Categorias
Quadrinhos

Novos detalhes sobre Detective Comics #1000 são divulgados

No mês passado, a DC Comics divulgou os primeiros detalhes sobre os 80 anos do Batman. Detective Comics #1000 trará histórias inéditas de artistas os quais já contribuíram para a história do Morcego. Assim como introduzirá um novo personagem ao cânone, porém conhecido dos jogos do personagem: O Cavaleiro Arkham. Hoje, a editora divulgou novos detalhes sobre a publicação, assim como as capas, o visual do Cavaleiro e as equipes criativas dos contos. Confira:

“A popularidade duradoura do Batman durante 80 anos se comunica diretamente com o apelo geral o qual o personagem possui.” – explicam Dan DiDio e Jim Lee, editores da DC Comics – “Estamos orgulhosos em celebrar o impacto cultural do Batman com esses lançamentos especiais e ansiosos para comemorar com os fãs ao redor do mundo.”

A edição contará com duas páginas ilustradas por Jason Fabok,  informando ao leitor o status atual do Batman no Universo DC. As equipes criativas de Detective Comics #1000 também foram divulgadas:

  • Kevin Smith e Jim Lee
  • Brian Michael Bendis e Alex Maleev
  • Warren Ellis e Becky Cloonan 
  • Paul Dini e Dustin Nguyen
  • Dennis O’Neil e Steve Epting (Uma sequência da história “Não há Esperança no Beco do Crime” escrita pelo próprio O’Neil)
“Não há Esperança no Beco do Crime” história publicada em Detective Comics #457
  • Christopher Priest e Neal Adams
  • Geoff Johns e Kelley Jones
  • Tom King, Tony Daniel e Joelle Jones 
  • Scott Snyder e Greg Capullo 
  • James Tynion IV e Alvaro Martinez 

Detective Comics #1000 será publicada em março de 2019. Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

Categorias
Entretenimento Quadrinhos

Mondo cria incrível poster de Spider-Geddon

Mondo, uma empresa especializada em criar cartazes temáticos, revelou a sua incrível versão para a saga Spider-Geddon, que mostra todos os principais heróis aracnídeos que estão presentes nesse mega evento. O poster é ilustrado pelo Italiano Francesco Francavilla, que costuma recriar cenas icônicas do cinema a partir de uma ilustração mais vintage.

Spider-Geddon será uma continuação direta de AranhaVerso, lançado entre 2014 e 2015. A família dos vampiros interdimensionais Morluns estão de volta como vilões principais ao lado de antagonistas inéditos. Vale ressaltar, que o Homem-Aranha do jogo Spider-Man será um dos protagonistas da história.

 Spider-Geddon #0 já está disponível em todas as bancas americanas.

Categorias
Quadrinhos

Graffic Noire – Jersey entra em campanha no Catarse

Começou hoje a campanha de financiamento coletivo de Graffic Noire – Jersey de autoria de Gerson de Lima Galvão. A trama vai abordar o mundo dos assassinos profissionais, focado na AGÊNCIA, uma empresa especializada em adquirir e eliminar alvos de grande perigo. Confira a sinopse abaixo:

“Era para ser somente mais um alvo a ser eliminado, porém, as circunstâncias da noite passada trazem resultados inesperados para Jack. Ele trabalha para a AGÊNCIA e mal sabe que seu último alvo era um teste. Frank é o contato. Ele traz os alvos e as recompensas. O que ele guarda para Jack pode ser a passagem para o próximo nível desse jogo de assassinos. Já o misterioso Julian é o alvo. Pouco se sabe sobre ele, apenas que seu numero pessoal de mortes é alto. Experiente no jogo dos assassinos ele roubou algo que a AGÊNCIA quer muito.

Para Jack, novato nesse mundo, Julian é o alvo perfeito. Permitirá que ele receba alvos maiores. E alvos maiores significam mais dinheiro. Mas mais do que isso, existe algo dentro de Jack que o motiva a estar nesse mundo, um mundo de assassinos, mulheres sedutoras e perigosas e muita ação! Bem-vindo ao jogo!”

