos fãs, a Activion e a Infinity Ward decidiram arriscar em um reboot da saga, lançando assim o mais novo título da franquia, Call of Duty: Modern Warfare. Diante de tantos títulos ruins da franquia, será que finalmente acertaram? Bom, o título desta crítica já entrega a resposta. Sim, acertaram.

Image result for call of duty modern warfare 2019 wallpaper

A história de Modern Warfare chega a ser bem semelhante ao da série original – americanos contra russos e contra o terrorismo. Basicamente, essa é a premissa de todo título da saga e aqui não poderia ser diferente. Em 2019, em uma missão secreta para recuperar armas químicas usadas pelos russos, Alex acaba sendo interceptado por uma  força terrorista denominada Al-Qatala, que rouba a carga e causa um ataque com homens-bomba em Londres. Após isso, Alex se junta com Kyle, Cap. Price e Farah para recuperar as armas químicas e conseguir o controle de toda a situação.

Arrisco a dizer que essa é a melhor campanha de Call of Duty já feita, não só por ser mais realista que as demais (tanto que no início o jogador é avisado que, durante a trama, cenas pesadas serão apresentadas e ele pode optar por pular elas – inclusive essas cenas chegam a ser bem controversas, semelhante à missão ‘No Russian’ presente em MW2) como também por tratar os protagonistas como pessoas normais, que erram, que fazem o que é necessário em uma guerra de verdade e não como o típico clichê de herói americano que salva o mundo sem nenhum sacríficio, como é o caso dos demais.

Além disso, a campanha não foca somente na guerra como também na situação política do momento. Zerei o modo história no veterano e levou cerca de 10 horas para concluir, entretanto, caso seja zerada no normal leva aproximadamente 6 horas – tempo médio de todo single-player da franquia. Além disso, foi uma jogada muito inteligente da produtora de fazer uma trama que pode ser tanto um reboot da saga como também uma prequel, caso o jogo não tenha o sucesso esperado.

Related image

O modo cooperativo, Spec Ops, está presente e é uma continuação da história. Nada tão significativo, afinal, você cumpre algumas operações que podem ser jogadas em tela divida ou online com algum amigo e isso garante mais horas de diversão além do multiplayer.

O multiplayer não sofreu tantas mudanças da beta para o produto final, apresentando os modos clássicos como Team Deathmatch, Domination, Kill Confirmed, Headquarters, dentre outros já presentes na franquia. A grande novidade fica por conta do Ground War, onde temos um grande mapa com objetivos para você dominar e veículos terrestres disponíveis para sua locomoção pelo mapa – sendo assim, semelhante ao modo de Battlefield, porém com a jogabilidade de Call of Duty e isso foi um acerto em cheio para inovar a franquia.

Outro modo novo, que chegou nas últimas atualizações, foi o OVN, onde você joga de noite com visão noturna e em modo realismo (nesse modo a tela é ”limpa”, ou seja, não tem HUD nem informações quando você mata o inimigo). Esse multiplayer é o mais rico da franquia e tem tudo para se tornar melhor, visto que a produtora prometeu futuras atualizações com novos modos de jogo e mapas de forma gratuita. Não só isso, como também a possibilidade crossplay entre as plataformas torna o jogo menos restrito, ou seja, diversão garantida com os amigos que tenham outro console.

Image result for call of duty modern warfare 2019 wallpaper

Entretanto, a maior parte dos problemas do jogo é causado pelo multiplayer. Instabilidade nos servidores fazem com que o grupo seja desfeito, há alguns travamentos durante a partida (principalmente no modo 2v2, onde o jogador fica na base sem conseguir se mexer mesmo com a partida em andamento), as espingardas do jogo estão bem desniveladas, no modo Ground War as vezes há demora na renderização por conta da grande quantidade de elementos no mapa e alguns mapas apresentam problemas no respawn do jogador. No PC alguns jogadores relatam queda no quadro de frames durante a campanha e o multiplayer, sendo consequência da má otimização do jogo para a plataforma, enquanto alguns usuários relatam que o jogo fecha sozinho. Durante a minha jogatina na campanha não presenciei nenhum problema, apenas as questões citadas acima a respeito do multiplayer.

Os gráficos estão surpreendentes, o jogo utiliza um novo motor gráfico e tudo está muito bem detalhado. Os mapas, os visuais dos operadores, as armas, tudo. Inclusive é surreal você estar correndo durante uma partida e ter a sensação de que aquilo é uma gravação feita e não um jogo.

A jogabilidade está bem mais fluida que os títulos anteriores, permitindo que o jogador carregue a arma enquanto mira ou utilize a pistola enquanto sobe uma escada, além da movimentação estar mais dinâmica e realista. Durante a campanha, o jogador é capaz de tomar decisões morais e táticas que influenciam na nota final do nível e é necessário ficar atento para ver se quem está na sua frente é um inimigo ou apenas um civil. Sem dúvida alguma, a jogabilidade é um fator primordial para tornar o título uma experiência única.

Related image

Call of Duty: Modern Warfare é um título indispensável aos fãs da franquia. Após diversos títulos ruins, que vêm desde Call of Duty: Ghosts (2013), o novo título é um suspiro de alívio não só para os jogadores como para a própria produtora. Em um mercado já saturado pela enorme quantidade de FPS com foco em multiplayer lançados, o reboot não só é rico em sua campanha como também tem um vasto multiplayer a ser explorado, assim como o modo cooperativo. É um jogo excelente que com certeza terá seus problemas resolvidos em atualizações futuras. Inclusive, na minha humilde opinião, Modern Warfare roubou o posto do Black Ops II de melhor Call of Duty já feito.

  • Positivo: enredo, multiplayer, cooperativo, gráficos, jogabilidade.
  • Negativo: instabilidade nos servidores, desnivelamento de armas, renderização de mapas, queda de fps no PC.
  • Veredito: platina – obrigatório

Call of Duty: Modern Warfare está disponível para Xbox One, Playstation 4 e PC.

Categorias
Colunas Entretenimento Música Vitrola

Jesus Is King é mais do que só um álbum, é uma história de superação

Após um conturbado período de sua vida, Kanye fez promessa de um novo projeto, Yandhi, que teve uma longa história, com dois adiamentos. Após o seu terceiro adiamento, o álbum mudou e se tornou Jesus is King, lançado em 25 de outubro. O álbum é o primeiro que West faz inteiramente dedicado ao  hip-hop gospel.

Contendo onze faixas, e 27 minutos, o álbum mostra muito sobre o amadurecimento de Kanye, mentalmente e espiritualmente. Logo após seu oitavo álbum de estudio, o cantor se dedicou à  ligar-se ao mundo religioso, com seu projeto Sunday Service, Ye entrava em uma nova era em sua vida e carreira. E mal ele sabia, que iria revolucionar o conceito que tinhamos de músicas gospels.

Com sua faixa inicial, Kanye abre o disco com ”Every Hour”, cantado inteiramente pelo coral do Sunday Service, e sinceramente é uma das suas melhores aberturas, chegando ao nível de Dark Fantasy, em My Beautiful Dark Twisted Fantasy, a produção dessa música é um nível absurdo de tão bem trabalhado.

Logo após uma introdução incrível, somos apresentados a ”Selah”, que com toda certeza é uma das faixas mais bem produzidas aqui. Com uma das frases mais icônicas do álbum “Todo mundo queria o Yandhi, então Jesus Cristo lavou a roupa suja”, Kanye mostra que ele realmente pegou as coisas que ele gostou no seu tão aguardado e adiado álbum, Yandhi, e o transformou em um álbum gospel; participação de vários artistas que estavam presentes em Yandhi foram cortadas, como XXXTentaction e Nicki Minaj. Selah, assim como Every Hour, lembram muito a musicalidade do álbum My Beautiful Dark Twisted Fantasy.

Então, seguimos para a terceira música, ”Follow God”, onde temos West cantando. Essa é uma das faixas que mais chamam a atenção em todo o álbum, com um sample de “Can You Lose By Following God”, do Whole Truth, a música toma forma de como o álbum vai prosseguir. A sonoridade é algo viciante e com toda certeza é um dos motivos dessa faixa ser uma das mais escutadas nos serviços de streaming. E a música se finaliza no maior estilo de Yeezus possível. A música conta sobre Kanye entrando para sua vida religiosa.

