Categorias
Detective Comics Quadrinhos

A grandiosa saga épica de Jason Aaron com Thor

Desde que Jason Aaron assumiu os quadrinhos do Thor em 2012, o título do herói , que já contempla cinco séries (Thor: Deus do Trovão, Thor vol.4, Thors, A Poderosa Thor e O Indigno Thor), vem sendo um dos quadrinhos mais elogiados da Marvel, pela crítica e também pelos fãs. Os elogios são os mais variados e envolvem uma boa construção de personagens, boa história, boa arte (graças a Esad Ribic e Russell Dauterman, principalmente) e também ao nível de construção de uma saga épica, que será o foco deste texto.

Thor do Jason Aaron é uma das melhores sagas épicas dos quadrinhos de super-heróis nos últimos anos. Dito isto, entenda o motivo para tal afirmação.

Começando com uma pequena definição. O que é um ÉPICO?

Basicamente, o gênero épico contempla quatro dimensões que fazem algo ser considerado épico.

1ª Dimensão – Heróica

A dimensão heróica contempla a saga do herói, as aventuras do personagem principal. Porém, só isso não define uma história como épica.

2ª Dimensão – Bélica

Na dimensão bélica estão as batalhas, as grandes guerras. Se não houver grandes batalhas, não é épico.

3ª Dimensão – Histórica

Aqui, a história de um povo é contada. Porém, assim como as outras dimensões, sozinha não pode ser considerada épica, afinal, seria um relato histórico.

4ª Dimensão – Mítica

Por fim, temos a dimensão mítica, que é onde os Deuses mitológicos entram em cena. Não, necessariamente, são figuras mitológicas já existentes, afinal, existem escritores que criaram e criam seu próprio panteão de Deuses e criaturas míticas. Um bom exemplo é o universo da Terra Média criado por J.R.R. Tolkien, pois alguns dos seres míticos de Tolkien foram inspirados em figuras da Mitologia Nórdica, mas ainda sim são diferentes e criações de seu próprio mundo.

Em síntese, algo só se enquadra no gênero épico quando contempla essas quatro dimensões, sem uma delas é qualquer outra coisa, menos épico.

Exemplos clássicos de sagas épicas são a “Odisséia” de Homero e “Os Lusíadas” de Camões. Mas, um exemplo bastante popular é a saga do Naruto.

Fazendo uma analise bem simplista, Naruto é uma saga HEROICA do personagem com o mesmo nome da obra, com elementos BÉLICOS envolvendo grandes guerras ninjas e também a HISTÓRIA de um povo, no caso, os ninjas, cuja origem envolve a presença de figuras da MITOLOGIA japonesa.

Naruto_sennin
Naruto

Há ainda duas características importantes do gênero épico:

1ª Característica

O título da saga épica leva nome do herói. Em “Odisséia”, Ulysses é o herói e Odisseu é outro nome para Ulysses. Em “Os Lusíadas”, os Lusos, que são os portugueses, são os heróis da obra. Já em Naruto, é bem óbvio, Naruto é o herói.

2ª Característica

A narrativa do gênero épico começa do meio. Isso se chama In medias res (“no meio das coisas“). A história não começa no início, mas sim no meio da trama, em um momento crucial e, posteriormente, utiliza-se flashbacks, entre outros recursos narrativos, para narrar sobre o que veio antes. Esse recurso é utilizado para prender a atenção do leitor, criar curiosidade e suprimir o impacto de acontecimentos impactantes  que possam ser desagradáveis.

[É importante frisar que essas duas características não são exclusivas de épicos.]

WP (38)
Asgard

Depois de toda essa contextualização sobre o gênero épico fica mais fácil entender o porquê de eu afirmar que Thor do Jason Aaron é uma das melhores sagas épicas em histórias de quadrinhos de super-heróis dos últimos anos. O motivo é simples: A fase de Aaron com Thor contempla todas as dimensões do épico de uma forma bem construída e bem pensada para prender o leitor até o final com questões intrigantes, ótimas caracterizações e ótimas batalhas.

