Segundo informações da Anime News Network, o site oficial da cantora japonesa Eir Aoi anunciou nessa quinta-feira, 18 de agosto, que devido repetitivos estados de saúde fraca, ela estará entrando em hiato, até sua plena recuperação.
Como resultado de conversas entre Aoi e sua equipe, eles decidiram dar prioridade ao descanso, e com isso, foram canceladas todas as suas apresentações já agendadas. São elas: AFA Thailand 2016, em Bangkok, no dia 19 de agosto; Odaiba Minna no Yume Tairiku 2016 Mezamashi Live, em Tóquio, no dia 21 de agosto; Animelo Summer Live 2016 -Toki-, em Saitama, no dia 26 de agosto; e Animax Musix 2017, em Osaka, no dia 14 de janeiro.
Os fãs devem contactar os respectivos organizadores do evento para pedirem reembolso de seus bilhetes. Eir Aoi e seu staff pediram desculpas pelo grande inconveniente para os concertos planejados. Ao público, organizadores e membros da banda, ela promete trabalhar para sua rápida recuperação.
Aoi iniciou sua carreira musical em 2011. Ela lançou seu primeiro single, Memoria, em outubro daquele ano, com a canção título, servindo como tema de encerramento do anime Fate/Zero. Ela interpretou músicas para as séries Kill la Kill, Sword Art Online, e Aldnoah.Zero. Seu álbum mais recente, D’Azur, estreou em terceiro lugar no ranking semanal da Oricon.
A artista lançou seu décimo terceiro single, Tsubasa, em 20 de julho, com a música sendo tema do anime The Heroic Legend of Arslan: Dust Storm Dance. Em 2015, Eir Aoi chegou a cancelar sua participação no Animelo Summer Live -THE GATE-, por causa de uma doença repentina, mas se apresentou na cidade de Nova York, e na Anime Expo naquele ano.
Ela está planejando seus concertos especiais, em comemoração dos cinco anos de sua carreira, no Tokyo’s Nippon Budōkan, nos dias 4 e 5 de novembro. Seu site oficial ainda não lista esses shows como cancelados.
Segundos informações da Anime News Network, a edição 38 da revista da Shueisha, Weekly Shonen Jump revelou que o mangá de Tite Kubo, Bleach, está ganhando uma adaptação para o cinema, em live-action, que vai estrear no Japão, em 2018.
Sōta Fukushi (Toshokan Sensō/Library Wars, de Hikaru Tezuka, Strobe Edge, de Ren Ichinose, Kami-sama no Iu Toori, de Shun Takahata) irá protagonizar o filme como Ichigo Kurosaki, e Shinsuke Sato (Gantz, Gantz II: Perfect Answer, Oblivion Island) vai dirigir a produção.
A Shueisha publicou o último capítulo do mangá de Bleach, na edição de número 38. Os números 36 e 37 já tinham anunciado que um importante anúncio seria feito junto com o fim da saga de Ichigo Kurosaki. No total, a série terá 74 volumes encadernados.
Tite Kubo lançou sua obra na Weekly Shonen Jump, em 2001. O mangá inspirou uma adaptação televisiva em anime, que rendeu 366 episódio, exibidos de 2004 a 2012. No Brasil, a série foi exibida no finada canal Animax, e chegou a ter alguns volumes lançados em DVD pela Playarte. Hoje, Bleach pode ser visto na Netflix.
“E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?”
