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Cinema

Henry Cavill supostamente se encontrou com Kevin Feige para discutir a possibilidade de integrar o MCU

Segundo o site Bounding Into Comic, o ator Henry Cavill supostamente se encontrou com Kevin Feige para discutir a possibilidade de integrar o MCU. 

Entretanto, vale mencionar, que isso não significa que veremos o ator interpretando algum herói ou vilão da Marvel Studios, visto que aparentemente, o ator apenas se reuniu com o CEO da Marvel. 

Vale mencionar como exemplo, o ator Matthew McConaughey, que já afirmou diversas vezes que teve reuniões tanto com a Marvel quanto com a DC, mas que no final, não acabou se interessando por nenhum dos dois papéis oferecidos por ambos os estúdios e as negociações não foram para frente.

Henry Cavill é um ator e modelo britânico, que ganhou notoriedade após interpretar o Superman em três filmes. Eventualmente, o astro foi escalado para dar vida ao Geralt de Rivia na série The Witcher na Netflix.

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O universo cinematográfico da Marvel iniciou-se em 2008 através do filme Homem de Ferro, protagonizado por Robert Downey Jr. com direção de Jon Favreau. Atualmente, o MCU é composto por 23 filmes, 6 curtas metragens e 11 seriados.

Para futuras informações a respeito da Marvel Studios, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Cinema

Sequência de Doutor Estranho deve introduzir os Mutantes no MCU

Segundo o site Cosmic Book News, Doctor Strange in the Multiverse of Madness, deve introduzir os Mutantes no MCU. 

O veículo de comunicação afirma que o longa-metragem deve fazer apenas pequenas referências relacionadas aos filhos do átomo, ou até mesmo, pode conter algumas participações especiais. Entretanto, o novo filme dos X-Men não deve chegar tão cedo nas telonas, algo em torno de 2024 e 2025.

A continuação de Doutor Estranho promete ser um dos filmes mais importantes da fase 4 da Marvel Studios, uma vez que será entrelaçado com a série WandaVision; e como o próprio nome diz, irá explorar o multiverso Marvel nos cinemas. Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen serão os protagonistas do longa.

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Os X-Men são mutantes: humanos que, como resultado de um súbito salto evolucionário, nasceram com habilidades super-humanas latentes, que geralmente se manifestam na puberdade. Consequentemente no espaço, em suas histórias, vários homens comuns têm um intenso medo ou desconfiança dos mutantes (cientificamente chamados de Homo superior), que são vistos pelos cientistas em geral como o novo degrau da evolução humana. Logo, muitos os consideram uma ameaça à própria sociedade humana, fato intensificado por mutantes que usam seus poderes para fins criminosos.

Doctor Strange in the Multiverse of Madness estreia em 07 de Maio de 2021.

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Cinema

Filme de equipe com os monstros da Universal está em desenvolvimento

O Collider anunciou que a Universal está mais uma vez, desenvolvendo um filme de equipe utilizando os clássicos monstros da década de 30 e 40.

O cineasta Paul Feig (Missão Madrinha de Casamento, Caça-Fantasmas) será o responsável pelo projeto, roteirizando e dirigindo o mesmo. Drácula, A Múmia, O Homem Invisível, Frankenstein, O Monstro da Lagoa Negra, Lobisomen e novas criaturas criadas por Feig devem compor a ”equipe”.

Contudo, não foi revelado se a obra cinematográfica terá ligação com A Múmia de 2017, ou com o vindouro filme do Homem Invisível estrelado por Oliver Jackson-Cohen e Elisabeth Moss.

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Anteriormente, a Universal estava desenvolvendo um universo compartilhado dos monstros, na qual inicialmente seria composto por Tom Cruise, Sofia Boutella, Russell Crowe, Javier Bardem e Johnny Depp e seria denominado de Dark Universe. Todavia, após o fracasso de A Múmia de 2017, o vindouro projeto acabou sendo cancelado.

O longa-metragem não possui data de lançamento.

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Música

Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey unem-se no clipe de Don’t Call Me Angel

As artistas Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey se reuniram para compor a música Don’t Call Me Angel, que será a principal melodia do reboot de As Panteras.