Confira o teaser de Graffic Noire – Jersey:

Graffic Noire – Jersey tem formato 17 X 21 cm, 70 páginas de história, P&B e extras. Para saber mais sobre a campanha, valores e recompensas, clique AQUI.

 

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Aquaman por Geoff Johns: A introdução definitiva ao Rei de Atlântida

Em 2011, a DC Comics lançava a sua nova iniciativa: Os Novos 52. O selo tinha como objetivo reiniciar todo o universo DC, com exceção de Batman e Lanterna Verde. Com 52 títulos, o reboot, em sua maioria, não foi bem recebido pelos leitores. Entretanto, alguns títulos se destacaram como gratas surpresas. A maior delas, com certeza foi Aquaman por Geoff Johns. Enquanto a reinvenção da DC, não conseguiu lidar com o icônico Homem de Aço, ela conseguiu salvar o Rei de Atlântida do esquecimento.

O run de Johns é o mais importante para o personagem desde Peter David (Da década de 90). Durante 25 edições (Sem contar tie-ins e crossovers), o roteirista acrescentou novos elementos à mitologia do personagem e revitalizou o personagem, fazendo com que ele alcançasse um patamar de popularidade o qual ele jamais havia alcançado.

Composta por quatro arcos: As Profundezas, Os Outros, Trono de Atlântida e A Morte do Rei, a fase escrita por Johns é um dos trabalhos mais simples e dinâmicos da editora nos últimos anos. Logo na primeira edição, o roteirista se preocupa em descosntruir a péssima imagem do personagem possuída pelo público. Ele o faz, mostrando a rotina de Arthur Curry ao lado de seu grande amor, Mera. Para moldar o seu protagonista, Johns, através de flashbacks, utiliza duas figuras: Thomas Curry, o seu pai, o qual o incentiva a servir como faroleiro e o Doutor Shin, o qual faz com que Arthur tenha noção de que ele não apenas pertence a superfície.

Através dos comentários pejorativos de civis sobre o herói na história, Johns cria perfeitamente a tensão entre o pertencimento de dois mundos, um tema recorrente nas histórias do Aquaman. O roteirista cria o peixe fora d’água definitivo, não apenas mostrando sua bondade e heroísmo, mas mais tarde, explorando mais facetas morais no decorrer da narrativa, decorrente do seu passado.

“Você é meu super-herói favorito.”

É óbvio que este não seria um grande título, caso não possuísse personagens coadjuvantes bem escritos. Felizmente, todas as figuras de apoio obtêm de imediato o interesse do leitor. Seja Mera, pela sua imponência ingênua e desconhecimento perante as leis da superfície, Arraia Negra, através de sua vingança de “mão única”, ou Orm com sua xenofobia pela superfície e dono de um antagonismo formidável e uma ambiguidade moral esplêndida, o tornando mais do que um vilão, menos do que um herói.

As novas adições à mitologia como os monstros submarinos conhecidos como Abissais, o grupo de super-heróis repleto de diversidade e extremamente internacional, conhecido como Os Outros. Ou até mesmo, Atlan, aqui como o vingativo Rei Morto. A mitologia de Atlântida é explorada durante a reta final do run e Johns faz um maravilhoso trabalho com ela.

Não poderia encerrar este texto sem mencionar a arte. Pois muito mais do que o script simples e focado de Johns, Aquaman dos Novos 52 nada seria caso Ivan Reis, Joe Prado, Paul Pelletier e Rod Reis não fossem responsáveis pelos desenhos. O trabalho gráfico de todos os artistas eleva a HQ ao nível de uma produção de Hollywood do gênero épico (Melhor inspiração para o filme, impossível, não é, James Wan?) É impossível contar nos dedos quantas splashpages existem nessas 25 edições.

Apesar do término do run, o roteirista planejava uma história com a Liga da Justiça chamada: Ascensão dos Setes Mares. Infelizmente, nenhum detalhe, além da equipe criativa (a mesma), foi divulgado.

Aquaman por Geoff Johns é a introdução definitiva ao Rei de Atlântida. Com uma arte em escala épica e um roteiro simples e extremamente focado, esse não é apenas o grande momento do personagem nas HQs, assim como é uma das fases mais satisfatórias publicadas pela DC Comics nos últimos anos.