– Carlos Drummond de Andrade, 1942
E então, o Anime Friends 2016 passou voando baixo, ligeiro, sem ser notado. Pousou no Campo de Marte, discreto. Descarregou suas maletas, suas muambas e tudo mais. Encontrou alguns velhos conhecidos, e também fez novas amizades. Se despediu de todos, com um aceno discreto…
Se você acompanha a Torre nas Redes Sociais, especialmente no Instagram ou no Facebook, deve ter ficado sabendo que estivemos lá, fazendo a cobertura do evento para vocês. E o que nos resta agora, é apenas um sabor amargo na boca. Amargo em qual sentido, você me pergunta? Em todos eles.
https://www.instagram.com/p/BHnGqiEgktO/
Esse é, sem dúvida, o maior evento de cultura oriental do Brasil. Um título conquistado ao longo dos anos, na base de esforço, suor, lágrimas e muita mercadoria de origem duvidosa. Não é uma tarefa fácil, conseguir encher um lugar como o Campo de Marte. Ainda mais quando a maioria esmagadora das pessoas ali, são indivíduos que raramente saem de casa. São méritos positivos do evento, de ter conquistado um nome pra si. E maior ainda, de ter alcançado um público tão grande num ano de crise.
https://www.instagram.com/p/BHpkwh4giFs/
A edição deste ano contou com diversos nomes da indústria musical japonesa. Foram diversos shows distribuídos ao longo dos dois finais de semana. Além disso, diversos estandes de figures e mangás, como de praxe, marcaram presença no evento. As editoras brasileiras de mangás realizaram suas palestras costumeiras (confira os anúncios da Panini clicando aqui e da NewPOP clicando aqui. A palestra da JBC foi coberta através no Twitter da Torre), lançamentos foram… lançados?, e diversas fotos foram publicadas. Todos buscando Fullmetal Alchemist, Log Horizon e vários outros. É um evento tradicional, onde costumes são respeitados todo ano. Inclusive otakus completando suas coleções pra lá e pra cá.
https://www.instagram.com/p/BHnMbW7g1Nw/
O citado gosto amargo fica após o fim pois é sempre bom encontrar pessoas com os mesmos hobbies que você. Ter um lugar onde você possa ir e saber que lá, haverão colegas com quem você pode conversar abertamente, se divertir ao falar mal da waifu alheia, e essas coisas. A parte amarga é lembrar que esse lugar só existe por alguns dias, e que depois disso, é preciso voltar aos mais profundos abismos da internet.
Cosplayers, parceiros e otakus de todo o Brasil tornaram um evento já impregnado no subconsciente popular, mais uma vez, um aparente sucesso. E a vontade que fica é de que em 2017 tudo seja ainda melhor!
Segundo informações do The Hollywood Reporter, a Skydance Television vai levar a famosa franquia japonesa de Sword Art Online para a televisão.
A produtora independente adquiriu os direitos mundiais em live-action para Sword Art Online, em parceria com a Kadowawa Corp.
O objetivo da empresa é iniciar a produção rapidamente para lançar uma nova linha da franquia, com a primeira série Live-Action de Sword Art Online. Laeta Kalogridis, de Avatar, escreverá o roteiro, e será produtora executiva ao lado de David Ellison, Dana Goldberg e Marcy Ross, da Skydance Television. Ainda não foi anunciada uma emissora, para exibir o seriado.
Sword Art Online é baseada em uma popular série de 22 livros do autor Reki Kawahara, publicados pela Kadowawa. Desde que o primeiro romance foi publicado em 2009, o seriado vendeu mais de 19 milhões de cópias mundialmente. SAO ganhou nove adaptações para mangá, lançadas pela Kadowawa, um vídeo game, com 2 milhões de cópias vendidas e 9 milhões de downloads desde 2013, e duas adaptações para anime, como séries de TV, distribuída pela Aniplex e animada pela A-1 Pictures.Sword Art Online está disponível na Netflix desde março de 2014. Um filme de animação, Sword Art Online the Movie: Ordinal Scale, chega aos cinemas japoneses em 2017.
Psst. Ei. É, você mesmo. Vem cá, deixa eu te contar um segredo: Sabia que Japonês é um povo estranho? Hein? Como assim todo mundo sabe disso? De qualquer maneira, aconchegue-se e venha ler o mais novo Primeiras Impressões. Depois de paradoxos quânticos do Jailson Mendes e garotas sexistas e superficiais, podemos ir para frases de bandeira, que tal? Uma vez um amigo meu me disse que frase de bandeira é sempre algo que nós fingimos que temos, mas na realidade é o que mais precisamos (vide: Ordem e Progresso). Quer uma frase de bandeira maior do que algo próximo de “Qualidade” no nome desse anime?
