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Pândega – Loucura & Terror, da Editora Skript, está de volta no Catarse com Desconto

A Editora Skript vai lançar, a partir desse mês, e se seguindo pelos próximos, campanhas relâmpagos no Catarse, com o objetivo de vender suas publicações com descontos especiais para esgotar os estoques. A primeira publicação é Pândega – Loucura & Terror.

A antologia Pândega – Loucura & Terror terá 93 cópias à venda com um desconto de 45%. A publicação tem um grande time de artistas como: Ailton Araújo, Ally Ribeiro, André Ota, André Vazzios, Beatriz Abbud, Bruna dos Santos Nascimento, Bruno Brunelli, Bruno Ferrante, Caio Sales, Cesar S. de Albuquerque, Chris Machado, David Lee, Diogo Mendes, Douglas Freitas, Erica Juliboni, Felipe Manhães, Guilherme Santos, Guus, Jackeline Santana, João Victor Santos, José Luiz, Kris Zullu, Manoela Costa, Marcatti, Marcel Bartholo, Márcia Baliza, Mariana Azzi, Mila Queiroz, NK Winter, Pedro Corin, Rafael Danesin, Rafael Mussa, Regi Munhos, Renata Aguiar, Renata C. B. Lzz, Ricardo J. Souza, Rodrigo Ramos, Rogério Ferraz da Silva, Sandro Júnior, Thaís Castro, Tom Dutra, Vanessa Fernandes dos Santos, Victor Zanellato, Yuri Miyasato e Yuri Perkowski Domingos.

 

A arte da capa é do Pedro Panta e layout de Guilherme Smee. Já o verso da capa é ilustrado por Kiko Garcia. Pândega – Loucura & Terror ainda tem textos de aberturas de Larissa Prado e Diego Calvo.

Pândega – Loucura & Terror tem formato 18 x26,2 cm, 216 páginas e capa cartonada. Para conferir a campanha, valor e recompensas, clique AQUI.

 

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Começou, no Brasil, a Pré-Venda de Miss Davis – A vida e as lutas de Angela Davis

Começou a pré-venda de Miss Davis – A vida e as lutas de Angela Davis, pela Agir, um braço da Ediouro aqui no Brasil. A biografia em quadrinhos apresenta toda a trajetória de Angela Davis uma mas maiores ativistas pela luta dos direitos civis nos EUA do nosso tempo. Sua conduta e sua vida a tornaram um símbolo do movimento negro e do feminismo.

Angela Yvonne Davis alcançou notoriedade mundial na década de 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, dos Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial naquele país.

 

A dupla francesa Sybille Titeux (roteiro) e Amazing Ameziane (artes), Miss Davis – A vida e as lutas de Angela Davis, refaz a jornada de Miss Davis, desde sua infância no Alabama, marcada pela segregação racial e pelos ataques da Ku Klux Klan, até sua saída da prisão em 1972, na Califórnia, após uma enorme mobilização mundial pela sua libertação. A obra conta ainda com um texto de orelha assinado pela filosofa e escritora Djamila Ribeiro.

Miss Davis – A vida e as lutas de Angela Davis tem formato 20,5 x 27,5 cm, 196 páginas, capa cartonada e o preço de R$ 59,90.

 

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Teocrasília, de Denis Mello, começa a ser vendida pelo Universo Guará

Hoje ocorre um dos lançamentos mais esperados da Guará. Depois de Cidadão – Incomum – A Ponta do Iceberg e Ecos, chegou a hora de Teocrasília, de Denis Mello. A obra é um retrato instigante de um Brasil tomado pela religião. Mas como o próprio Denis diz, Teocrasília não se trata de uma crítica à religião, mas sim à pratica comum de envolver líderes e membros de comunidades religiosas na política.

Quando a resignação e o dogma se tornam o espírito de um novo tempo, tudo o que resta é a resistência e a fé que pode se originar da luta. É nesse mundo tomado pela religião que Teocrasília é ambientado. A HQ propõe um mergulho quase sem volta em um futuro distópico, não muito distante. Nessa realidade, a bancada religiosa da política brasileira, denominada “Divino Altar”, domina o país e institui um regime teocrático.


Como frente opositora às autoridades teocráticas que regem esse novo mundo, Denis Mello apresenta Vicky, Yuri e Gambino, aliados na batalha contra a tirania. Através de uma trama cheia de reviravoltas e suspense, o autor costura entre a resistência e a tirania uma realidade que pode ser associada a traços da história recente brasileira. Frustração, ódio, angústia, covardia e mentira, o leitor não é poupado de nada, em Teocrasília.

