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Barbarella | Novos quadrinhos da heroína espacial chegam esse ano

No ano em que a icônica heroína Barbarella completa 55 anos, a Dynamite Entertainment anunciou que irá lançar um novo quadrinho da personagem criada por Jean-Claude Forest em 1962. O roteirista será Mike Carey (Lucifer) e o responsável pelo projeto será Jean-Marc Lofficier, antigo colaborador de Forest.

“Na década de 1960, Barbarella de Jean-Claude Forest era uma personagem que ajudou a definir sua época. A primeira heroína, que durante décadas questionou as regras e os códigos morais”, disse Carey. “Estou muito animado por poder trabalhar nessa história e reinventar esse clássico para a era moderna, e apresentar para leitores que nem eram nascidos quando ela viajou pela primeira vez no espaço”.

 Barbarella é uma aventureira que cruza o espaço em busca de Durand-Durand, que criou uma terrível arma de destruição em massa. A personagem transcendeu a cultura pop durante o que da revolução sexual. A grande popularização veio no filme estrelado por Jane Fonda em 1968.

A HQ original de Jean-Claude Forest foi publicada entre 1962 e 1964. A última vez que os quadrinhos da Barbarella foram publicados foi na revista Heavy Metal em 1978. A Dynamite Entertainment será a primeira editora americana a publicar histórias inéditas da personagem.

Se você quer saber mais sobre a Barbarella e seu impacto na cultura pop, a Torre de Vigilância fez um dossiê completo sobre a personagem. Confira AQUI.

 

 

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Wytches | Darkside Books lança HQ de terror aqui no Brasil

Chega às bancas e livrarias de todo o Brasil no final desse mês a HQ Wytches. A Darkside Books vai distribuir a edição de terror que tem roteiros de Scott Snyder e desenhos de Jock. A história apresenta uma nova visão para a mitologia das bruxas, bem mais profundo e aterrorizante do que o habitual.

A trama começa quando a família Rook se muda para uma pacata cidade em New Hampshire, chamada de Litchfield, buscando recomeçar a vida depois de uma terrível tragédia pessoal. Mas logo eles percebem que algo macabro vive nos bosques que estão ao redor da cidade.

 

Wytches foi publicada pela Image Comics nos Estados Unidos e teve boa aceitação da mídia especializada e do publico.  Em 2014, a produtora de Brad Pitt, a Plan B, adquiriu os direitos para a produção de um longa-metragem baseado na história.

A edição brasileira ainda vai trazer extras como rabiscos, esboços, processos de colorização e textos do autor explicando como chegou surgiu a ideia da história. Com tradução de Érico Assis, 192 páginas, capa dura e formato em 17 x 26 cm, Wytches já se encontra em pré-venda clicando no banner abaixo.

 

 

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Wally West poderá morrer em novo arco dos quadrinhos

Durante o one-shot Universo DC: Renascimento, testemunhamos o retorno de Wally West do universo pós-crise. Assim como Batman: Lost, as solicitações de outubro de quadrinhos da DC nos pegaram de surpresa novamente. Uma delas é a edição 16 de Titãs com o arco Death Race, que indica uma possível morte para Wally West. Confira a capa da edição: 

Capa por Brett Booth e Norm Rapmund

Confira a sinopse da edição:

“Death Race! Depois de sofrer um grande ataque cardíaco devido ao seu coração enfraquecido, Wally West está morto, ou não? Em uma corrida contra o tempo e a sua própria morte, Wally pede ajuda a outro velocista: Kid Flash! Será que os dois conseguirão fazer o coração de Wally, ou será que teremos um Wally a menos no universo?”

A revista é escrita por Dan Abnett e desenhada por Brett Booth. O Renascimento já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações sobre o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância. 

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Quer começar a ler Zagor? Conheça Zagor Especial em Cores!

Zagor, personagem criado em 1961 por Guido Nolitta (pseudônimo de Sergio Bonelli) e Gallieno Ferri, é publicado no Brasil de forma ininterrupta desde o final dos anos 70. Passando por várias editoras ao longo dos anos e contando bimestralmente com duas revistas publicadas em banca, um leitor novato pode se sentir perdido, sem saber exatamente por onde começar. Sanando este problema acaba de ser lançada a primeira edição da série Zagor Especial em Cores, da Mythos Editora, disponível nas bancas e livrarias de todo o país!