Closed on Sunday’‘ também é um caso que chama bastante atenção no álbum. Com um ritmo mais lento, acompanhado por um sintetizador e um dedilhado no violão, Kanye canta sobre uma rede de fast-food americana, Chick-Fill-A, e compara com sua amada; ao mesmo tempo que conta sobre como é necessário dar atenção à fé de sua familia, e sobre dedicar sua vida para o Senhor. Com toda certeza, uma das faixas mais bonitas do álbum.

Eu tenho dito a todos desde 2005, o maior artista morto ou vivo“. Em ”On God”, West fala sobre seus projetos e como Deus o ajudou desde o inicio de sua carreira, como cantor e estilista. Com um sintetizador que lembra bastante músicas dos anos 80, e de videogames, é quase impossível não lembrar dos álbuns 808 and Heartbreak’s e Graduation, e a música Paranoid do Kanye. Jesus is King, assim como 808, não há um palavrão sequer. Também é notável a presença de um sample da música ”Mercy”, do seu álbum colaborativo Cruel Summer.

Retirado totalmente de Yandhi, a faixa ”Everything We Need” originalmente se chamava ”The Storm”. Com a participação de Ty Dolla $ign e Ant Clemons, a música ganha um espirito totalmente único e bonito. A música fala sobre seguir em frente, e de superação. “A vida é muito curta, vá cuidar de você mesmo. Aproveite essa sensação, divirta-se, porque, nós temos tudo o que precisamos“.

Novamente com Ant Clemons, “Water” é uma das músicas com a sonoridade mais diferente de todo álbum. Com uma letra reflexiva, a música conta sobre  Deus e como Kanye se sente é tão puro como água,  que consegue atravessar as dificuldades que aparecem em sua vida. Na parte onde Kanye canta sozinho, a música remete até mesmo uma reza.

Sente saudades do ‘old‘ Kanye? Então ”God Is” está aqui para matar sua saudade. Numa musicalidade maravilhosa que se assemelha muito com a época dos álbuns The Collage Dropout e Late Registration, é impossível não se apaixonar por essa faixa. Kanye fala sobre o que Deus é, e o que ele faz por Kanye e quem a  Ele segue. “Obrigado, Jesus, venci a luta. Isso é o que Deus é”.

O que você tem ouvido dos cristãos? Eles serão os primeiros a me julgar. Fazendo parecer que ninguém me ama“. “Hands On” é uma ressalta do Kanye para todos que duvidaram dele, e um pedido para que o aceitem. A sonoridade distorcida e com sintetizadores lembra muito novamente o seu trabalho em 808 and Heartbreak’s , porém, de uma forma mais “madura”. Provavelmente, uma das músicas com a letra mais bonita do álbum.

Uma coisa que todos os fãs do tão polêmico Kanye queriam era uma música tão poderosa quanto ”Runaway”, considerada por vários sua melhor música. “Use This Gospel” com toda certeza é a resposta de West para os fãs que tanto esperavam isso. Com uma produção nível My Beautiful Dark Twisted Fantasy, e com participação do Clipse (Pusha T e No Malice) e Kenny G, a faixa é poderosa e com toda certeza arranca arrepios até quem não é fã de músicas de rap/hip-hop. O solo de Kenny é o mais marcante, com toda certeza, em todo álbum.

Então, o álbum finaliza com a faixa “Jesus Is Lord“. Mesmo sendo curta, com a duração de quarenta e nove segundos, a sonoridade aqui é fantástica, e deixa aquela sensação de que você quer mais e mais. Essa faixa prova que, Deus entrando na vida do Kanye, foi uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido na carreira do rapper.

Resultado de imagem para jesus is king"

É muito dificil ter que falar sobre Jesus Is King, pois não é só a música, não é só o que Kanye produziu ou não. Isso é uma história de superação,  é como uma nova chama acesa na vida de West. Um homem de 41 anos diagnosticado com bipolaridade, que tem vários problemas com a mídia, ainda assim consegue criar obras de arte, consegue ter uma familia e uma marca de bilhões de doláres. Para quem é fã, esse álbum simboliza bem mais do que só mais um álbum na extensa carreira do Kanye.

Jesus Is King pode ser entendido como um vinho, que quanto mais passa o tempo, melhor ele fica. Assim como Yeezus, o álbum pode não ser de agrado geral, e até visto como algo ruim, mas ao longo do tempo, verão o quão importante esse álbum é para a história do hip-hop gospel e do rap. Dissecando este álbum, é possível dizer que Kanye conseguiu pegar toda sua carreira e aprimorar toda sua habilidade musical e nos entregar o espetáculo que é esse disco. Uma mistura principalmente de Yeezus com The Life of Pablo, Jesus Is King mostra o amadurecimento de West em sua vida, tanto pessoal quanto profissional. Cada faixa arrepia, emociona e faz com que qualquer fã do rapper fique com um sorriso no rosto após escutar essa obra. E, idependente de sua religião, vale a pena escutar o novo trabalho de Kanye, e ver o tamanho amor e respeito pela fé que ele tem.

Vale a pena falar também que o filme que acompanhou o álbum em seu lançamento, de mesmo nome, virá ao Brasil a partir do dia 28 de novembro em sessões limitadas (Segundo a conta oficial da IMAX via Twitter). Kanye também confirmou que o Sunday Service  lançará um álbum com ele no dia 25 de dezembro, intitulado “Jesus Is Born“.

Nota: 10/10

Categorias
Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | ASSASSINS PRIDE

Esse show é exatamente o que você está imaginando, e é exatamente o que se propõe a ser. Dessa forma, não há muito o que comentar, além de chover no molhado: puta merda bicho, lá vamos nós de novo.

No início da década de 2010, vivemos o auge de um gênero conhecido (por mim, ao menos) como “Harém Escolar Mágico Genérico“. O nome diz tudo, e se você assistiu alguma coisa dessa época, com certeza sabe do que eu estou falando.
Por conta da explosão do isekai, os haréns escolares mágicos genéricos entraram em decadência, e passaram a ser exemplar raro ultimamente. Mas quando encontramos um…

Apenas membros de famílias nobres detêm o Mana, um poder que lhes torna capazes de enfrentar monstros. Kufa é um nobre, nascido numa família de duques, que é enviado para tutorar uma jovem chamada Merida. E em segredo, Kufa é encarregado de assassinar Merida caso ela não demonstre talento para utilizar o Mana. (Via: Crunchyroll)

Baseado numa Light Novel de mesmo nome, com autoria de Kei Amagi e ilustrações de Ninomotonino, ASSASSINS PRIDE é uma enorme reunião de tudo aquilo que torna um harém escolar mágico genérico em um… Bem, um harém escolar mágico genérico: o protagonista Kiritoface; as dezessete garotas, cada uma se encaixando em um estereótipo já conhecido; as roupas espalhafatosamente ridículas; o worldbuilding absurdo e que mesmo sendo cortado a menos de 10% do material original, continua sendo extremamente cansativo e repetitivo na adaptação; as batalhas escolares que por algum motivo colocam a vida dos estudantes em muito mais risco do que deveriam… E por aí vai.

De verdade, eu realmente não tenho nada a acrescentar sobre ambientação, sobre as personagens ou sobre a trama. É tudo tão engessado, é tudo tão clichê, que você já sabe do que se trata ou como as coisas vão se desenrolar. O que eu posso comentar sobre, porém, são as qualidades que diferenciam esse show dos seus antecessores.

A começar pela qualidade gráfica: eu não fazia ideia de que era legalmente permitido ter um harém escolar mágico genérico com visuais tão bonitos e consistentes. Não só as personagens, mas a cidade e o mundo são belos, e tanto as sequências calmas quanto as cenas de ação são coreografadas com uma maestria que parece estar sendo desperdiçada em um animê desse nível.
Até o episódio 3, tivemos algumas sequências de combate que foram de tirar o fôlego. Por mais que eu não entendesse metade dos motivos pelos quais as lutas estavam ocorrendo, ou que eu realmente não desse a menor bola para quem fosse sair vencedor, a violência gratuita foi tão gostosa de se ver que eu acabei gostando.

O negócio tá caprichadíssimo, e eu não sei como lidar com isso.

