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Torre Entrevista | Danilo Beyruth

Samurai Shirô explora um dos mais icônicos e curiosos bairros de São Paulo. Antes palco de execuções oriundas de penas de morte, o bairro da liberdade se tornou reduto predominantemente asiático à partir do início do século XX e que o habitam até hoje. Essa particularidade fez a HQ passar por revisão cultural não só por seu editor Lielson Zeni mas por estudiosos da cultura nipônica. Tanto o bairro quanto o interior paulista hoje têm uma cultura japonesa mais tradicional que até boa parte do seu país de origem, hoje já considerado pop. A edição fez Samurai Shirô inclusive ter sua capa modificada, sendo adotada como definitiva a ilustração que antes seria da página de guarda. Para esse e outros bastidores, conversamos com Danilo Beyruth que nos detalhou cada parte de sua mais recente obra.

O bairro da Liberdade é conhecido dentro e fora de São Paulo. Samurai Shirô se passa lá e em cidades do interior. Qual foi seu desafio de tornar um cenário real em ficção?

Um princípio que não canso de afirmar porque acho que é legal para se pensar sobre quadrinhos e tudo mais é o seguinte: O cinema americano pega e transforma a realidade. Quando você assiste um filme e vê Los Angeles, São Francisco ou Nova York não é a cidade que está lá, mas uma versão dessa feita para o entretenimento. Por exemplo: Estou para receber da Marvel um roteiro do Demolidor e a Cozinha do Inferno que se vê nos gibis parece algo incrível com quilômetros e quilômetros de extensão como uma cidade dentro de si mesma. Quando você vai ao lugar real a coisa é menor. É legal, parecida com o registro do Frank Miller, mas não é o que se imaginava. Acho que esse é o trabalho da ficção: Quando vamos fazer uma história a gente tenta colocar nosso olhar justamente nas coisas que achamos mais interessantes. Já fiz isso em Bando de Dois e agora tento fazer de novo com Samurai Shirô. Quando passa a fronteira invisível do bairro da Liberdade você sente que entrou em um lugar diferente do resto da cidade. Então eu tento capturar isso e trazer para a história em quadrinho de uma forma que acho interessante. A liberdade tem uma cultura diferente, culinária diferente, produtos diferentes, gente diferente…. Então acho que é importante explorar isso.

Nas páginas de Samurai Shirô é bem evidente sua influência do cinema. Na movimentação, nos ângulos… Você já disse outras vezes que essas duas mídias se comunicam muito bem, e declarou a influência de Akira Kurosawa. Além de HQ e cinema, seja na cultura ocidental ou nipônica, quais outras mídias levaram à formação de SS?

Tem uma biografia chamada Yakuza Moon, de Shoko Tendo, sobre uma herdeira da Yakuza publicada no Japão que fez dela uma celebridade por lá contando sobre quando ela fez parte da organização. Outro livro, chamado Tokyo Decadence, história real de um jornalista que vai à capital e acha espaço num jornal em sua parte policial, e lá ele conta sobre as prostitutas, yakuza, pequenos crimes… Tem a coisa do Faroeste, de uma forma ou de outra… Tem Frank Miller, nesse sentido de policial e fazer esse noir mais sujo e contemporâneo… Eu li muito Stephen King, que me ensinou muito e gosto mais de suas histórias curtas. Acho que é onde ele brilhou em sua carreira foi em seus livros de contos. SS foi um quebra-cabeças muito complicado de montar, porque você tem três personagens. Isso na verdade é uma base do roteiro: O personagem está lá na situação ideal dele e acontece alguma coisa que o mundo vira de pernas para o ar e ele é obrigado a fazer algumas coisa. É assim em O Senhor dos Anéis, Star Wars, Shakespeare… em tudo quanto é lugar. Mas como referência em SS acho que o Frank Miller é a melhor referência.

Laurousse Brasil, 2010. FONTE: Crentassos.com.br

O cinema é “mais roteirizado”, com ângulos, takes, falas e expressões. Anteriormente você já disse que não costumava escrever o roteiro antes de desenhar. Você faz as artes e a história vem com ela. Para esta também foi assim ou você modificou a metodologia?

Na verdade, o que vem junto com o desenho é mais o argumento. Eu trabalho o roteiro, mas não no estilo cinematográfico. Tem uma coisa horrorosa que não é para o consumo de ninguém além de mim: Eu abro o Excel e vou planejando a sequência de cenas. É um roteiro ilegível, horroroso de se ver, mas há um planejamento sim, não é tão orgânico. Tem uma engenharia por trás do roteiro de ver as cenas, a motivação de cada personagem e empurrar cada um para uma parte de cena e da história. Como é um Excel tem como deslocar uma cena de um lugar para outro. Isso foi uma preocupação na HQ.  Às vezes é um tiro no pé que eu dou, que dizem “a HQ tem 90 páginas, mas se lê muito rápido”. Em SS também é frenético e tudo mais, mas toda cena chega em seu limite e corta para outra, que chega em seu limite e volta para outra que estava se resolvendo para chegar a outro limite para ir a uma nova cena. Então há esse planejamento, essa engenharia para fazer a história fluir dessa forma.

Quando se pega uma história com muitas páginas, várias duplas e detalhadíssimas, é curioso de se pensar como pode ter levado até dias para o artista finalizar aquela página ao mesmo tempo que o leitor leva alguns segundos para ler a mesma. Tem a ver com o que acabou de mencionar?