Nova adaptação cinematográfica da série policial Charlie’s Angels, sucesso na década de 1970. Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Elena Houghlin (Naomi Scott) embarcam numa perigosa missão global, a fim de impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para humanidade.

As Panteras estreia em 14 de Novembro.

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Cinema

Coringa deve fazer em seu primeiro final de semana US$ 80 milhões

Segundo a Variety, Coringa deve fazer em seu primeiro final de semana cerca de US$ 80 milhões ao redor do mundo.

Posteriormente, estima-se que a obra deve arrecadar apenas nos Estados Unidos, US$ 210 milhões. Caso a previsão se concretize, a bilheteria do longa será um marco para a Warner Bros., visto que é um filme ”independente” que foi feito com um orçamento baixíssimo.

Com produção do aclamado Martin Scorsese e de Bradley Cooper, intérprete do Rocket Raccoon nos filmes da Marvel Studios, o elenco do filme composto por Joaquin Phoenix, Robert De Niro, Zazie Beetz, Bill Camp, Frances Conroy, Glenn Fleshler, Douglas Hodge, Marc Maron, Josh Pais e Shea Whigham integram o elenco de personagens secundários.

A seguir, você pode conferir novas imagens do filme.

Drama. Joker gira em torno do icônico arqui-inimigo e é uma história original, independente, não vista antes nas telonas. A exploração de Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), um homem desconsiderado pela sociedade, não é apenas um estudo de caráter corajoso, mas também um conto preventivo mais amplo.

Coringa estreia em 4 de Outubro.

 

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Cinema Séries

J.J. Abrams assinou um contrato de US$ 250 milhões com a Warner Bros.

O The Hollywood Reporter afirma que o cineasta J.J. Abrams assinou um contrato de US$ 250 milhões com a Warner Bros., onde irá produzir conteúdos diversos para a empresa através de sua produtora Bad Robot.

O contrato permite que tanto Abrams quanto a sua produtora, produzam obras para terceiros, desde que conteúdos originais sejam feitos para os cinemas e para o serviço de streaming HBO MAX.

O acordo irá durar até 2024. Vale mencionar, que a empresa e o produtor vem trabalhando juntos desde 2006. Posteriormente, a parceria foi renovada em 2012 e 2015 respectivamente.

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 J.J Abrams é um escritor, diretor e produtor de cinema e televisão norte americano. Escreveu e produziu vários filmes antes de co-criar a série de televisão Felicity. Seus trabalhos maia conhecidos, são a nova leva de filmes Star Trek, a saga Cloverfield, Star Wars: O Despertar da Força e Star Wars: A Ascensão Skywalker.

Para futuras informações a respeito do J.J. Abrams, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Quadrinhos Torre Entrevista

Sobrevoando a Carniça | Batemos um papo com Marcel Bartholo e Rodrigo Ramos

Lá pelos idos de 2017, surgia no quadrinho nacional Carniça. A HQ nasceu na parceria do roteirista Rodrigo Ramos e o desenhista Marcel Bartholo, tornando-se um sucesso e criando o embrião do selo independente Carniça Quadrinhos. Onde, em 2018, foi publicado Lama, confira nossa resenha AQUI. A terceira publicação desse “casamento” será agora no final do ano  com Canil. Na nova HQ vai levar o leitor ao presídio de Guarás. Um verdadeiro lugar de terror e morte onde a sociedade descarta aqueles que ela já esqueceu.

Para adquirir as publicações da Carniça Quadrinhos, clique AQUI.

Rodrigo Ramos é autor, roteirista, jornalista especializado em quadrinhos de terror, crítico e autor de Medo de Palhaço. Enquanto Marcel Bartholo é ilustrador, quadrinista, artista plástico, sócio fundador do Estúdio Ideaboa e vocalista da banda Efeito Imoral. Batemos um papo com a dupla e falamos sobre Canil, o selo Carniça Quadrinhos, Antologia VHS, projetos futuros, política nos quadrinhos e de uma possível “Cachaça Carniça”.

1 – Canil está chegando em dezembro, o que podemos esperar dessa  história e qual foi a maior inspiração para ela?