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Papo de Saloon | Tex: O Sinal de Yama

No último Papo de Saloon tive a oportunidade de dar um panorama geral sobre o maior vilão de Tex, o famoso Mefisto. Em Tex: A Volta de Mefisto, o icônico mago ilusionista retornou em toda sua glória numa história escrita e desenhada por dois gigantes da Sergio Bonelli Editore. Mas se você é fã de Tex Willer também deve conhecer o filho de Mefisto, Yama, um bruxo poderoso como seu pai. E onde ele esteve durante tanto tempo, após ter sido derrotado a última vez por Tex e seus pards? Em Tex: O Sinal de Yama vemos justamente isso.

Steve Dickart, o Mefisto, teve um filho com a cartomante Myriam. Este filho, Blacky, herda o legado do pai nos momentos finais de sua vida, adotando o nome de Yama e buscando vingança contra Tex e seus pards. Apesar de agir em nome do pai e recorrendo à ajuda de descendentes maias e astecas, ou por mestres do voodoo, Yama nunca obteve êxito em seus objetivos e, repudiado por seu progenitor, retornou à vida de saltimbanco com sua mãe.

O parágrafo acima resume muito bem tudo o que você precisa saber acerca deste vilão icônico do ranger mais querido dos quadrinhos. Yama sempre foi considerado inferior em poder ao seu pai por magos poderosos e até mesmo por Willer e Carson. Entretanto, em O Sinal de Yama, o vilão está determinado a, de uma vez por todas, dar um fim à vida dos heróis texianos.

Escrita por Mauro Boselli e ilustrada por Fabio Civitelli, Tex: O Sinal de Yama é uma história recente da cronologia do personagem. Este arco teve início na Itália na revista Tex 673 de novembro 2016, sendo publicado até a edição 675. No Brasil, em julho de 2017, a história chegou pela primeira vez às bancas em Tex 573. E por se tratar de uma obra artisticamente impecável desde sua primeira página, em maio de 2018 ela foi compilada no encadernado de luxo com capa dura que é o tema deste Papo de Saloon!

Boselli, um dos gigantes da Sergio Bonelli Editore, também edita o personagem, além de escrever história fantásticas e clássicos instantâneos praticamente 100% das vezes. Nesta história, Boselli bota na mesa todo seu conhecimento da cronologia texiana quando, ao trazer Yama de volta de sua rotina sórdida acompanhando sua mãe, busca toda a mitologia mística das páginas de Tex para criar uma aventura assombrosa com a nata do ocultismo.

Apesar de estarmos acostumados a ler histórias escritas por Mauro Boselli com mais “pé no chão“, como a maravilhosa Patagônia, quando o autor escreve histórias mágicas o nível se mantém da mesma forma. O roteirista trata todos os personagens, obviamente, de forma muito respeitosa, mas ao mesmo tempo cria momentos fantásticos envolvendo monstros das profundezas e fenômenos da natureza que são de arrepiar.

O autor é sagaz em, de forma inusitada, turbinar os poderes de Yama para que ele represente uma ameaça muito maior ao grupo de Tex, tanto quanto seu pai jamais representou. E apesar do tempo de publicação tão espaçado, esta aventura serve até mesmo como uma continuação para a história comentada no último Papo de Saloon, A Volta de Mefisto. O pai de Yama é uma figura essencial para a história do jovem bruxo, e não é deixado de lado neste épico mágico.

Além dos louros dedicados ao texto de Boselli, a outra parte que brilha aos olhos do início ao fim é a arte de Fabio Civitelli, o motivo desta edição existir. Um gigante no domínio de luz e sombras, Civitelli trabalha com tons de preto como poucos artistas da Bonelli. E a decisão editorial da Mythos em publicar esta história em formato gigante, valorizando o desenho do artista, foi acertadíssima. A ideia do encadernado maior que o formato italiano veio desta proeza do desenhista em chamar a atenção do leitor para cada detalhe obscuro.