A reação mais normal que qualquer pessoa poderia ter, ao assistir isso (além de falar mal da péssima animação, mas que já comento sobre), é ficar mais perdida que garota inocente na hora de levar madeirada. Eu não me perdi muito, já que fiz minhas pesquisas antes de começar, mas um ser humano médio ficaria atordoado com o que viu.
Vou passar rapidamente sobre os resultados de minhas pesquisas. Se quiser ir mais a fundo, você pode ler o mesmo post que eu li, no blog do Frog-kun (em inglês, infelizmente). Basicamente, a série “Qualidea” é uma cooperação de três autores de Light Novels relativamente famosas: Tachibana Koushi, autor de Date a Live, uma série que eu gosto bastante; Sou Sagara, autor de Hentai Ouji to Warawanai Neko, ou Henneko para abreviar; e Watari Wataru, autor de Oregairu (essa eu nem ouso escrever o nome completo). Juntos, eles tiveram essa ideia depois de beber até falar mole (é sério), e decidiram botar em prática.
Cada escritor toma conta de uma das escolas da trama: Koushi da escola de Kanagawa (a escola das espadas), Sagara da escola de Tóquio (a escola dos magos), e Wataru, da escola de Chiba (a das arminhas). Tendo em vista que o projeto ainda é novo, há pouco material disponível, mas o plano é de que cada escola possua suas histórias independentes, contadas em Light Novels separadas. A história do anime é um “roteiro original”, escrito em conjunto pelos três.
Os três autores da obra em seu habitat natural (é sério, são eles mesmo).
Isso significa que você precisa ter lido as outras trocentas obras para entender o que está dançando na sua tela? Não exatamente. Basta você entender que o show não é um universo fechado, mas sim uma peça de um quebra-cabeça maior. Ainda não tenho uma bola de cristal, mas acredito fortemente que a obra será auto-suficiente o bastante para poder ser aproveitada sozinha. Para questões não resolvidas e desentendimentos de história, só podemos dar tempo ao tempo.
Falando na história… Caras, não dá. Quando eu criei o gênero “Harém Escolar Mágico Genérico” alguns anos atrás, eu não imaginava que o último adjetivo viria a ser o mais importante e o mais relevante. Tá certo que o que faz sucesso tende a ser copiado, e que algo só se torna ‘clichê’ porque foi tão bem recebido que começou a ser utilizado em demasia… Mas nossa, é demais, caras… Não tem nada que eu jánão tenha visto em Qualidea Code. Tudo que está presente e todos os aspectos envolvidos são genéricos e você encontra, quase que na íntegra, em outros 49 shows semelhantes.
Cutucando a ferida, falemos da tal animação. O estúdio responsável, a A-1 Pictures (também conhecido na comunidade tóxica de animes como “McDonalds”. Longa história…) está claramente com as mãos cheias demais. Com uma pesquisa rápida, pude ver que Qualidea Code é o TERCEIRO show que eles estão fazendo ao mesmo tempo. Digo terceiro pois os outros dois (B-Project: Kodou Ambitious e a adaptação de Phoenix Wright) são lançados antes dele.
Antes que me joguem pedras ou peguem os tridentes e as tochas, já adianto que não sou especialista em animação ou expert no trabalho de estúdios, mas consigo muito bem imaginar que a culpa da arte HORRENDA de Qualidea se dá, além do baixo investimento, pela sobrecarga dos responsáveis.
Uma dessas prints é de Qualidea Code, a outra é de uma obra de 2001. Consegue descobrir qual é qual?