A leitura de um quadrinho é um passe de mágica. Cinema tem isso também, mas em HQ acontece de forma mais bizarra. O leitor “monta o filme da HQ” na própria cabeça, porque se o cérebro não tivesse esse recurso do suspention of disbelief não se poderia ler HQs porque só seria visto arte por arte. Então você acaba grudando as ações do personagem e aí você monta o filme conforme você a lê. Esse é um dos segredos da narrativa de HQ: Quais recortes da realidade da HQ você mostra ali para fazer o leitor enxergar a ação acontecendo. Quando você pega para fazer uma página com um momento especial, página dupla com grande explosão, luta ou o que seja, aquele é o momento que o desenhista explora o máximo detalhe de forma que tudo aquilo na cabeça do leitor se carrega por todos os outros quadrinhos que talvez não estejam tão bem elaborados. Acho até que têm desenhistas que são tão bons que atrapalha a narrativa. Desenham tão bem que a narrativa fica prejudicada porque você justamente pára para ver cada quadro e detalhe. Isso acaba prendendo a leitura e ela vai ficando mais lenta ao invés de fazer só o registro do que está acontecendo para o que vai acontecer. Mas são casos raros.

Pode citar algum?

O Hal Foster é um, mas Príncipe Valente é feito de uma forma que não é muito uma HQ. [Jorge] Zaffino também tem esse problema para mim. Sou absolutamente fã do trabalho dele. Tem um desenho tão absolutamente fantástico em cada detalhe e ponto que para mim não tem como parar para observar a arte em cada quadro. Para mim você precisa ler as histórias dele três vezes porque nas duas primeiras você está observando os quadros pois tem um trabalho em preto e branco absurdo.

Winter Sea, de Jorge Zaffino. FONTE: Dogmeatsausage.blogspot.com

Os Samurais são em grande parte andarilhos e os ilustradores têm certa semelhança com isso. Passam por várias editoras e outros projetos, como campanhas publicitárias, storyboards e pôsteres de cinema. A Darkside é sua quarta editora no Brasil. O quão perto e o quão longe essa incerteza do que virá pela frente te coloca na busca do que você procura ser como artista?

Eu tenho 45 anos. Estamos vivendo um momento conturbado da política brasileira e eu tenho que confessar que não é uma surpresa. Cresci no Brasil dos anos 80 que tinha uma situação econômica e política maluca. Se parar para olhar parece que o brasileiro tem essa sina de não ter sossego, porque já passamos por cruzeiro, cruzado, cruzado novo, real… é um inferno! Já cheguei a ter meu salário indexado pelo dólar. Parece absurdo falar isso hoje, mas não dava para saber o meu salário no fim do mês por causa da inflação. A gente vive numa situação meio desgraçada nesse país que a gente não tem consciência de que é um continente inteiro. Tem que comparar o Brasil com a China, os Estados Unidos, a Rússia. O Brasil é um continente por si só, mas desgraçado por ter sempre esse problema econômico. Um dos grandes méritos que vejo na Mauricio de Sousa Produções é não ter fechado comparado a outras instituições que pareciam inabaláveis mas fecharam nos últimos 30 anos. E como encaixo eu que só quero fazer HQs no meio desse pesadelo? Porque é um produto que tem que competir com uma cacetada de outros entretenimentos que chegam fácil. Como sobreviver num país como esse? Então tem que tentar desenhar uma carreira para você, mas pegar tudo que aparece. Já fui diretor de arte em agência de publicidade, em internet. Já inclusive já trabalhei em agência com hora marcada enquanto fazia minhas HQs, como foi com o Astronauta e o São Jorge. Tem meio que sambar feito louco e descobrir o que fazer. A Fnac acabou de fechar sua última loja. Livraria Cultura e Saraiva com problemas. Revistas de banca canceladas…. O negócio é não ficar parado e não existe uma solução única. Já ouvi que o problema das HQs é a distribuição. Agora não é mais, porque vai distribuir para onde já que as bancas e livrarias estão fechando feito loucas? Mas ao mesmo tempo eu sinto que há um público sedento de ler esse conteúdo nacional e de continuar consumindo HQs em geral. Existe para nós um mercado gigantesco, porque como eu disse que é um continente inteiro que fala essa língua portuguesa. Hoje acho que é uma minoria que hoje discrimina uma HQ por ser nacional. Um Fiq e uma CCXP não existe em um país que não tem interesse por quadrinhos. Por isso acho que foi um casamento legal com a Darkside que já tem seu próprio público. No fim das contas os boletos vão chegar. A maior parte dos artistas tem que abrir novos rumos, opções e acho até bom ter limitações porque propõe um desafio de contorna-las e também faz o artista ser mais completo.

A Darkside é uma editora especialista em terror e suspense, mas SS não é bem esse tema. Por que você acha que esse título despertou o interesse da editora?

Eu já tinha começado o projeto antes de fechar com a Darkside. Acho que faz parte do diálogo deles. Nem todo livro da Darkside está super ligado ao terror. Eles estão abrindo um pouquinho o leque nos livros e na parte dos quadrinhos acho que é até meio que uma obrigação porque imaginar que uma editora é especializada em um nicho de quadrinhos é quase uma loucura. Por exemplo: Pode ser especialista em super-heróis, mas há heróis mais violentos, mais clássicos, mais ligados ao terror…. Abraça vários subgêneros dentro de si. Então para a Darkside dar esse passo com quadrinhos tem que ter essa concessão. E de qualquer forma acho que Samurai Shirô está dentro do espectro das coisas que a editora se interessa: Uma história no Brasil de Yakuza, assassinos profissionais, espadas e etc. acho que cai no espectro deles de qualquer forma. Não é um romance, drama ou alguma coisa assim.