O artista desenha criaturas Lovecraftianas, espíritos e demônios com a mesma maestria com a qual inunda as páginas com tempestades, furacões, inundações ou somente pessoas conversando. Cada quadro de Civitelli se assemelha a uma pintura, sempre se baseando no contraste do preto com o branco. E desta forma, as 330 páginas de horror e tiroteio fluem tão perfeitamente, de forma quase cinematográfica, que o combinado de roteiro e arte demonstra com perfeição o que ocorre quando se juntam dois autores fantásticos.

Tex: O Sinal de Yama deixa ganchos para uma continuação. Como todas as séries da Bonelli, Tex possui um potencial infinito de como seu universo pode ser explorado, e ter em mãos alguns usos em potencial para figuras tão emblemáticas é importante caso outros autores – ou os mesmos, e isso seria incrível – venham a se aventurar no ocultismo dos Dickart.

O preço sugerido desta edição é R$ 74,90, e seu formato é 27,2 x 20,2 cm. Caso tenha se interessado, clique aqui para garantir o seu com 26% de desconto!

Categorias
Quadrinhos

Editora Panini lança encadernado da Crise de Identidade

Um dos épicos da DC Comics chegará às livrarias neste final de ano! Crise de Identidade, de Brad Meltzer, Rags Morales e Michael Blair já está em pré-venda em lançamento da Editora Panini! Confira detalhes abaixo.

Dizem que os super-heróis mantêm a identidade secreta para proteger seus entes queridos. O Homem-Elástico é um dos poucos cuja identidade é conhecida pelo público. Quando sua esposa é cruelmente assassinada no próprio lar, a tragédia atinge em cheio a comunidade de heróis. Unidos por seu ideal de combate ao crime, todos os vigilantes começam a vasculhar o país em busca de pistas e suspeitos. Mas Arqueiro Verde, Canário Negro, Gavião Negro, Eléktron e Zatanna ficam para trás, protegendo um segredo que, se revelado, pode modificar para sempre a relação entre heróis e vilões.

Crise de Identidade foi sucesso de público e crítica, mudando para sempre o modo como olhamos para o universo dos super-heróis. Um verdadeiro divisor de águas para a DC Comics, trazendo uma nova era mais sombria aos heróis, esta história lida com temas muito pesados e por muito tempo foi uma das favoritas dos fãs.

As capas são do artista Michael Turner (1971 – 2008), que também marcou um período específico na DC Comics ilustrando séries como Supergirl e Superman/Batman. Brad Meltzer, roteirista, é um famoso argumentista norte-americano que tornou-se conhecido por seus livros e veio a escrever quadrinhos posteriormente, responsável por títulos como Arqueiro Verde e Liga da Justiça da América. Parte essencial da Crise de Identidade são os retcons (detalhes que recontam as histórias originais) inseridos por Meltzer, alterando alguns aspectos que dividiram opiniões. Rags Morales, desenhista da história, já ilustrou a série do Asa Noturna e Action Comics, essa última ao lado de Grant Morrison.

Crise de Identidade possui 264 páginas encadernadas em capa dura e formato 26 x 17 cm. O preço sugerido é R$ 68,00. Clique aqui para comprar sua edição na pré-venda com preço mais baixo garantido!

Categorias
Quadrinhos

O sombrio Crossroads está à sua espera na CCXP 2018

Com um foco em um H. P. Lovecraft em um momento confuso na vida, é o enredo da HQ Crossroads, que será lançada na CCXP 2018. Com roteiro de Terrance Grace e arte de Silvio Db, pelo selo independente Immortal Comics. Confira a sinopse completa abaixo:

“Brooklyn Heights, Nova York – 1925. Imagine um ainda desconhecido H.P. Lovecraft, vagando para o sul pela Rua Clinton em direção à região portuária de Red Hook. Ele se encontra de pé na beira da água, cara a cara com Yog-Sothoth e seu próprio abismo interno. Outro terror noturno, ou apenas um caso grave de bloqueio criativo? Na encruzilhada, é o momento ‘Robert Johnson’ para H. P Lovecraft. E ele fará praticamente qualquer coisa para escrever a linha de abertura da última barreira para sua alma.”

 

Crossroads tem papel couché, capa cartão, 28 páginas em P&B. e o valor de R$10,00. Para adquirir o seu exemplar pode fazer reservas pelo e-mail: silviodb77@hotmal.com, ou passe na mesa F21 no Artist’s Alley.