A A-1 Pictures normalmente não é associada a boas animações, embora possa tirar alguns bons resultados vez ou outra. Mas quando o assunto são animes atuais, nós sempre esperamos um nível MÍNIMO de qualidade. Se você mostrar o primeiro episódio de Qualidea para alguém que conhece o meio, mas está por fora dos lançamentos atuais, uma reação muito plausível seria a pessoa achar que o show foi produzido em meados dos anos 2000. E que me perdoem Haruhi, Cowboy Bebop e Sakura Card Captors, que tem uma animação muito superior, mesmo sendo dos anos 2000.
Você percebe que não é simples falta de capacidade, ao assistir a abertura: a animação lá é boa. Não chega a ser maravilhosa, mas é um nível aceitável. A primeira coisa que passou pela minha cabeça, ao vê-la, foi: “Essa qualidade deveria ser o padrão DO EPISÓDIO, e não da abertura”. É uma pena, já que o show poderia ser muito mais aproveitável (menos insuportável).
Já que toquei no assunto musical, a direção sonora é, com certeza, um dos pontos positivos do show. Talvez o único indivíduo que tenha feito um trabalho decente em todo o elenco seja o senhor Taku Iwasaki. Suas grandes participações incluem Ben-to, Tengen Toppa Gurren Lagann, Soul Eater e a Parte 2 de JoJo. Com um currículo desses, é de se imaginar que a BGM seja, no mínimo, satisfatória de se ouvir. Além das músicas de fundo, as músicas-tema da abertura e encerramento foram muito bem produzidas, sendo cantadas por dois grandes nomes da cultura recente, LiSA e ClariS, respectivamente. Poderia até ser maldoso e dizer que gastaram o orçamento inteiro do anime só na contratação das cantoras, e depois tiveram que animá-lo com os vales-refeição.
Outro ponto que podemos dizer ser algo positivo, são os personagens. Desde seus designs (nem tão) marcantes, até suas habilidades (nem tão) especiais e suas personalidades (nem tão) bem definidas.
Na aparência, temos quatro garotas com características que, embora facilmente encaixáveis em “esteriótipos”, não são tão óbvias quanto as que vimos em New Game! (tirando a loirinha, ela é estereotipada demais, meu deus do céu. Mas ainda é linda melhor garota 10/10). Temos também dois garotos que… Bem… São garotos, então quem liga pra aparência deles? Apesar que devo dizer que a armadura mágica (ou seja lá o que for aquilo) no braço do Líder de Tóquio é até que bem estilosa.
Já as habilidades… Como comentei algumas vezes, já vi iguais em outros shows. Não são muito criativas, nem fogem do básico. Talvez a única inovação, seja a enorme possibilidade de piadas com JoJo, por conta de tais poderes serem chamados de “Worlds“.
Por fim, as personalidades são, sim, bem definidas. Tendo em vista que isso não é algo que se pode ter um espectro enorme, até que foram escolhidas sabiamente. Chega a ser engraçado, pois com um pouco de conhecimento sobre os três autores, fica muito fácil de descobrir quem criou cada personagem, só por suas personalidades.
Resumindo tudo, então: três caras beberam demais e criaram mais um harém escolar mágico genérico de baixo orçamento, mas com uma música bacana, e que poderia ser viável, se não parecesse ter sido criado nos anos 2000. Difícil dar mais que 4/10 para essa estréia, e resta torcer para que façam um make-over total nos Blurays, como aconteceu com Mekakucity Actors (todos podemos sonhar, não é?).
A série pode ser assistida legalmente na Crunchyroll, com episódios novos todos os sábados.
Um dos gêneros dos mangás menos falado aqui em terras tupiniquins , com certeza é o “Josei“, e não sei porque isso ocorre ( na verdade eu tenho uma teoria, mas essa é uma outra história…), pois dentro desse meio é um dos que mais produz histórias reflexivas e com personagens densos e bem incomuns.