A dimensão mítica de Thor está escancarada, pois o protagonista além de ser o herói principal, também é uma figura da mitologia nórdica.

Existe uma forte presença do mítico envolvendo diversos Deuses em Carniceiro dos Deuses, que é o primeiro arco do Thor de Jason Aaron, que acontece  entre as edições 1-5 do título Thor: Deus do Trovão. É onde se estabelece tudo o que vem a seguir na mitologia do Deus do Trovão.  O vilão Gorr, assassino de Deuses, é apresentado nessa história e uma questão importante é plantada no imaginário dos leitores e no próprio Thor. E a questão é:

Os Deuses realmente são dignos das posições que ocupam perante seus adoradores?  

Essa questão é levantada por Gorr e é o alicerce de tudo o que vem a seguir até as histórias atuais, em que Thor é o nome carregado por uma mulher, a Dra. Jane Foster.

Por trás de uma questão filosófica, a dimensão bélica é desenvolvida com batalhas épicas envolvendo deuses, elfos,  gigantes, trolls, alienígenas, corporações malignas e a sombra de uma grande Guerra dos Reinos, e tudo isso com belos desenhos de encher os olhos.

WP (507)
Thor vs Malekith

A dimensão heróica que o escritor explora é a de Thor, mas não de um único Thor, e sim de diversas versões, incluindo um jovem Thor, ainda imaturo, um rei Thor, que já está mais cansado e amargo, e uma mulher Thor, que na verdade é uma humana que foi considerada digna do poder de Thor por seu altruísmo. A partir disso, o escritor traz outra questão para os leitores: O que é ser Thor?

E toda uma série de acontecimentos se desenvolve em cima dessa questão.

thors
Thors

Na dimensão histórica,  em um primeiro momento, temos as histórias dos asgardianos, mas que está conectada com o povo de Midgard. Há um desenvolvimento de dois povos; os deuses e os humanos, e o grande elo entre eles é Thor, tanto Odinson quanto Jane Foster. E,  não é por mera coincidência que, atualmente, Thor seja uma mulher humana com câncer. Além de abordar uma questão bastante atual sobre uma mulher assumir uma posição que até então era de um homem e trazer uma luta bastante mundana, que é a luta contra o câncer, um outro desenvolvimento é focado em mostrar a diferença entre uma humana que se tornou digna do poder de um Deus e um Deus que já nasceu Deus. E é algo que fica bem contrastante dentro da trama

WP (23)
Jane Foster

Para amenizar o impacto dos leitores em relação a alguns acontecimentos marcantes, como descobrir o porquê de vários deuses serem assassinados, o que tornou o Thor indigno de seu martelo, ou o surgimento de uma nova Thor, Jason Aaron recorre a estratégia narrativa do In medias res. Ou seja, os arcos sempre começam do meio de uma história, e isso e cria uma atmosfera de curiosidade que prende o leitor até o fim. Nesse espaço entre o começo e meio da história é onde os artifícios de caracterização se mostram importantes.

A  ideia de existir uma Thor mulher pode soar estranha e causar controvérsia em um primeiro momento. Alias, essa ideia foi extremamente repudiada quando foi anunciada. Mas, hoje, a Thor é uma das personagens mais queridas nos quadrinhos da Marvel. Nessa hora é que Aaron dá uma prova definitiva de que sabe utilizar o recurso do In media Res com maestria. Antes que o escritor revele quem é a nova Thor e o motivo de Jane Foster exercer esse papel, ele vai preparando o terreno com boas estratégias de apelo, como o fato da Thor ser uma mulher que luta contra o câncer e também luta pra salvar o mundo e, ao se transformar na Poderosa Thor, ela se desfaz de um pouco de sua vida. É uma atitude altruísta e que também é característica marcante de grandes heróis que não pensariam duas vezes em se sacrificar por seu povo, como Superman e Capitão América, o que faz com que o leitor simpatize facilmente com a heroína.