 

Categorias
Quadrinhos

Justiça Sideral – Recomeços chega com sua trama futurística na CCXP 2018

A editora AVEC estará com uma grande novidade na CCXP 2018, Justiça Sideral – Recomeços chega com a promessa de ser um dos lançamentos mais disputados da feira. A HQ, que vem sendo publicada desde 2013 em seu site oficial, apresentou a ELITE (Esquadrão de Legisperícia, Investigação e Tática Especiais) que é uma agência anti-crime especializada nos mais diversos casos. Agora, em 2018, o arco chega ao seu maior clímax em uma bela edição.

Com roteiro de Deyvison Manes e desenhos de Netho Diaz, Justiça Sideral – Recomeços apresentam as agentes Anisha Seubert e Eileen Haas, que depois de algumas missões mal sucedidas, pegam um caso de roubo de informações, onde supostamente alguém roubou dados de um dos laboratórios da Argotech. Mas, no decorrer das investigações, elas se deparam com uma série de evidências que apontam para algo muito maior do que elas imaginavam. Algo que compromete até mesmo a própria ELITE.

https://www.facebook.com/JusticaSideral/videos/1128322807331084/

Confira a capa e um preview de Justiça Sideral – Recomeços na galeria abaixo:

 

Um grande time está por trás de Justiça Sideral – Recomeços. Além de Deyvison Manes e Netho Diaz, ainda estão a bordo da nave: Wagner de Sousa, Thiago Ribeiro, Davi Comodo e Tiago Barsa (cores), Denis Dym Freitas, Jonas Trindade e Thiago Gomes (Inks) e a capa é do Felipe Massafera.

Justiça Sideral – Recomeços tem formato 17 X 26 cm, 144 páginas coloridas e o valor de R$ 40,00. O lançamento será na mesa D43 do Artist’s Alley. Mais detalhes no site oficial da HQ clicando AQUI.

 

Categorias
Quadrinhos

Panini publica especial de 80 anos do Superman em dezembro

O catálogo de dezembro da editora Panini trouxe uma novidade incrível para os fãs do Homem de Aço. Superman 80 Anos: Action Comics Especial será publicado em dezembro pela editora. Compilando Action Comics #1000 e Action Comics #1, o encadernado visa comemorar os 80 anos de criação do personagem. Assim como a DC Comics o fez, em abril deste ano. Confira o release divulgado com exclusividade pelo Planeta Gibi:

A coletânea conta com histórias escritas por diversos autores como Peter Tomasi e Tom King. Além disso, funciona como prelúdio para a fase de Brian Bendis pelo Superman. Aqui no Brasil, o formato da publicação será em capa cartão, lombada quadrada, miolo LWC, em 128 páginas, ao preço de R$23,90. Superman 80 anos: Action Comics Especial será distribuído em bancas e comic-shops, em dezembro. Você pode conferir nosso ranking das histórias da edição, aqui.

Para saber sobre tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

 

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Da Lama ao Caos, do caos a Lama nasce o revide da natureza

Lá pelo ano de 1564, a Capitania de São Vicente, teve um encontro bizarro e apavorante com um monstro que saía da água. Era o Ipupiara, o demônio d’água.

Em 05 de novembro de 2015, o rompimento da barragem da Samarco, provoca o maior desastre ambiental da história do Brasil. Derramando mais de 40 milhões de metros cúbicos de lama de minério em um vale, na área rural de Mariana, devastando povoados. Mais de 200 famílias perderam suas casas e 19 pessoas morreram. Até hoje ninguém foi condenado por esse crime.

“Ô Josué eu nunca vi tamanha desgraça. Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça.” (Da Lama ao Caos – Chico Science & Nação Zumbi)

Partindo desse verso dito pelo saudoso Chico Science no icônico disco Da Lama ao Caos (1996), é por onde segue a linha da trama de Lama, nova HQ de Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo. Em uma incrível junção de ficção histórica, folclore e horror à la Lovecraft, é contada a história de uma pequena cidade que foi acometida por um desastre no estilo de Mariana. Nessa cidade vivem, ou sobrevivem, Jorge, um pequeno agricultor, e Maya, dona de uma pousada à beira da falência. Ambos insistem em permanecerem na cidade, mesmo depois de da tragédia, acreditando que um dia tudo irá melhorar.