Outro ponto, que é aquele que sempre nos deixa com uma pulga atrás da orelha, é o excelentíssimo elenco de dublagem: temos nomes que claramente não deveriam estar emprestando suas vozes para algo desse naipe e talvez pudessem estar trabalhando em algo melhor, como Yuuki OnoYui IshikawaAzumi WakiMaaya UchidaTatsuhisa SuzukiAyane SakuraAsami Seto… Sinceramente, tirando umas duas dubladoras que estão em início de carreira, todo o elenco parece ser areia demais para o caminhãozinho de ASSASSINS PRIDE.

Como se pode imaginar, a dublagem está num nível altíssimo, com cada ator conseguindo trazer o melhor – e o pior – de sua personagem de uma forma que beira o inacreditável. Um detalhe que eu adorei foi como o protagonista, Kufa (dublado por Yuuki Ono) é um assassino treinado para esconder suas emoções, e mesmo nos momentos mais acalorados e intensos que tivemos até agora, ele conseguiu se manter calmo, e ainda assim passar todo o entusiasmo da cena. Como eu disse, inacreditável.

Vazaram cenas da versão dublada do animê, confira:

Apesar de parecer bonito e soar bonito (a OST e o uso musical no geral também são pontos a se exaltar), o animê continua sendo apenas o que é: um harém escolar mágico genérico, com uma construção de mundo ambiciosa demais e que foi transformada em frangalhos pela adaptação absolutamente acelerada, onde metade da história parece não estar sendo contada para você – e não está mesmo! – e todo o desenvolvimento parece voar pelos seus olhos… No quesito “direção“, o show é um caos, com todos os defeitos que poderiam ser imaginados, e há pouca coisa que uma pessoa que não teve contato com o material original pode fazer quanto a isso.

Quando se esforçam para te fazer o mais adorável possível, mas ainda assim o seu show acaba sendo uma shitstorm

No geral, a pergunta que fica é: você embarcaria no Titanic, mesmo sabendo que ele vai afundar e lhe causar uma morte terrível? Eu embarcaria. As partes boas conseguem sobrepujar as enormes falhas, que acabam sendo muito mais toleráveis quando é a sua quinquagésima vez lidando com elas, e o show consegue ser divertido. Para a estreia, minha nota é um surpreendente 5/10, pois sei que nem todo mundo tem a paciência de lidar com esse tipo de abobrinha.

Você pode assistir ASSASSINS PRIDE na Crunchyroll, que fornece o serviço de transmissão simultânea com o Japão e legendas em português, com novos episódios todas as quartas-feiras.

Categorias
Cinema Quadrinhos Tela Quente

Arthur Fleck – O Início, o Fim e o Meio do Vitimismo e do Desvario

“Tente me ensinar das tuas coisas. Que a vida é séria e a guerra é dura. Mas se não puder, cale essa boca, Pedro, e deixa eu viver minha loucura.”
(Meu Amigo Pedro)

Alguns momentos que leio Watchmen ou assisto a sua adaptação cinematográfica, minha mente pratica um exercício de imaginar a substituição daqueles personagens maravilhosos pelos pesos pesados icônicos da DC Comics. O mesmo que tentei fazer após que assisti Coringa do Todd Philips. Muitas pessoas falaram que poderia ser qualquer personagem ali, fosse de quadrinhos ou não, que o resultado seria o mesmo. O homem que passa por distúrbios mentais, com uma vida desgraçada, ignorado pela sociedade e que chegou ao seu limite. Talvez faça sentido. Mas tem coisa mais Coringa do que isso?

O filme de Todd Philips apresenta uma levada no melhor estilo Maluco Beleza, onde Arthur Fleck vai controlando sua maluquez misturada com a sua lucidez no meio que o turbilhão do sistema e do maremoto que vai destruindo a sua vida pessoal. Lidar com o fracasso, com o derrotismo, com a falta do amor ao próximo e sua mãe sonhadora. É um pesado fardo mas que ao mesmo tempo ele leva o fato de ser uma pessoa que nasceu para ser um agente de alegria para os outros. Quando ele assume para si ser o ativo da revolução dos oprimidos de Gotham City, Arthur Fleck entende que é uma forma de levar alegria para o povo. A revolução.

“A minha enfermeira tem mania de artista, trepa em minha cama, crente que é uma trapezista. Eu não vou dizer que eu também seja perfeito. Mamãe me viciou a só querer mamar no peito. Ehê, ahã! Quando acabar o maluco sou eu!”
(Quando Acabar o Maluco sou eu)

Não considero válido usar a imagem do personagem do filme como um “símbolo” nas recentes manifestações que estão ocorrendo ao redor do mundo atualmente. A revolução contra os poderosos, ou o sistema da podridão de Gotham é o cenário para a verdadeira face de Arthur Fleck aflorar. Mas ouso dizer que mesmo não existindo pessoas o seguindo e levantando essa bandeira revolucionária maquiada de palhaço no filme, o Coringa surgiria do mesmo jeito. Ele é a válvula de escape. É o motor ligado de Arthur. E que é iniciado sempre em sua dança.

“Por que cargas d’águas. Você acha que tem o direito de afogar tudo aquilo que eu sinto em meu peito.”
(Sapato 36)

Arthur Fleck é um personagem sofrido. Um personagem que tem um pesado fardo, mas que muitas vezes, ele mesmo enriquece bizarramente o peso desse fardo. Ele apanha da sociedade de todas as formas. Mas isso também não significa que ele seja um coitadinho. O filme, que tem uma forte crítica social que há tempos grita nos EUA, às vezes dá a sensação de criar um ar de vitimismo ao personagem. E muitas vezes ele abraça isso. O público abraça isso. Onde ele apoia seus argumentos, ou disfarça os seus argumentos, para chegar a insanidade do Coringa nisso. Quando ele tem seus argumentos confrontados pelo personagem Murray Franklin de Robert De Niro, como se fosse uma bronca de um pai, ele fica mais nervoso, a ponto de quase perceber que é algo estúpido beirando à “pirraça” de um cara grande. Mas ele tem o seu transtorno mental causado por uma série de fatos. Como por exemplo a falta de uma figura paterna mais caridosa. Já que seus exemplos de pai foram os ex-companheiros violentos de sua mãe. E Arthur procura muito essa figura paterna no apresentador e no Thomas Wayne. E isso contribui para a formação do personagem.

“É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro, evita o aperto de mão de um possível aliado. Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo. Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo.”
(Porque os Sinos Dobram)

A involução de sua sanidade, ou quando sua insanidade realmente mostra a sua cara, é medida por suas risadas. Ao longo da película acompanhamos as gargalhadas causadas pela risada patológica, também chamada de afeto pseudobulbar ou labilidade emocional. No início era sofrida, agoniante, beirando ao desespero. As risadas além de desesperadoras, fazem parte de um método do personagem para tentar se enquadrar no mundo. Um bom exemplo é a cena em que seu colega de trabalho faz uma piada com o anão, ele gargalha e, ao sair da vista deles, subitamente para, com a expressão séria, dando a entender que ele só fingiu que achou aquilo engraçado para poder se encaixar na situação. Outro termômetro de transtorno mental são as risadas fora de hora. Como quando ele está no bar assistindo ao show de comédia, e só ri quando a piada acaba.

Mas quando o Coringa realmente surge, a risada muda. As risadas se tornam prazerosas para o personagem. É a sua evolução. É quando ele se livra dos grilhões que considera impostos pela sociedade, pelas mentiras e maus tratos da mãe, pela violência doméstica quando era criança, da busca frustrada pela figura paterna e de suas próprias limitações que ele se impõe. É importante salientar que nesse momento, não existe mais Arthur Fleck. Nesse momento ele se matou. Até o enquadramento muda. Antes da icônica cena da dança na escada, vemos a câmera focando por cima. Como se o mundo pesasse nas costas do Arthur. E depois muda focando de baixo para cima, mostrando como ele cresceu. Mas vamos lembrar que o filme é contado pela ótica de um homem conturbado mentalmente.

“Eu sou o medo do fraco. A força da imaginação. O blefe do jogador. Eu sou, eu fui, eu vou!” (Gita)

O mundo particular de Arthur Fleck é atingido como um Trem das 7 desgovernado da realidade da vida. E ele não é capaz de lidar com rejeição e o fracasso que estão à bordo. Então somos levados para uma viagem em que não sabemos a linha tênue entre delírios e realidade. Assim como o relacionamento de sua vizinha foi tudo uma viagem de sua cabeça. Podemos discordar de outros momentos também? Como por exemplo a batida da ambulância na viatura onde o personagem está preso, e acontece aquela ovação. Será que aquilo aconteceu mesmo? Ou foi um delírio onde Arthur recebe o tão sonhado reconhecimento do publico finalmente? Seria o final do seu grande ato que começa no programa de TV. Uma cena me questionou é quando Arthur confronta Thomas Wayne no banheiro do cinema. Arthur está apoiado em uma pia. Quando acontece o corte, ele está na mesma posição. Logo após acontece a cena da geladeira. Será que realmente existiu essa conversa? Ou ele teve outro devaneio?