Teocrasília será lançado em versão digital e pode ser adquirida no site da Guará, no Kindle e também na plataforma Super Comics. O preço de capa é de R$ 6,00 cada edição, que terá capítulos mensais. No site da Guará você pode adquirir o prólogo da história totalmente gratuito.

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Torre Entrevista: Conversamos com Bruno Sorc sobre a Graphic Novel Mojica Móveis

Já está no ar a campanha de financiamento coletivo para o quadrinho Mojica Móveis. A história acompanha o protagonista Amácio, um quarentão que acaba de sair da casa da mãe e procura uma loja de usados para mobiliar o novo lar. Porém, ao entrar na Mojica Móveis e conhecer o seu proprietário que vende os segredos mórbidos de seus produtos, Amácio ouve histórias escrotas e extremamente reais, entendendo um pouco sobre o perigo da influência.

O roteiro é de Bruno Sorc, um escritor de longa data com diversos livros publicados, fazendo sua estreia nos quadrinhos, o autor reuniu um time peso pesado de desenhistas, como Bruno Lima, The Immigrant, Alex Genaro, Letícia Pusti, Oscar Suyama, Rapha Pinheiro, Rick Troula e Laudo Ferreira. A capa é de Dudu Torres, cores de Cássia Alves e o prefácio de Alexandre Callari (editor do Pipoca & Nanquim).

Trocamos uma ideia com o Bruno sobre Mojica Móveis, a campanha no Catarse, seu trabalho, como a música influenciou a sua escrita, como foi reunir esse time para desenhar a HQ e futuro.

1 – Quem é o Bruno Sorc? De onde ele vem, o que ele lê, o que ele leu, quais são as suas maiores inspirações…

Bruno Sorc: Eu sempre gosto de falar que “sou um escroto, mas não sou um saco” – bela forma de começar, não é mesmo? – Sorc aqui é um cara legal, mesmo sendo esse escroto assumido, têm lá o seu carisma magnético. As pessoas costumam me amar ou me odiar muito rápido, o que me leva a crer que eu seja intenso. Romântico, um cara apaixonado, e são essas paixões que me inflam de coragem, de ambições. Tenho um coração enorme, quem conhece sabe.

Sou paulistano, de família humilde e batalhadora. Não sou o tipo de cara que teve a faculdade paga pelos pais – nada contra, é só um relato – e nunca tive carro. Mas sou rato de metro e estou satisfeito com isso. Já trabalhei em fábrica de cigarros, segurança de festa, em transportadora e fui livreiro, mas graças a Deus me formei em marketing e trabalho alguns anos com o que amo. Escrita.
Eu leio, assisto e ouço de tudo. Acho que gosto de aprender o tempo todo, e tudo tem algo a nos ensinar, saca? Acho super válido ter outras óticas, perspectivas de outras culturas e pensamentos. Leio daquela Turma da Mônica de formatinho a Friedrich Nietzsche. Ouço do rapper Gerardo ao Mayhem.

Porém a pergunta me força a responder quem são os meus queridinhos, não é? Mas não vou ficar na nona arte, porque minhas inspirações vêm de todo lado, suave? Acredito que minha patotinha fica assim: Dona Magda, minha mãe e a minha noiva Steh abrem a lista com os dois pés na porta. Aí temos Chuck Palahniuk, Seth Rogen, Garth Ennis, Rob Zombie, Lars Von Trier, Charles Bukowski, Quentin Tarantino – não tem como ignorar esse cara – Irvine Welsh, Alan Moore e Steel Panther – sim, você não leu errado, eu coloquei o gênio dos roteiros ao lado de uma banda glam satírica. Não me leve a mal.


2 – Onde surgiu o estalo, a ideia para o Mojica Móveis?

Bruno: Confesso que esta é uma pergunta que gosto tanto que cheguei a colocar nos extras da HQ. Eu botei na cabeça que era hora de realizar um sonho de criança e roteirizar um quadrinho, mas não tinha nada rabiscado para isso (risos). Então veio exatamente esse estalo quando minha mãe pela décima vez, começou a contar para minha noiva a vez que se mudou com o meu pai, ainda muito novos e mobiliaram a casa com móveis usados. Até aí ok, mas ela sempre relata a porra de uma geladeira azul no qual não gelava. E por que não gelava? Ela e meu pai descobriram que tinha um TIRO em seu interior.

