Após o sucesso da parte 1 lançada no começo do ano, a série francesa da Netflix, Lupin, retorna com sua segunda parte para dar continuidade às aventuras e história de Assane Diop (OmarSy). Logo depois de seu filho, Raoul (Etan Simon), ser sequestrado a mando do antagonista e corrupto Hubert Pellegrini (Hervé Pierre) no final da primeira parte, Assane busca pelo filho desesperadamente, enquanto ainda segue atrás de justiça pelo o que aconteceu com seu pai no passado.
O primeiro episódio já começa sem rodeios, em continuidade ao gancho deixado em aberto na parte 1. O episódio, em particular, teve cortes e ângulos de cena bastante estranhos, o que causou uma confusão visual. Felizmente, essa escolha de filmagem não continuou nos episódios que se seguiram. O passado do protagonista se mantém sendo um elemento presente, o que é ótimo. A série consegue criar uma sincronia e sensação de sequência de forma excelente, sendo recorrente em ambas temporadas. Porém, o maior pecado dessa parte foi o primeiro capítulo que, ainda que tivesse as melhores intenções, não conseguiu entregar a tensão necessária para a situação de Diop e Raoul.
Contudo, os outros episódios mantêm a mesma linha de qualidade da primeira parte. As sucessões de artimanhas de Assane ainda possuem a mesma perspicácia e funcionam em seus respectivos contextos, mas não são tão empolgantes quanto as de outrora. As relações do protagonista são mais abordadas, mas no entanto não foram bem aprofundadas, como a dele com Juliette Pellegrini (Clotilde Hesme) que merecia mais atenção e que no entanto deu a sensação de que o relacionamento foi apenas jogado na trama e esquecido.
O seriado ainda obtém sucesso em criar plot twists. A forma que Diop engana tanto os personagens quanto o telespectador cria uma relação original e excepcional. Chega-se ao final de alguns episódios e é revelado que fomos completamente enganados por ele, causando a surpresa pretendida. Outro ponto positivo é a dinâmica entre o protagonista e seu melhor amigo Benjamin (Antoine Gouy), que foi mais apresentada. Ver a parceria dos dois em tela é divertida, tanto no passado quanto atualmente, além dos atores possuírem uma harmonia entre si. Para nossa surpresa, ainda descobrimos um novo personagem aliado de Assane e que possui potencial para as próximas temporadas.
A segunda parte de Lupin se mostra ainda com o potencial e perspicácia de antes, com críticas sociais ainda abordadas de forma sútil mas que podem ser percebidos. O charme, carisma e inteligência de Assane Diop, interpretado por Omar, são também ainda o ponto alto da série. Sua segunda parte possui erros técnicos -como de continuação, cenas de luta mal coreografadas ou com cortes muito bruscos- e de roteiro, mas que não tiram a qualidade da série no geral. Mesmo que não possua a mesma empolgação de antes, os truques de Assane continuam a manter nossa atenção para a tela, esperando por sua próxima proeza.
Baseada nas histórias em quadrinhos da DC Comics pelo selo adulto Vertigo e criadas por Jeff Lemire, Sweet Tooth é a nova série original Netflix que estreou despertando o interesse de muitos espectadores. O que também chamou atenção para a série foi a participação de Robert Downey Jr. e Susan Downey na produção.
Na trama, o mundo entra em colapso após um vírus acometer a população, enquanto começam a nascer crianças híbridas, no caso metade humano e metade animal, levando muitos a acreditarem que elas causaram o vírus. O protagonista Gus (Christian Convery), um menino metade cervo, vive isolado em uma floresta com seu pai (Will Forte), que faz de tudo para protegê-lo de humanos que caçam híbridos. Em busca de respostas de seu passado e origem, Gus parte em uma aventura junto de Jepperd (Nonso Anozie), um homem um tanto emburrado, mas que o protege muitas vezes e que também precisa lidar com suas memórias quanto ao flagelo.
A história se mostra atrativa, sobretudo, pela sua premissa criativa e única. Toda sua atmosfera é composta por uma fantasia que nos convida a embarcar nesse mundo tão fantástico quanto assustador. Esse é um dos pontos que o roteiro consegue balancear bem, mesmo com tantas tragédias e incertezas em um mundo pós-apocalíptico, pode-se perceber o quanto as relações ali se tornam profundas. É evidente que quase todos os episódios dialogam sobre os conceitos de lar e resiliência de forma afável, sem parecer algo raso ou repetitivo. Da mesma forma, ao passo que assistimos uma jornada divertida, percebemos também as nuances mais soturnas do enredo, com mensagens que causam impacto de tão reais e atuais que são.
Com um protagonista carismático, já nos vemos quase completamente apegados à sua história e circunstância. Quanto mais episódios se passam, mais se faz presente a sensação de compartilhar dos sentimentos de Gus, sua inocência, amor por doces, sua curiosidade que cativa, e também seus medos. Devido à perseguição aos híbridos, assistimos a temporada inteira torcendo para que nada de mal aconteça ao protagonista e às outras crianças híbridas, fato que nos amarra emocionalmente ainda mais à narrativa.
Além disso, a relação de Gus e Jepperd vai se tornando cada vez mais genuína e cômica de se ver. Assim como todos os outros personagens apresentados, que são muito bem desenvolvidos com suas particularidades e contribuição para com a narrativa, a trama funciona de forma bem estruturada.
As locações em paisagens naturais são, sem dúvidas, um dos pontos mais encantadores do seriado. Cada panorama se mostra mais belo que o outro, com fotografias espetaculares que dão à obra uma identidade visual ímpar e que muito contribui para estabelecer a atmosfera de aventura. O sentimento é de que estamos participando dessa história, imergidos em uma fábula e a conhecendo ao mesmo tempo, isso graças também à narração de James Brolin.
A série contém muitos elementos que lembram a atual pandemia, tendo assim um forte apelo emocional e que conversa com o público, que conhece essa experiência. É visível as comparações e mensagens claras sobre o cenário vigente, e fica difícil não se identificar com a situação. No entanto, a obra tem seus defeitos, sendo eles os problemas resolvidos facilmente em alguns momentos, ou a impressão de se arrastar lentamente, assim como a caracterização de outras crianças híbridas que deixou a desejar em outras cenas.