O Coringa de Todd Philips tem várias camadas e diversos caminhos que podemos nos sentar em uma mesa de bar e conversar durante horas sobre o que cada pessoa entendeu e assimilou do filme. Isso somado com uma atuação monstra do Joaquim Phoenix. Mas buscando a discussão que foi recorrente: qual é o Coringa desse filme? Vamos entender que o personagem sempre foi uma incógnita em todos os seus 80 anos de existência. Nem a própria DC Comics tem algo definitivo para sua origem. O mais próximo é A Piada Mortal de Alan Moore, que definiu uma espécie de origem plausível para o personagem. Mesmo assim, sem nunca dá um simples nome próprio para ele. Vale lembrar que A Piada Mortal só veio a ser considerada cânone depois da reformulação Renascimento da DC Comics. Mas ao mesmo tempo a editora considerou a existência de três Coringas no universo. Fato que até agora não foi publicado mais detalhadamente, mas que sabemos que terá uma edição futura sobre isso. Seja o Jack Napier do Jack Nicholson, ou o elogiado Coringa de Heath Ledger, o contestado de Jared Leto. Ou pode ser o Coringa dos desenhos de Bruce Timm, ou às inúmeras versões dos quadrinhos. Pegue todo o excesso, prazeroso, de versões dos personagens, e você pode abraçar e aceitar a versão Arthur Fleck. Sim ele pode ser o Coringa de algum lugar.

Se lembra do exercício mental que eu falei no primeiro parágrafo? Então realize-o usando outros Coringas.

 

Categorias
Gameplay Games

Atelier Ryza é muito mais que um par de coxas bonitas

Atelier Ryza: Ever Darkness & the Secret Hideout é o vigésimo primeiro jogo na franquia de RPG da Gust que existe desde o primeiro PlayStation

A série Atelier em geral se destaca dos demais JRPGs pelo simples fato de que, suas histórias normalmente são simples e mais calmas. Como um anime de cotidiano. As personagens tendem a serem donas (ou trabalharem em um) de um Atelier onde fazem alquimia e essa acaba sendo por boa parte o que dita a história. Obviamente existem jogos na série com plots mais sérios, mas normalmente o que a série tem a oferecer são garotas bonitas fazendo alquimia e interagindo com as pessoas na cidade. Mas Atelier Ryza é diferente nesse quesito?

Essa review foi escrita por Luís Silva.

Essa é uma pergunta complicada de se responder, porque a resposta verdadeira seria sim e não. Sim porque ele tem um foco enorme em sua narrativa, e até demora bastante para liberar o Atelier. E não porque, por mais que tenha esse foco na história e narrativa, o jogo ainda tem a vibe calma e aconchegante dos outros da série e ainda se usa a alquimia para criar itens que ajudaram no combate, exploração e em side quests. Mas vamos por partes.

Em quesito de gameplay, o que deve se esperar de Atelier Ryza? 

Podemos dizer que existem três variantes de gameplay. A exploração e coleta de materiais para alquimia, o combate e o coração da série que é a criação de itens através da alquimia. A exploração é simples, você controla Ryza no mundo, e anda pela sua vila, campos abertos, matas, vulcões, etc. e enquanto coleta materiais que ficam espalhados no mapa e que são identificáveis por brilharem. 

Um típico local de coleta

E nessa etapa de coleta de materiais, temos uma adição nova a serie nesse jogo, que são as ferramentas. Ferramentas essas que o jogador tem acesso ao criá-las. As ferramentas funcionam de maneira simples, após criar uma, você deve equipá-la pelo menu (e lembre-se de fazer isso dentro de seu atelier, pois quando sair dele, não poderá equipar elas até retornar ao mesmo), e cada ferramenta tem seu próprio uso. O machado corta arvores, o martelo quebra pedras e assim por diante. Porém, vários locais de coleta podem ser utilizados com ferramentas diferentes e isso vai resultar em itens coletados diferentes no mesmo ponto. Então, no inicio do jogo, é extremamente recomendável que se crie as ferramentas disponíveis para aumentar sua capacidade de coleta de materiais o mais rápido possível.

Um adendo é que basicamente todas as ferramentas ficam disponíveis para criação logo de cara, porém alguns itens não são encontrados até mais para frente no jogo, então não adianta ficar desesperado procurando aquele item que você ainda não tem, porque muito provavelmente ele só ficara disponível em uma área mais avançada.

A primeira ferramenta que fica disponível

Além da coleta, que acontece tanto em áreas seguras (como a vila que serve como hub do jogo) como em áreas com monstros, é possível pegar varias side quests com NPCs da cidade. Existem basicamente quatro tipos diferentes de sidequests, que são: conversar com o NPC que dá a quest (essas que são as mais rápidas, simples e com a menor recompensa disponível, mas que serve para preparar o terreno para outras quests que aquele NPC vai entregar), conversar com pessoas na cidade, normalmente tem o padrão de conversar com três NPCs sem nome e depois retornar para a pessoa que deu a quest e receber a recompensa, tem quests de extermínio de monstros, que são autoexplicativas e por último, a grande maioria e que entregam as maiores recompensas são as quests em que o NPC pede para que Ryza criar um item especifico utilizando de alquimia.

Por mais que passe a impressão de simplesmente serem fetch quests, eu recomendo que façam o máximo que poderem, pois as recompensas são itens com qualidade extremamente alta e que vão ajudar demais na sua alquimia.

E falando na alquimia, temos a estrela da série: a criação de itens. Muitas pessoas acabam ficando com o pé atrás com a série por ter um foco tão grande em criação de itens, mas como a base do jogo foi criada em volta desse sistema, ele funciona bem demais. Mas como funciona esse sistema de criação de itens?

A árvore de opções de uma receita durante alquimia

Quando o jogador interage com o caldeirão, ele será levado para a interface de criação de itens, onde em primeiro lugar, se deve escolher a receita do item (essas que são adquiridas através da história, comprando livros em lojas ou como recompensa de side quest). Após escolher a receita, você será jogado em uma espécie de “mapa” parecido com o sphere grid de Final Fantasy X. Nessa área estão todos os matérias necessários para criar o item e além dos matérias mínimos necessários também é possível colocar materiais que melhoraram a qualidade do produto final. Existe uma espécie de link de um quadrado ao outro, que conforme mais materiais forem utilizados, mais vão se abrindo e por consequência melhor será o produto final. Pode parecer complicado lendo assim, porém quando se tem acesso é muito simples e prático. Fora que, caso você não esteja afim de escolher manualmente todos os matérias para criar tal item, o jogo oferece uma função de criação automática, onde você apenas escolhe se quer um item de qualidade alta ou baixa.

Existem também “receitas mutadas”, que é basicamente, você escolher criar um item, e durante o grid desse item seguir um caminho onde liga a uma outra receita. Se fizer isso, o item que será criado não será primeiro escolhido e sim esse do caminho novo. Dessa forma liberando a receita padrão dele. Tente sempre usar isso, pois as armas e equipamentos mais fortes estão disponíveis apenas assim. Não deixa que a explicação complexa e confusa o assuste, o sistema é bem simples uma vez que se pega e possui muitas opções de customização para o mesmo item. É algo viciante ficar criando itens e foram horas perdidas apenas nisso, coletando materiais para criar um item para poder criar outro item e assim por adiante. É facilmente a parte mais divertida do jogo.

E enfim chegamos no combate. Atelier Ryza abandonou o combate por turnos básico da série e optou por algo mais próximo do ATB. No começo esse combate leva um tempo pra se acostumar, mas depois de um tempo, ele simplesmente funciona. Porém não é nada excepcional. 

Durante o combate se tem três personagens e eles atacam automaticamente caso não se esteja controlando-os. É possível controlar a party inteira, mas é algo tão frenético que depois de um tempo eu deixei que a IA cuidasse dos outros personagens, utilizando-os apenas em momentos específicos. Cada ação durante o combate é ligada a um botão do controle, sendo círculo o ataque básica, X se mover no campo de batalha, quadrado utilizar itens e triângulo são as skills dos personagens.