Acontece que Lama é uma história sobre o revide. Sobre vingança. E o PUNCH vem da natureza. Uma força ancestral aparece para condenar os homens pela destruição do seu local de repouso. E ela usa os próprios homens como instrumentos para sua macabra vingança.

Algo como o ciclo que vivemos, já não é de hoje, mas sem monstros físicos (será que não existem mesmo?). O homem destrói a Terra, nisso ficamos escassos de recursos naturais, é a vingança, em forma morta. Mas isso é uma outra conversa, apesar de ser uma excelente analogia com a HQ.

“Se acabar não acostumando. Se acabar parado calado. Se acabar baixinho chorando. Se acabar meio abandonado.” (Segue o Seco – Marisa Monte)

Lama implica em cutucar mais fundo possível onde a esperança terminou. O cenário desolado da pequena cidade, muito bem ditado com a arte de Marcel Bartholo em preto e branco, remete melancolia e a falta de um futuro melhor. O povo tem a cara castigada e cansada assim como as ruas e prédios do local. Jorge é a personificação ideal da cidade. Ele tem o semblante entristecido e o olhar profundo da desesperança, assim como o povo vai abandonando a cidade. Jorge também foi abandonado. A cidade é orgulhosa, e repreende os que causaram o seu apocalipse ambiental. Como Jorge segue orgulhoso e não quer abaixar a cabeça e ão quer depender das pessoas que deixaram tudo ser destruído. Assim como a cidade ainda tenta respirar pelo amor dos que ficaram, o amor tenta fazer Jorge respirar. Maya é o porto que segura Jorge ali no lugar.

A trama de Lama vai desbravando em duas frentes, uma no passado e outra no presente. Falando sobre a lenda de Ipupiara e sobre a pequena e condenada cidade. Com uma narrativa gráfica bem diferenciada do que normalmente estamos acostumados a ver, as sequencias tem tons dramáticos e causam até uma certa “ânsia” dentro de nós. Os quadros seguem dos mais diversos tipos, algo que se vê também em Carniça, HQ da dupla de autores (se não leu, corra para ler), e dita uma regra artística, mas ao mesmo tempo não se apegando muito nela, pois ao decorrer da leitura, os quadrinhos vão se diferenciando, mas continuando o mesmo estilo.

Os momentos de terror de Lama são de meter medo mesmo. Com requintes de suspense psicológico, de gore e de pavor. A história não nega ao leitor o que ele veio buscar ao adquirir a HQ. Pela bela capa sabemos o produto que temos em mãos, e ele não decepciona. O roteiro de Rodrigo Ramos nos transporta para aquele cenário angustiante e sem esperança. Eu ousaria falar que temos pitadas de Lovecraft com Monstro do Pântano e tempero brasileiro. A arte de Marcel Bartholo faz a ponte para esse cenário escrito, com tons de lápis alternando para o nanquim, ditam a mudança entre passado e presente. No passado, as imagens são mais claras. Quando a trama vira a chave para o momento presente, a arte fica mais escura, pesada. Contribuindo com o clima sem esperança da pequena cidade e a dupla de personagens principais.  Mas, não pense que Lama não tem seus suspiros de esperança. O amor é forte em todos os lugares. Até no meio da Lama. E ele tenta florescer no meio do caos como uma flor de lótus.  Só que o caos é forte.

O projeto é uma publicação do selo Carniça Quadrinhos, que leva o nome do primeiro trabalho da dupla, Carniça (2017). O selo foi formado para hospedarem suas futuras histórias de horror. Para adquirirem seus exemplares, entrem em contato na página do facebook da Carniça Quadrinhos.

Lama tem formato 21 x 28 cm, 48 páginas e papel couché fosco. Rodrigo Ramos e Marcel Bartholo estarão na mesa G37 do Artist’s Alley, na CCXP 2018, que acontece entre os dias 6 e 9 de dezembro.