Aí ela sempre se pergunta ”o que será que aconteceu ali”, eu acabei rabisquei a minha versão e até brincando um pouco com a fina e interessante linha entre justiça e vingança. Assim que terminei pensei “os móveis presenciam tudo, sempre estão por perto… uou”. E comecei rabiscar outros dois roteiros, sempre batendo em algo, sempre com uma crítica social pesada. E quando vi que poderia falar da temática que mais têm me amedrontado nos últimos anos, que é o “perigo da influência”, não deu outra, falei ”vou amarrar tudo isso aqui”. Beijos mãe, essa porra é da senhora também!

3 – O Mojica Móveis é praticamente uma coletânea dentro de um contexto. Temos um direcionamento, um norte, mas as histórias são dos mais variados estilos. Por que fazer essa “salada visual”?

Bruno: Então cara, acho que isso casou bem por três motivos:

1º – Que até ter o plot sobre o ”perigo da influência”, eu de fato não comecei a escrever os outros contos e muito menos amarrar tudo, porém, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi ”eu poderia colocar vários traços nesse quadrinho”. Então foi um desejo que surgiu.

2º – Quando eu estava orçando preço de página e entrando em contato com os profissionais, vi que a parada é cara. E diferente de muita coletânea no qual você é convidado a participar, mas não recebe por isso, eu fiz questão de pagar cada um dos artistas. Demorou pra cacete, mas fui pagando aos poucos e me orgulho muito disso. A questão nesse segundo ponto é, eu não sou famoso, e queria fazer barulho na primeira obra. Então arrumei um jeito de pôr uma porrada de nomes famosos na capa.

3º – Uma vez ouvi dizer que as cores são a “trilha sonora dos quadrinhos” e como já queria muito fazer paletas – no plural – diferentes, também casou. Esse formato então não só permitiu isso, como municiou eu e minha colorista para tentar algo ainda mais profundo, a dubiedade das histórias.

E isso é um tesão. Ficou foda!

4 – Você é “criado e forjado” no underground musical. Você vivenciou in loco nas cena do hardcore brasileiro. O hardcore vai de músicas de protesto passando por músicas de relacionamento e tal. Como essa fonte ajuda na sua escrita?

Bruno: Isso mesmo, vivenciei bem a cena. Principalmente ao lado dos caras do Dance of Days. Comecei com zines e graças a uma professora de português que me instigou bastante a participar de saraus, escrevi poemas. E pra você ter ideia, meu segundo livro eu compilei poemas e o intitulei de “Doce Desespero”, porque na real é isso. A cena me moldou. Porra sou straight edge até hoje. Carrego esse eco em meus gostos e atitudes. Sou essa mescla mesmo, protesto e paixão, e o leitor pode sempre esperar isso das minhas obras. Roteiros escritos com muito amor e que vão dar porrada em muita coisa que entendo como errada.

5 – Como rolou a escolha dos artistas que participam da obra Mojica Móveis? Já estava pré-determinado ou tu foi conhecendo e escolhendo?

Bruno: Ah, na real eu fiz uma lista com uns 30 caras, até porque não sabia ainda preços, aí tem que bater o roteiro com os caras para ver se rola interesse e se encaixa em suas agendas. Nada é fácil, ainda mais se ninguém nunca ouviu falar sobre você. Eu conhecia o trabalho dos 30, era amigo de uns 10 e 10 era aquele lance de admiração mesmo, por tudo que já se envolveram.

Mas engraçado essa pergunta, porque assim, no Mojica Móveis somos em 12, tirando eu, esses 11 que entraram pro projeto, só 10 vem da lista de 30. Porque um irmão meu, o Caio César, havia acabado de começar um projeto autoral e falou que não rolaria participar, mas me indicou o professor dele, o Rick Troula que topou na hora quando leu o roteiro. Eu e o Rick se tornamos MUITO brothers, o cara é sensacional. Talentoso e super profissional.

6 – É a sua estreia nos quadrinhos, acredito que role um friozinho na barriga, apesar de você já ser um escritor de longa data. Eu li o Mojica Móveis e achei muito bom. Aconteceu uma reciclagem no seu estilo? Tipo, “agora preciso aprender a escrever quadrinhos” Você usou coisas, técnicas inéditas para você ainda?

Bruno: Primeiramente, muito obrigado por topar ler e agradeço também o elogio. Acredito que realmente gostou, se nem tivesse curtido, eu não teria nem sido convidado para estar aqui (risos). Mas retomando a pergunta, eu acho que tento me reciclar o tempo todo. Eu lancei minha primeira obra – em formato de livro – em 2011, de lá pra cá foram 10 livros, 275 poemas, sei lá quantos roteiros para audiovisual e muitos, mas muitos artigos e entrevistas. Eu não paro de escrever graças a Deus! Então eu acho que a reciclagem é parte dessa evolução. Pretendo me reciclar muito ainda, tecnicamente e narrativamente. Testar coisas novas, mas sem deixar de ter a minha assinatura escrota e visceral (risos). Nunca perder a mensagem!