Existe também a barra de AP. Essa barra é utilizada tanto para subir o nível de táticas quanto para executar as skills. Ataques normais recuperam AP. Subindo o nível de táticas, não só se abre mais possibilidades de combos de ataque normais, que funcionam como uma espécie de QTE, como também afetam skills, que ficam mais fortes dependendo do nível de tática. Para utilizar itens primeiro deve-se equipa-los no atelier. Um fator importante a se considerar é que os itens não tem um limite, mas sim um contador chamado Core Charge ou simplesmente CC. Cada item utiliza um valor próprio do CC e quando chegar a zero, não se pode mais usar item nenhum. Porém pode-se utilizar um dos itens equipados para recuperar o total de CC, mas tal item ficará indisponível para uso até retornar ao Atelier, então deve-se pensar bem em quando se deve utilizar e qual item “sacrificar” para recuperar. 

Durante as batalhas, seus companheiros pediram para você realizar uma ação, desde atacar com magia, usar itens, diminuir status dos oponentes entre vários outros tipos, e caso seja concluído, o personagem executara uma espécie de golpe especial. Então fique sempre atento ao que eles pedem, pois pode acabar determinando o resultado da batalha.

Em questão gráficas, no PlayStation 4 normal o jogo roda liso sem nenhuma queda de frames e é bem bonito. Não é nada surpreendente, mas tanto o cenário quanto o modelo dos personagens principais são bem feitos e agradam aos olhos. O que não agrada são as animações durante as cutscenes. São travadas, e em boa parte do tempo, sem vida. A dublagem passa toda uma emoção na fala, porem o modelo 3D dos personagens não consegue representar isso visualmente.

Mas o aspecto técnico em que o jogo brilha mesmo é em sua trilha sonora. Os compositores da Gust estão de parabéns pelas ótimas músicas. Toda música combina com o ambiente em que tocam e são muito boas, e destaque especial para o tema de batalha normal e o tema de boss. São facilmente um dos melhores que o gênero tem a oferecer em memória recente.

E finalmente, sobre a história do jogo, ela funciona. É simples e cumpre seu objetivo. Os personagens principais são carismáticos e conseguem carregar a trama, e os secundários tem o seu charme. É interessante ver a resolução dos conflitos de cada e como crescem durante a jornada. Porém vale ressaltar que por boa parte do tempo todo o roteiro segue uma pegada mais para o lado do slice of life, então pessoas que não gostam do gênero podem se incomodam pelo fato de que o plot não está andando a todo momento.

Vale ressaltar também que, se fizer apenas a história principal, o jogo é relativamente curto, podendo chegar a ter menos de 25 horas de duração, mas não recomendo isso, pois existem também historias nas side quests, que conforme vai fazendo, uma vai ligando a outra em suas histórias, pois como toda cidade pequena, na vila todos se conhecem, então houveram vários momentos que eu fui surpreendi pela rota que a side quest daquele NPC pegou. 

Atelier Ryza é um bom jogo, que abraça tanto quem é novato pela serie quanto quem é fã de longa data. O sistema de alquimia é robusto e pode parecer assustador, mas se apresenta de maneira gradual e é fácil de se acostumar. O combate em tempo real pode ser um ponto negativo para alguns, principalmente em dificuldades mais altas, porém não é de todo mal, apenas precisa de um pouco de prática. Com personagens carismáticos e uma historia que é interessante o suficiente pra manter o jogador interessado, ambientações lindas (mesmo com NPCs e animação no geral horríveis) e com uma trilha sonora fenomenal, Atelier Ryza: Ever Darkness & the Secret Hideout é um jogo que com certeza vai manter os fãs da franquia e vai chamar muito mais pessoas para a mesma, independente de ter sido pela ideia inicial de um par de coxas bonitas.

Agradecimentos à Koei Tecmo pelo envio do código para análise. O jogo será lançado no dia 29 de outubro para PlayStation 4, Nintendo Switch e PC. Novamente, a review foi feita por Luís Silva.

Ouro – Recomendável

Categorias
Gameplay Games

Trails of Cold Steel III é o reflexo de um mundo bem construído

Construir um universo e personagens que funcionam nos videogames (ou em qualquer outra mídia) não é uma tarefa fácil. Mais difícil ainda, é carregar uma história com 15 anos de planejamento sem perder a mão. Trails of Cold Steel III é o oitavo jogo da série Trails e é o começo de um fim. A sub-série criada pela Nihon Falcom em 2004, com Trails in the Sky, possui um dos melhores worldbuilding já existentes nos videogames.

Em Trails of Cold Steel III, jogamos novamente com Rean Schwarzer, agora professor, onde lidera uma nova Class VII, ao mesmo tempo que precisa lidar com as consequências de ter se tornado um herói do Império de Erebonia.

  • Uma porta de entrada para a franquia?

Vamos tirar logo esse ponto da frente. A resposta é NÃO. Por mais que a NISA, que gentilmente cedeu um código para a gente, fique batendo na tecla que Trails of Cold Steel III é uma porta de entrada para a franquia, isso não é nada mais que uma estratégia de marketing, que poderá se voltar contra para o jogo.

O jogo possui um sumário no menu inicial, contextualizando apenas os acontecimentos dos dois jogos anteriores (sem mencionar os outros dois arcos), mas é basicamente nomes sendo jogados na tela, sem nenhum tipo de contexto, o que deixa o jogador ainda mais confuso. E jogando, o resultado não é muito melhor. Então, caso queira começar a jogar Trails, esse não é um bom começo. Comece por Trails in the Sky ou até mesmo o primeiro Cold Steel.

  • Um protagonista atormentado e uma nova Class VII.

Aqueles que me conhecem, sabem o quanto eu não gosto do Rean como protagonista, porém, em Trails of Cold Steel III, ele me conquistou. Ainda que esteja longe de se comparar à Estelle e Lloyd. Rean ainda continua igual a um personagem de harém tradicional dos animes, no entanto, ele é bem trabalhado nesse jogo. Seu psicológico ainda está abalado após o trauma sofrido no jogo anterior, e mesmo assim decide se tornar um professor.

Darei o mínimo de spoilers possíveis sobre os jogos anteriores, mas o fato do Rean não querer ser reconhecido durantes as viagens é algo bem utilizado no jogo. Ele odeia ser conhecido como Ashen Chevalier, o herói de Erebonia.

Sobre a nova Class VII, já começo dizendo que os novos personagens são muito melhores dos que os companheiros de Rean. Apesar de ainda serem tropes de animes, um grande problema em Cold Steel, funcionam. Acompanhar suas histórias e desenvolvimento é bem satisfatório e você se importa com esses personagens, Juna, Kurt, Altina, Ash e Musse são ótimos personagens e praticamente todos são ligados à acontecimentos prévios da franquia, e ver como esses eventos impactaram no tempo atual é recompensador para qualquer fã de Trails.

Quanto aqueles que retornam, são bem usados, para aquilo que eles se propõem. 

O bonding system está de volta. Eu não curto esse sistema, muito por conta de que você perde muito da história de certos personagens, caso não passe um tempo com ele no jogo. No entanto, em Cold Steel III, eles acertaram bastante. A Falcom conseguiu reduzir bem o número de personagens com quem você interage nesse sistema e deu pontos o suficientes para explora-los.

  • Gráficos ultrapassados, mas enredo de primeira

Quando se joga um game da Nihon Falcom, você não espera que eles tenham um gráfico de última geração e em Cold Steel III isso não é diferente. Os gráficos são superiores aos dos últimos dois jogos, que saíram para PS3 e PS Vita, mas se comparar com outros JRPGS saídos na mesma época (2017), ele fica bem abaixo. E isso não só para os personagens em si, mas para o ambiente. Em TVs com mais qualidades é possível ver falhas nas texturas.

A gameplay é basicamente a mesma dos outros jogos. Não há muitas novidades aqui além das Brave Orders, que são comandos para dar buffs na party. Lembra bastante a função de suporte em Trails in the Sky the 3rd. A HUD de batalha é claramente inspirada em Persona 5. Os fãs mais antigos podem estranhar no começo, mas é fácil se acostumar.

A pescaria está de volta, agora com um sistema diferente, em vez de apertar rapidamente os botões, o jogador tem que pressionar o círculo e calcular o timing para capturar o peixe. O minigame de cartas agora é o Vantage Masters, onde o jogador tem que derrotar o mestre adversário. Há diversas cartas de buff e skills que ajudam na batalha.