Za-gor-te-nay, O Espírito da Machadinha, surgiu seguindo o sucesso de Tex, o herói de western criado por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini. Atuando na fictícia Floresta de Darkwood, na Pensilvânia, o personagem que veste camiseta vermelha e amarela age como um pacificador, mediando problemas entre brancos e índios e também protegendo as pessoas de ataques sobrenaturais.

A principal diferença e atrativo das histórias deste herói é o lado fantasioso que Nolitta, filho de Gian Luigi Bonelli, decidiu acrescentar à mitologia. Por se tratar de um personagem de western, é comum que haja o pensamento de que suas histórias estão limitadas a contos envolvendo bandidos, índios, militares e problemas “pé-no-chão”, mas acompanhado de seu fiel amigo mexicano Chico, que dá o tom de humor às histórias, são enfrentadas assombrações, alienígenas, monstros e outras bizarrices, usando sempre o excelente porte físico, inteligência e capacidade de luta com os famosos tomahawks, qualidades oriundas do protagonista.

O personagem na Itália faz parte dos sucessos intermediários da Sergio Bonelli Editore, que publica outros personagens como o já citado Tex, Dylan Dog (que retornou às bancas brasileiras, saiba mais AQUI) e Martin Mystère. No Brasil, sua história começou em 1978 com a editora Vecchi, e desde então o herói passou pelas editoras Rge (1985-1986), Globo (1987-1988), Record (1989-1995) e atualmente, Mythos (1999 – presente). Suas séries são variadas, como Zagor, Z. Extra, Zagor Especial, Zagor Gigante e Z. Anual, além de revistas comemorativas lançadas em períodos específicos. Atualmente, somente Zagor e Zagor Especial seguem sendo publicadas, mas a Mythos Editora decidiu dar início a uma nova coleção chamada Zagor Especial em Cores, republicando um clássico do personagem, ponto de partida ideal para novos leitores.

A Origem de Zagor é o nome dado ao famoso arco O Rei de Darkwood, publicado na Itália nas edições 55 e 56 da série Zagor. Como todo bom personagem das histórias em quadrinhos, quando surgiu Zagor era somente um herói bondoso que não tinha receio em agir da forma mais correta possível. Com o passar das décadas e fixada a bem-sucedida publicação deste título, seus criadores decidiram esmiuçar o passado sombrio do herói, voltando à sua infância e, com narração em primeira pessoa por parte do próprio Espírito da Machadinha, chegando no momento presente da cronologia.

Neste especial colorido, Zagor conta a Chico a triste história de seu passado, desde quando ele era menino e morava com o pai e a mãe numa cabana às margens do rio Clear Water quando, num dia terrível, os Wilding (seus pais) foram atacados e mortos pelos índios abenakis, liderados por um branco, Salomon Kinsky. Jurando vingança, o futuro Rei de Darwood não conseguia aplacar a sua sede de vingança até que, um dia, viu-se frente a frente com Kinsky, e esse encontro mudaria para sempre a sua vida.

A premissa simples da origem de Zagor é brilhantemente narrada por Nolitta e Ferri. Com ótimo desenvolvimento os autores permitem que um leitor, novato ou não, emocione-se com as tragédias e bons momentos da vida do personagem. Sua relação com seu mentor, Wandering Fitzy, e a forma como torna-se o Rei de Darkwood é contada em detalhes ao longo das quase 170 páginas deste primeiro volume, entretendo do início ao fim. As cores, estranhas para leitores acostumados com o preto e branco dos quadrinhos Bonelli, não atrapalham a narrativa e dão um charme adicional, visto que esta é a primeira vez que o arco da Origem de Zagor é publicado no Brasil desta forma.

Mas qual seria a diferença de Zagor Especial em Cores em comparação com Zagor e Zagor Especial? A principal é o fato deste volume compilar uma aventura completa e praticamente isolada do senso de cronologia, visto que ela basicamente apresenta este universo. Com a possibilidade de acompanhar uma revista desde o primeiro número, a história é 100% compreensível para o leitor que desconhece qualquer fato sobre o personagem, e abre margem para o início de uma série similar a Zagor Collezione Storica a Colori (Zagor Coleção Histórica em Cores, em tradução literal) da Itália.

Por se tratar do possível início da uma nova coleção, e acertadamente começando com um arco tão introdutório, a série Zagor Especial em Cores é promissora. A seleção de histórias ficará a cargo dos editores da Mythos, que possuem um longo catálogo de aventuras coloridas que podem ser inseridas nesta série, possibilitando que republiquem grandes clássicos do personagem pela primeira vez em cores no Brasil, ou partindo para séries inéditas, como a cultuada Color Zagor.