Ainda que não possua o ar sombrio das hqs, Sweet Tooth também funciona com seu clima mais esperançoso e positivo, adaptado na intenção de alcançar todas as idades. E mesmo sendo uma aventura leve que fala sobre família e amor, também tem seu quê de taciturno ao explorar temas como a violência, discriminação e, sobretudo, como as pessoas se comportam em tempos difíceis. Por isso, talvez adaptar a obra sob um olhar mais delicado tenha sido a melhor decisão.
Sweet Tooth já estreou na Netflix fazendo sucesso. Contando com 8 episódios, a série é baseada na consagrada obra da Vertigo, antigo selo adulto da DC Comics. Escrita e ilustrada por Jeff Lemire, Sweet Tooth começou a ser publicada em 2009, finalizando com 40 edições em 2013. Aqui no Brasil, a obra foi disponibilizada no mercado pela editora Panini.
Como boa parte das adaptações, Sweet Tooth também conta com mudanças em relação à obra original. Confira abaixo as principais diferenças e não fique por fora de nenhum acontecimento dos quadrinhos.
Atmosfera
Podemos começar dizendo que esse é a diferença mais marcante entre as duas mídias. A série, tanto pela classificação etária escolhida como também pela própria intenção de seus realizadores, optou por estabelecer um tom mais alegre, de mais esperança e sem violência gráfica. Mesmo mantendo o gênero de futuro distópico assolado por um vírus mortal, a adaptação consegue deixar tudo mais leve, mais colorido e menos amedrontador.
Por outro lado, os quadrinhos seguem o caminho do medo e da constante insegurança dos personagens. Em um mundo completamente devastado e com sobreviventes humanos totalmente desesperados, temos cenas de violência explícita, terror psicológico e tensão extrema. Sentimos que os personagens estão cansados, tristes, e que já aceitaram o fato de que, mais cedo ou mais tarde, vão ser contaminados pelo vírus e acabar morrendo. A própria arte de Lemire contribui para a ambientação mais soturna e melancólica dos quadrinhos; com um traço bem singular e expressivo, o autor consegue nos passar uma sensação de angústia e desconforto característicos do ambiente em que a obra se passa.
Tommy Jappered
O personagem que acompanha Gus em sua jornada também sofreu uma mudança grande. Na série, Jappered é um antigo jogador de futebol americano que perdeu sua esposa e seu filho logo no início do vírus. Após sua esposa dar a luz a um bebê híbrido, ambos desaparecem do hospital, e Tommy nunca mais os encontra. Agora um sobrevivente errante, o homem acaba salvando Gus de caçadores, sendo seguido pelo garoto e convencido à levá-lo até o Colorado.
Nos quadrinhos, a moral e o caráter do personagem são postos à prova em diversos momentos. Gus e Jappered se conhecem como na série, quando o homem salva o garoto dos caçadores na floresta. No entendo, é Jappered quem convence o menino cervo a sair de casa e ir com ele, dizendo que o local não é mais seguro e que iria levá-lo à “reserva“. Descobrimos, logo mais, que a tal reserva não existe e que tudo não passava de uma mentira de Jappered, que tinha como objetivo entregar o menino híbrido para a milícia em troca dos ossos de sua esposa falecida.
Como complemento, vemos o passado do personagem, sua vida como jogador de hóquei antes do vírus, bem como ele e sua esposa enfrentando os anos iniciais do Flagelo. Ambos acabam sendo enganados por Abbot, líder da milícia, indo para a base do vilão achando que estariam em segurança. Contudo, a esposa de Jeffered, que estava grávida, acaba sendo utilizada em experimentos, morrendo após dar a luz; a criança, que inicialmente não aparece, também é dada como morta. Posteriormente, descobrimos que o filho de Tommy está vivo, e que também é um híbrido.
Doutor Singh e as experiências com híbridos
Na adaptação da Netflix, somos apresentados ao médico Aditya Singh, um personagem que tem bastante destaque e uma linha narrativa própria. Junto com sua esposa Rami, os dois moram em uma comunidade de sobreviventes muito bem organizada e que tem métodos bem radicais de contenção do vírus. Após a médica do local abandonar as funções, Singh se torna o responsável, tendo acesso à todos os documentos do soro que sua antecessora estava desenvolvendo. Usando híbridos vivos, a antiga médica conseguiu desenvolver um bloqueador do Flagelo, mas que não dura muito tempo e o infectado precisa consumi-lo constantemente para não desenvolver a doença. Na série, Rami acaba sendo contaminada e faz o uso do medicamento, conseguindo ser a pessoa que mais viveu com a doença no organismo. Importante frisar que na adaptação, nenhum híbrido é mostrado morto ou sofrendo experiências.
Na HQ, por outro lado, não temos nenhum medicamento ou cura para a doença. O doutor Singh é o responsável pelas pesquisas na milícia e busca incansavelmente, há anos, achar alguma solução para o Flagelo, não alcançando nenhum sucesso. Os híbridos, após serem capturados, são colocados em uma espécie de prisão e são tratados das piores formas possíveis; quando algum é levado ao laboratório de Singh, nunca mais retorna.
Após Gus ser enganado por Jappered e entregue a Abbot, o menino acaba conhecendo outros híbridos que também foram capturados e estão ali para servirem de cobaia. Alguns desses personagens se tornarão grandes amigos de Gus e serão importantes durante toda a trama dos quadrinhos; inclusive, o filho de Jappered também se encontra preso na base da milícia. De uma forma bem mais explícita e grotesca do que na série, os quadrinhos nos mostram cenas de híbridos mortos, abertos e sendo experimentados.
Exército Animal
Mesmo sendo presente tanto na HQ como na série, as versões do Exército Animal são extremamente diferentes, tanto em composição, objetivo e visual. Na adaptação, temos adolescentes que buscam proteger e resgatar híbridos; morando em um parque de diversões abandonado, os jovens nutrem uma repulsa por adultos e usam roupas e adereços que representem visualmente um animal de sua escolha. Liderados pela “Ursa“, esta acaba saindo do grupo e se unindo a Gus e Jappered e embarcando na viagem até o Colorado.
Em paralelo, temos o Exército Animal dos quadrinhos, um grupo bem violento de sobreviventes que dominou uma cidade inteira. Glebhelm, um homem que usa seus 5 filhos híbridos como animais de caça e também é líder do grupo, acaba convencido por Jeppered a atacar a base da mílicia; em troca, poderiam pegar todos os híbridos do local. Este, no entanto, era apenas um blefe de Tommy, que precisava do exército justamente para conseguir resgatar Gus.