Rodrigo: Com a boa recepção que tivemos de Carniça e Lama, a ideia de lançar um título por ano foi devidamente sedimentada com a criação do selo Carniça Quadrinhos. Canil traz uma mistura de origens e referências. Primeiro, é a ideia de contar uma história sobre um dos meus monstros preferidos – que vai ficar em segredo pra não dar spoiler –  e dar o fechamento pra uma trilogia meio conceitual que acabou tomando forma conforme trabalhávamos em cada HQ. Cada um destes nossos três primeiros trabalhos traz um aspecto diferente do homem e lida com a desumanização a partir destes aspectos. Isso ficará bem claro quando virem as três capas em conjunto. Carniça falava da alma, Lama da mente e Canil tratará do corpo. Portanto espere algo bem gráfico e violento.

Marcel: O embrião de Canil surgiu juntamente com os primeiros esboços conceituais de Lama. Na época preferimos deixar o projeto para 2019 mesmo, uma ideia mais simples, raiva e confinamento.

2 – Podemos esperar o já tradicional terror com aquela ponta de crítica social, presente em Carniça e Lama, em Canil também?

Rodrigo: Sempre! Mas enquanto em Lama isso era muito mais presente, pois falava do Brasil assustador que surgiu no período das Eleições passadas, Canil será uma história mais direta. Tem uma mensagem ali, mas ela não conduz a história, ela só contextualiza e dá camadas de interpretações caso o leitor queira mergulhar no nosso universo. Caso contrário, será só uma boa e violenta história de terror como deve ser.

Marcel: O que mais me atrai em nossa empreitada carniceira é contar boas histórias de terror brasileiras. Histórias que possam de alguma maneira dialogar universalmente, mas mostrando nossa cultura. Não tem como falar de Brasil, sem uma visão crítica, e o gênero do terror é sempre crítico, seja por metáforas alegóricas, ou sátiras divertidas. Temos uma gama enorme de possibilidades para o futuro.

3 – Os quadrinhos sempre serviram para passar mensagens. Seja o estilo que ele for. Nas publicações da Carniça Quadrinhos, temos visto isso acontecer. É algo pensado, do tipo: “precisamos nos expressar” ou é algo que com o desenvolver da história acaba acontecendo naturalmente?

Rodrigo: Como fã e pesquisador do horror no cinema e nos quadrinhos, esse tipo de história sempre me atraiu mais que as outras. George Romero, John Carpenter e Wes Craven sempre fizeram um terror que tinha algo mais a dizer além de contar uma história assustadora. Os zumbis de Romero e Eles Vivem! do Carpenter são talvez as obras mais emblemáticas neste sentido. Eu não acredito em uma obra apolítica. Toda forma de expressão é politizada e isso não quer dizer que você está apoiando este ou aquele partido, mas sim que toda obra traz um pouco do seu contexto e um traço do seu tempo. É impossível se expressar sem colocar um pouco do que você pensa para fora. É deste tipo de política que estou falando. Em Carniça o contexto social estava ali apenas para desencadear a história que eu queria contar, mas em Lama, aí sim eu realmente queria falar algo além da história. Canil está mais próximo de Carniça neste sentido.

Marcel: Eu acho que a mensagem, o discurso por trás de uma história não pode ser desequilibrado com o ato de contar a história em si. Todo artista se expressa com a sua carga cultural e sua visão crítica do mundo. Acho que estamos com uma boa sintonia, na arte das Hqs eu busco trazer soluções diferentes a cada história, novas influências ,inspirações e técnicas que na minha visão combinem com o roteiro.

4 – Todas as publicações da Carniça Quadrinhos foram de vocês dois.  Existe algum planejamento de lançar algo de outros artistas (claro desde que fique no âmbito do selo)?

Rodrigo: Inicialmente estamos trabalhando como uma dupla, mas nada impede que isso possa se expandir no futuro, talvez com obras individuais ou outras mídias, mas ainda é cedo para falarmos nisso.

Marcel: Pois é, sinceramente ainda não falamos sobre isso. Estamos no começo, acho que o trabalho como dupla ainda pode ganhar uma consistência cada vez maior. Virtualmente nada impede que possamos agregar novas ideias no futuro. Um passo de cada vez.

5 – Como funciona o processo de criação da dupla? Vocês se encontram, um chega a dar pitaco no trabalho do outro e tal?