Agora, em termos de roteiro e worldbuilding, Cold Steel III possui uma das melhores histórias dos JRPGs atuais e um dos melhores da franquia. O jogo é estruturalmente parecido com o primeiro: dia livre, estudo de campo, sidequests mundanas e então história principal. A diferença é que o jogo possui um ritmo melhor e não é cansativo. O primeiro Cold Steel demorava muito para “engatar” enquanto tentava apresentar os personagens.

A trilha-sonora, outra grande marca dos jogos da franquia, estão de volta arrasando mais uma vez. Há músicas que irão deixar os fãs mais antigos engolindo seco e de olhos molhados. Mas no geral, ela é a mais fraca até então.

  • O mundo de Trails

Um dos pontos mais chamativos de Trails é o seu mundo. São 9 jogos no total (já contando Sen no Kiseki IV, que em breve chegará por aqui, EU SUPLICO NISA) e em todos eles somos capaz de vermos NPCs tão vivos quanto os personagens principais. Ver como eles reagem aos acontecimentos do jogo é magnífico, cada um deles tem algo para dizer, e você não sente que são apenas falas automáticas e clichês, como vemos em outros JRPGs e ou muitos dos jogos ocidentais.

Tudo está conectado de alguma forma, não são apenas referências jogadas aqui e ali, como em filmes da Marvel. Tudo isso se perde se você começar a jogar Trails por esse jogo. Simplesmente ficará perdido e sem entender grande parte dos diálogos.

Em termos de localização, ela está bastante funcional. É difícil falar concretamente, por conta do meu inglês não muito bom, mas eu consegui passar 90% do jogo sem precisar procurar alguma palavra. A tradução ficou bem simples. Por outro lado, alguns termos da franquia em si foram alterados. Não sei se ficaram assim para sempre ou se irão corrigir em alguma atualização. A equipe de tradução é praticamente a mesma dos jogos anteriores, e creio que devem se pronunciar em breve quanto a isso.

  • Edição definitiva?

Há algumas novidades em comparação ao lançamento japonês, entre elas a presença do modo turbo, que acelera a velocidade do jogo, reduzindo o tempo da exploração nas dungeons e campo aberto. Outra novidade bastante bem-vinda, é a possibilidade de carregar seus níveis para o New Game+. No jogo original não era possível fazer isso, tendo que começar do nível 0.

No entanto, assim como o original, o jogo possui quedas de framerate, tanto no PS4 normal, quanto no PS4 PRO (segundo pesquisas), na parte final do jogo. Não é nem culpa da NISA em si, mas sim da Falcom.

Trails of Cold Steel III é um reflexo de um mundo bem construído. Traz personagens marcantes, retornos inesperados e momentos emocionantes. Além de um final de deixar o queixo caído.

O jogo foi testado em um PS4 normal. Agradecimentos à NIS America pelo envio do código para review.

Pontos Positivos:
Roteiro impecável.
Personagens bem escritos.
Trilha-sonora.
Bonding system funcional.

Pontos Negativos:
Framerate instável na parte final do jogo.
Marketing da NISA sobre ser uma porta de entrada.

Platina – Obrigatório

Categorias
Cinema Entretenimento Séries Tela Quente

El Camino é um presente para os fãs de Breaking Bad

Em 29 de Setembro de 2013, Breaking Bad chegou ao seu fim de forma excepcional através de Felina, onde vimos o desfecho de Walter White e a libertação de Jesse Pinkman. Agora, seis anos depois, a Netflix teve a iniciativa de produzir El Camino – um longa que mostra o que houve com Pinkman após o final do episódio e que finalmente nos mostra um desfecho digno para o personagem.

É inegável dizer que Breaking Bad é uma das melhores séries já produzidas, com o desenvolvimento impecável de todos os personagens centrais da trama e uma conclusão satisfatória. Quando a Netflix anunciou que um filme da série estava a caminho, continuando do ponto em que terminou, muitos fãs ficaram receosos com o que estava por vir – afinal, com um desfecho perfeito, não era necessário. Depois de tanta espera e medo, o longa finalmente foi lançado no serviço de streaming e comprovou que o medo era desnecessário – El Camino se mostrou como um revival digno da série e um presente para os fãs matarem as saudades e o vazio que Breaking Bad deixou.

Image result for el camino

Como dito acima, a trama se inicia logo após o término do último episódio e acompanhamos Jesse fugindo do cativeiro no qual era mantido em um El Camino. Após isso Pinkman decide reencontrar velhos amigos e recomeçar sua vida, deixando todo o passado para trás. O longa se desenrola através de intercalações entre o passado e o presente, onde temos Pinkman fugindo da polícia e correndo atrás de dinheiro para poder recomeçar e flashbacks com personagens queridos da série.

Grande parte dos flashbacks se tornam desnecessários por ocuparem um grande tempo de tela, fazendo com que a resolução final seja feita em menos de 20 minutos. A maior parte deles mostra Jesse com Todd durante seu aprisionamento pelos neonazistas, enrolando um pouco o desenrolar da trama. Talvez esse seja o único defeito do longa, afinal, o roteiro funciona bem e tem a mesma qualidade que a de um episódio da série mesmo com esse excesso.

Image result for el camino breaking bad movie

Vince Gilligan trabalha no longa da mesma forma que trabalhou na série, mantendo a mesma qualidade de fotografia e desenvolvendo um arco de redenção para o personagem de Aaron Paul. O longa não tem pretensão nenhuma superar a série ou apresentar algo novo para ter uma continuação, muito pelo contrário, o objetivo aqui é presentear os fãs com um episódio bônus de duas horas e um final ‘feliz’ na vida de um dos personagens que mais sofreu perdas durante a série – e esse papel, o filme cumpre muito bem.

No fim das contas, El Camino é isso: um presente para os fãs de Breaking Bad e uma conclusão digna para Jesse Pinkman. Sem plot twists nem grandes reviravoltas, apenas um revival de uma das melhores séries já feitas até os dias atuais e uma simples homenagem aos personagens.

Após fugir do cativeiro, onde foi mantido quando sequestrado, dramaticamente, Jesse Pinkman inicia uma jornada em busca da própria liberdade, mas antes precisa se reconciliar com o passado para, só então, ter seu futuro garantido.

El Camino: A Breaking Bad Film está disponível na Netflix.

Categorias
Serial-Nerd Séries

Nós somos o Cavaleiro da Lua! 11 atores que poderiam interpretar o Marc Spector no MCU

Atenção, essa coluna expressa um ponto de vista estritamente pessoal.

Durante a D23 desse ano (2019), a Marvel Studios finalmente anunciou a tão aguardada série do Cavaleiro da Lua, que será exclusiva do serviço de streaming Disney+ e terá a mesma qualidade dos filmes da empresa, assim como os outros seriados que estão sendo produzidos pelo estúdio.

Em tese, o personagem deve ser uma aparição recorrente no MCU, podendo protagonizar mais temporadas de sua própria produção para o Disney+, dar as caras em outros filmes de heróis e podendo até mesmo ser um dos membros mais importantes dos novos Vingadores, uma vez que a sua popularidade tende a aumentar cada vez mais.

Pra quem não está familiarizado, o Cavaleiro da Lua é um super-herói da Marvel Comics criado por Doug Moench e Don Perlin, que apareceu pela primeira vez em Werewolf By Night #32. O seu maior diferencial em relação aos outros personagens da Casa das Ideias, é que ele possui transtorno dissociativo de indenidade, compartilhando a sua mente com mais três personalidades (Steven Grant, Jake Lockley, o deus egípcio Khonshu e é claro, a sua personalidade principal, Marc Spector). 

Confesso que o vigilante se tornou um dos meus personagens favoritos, me levando aos prantos quando o seu seriado foi apresentado ao mundo pelo Kevin Feige. No entanto, surgiu uma dúvida em minha cabeça: ”quem poderia interpetá-lo?” Foi ai, que eu pensei em alguns nomes hollywoodianos que se encaixariam perfeitamente no papel, e é claro, decidi compartilhar a minha lista com você meu querido leitor.

Então meu caro vigilante, se posicione no lugar mais confortável da sua casa e confira quais são os 10 atores que poderiam interpretar o Marc Spector no MCU.