Motivação de Gus
Enquanto na série o nosso protagonista quer ir ao Colorado em busca de sua mãe, nos quadrinhos o menino cervo tem como destino o Alasca. Após o doutor Singh ter acesso a escritos e documentos do pai de Gus que mencionavam o local – e após o menino ter vários sobre lá também -, nossos personagens seguem rumo ao norte, achando que lá encontrariam explicações sobre o passado do garoto e também sobre a origem do vírus.
Personagens
Podemos começar esse tópico citando duas personagens muito importantes nos quadrinhos e que acabaram de fora da série: Becky e Lucy. Resgatadas por Jeppered e Gus de uma casa onde eram obrigadas a se prostituir, as duas mulheres fazem parte do resgate de Gus e também da jornada até o Alasca.
Becky e Lucy, respectivamente.
A série, por outro lado, acabou acrescentando vários personagens novos. Como exemplo, temos Aimee, a mulher que adota uma menina híbrida e que é a responsável pela criação da Reserva, local que na adaptação realmente existe e que serve para abrigar e proteger os híbridos.
Aimee.
Origem do vírus e dos híbridos
Esse é um ponto complexo tanto na adaptação como nos quadrinhos, então vamos por partes. Na série, vemos que um laboratório estava fazendo pesquisas biológicas a fim de desenvolver novas vacinas. O pai de Gus trabalhava na limpeza da instalação, e é lá que conhece a “mãe” de Gus, Birdie. A moça era, na verdade, a virologista responsável pelo projeto, este que acabou gerando o primeiro bebê híbrido: Gus – sigla para Genetic Unit Series 1. Certa noite, o exército entra nas instalações e começa a confiscar o projeto; numa tentativa de salvar a vida da criança e impedir que ela seja alvo de experiências, Birdie entrega Gus ao homem que viraria a seu pai e pede que ele cuide do menino.
Birdie segurando Gus, ainda no laboratório.
Agora, nos quadrinhos… o buraco é bem mais embaixo. Tudo em 1910, no Alasca, onde um rapaz que outrora foi ao gélido território com o objetivo de catequizar os nativos, acabou sendo conquistado pelo povo e resolveu permanecer no local. Um dia, no entanto, o homem acaba entrando em uma caverna, onde encontra várias espécies de “túmulos“, cada um com um animal esculpido na porta. Por curiosidade, resolve abrir um deles, se deparando com um esqueleto híbrido de um humano com um cervo.
Rapidamente, outros membros da tribo o tiram de lá, explicando que aquele lugar era sagrado e que o que ele viu ali eram os corpos de Deuses. Tal perturbação, contudo, deixaria um preço. Pouco tempo depois, o povo que ali morava começou a adoecer e a morrer, e a esposa do rapaz, que estava grávida, deu à luz a um menino híbrido de cervo.
Em outra edição, vemos o pai de Gus antes da epidemia. Assim como na série, o homem também trabalhava na limpeza de uma instalação de pesquisa; a diferença é que essa instalação ficava no Alasca, e foi construída propositalmente em cima da caverna onde se localizavam os túmulos dos Deuses híbridos.
Vemos que o laboratório estava utilizando os esqueletos dos túmulos para gerar vidas híbridas artificialmente, através de incubadoras. Um dia, quando o pai de Gus foi até a instalação trabalhar, percebeu que todos os funcionários do local estavam mortos; ao andar pelas salas, avista um berço, e nele estava um bebê híbrido. Não podendo deixar o pequeno ali sozinho, o homem resolve levá-lo consigo e criá-lo como filho.
Como provavelmente teremos uma 2ª temporada, vou parar por aqui e não contar o final dos quadrinhos. Mesmo com várias mudanças e com um tom bem diferente da HQ, a adaptação de Sweet Tooth consegue ser uma série bem empolgante e divertida, mantendo a premissa chave de uma nova espécie nascendo e “tomando o lugar” dos seres humanos. Para os fãs ferrenhos e que não são muito adeptos à modificações, sugiro que assistam a série e deixem-se levar pela mensagem leve e otimista que a adaptação trás consigo, afinal, é plenamente possível gostar das duas obras ao mesmo tempo. Aos que ainda não leram os quadrinhos, deixo aqui a minha sincera recomendação; Lemire consegue nos entregar uma trama cheia de drama, mistérios, reviravoltas e quadros de ação muito, mas muito bem desenhados. Garanto que, ao começar a leitura, você não vai conseguir parar… eu, pelo menos, não consegui (risos).
Junho chegou com mais novidades na Netflix e você pode conferir abaixo para preparar a maratona.
01/06
Super Monstros: Contos de Monstros
De Cachinhos Dourados a João e Maria, os Super Monstros reinventam seus contos de fadas preferidos com um toque especial de música e magia!
02/06
Carnaval
Depois de terminar o namoro, uma influenciadora viaja com as amigas para o Carnaval da Bahia e descobre que a vida real é muito mais vibrante do que imaginava.
03/06
Infiltrado na Klan
Em Infiltrado na Klan, que se passa em 1978, Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.
Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme (Parte 1 / Parte 2)
Quando um poder sombrio toma conta da Terra após um eclipse solar total, apenas uma reunião das guardiãs Sailor poderá trazer a luz de volta para o mundo.
04/06
Sweet Tooth (Primeira temporada)
Em uma perigosa aventura em um mundo pós-apocalíptico, um adorável menino-cervo sai em busca de um novo começo na companhia de um protetor rabugento.
07/06
Minhã Mãe é uma Peça
Dona Hermínia (Paulo Gustavo) é uma mulher de meia idade, divorciada do marido (Herson Capri), que a trocou por uma mais jovem (Ingrid Guimarães). Hiperativa, ela não larga o pé de seus filhos Marcelina e Juliano (Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo), sem se dar conta que eles já estão bem grandinhos. Um dia, após descobrir que eles consideram ela uma chata, resolve sair de casa sem avisar para ninguém, deixando todos, de alguma forma, preocupados com o que teria acontecido. Mal sabem eles que a mãe foi visitar a querida tia Zélia (Sueli Franco) para desabafar com ela suas tristezas do presente e recordar os bons tempos do passado.
09/06
Awake
Depois que um incidente global impede a humanidade de dormir, uma ex-militar problemática luta para salvar a família e enfrenta o caos na sociedade e na própria mente.
11/06
Lupin (Parte II)
Perseguido por Hubert e seus capangas, Assane tenta encontrar Raoul e recebe uma ajuda inesperada para conseguir desmascarar o vilão.