7 – Um pouco sobre você. Sobre desafios. Qual o assunto ou tema que você ainda não escreveu, tem alguma ideia que ainda irá para o papel?

Bruno: Cara, vamos tentar recordar aqui um pouco do que já escrevi: zines com mensagens de protesto e poesia, na literatura comecei com dark fantasy, fui para thrillers policiais, drama e terror. No terror já fiz sobre possessão, gore e tenho até mesmo o meu próprio slasher. Na publicidade e no marketing já escrevi jingles, slogans, e-mails marketing, copys de inbound, artigos com SEO on-page, spots de rádio, materiais ricos como e-books, infográficos e os mais variados roteiros, comerciais, manifestos, curtas e longas. Fora entrevistas no cenário fílmico nacional, artigos e pautas, principalmente para podcasts.

Acho que está faltando roteiro de média metragem, piloto de série, teatro… (risos)! Mas na real, falta escrever muita coisa. Não tenho um full romance ou uma comédia – por mais que sempre trago pitadas ácidas para minhas obras – por exemplo. Mas quem sabe um texto infantil?! Seria um puta desafio gostoso!

8 – Na mesma vibe da pergunta anterior, o que você já escreveu e que até hoje você pensa: “caçarolas, isso poderia ter ficado assim ou assado, poderia ter ficado melhor”?

Bruno: TUDO! Mas eu acredito que um bom escritor deve respeitar o seu tempo. E quando digo tempo, é referente ao o que você sentia na época e a técnica que você usava. Deve ter um respeito por quem você já foi. E tempo também no sentido que você não pode e nem deve ficar masturbando uma obra sem fim. Uma hora ela tem que ir pro mundo. Se você ficar lapidando, lapidando e lapidando, a parada nunca nasce e se esfarela. Somos seres que procuram a perfeição sempre, só que a perfeição basicamente não existe, porque ela é extremamente subjetiva. Então ver algo e querer mudar é normal, só não acho que deve de fato mudar, porque depois de um tempo que você voltar a ler, vai querer mudar de novo. E de novo e por aí vai. Deixa o que já foi escrito, escrito.

9 – O Mojica Móveis tem uma série de nomes talentosos e famosos. Qual foi aquele artista que você não acreditou quando aceitou?

Bruno: Laudo Ferreira. Fácil. Próxima (risos)! Eu lembro que fiz uma lista com esses 30 artistas, no topo da lista vinha o Laudo. Quando entrei em contato com ele, não senti muita firmeza em nossa primeira troca de e-mails, e para minha expectativa estava tudo bem. Eu fui na cara e na coragem, mas com aquela sensação de ”é uma tentativa”, era muito provável de não rolar. Depois que ele leu a obra e elogiou meu roteiro – o que na real me deixou animado pra caralho – fechamos valores e agenda. Mas até de fato ele me mandar a primeira página eu não estava acreditando muito. Porra, é o Laudo!

Ficamos amigos. Trocamos muitos áudios via WhatsApp e aprendo muito com ele até hoje. O cara é um gigante, e falo isso pra ele. Aliás, o chamo de Mestre, né, porque o cara não só tem um conhecimento, uma experiência cavalar e um talento ímpar, como ele compartilha! Isso é para poucos, ter essa maturidade e confiança é para poucos, cara!

Mas se me permite colocar mais um nome dentro dessa resposta, seria o Alexandre Callari. Esse cara me apoiou a dar o pontapé inicial nos meus sonhos de ser escritor, lá em 2011. Um cara que me adicionou no finado Orkut e me ajudou no processo da minha primeira obra em 2012. Tudo isso após nos conhecer em um Zombie Walk. Hoje ele é titânico e não é à toa. Muito disso se deve ao homem que ele é e o coração que possui. Incrível. E porra, quando mandei a obra para ele ler e fiz o convite, ver que ele não só topou, como também elogiou o roteiro, foi uma verdadeira conquista. Então sempre vou chamar o Laudo de “Mestre” e o Alê de “Padrinho”. Tô bem na fita.

10 – Muitas histórias são baseadas em algum acontecimento real. Qual a história que você fez que te fez pensar: “Essa é a minha preferida”.