#11: Bill Skarsgård

Conhecido por: IT: A Coisa, IT: Capítulo 2, Hemlock Grove e Castle Rock.

Resultado de imagem para bill skarsgård

Desde a primeira temporada do seriado Hemlock Grove, Bill se demonstrou um ator que se afundaria na loucura para entregar uma boa atuação (diga-se de passagem, o Cavaleiro é uma persona que vive em um ”mundo” rodeado de insanidade própria). A prova mais recente disso, é na sua encarnação como Pennywise em IT: A Coisa e IT: Capítulo 2.


#10: Andrew Garfield

Conhecido por: O Espetacular Homem-Aranha, O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, Até o Último Homem e Under the Silver Lake.

Resultado de imagem para andrew garfield

O terceiro intérprete do Homem-Aranha nos cinemas, Andrew merece mais uma chance para interpretar um personagem de histórias em quadrinhos por muitos anos através de inúmeras produções audiovisuais, visto que o astro daria vida ao amigão da vizinhança por mais de 5 filmes.

Ultimamente, Andrew vem se dedicando à papéis mais dramáticos em longas voltados para grandes premiações. O exemplo mais recente, é na película Under the Silver Lake, produzida e distribuída pela A24. Marc é um personagem que possui uma vida no tanto quanto perturbada, devido a sua constante batalha mental consigo mesmo. Garfield seria uma escolha certeira da Marvel Studios para dar vida ao herói, dado que Andrew Garfild passou por momentos difíceis após o término com a atriz Emma Stone, podendo usar um pouco de mágoas passadas para a sua atuação como Spector.


#9: Alexander Skarsgård

Conhecido por: A Lenda de Tarzan, True Blood, Mudo e Hold the Dark.

Resultado de imagem para alexander skarsgård

Diferente do seu irmão mais novo Bill Skarsgård, Alexander atua de uma maneira mais calma e serena, assim como o seu comportamento pessoal. Marc é um homem que está em busca contaste pela própria paz e Skarsgård seria ideal para transmitir essa sensação para o personagem.


#8: Dacre Montgomery

Conhecido por: Stranger Things, Power Rangers, A Few Less Men e Safe Neighborhood.

Resultado de imagem para dacre montgomery

Dacre Montgomery é um ator australiano que vem sendo especulado para interpretar um personagem no MCU há meses. Admito que Dacre tem cara de Tocha Humana ou até mesmo de Adam Warlock, mas seria muito interessante ver o ex Ranger Vermelho emprestando as suas ”habilidades” na hora de interpretar um herói louco no MCU.


#7: Dave Franco

Conhecido por: Truque de Mestre, Truque de Mestre 2, Nerve: Um Jogo Sem Regras e Artista do Desastre.

Resultado de imagem para dave franco

Assim como o seu irmão James Franco, Dave tem a reputação de estrelar filmes mais voltados para a comédia (longas-metragens comerciais se incluem na lista), caso de LEGO Ninjago: O Filme, Superbad e Os Vizinhos. 

A Marvel Studios sempre preza pela qualidade de suas produções; entretanto, não importa qual tema os seus filmes e séries abordam, sempre haverá uma quantidade demasiada de piadas. Dito isso, Franco poderia usar elementos de suas já conhecidas atuações para dar um tom mais ”engraçado” para o vigilante de Nova York.


#6: Liam Hemsworth

Conhecido por: Jogos Vorazes, A Última Música, Independence Day: O Ressurgimento e Killerman: A Lei das Ruas.

Resultado de imagem para liam hemsworth

Liam é um ator que eu sempre desejei ver interpretando um personagem de quadrinhos, seja ele um herói ou vilão. Ex-marido da Hannah Montana e irmão mais novo do Thor, Hemsworth possui o porte ideal para o nosso herói encapuzado, uma vez que de uns anos pra cá, ele vem se dedicando à filmes de ação e aventura.


#5: Dylan O’Brien

Conhecido por: Maze Runner, Bumblebee, O Assassino: O Primeiro Alvo e Deepwater Horizon.

Resultado de imagem para dylan o'brien

Dylan ganhou notoriedade após participar do famoso seriado Teen Wolf. Posteriormente, o astro se dedicou à estrelar filme de ação, como a franquia Maze Runner e O Assassinato: O Primeiro Alvo. 

Por sorte, O’ Brien se provou como um artista talentoso, sendo denominado por muitos, como o ”Bruce Willis” da nova geração. O curioso, é que o seriado do Cavaleiro da Lua terá a classificativa PG-13, mas isso não irá impedir que a produção seja composta por violência extrema e temas adulto, tendo possivelmente uma abordagem parecida com a trilogia do Batman do Nolan. Ao meu ver, o ator se daria bem interpretando um personagem voltado para o público infantil, mas sem perder a sua essência sombria e violenta.


#4: Mena Massoud  

Conhecidos por: Aladdin, Jack Ryan, Strange but True e Open Heart.

Resultado de imagem para mena massoud

A conexão entre Mena e o Cavaleiro, está mais próxima do que imaginávamos. A história do personagem é diretamente ligada com o antigo Egito, que coincidentemente, é o país de origem do ator. Filho de judeus (religião de Marc), Massound participou de apenas dois grandes projetos na sua vida, são eles: Aladdin e Jack Ryan. É muito comum por parte da Marvel Studios, contratar atores da Disney para dar vida à personagens em seu Universo Cinematográfico. Dito isso, conclui-se que não seria uma má escolha caso a produtora decidisse dar uma chance de ”engradecimento” para o astro, uma vez que todos merecem uma chance para intepretar um herói (ou vilão) nas telonas e telinhas.


#3: Taron Egerton

Conhecido por: Kingsman, Rocketman, Billionaire Boys Club e Voando Alto.

Resultado de imagem para taron egerton

Temos aqui, mais um caso de um ator que se dá muito bem em grandes cenas de ação. Particularmente, Taron é um dos meus atores favoritos da atualidade, uma vez que ele me ganhou através da franquia Kingsman e pelo seu filme mais recente, Rocketman.

O astro é um dos favoritos dos fãs para ser a nova faceta do Wolverine na telonas. Contudo, o mesmo já declarou que apesar de amar o personagem, no seu ponto de vista, há outros atores mais competentes para dar vida ao personagem. Todavia, Taron afirmou que ama os filmes da Marvel Studios e que é um sonho entrar para a equipe um dia. Será que vermos o astro fazendo a sua estreia no MCU em Cavaleiro da Lua? 


#2: Oliver Jackson-Cohen

Conhecido por: O Homem Invisível, A Maldição da Residência Hill, The Secret River e Man in an Orange Shirt.

Resultado de imagem para oliver jackson-cohen

Mais um candidato da lista nascido no Egito e Judeu, Oliver é um astro que se divide entre o cinema e os seriados. Um dos fatores mais importantes da mitologia do Cavaleiro da Lua, são as suas 3 personalidades, que acabam dando uma diferenciada no personagem em relação aos outros heróis. Dito isso, Jackson seria perfeito para o papel, uma vez que ele costuma interpretar papéis dos mais variados possíveis, como por exemplo, um monarca homossexual, um dependente químico com sérios problemas de depressão e um cientista abusivo com a sua própria namorada.

Vale mencionar, que coincidentemente, na fase do personagem escrita por Jack Lemire e ilustrada por Greg Smallwood, o cruzado encapuzado da Marvel se assemelha fisicamente com o ator em inúmeros quadros. Seria isso, um sinal?


#1: Zac Efron

Conhecido por: High School Musical, Vizinhos, We Are Your Friends e Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile.

Resultado de imagem para zac efron

Finalmente, chegamos no TOP 1 dessa lista e o meu candidato favorito pro papel, que sinceramente, torço muito pra que Zac acabe sendo cotado para ser o Cavaleiro. 

Assim como Robert Pattinson, o atual Batman nos cinemas, Efron era um ator que geralmente, era mal visto pelo público e pela crítica, devido à sua participação na trilogia High School Musical. Porém, felizmente assim como Robert, o astro deu a volta por cima, interpretando papéis dos mais variados tipos, como por exemplo, recentemente deu vida ao serial killer Ted Bundy no filme Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile, da Netflix. Após o lançamento do longa, muitos afirmaram que a atuação do ator está impecável, e que em diversas vezes, é impossível reconhecer aquele menino franzino que sai por ai cantarolando no papel de um assassino em série.