Rodrigo: Nosso processo de criação é mais simples do que eu gostaria. Eu tenho uma ideia, discutimos em conjunto, o Marcel dá suas sugestões e, se ambos concordarmos, passamos para o roteiro. Quando a arte começa, ele vai me mandando os esboços e vamos reconfigurando e ajustando o que for necessário. Às vezes nos falamos online, mas o processo todo demanda cada vez menos ajustes. São as vantagens de uma parceria de três anos.

Marcel: O processo é simples, chegamos no conceito e ideia juntos… Rodrigo escreve o resumo do roteiro e eu vou pesquisando as minhas referências e técnicas que acredito ilustrar melhor a ideia. Com o roteiro escrito, durante a fase de esboços vamos diagramando melhor página a página. Temos uma dinâmica tranquila.

6 – Com o Brasil do jeito que está, com lideranças duvidosas, casos e ameaças de censura, é um prato cheio para uma HQ de terror. Mas também acredito que devemos alertar e tentar falar abertamente sobre isso.  Caberia isso em alguma publicação da Carniça Quadrinhos?

Rodrigo: Este é um problema com o debate político atual no Brasil. Ser oposição ao governo não é ser a favor deste ou daquele governante. O povo tem sempre que fazer oposição ao governo. De maneira coerente e racional. Questionar e fazer valer o seu voto não é “torcer contra”, mas garantir que as coisas caminhem como o país precisa. As pessoas hoje estão muito passionais quando se trata deste tema e isso acaba podando alguns artistas que ficam com receio de se posicionar. Mas desde que a história não seja panfletária e não deixe o discurso falar mais alto, não vejo problema. O discurso pode te fazer perder este ou aquele leitor, mas uma boa história vai manter todo mundo atento ao seu trabalho. Este é o segredo. A partir daí, qualquer tema cabe em nossos quadrinhos.

Marcel: O Brasil é uma fonte inesgotável de decepções, um abismo que nunca chega, como diria o querido Fausto Fawcett. Eu particularmente sempre me posicionei criticamente a TODOS os governos que tivemos, e sigo assim. Política não é torcida de futebol. Com o mar de ignorância e cegueira ideológica avançando, o diálogo vai se embrutecendo. Eu sou um otimista relutante…vivo no meu mundinho, fazendo o que posso e está ao meu alcance.
Tudo pode e deve ser refletido na produção artística…sigamos em frente.

7 – Indo para outros trampos agora… Recentemente foi lançada a  campanha no Catarse da antologia VHS. O Rodrigo é um dos cabeças, junto com o Fernando Barone, e ainda escreve a  história “A Nova Ordem”.  Fale um pouco sobre o projeto e sobre a história Rodrigo.

Rodrigo:  A ideia surgiu há algum tempo atrás quando falávamos sobre criar um coletivo de horror em quadrinhos pra publicar histórias inéditas anualmente. Durante a CCXP no ano passado muitos dos autores de horror acabaram ficando bem próximos no que acabamos chamando entre nós de “beco do horror” e a ideia foi tomando forma aí. O Barone tem experiência como editor e topou embarcar nessa pra tirar esse projeto do papel. Abrimos uma espécie de “processo seletivo” e recebemos muitas histórias boas de muita gente com quem sempre quis trabalhar o que acabou resultando em uma coletânea de mais de 280 páginas! O resultado está muito bom e espero realmente que a campanha dê certo, pois a VHS merece ser lida!

A Nova Ordem, minha HQ que faz parte da coletânea é ilustrada pelo incrível Leopoldo Anjo, que trouxe exatamente a pegada oitentista que eu queria pra história. Aqui vemos um casal de heróis, Marreta e Ceifador, em direção a uma base alienígena de onde uma série de ordens mentais são enviadas para dominar a humanidade. É uma mistura de Eles Vivem!, Fuga de Nova Iorque e Thundercats. Coloquei de tudo um pouco das minhas referências adquiridas durante milhares de horas em frente à TV nos anos 80, além de, é claro, trazer a aventura pro nosso contexto atual. Se eu falar mais, vai estragar as surpresas, afinal é uma história curta.

8 – O Marcel também está em VHS, você fez a arte de “Controle de  Pragas Abençoado” que tem roteiro do estreante Hedjan Costa. Poderia falar um pouco sobre a história?