Ainda há outras questões que são pontuadas positivamente sobre a fase de Jason Aaron em Thor, mas por hora, já basta essa análise em relação à grandiosidade ÉPICA.

Categorias
Quadrinhos

Veja a prévia do encontro de Batgirl e Supergirl

Será publicado essa semana nos Estados Unidos a HQ Batgirl Annual #1 e Barbara Gordon vai encontrar pela primeira vez desde o começo da fase Renascimento da DC Comics a Supergirl. A editora divulgou algumas páginas:

 

Diz a sinopse: “Batgirl e Supergirl vão se unir para invadir o Asilo de Arkham! Barbara Gordon deve procurar a ajuda de Kara para resolver um mistério que as leva para o coração do manicômio mais insano que existe. Mas o que descobrem em Arkham vai levá-las para uma história maior. Muito maior!”

Batgirl Annual #1 tem roteiro de Hope Larson, escritora da série regular da Barbara, e desenhos da artista Inaki Mirada.

super grandes

Categorias
Quadrinhos

Injustice 2 | Jim Lee faz capa para nova série em quadrinhos

Chegando as portas do lançamento foi divulgada uma capa desenhada pelo icônico Jim Lee, onde vemos Batman, Superman, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha e outros heróis de frente ao vilão Brainiac. O artista já disse em várias ocasiões que é fã do game.

Injustice-2-cover-Jim-Lee

“Gosto muito de Injustice, e fico emocionado em fazer parte do lançamento dos quadrinhos de Injustice 2,” disse Lee. “Tom Taylor tem uma grande história nesse universo que só vai aumentar a expectativa em torno do próximo jogo.”

Além de Tom Taylor, Injustice 2 #1, terá artes de Bruno Redondo a nova série terá as contribuições de Juan Albarran, Daniel Sampere e Mike S. Miller. Injustice 2 #1 chega aos serviços digitais em 11 de abril e será publicada semanalmente nos mesmos, logo após será publicada impresso e em encadernados.

Saiba mais sobre Injustice 2 AQUI.

lobo

Categorias
Quadrinhos

Power Rangers | HQ da sequência do filme ganha prévia

O novo filme dos Power Rangers estreou na semana passada e agradou os fãs da icônica série de TV sobre monstros e robôs gigantes. Vindo na esteira do sucesso, a editora BOOM! Já tinha comunicado que iria publicar uma HQ com fatos que acontecem logo após o termino do longa. E foram divulgadas as primeiras páginas do projeto.

 

Power Rangers Aftershock já começa com a Alameda dos Anjos em reconstrução, onde parece que a paz finalmente se instalou na cidade, mas os Rangers vão encontrar um novo vilão poderoso, que vai estar junto com alguém que pode ser um amigo… ou um inimigo… ou ambos.

Com roteiro de Ryan Parrot e desenhos de Lucas Werneck, Power Rangers Aftershock tem capa realizada por Greg Smallwood. Vamos torcer para que não demore que chegue a terras tupiniquins.

Confira a crítica do filme dos Power Rangers AQUI.

super grandes

Categorias
Detective Comics Quadrinhos

Rebirth no Brasil | O que ler antes do Renascimento?

Em maio de 2016 a DC Comics deu início à sua mais recente e bem sucedida fase editorial, intitulada DC Rebirth. Sucesso de crítica e vendas, o objetivo deste relaunch foi aproximar a editora às suas antigas características, que envolvem o legado dos heróis, otimismo e mais amor. Esse novo momento da Editora das Lendas começou com uma edição especial lançada no mesmo mês, escrita por Geoff Johns e intitulada DC Universe: Rebirth Special #1, onde as primeiras sementes do que viria a seguir foram plantadas.