Bruno: Ah, não saberia responder… não sou de ficar em cima do muro, mas que pergunta filha da puta, cara… eu acho que preferida de quem já leu, está bem dividido, viu? Repercutiu bastante o peso dos contos do colchão, xícara e fogão. O do aquário é o que mais destoa do quadrinho, porque é um sonho meu fazer cenas de ação, e o pessoal também curtiu. E bom, até por isso trouxe o conto da cama de um dos meus antigos livros, porque amo ele e queria ver a parada mais visual.
Tem o final da história principal que puta que me pariu de lado, sem humildade nenhuma, é sensacional. Mas eu acho que tenho um carinho enorme pelo conto da guitarra que é bem autobiográfico e claro, da geladeira que citei anteriormente, uma vez que ele foi o pontapé inicial para o quadrinho nascer.

11 – Existe alguma ideia ainda sendo fermentada para uma expansão do Mojica Móveis? Tipo, por exemplo, um Mojica Autos (sim sério! imagina quantas histórias os carros podem contar)?

Bruno: (RISOS) olha, estou rindo, mas achei foda!! Então, na verdade essa pergunta levanta 2 pontos:

O primeiro é que a loja de móveis usados não é só uma desculpa, faz parte da narrativa. Não deixamos de ser seres ”móveis” e ”usados”, saca? Fora que dentro dessas lojas normalmente é uma bagunça – como relatado na belíssima capa do Dudu – assim como dentro das nossas cabeça. E temos o ”vendedor”, o cara que nos ”influência”. Então é muito mais casado com o plot do que em um primeiro momento.

Segundo que sinceramente quero ter o Mojica Móveis como obra única. Como cartão de apresentação. Daqui quero projetar outras paradas. Porém, formato do Mojica Móveis é tão bem arquitetado – que até foi elogiado pelo Callari – que posso voltar a visitar a loja, com outros clientes, outros móveis, uma vez que são peças únicas e consequentemente terem outras histórias. Posso até mesmo fazer cada conto com outros artistas. Quem sabe um dia eu não volte para dar uma passadinha por lá. Mas uma coisa eu digo, só volto para um segundo volume se de fato, eu tiver uma boa história pra contar como dessa vez.

12 – Eu sempre penso que todo tipo de mídia, seja cinema, música, literatura e óbvio os quadrinhos, têm uma missão de dar algo para acrescentar. Algo para somar, inspirar etc e tal. O que você acha que o Mojica Móveis vai agregar para o leitor?

Bruno: Eu consegui abordar tudo que queria, mesmo se tratando de um quadrinho de gênero.  Acredito que quem ler vai rir, se emocionar, mas principalmente se chocar. Mas não é choque pelo choque, a cada cena de desconforto visceral, tem o seu contexto. Criei o quadrinho para abordar o “perigo da influência”. Espero de coração que as pessoas parem de cair em fake news, comer qualquer merda que os políticos falam, comprar tudo que os influencers usam, pararem de papagaiar o que lê na internet e comecem a pesquisar mais, estudar as coisas, não só para falarem com mais propriedade e segurança, mas de fato forjar um pensamento, uma opinião. Ter o seus próprios raciocínios, gostos e atitudes.

13 – Agora vem a correria da campanha no Catarse; Mas você é um cara do futuro. Seu pensamento está sempre lá na frente. Mas já existe algum plano para o futuro? Uma nova história?

Bruno: Penso. Se Deus quiser – e ele há de querer, porque nós dois somos fechadão – eu vou lançar um quadrinho por ano. NÃO com essa loucura de administrar e liderar um time, mas escolher 1 ou 2 artistas e ir pra cima. Tenho dois argumentos prontos, tô esperando encerrar a campanha no Catarse e mandar o Mojica Móveis para gráfica, que aí sim, vou me sentir a vontade de sentar o rabo, escolher um dos dois e começar o roteiro. Já tenho interessados em rabiscar esse novo quadrinho. E dessa vez será um só de uma capa a outra. Só posso dizer que vai ser mais um trabalho nosso, uma vez que essa pessoa já participa do Mojica Móveis. Vamos ver no que dá. Não sei se vou levar mais para o suspense, mas com certeza será um drama. Aguardem.

Para saber mais sobre a campanha de Mojica Móveis, valores e claro como apoiar, clique AQUI.

 

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DC Comics anuncia minissérie em quadrinhos do Rorschach escrita por Tom King

A DC Comics anunciou a minissérie Rorschach que terá roteiro de Tom King e artes de Jorge Fornés. A dupla promete uma nova visão de um dos personagens mais popular e controversos de Watchmen. E King já adianta: Rorschach pode ter falado a verdade, mas ele não era um herói.