Marcel: Conheci o trabalho do Hedjan na antologia de contos de Terror “Narrativas do Medo vol 2”, onde fiz todas as ilustrações . Achei muito bacana ele se aventurar a também escrever quadrinhos. “Controle de Pragas Abençoado” é uma história que me divertiu muito trabalhar. Ela aborda o tema do machismo com toda uma estética “TRASH”. Acompanharemos  a dedetizadora Ângela em mais um dia normal de trabalho…rarararara. Não posso contar muita coisa, mas posso dizer quais foram algumas das minhas influências nessa Hq… Evil Dead, Ratos de Porão,Caça-Fantasmas,Tartarugas Ninja…rararara . VHS está MUITO bacana mesmo!

Arte de Canil

9 – Em termos de influências para escrever e desenhar, quais foram as maiores para vocês?

Rodrigo: Talvez minha principal influência seja meu já falecido tio-avô que me apresentou ao mundo das lendas e mitos do nosso folclore. Passei muitas horas em claro depois de ouvir suas histórias da época em que minha família morava na zona rural no interior. Também tenho muita influencia do j-horror e de Junji Ito, do body horror do David Cronenberg e do cinema crítico do John Carpenter. Os quadrinhos da EC Comics, os contos Edgar Allan Poe e Nelson Rodrigues e as músicas de Trent Reznor (Nine Inch Nails) e Maynard James Keenan (Tool) também acabam no meu balaio de referências e inspirações.

Marcel: É importante o artista beber em diversas fontes para ir sedimentando sua identidade. Apesar de trabalhar com Hqs há pouco tempo, tenho uma carga de experiência com pintura, ilustração, caricaturas e tudo acaba refletindo no meu trabalho de alguma forma. Vou tentar citar algumas das influências para meu trabalho. Na pintura, Cândido Portinari, Van Gogh, Goya e Bosch. Nas Hqs, Richard Corben, Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Mutarelli, Walter Simonson. Na literatura, H.G Wells, Ray Bradbury, Monteiro Lobato, Dostoievski. 

10 – A Carniça Quadrinhos é bem querida por todos. Pela qualidade nas publicações e em suas histórias. Teremos alguns produtos relacionados às publicações? Como camisas, adesivos ou quem sabe até mesmo uma bebida alcoólica? Uma pimenta ia combinar legal…

Rodrigo: Já chegamos a conversar sobre isso. Estamos pensando em criar produtos que possam reforçar a marca e também recompensar nossos leitores que sempre nos acompanham. A ideia da camiseta e do boné já passou pela nossa cabeça, com o perdão do trocadilho, mas a ideia da bebida seria uma boa. Quem sabe um “Marafo Carniça” como a clássica cachaça que trazia o querido Zé do Caixão no rótulo? Alô fabricantes de pinga!

Marcel: Pois é, estamos ainda devendo nessa questão…mas são ideias que já conversamos e precisamos botar em prática. Em breve…quem sabe…

11 – Além de VHS e Canil, quais os próximos projetos de vocês?

Rodrigo: Para este ano, além destas duas HQs, também terei uma história minha publicada em Astrum Argentum de Aleister Crowley, da Draco, ao lado do grande artista e amigo Samuel Sajo. Para o ano que vem, além de mais um título do Carniça Quadrinhos, tenho planos de expandir o universo de Marreta e Ceifador com um álbum solo da dupla, novamente ao lado do Leopoldo Anjo, mas o projeto ainda está em fase de discussão sem data para lançamento.  E, se tudo der certo, quem sabe um segundo volume de VHS não pinta no Catarse ano que vem?

Marcel: Em 2019 já lancei a Hq “A Necromante” no primeiro semestre, agora em dezembro será lançada “Orixás” do roteirista Alex Mir, onde sou um dos desenhistas participantes, além das já citadas VHS e Canil. Para 2020 embarcarei na produção do álbum “João Verdura e o Diabo” do roteirista Lillo Parra (La Dansarina) , e faremos mais uma publicação pelo Carniça Quadrinhos que já está sendo definida conceitualmente. Tentarei participar de mais um volume da VHS, ou outras publicações de histórias curtas. Para 2021 quem sabe consigo lançar minha primeira HQ ,fazendo roteiro e arte. Muito café e trabalho por aqui….