15/06
Cidade Cirandinha (Segunda temporada)
Guida e Brasa estão de volta em novas aventuras musicais divertidas com seus coleguinhas, sempre usando a criatividade e o trabalho em equipe para resolver problemas.
Capitão Phillips
Em Capitão Phillips, Richard Phillips (Tom Hanks) é um comandante naval experiente, que aceita trabalhar com uma nova equipe na missão de entregar mercadorias e alimentos para o povo somaliano. Logo no início do trajeto, ele recebe a mensagem de que piratas têm atuado com frequência nos mares por onde devem passar. A situação não demora a se concretizar, quando dois barcos chegam perto do cargueiro, com oito somalianos armados, exigindo todo o dinheiro a bordo.
Headspace: Guia para relaxar
Quer relaxar, meditar ou dormir bem? Neste especial interativo de Headspace, você pode personalizar sua experiência como desejar.
16/06
Cidade dos Pinguins
Em uma pitoresca cidade da África do Sul, um eclético grupo de pinguins em perigo de extinção se reúne para acasalar, formar famílias e se enturmar.
17/06
Record of Ragnarok
Representantes de toda a história humana enfrentam os deuses em 13 batalhas, um contra um, e o destino da humanidade está em jogo!
18/06
Paternidade
Neste filme inspirado em uma história real, um pai viúvo lida com dúvidas, medos, decepções e mamadeiras ao assumir a tarefa de criar sua filha sozinho.
Elite (Quarta temporada)
Um diretor exigente e quatro alunos novos chegam à escola. Prepare-se para confusões amorosas, boatos escandalosos e mais um mistério. Episódios especiais dos personagens também serão lançados.
21/06
Luccas Neto: 2 babás muito esquisitas
Luccas e Gi ficam sozinhos em casa com duas babás bem esquisitas. Quando elas revelam um plano maligno, os dois terão que criar armadilhas para salvar um diamante escondido por seus pais, agentes secretos.
23/06
Brincando com Fogo (Segunda temporada)
A nova temporada traz mais um grupo de pessoas solteiras em um paraíso para ver quem consegue abrir mão do sexo em troca do prêmio de 100 mil dólares.
A Casa das flores: O Filme
Nele, os membros da família De la Mora voltam para casa, bem… antiga Casa das Flores, com um único propósito: cumprir o último desejo de Délia e buscar vingança contra Agustín. E embora nem Paulina nem Virgínia garantir que lembram, será preciso uma viagem de volta no tempo para vingar a morte de Pato.
24/06
Godzilla: Ponto Singular
Unidos por uma música misteriosa, uma estudante e um engenheiro lideram a luta contra uma poderosa força que pode destruir o mundo.
25/06
Sex/Life (Primeira temporada)
Uma mulher casada e mãe de dois filhos não consegue parar de pensar no passado tórrido com o ex.
28/06
The Seven Deadly Sins: O Julgamento do Dragão
Meliodas absorve os mandamentos para se tornar Rei dos Demônios e salvar Elizabeth. Enquanto isso, Ban vaga pelo purgatório para salvar a alma do capitão.
30/06
America: The Motion Picture
Armado com uma motosserra, George Washington se une ao beberrão Sam Adams para derrotar os ingleses numa grande zoeira com a Revolução Americana.
Sophie: Assassinato em West Cork
Baseada em fatos reais, Sophie: Assassinato em West Cork se debruça sobre o caso de Sophie Toscan du Plantier, produtora de cinema e TV francesa que foi brutalmente assassinada em 1996, dois dias antes do Natal. O crime aconteceu em West Cork, na Irlanda, onde Sophie tinha uma casa de férias.
Para mais novidades das plataformas de streaming, fiquem de olho aqui na Torre de Vigilância.
Antes de eu entrar de cabeça no mundo otaku, sempre ouvia (e não entendia) quando me diziam que existem animes e mangás sobre literalmente qualquer assunto, por mais improvável que pareça.
Escrito e ilustrado por Tatsuki Fujimoto (Fire Punch), Chainsaw Man foi publicado no Japão pela Weekly Shōnen Jump entre 2018 e 2020, sendo a sua primeira parte concluída em 98 capítulos. Contando com 4.181.650 cópias vendidas no Japão durante o primeiro semestre de 2021 e ocupando o 5º lugar no pódio de vendas, o jovem motosserra ultrapassou títulos como Boku no Hero, Haikyuu!! e One Piece. Aqui no Brasil, a obra está sendo publicada pela editora Panini.
No mundo de Chainsaw Man, os demônios já fazem parte do dia-a-dia da humanidade. Estes, que são dos mais diversos tipos (tem demônio tomate, demônio katana, demônio pistola, demônio tubarão…), se alimentam dos seres humanos, também podendo possuí-los ou usá-los como desejarem. Por oferecerem tamanho risco para a população, os demônios são caçados, tanto por civis como pelo próprio Governo. Além da caça, o Governo também realiza “contratos” com alguns demônios, oferecendo algo em troca do uso das habilidades do infernal.
Demônio Tomate: o terror das saladas.
Nosso protagonista, Denji, é um jovem de apenas 16 anos que, por dever uma enorme quantia de dinheiro à Yakusa (dívida essa que foi herdada do seu pai), trabalha cortando árvores e caçando demônios, usando os ganhos para tentar abater o valor que deve aos mafiosos. Em razão dessa dívida, o pobre adolescente já vendeu um olho, um rim e até um testículo para arrecadar ainda mais dinheiro, e vive em condições completamente miseráveis.
Denji em frente ao túmulo de seu pai. No carro, o chefe dos Yakusa.
Você deve estar se perguntando: ok, mas onde que a motosserra entra nessa história toda? Tudo começa quando, ainda criança, Denji encontra um demônio com a aparência de um cachorrinho, tendo o diferencial de ter uma motosserra na cabeça. Como o cachorrinho-serra estava quase morrendo, o jovem lhe oferece um pouco de seu sangue, ação que salvaria o pequeno demônio. Contudo, o salvamento não foi de graça: em troca, Denji usaria as serras do cachorro para trabalhar e conseguir ganhar dinheiro. Começa, então, a grande amizade dos dois, sendo o demônio batizado de “Pochita“.
Denji e Pochita.
É em uma noite, porém, que a vida de Denji muda completamente. Chamado pela Yakusa para matar um demônio, o jovem é levado até um prédio abandonado, sendo encurralado em uma armadilha. Os mafiosos, que tinham como objetivo ficarem mais fortes, decidem realizar um contrato com um demônio e entregam Denji à ele. O infernal, que tinha como poder transformar as pessoas em zumbis, manda a sua horda esquartejar o adolescente, que é rapidamente morto e jogado em uma lixeira.
