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Superman: Year One | John Romita Jr. fala sobre a graphic novel de Frank Miller

Durante a Boston Comic Con que aconteceu no último final de semana, o desenhista John Romita Jr. falou um pouco mais sobre Superman: Year One. A HQ de Frank Miller que vai mostrar os primeiros anos do Homem de Aço.

“Eu vi algumas reações online, ’meu Deus, de novo uma origem do Superman’, mas na verdade não se trata exatamente de uma nova versão da origem. É sobre o pós-origem, depois que ele chega na Terra, o que acontece, mas precisamente na época entre a aterrissagem e o momento em que ele descobre quem é”, disse Romita. “Ele só pensa que é alguém especial, e não aparece de uniforme até o fim. É parecida com a do Demolidor: Homem Sem Medo da década de 90. O período que antecede o herói vestindo seu uniforme pela primeira vez.”

Segundo o desenhista, a HQ vai ser mesmo extensa, terá 100 páginas, mas pode chegar até 200. E vai ter diversos coadjuvantes nela. “Teremos mais de um milhão de personagens”, completou o Romita.

Superman: Year One ainda não tem data de lançamento confirmada. Saiba mais sobre a graphic novel AQUI.

 

 

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Dark Nights | Batman se encontra com Sandman na saga

Começa a ser publicada essa semana pela DC Comics a primeira edição de Dark Nights: Metal de Scott Snyder e Greg Capullo. O primeiro número já chega com o pé na porta com um encontro inédito e inusitado.

CUIDADO COM OS SPOILERS ABAIXO

No final da edição, Batman está investigando sobre o Multivero Sombrio e recebe a visita de Daniel Hall, a reencarnação de Morpheus, o Senhor dos Sonhos, personagem de Sandman, da histórica série de Neil Gaiman.

“Sim, sou eu. Eu sou Sonho entre os Perpétuos, e vim para dizer que este pesadelo… está apenas começando”, fala Sonho.

Em entrevista ao Washington Post, Snyder disse que Gaiman amou a ideia e deu a benção para utilizar o personagem. Daniel Hall vai ser uma figura crucial em Dark Nights: Metal.

Na saga, o Universo DC é ameaçado pela misteriosa invasão de um Multiverso Sombrio. No centro disso tudo está o Metal Enésimo dos Thanagarianos, que permite que, a pessoa que usa esse metal, obter poderes como voar ou então ter fatores de cura. Depois da morte do Gavião Negro, Batman resolve investigar e acaba abrindo as portas para Metal.

Saiba mais sobre Dark Nights: Metal AQUI.

 

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Morre Álvaro de Moya um dos maiores nomes do quadrinho nacional

Faleceu aos 87 anos nessa segunda-feira (14/08) o icônico Álvaro de Moya, um dos maiores nomes que ajudou a divulgar os quadrinhos no Brasil. Álvaro era professor e jornalista, foi hospitalizado depois de sofrer um AVC em casa no último dia 06.

Moya foi um dos responsáveis por influenciar os quadrinhos na educação, cultura e tratar como um meio de comunicação. E também foi um dos pioneiros na televisão brasileira. Ele desenhou os letreiros de inauguração da TV Tupi, participou do começo da TV Bandeirantes e foi diretor da TV Excelsior.

Cartaz da histórica Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos.

Mas realmente foram nos quadrinhos que aconteceram as suas maiores contribuições para a cultura nacional, Álvaro de Moya foi um dos organizadores da Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos que ocorreu em São Paulo em 1951. A boa recepção na época mudou a percepção do publico para obras de artistas como Will Eisner, Milton Caniff, Hal Foster, Alex Raymond e Al Capp.

Moya foi autor de diversos livros sobre quadrinhos como Shazam!, História da História em Quadrinhos, O Mundo de Disney, Literatura em Quadrinhos no Brasil, Anos 50 – 50 anos. O seu último trabalho é o livro Eisner/Moya – Memórias de Dois Grandes Nomes da Arte Sequencial que marca os 70 anos da carreira do autor que será lançado pela Editora Criativo ainda esse mês.