 

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A alucinação coletiva em Midsommar: O Mal Não Espera a Noite

Produzido pela A24 e dirigido/escrito por Ari Aster – diretor do excelente Hereditário, Midsommar: O Mal Não Espera a Noite é mais uma revolução do gênero terror feita pelo diretor. O segundo longa de Aster é difícil de se digerir inicialmente, talvez pelas sequências que não apresentam um sentido inicial ou pelo choque que o filme causa em sua primeira exibição, entretanto com o passar das horas, o objetivo do diretor se torna claro e o filme fica mais nítido.

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Em Midsommar acompanhamos Dani Astor (Florence Pugh), que em meio a todos seus problemas psicológicos se vê lidando com um novo trauma: o suicídio de sua irmã e a morte de seus pais e seu namorado, Christian (Jack Reynor), que não rompe sua relação com ela por medo do que ela poderá fazer. Em meio a esse momento delicado, o casal viaja com um grupo de amigos para o vilarejo de Peele (Vilhelm Blomgren), na Suécia, para vivenciar as tradições (um tanto quanto peculiares) da comunidade para comemorar o solstício de verão. Conforme as comemorações vão passando e eventos bizarros vão acontecendo, o pessoal começa a estranhar e a se perguntar o que de fato está acontecendo.

A trama é bem construída ao decorrer do filme, deixando algumas coisas em aberto para sua interpretação pessoal. É interessante notar o quanto a personagem de Florence, Dani, se fortalece em meio a cultura em que está sendo apresentada – de uma pessoa emocionalmente instável, com inúmeras crises de pânico e traumas, a uma pessoa forte que se sente vingada por enfrentar todos os seus problemas, que sorri no fim de tudo. E comentando brevemente sobre o elenco, os destaques do longa são o casal protagonista, interpretado por Florence Pugh e Jack Reynor – ambos conseguem transmitir com precisão seus sentimentos, seus medos e suas angústias de acordo com os eventos que vão acontecendo. O elenco secundário está excelente também.

Tecnicamente falando, Midsommar é um filme belo. A direção de Ari Aster é impecável e a fotografia é algo lindo de se ver: a paleta de cores em cada cômodo, representando desde a escuridão de um apartamento até o colorido de flores em conjunto com as vestimentas utilizadas pelas pessoas do vilarejo e pelo clima ensolarado da Suíça, além dos planos utilizados para representar as passagens entre diferentes cômodos, tornam o filme uma alucinação. E a imersão, em conjunto com o choque causado a cada rito de passagem define Midsommar como uma alucinação coletiva na sala do cinema.

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Um ponto negativo é que o diretor tenta abordar diversos assuntos e não consegue desenvolver todos da mesma forma, deixando algumas lacunas incompletas ao decorrer do filme e diversas dúvidas ao telespectador (assuntos esses que eu não posso comentar sem dar spoilers). Talvez esse seja um dos únicos defeitos do filme: ser ambicioso demais e não conseguir concluir totalmente as subtramas.

De certa forma, o objetivo de Ari Aster foi concluido com sucesso: deixar o telespectador em choque e sem reação durante a exibição do filme, fazendo com que ele ria de nervoso em diversos momentos e que ele fique tenso com o que está acontecendo. Por conta de toda a situação que o filme se desenvolve, com cores que remetem ”paz” mas com momentos que certamente é o oposto, o choque vem mais forte.

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Midsommar: O Mal Não Espera a Noite é uma alucinação coletiva pelo simples fato de chocar o público com cenas fortes, em uma paisagem um tanto como paradisíaca e que é semelhante daquelas vistas em folhetos de igrejas. Além da imersão que o filme trás ao telespectador. Focando mais no terror psicológico, o longa consegue deixar o público atento ao que está acontecendo com uma trama boa, uma direção bem executada e uma fotografia excelente. No final das contas, Midssomar é mais uma evolução do gênero ao deixar de lado os clássicos jumpscares do gênero e focando no terror psicológico e misturar brevemente com a fórmula clássica de um bom slasher, isso em conjunto com sua fotografia e sua ambientação tornam o filme algo único – podendo ser definido como uma jogada genial de Ari Aster.