No lançamento de SS, você disse que o autor de HQ tem que estar em constante produção para não ser esquecido. Já encontrei HQ sua até na Alemanha e além de já ter suas obras no exterior você também tem produtos licenciados. Essa é sua nona HQ em 10 anos. Você ainda teme ser esquecido? Acha que não tem seu nome marcado?

Acho que isso não é para mim saber se meu nome está marcado ou não. Eu acho que estou deixando alguma coisa, mas não sei se deixei marca na carreira de alguém, se deixei influência ou algo assim. Mas que tem um pessoal que acha que eu fiz um pouco de uma diferença, sim. Uma coisa é você ser completamente esquecido. Acho que acontece. Tem alguns que a galera mais nova não faz muita ideia que existiu, como é o caso do Flavio Colin, que acho um puta artista e hoje só encontra em sebo. Acho que se quer viver de entretenimento não pode ter só um disco de sucesso. Tem que sempre se propor a fazer uma coisa nova até porque se quer viver disso não tem outra opção. A Laerte está sempre se renovando até como uma necessidade de artista. As coisas que ela faz hoje em dia não é o mesmo que fazia nos anos 80. O meu trabalho tem mais o viés de aventura e menos intimista, mas acho importante estar sempre produzindo porque o povo não é que esquece, mas substitui por outra coisa na cabeça deles. Eu gosto de produzir. Trabalho até sábado e domingo, mas é um prazer pra mim. Não tenho mais como escapar disso. Tenho 10 anos de carreira e ao fim do ano terei 10 HQs publicadas, com Astronauta Entropia. Eu pretendo manter esse ritmo porque não sou 100% satisfeito com o desenho nem a narrativa. É um trabalho de aprendizado e não tem como saber aonde chegar com isso.

Estórias Gerais, de Flavio Colin. Conrad, 2007. Fonte: Guiadosquadrinhos.com

Tirando as Graphic MSP e poucas HQs do Necronauta, suas obras são em preto-e-branco. Por quê? Tem a ver com sua escolha ou custos de impressão?

Um pouco dos dois. Gosto de HQs em p&b. Acho bom para enxergar o desenho. Sou fã do Quarteto Fantástico do Stan Lee e Jack Kirby. Acho que sem o Quarteto não existiria o Alan Moore. Eu compro os Marvel Essential para ver o desenho do Kirby, aí me acostumei a ver arte p&b e acostumei a ver meu desenho assim. Também tem o custo de impressão, de pagar o colorista e tenho essa política de quem trabalha comigo tem que receber de alguma forma. No final das contas pode ficar caro: São Jorge tem 200 páginas e colorir sairia caro. Eu não gosto de colorir. Tenho preguiça, sou indeciso e cada quadro que eu for colorir vai ser um desgaste absurdo. Quando termino esse ciclo e coloco no papel, faz edição, letreiramento e etc. não suporto mais a HQ. Depois de terminar Bando de Dois demorei mais de um ano para olhar para a HQ de novo porque penso no que poderia ter feito de diferente aqui e ali. Depois de todo esse processo a última coisa que vou querer fazer é colorir e acho que assim como tem Robert Crumb e mangá, HQ funciona muito bem sem cor também.

Samurai Shirô não é um mangá e essa nem é sua intenção. Vendo o seu lado desse sincretismo em relação à culturas, como você busca abraçar todos esses mundos e mídias colocando sua marca? Sei que gosta do mangá Bakune Young, por exemplo.

Sim. Bakune Young foi uma das inspirações. Acho que é um dos “melhores mangás desconhecidos que já existiram”. É fantástico! Eu escrevo sobre as coisas que eu gosto e desenho o que quero. Entrei nos quadrinhos porque gosto e acho divertido. Gosto de ficção científica, aventura, terror, policial e todos esses temas que tento abordar e todos são referências para mim. Gosto de Frank Miller, Lovecraft, Stephen King, Asimov… esses temas aguçam minha curiosidade. Fico aqui o dia inteiro assistindo ghost hunters, teorias da conspiração, ufologia e são todos temas que gosto. Não gosto de ficar em um só tema porque chega uma hora que tal assunto me esgota. Quando termino São Jorge não quero no momento saber de Império Romano ou quando termino Astronauta não quero ver por um tempo ficção científica. Não significa que não posso voltar depois, mas preciso renovar a bateria. Frank Miller tem todo aquele universo que Demolidor tem muito a ver com Batman, com Sin City e ao mesmo tempo ele tem o Ronin, que é meio samurai, meio Moebius. FM tem um norte muito forte, marca indelével e até mesmo ele tem um momento de explorar. Não quero ficar preso numa caixinha pois não acho a solução mais divertida para continuar.

Ronin, de Frank Miller. FONTE: Flickr.com

Apesar de transitar em tantos temas, seus personagens são majoritariamente solistas e agressivos. De onde vem essa escolha pela tríade da solidão, violência e morte?

Tem isso. Acho que são os temas que se busca as coisas mais ressonantes. Não escrevo a morte pela morte ou violência pela violência. Acho que um filme que tem uma mensagem muito interessante é o Conan. Não é só o Schwarzenegger ou o massavéio. Tem todo o enigma do aço e da vontade humana. A violência e tudo mais é porque se quer gerar trama e essa energia de um filme poderoso. Quando o Conan derrota o Thulsa Doom, ele derrota não pela espada que ele empunha, mas pela vontade que tem dentro dele. Esse porquê de usar a violência e coisa bruta é porque deixa as histórias mais interessantes. Tenho uma mão pesada e não consigo escrever essas histórias mais sensíveis. No final isso é um pano de fundo para contar uma história mais humana que está escondida. Eu não acredito naquela narrativa que fala uma verdade que todo mundo já sabe, como é melhor ser bom do que ser mal. A própria Bíblia é escrita com historinhas e a hora que você se identifica com o personagem e com a narrativa chegando à conclusão mesmo que não seja explícita, mostra que as pessoas leem as histórias para viver as vidas que não tiveram, para pensar e refletir sem perceber. É pano de fundo para chegar ao raciocínio.