Esta edição especial está chegando agora ao Brasil, publicada pela Panini com o título Universo DC: Renascimento. Mas o que deve ser conferido antes para que haja total compreensão da cronologia? Confira abaixo as leituras essenciais que deixam o Renascimento ainda melhor!


 Lois & Clark

O Superman é o personagem que sofreu as maiores mudanças no Renascimento. Há algum tempo publicamos um enorme artigo explicativo sobre toda a cronologia do Superman desde os Novos 52 até a revista Convergência: Superman, consequentemente culminando em sua nova série mensal, escrita por Peter Tomasi, um dos maiores nomes da editora. Contudo, antes de aproveitar a nova fase do herói, a minissérie Lois & Clark de Dan Jurgens e Lee Weeks é uma das leituras obrigatórias. Publicada nos EUA logo após a saga Convergência, esta série estabeleceu o Superman antigo no universo atual da DC, trazendo de volta não somente o herói clássico como também sua família, composta pela Lois Lane e seu filho Jon Kent. Esta minissérie foi publicada no Brasil em um encadernado, e além de narrar as aventuras e adaptação do Superman mais velho neste mundo, também planta algumas ideias que serão reaproveitadas ao longo do Renascimento, tanto em Action Comics quanto em Superman e Super Sons.


Guerra de Darkseid

Uma das últimas sagas da Liga da Justiça, a Guerra de Darkseid teve grandes consequências para o Universo DC. Durando cerca de um ano, o épico foi escrito por Geoff Johns e ilustrado por Jason Fabok, e também plantou diversas ideias que serão aproveitadas ao longo do Renascimento. Uma nova Lanterna Verde, um misterioso parentesco da Mulher-Maravilha, um destino trágico para o maior herói de todos os tempos, além de outras grandes mudanças relacionadas a vilões como Lex Luthor, o Sindicato do Crime e ao próprio Darkseid foram alguns dos choques desta batalha. Sobrou até para o Coringa. No Brasil, a saga foi publicada na revista mensal da Liga da Justiça ao longo das edições #42 e #51. Além disso, a editora Panini também compilou as revistas especiais dos Novos Deuses no encadernado Liga da Justiça Especial: A Guerra de Darkseid.


Caça aos Titãs

A Caça aos Titãs de Dan Abnett, Paulo Siqueira e Stephen Segovia também é parte vital para a compreensão do Renascimento como um todo. Além de conectar-se diretamente com o início da revista Universo DC: Renascimento, esta minissérie em oito edições, compilada no Brasil em um único encadernado da Panini, explora toda a relação entre os Titãs originais, grupo composto por Dick Grayson, Donna Troy, Ricardito e outros. A trama lida com o passado supostamente apagado da memória destes heróis, e une toda uma cronologia referente aos personagens para que haja uma conexão e um retorno do grupo, que deixou de existir durante os Novos 52. O roteiro se esforça para unir todas as pontas e a revista dos Titãs na fase seguinte é uma das mais importantes para a DC atualmente, graças ao retorno de um herói esquecido.


Superman: Fim dos Dias

O arco final do Maior Herói de Todos os Tempos englobou as revistas Action Comics, Superman, Batman/Superman e Superman/Wonder Woman no exterior. Os últimos momentos do herói nesta continuidade foram narrados por Peter Tomasi, que posteriormente assumiu a revista principal já na fase Renascimento, e a arte de grandes nomes como Mikel Janín e Doug Mahnke fizeram parte das revistas. No Brasil o arco foi compilado em um único encadernado chamado Superman: Fim dos Dias, e a obra é vital para a compreensão do Renascimento, linkando diretamente com o fim da Guerra de Darkseid, com os acontecimentos de Lois & Clark e dando o gancho para revistas como Superwoman. Toda a fase do herói desde sua origem recontada em meados de 2011 se encerra aqui, mas alguns detalhes serão retomados em outro momento, no futuro…


O que mais?