A esperança é de que, com a novidade, mais leitores brasileiros se interessem em desbravar os mistérios da Floresta de Darkwood, e com a mesma empolgação do herói, possam repetir o grito de guerra do Espírito da Machadinha: AAHHYAAAAKK! 

Zagor Edição Especial em Cores está disponível na Amazon e nas bancas de todo o país, e possui 166 páginas encadernadas no típico formatinho Bonelli da Mythos Editora.

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DC Comics divulga vídeo comemorando os 25 anos da Arlequina

Já foi anunciado para o mês de setembro que a DC Comics vai lançar a HQ Harley Quinn 25th Anniversary Special, comemorando os 25 anos da Arlequina, personagem criada por Paul Dini e Bruce Timm para o clássico desenho animado do Batman. Saiba mais detalhes AQUI.

A editora divulgou um vídeo por meio da sua conta no Twitter, onde revela o logotipo do aniversário e mostra os visuais clássicos da personagem:

Harley Quinn 25th Anniversary Special será lançado no dia 11 de setembro, mesmo dia em que foi ao ar o episódio “Joker’s Favor” (“Um Favor para o Coringa” aqui no Brasil), que marca a estreia da Arlequina. A edição comemorativa vai contar diversas histórias da palhacinha. A equipe criativa é formada por Amanda Conner, Jimy Palmiotti, Chip Zdarsky, Joe Quinones, Chad Hardin e o co-criador Paul Dini.

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Gotham City Garage | Nova HQ mostra as meninas da DC como Motociclistas

A DC Comics anunciou que vai adaptar uma linha de estatuetas de seus personagens para os quadrinhos. Se trata da DC Collectibles Gotham City Garage. A linha mostra versões de heroínas e de vilãs como motociclistas. É a segunda produção da Editora das Lendas nesse meio, e o primeiro foi o bem sucedido DC Bombshells.

“Gotham City Garage é um hino anti-facista para a estrada aberta, estrelado pelas grandes personagens femininas da DC através de uma lente fora da lei”, disse Collin Kelly, um dos roteiristas da nova série. “Nós estamos trazendo a Grande Barda, Mulher-Maravilha, Mulher-Gato, Arlequina, Banshee Prateada, Mulher-Gavião e a primeira Kryptoniana que o mundo conheceu – a misteriosa Kara Gordon – para um universo de motos, bandidos e tatuagens iradas”.

Estatueta da Arlequina em DC Collectibles Gotham City Garage.

Além de Collin Kelly, o outro nome no roteiro é Jackson Lanzing. E uma equipe de desenhistas vai se revezar nas artes. O primeiro será Brian Ching e logo depois Lynne Yoshii.

A editora divulgou uma sinopse de Gotham City Garage: “Faz dez anos que o governador Lex Luthor salvou o povo da devastação e transformou Gotham City na utopia moderna conhecida como O Jardim. Com o resto do mundo em ruínas, a cidade de Luthor prospera, mas não para todas as pessoas. Para manter a ordem, a tecnologia LEXES age brutalmente se algum cidadão sai da linha com o Morcego e seus asseclas. Quando a jovem Kara Gordon vira alvo das suspeitas dos superiores LEXES, ela vai parar na terra devastada, onde encontra as rebeldes motorizadas de Gotham City Garage”.

Gotham City Garage # 1, capa variante de Dan Panosian.

Segundo o escritor Jackson Lanzing, será uma visão sobre um mundo apocalíptico onde a esperança não existe há tempos. Mas as meninas motorizadas vão buscar o verdadeiro significado do heroísmo nesse lugar.

Gotham City Garage estreia em 16 de agosto em formato digital. Os capítulos serão lançados quinzenalmente até outubro, quando passa a ser semanal. A versão impressa chega às lojas no mesmo mês.

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Batman: Lost trará o herói perdido no Multiverso Sombrio

Como visto no final de Dark Days: The Casting, o Multiverso Sombrio chegou ao Universo DC. Agora resta apenas esperar pelo início de Dark Nights: Metal em agosto. Em uma das solicitações de títulos da DC Comics do mês de outubro, um novo tie-in da saga foi revelado. Se trata de Batman: Lost. Confira a capa do quadrinho: 

Capa por Bengal

Mais detalhes provavelmente serão divulgados nos próximos meses, por enquanto o que sabemos é que Batman: Lost será escrito por Scott Snyder que já escreveu o Cavaleiro das Trevas durante os Novos 52 e desenhado por Olivier Coipel e Bengal. O quadrinho terá o formato de one-shot e será lançado em novembro. Uma pequena sinopse foi divulgada:

“Preso no Multiverso Sombrio, Batman terá que enfrentar os seus maiores medos.”