O Shirô (branco, em japonês) é um personagem sem memória; Akemi é uma personagem de passado complexo. Por que a escolha dessa polarização e desafio do abismo entre os dois para formar sua narrativa?

Para mim SS tem três personagens. Também tem o Takeshi, que mesmo que não tenha tanto o protagonismo, é um movimentador muito importante. O personagem no começo da história não entende completamente o mundo. Quando se vai à faculdade ou colegial você não sabe o que se esperar, você tem uma visão de mundo formada pela família e o que viveu até agora e quando se chega lá você vai ter um novo desafio na sua frente e você vai aprender alguma coisa com isso. Acho esse contraste legal, como o da Akemi que é uma japonesa criada como ocidental e o Takeshi que enxerga um contraponto entre ele e o resto da máfia japonesa, pois ele se considera mais tradicional em sua visão sobre o que a máfia deveria ser. Ele vê os outros como oportunistas, mas ele vê uma certa honra de ser Yakuza. O Shirô é um personagem sem passado e a Akemi acreditou num passado que não era verdade. Tem que criar esse atrito entre esses personagens e se preocupar com a visão de mundo de cada um deles pois isso é o que vai movimentar a história e fazê-los tomar suas atitudes. Se não tiver esse respiro de vida a história é chata.

Essa é sua HQ mais longa tomando como parâmetro a publicação em apenas um tomo. São Jorge passou de 200 páginas, porém em 2 volumes. Isso tem a ver com sua transição em desenhar do papel para o digital? E como isso está modificando sua forma de contar histórias?

São Jorge na verdade foi feito em uma só tacada, mas foi uma escolha editorial publicar em 2 volumes e por uma chance absurda do destino tinha uma parte bem ali no meio que dava para fazer o corte sem nem adicionar páginas. O digital eu não acho que está influenciando, só que sou a pior pessoa para você perguntar. Passei para o digital já no segundo volume do Astronauta. Me ajuda muito porque é mais organizado. Trabalho no Clip Studio Paint, antigo Mangá Studio e quando abro o documento todas as páginas estão aqui, dá para ver o casamento de cada página e, por exemplo, não sei sua impressão como leitor se agora meu traço está mais digitalizado e menos orgânico… Sempre tento ser orgânico, sem aquela finalização super limpa e acabadinha. Eu tento emular ao máximo possível o meu traço com pincel nas técnicas digitais e acho que tem funcionado. Se tiver mais olhar no detalhe em algumas partes pode dar para perceber que é mais digital, mas no geral eu não enxergo meu traço entrega esse fato. Não tem como negar que o digital acelera a produção, porém no caso do SS não quer dizer que ele tem mais páginas por causa disso. Acho que no fim das contas tem o número que achei que deveria ter. Não quer dizer que não poderia ter feito mais enxuto, só que a trama é meio complicadinha com muita coisa para ser revelado aos poucos. Se tivesse menos páginas seria mais corrido. Então não faço essa relação. Que definitivamente trabalhar no digital é mais prático, isso não tem a menor dúvida, mas eu sempre falo que “trabalhar no tradicional num dia em que tudo está bom, a tinta se comporta e o pincel faz o que eu quero, tá tudo certo. Maravilha! No dia que a tinta secou demais ou o pincel tá ficando velho, é um inferno” então o digital me dá uma mediocridade confortável porque todo dia é igual.

No Brasil, você sempre publicou como artista solo. Então você foi à Marvel e publicou em equipe. Em SS tem uma cena de moto que remete às HQs do Motoqueiro Fantasma e até no filme Motorrad. O que mais você aprendeu em grupo que agora reflete nas suas HQs autorais?

Acho que não tem uma coisa que aprendi, mas fazer essas HQs pra Marvel me deu uma oportunidade de me concentrar só no desenho. Tem roteiros que recebi da Marvel que eu gosto, outros que não gosto e isso eu já aprendi a trabalhar com o que você tem desde que eu estava em agência [de publicidade]. Eu sou agenciado pela Chiaroscuro e o Joe Prado também já comentou que tem uma mudança de traço por só me preocupar com o desenho sem ter as outras pressões. Ao mesmo tempo, depois que eu terminei o SS senti que meu traço sofreu alteração. Nunca me preocupei com meu estilo. Acho que o estilo é o melhor desenho que você pode entregar sem parar de trabalhar. Já vi gente muito preocupada com isso e dá uns bloqueios porque buscam um resultado perfeito e absoluto. Trabalhar na Marvel me deu um respiro para me concentrar no desenho e isso foi complementado pelo trabalho intenso no SS porque foi feito num período bem curto de 5 meses. Ali eu senti que o trabalho é como um joguinho em que você acumula pontos até poder passar de nível. Para mim, na Marvel teve menos diálogo entre eu e as pessoas que escrevem do que imaginam.

Samurai Shirô já tem um projeto cinematográfico em desenvolvimento chamado Princesa de Yakuza mas, diferente de Motorrad, este terá uma HQ como referência. O quão maior você considera sua função na próxima película, mesmo que o diretor já disse que não vai ser uma adaptação quadro-a-quadro?