Por mais que o Renascimento seja uma nova fase e um ponto de partida ideal para novos leitores, a cronologia foi mantida, e basicamente todas as séries desde o início dos Novos 52 possuem importância para este novo universo DC. Como toda reformulação, algumas questões de origens e ausência ou presença de personagens estão sendo alteradas pelas equipes criativas, como já vinha acontecendo anteriormente (o caso da já citada Caça aos Titãs), e ao mesmo tempo diversos detalhes são mantidos.

Abaixo, confira alguns tópicos importantes com relação a algumas das séries e heróis específicos, com pequenas explicações:

  • We Are Robin: publicada no Brasil na revista mensal A Sombra do Batman, a série de Lee Bermejo desenvolveu o atual companheiro do Batman, Duke Thomas. O personagem já havia sido utilizado ao longo da fase de Scott Snyder na revista mensal do Morcego, porém, em We Are Robin ele passou a ser um dos protagonistas. Toda esta fase é essencial para conhecer o personagem, e toda a Batfamília manteve-se.
  • A Mulher-Maravilha de Brian Azzarello é um caso diferente. Tida por muitos como a melhor revista dos Novos 52, na fase Renascimento o roteirista Greg Rucka, responsável por elogiadas histórias da personagem, está recontando não somente sua origem, mas lidando com todo o passado da heroína. É importante conhecer não somente a “fase guerreira” de Azzarello, mas também tudo o que veio antes, desde a fase de George Pérez após a Crise nas Infinitas Terras, caso você deseje saber o que está sendo alterado.
  • O Wally West dos Novos 52 foi mantido na cronologia do Renascimento, então tudo relacionado ao Flash e aos Jovens Titãs também permanece vivo, quando se trata do velocista.
  • A Batgirl mantém-se com o mesmo estilo da fase Burnside, de Brenden Fletcher, Cameron Stewart e Babs Tarr. As séries relacionadas como Aves de Rapina e a Canário Negro também são correlacionadas.
  • O Arqueiro Verde de Jeff Lemire deve ser lido para que haja compreensão tanto da fase Renascimento quanto da fase prévia, já escrita por Ben Percy (roteirista que se manteve na reformulação), encerrando a fase dos Novos 52.
  • Heróis como o Lanterna Verde, Shazam, Aquaman, Supergirl, Caçador de Marte e Cyborg também mantiveram-se, com algumas pequenas alterações, caso da Supergirl e do Cyborg. A edição Universo DC: Renascimento mostrou acontecimentos específicos para alguns heróis e sidekicks, como o que houve entre Aquaman e Mera ou com relação ao Besouro Azul.

Bastante coisa, não é mesmo? É sempre importante lembrar que o Renascimento visa os leitores novatos, então nada é tão complicado quanto aparenta. É possível que alguns detalhes não tenham sido mencionados acima, porém é fatalmente impossível descrever com detalhes todos os acontecimentos da vida destes heróis nos últimos anos. Caso opte por ler somente as séries indicadas e a edição especial, a compreensão como um todo não será tão comprometida.

O Renascimento da DC Comics é um dos grandes sucessos dos últimos tempos, e uma das fases mais elogiadas pelos fãs. Veremos se a aceitação entre o público brasileiro será tão positiva, justificando o hype em torno desta bela empreitada da Editora das Lendas. Empolgado? Acha que faltou algo? Comente abaixo!

Categorias
Quadrinhos

Mythos Editora republicará Zenith, de Grant Morrison

Série de Grant Morrison em início de carreira, publicada na revista semanal britânica 2000 AD, Zenith retornará ao Brasil em edições de luxo publicadas pela Mythos Editora. Confira os detalhes abaixo.

Além de Zenith a editora também lançará outra edição da série Vampirella: Grandes Mestres. Este é o segundo volume da coleção.