Em 2018, o ator estava sendo cotado para viver o Ikaris em Os Eternos, mas que devido a conflitos de agenda, acabou desistindo de interpretar o conjugue da Sersi. Porém, recentemente vazou uma lista na qual diz que a Marvel Studios está procurando um ator judeu e de preferência descendente de Israelitas que se assemelhe com Zac para viver o Cavaleiro da Lua. 

Porém, a lista diz que Efron é um dos candidatos para o papel, uma vez que além de ser judeu praticante, a empresa quer que o ator faça parte do MCU de qualquer jeito, e irá ”lutar” para ter Zac em seu Universo. Também não seria estranho a produtora contratar o ator famoso igual ele para dar vida a um personagem desconhecido, uma vez que o intuito da produtora, é aumentar a fama do Cavaleiro ao máximo. Apenas faça isso acontecer Marvel!


#0: Um ator desconhecido e que até então  está em ascensão em Hollywood

Entretanto, não podemos descartar a hipótese da Marvel Studios escalar um ator não tão conhecido que está apenas começando a sua carreira de ator para viver o possível líder dos Filhos da Meia-Noite ao lado de Blade

O caso mais recente, foi com o Simu Liu, que era apenas conhecido no Canadá por participar de sitcoms e que acabou sendo escalado para dar vida ao Shang-Chi no filme solo do personagem. 

Portanto, caso a fórmula se repita, temos que levar em consideração que não seria uma atitude incomum por parte da produtora.


Cavaleiro da Lua é um herói que tem um potencial incrível, visto que o seu universo é riquíssimo e cheio de alegorias mentais. Portanto, conclui-se que dependendo do ator que for escolhido, ele terá uma jornada incrível no MCU e será tratado com o seu devido ator.

Tem alguma sugestão de outro astro que não está na lista? Deixe nos comentários e até a próxima.

Categorias
Cinema Colunas Entretenimento Tela Quente

Projeto Gemini é simples, porém pioneiro e revolucionário

Três anos após seu último filme, Ang Lee volta às telas de cinema com o seu novo espetáculo visual, Projeto Gemini, filme que havia sido engavetado pela Disney nos anos 90. No filme, Henry Brogan (Will Smith) é o melhor assassino profissional do mundo, com uma taxa de sucesso maior do que de qualquer outro, mas, quando decide se aposentar, acaba se tornando um alvo da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos, para quem trabalhava anteriormente. Enquanto luta para se manter vivo, ele se depara com um clone de si mesmo e descobre que as ações do governo americano são para esconder um grande segredo, que só Brogan, com toda sua experiência, é capaz de desmascarar.

Resultado de imagem para gemini man
Em termos de história, é algo bem simples, é uma trama rasa e que provavelmente funcionaria melhor no passado, mas não que isso seja um problema. É melhor que tenhamos algo bem estruturado do que uma trama pretenciosa que deixa inúmeros furos. Como dito, o filme tem um tom de filmes nostálgicos de ação, principalmente por ter sido desenvolvido nos anos 90 (O filme havia ido para a ‘geladeira’ pois, na época, os efeitos visuais não eram bons o suficiente para reproduzir o que o filme queria passar).

Um problema no filme é explicar demais, todo momento somos apresentados à algo que cedo ou tarde receberá uma explicação enorme, algo que o próprio espectador poderia deduzir sozinho. Uma coisa ruim também, é que eles não explicam a coisa que motiva o filme: Não falam de como o clone do Henry foi criado. Isso é algo que incomoda, mesmo eles fazendo uma longa explicação sobre toda vida do clone, não explicam como ele foi criado.

Os diálogos são coisas bem superficiais também, muitos não tão bem feitos, porém, alguns até memoráveis. O longa sabe trabalhar muito bem seu tempo, cenas de luta, ação, comédia, drama, todas se encaixam como uma luva. Mais uma vez provando que, ser simples não significa ser ruim.


O elenco do filme também tem um grande destaque nesse filme. Will Smith na maioria do filme tem uma atuação aceitável, é como se fosse o mesmo padrão dele em todos os filmes de ação, porém, em cenas mais dramáticas, o ator consegue entregar uma carga emocional no ponto certo, e funciona de forma esplêndida.

Então, somos apresentados a Danny, personagem interpretada pela Mary Elizabeth Winstead, e sinceramente, ela rouba todas as cenas que aparece. Carismática, com uma atuação muito bem feita pela Winstead, ela é a melhor personagem do filme, junto com o Júnior, o clone do protagonista. E é engraçado pensar que, o personagem interpretado por Benedict Wong, Baron, era para ser um personagem feito para o alívio cômico, acaba competindo com a Danny para ver quem consegue conquistar mais o público; isso é bom, já que os dois fazem seu papel com maestria.


Agora, a parte mais importante de todo filme, seus efeitos especiais. O quê tem de tão especial nos efeitos visuais do filme? Uma tecnologia pioneira chamada 3D+, e cenas de ação feitas com autenticidade.  Mas, o que é o 3D+?

Desde o início do cinema, todos filmes eram projetados a 24 quadros por segundo, o que se tornou um padrão em todo audiovisual. Porém, em Projeto Gemini, o longa foi filmado em 120 quadros por segundo, e nas salas de cinema onde o 3D+ está disponível, o filme é exibido em 60 quadros, mais que o dobro da taxa tradicional. As imagens se assemelham muito à sensação de estar jogando um video-game, e como o efeito consegue trazer mais imagens, existe muito mais profundidade, assim deixando o espectador mais imerso e com maior desfrutação das cenas. Isso, além de conseguir passar o espetáculo visual que Ang Lee queria, se prova sendo uma das experiências mais imersivas que se tem no cinema atualmente. E quem odeia sessões 3D, não precisa ter medo ao assistir esse filme, pois vale muito ver nesse formato.

Inicialmente, pode-se até causar um grande estranhamento ao assistir o longa nesse formato, a fotografia é mais limitada, a movimentação de câmeras são bem diferentes, mas isso não é algo ruim. É pioneiro, e devemos aprender a respeitar isso. Então, antes de ir assistir o filme, certifique-se que o seu cinema oferece a opção 3D+, pois é a melhor maneira de ter uma experiência única. É uma diferença brutal do 2D para o 3D+, são visões extremamente diferentes.

E falando dos efeitos de rejuvenescimento que utilizaram no Will Smith, está simplesmente fantástico, assim como os efeitos em um todo. As primeiras cenas com o clone jovem do protagonista podem dar um sentimento ambíguo em um primeiro momento, mas ao longo do filme, o efeito melhora e acaba se tornando uma das partes mais marcantes.
Resultado de imagem para gemini man gif
Em termos técnicos, o filme também acerta. Nele temos uma boa trilha-sonora, que funciona em todas as cenas, algo que impressiona e ajuda bastante na imersão que o diretor quis passar. A edição do filme também não conflita, e nem cria problemas, é bem feita.

Algo que pode dividir opiniões, se dá na hora da direção e fotografia, logo que é extremamente fora de um padrão já criado no audiovisual. Pode agradar muita gente, ou pode gerar um belo estranhamento. Pensando no que Lee queria passar no longa, toda essa nova imersão inovadora, eu acredito que funciona, e que futuramente terá uma enorme evolução quanto esse assunto. Mesmo limitado por tais quesitos, o filme não deixa de criar cenas bonitas, mesmo sem um filtro ou coisas do gênero, a fotografia é bem limpa e também tem um tratamento visual que funciona com o tom que o filme passa.

Em suma, o filme de certa forma funciona, tem seus momentos e tem seus erros. Mesmo apresentando um roteiro um tanto ultrapassado, ele diverte e cumpre seu papel em entreter o espectador. A tecnologia e a inovação que o filme traz em sua bagagem também é única e merece seu devido respeito, querendo ou não, o longa já entrou na história do cinema e do audiovisual, mais uma vez, Ang Lee fazendo história. É o primeiro filme a ter essa tecnologia, e com certeza veremos os filmes de heróis utilizando isso no futuro.

Se quiser se aprofundar mais na história apresentada, juntamente ao longa, o livro contando a história mais aprofundada e mostrando um pouco mais dos personagens será lançado dia 16 de outubro. Agradecendo a Paramount Brasil, que nos disponibilizou uma edição, é possivel comparar com o filme e as cenas são extremamente fiéis, com uma diferença ou outra, é mais um modo de se envolver no universo do filme.

Nota: 3,5/5