Adaptação é adaptação, está dentro da palavra e não tem o que discutir. Não preciso que seja hiper fiel à HQ. Quero se seja um bom filme. Adoro o primeiro filme de Sin City mas acho que no segundo a coisa começou a se esgotar. Eu até tenho dúvidas se foi uma boa ideia adaptar Watchmen porque a HQ é tão maior que o filme… e também essa coleção de filmes furrecas como Do Inferno e V de Vingança que acho que não precisava ter sido feito. Em contrapartida, gosto muito do universo cinematográfico da Marvel. Eu adoro Capitão América: O Soldado Invernal, acho que é um dos melhores filmes e é uma adaptação de um monte de coisas. Juntar com o universo dos Vingadores, coisa que não está na HQ do Brubaker de um jeito que ficou interessante. E hoje em dia não existe mais material canônico. Ao exemplo o cristianismo, hoje em dia tem versões do Universo Marvel ou Star Wars e se não der certo você começa de novo, como deve acontecer com a DC. Acho que a adaptação visa gerar um produto diferente apesar dos pontos de contato com os quadrinhos. O cinema respira e faz o que tem que fazer independente do que a HQ seja. Tem que ter um tanto de fidelidade ao material original para não criar uma monstruosidade com nada a ver com o que atraiu as pessoas. Acho que esse é o limite da adaptação. O cinema tem o diretor, o roteirista, os atores…. é uma obra que vem de um caos muito maior do que de onde vem o quadrinho.

Akemi e Shirô ainda parecem ter o que contar. Seja no bairro da liberdade ou em alguma outra parte do mundo, a busca deles ainda tem caminho a ser percorrido?

Tem. E não só isso como eu tenho conseguido fazer personagens interessantes. Com exceção do São Jorge em que o protagonista morre, eu vejo a possibilidade de fazer uma sequência de Bando de Dois, Astronauta já virou uma série e acho que SS tem ainda história para contar tanto antes quanto depois assim como em Bando de Dois. Então eu não vejo essa pressa de encerrar e ser definitivo sobre nada. Assim como as pessoas, os personagens podem sofrer mais de uma transformação no período de vida deles e esses são justamente o que você captura para contar uma história. Toda história é meio o período de transformação de alguém em alguma outra coisa ou a percepção de alguma coisa nova. Esse é o princípio da piada ou do drama: Essa descoberta do final que você não esperava. Eu gosto de deixar as coisas abertas e poder voltar aos assuntos.

Então apesar de não estar fazendo isso no momento as chances são reais…

Está nos planos. Não estou fazendo no momento, mas está nos planos. É que não gosto de prometer nada porque em 10 anos fiz 10 HQs e eu conto os anos que ainda tenho de vida. Se eu chegar aos 65 anos ainda tenho mais 20 HQs para fazer [risos]. Eu não prometo datas. Até hoje muita gente me cobra um novo Necronauta. Mas eu preciso encaixar aqui. HQ só é mais rápido que cinema… O próprio [Lourenço] Mutarelli uma vez disse que “prefere escrever livros porque vai mais rápido que HQs”. Então está nos planos. Pode ficar tranquilo.

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Tente fugir ou morra tentando! Conheça Freakshow – Escape dos Sentidos

Um dos lançamentos mais interessantes de quadrinhos nacionais na próxima CCXP 2018 será Freakshow – Escape dos Sentidos. Escrito por Raphael Fernandes, desenhos de Daniel Canedo e arte-final de Omar Viñole, o projeto é uma iniciativa que uniu a Editora Draco, o programa da 89FM Freak Show e a empresa especializada em jogos de fuga Escape Time.

Confira a sinopse de Freakshow – Escape dos Sentidos:

“Quando uma guerra de egos causa o fim da banda Os Baudelaires, o guitarrista e compositor Mário parece ter encontrado uma solução para salvar o grupo: jogarem juntos uma sala de escape. Afinal, para sair do jogo, os cinco músicos terão que lidar com suas diferenças e trabalhar em equipe. O problema é que esse não é apenas um desafio que vai definir o futuro de seus sonhos, mas um verdadeiro pesadelo impossível de acordar. Um lugar onde fechaduras e quebra-cabeças enlouquecedoras podem levar ao desastre. Qualquer erro será fatal.”

 

Para quem não sabe, a Escape Time uma empresa voltada ao entretenimento e Desenvolvimento Humano. Baseia-se nos famosos jogos de fuga com a vantagem de inserir você no ambiente onde o enigma acontece, isso contribui para o aprendizado de uma forma lúdica, além de ser muito divertido. Na Escape Time você encontra salas totalmente ambientadas de acordo com a história a ser desvendada, dando vida ao jogo. Assim, você e seus amigos estão “presos” em um ambiente e têm uma hora para escapar dali. Além disso, desenvolvemos jogos totalmente customizados para cada necessidade. Para saber mais clique no site AQUI.

Já o Freak Show, é um famoso programa de rádio (na 89FM SP) que é totalmente dedicado aos fãs de terror, sempre tocando a trilha sonora rock tradicional da famosa rádio. Ele é apresentado por Dane Taranha e Armando Saullo, todos os domingos às 21h.

Freakshow – Escape dos Sentidos tem formato 17 X 24 cm, 24 páginas em PB  e o preço de apenas R$ 9,90. O lançamento será mesa A32-33, do Artist’s Alley. Você pode adquirir o seu exemplar na CCXP 2018, na 89FM (com a Dane Taranha), as sede da Escape Time em São Paulo, nas lojas especializadas ou pelo site da Editora Draco.

 

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A grande volta das aventuras fantásticas de Meninos e Dragões!

Será lançada uma nova versão de Meninos e Dragões,  a publicação será do selo Jupati Books, o braço editorial de quadrinhos da Marsupial Editora. O álbum fará o seu debut na CCXP 2018. Criado roteiro de  Lucio Luiz e artes de Flávio Soares, Meninos e Dragões tem uma história curiosa e de superação no mercado de quadrinhos nacionais.