Esta série, que teve início na prog 536 da 2000 AD (em agosto de 1987), com arte de Steve Yeowell e designs originais de Brendan McCarthy, já era uma amostra dos roteiros megalomaníacos de Morrison que iriam se estender para suas outras histórias no futuro. Nela, Zenith é o personagem principal, e o único descendente de uma geração de superseres desenvolvidos pelo governo britânico após/durante a 2ª Guerra Mundial.

Ao invés de utilizar seus poderes (voar, resistência, força) para o bem da sociedade, o protagonista usa o título de único super-herói em atividade para seguir carreira como pop star, até que se encontra envolvido em um confronto contra um ser de outra dimensão, que toma posse do corpo de um meta-humano nazista revivido por cientistas loucos para servir como receptáculo.

Capa da edição 536 da 2000 AD, onde Zenith fez sua estreia.
Capa da edição 536 da 2000 AD, onde Zenith fez sua estreia.

Muitos consideram esta obra como a “Crise nas Infinitas Terras” dos quadrinhos ingleses. A série já foi publicada no Brasil no início dos anos 2000 pela extinta Pandora Books. Agora, pela Mythos Editora, serão lançados dois volumes compilando as quatro fases originais. No exterior foram quatro volumes com cerca de 100 páginas cada, enquanto aqui o número foi reduzido para dois volumes, com cerca de 200 páginas cada e tradução de Érico Assis, responsável pela adaptação de outras obras de Morrison como Os Invisíveis, Patrulha do Destino e Superdeuses.

Zenith: Fase Um e Fase Dois. Capas dos encadernados britânicos.
Zenith: Fase Um e Fase Dois. Capas dos encadernados britânicos.

Os próximos lançamentos da editora serão Juiz Dredd: Heavy Metal, que conta com arte de Simon Bisley e outros grandes ilustradores, e Monstro, de Alan Moore e John Wagner. Ainda não há previsão de lançamento para as edições de luxo de Zenith, porém a obra deve chegar às livrarias ainda em 2017. Fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar as novidades!

Categorias
Quadrinhos

Nova formação de Astonishing X-Men terá desenhistas diferentes por edição

Recentemente, a Marvel Comics vinha divulgando alguns teasers com personagens de X-Men que formariam uma nova equipe. Especulava-se que seria o retorno da X-Force.

As especulações quase foram certeiras, pois a nova revista dos mutantes se trata do retorno de Astonishing X-Men, que foi um título importante para os mutantes em 2009. Porém, os membros da equipe se encaixariam em uma possível formação da X-Force.

Astonishing X-Men contará com a presença do Velho Logan, Mística, Psylocke, Arcanjo, Vampira, Gambit, Fantomex e Bishop. O roteiro será do Charles Soule, que até pouco tempo escrevia Uncanny  Inhumans.

A grande novidade está no fato do título ter um desenhista novo a cada edição, começando por Jim Cheung, e continuando com Ron Garney, ACO, Phil Noto, Greg Land e Ramon Rosanos.

Astonishing_X-Men_1_Cover

Astonishing X-Men está previsto para estrear em Julho nos EUA.

 

Categorias
Cinema Quadrinhos

Torso | Diretor de Bourne na adaptação da HQ para os cinemas

A elogiada minissérie Torso de Brian Michael Bendis e Marc Andreyko vai ser adaptada para os cinemas pelas mãos do diretor Paul Greengrass (Jason Bourne). O roteiro foi escrito por Brian Helgeland (Los Angeles – Cidade Proibida), e o próprio Greengrass vai cuidar da produção. Bendis e Andreyko serão produtores executivos. A adaptação vai se chamar Ness. Por conta do famoso Elliot Ness, conhecido na história como o homem que prendeu Al Capone, e caçou o assassino por anos.