Recentemente, a editora New Pop nos proporcionou a oportunidade de conhecer uma das mais famosas obras, da considerada por muitos, a “mãe” do Josei, Kyoko Okazaki, chamada Helter Skelter (sim a música dos Beatles, do Charles Manson… enfim), ganhador do prêmio Osamu Tesuka de 2004 e que trata-se de uma obra com classificação indicativa para maiores de 18 anos.
SINOPSE
Se você acompanha a moda no Japão, já deve ter visto o rosto de Liliko. Nos últimos anos, ela tem estado no topo do mundo da moda, promovendo as maiores marcas. Mas, como todos sabem, este mundo é uma batalha constante e interminável. Há sempre modelos novas e mais jovens a cada temporada. E manter sua posição significa aprender a adaptar-se e a lidar com a mudança. Após passar por inúmeras cirurgias plásticas, Liliko consegue se transformar em uma absoluta manifestação de beleza. Contudo, incapaz de suportar os efeitos colaterais de tantas cirurgias, seu corpo logo começa a desmoronar, e junto com ele, sua sanidade mental.
“Luz na passarela, que lá vem ela”
A HISTÓRIA
Ao ler Helter Skelter, um misto de sensações me veio a cabeça. É bonito e feio, erótico e repulsivo, superficial e profundo, tudo ao mesmo tempo. Mostra facilmente uma face da cultura da vaidade que sabemos que existe e que vivemos no dia a dia, mas que não queremos acreditar que existe pois, de certa forma, seguimos seus padrões mas não nos aceitamos como parte desse padrão.
A arte desse mangá já nos remete a algo muito incomum, ele tem um traço imperfeito proposital, pra fazer um paralelo com o que a autora quis dizer. É verdade que quando a autora terminou de produzir a obra, ela sofreu um acidente, que a impossibilitou de fazer a pós produção do mangá, passando assim um aspecto de inacabado em certos momentos, mas que deixa a obra com um tom cru, mas que só engrandece a mensagem proposta.
Estranho e belo.
A história é um conto distorcido da beleza que conduz à ruína e o que vem depois. O comentário social subjacente que as pessoas irão fazer qualquer coisa para a busca não somente da beleza, mas sim da manutenção do status que essa beleza pode nos proporcionar. A ideia de cirurgias plásticas experimentais, incluindo componentes muito perturbadores, é ao mesmo tempo bizarro e assustadoramente crível. Além da beleza, Okazaki também aborda a natureza inconstante da fama, as celebridades e o papel que desempenham na vida e mentalidade dos jovens(e os não tão jovens também), que se espelham nessa figura de beleza, e o quão facilmente uma vida aparentemente perfeita pode ser despedaçado pelos vícios que esse mundo produz.
Todos os personagens são imperfeitos. São seres egoístas que atuam tanto no seu próprio interesse e necessidades, que traz à obra um toque extremamente realista. Liliko é antipática, perturbada, depressiva, manipuladora, mas ao mesmo tempo é um personagem que desperta pena. Às vezes, ela é honesta consigo mesma, às vezes ela mente para si mesma, e isso proporciona uma narrativa não confiável para o leitor, pois a sensação é que, ao mesmo tempo que ela quer ser responsável pelo seus atos, ela não quer se responsabilizar, como se fosse uma vítima desse mundo cruel.
Os personagens coadjuvantes também são nefastos: a assistente submissa, a empresária gananciosa, a frígida cirurgiã, a jovem modelo niilista; que só enriquecem a trama. Não é uma visão particularmente edificante da sociedade, mas sim triste e de uma absurda verossimilhança.
A edição feita pela New Pop é de encher os olhos na parte gráfica, com páginas coloridas, papel de ótima qualidade e com um preço bem acessível, visto a qualidade do material. Peca na parte de revisão ortográfica em alguns momentos, mas não é nada que estrague a experiência da leitura.