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O medo domina as crianças em nova prévia de Superman

Depois de tirar férias com a família comemorando o 4 de julho, é hora do Superman voltar ao trabalho. As crianças de Metropolis estão desaparecendo e um garoto foi consumido pelo medo, isso levará O Homem de Aço à Tropa dos Lanternas Amarelos. Confira a prévia da edição 29 da revista do Último Filho de Krypton, o início do arco A Minute Longer:

“A Minute Longer primeira parte. Peter J. Tomasi e Patrick Gleason se uniram ao co-roteirista Keith Champagne em uma história que os leva de volta ao tempo em que escreviam Lanterna Verde e questiona: “O que assusta o Superman?”

O Renascimento já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Você pode conferir a análise de Filho do Superman, primeiro arco da nova fase do Homem do Amanhã, aqui. Para saber tudo o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Devir anuncia reimpressões, novidades e cancelamentos!

Boas e más notícias vindas da editora Devir. Lançamentos, sequências, conclusões e foram anunciadas para chegar às livrarias nos próximos meses. Mas cancelamentos também vieram à tona numa postagem feita pelo Omelete.

A série Imperdoável ganhará reimpressão de seu primeiro volume, publicado originalmente em 2013 pela própria Devir. A série de Mark Waid totalizou 37 mensais, posteriormente encadernadas em 10 volumes entre 2009 e 2012.

Após um hiato de mais de três anos por aqui, The Boys vai ganhar 2 novas edições até o fim de 2017, sendo estes os volumes 5 e 6, ambos inéditos no Brasil. A polêmica mensal de Garth Ennis saiu nos EUA entre 2006 e 2012 pelas editoras Wildstorm e Dynamite Entertainment com 72 mensais rendendo, ao todo, 12 encadernados.

A coleção Creepy, publicada desde 2012 e com três volumes publicados até o momento ganhará, além de um quarto volume, a reimpressão da primeira edição. Creepy é a versão nacional da coleção que encaderna a revista de terror homônima publicada originalmente pela Warren Publishing entre 1964 e 1983. Nos EUA, a coleção sai pela Dark Horse Comics desde 2008.

Publicada por aqui desde 2007, sendo o quarto encadernado lançado em 2011, Rex Mundi tem seu quinto volume programado para dezembro. O sexto e último da série sai até março de 2018. A série original saiu pelas editoras Image e Dark Horse Comics entre 2003 e 2009 totalizando 38 exemplares.

Tarzan, que já rendeu pela própria Devir 3 volumes coletando toda a obra de Joe Kubert com o personagem, terá duas edições, uma reimpressão e outra inédita. Tarzan – A Origem do Homem Macaco reimprime a primeira edição da coleção de Kubert e sai em dezembro. Tarzan Russ Manning, mais um clássico absoluto do personagem, vem aí em 2018.


Mas como informado, más notícias também vieram: Cinco títulos da editora foram cancelados. Entre eles, destaca-se Usagi Yojimbo. O coelho-samurai, que é  a magnum opus de Stan Sakai que já conta com mais de 30 volumes publicados em seu país de origem. No Brasil, apenas três volumes saíram pela editora Via Lettera e outros três dela Devir, sendo o último em 2012.

Segue a baixo a lista com data de lançamento de cada edição:
The Boys Volume 5 – Setembro 2017
The Boys Volume 6 – Dezembro 2017
Creepy Volume 1 – Reimpressão – Setembro 2017
Creepy Volume 4 – Dezembro 2017
Rex Mundi Volume 5 – Dezembro 2017
Tarzan – A Origem do Homem Macaco – Dezembro 2017
Imperdoável Volume 1 Duplo – 1° Trimestre de 2018 (Nova Edição)
Rex Mundi Volume 6 – 1° Trimestre de 2018
Tarzan Russ Manning – 1° Trimestre de 2018

Cancelamentos:
Usagi Yojimbo
Courtney Crumrin
Luluzinha
Projeto Superpowers
Gasparzinho

A Devir foi fundada em 1987 com o intuito de importar revistas em quadrinhos e jogos de RPG. Desde os anos 90 atua também como editora, operando além do Brasil em Portugal, Chile e Espanha.