 

Nota: 3/5

Um jovem casal atravessa a Suécia para visitar um grupo de amigos e participar de um festival local de verão. Ao invés das férias tranquilas com a qual sonhavam, os dois vão se deparar com rituais violentos e bizarros de uma adoração pagã.

Midsommar: O Mal Não Espera a Noite estreia nos cinemas brasileiros dia 19 de Setembro.

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O Eternauta 1969 | Editora Comix Zone publica clássico quadrinho argentino

Depois de debutar com A Canção de Roland, a editora Comix Zone está lançando uma importante HQ argentina, O Eternauta 1969. A publicação é um documento contemporâneo de alta tensão da esquerda daquele país no final dos anos 1960. Escrita magistralmente por Héctor Germán Oesterheld e com arte inconfundível de Alberto Breccia, a trama tem uma forte influência de A Guerra dos Mundos de H.G. Wells.

A trama de O Eternauta 1969 apresenta a invasão de uma raça alienígena, conhecida como “Eles” à Buenos Aires. Então acompanhamos Juan Salvo resiste a alienígenas, viaja no tempo e, apesar de si mesmo, se torna o legatário final de toda a humanidade.

 

O Eternauta foi publicado originalmente na revista Hora Cero Semanal, entre os anos de 1957 e 1959, com arte de Francisco Solano López. Dez anos depois, à convite da revista Gente, Héctor Germán Oesterheld fez o remake da história, mudando em alguns detalhes e dando a ela um tom político mais acentuado. Somando a arte de Breccia, que cria um mundo totalmente novo, mais sombrio e distópico. O que transforma O Eternauta 1969 em um dos clássicos dos quadrinhos mundiais e um dos capítulos da história da terrível ditadura argentina.

Foi depois de O Eternauta 1969, que o compromisso político de Héctor Germán Oesterheld aumentou mais. Destacando a publicação de O Eternauta II, com ilustrações de Francisco Solano López novamente. Serializado entre 1976 e 1978, O Eternauta II marcou a fogo a história dos quadrinhos argentinos e a de seus autores. Oesterheld, comprometido militante dos Montoneros, escreveu esta obra na clandestinidade, depois do sequestro e do assassinato de suas filhas e da apropriação de dois de seus netos pelo governo, e antes de ser sequestrado pelas forças-tarefa da ditadura. Ele foi torturado e assassinado. Seus restos mortais, assim como os de muitos outros desaparecidos, daquele período negro, nunca foram encontrados. Solano López, por sua vez, precisou se exilar na Espanha para salvar a vida de seu filho e poder terminar o trabalho.

O Eternauta 1969 tem 64 páginas e já se encontra em pré-venda na Amazon com um desconto de 30%. A publicação se tornou a mais vendida no site.

 

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Mulher-Maravilha enfrenta futuro pós-apocalíptico em nova HQ

Uma nova graphic novel do selo DC Black Label está vindo. Wonder Woman: Dead Earth trará a Mulher-Maravilha em um futuro pós-apocalíptico. Marcando sua estreia na DC Comics, Daniel Warren Johnson escreverá e desenhará a obra. Além disso, a HQ será colorizada por Mike Spicer e composta por 4 edições. A publicação terá início em dezembro.

Capa da primeira edição

“A princesa Diana de Themyscira deixou o paraíso para salvar o Mundo dos Homens dele mesmo. Quando a Mulher-Maravilha acorda de um coma secular, ela descobre que a Terra foi reduzida a um depósito de lixo nuclear. Logo, ela sabe que falhou. O mundo foi destruído e os heróis também falharam. Presa sozinha em um futuro sombrio, Diana precisa proteger a última cidade humana de monstros titânicos. Assim como precisa descobrir os segredos por trás disso e talvez, como ela é responsável por tais eventos. “

Johnson é conhecido pela minissérie indicada ao Eisner, Extremity. Assim como também é o autor de Murder Falcon, também da Image/Skybound.

Wonder Woman: Dead Earth #1 será publicada em dezembro nos EUA. Cada edição conta com 48 páginas e mais detalhes devem ser divulgados em breve. A fim de que se saiba mais sobre a Editora das Lendas, mantenha-se ligado na Torre de Vigilância.