“Assim como a série da HBO e o Watchmen original de 86, esse é um trabalho político,” disse Tom King. “É um trabalho furioso. Pois estamos furiosos o tempo todo. E temos que fazer algo com essa fúria. A mini se chama Rorscharch não por causa do personagem em si, mas porque o que você vê nesse tipo de personagem diz mais sobre você do que sobre eles.”

 

A trama vai se ambientar 35 anos após que descobriram que Ozymandias foi o responsável por jogar uma lula monstruosa na cidade de Nova York, matando milhares e acabando com a confiança do público em heróis de uma vez por todas. Os Minutemen se foram, apenas a memória deles permanece viva. Especialmente sobre Rorschach, que se tornou um ícone cultural desde que o Dr. Manhattan o transformou em pó. Em meio a tudo isso, um detetive investiga uma tentativa de assassinato à um candidato a presidente dos EUA. O mascarado se torna o principal suspeito.

Rorscharch #1 começa a ser publicado em 13 de outubro de 2020 pelo selo Black Label e terá 12 edições.

 

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Editora Devir Brasil Começa a Pré-Venda de The Boys Volume 10 – Pau Pra Toda Obra

Já começou a pré-venda do 10º Volume de The Boys, pela Editora Devir Brasil, intitulado de Pau Pra Toda Obra. A edição reúne a minissérie Butcher, Baker, Candlestick #1-6, publicada originalmente em 2011, capitaneada pela dupla Garth Ennis e Darick Robertson.

Confira a sinopse:

“Ele podia ter sido um homem muito diferente. Billy Butcher, também conhecido como Carniceiro, o líder dos Rapazes, uma vez teve a chance de viver outra vida – quando o amor de uma boa mulher o afastou do seu pavoroso caminho de violência e desespero. Esta é a história de Billy e Becky, contada pelo próprio: das ruelas do East End de Londres até a carnificina da Guerra das Malvinas, das alturas do amor até as profundezas da tragédia. quando essa história chegar ao fim, ele estará pronto… para acertar”

 

The Boys – Pau Pra Toda Obra é o antepenúltimo volume da coleção. A Devir Brasil já começou as reimpressões das edições antigas que podem ser encontradas no site da editora AQUI ou nas comics shops: ugrapress, Loja Monstra e Comic Boom!.

The Boys Volume 10: Pau Pra Toda Obra tem formato 16,5 x 24 cm, 144 páginas e o lançamento oficial está previsto para 11 de agosto.

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Origem e o Fim da Humanidade serão contados no épico Astrogenesis, da Editora Skript

A Editora Skript já tem um ano e meio fazendo um barulho no mercado editorial brasileiro. Com belas publicações, com qualidade ímpar e dando voz para uma galera no Brasil com obras inéditas. E agora chegou a vez de uma publicação vinda “da casa”. Com roteiro de Douglas Freitas, um dos editores da Skritp, chegou a interessante Astrogenesis.

O quadrinho está em campanha no Catarse e ele vem para alimentar o ponto em comum que liga diversas sociedades e religiões desde o início da humanidade: os deuses vieram dos céus. No século XX, muitas perguntas surgiram. Incentivadas pelo livro “Eram os deuses astronautas”, do autor Erich Von Daniken. E, principalmente, após o que era entendido como um íntimo contato com os deuses se repetir em avistamentos e abduções – que geraram diversas teorias de conspiração. Esse tipo de questão será respondida em Astrogenesis.

A HQ vai seguir quatro linhas narrativas: A primeira vai acompanhar a personagem Geane nos anos 90. Ela é uma estudiosa e autora de livros de ufologia, que tem o seu passado marcado por traumáticas experiências de abdução.


A segunda acompanha a MÃE, um ser de extremo poder, cultuada e temida por muitas civilizações que integram a Grande União. Considerada como a “biblia cósmica”, o livro Matris Vulgate diz que a MÃE é a responsável pela semeadura e colheita de todos os seres. Ela é Alfa e Omega. O Começo e o Fim.

 

 


A terceira narrativa fala sobre o alienígena chamado de Major Petrus. Ele é fruto de experiências de aprimoramento com um único objetivo: enfrentar a MÃE. Ele é a tentativa desesperada de salvar o seu planeta que está na trajetória da colheita.


A história secreta da Terra é apresentada na quarta narrativa. Das primeiras visitas milênios atrás, aos acidentes de Tunguska, Roswell e a criação dos primeiros super humanos.