Nesse momento, como única opção de manter seu parceiro vivo, Pochita se une ao corpo de Denji, dando a ele seu coração em troca do jovem lhe mostrar seus sonhos. Com seu corpo totalmente regenerado, Denji agora possui uma pequena corda em seu peito, que, ao ser puxada, lhe dá os poderes do pequeno demônio. Saindo da lixeira cheio de raiva, o jovem puxa a corda, se transforma em motosserra e dizima todos os zumbis em uma cena extremamente violenta. Após o massacre, caçadores de demônios do Governo chegam ao local e encontram Denji, lhe fazendo uma proposta: se o garoto aceitar trabalhar como um caçador para o Governo, será tratado como um humano e recebera comida, abrigo e um salário; se recusar, será considerado como um demônio e, consequentemente, morto. Em uma escolha nem um pouco difícil para o protagonista, este vê no novo “emprego” uma maneira de finalmente ter uma vida descente e não passar mais necessidades.
Denji se transformando em Chainsaw Man.
Agora que Denji virou um caçador de demônios do Governo, somos apresentados a mais personagens importantes do mangá. A primeira que temos contato é Makima, a mulher que encontrou Denji após sua primeira transformação e que lhe fez a proposta de emprego. Logo de cara, vemos que o jovem se apaixona pela moça, tendo em vista que ela é a primeira pessoa que o trata “bem”. Ao longo da história, vemos que Makima esconde grandes segredos e mistérios, nos fazendo duvidar de que lado ela realmente está. Sem se importar muito com os sentimentos de Denji, e mesmo tendo consciência do que o rapaz nutre por ela, a personagem não liga de iludir e dar esperanças amorosas ao adolescente.
Makima.
Como não pode faltar, temos o personagem estilo Sasuke em Chainsaw Man também! Aki Hayakawa é um jovem caçador do governo que trabalha em uma unidade experimental, unidade essa que tem como integrantes pessoas que possuem algum poder derivado de demônios, como Denji. Sua maior motivação para se tornar um caçador foi a trágica morte de sua família, que foi assassinada pelo temido Demônio Pistola (demônio que é de grande importância na trama).
Denji muito animado ao lado de seu colega, Aki.
Uma integrante um tanto quanto “diferenciada” também faz parte da equipe experimental. Sendo uma possessa, ou seja, uma humana que foi possuída por um demônio, Power se torna parceira de Denji nas patrulhas e missões. Com o passar da história, vemos como a relação entre ela e o protagonista vai se desenvolvendo, e como ambos fazem para lidar com as evidentes diferenças.
Power, a humana que foi possuída pelo Demônio do Sangue.
O interessante de Chainsaw Man -além das serras, é claro- é que nosso protagonista não é daqueles personagens clássicos de shonen: Denji literalmente não tem grandes ambições. Em decorrência da sua vida miserável, seu objetivo se torna o que para muitos é apenas o básico do básico. Tendo 3 refeições diárias, um teto sobre sua cabeça, uma cama para dormir e podendo tomar banho todos os dias, o jovem está pra lá de feliz. Além disso, como toda pessoa adolescente, Denji também pensa -e muito- em sexo; sem nunca ter beijado e muito menos ter feito atos além, o jovem sonha em ter uma namorada, e em finalmente poder tocar em seios. Não posso negar que as repetidas piadas em torno do assunto “seios” se tornaram, pelo menos pra mim -uma jovem de 22 anos-, um tanto quanto cansativas. Por outro lado, consigo entender perfeitamente que, para alguém de 16 anos, sexualidade é realmente um tópico que não sai da cabeça, afinal também já tive essa idade.
Mesmo sendo um mangá publicado pela Shonen Jump, Chainsaw Man usa e abusa da violência, tanto gráfica como nos próprios diálogos. A situação de vida do protagonista, por si só, já é algo bem pesado, e a forma como ele inicialmente encara a vida nos mostra um adolescente que já perdeu quase que completamente a ambição e até mesmo a própria dignidade. Conforme a história se desenrola, novos personagens aparecem, novos demônios e muitas, mas muitas lutas. Carregado no senso de humor um tanto quanto ácido, o mangá consegue transitar de forma muito satisfatória entre os gêneros do humor, da ação, do drama e até mesmo do mistério, nos entregando uma obra viciante e que nos prende até o último capítulo.
Recentemente, foi anunciado que a obra ganhará uma adaptação em anime pelo estúdio MAPPA, mesmo estúdio que produziu Jujutsu Kaisen e Attack on Titan: Final Season. Sem uma data de estreia definida, temos pelo menos a data de lançamento do trailer oficial, que será em 27 de junho, no Japão.
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Em uma era de live-actions de desenhos e histórias queridas da infância, ou ainda o aprofundamento de vilões e suas histórias por trás da vilania, como Malévola -também da Disney– nos aproximamos da trajetória de Cruella de Vil dessa vez, anteriormente encarnada pela talentosíssima Glenn Close. Muitos facilmente deslizam e acabam desagradando o público ou ainda não despertando interesse, o que não se aplica à Cruella, o mais novo live-action do momento que conta a história da vilã do famoso desenho 101 dálmatas.
Dirigida por Craig Gillespie (Eu,Tonya), a trama narra a vida de Estella (Emma Stone), uma jovem vigarista que desde pequena é decidida a ser uma designer de moda. Com uma personalidade forte e criativa, ela chama a atenção de uma famosa e assustadora estilista, a Baronesa Von Hellmann (Emma Thompson), enquanto lida com seus traumas de infância, revelações e seu lado mais rebelde, sombrio e vingativo, a Cruella.
Já no começo é apresentado o perfil marcante e os eventos trágicos que marcaram a jornada da personagem, o que permite criar uma afinidade por ela apesar de já conhecermos seu histórico como vilã. Esse sentimento não é algo inusitado na história do cinema, visto que constantemente nos vemos mais interessados na história do antagonista do que do mocinho, como no filme Coringa (2019). Ao passo que assistimos a ascensão de Estella vemos também seu plano de vingança, sendo esse mais um fator que nos aproxima dela pelo desejo de justiça ao seu passado. Até pelo menos a metade do filme já se tem uma visão diferente quanto a protagonista, como uma anti-heroína e não vilã, o que se dá em grande parte pelo carisma da atriz. Além disso, suas aventuras com os dois amigos ladrões são cativantes, assim como a sua determinação em viver o seu sonho. Em adição, a construção dos personagens secundários possuem o necessário para estimular a simpatia do espectador, sem muitos excessos ou faltas. Tudo se desencadeia de uma forma excelente, com uma aura empolgante que se estabelece durante todo o filme.