No geral, Helter Skelter é um mangá como poucos. É extremamente envolvente, mesmo com personagens que são difíceis de simpatizar e com cenas que deixam o leitor bem desconfortável em vários momentos, consegue ter uma narrativa fluída e densa, digna dos melhores thrillers psicológicos. Devido aos temas maduros e cenas, o público-alvo é reduzido, visto que é uma obra para maiores de 18 anos, e de um gênero não muito popular no Brasil, mas para quem gosta de uma narrativa adulta, abordando o lado mais obscuro da fama e da natureza humana, é uma leitura mais que obrigatória.
Até a próxima!
FICHA TÉCNICA
Helter Skelter – Volume único
Publicado em: Julho de 2016
Editora: New Pop
Gênero: Josei
Autor(a): Kyoko Okazaki (Pink!)
Status: Série concluída
Número de páginas: 320 paginas (papel offset) / Leitura Oriental
Formato: 15×21 cm / P&B com páginas coloridas / Lombada quadrada
Preço de capa: R$ 24,90
Hoje atráves do seu canal Henshin! a editora JBC em conjunto CCXP anunciaram que trarão o autor de Knights of Sidonia e Blame!, Tsutomu Nihei, para a edição de 2016
A CCXP – Comic Con Experience, que acontece entre 1 e 4 de dezembro no São Paulo Expo, e a Editora JBC, trarão o mangaká japonês Tsutomu Nihei, artista conhecido pelo mangá Knights of Sidonia, lançado no Brasil pela JBC, com resenha feita por este que vos fala, vindo pela primeira ao Brasil.
Knights of Sidonia, que possui 15 volumes, é publicado pela Editora JBC desde maio de 2016, com o quarto volume atualmente nas bancas. O mangá também virou animação pela Netflix em 2014, e já possui duas temporadas. Publicada originalmente entre setembro de 2009 e dezembro de 2015 no Japão, Knights of Sidonia rendeu ao artista o Kodansha Manga Award, conceituado prêmio que existe desde 1977 para mangás, na categoria General Comics no ano passado.
E recentemente, na última SDCC, foi anunciada a adaptação animada pelo canal de streaming Netflix de Blame!, outro trabalho de autoria do artista, que há possibilidade de ser publicado no Brasil. E então já estão preparando os bolsos?
Ok, calma lá. Vamos começar devagar. Que tal começar um novo jogo? Prometo que nesse save eu não falo que japonês é um povo estranho. Ah, droga!
Por mais relacionado a jogos que esse post possa passar a impressão de ser, estamos ainda no ramo de análises prematuras de animes. E no Primeiras Impressões de hoje, vamos dar uma olhada nesse grupo de garotinhas que com certeza estão vivendo no Easy Mode. E como sabemos, easy-mode é para criancinhas.
Com o início da serialização em 2013, o mangá é de Tokunou Shoutarou (Não muito famoso, mas que em seu pequeno nicho de fãs é conhecido por suas “ilustrações divinas”), que apesar de não ser um estouro de vendas, tem alguns números bons para o gênero, além de ter desbancado outros títulos de peso, como ReLife, Gundam e GATE. Ainda não é publicado no Brasil, mas seria uma ótima adição ao catálogo nacional. Não que eu esteja insinuando algo, mas o cantinho de sugestões da NewPOP é ali do lado…
<Alerta de Garotas bonitinhas fazendo coisas bonitinhas>
Você sabe que está assistindo uma obra de ficção, quando a pessoa diz que conseguiu o emprego dos sonhos logo após se formar no ensino médio. E quando uma pessoa se dispõe a trabalhar numa empresa sexista de jogos sem nem saber modelar em 3D. E quando uma empresa sexista de jogos aceita contratar uma garota recém-formada que nem tem as qualificações para o emprego.
De qualquer maneira, se você for assistir já sabendo que é uma ficção, você vai se deparar com um típico humor de quatro painéis. Pela obra original ser um 4-koma, as piadas são quase que cronometradas. O que pode não ser um agrado muito grande pra quem prefere algo mais elaborado, mas pode ser ótimo pra pessoas que se cansam rápido de coisas que se prolongam demais, e querem algo mais dinâmico, mais veloz ou pra quem tem problema de atenção tipo eu.