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DC anuncia a oficina de roteiristas de 2017

Com a oficina de roteiristas de 2017, a DC está inaugurando uma nova classe de quadrinistas talentosos, liderado mais uma vez por Scott Snyder. A equipe de desenvolvimentos de talentos DC enviou mais de mil entradas este ano, selecionando os melhores dos melhores aspirantes escritores. Membros da oficina deste ano incluem: Sanya Anwar, Ryan Cady, Joey Esposito, Robert Jeffrey, Phillip Kennedy Johnson e Magdalene Visaggio. 

“Estamos entrando no terceiro ano deste programa e estou orgulhoso de dizer que temos mais uma vez um grupo top de linha, com talentos aspirantes. É gratificante ver participantes das oficinas passadas trabalhando na DC atualmente e eu nem tenho dúvida de que Scott Snyder capacitará esta nova classe de escritores para estar na vanguarda de grandes histórias em quadrinhos.” Disse Bobbie Chase, vice presidente da DC Entertainment. 

“Ensinar esses escritores tem sido um dos meus destaques em meu tempo na DC e mal posso esperar para começarmos de novo. É uma honra e é empolgante trabalhar com talentos inspirados e inspiradores.” Acrescentou Scott Snyder.

Capa de Jim Lee e Scott Williams

A iniciativa começou em 2015 e desde então tem resultado em inúmeros participantes recebendo novas atribuições pelo editorial da DC. O mais recente exemplo é a minissérie Batman and The Signal que trará Duke Thomas, novo aprendiz do Homem-Morcego, como protagonista. A minissérie será co-escrita por Tony Patrick ao lado de Scott Snyder. A arte ficará por conta do aclamado Cully Hammer.

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Arte de Cully Hammer

Em entrevista ao Hollywood Reporter, Snyder disse que escolheu Patrick, pois ele trabalha em um centro com crianças no Brooklyn, não como um centro que aparece na minissérie. Snyder complementou dizendo que o co-roteirista se apaixonou pelo personagem. 

A coletânea dos novos talentos da DC será lançada em novembro. Para saber o que acontece na Editora das Lendas, fique ligado na Torre de Vigilância. 

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Mythos lança Apenas Um Peregrino de Garth Ennis e Carlos Ezquerra

O quadrinho pós-apocalíptico de Garth Ennis e Carlos Ezquerra, Apenas Um Peregrino, está retornando ao Brasil em uma edição de luxo da Mythos Editora. Confira todos os detalhes abaixo!

“Oito anos se passaram desde a Queimada — quando o sol começou a morrer e ferveu os oceanos até secarem. A Terra mergulhou numa gigantesca devastação, governada por piratas que aterrorizam e chacinam os últimos bolsões de humanidade que restaram. Nessa era pós-apocalíptica, surge o misterioso matador conhecido como “Peregrino”. Criado pela dupla Garth Ennis e Carlos Ezquerra, essa é a série que combina o faroeste e seus anti-heróis com o fim do mundo. A Mythos Editora apresenta pela primeira vez as duas minisséries num só volume, em capa dura, numa luxuosa e imperdível edição.”

Garth Ennis é um dos nomes mais famosos dos quadrinhos. No mercado europeu, escreveu histórias do Juiz Dredd e Strontium Dogs, e alcançou fama internacional com seus trabalhos para a DC Comics, como Hitman, O Demônio, Hellblazer e Preacher, posteriormente escrevendo para a Marvel Comics, com personagens como o Justiceiro. Seus trabalhos para a Dynamite incluem O Sombra, The Boys, Campos de Batalha e Ronda Vermelha.