O grande ponto positivo, sem dúvidas, é a escolha dos figurinos. Eles são o coração do longa, com uma extravagância perfeita que contrasta com o cinza de Londres, que por sua vez teve uma ótima ambientação e apresentação. Cada nova criação ou espetáculo da protagonista era mais marcante que a outra. O trabalho da produção de figurino foi realmente impecável e criativo, expressando a personalidade da história que será, sem sombra de dúvidas, uma grande referência quando se fala desse gênero. Além disso,a demonstração da era punk rock da década de 70, com o acompanhamento de uma trilha sonora ideal, harmonizou ainda mais o enredo.
Emma Stone claramente entrega tudo em sua atuação, que foi única e arrebatadora, sobretudo a partir da metade do filme. Apesar da personagem já ter sido interpretada por Glenn Close, Stone consegue dar um novo ar sem ser inferior, de maneira única que prova como ela se encaixou perfeitamente no papel. Assim como a performance de Emma Thompson que, como de costume, não deixa a desejar. A junção de duas atrizes tão talentosas foi mais um dos pontos altos, e a competição entre as duas intérpretes na trama é divertida e eletrizante, visto que as duas contracenam com uma ótima simetria.
Alguns dos pontos negativos se dão principalmente pelo CGI dos cães e de outras cenas, que ficaram um tanto toscas. Além de certas cenas muito arrastadas ou que não deveriam ter tanto tempo de tela, dando a sensação, às vezes, de algo enrolado.
Chega-se ao final e vemos uma Cruella perfeitamente encarnada, com seu tom de loucura e frieza que muito provavelmente não seria tão impecável sem Emma Stone no papel, que, com seu carisma e multifacetas entregou uma divertida live-action. Sob essa nova perspectiva da icônica vilã, sem a atmosfera pesada das animações antigas e do filme de 1996, o longa pode se consagrar como mais um dos acertos da Disney.
ATENÇÃO, ESSA MATÉRIA CONTÉM SPOILERS DE ARMY OF THE DEAD: INVASÃO EM LAS VEGAS.
Número 1 na Netflix em diversos países, incluindo no Brasil, Army of the Dead: Invasão em Las Vegas é o retorno triunfal de Zack Snyder ao gênero de zumbis, após permanecer 16 anos longe do tema.
Com uma pitada de gore, ação e galhofas, Army of the Dead deixou vários questionamentos no ar, que devem (ou não) ser respondidos no futuro da franquia, que até o momento, conta com um filme prequel (que finalizou as suas filmagens no final de 2020) e uma série animada spin-off.
Pensando nessas questões, nós da Torre de Vigilância, reunimos algumas previsões dos caminhos que essa saga irá seguir nos próximos anos.
A origem de Zeus.
Líder dos mortos vivos, Zeus é o zumbi Alfa que deu início a epidemia das criaturas sedentas por carne humana em Las Vegas.
No início da trama, nos é mostrado que ele é um experimento que está sendo transportado da área 51, para uma outra localidade não revelada. Mas afinal, como ele surgiu?
A resposta para questão acima, pode parecer simples, mas possui diversas vertentes. Em nenhum momento da trama deixa claro quem foi Zeus. Caso Snyder e a sua equipe optem por trazer uma origem mais ”comum” ao personagem, a explicação para a existência do zumbi bombado é descomplicada: um militar de alta patente, que estava sendo cobaia do governo em um experimento de alto risco e ultra secreto. Bom, o resto vocês já sabem.
Porém, Army of the Dead deixa explicito que ele não é um filme de zumbis comum. Em uma das primeiras cenas, podemos avistar OVNIS, o que parece confirmar que o vírus possui origem de outro planeta. Mas, e se não for o vírus, mas sim, o próprio Zeus? Seria interessante inserir essa abordagem de outro mundo no background do monstro, visto que o seu sangue e o feto de sua rainha tinham compostos azuis.
Ômegas eAlfas.
Créditos na imagem: The Direct.
No epílogo do filme, descobrimos que Vanderhore foi mordido por um morto-vivo, provavelmente um Alfa.
O personagem demora para perceber que ele está contaminado, e quando os efeitos colaterais começam a aparecer, ele está em um voo com destino à cidade do México.
Com a morte de Zeus, os Alfas deixam de existir, uma vez que apenas ele conseguiria transformar os seres-humanos em bestas inteligentes.
Entretanto, teoriza-se que o líder das bestas foi o responsável por morder Vanderhore, e que com a sua mordida misturada com o sistema nervoso do melhor amigo de Scott, ele pode ter criado uma nova raça denominada Ômega, seres ainda mais inteligentes e evoluídos que os Alfas. Um detalhe que passou desapercebido pela maioria, é que Vanderhore tem um Ômega tatuado em seu peito. Vale lembrar que Ômega também é a última letra do alfabeto grego, o que nos dá uma possível interpretação de um ciclo temporal. Tudo começou com o Alfa e tudo terminou com o Ômega(?)
Quem são os robôs zumbis?
Com olhos azuis e crânios metálicos, os robôs zumbis aparecem algumas vezes durante o longa.
Aqui, apesar da incerteza, não há muito mistério: o governo norte-americano precisava acompanhar e monitorar o cotidiano das criaturas de perto, sem que elas percebessem que haviam espiões em seus territórios. Pensando nisso, a inteligência dos Estados Unidos sequestrou alguns Alfas da área de quarentena e implantou próteses mecânicas neles, tornando-os em drones vivos.
Os ciborgues podem ser explorados em Army of the Dead: Lost Vegas, série animada spin-off da franquia que chega em 2022 na Netflix.
Linhas temporais alternativas
Um dos pontos mais interessantes de Army of the Dead: Invasão em Las Vegas, é a suposta linha do tempo alternativa.
Quando Scott e a sua equipe finalmente chegam ao cofre da missão, eles avistam várias corpos queimados, que estão com as mesmas vestimentas e acessórios que eles.
A cena corta para Vanderohe, que diz: ”Somos nós. Poderiam ser nós em outra linha do tempo, e estamos presos em um ciclo infinito de luta e morte’‘. Enquanto o personagem de Omari Hardwick explica a situação, vemos a comparação entre os cadáveres com o time de Ward, deixando claro que a possibilidade de viagens entre linhas temporais paralelas.