No ano de 2012, Meninos e Dragões foi o vencedor do 2º Prêmio Abril de Personagens, sendo lançado como gibi pela editora Abril no ano seguinte. Mas logo assim que começaram a comercialização, a Abril descontinuou todo o seu projeto de novos quadrinhos nacionais. O que resultou em uma vida curta nas bancas para a publicação que só teve apenas uma edição. Mas mesmo assim, Meninos e Dragões venceu o 30º Prêmio Angelo Agostini, na categoria melhor lançamento de 2013.

A volta de Meninos e Dragões, mantém o mesmo espírito do universo ficcional original e repensando todo o visual dos personagens. A missão é atualizar a série para uma safra de leitores. A trama do primeiro álbum se chama O Grande Caçador, que mostra os amigos Rodrigo, Tobias e a princesa Amanda tendo o primeiro contato com o dragão bebê Foguinho, e todas as aventuras e trapalhadas para mantê-lo a salvo de um caçador de dragões que esconde um grande segredo.

 

As histórias de Meninos e Dragões se passam no Reino de Odilon, uma terra medieval onde cavaleiros, dragões e fadas, convivem com videogames, skate, futebol e outras “modernidades”. É um universo de fantasia que dialoga diretamente com as crianças que não possuem as mesmas amarras criativas dos adultos na hora de imaginar seus mundos fictícios: elas simplesmente misturam todas as coisas que gostam sem preocupações que envolvam verossimilhança.

Meninos e Dragões – Volume 1 – O Grande Caçador, tem  formato 24 X 17cm, 56 páginas  e o preço de R$30,00. Os autores Flavio Soares e Lucio Luiz estarão na mesa G39 do Artist’s Alley. A HQ também já se encontrada em pré-venda no site da Amazon.

 

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Cris Peters lança Mambembe e Patas Sujas na CCXP 2018

A conceituada colorista Cris Peter estará lançando dois quadrinhos independentes na CCXP 2018. Patas Sujas e Mambembe são os títulos das obras. Além deles, outras publicações da Cris estarão na maior feira geek do Brasil para serem adquiridos. Para ver o grande trabalho da artista você pode acessar o seu site clicando AQUI.

Patas Sujas

Iniciada em 2015, Patas Sujas chega ao seu terceiro volume. A trama fala sobre amizade e autodescoberta. Inspirada na música “Dirty Paws da banda Of Monsters and Men”, a história se passa em um mundo fantástico coberto por neve e conta os eventos que acontecem na vida de Na’az Ni, uma recém exilada que é resgatada por um povo excluído. Em meio a eles, ela conhece Meem, a fera, que futuramente será conhecida como Patas Sujas. No terceiro volume da coleção, testemunhamos os mundos de Na’az Ni e Zam, o Rei da Colméia, finalmente se cruzando quando o Rei Zangão e sua milícia se deparam com a aldeia dos excluídos. A arte do terceiro volume é executada por Érica Awano, com roteiro da própria Cris Peter.

Os dois primeiros volumes também poderão ser adquiridos na CCXP 2018.

Patas Sujas tem formato 15 X 22 cm, 32 páginas e o preço de R$ 20,00.


Mambembe

 

Com roteiros e desenhos de Ariane Rauber, e colorido por Cris Peters, Mambembe conta a história de Elise uma menina que sofre alguns problemas com seus pais em casa. Em um de seus momentos de fuga, ouvindo música e caminhando pela cidade, ela encontra uma criatura diferente de qualquer animal que conhecia. Este encontro a levará a um circo de excluídos da sociedade, onde ela aprenderá a questionar sua relação com seus pais e a sociedade que vive.

Mambembe tem formato 18 X 26 cm, 48 páginas e o preço de R$ 30,00.

Se você quiser adquirir as edições fora de eventos, pode entrar em contato com o email crispeterstore@gmail.com.

Patas Sujas e Mambembe estarão sendo lançadas na mesa C39-40 no Artist’s Alley. A CCXP 2018 acontece em São Paulo entre os dias 06 e 09 de dezembro.

 

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São Paulo dos Mortos Vol. 04 | Os zumbis vão invadir a CCXP 2018

São Paulo está cheia de mortos, e eles vão invadir a CCXP 2018! Eles vão chegar em peso na HQ São Paulo dos Mortos Volume 04, que será lançada na maior feira geek do Brasil. A elogiada e bem sucedida série, conta histórias de zumbis ambientadas nas ruas cinzentas da cidade, explorando variados temas e propondo novas perspectivas ao gênero.

Confira as capas e algumas artes de São Paulo dos Mortos Vol. 04 na galeria abaixo:

 

“A personagem Roller Dead e sua cadela zumbi Furiosa voltam à cena em duas histórias completas. Em Partida, história principal da revista, a personagem reencontra amigas e namorada, na antiga quadra onde treinavam. Noutra HQ apresentamos a ameaça dos Olafetes.”

São Paulo dos Mortos é uma criação do roteirista e editor Daniel Esteves. Diversos ilustradores já passaram pelo projeto. Nesse novo volume a arte é de Sueli Mendes e Al Stefano. Os outros volumes da série podem ser adquiridos no site da Zapata Edições.

São Paulo dos Mortos Vol. 04 tem formato 16 X 25 cm, 32 páginas P&B e o valor de R$ 20,00. O lançamento será nas mesas F41 e F42 do Artist’s Alley.

 

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Não Pedi Para Ficar Aqui | Duas amigas tem que lidar com o fim do mundo em HQ

E se o mundo acabasse?  E se a humanidade estivesse por um fio? E nessa confusão de fim do mundo, você só torce para que não tenha mais que ir para a escola? Então, essa é a trama que gira em Não Pedi Para Estar Aqui. A HQ de Gabriel Dantas, publicada de forma independente, estará sendo lançada na CCXP 2018.