Carlos Ezquerra é o genial artista co-criador do Juiz Dredd, Strontium Dog e Al’s Baby, e já trabalhou com Ennis em títulos como Bloody Mary, Hitman e Preacher, Campos de Batalha, entre outros. Confira uma entrevista com o ilustrador clicando aqui!

Confira abaixo um preview do encadernado:

 

A saga do Peregrino já foi publicada no Brasil em dois volumes pela editora Devir. Pela primeira vez, a série será compilada num único volume luxuoso.

Apenas Um Peregrino possui 240 páginas, encadernadas em capa dura e formato 26 x 17 cm, com preço sugerido de R$ 69,90. Garanta sua edição com 20% de desconto na pré-venda da Amazon.

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Panini republicará Superman: Entre a Foice e o Martelo

“E se o foguete que atravessou o universo com um bebê a bordo, caísse em uma fazenda coletiva da União Soviética ao invés da pacata Kansas…”

A Editora Panini confirmou que vai publicar um encadernado com os três volumes de Superman – Entre a Foice e o Martelo ainda em 2017. O anúncio caiu como uma bomba de felicidade para os leitores que há tempos esperam a republicação da minissérie escrita por Mark Millar em 2003.

“A ideia da história me passou pela cabeça na época que eu li Superman #300 quando anda era apenas uma criança” disse Millar na época do lançamento. “Era uma história imaginária onde o que aconteceria se o foguete do Superman tivesse caído em águas neutras entre EUA e a URSS e ambos os lados estavam correndo para reivindicar o bebê.”

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A trama, muito mais do que conhecida, mostra um Superman criado na extinta União Soviética, doutrinado pelos ideais comunistas e que assume o poder máximo do partido com a morte de Stalin. Os Estados Unidos, com medo de serem dominados, contratam Lex Luthor, que é considerado o maior gênio do planeta para matar o Homem de Aço. Ambientado na Terra 30, Entre a Foice e o Martelo foi publicado pelo selo Túnel do Tempo e mostra as versões dos personagens da DC Comics como, por exemplo, Jimmy Olsen, como um espião da CIA, Lois Lane esposa Luthor, Batman é um radical anarquista que se opõe ao regime do Superman… aliás temos aqui um grande confronto entre os dois heróis.

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O regime comunista do Superman se torna perfeito depois que ele começa a usar seus poderes para ajudar as pessoas do seu país, a característica nobre do personagem sempre presente, mas dessa vez, não com os valores políticos americanos, e acaba se tornando exemplo a ser seguido por todas as nações mundiais, o que acaba acontecendo, com exceção dos Estados Unidos e do Chile.

A visão apresentada por  Mark Millar sobre comunismo e capitalismo exercido pelos americanos, revela os pontos positivos e negativos de cada modelo econômico deixando que o leitor pense sobre a nova versão geopolítica do mundo aplicada na história. Algo que reflete na política mundial, com as falácias e embates de Donald Trump e Kim Jong-Un, que a cada dia que passa flertam com uma nova Guerra Mundial. E por que não trazer uma “ponta” disso para o momento partidário aqui no Brasil.

Com tantas ideias de Direita e Esquerda, que pessoas defendem com unhas e dentes, assim como são defendidos também os “ídolos” construídos por redes sociais de cada, mas quando olhamos bem de perto percebemos altos e baixos em ambas. Entre a Foice e o Martelo é uma obra que rompe o tempo, e a ideia que ela propõe a torna bem atual em alguns momentos.

Millar fez uma importante pesquisa sobre história para escrever a obra. Os fatos, lugares, figuras históricas e principalmente não entregou uma União Soviética caricata, mas ao mesmo, de fácil entendimento para o leitor que seja mais leigo no assunto.