O Renascimento está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Generations | Axel Alonso fala sobre a nova iniciativa da Marvel

Generations trará personagens ao lado de seus legados em 10 edições. A iniciativa foi anunciada há alguns meses e recentemente ganhou um trailer para promovê-la. Em entrevista ao Comic Book Resources, Axel Alonso deu mais detalhes sobre a HQ. Confira: 

“A ideia para Generations surgiu de uma discussão da Kobik, do Cubo Cósmico e do Ponto de Fuga, em um retiro para discutir Império Secreto, nós começamos a ponderar os tipos de experiências que outros heróis poderiam ter dentro do Ponto de Fuga, e percebemos isso, de fato, existe uma cena em Império Secreto, que nos permitirá descobrir isso. A Marvel tem uma variedade de personagens para escolhermos, mas existe um fator definitivo por trás dos personagens que eles escolheram. Nós decidimos deixar isso em 10 personagens gerenciáveis, e nós inclinamos o núcleo dos personagens, muitos dos quais estão passando por crises de identidade: Homem-Aranha, Wolverine, Capitão América, Miss Marvel, Gavião Arqueiro, Thor. O Ponto de Fuga, assim como a Zona Crepúsculo, providencia um lugar aonde Logan e Laura, Bruce e Amadeus, Odinson e Jane Foster podem se encontrar, trabalhar juntos e aprender alguma coisa nova sobre um ao outro e a eles mesmos que tem um efeito profundo neles seguindo em frente.”

“Marvel está trazendo o que há de melhor em termos de talentos para a série e a familiaridade foi um dos motivos para escolher estas esquipes. Nós achamos essencial que as histórias contassem – o que realmente contribui para o plano maior da série – e a melhor maneira de garantir isso foi colocar nas mãos de escritores que trabalham a longo prazo. Cada história é posta em movimento quando um herói – Miles, Riri, Amadeus, Kamala, Jane, Sam, Kate, – é lançado no Ponto de Fuga e encontra com sua contraparte – Peter, Tony, Bruce, Carol, Odinson, Steve, Clint – no auge de seu poder.”

“Como os personagens são jovens – Miles, Riri, Amadeus – faz sentido que os roteiristas destas histórias a escrevam: Brian Michael Bendis, Jason Aaron e Greg Pack. Exceto por um ou dois conflitos de agenda que eles tiveram.”

Além disso, o Editor-Chefe da Marvel disse que cada edição traz uma sensação única e que é difícil escolher seu favorito.

“É como escolher um filho favorito. Tudo o que eu posso dizer é que eu acho que cada história irá se conectar com os leitores por uma razão diferente. Cada história de Generations irá trazer um efeito profundo para a jornada dos jovens heróis e pistas para o futuro dos heróis clássicos. Se nós traremos de volta Bruce Banner, Jean Grey e Logan em algum momento, este seria o lugar para plantar pistas.”

Capa de Alex Ross

Quando questionado porque Generations era uma maxi-série, Alonso disse:

“A maré tem virado com séries limitadas – maxi ou mini – e isso é realmente empolgante. Nos últimos meses tivemos grandes hits, não apenas com o universo Star Wars, mas com Homens-Aranha 2, Indigno Thor e Conspiração do Clone. Esperem isto continuar no decorrer do ano.

“A pergunta que não quer calar estes dias é: O Universo Marvel é grande o suficiente para Peter e Miles, Laura e Logan, Amadeus e Bruce e Odinson e Thor? Generations responderá esta pergunta.”

Alonso também foi perguntado se algum mutante de cabeça vermelha seria o link entre Generations e Legacy. Ironicamente ele respondeu:

“Rawhide Kid é mutante?”

Rawhide Kid

Generations será lançado em agosto. Para saber tudo o que acontece na Casa das Ideias, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Seis séculos de história retratados em A Infância do Brasil

A Infância do Brasil, obra de José Aguiar publicada pela AVEC Editora, é uma narrativa única. Ao apresentar um quadrinho histórico narrando seis séculos do nosso Brasil, o autor decide com maestria situar a perspectiva em um lado pouco explorado: o das crianças brasileiras.

Da colonização a modernidade, passando pelo período escravagista e industrial, A Infância do Brasil é um verdadeiro documento do passado, com imagens fidedignas que se assemelham a retratos e pinturas de livros, e texto apurado, com nuances de cada momento da nossa língua portuguesa em que a narrativa está situada.