Felizmente, a trama não explica o que houve, deixando elucidação para futuras produções. Como Army of the Dead se passa em Las Vegas, um lugar com uma mística única, não é difícil imaginar que há algo além dos zumbis e OVNIS. Seriam eles, cobaias do governo que foram enviados para acabar com as feras canibais, mas fracassaram e tiveram que ser reiniciados? Ou clones que não passam de soldados remetidos para missões suicidas?
Zack Snyder adicionou elementos ao gênero de zumbis, explorando e incorporando elementos sci-fi na mitologia dos mortos-vivos. Não deve demorar para a Netflix anunciar uma ou mais continuações da obra, e esperamos, que o anúncio seja feito muito em breve.
Para futuras informações a respeito de Army of the Dead, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Para começar a falar de Mundo Pet é necessário saber o que não se trata apenas de uma coletânea de histórias. E sim são fragmentos de uma viagem insólita que mescla utopia, aversão as coisas tradicionais, mistério e um tanto de autobiografia de seu autor Lourenço Mutarelli. Aliás, peço aqui permissão para poder falar de Mutarelli, essa é minha primeira resenha sobre o escritor e penso que ainda preciso conhecer muito mais para poder falar sobre. Mas no bom clichê de toda resenha, nesse momento eu preciso escrever: “vamos lá!”.
E o temível clichê é muito presente nessas histórias. Mas não como uma falta de ousadia e inventividade do autor, mas porque ele deve estar ali mesmo. Como um personagem. Assim como a repulsa, o medo, a satisfação, a inocência, a alegria, o choro. Como a vida e a morte. Todos esses elementos e um pouco mais estão presentes em Mundo Pet. Um mundo criado por Mutarelli em cima de experiências próprias e que bizarramente em algum momento você reconhece alguma dessa experiência. Que pode ter acontecido com algum conhecido ou até mesmo com você.
Ler Mundo Pet é um exercício fora da caixinha. Não é como ler os quadrinhos que estamos acostumados a ler normalmente. E nem estou falando dos imbecis tradicionais super-heróis. Hoje o leitor brasileiro tem uma gama de diferentes formas de leitura, não tem a necessidade de ficar datado a Marvel/DC e suas tradicionais ideologias e modos de contar histórias. E para ler Mundo Pet você tem que abraçar o mundo que não está acostumado a ler, assistir e viver. Mas que está presente em todo momento em todos os lugares. Só insistimos ignorar com nossa presunção e arrogância.
Quando você abraça a leitura de Mundo Pet, que confesso pode ser difícil pela ausência de similaridades que muitos não tem ou não estão acostumados a ter, um novo campo de visão te encontra, te abraça e te beija como um amante desconhecido. Um beijo que te leva para casos bizarros em que você não sabe se torce para o protagonista das histórias se darem bem ou para simplesmente acontecer algo para terminar suas agonias. Como para Alfredo Consuelo em Crianças Desaparecidas ou para José Manoel Rotundo, vulgo Risadinha, em A Ninguém é Dado Alegar o Descobrimento da Lei.
Nesse misto de sentimentos existentes nas histórias de Mundo Pet, nos pegamos em sua arte diferente, bizarra e linda, nos espelhando em situações e casos. Lourenço Mutarelli escancara as portas da alma, revelando um sujeito fora dos padrões, sedimentado e esmagado por momentos irreversíveis da condição humana. Assim como em Kafka, a degradação humana se dá de maneira insólita, a partir de situações absurdas apresentadas como algo definitivo, incontornável e familiar.
Como em toda coletânea algumas histórias se destacam mais do que as outras. Mas em Mundo Pet, acredito que, a experiência de leitura de cada leitor faça que suas escolhas de histórias preferidas fique muito individual. Da minha parte eu destaco: Estampa Forjada, Meu Primeiro Amor, Dossiê Stick Note e a história que dá o nome a coletânea, Mundo Pet.
As histórias de Mundo Pet foram publicadas entre os anos de 1998 e 2000 originalmente para o site Cybercomix. Em 2004, a Devir Brasil chegou a publicar Mundo Pet. E agora ficou a cargo da editora Comix Zone, em um belo trabalho de resgate das obras em quadrinhos de Lourenço Mutarelli, que iniciou em Capa Preta (2019), trazer a experiência única de Mundo Pet para os leitores.
É uma experiência diferente, que raspa no fundo da alma e da sua mente. Mas é uma grande experiência. Grande e única.
Army of the Dead foi anunciado originalmente em 2008 e demorou 10 anos até que finalmente a Netflix adquirisse os direitos de produção e decidisse lançar o longa. Depois de tantos anos de espera, finalmente o longa foi lançado na plataforma de streaming com Zack Snyder em sua direção e sendo o responsável pelo primeiro filme de um universo que aparenta ter um futuro bem promissor.
No filme, Las Vegas é infestada de zumbis após um acidente envolvendo uma carga da Área 51. Depois desta introdução e diante de toda a tensão política envolvendo a situação e o planejamento de destruir a cidade com uma bomba nuclear acompanhamos Scott Ward, um ex-militar responsável pela evacuação da cidade no dia do acidente, e seu grupo de mercenários que tem como objetivo invadir e assaltar 200 milhões de dólares de um cassino. O tom do filme já é estabelecido nas primeiras cenas, apresentando a já tão conhecida e criticada assinatura do diretor que logo se torna diferente ao apresentar uma introdução colorida mostrando os primeiros acontecimentos da cidade.
A trama de Army of the Dead é bem simples e rasa, entretanto os ganchos gerados a partir dela não são e isso é notado não só na introdução do longa como também em diversos elementos espalhados durante sua exibição. O bom disso é que a história consegue ser bem desenvolvida sem precisar enrolar o telespectador com explicações desnecessárias durante a exibição. Infelizmente há arcos desnecessários que servem apenas para prolongar o tempo de duração, sendo aproximadamente três horas de filme. No fim, a história e sua conclusão são satisfatórias e deixam o telespectador curioso com o futuro deste universo.