TERRA-30

E a falta de poder mundial dos Estados Unidos é muito explorada na história também,  quando Lex Luthor entra em cena para combater o Superman que é considerado uma ameaça. Os sucessivos fracassos acabam alimentando obsessão do cientista ao decorrer dos anos, o que afeta sua vida particular com sua esposa Lois Lane. As inúmeras tentativas de Luthor e dos EUA em se mostrarem uma nação forte, reflete a realidade de como o país lida em diversos pontos da política mundial, sempre indo contra aqueles que são considerados ameaças aos americanos. Mas uma bela sacada de Millar. A disputa entre o Homem do Amanhã e a Maior Mente da Terra, tem sua reviravolta quando Brainiac se envolve na história de forma magistral.

Entre a Foice e o Martelo tem tudo que uma boa história em quadrinhos precisa: um enredo forte, personagens bem construídos, uma mistura bem feita entre realidade/ficção e não perde o fato de ser história em quadrinhos. O final, surpreendente, lembra ao leitor que estamos lendo um gibi.

Superman – Entre a Foice e o Martelo, foi indicada para o Prêmio Eisner em 2004 e têm na sua equipe criativa, além de Mark Millar, artes de Dave Johnhon e Kilian Plunkett.

 

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Zenith – Volume Dois | A Crise nas Infinitas Terras de Grant Morrison

Após criar sua resposta a Watchmen nas primeiras Fases de Zenith, compiladas no encadernado Zenith – Volume Um, Grant Morrison retornou ao universo da série com o objetivo de expandir sua criação. Em Zenith – Volume Dois, lançamento da Mythos Editora, o escocês e mago do caos converge os elementos apresentados nas histórias anteriores e, com a magnífica escrita típica de suas obras, encerra o arco do super-herói pop star da música com o envolvimento de Terras paralelas, mais criaturas Lovecraftianas e a condenação do universo.

As Fases Três e Quatro de Zenith se opõem às duas primeiras na linearidade. Ao criar seu universo de super-heróis para a revista semanal britânica 2000 AD, Morrison se utilizou de alguns conceitos e metáforas para contar uma história linear, apesar dos elementos bizarros. O surgimento dos super-heróis, recriado como escapismo puro e jovial que serviu para pela primeira vez Morrison transportar-se para os quadrinhos, na persona do protagonista, estabelece as bases para o que vem a seguir: uma verdadeira Crise nas Infinitas Terras dos quadrinhos britânicos.

A Fase Três de Zenith germina as sementes plantadas ao longo das duas primeiras Fases da série. Com o envolvimento dos Multiângulos, dos vilões fantásticos Lloigor e de outros super-heróis, vindos de diferentes Terras (aqui, apelidadas de Alternas), Zenith e Peter St. John devem obedecer às ordens do Maximan de outra Alterna, com o objetivo de destruir o Omniedro e impedir que os Lloigor conquistem todo o Multiverso.

A temática desta história é similar a megassaga da DC Comics, Crise nas Infinitas Terras, publicada poucos anos antes nos Estados Unidos. Morrison estabelece o início de sua história com o uso de um herói velocista, que acaba por se desintegrar, remetendo diretamente ao uso de Barry Allen, primeiro Flash, na história de Marv Wolfman e George Pérez. A carreira de Zenith, neste momento (um ano após os acontecimentos da Fase Dois), está ruindo, e ser envolvido na batalha para salvar o universo é seu último desejo. E aparentemente, também não é algo que os outros personagens queiram: ao longo dos 26 capítulos, muitos dos heróis vão embora, morrem ou revelam-se como vilões. O caos proporcionado pelos Lloigor se espalha e tudo parece perdido, enquanto a última resistência luta para desvendar certos mistérios.

Estruturalmente a terceira Fase de Zenith lembra a ordem dos acontecimentos da primeira, porém o nível do perigo enfrentado é muito maior. Alguns personagens (como Ruby) sofrem mudanças drásticas, novos personagens surgem e, com a arte competente em alto contraste de Steve Yeowell, todas as Alternas e heróis possuem suas características próprias e reconhecíveis. Através do uso da mídia, Morrison transporta para a história alguns de seus temores mais íntimos da infância, como o medo nuclear. E com doses pontuais de bom-humor a história se desenrola para três anos depois, em 1992, com a Fase Quatro, que retorna ao início de tudo.