Astrogenesis tem roteiro de Douglas Freitas, arte de José Luiz Padilha, cores de Sandro Zambi e edição de Diego Moreau. A revisão é de Audaci Júnior.

A edição terá formato americano, capa com verniz localizado e miolo e 120 páginas coloridas. Os apoiadores no Catarse terão brindes exclusivos. Para conhecer mais a campanha, valores e apoiar pode clicar AQUI.

Para adquirir as obras da Skript acesse o site da editora clicando AQUI.

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Você perdoaria Caravaggio?

Após um espaço de quase cinco anos a contar do lançamento da primeira parte no Brasil, a Veneta traz o segundo e derradeiro tomo da saga contada pelo veterano quadrinista Milo Manara a respeito de seu compatriota Michelangelo Merisi de Caravaggio, pintor renascentista cuja obra garantiu sua imortalidade em museus e igrejas desde o século XVI. Neste segundo volume, Caravaggio se empenha em suas pinturas em busca de seu perdão espiritual. Em maioria focadas em temas religiosos, essas podem ser um deleite para os que apreciam, mas dificilmente entregam o calvário de seu autor para concluí-las.

Para surpresa de quem já teve contato com a bibliografia de Manara, aqui sua mais famosa característica quase não é vista. O autor é conhecido por transformar inclusive seus roteiros adaptados em contos eróticos (Gulliveriana) e pornográficos (A Metamorfose de Lucius), mas aqui sua marca está em segundo ou terceiro plano, sendo apenas a nudez presente e ainda assim de forma pontual. O foco está na mente perturbada de Michelangelo Merisi de Caravaggio e seu comportamento explosivo que lhe devolve como frutos mais e mais problemas em sua vida.

Inclusive este foco maior no âmbito psicólogo e menor no físico pode ser considerado raro quando trata-se de uma obra “solo” de Manara. Em sua extensa carreira, suas obras onde a mente dos personagens é melhor explorada quase sempre acontece quando outro artista faz o roteiro e ele cuida apenas da arte. Quando trabalha sozinho, o quadrinista já várias vezes caiu em sua própria armadilha de valorizar somente o prazer e fetiche do erotismo, resultando em roteiro de histórias medianas e até fracas como em Clic, Kama Sutra e Encontro Fatal, este último talvez seu trabalho mais chocante. Em Verão Índio, El Gaúcho, Viagem a Tulum e Borgia temos uma faceta totalmente diferente, mas muito por estas terem roteiros assinados por Hugo Pratt, Federico Fellini e Alejandro Jodorowski. Em Caravaggio, Manara consegue um êxito no roteiro que poucas vezes conseguiu sozinho, a vasta bibliografia sobre o pintor rebelde descrita ao fim da publicação claramente ajudou nesta construção.

Em um estilo de traço usado desde Borgia, sua série anterior, temos uma progressão na arte de Manara que pouco se vê ou até se espera de alguém já nesta fase de sua carreira. Note-se que, quando a publicação de Borgia teve início, posteriormente resultando em quatro partes, Manara já era um sexagenário e por uma expectativa um tanto pejorativa que naturalmente que o ser humano faz, espera-se que o desempenho de uma pessoa em diversas áreas, inclusive na ilustração, esteja em uma descendente com o avanço da idade.

Não é o caso aqui. Seu traço só evoluiu desde então e em Caravaggio visualmente podemos contemplar o, por enquanto, auge de sua carreira nesse aspecto, pois mesmo após uma breve observação nas páginas pode fazer pensar que este possa ser a conquista do topo de sua escalada como artista, não se pode duvidar que o autor ainda possa extrair mais de si mesmo. Aqui suas cores são densas e vivas, ganhando maior profundidade e expressão, assim como Caravaggio fazia em suas telas. Como o período histórico deste título é o mesmo de Borgia, é possível ver referências em comum nos dois trabalhos, como se Caravaggio fosse uma sequência de Borgia dentro de um “Manaraverso”.

Neste período, o interessante é ver como a transição da Idade Média para a Idade Moderna não é muito diferente do que se vê hoje no alto patamar da sociedade. A hipocrisia sempre esteve presente com líderes religiosos que sequer cumprem os Dez Mandamentos Bíblicos, que recriminam manteúdas e meretrizes mas de certa forma as aceitam como modelos para obras de arte com cenário angelical. Caravaggio está oscilando neste limiar, e isso é o que mais o perturba.