Quanto aos personagens apresentados: suas motivações são extremamente superficiais e não geram carisma com o público. Aqui dedica-se um bom tempo de tela para introduzir eles mas não há desenvolvimento dos mesmos, o que sabemos sobre é que cada um tem uma habilidade específica para a situação onde por exemplo um é responsável por abrir cofres, outro pilota helicóptero e por aí vai. Não há preocupação em desenvolver mais do que isso, e é interessante pois a dinâmica do grupo funciona como se cada um fosse de uma classe diferente em um jogo de RPG, dando um certo aspecto de videogame ao filme semelhante ao visto na franquia Left 4 Dead ou até mesmo ao Payday. Resumindo, nenhum personagem se destaca fazendo com que o protagonista do filme seja de fato a cidade de Las Vegas e este grupo sirva apenas para conduzir uma das diversas histórias deste universo.O único problema deste falta de carisma por parte dos personagens é que gera arcos desnecessários como é o caso da relação entre o personagem de Dave Bautista e sua filha – não há desenvolvimento e acaba que seu término passa batido. No fim das contas, estes arcos tomam um tempo de tela desnecessário que prolonga a exibição do longa e não cumprem nenhum papel em específico na narrativa.
A fotografia do filme merece destaque: Snyder abandona aqui sua estética já conhecida e adota um tom mais colorido que torna o filme mais divertido e descompromissado com a seriedade. Além disso os efeitos estão sensacionais ao misturar efeitos práticos com CGI, trazendo maior naturalidade ao longa. Inclusive deve-se destacar a substituição no elenco feito de última hora: Tig Notaro entrou para a equipe ao invés de atrasar o filme com refilmagens e afins, o ator anterior foi substituído digitalmente pela atriz – sendo esta gravada em estúdio com telas verdes. Em alguns momentos se estranha essa substituição por conta da movimentação da atriz, mas é bem feito e quase não se nota durante a exibição.
O mais interessante no longa são os zumbis e suas dinâmicas: sendo semelhantes aos apresentados na adaptação do livro Eu sou a Lenda (2007) e do filme World War Z (2013), as criaturas se comportam de forma inteligente como se vivessem em uma colônia e com consciência de cada organização. Infelizmente não se explora tanto esse lado durante o filme, mas na introdução mesmo se explica de forma perfeita como a epidemia começou. Deixando mais perguntas do que respostas, fica óbvio os diversos ganchos deixados pelo diretor para responder futuramente em outras mídias.
É nítida também a liberdade autoral que Zack Snyder teve para conduzir o longa durante sua produção, passando pela estética e assinatura clássica do diretor até pelo desenvolvimento da trama sem nenhum corte que comprometesse o desenvolvimento da mesma. É sensacional ver aqui o que o diretor consegue fazer sem interferência de terceiros, comprovando que seu pior inimigo era sua parceria anterior. Para os fãs de seu trabalho, este filme é um prato cheio e marca sua nova trajetória no audiovisual junto ao seu corte de Liga da Justiça.
Então, é bom?
Army of the Deadé uma junção entre Esquadrão Suicida e Madrugada dos Mortos que consegue revigorar e homenagear o gênero com maestria. O longa cumpre tudo o que prometeu em seu marketing e entrega um blockbuster de zumbis digno de ser visto nos cinemas, onde o protagonista é Las Vegas propriamente dita e os personagens servem apenas como instrumentos para desenrolar a história deste mundo e deixar ganchos para sequências e prólogos. Em suma, Army of the Dead é um bom filme do gênero, divertido e que consegue entreter o telespectador deixando-o curioso para o que está por vir no futuro promissor deste filme.
Oxigênio é o novofilme francês da Netflix dirigido e produzido por Alexandre Aja (Viagemmaldita, Predadores assassinos) e estrelado por Mélanie Laurent (Bastardos inglórios, Truque de mestre). Nesta ficção científica, uma mulher desperta dentro de uma câmara criogênica sem lembrar de quem é, onde está ou porque está ali, enquanto o oxigênio disponível vai se esgotando. Em uma luta claustrofóbica a protagonista (Liz)precisa resolver o enigma que garantirá sua sobrevivência.
O filme começa com uma perspectiva pra lá de incômoda, sem se preocupar em preparar o espectador, o que é bom, pois cativar a atenção nos primeiros 15 minutos é fundamental em um enredo assim. Quanto mais minutos se passam, mais complexo e intrigante fica a história, e a cada chute que você dá sobre o que vem a seguir, mais você se surpreende. A narrativa não é nada previsível e é de pasmar a cada revelação -muitas delas arrepiantes. O oxigênio se esgota cada vez mais ao passo que sentimos precisar de mais e mais respostas, enquanto descobrimos o percurso da protagonista Liz junto da mesma, quase como coadjuvantes.
Não há o que reclamar da atuação de Mélanie Laurent aqui: a atriz consegue espelhar precisamente todas as emoções possíveis naquele contexto, mas sem exageros ou falta de comoção. Passamos juntos com a protagonista por vários tipos de sensações, como medo, aflição, dúvida, desespero e até as partes mais filosóficas acerca da personagem e sua história. O fato de ser reduzida a um pequeno espaço durante quase todo o longa foi também um grande agente que pôs ainda mais em evidência o talento de Mélanie.
Os cortes de cenas funcionam de várias formas, todas elas dinâmicas e criativas, assim como os ângulos e jogos de câmera engenhosos. Mesmo com uma uma área limitada de cenário, tudo ali foi aproveitado de uma maneira eficiente, garantindo nossa imersão naquele ambiente apavorante e transpassando a agonia daquela esfera. Tudo fruto de uma boa direção, porém com um roteiro que possui suas falhas. As cores escolhidas também são um ponto positivo, sendo as principais vermelho e azul, o que contribui para a apreensão visual, assim como sua bela fotografia.
O longa pode não ser inteiramente de suspense, visto que foca também na história da protagonista e as explicações da trama em si, mas isso não significa que em muitas cenas não entregou o que prometeu, como atensão, que poderia ter sido um pouco mais aproveitada, ainda que se tenha feito presente. Vale dizer que as descobertas desse quebra-cabeça é o que realmente instaura a apreensão, além de toda a profundidade filosófica do cenário. No entanto, parece que no final toda a questão é resolvida com só um pouco de esforço de Liz, e toda a sua existência, que seria a parte mais significativa, é mal aprofundada na conclusão, o que deixa uma sensação de insatisfação por parecer que toda a história foi bem desenvolvida mas o final não, como se toda a luta pelo oxigênio tivesse sido em vão dada a facilidade com que as coisas se sucederam.
Oxigênio é um filme que vale a pena assistir e que surpreende por sua ideia bem arquitetada, mesmo que deslize mais para o final. O que parece ser pequeno e simples por sua premissa surpreende por seu arcabouço bastante interessante.