A premissa desta série, publicada inicialmente como uma webcomic entre 2015 e 2016 e agora compilada em uma belíssima edição impressa, é lidar com o lado mais delicado e chocante da nossa história, criando paralelos com o Século XXI e levantando questionamentos sobre as diferenças entre passado e presente. Será que a situação mudou para melhor? Evoluímos como sociedade, ou as coisas não sofreram tantas alterações no decorrer das eras?

José Aguiar, dono de uma arte única complementada pelas lindas e vivas cores de Joel de Sousa, parte de uma característica em comum que é a presença de nomes iguais conforme o tempo passa, fechando um arco ao longo dos seis capítulos. A forma como o autor retrata a infância é crua e reflexiva desde as primeiras páginas. A escolha aqui é por mostrar o lado do povo brasileiro (pessoas NASCIDAS no Brasil, não colonizadores) mais sofrido, encarando problemas que construíram a sociedade como a temos hoje e que estão presentes nas fundações desta construção.

Fome, miséria, violência física e moral, trabalho e saúde são alguns dos temas explorados, dentre muitos outros como o abandono e questões familiares, modernas ou não e sempre remetendo a perda da infância.

Entre os momentos mais chocantes e memoráveis destacam-se o capítulo sobre a Lei do Ventre Livre, baseado em um relato histórico real, o caso da mãe que cria seu filho na cadeia, e a abordagem do presente, comparando a vida boa de um casal com a misérias nas ruas.

A leitura deste quadrinho desperta o desejo de saber mais. Aprender mais sobre o passado, encarar outras realidades e descobrir quais características estão marcadas com ferro quente no âmago do nosso país. A sofrida perspectiva das crianças é um sopro de criatividade na forma de abordar a história, tornando-se um relato que poderia ser aplicado nas escolas como material didático.

Nos extras são apresentados textos contextualizando cada um dos períodos da HQ, destacando ainda mais o caráter fidedigno da retratação histórica. Um dos grandes destaques dos quadrinhos nacionais mais recentes, com temática relevante e desenvolvimento único, a obra de José Aguiar merece ser lida por todos. Recentemente A Infância do Brasil foi indicado ao Troféu HQMIX 2016 na categoria Web Quadrinhos.

A Infância do Brasil possui 96 páginas encadernadas em capa brochura no formato 28 x 21 cm, com preço sugerido de R$ 49,90.

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Ronda Vermelha de Garth Ennis chega às livrarias

Está chegando às livrarias a obra Ronda Vermelha, de Garth Ennis e Craig Cermak, publicada nos EUA pela Dynamite Entertainment e trazida ao Brasil pela Mythos Editora. Conheça a graphic novel abaixo!

Eddie Mellinger, Trudy Giroux, Duke Wylie e George Winburn formam a Ronda Vermelha, o destacamento de elite da Polícia de Nova York especializado no combate ao narcotráfico. Eles já derrubaram uma série de reis das drogas com uma meticulosa mistura de observação, violência e — quando necessário — manipulação de provas. Só que, agora, pressionados pelas maquinações cruéis do gângster Clinton Days, eles têm de recorrer a medidas extremas — definindo uma trajetória para a qual não há retorno. Como estão prestes a descobrir, fazer a coisa errada pode ser muito, muito sedutor. O roteirista Garth Ennis (Preacher, The Boys, Crossed) e o artista Craig Cermak (Voltron: Year One) criam uma história intensa sobre policiais do lado errado da lei — em que puxar um gatilho define tanto a sina da vítima quanto a de quem mata.

Esta edição reúne os números 1 a 7 da série aclamada pela crítica. Também traz as capas de Howard Chaykin, Ryan Sook e Russ Braun, os primeiros esboços dos personagens feitos por Craig Cermak e o roteiro original de Garth Ennis para a primeira história.

Confira abaixo um preview do encadernado:

 

A série foi compilada nos EUA em dois encadernados, unidos num único volume para a edição nacional que traz toda a obra na íntegra. Ennis produziu outras séries para a Dynamite, como Campos de Batalha (publicada no Brasil pela Mythos), The Boys (Devir), Apenas Um Peregrino (Devir) e Jennifer Blood (Panini).

Ronda Vermelha possui 204 páginas encadernadas em capa dura no formato 26 x 17 cm com preço sugerido de R$ 69,90. Já disponível em pré-venda no site da editora e na Amazon com 24% de desconto.