Chega a dar angústia acompanhar o sofrimento do pintor em seus últimos anos de vida. Seu talento na pintura era diretamente proporcional ao de conseguir desafetos, por isso viveu como nômade entre várias cidades-Estado da hoje República Italiana, necessariamente fugindo de seus problemas e não teve seu trabalho reconhecido em vida como pensou que deveria, deteriorando cada vez mais sua condição mental.
Caravaggio – O Perdão é o quarto título de Manara publicado pela Veneta. Da extensa obra do autor, uma grande parte já foi publicada no Brasil, algumas inclusive em mais de uma edição e/ou editora. Porém, justamente outra história sua que tem o meio artístico como tema principal teve apenas uma tímida publicação por aqui e parece ter caído no esquecimento. Trata-se de Rever as Estrelas, uma narrativa da série Giuseppe Bergman que foi publicada no Brasil somente uma vez na revista Heavy Metal nº22 em 1998. Nesta obra, Bergmann segue os passos de uma mulher obcecada por quadros retratados em um livro. Não satisfeita, esta recria a cada momento poses e cenários das vênus presentes em cada uma delas. Assim como todo o material da saga de Giuseppe Bergman, esta história merece ser republicada em uma nova edição por aqui. 

A obra de Caravaggio ganhou toda posteridade da História humana. Inclusive no Brasil seus quadros foram tema de uma disputada exposição no Museu de Arte de São Paulo em 2012 alavancando para o recorde de 556 mil o número de visitantes do museu naquele ano, marca só superada em 2019 com mais de 729 mil. Os números mostram que, mesmo que não precisasse pedir, Caravaggio já foi perdoado há muito tempo. Manara “apenas” fez sua parte para ajudar nesse propósito.

 

Caravaggio – O Perdão
Milo Manara (roteiro e arte)
Michele Vartuli (tradução)
Lilian Mistunaga (letras)
Andréa Bruno (revisão)
64 páginas
31 x 24 cm
R$94,90
Capa Dura
Veneta
Data de publicação: 03/2020

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Informe sobre cegos | Editora Figura Publica Clássico Quadrinho Latino Americano

Já está à venda Informe sobre cegos do quadrinhista uruguaio Alberto Breccia e o escritor argentino Ernesto Sabato, publicado pela editora Figura. A obra saiu vitoriosa de uma campanha de financiamento coletivo no Catarse e já se encontra nas melhores comics shops e sites. A edição marca como o último trabalho de Breccia antes do seu falecimento em 1993, mesmo ano do lançamento original.

Informe sobre cegos é o encontro de duas lendas da cultura sul-americana. Alberto Breccia é um dos grandes autores da história dos quadrinhos, e Ernesto Sabato, um grande nome da literatura argentina. A graphic novel é uma adaptação de um fragmento de Sobre heróis e tumbas, uma das mais importantes obras de Sabato.

Na trama, Fernando Vidal Olmos, o protagonista, está convencido de que os cegos se reúnem em uma sociedade secreta nos subterrâneos de Buenos Aires, e de lá planejam o domínio do mundo. Iniciando assim uma jornada obsessiva de um homem que desce rumo ao seu inferno particular.

Informe sobre cegos tem formato 21,5 x 30 cm, 64 páginas em preto e branco, capa dura e tradução de Rodrigo Rosa. A obra foi premiada com o prêmio Salón del Cómic, de Barcelona, na categoria Melhor Obra Estrangeira.

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Fala, Maria, Importante e Bela Graphic Novel sobre Autismo está em Pré-Venda

Começou a pré-venda de Fala, Maria – Um romance gráfico sobre autismo do mexicano Bernado Fernández, também conhecido como Bef. A publicação aqui no Brasil será pela editora Skript. No início deste ano a edição teve uma campanha no Catarse, onde saiu vitoriosa.

Bef relata na graphic novel os vários anos de sua vida com Rebeca (sua ex-esposa) e Maria. E toda a trajetória do casal tem que aprender a conviver com o diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo da filha. Em uma bela história autobiográfica, o autor fala sobre paternidade, amor e esperança.

Em Fala, Maria, a cor azul é o pano de fundo que acompanha grande parte da história, da capa até um momento-chave. Sobre esta escolha de cor, Bef explicou que “Tudo está em azul monocromático pensando nas cores que estão relacionadas ao autismo e, também, porque achei que lhe dava um ar muito melancólico.”

Fala, Maria – Um romance gráfico sobre o autismo tem formato 17 X 22 cm, 150 páginas, capa cartonada, tradução de Jotapê Martins e o preço de capa de R$ 79,00. O lançamento oficial está programado para agosto.

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