Confira a capa e uma prévia de Não Pedi Para Estar Aqui na galeria abaixo:

 

“Bestas enormes caçam carne pelas ruas, ossos estão servindo apenas para a produção de gelatinas sem sabor e os aliens permanecem ocupados plantando bananas azuis. A humanidade acabou já faz um bom tempo e o pouco que restou não se importa com o futuro. Duas garotas só pensam em fumar, na esperança de que esse apocalipse tenha resultado no fim da escola. No mais, se as coisas piorarem, uma facada pode resolver o problema.”

Não Pedi Para Ficar Aqui tem formato 14 X 21 cm, 24 páginas, capa em papel couchê e miolo branco offset e o valor de R$ 10,00. Gabriel Dantas escreveu e desenhou toda a HQ, e estará na mesa E02 do Artist’s Alley.

 

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O Bar do pântano abrirá as portas na ccxp 2018

Um boteco do inferno na CCXP 2018. Sim, isso mesmo! Durante a feira geek será lançado oficialmente a HQ Bar do Pântano.  A trama vai apresentar uma birosca que fica nos domínios do capiroto e que recebe as pobres almas que lá chegam. A publicação foi viabilizada depois de uma bem sucedida campanha na plataforma de financiamento coletivo Catarse, que arrecadou, sugestivos, R$ 6.660 (praticamente o número da besta).

Bar do Pântano terá duas histórias no total, a primeira, será do “bendito” bar. Que conta exatamente o que acontece com uma alma desencarnada que chega ao estabelecimento e descobre que morreu. A segunda história acontece ali em volta, perto do bar, mas em outro local. Confira a capa abaixo:

A ideia é apresentar um inferno bem diferente do que aparece em textos religiosos e na maioria do imaginário popular, Bar do Pântano, na verdade faz parte de um projeto maior. Será apenas uma das histórias que se desenrolam nesta leitura particular do “mundo inferior”, ou seja, um universo infernal está surgindo e essa é apenas a primeira dose de muitas.

Bar do Pântano tem 48 páginas coloridas, roteiro de Felipe Tazzo e arte de Daniel Sousa. Ambos estarão na mesa A27, no Artist’s Alley.

 

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O Martírio de Joana Dark Side | Conheça a nova HQ de Wagner Willian

Em 1928, foi lançado o filme A Paixão de Joana d’Arc, dirigido pelo dinamarquês Carl Th. Dreyer e protagonizado pela atriz francesa Renée Jeanne Falconetti, também conhecida como Maria Falconetti. A película se destaca, por ser baseada nos documentos históricos do julgamento de Joana e pela interpretação magistral da atriz principal, que lhe rendeu diversos prêmios e notoriedade mundial na época. A forma em que o filme mostrava o sofrimento de Joana d’Arc lembrou a muitos críticos algo como a tortura de Cristo pelos romanos.

O que muitas pessoas não sabiam, e que só foi revelado em 1942, ao jornal carioca A Manhã, pela própria Falconetti, é que todo processo do filme foi sofrível para ela. A forma em que o diretor queria um realismo nas cenas, ela teve que gravar com uma perna quebrada, seus cabelos foram cortados com violência durante as filmagens e o diretor, durante cinco meses, a proibiu de falar com outras pessoas. A mantendo enclausurada o que quase a levou à loucura.

Tendo ideia de como tudo aconteceu, o quadrinista Wagner Willian, está lançando O Martírio de Joana Dark Side. A HQ mistura elementos da produção do filme juntamente com partes da famosa entrevista de Falconetti. Abrangendo maiores detalhes sobre o processo de julgamento que ficaram omissos na obra de Dreyer, a criação de novos diálogos e introduz as visões de Joana d’Arc para dentro do tribunal, sem deixar claro onde separa o limite da realidade e delírio vivido pela a atriz.

Como Wagner mesmo fala, O Martírio de Joana Dark Side é o triunfo sobre a autoridade, sobre o falso valor de hierarquia, sobre aquilo que é dito como certeza política ou verdade religiosa. O autor é conhecido pelo o uso da metalinguagem em suas obras como Bulldogma (Troféu HQMix, Grampo de Ouro) e Lobisomem Sem Barba (Prêmio Jabuti).

O Martírio de Joana Dark Side tem formato 14,8 X 21 cm, 76 páginas e é uma publicação da Texugo Editora. O prefácio é de Gabriela Franco. A obra será lançada na CCXP 2018, e você pode ir bater um papo com o autor na mesa F32, no Artist’s Alley.

 

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Editora Draco | Os lançamentos dos dragões roxos na ccxp 2018

Muitos quadrinhos nacionais serão lançados na CCXP 2018, e como de costume, a Editora Draco não poderia ficar de fora. Esse ano os Dragões estão vindo pesados de novidades, com lançamentos importantes dos mais diversos gostos e sabores (!).  Indo do mangá, para uma louca aventura espacial e o terror de Edgar Allan Poe! Conheça as publicações:

Tools Challenge Vol. 6 (Max Andrade)

O mangá de sucesso da Draco chega ao seu sexto e último volume. Depois de mais de 700 páginas, sendo uma das maiores séries do tipo feitas por um autor na história do quadrinho nacional, é hora do jovem Raion e seus amigos encontrarem o seu destino final. Que promete ser emocionante!

No último volume de Tools Challenge, o jovem Raion e seus amigos vão enfrentar uma final injusta que determinará o destino de suas vidas. Em meio a toda a pancadaria, muitos segredos são revelados e nada mais será como antes. Será que eles serão capazes de derrotar o cruel Zou e recuperar o controle de suas vidas?