Originalmente publicada pela Image Comics em 1998 e mais tarde republicada pelo Marvel-Icon, Torso é baseada na história real de um serial killer que agia em Cleveland, nos Estados Unidos, entre os anos de 1934 e 1938. Ele foi responsável por 12 crimes e foi caçado pelo consagrado Elliot Ness. O criminoso era chamado de Assassino dos Torsos, porque essa era única parte dos corpos das vitimas encontradas pela policia. Confira algumas páginas na galeria abaixo:

 

Torso tem um clima noir em suas páginas em preto e branco e é permeada de artigos da época do crime, trazendo uma retratação bem próxima ao que realmente aconteceu. Além disso, Bendis usa fotos para retratar com maior fidelidade a Cleveland do final dos anos 30. É usado um efeito de zoom em retícula para a abertura e fechamento dos capítulos, que causa uma sensação de quanto Elliot Ness está se aproximando ou se distanciando do assassino. Outro artifício é a narrativa em espirais. Os quadros vão girando na página e é necessário que você vire a HQ para acompanhar, o que retrata o quanto perdido o protagonista se encontra na investigação.

Não é a primeira tentativa de adaptação para o cinema, o projeto já passou por David Fincher (Garota Exemplar) e David Lowery (Meu Amigo Dragão). Ness ainda não tem data de lançamento e nem elenco escalado.

 

 

 

saint seya

Categorias
Quadrinhos

As primeiras páginas do encontro do Gladiador Dourado com Fred Flintstone

Depois de divulgar a prévia de Adam Strange/Future Quest #1, a DC Comics liberou as páginas de mais um crossover entre seus personagens com a turma da Hanna-Barbera. Booster Gold/The Flintstones #1 vai contar o encontro entre o futurista Gladiador Dourado com a família mais famosa da Idade da Pedra. Confira na galeria:

 

“Bem vindo ao século XXV onde a Terra é um pesadelo poluído pós-industrial, a maioria dos animais são extintos, mas criaturas reptilianas estão invadindo as cidades ao redor do planeta! O clamor de ajuda faz o Gladiador Dourado entrar em ação. Ele viaja no tempo para um passado pré-histórico para saber o que aconteceu quando essas criaturas estiveram na Terra. Durante a aventura, o herói encontra Fred Flintstone e Barney Rubble, que devem ajudar o herói a retornar ao seu próprio tempo com as informações para vencer os invasores. Mas se o Gladiador convencer a dupla a ajuda-lo. Isso não deve ser um problema… todos sabemos do poder de persuasão do Gladiador Dourado!” Diz a sinopse da HQ.

Além da história principal, Booster Gold/The Flintstones #1 conta com uma história secundária estrelada pelo Os Jetsons. A história será um prelúdio para a HQ solo da família futurista.

Booster Gold/The Flintstones #1 é escrito por Mark Russell e tem artes de Rick Leonardi e Scott Hanna.

saint seya

Categorias
Quadrinhos

Secret Empire | Veja as primeiras páginas do começo da saga

Foram divulgadas as primeiras páginas de Secret Empire, o grande evento da Marvel Comics para esse começo de 2017. A saga vai lidar com o Capitão América se revelando um agente infiltrado da HYDRA. A prévia é da edição zero. Confira na galeria abaixo:

 

A sinopse divulgada pela editora diz: “Usando a confiança e o respeito que ele ganhou com os anos, Capitão América se eleva a uma posição onde pode colocar em prática os ideais da HYDRA. A morte de Jack Flag, o julgamento de Maria Hill, a segunda Guerra Civil, a alienígena Rainha Chitauri. As peças do dominó do plano de Steve Rogers foram posicionadas e basta um leve empurrão para colocá-los em ação”.

Ao final de Guerra Civil II, o Capitão América se torna diretor da SHIELD, conseguindo mais poder sobre o governo dos Estados Unidos, e começa a por em prática seu plano a favor da HYDRA. Saiba mais sobre Secret Empire AQUI.

Secret Empire tem roteiro de Nick Spencer e será dividida em nove edições. As artes serão de Steve McNiven e Andrea Sorrentino com colaboração de Leinil Yu e Daniel Acuña. Secret Empire #0 começa a ser vendida nos EUA em 19 de abril.

melhores hq marvel