Lindamente colorida por Gina Hart, a quarta e última Fase de Zenith é uma crônica caótica e imaginativa. No final desta epopeia voltamos às origens dos superseres, com o surgimento de Masterman e Maximan em 1945 durante a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, não estamos lá em corpo, mas sim em mente. Morrison traz de volta o criador da Era Heroica, Dr. Michael Peyne, que narra a ordem dos acontecimentos que levaram o mundo ao completo caos, dominado pelos Lloigor.

Neste fatídico fechamento da saga, um show visual que se sobressai quando comparado com as Fases anteriores, a história de Zenith e outros heróis remanescentes da aventura anterior possui doses do que, no futuro, viria a se tornar obras como Authority, onde os heróis passam a intervir nas ações dos seres humanos normais com a vontade de tornar o mundo um lugar melhor. Obviamente, a diferença aqui é clara: os Lloigor mais uma vez estão agindo, e se incubaram no Sol, que tornou-se uma grande esfera negra.

Com viagem no tempo ao futuro e de forma retroativa, e também com leves críticas às diferentes formas de veneração religiosa existentes, a trama da Fase Quatro possui as batalhas mais psicodélicas da série, com lutas mentais e cenas que, graças às cores, enchem os olhos constantemente, até mesmo nos menores quadros.

O segundo encadernado de Zenith fecha todas as tramas criadas desde a Fase Um, com Peter St. John e Robert lidando com o presente e recebendo, cada um, seus merecidos finais após os 14 capítulos da última parte. Um epílogo bem-humorado chamado zzzzenith.com foi produzido, situado no ano 2000 (oito anos após os acontecimentos da Fase Quatro), e brinca com figuras reais e música. Há também um conto ilustrado, escrito por Mark Millar (na época, parceiro de trabalho de Morrison), que faz piadas sobre a existência de tantos super-heróis e nenhum humano simples.

Zenith, desde o início, ressalta a imaginação fértil de Grant Morrison. Sua história tornou-se um verdadeiro cult dos quadrinhos ingleses, e agora republicada na íntegra pela Mythos Editora, com duas belíssimas edições de luxo e tradução de Érico Assis, recebeu o tratamento que merece. Divertida, criativa, escapista e bizarra, a saga do não-tão-herói Zenith se encerra com ainda mais qualidades que a primeira metade, por mais improvável que isso possa parecer. Mas a equipe criativa envolvida, conhecendo cada centímetro deste universo, se superou mais vez. Pelo menos até os Lloigor decidirem voltar…

Zenith – Volume Dois possui 252 páginas encadernadas em capa dura no formato 25,9 x 18,7 cm, com preço sugerido de R$ 84,90. Garanta seu exemplar com 40% de desconto na Amazon.

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Editora Draco procura colaboradores para coletânea de HQs sobre a Segunda Guerra Mundial

Gostaria de participar de uma coletânea sobre quadrinhos de guerra? Ainda mais se tratando da mais famosa de todos os tempos? É exatamente o que a Editora Draco está buscando para um novo projeto sobre esse assunto: colaboradores!

Segundo a própria editora, as especificações são as seguintes:

“Estamos procurando HQs que tenham como tema central a Segunda Guerra Mundial, seja em suas causas, efeitos ou resultados. As histórias em quadrinhos devem ser baseadas em fatos históricos, mas podem conter elementos de gêneros como ficção científica, terror, fantasia e todos os subgêneros e misturas. Nos interessamos por roteiristas, desenhistas, equipes criativas e autores completos!”

Os interessados podem ter mais informações no blog da editora.

A Editora Draco publica quadrinhos desde 2011 dando uma boa ênfase aos quadrinhos nacionais. Entre outros trabalhos lançados, destacam-se as também coletâneas O Rei Amarelo em Quadrinhos e Space Opera em Quadrinhos.