Tools Challenge Vol. 6 tem formato 14 cm X 20 cm, 140 páginas em PB e o preço de R$ 29,90


Quack Vol. 4 (Kaji Pato)

Kaiji Pato apresenta o quarto volume de Quack, e nele vamos ver o maior desafio que Baltazar e Colombo vão enfrentar em suas vidas: voltar para casa e encontrarem seus avós depois de fugirem de casa. O que eles não imaginam é que todas as trapalhadas que se meteram foi só um prelúdio para a maior aventura de todas. Tudo isso em meio a cobranças de um agiota, uma presença inesperada dentro do avião e um desafio impossível da Família Drumond.

Quack Vol. 4 tem formato 14 cm X 20 cm, 96 páginas em PB e o preço de R$ 21,90

Um detalhe bacana da dupla Max Andrade e Kaji Pato é que ambos já tiveram destaques no Silent Mangá Audition, um dos maiores concursos de mangá do Japão. E tem trabalhos publicados na Terra do Sol Nascente. Os dois estarão juntos na mesa H41 do Artist’s Alley.


Vagabundos no Espaço (Raphael Salimena)

Esse é com certeza um do mais curioso e cobiçado lançamento da CCXP 2018. Depois do sucesso da coletânea de tirinhas Linha do Trem – Best Of e da aventura Argos – Um Fim do Mundo Muito Louco, Raphael Salimena está de volta com o primeiro volume de Vagabundos no Espaço.

A descrição é algo como um encontro épico do tipo A Grande Família com Jornada nas Estrelas ou como se o Monty Python dirigisse uma adaptação do Astronauta da Turma da Mônica. Sentiu o que eu quis dizer né?

Combinando space opera e comédia, Vagabundos no Espaço Vol. 1, mostra como a vida do acomodado Zix vira de pernas para o ar após participar de um reality show para se tornar um grande astro da televisão. O problema é que tudo o que ele sabe fazer é jogar videogame, comer e ter lembranças nostálgicas das bobagens que consumiu na juventude. Parece familiar? Pois prepare-se para presenciar todo o constrangimento que um humano médio pode sofrer nas mãos do universo e de seus novos e estranhos colegas.

Vagabundos no Espaço Vol.1 tem formato 17 cm X 24 cm, 104 páginas coloridas e o preço de R$ 44,90.

Raphael Salimena estará lançando na CCXP na sua própria mesa D20, do Artist’s Alley.


Delirium Tremens de Edgar Allan Poe

A cereja do bolo da Draco na CCXP! Em comemoração aos 210 anos de Edgar Allan Poe, uma belíssima coletânea com oito histórias em quadrinhos inspiradas no universo de horror e crime de um dos mais icônicos escritores de todos os tempos.

Com o fino trato que a Draco sabe dar para esse tipo de coletânea, vide a trilogia de horror cósmico, Delirium Tremens terá capa dura (a primeira da editora) e será totalmente colorida. A publicação será o primeiro volume da Coleção Escritores Malditos, que irá homenagear autores responsáveis por obras macabras, subversivas, ocultistas e proibidas.

As cabeças pensantes por trás das oito histórias são os roteiristas Dana Guedes, Murilo Zibetti, Antonio Tadeu, Larissa Palmieri, Airton Marinho, Gabriel Correia, Alexey Dodsworth e o Raphael Fernandes (que também cuida da edição e organização da edição). As artes são de Erick Pasqua, Eder Santos, Ioannis Fiore, Má Matiazi, LuCas Chewie, Ebá Lima, Flávio L. Maravilha e Tiago Palma. A capa é de Daniel Canedo.

Delirium Tremens de Edgar Allan Poe tem formato 17 cm X 24 cm, 184 páginas e o preço de R$ 79,90. Você poderá encontrar na mesa A32-33 da Artist’s Alley.

Todas esses lançamentos já se encontram em pré-venda exclusiva no site da Editora Draco. Para mais informações clique AQUI.

 

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The Witch Who Loved 2 de Ju Loyola será lançada na CCXP 2018

Um dos lançamentos mais interessantes de quadrinhos nacionais na CCXP 2018 será The Witch Who Loved 2 – The Origens de Ju Loyola. A HQ, que não tem nenhum texto, usa uma narrativa silenciosa para contar a história. A trama é totalmente contada em ilustrações sem os tradicionais balõezinhos de diálogos.

Ju Loyola é deficiente auditiva e construiu uma carreira de sucesso como quadrinhista e ilustradora de narrativas silenciosas. Sempre se aventurando no mundo de fantasias, ela é autora de Heart of the True Friend, The Imagination, Maria lua & Cia e The Witch Who Loved #1, onde começa a saga de terror e romance que terá a sua segunda parte lançada agora.

 

Confira a sinopse de The Witch Who Loved 2 – The Origens abaixo:

“Em ambiente medieval, fantasia, terror e romance. A bruxa Annabelle conhece o amor da sua vida, um guerreiro de armadura. Esse guerreiro se encanta com a beleza de Annabelle, uma mulher de cabelos longos, de cor preto azulado, pele de porcelana. O espírito da conquista toca o rapaz deixando inquieto e apaixonado. Annabelle será uma bruxa ou uma fada? Encontro de amor e lutas por um amor proibido.”

The Witch Who Loved 2 – The Origens tem formato 17 X 25 cm, 45 páginas e o preço de R$ 35,00. Ju Loyola estará na mesa G16 do Artist’s Alley. Mais informações para adquirir seu exemplar na loja oficial da autora, clicando AQUI.