É um tipo de humor bem característico do gênero. Não tem uma piada sendo contada, ou uma situação (muito) absurda acontecendo. É só… A existência das personagens. Elas existem, e isso é cômico. O dia-a-dia delas que deveria te fazer rir. Não é algo pra todo mundo.
Bagulho é tão doce que chega a dar dor de dente…
Já a belíssima animação fica por conta do Estúdio Dogakobo, que além de já ter uma boa experiência com o gênero (Outras adaptações de 4-komas muito aclamadas incluem Gekkan Shoujo Nozaki-kun e Mikakunin de Shinkoukei), trazem todos os lucros gerados pelo inferno demônio capiroto tinhoso sucesso de Himouto! Umaru-chan. A primeira sequência do show é de deixar qualquer um pasmo, de tão detalhada e bonita. Não há um corte que não seja bem executado nos dois primeiros episódios… Embora 90% do tempo essa qualidade toda seja usada em garotinhas tomando chá. Também existem alguns frames onde você percebe a clara influência da origem em mangás da obra: Cenas que quebram totalmente o fluxo de animação, sendo imagens estáticas de poses características, mas que ainda assim conseguem passar a ideia de movimento, quando sobrepostas umas as outras.
Falando nas garotinhas, vamos a elas: Na realidade, são todas maiores de idade, apesar do design de personagens dizer o contrário (e isso é, infelizmente, uma prática bem comum em animes…). Excelente trabalho por parte do veterano Kikuchi Ai, que conseguiu fazer com que sempre haja uma nova expressão no rosto da Aoba (nossa querida protagonista), qualquer que seja a situação.
As personagens tem suas características e personalidades muito claras desde o princípio, sendo fácil de identificar quem deveria ser o quê ali. Mais uma vez, uma herança de seu gênese como 4-koma, que não possui muitos quadros para estabelecer caráter. Mas elas são todas bonitinhas, então não tem problema elas serem superficiais, né?
Minha cara quando falam que aquela loli ‘tem 900 anos então não tem problema’…
Um ponto interessante a se ressaltar, é o elenco de dubladores (ou dubladorAs, no caso, já que não tem nenhum personagem masculino no elenco que não seja um porco-espinho): Não há meios-termos, todas as garotas são dubladas ou por profissionais super experientes (Como Hikasa Yoko, famosa por seus papeis em diversos haréns escolares mágicos genéricos), ou por meninas que acabaram de entrar no ramo (por exemplo, Takeo Ayumi, que está, literalmente, estreando nesse anime, e vem fazendo um excelente trabalho). Acho que de forma semelhante ao que acontece na história do show com a protagonista, essas novas dubladoras aprenderão muito com as veteranas.
E… Isso é tudo? A série, apesar de ser um ótimo show de se assistir, por ter uma pegada divertida e que faz o tempo passar rápido, não deixa muito de uma impressão. Já assisti os episódios há três dias, mas só consegui terminar de escrever um texto razoável o bastante pra ser postado, hoje. É difícil ter “Primeiras impressões” quando não há muitas “impressões”.
Tenho certeza que será um anime que eu adorarei assistir enquanto durar, mas que não ocupará espaço na minha memória poucas semanas depois de ser finalizado. Vai virar aquele “Nossa, isso existe né? Era engraçado! Eu acho… Não lembro.” em pouco tempo.
Depois do sucesso de Pokémon GO, conheça agora Counter-Strike GO.
Mas o passado já era, e o futuro está longe, a vida a gente faz agora, e no agora, eu estou acompanhando e adorando New Game! Esse começo ficará no meu comedômetro com um 7/10, e recomendo a qualquer um que esteja precisando relaxar, ou que goste de utopias empresariais.
A série pode ser assistida na Crunchyroll, com episódios todas as terças-feiras mas boatos por ai dizem que certos becos escuros arranjam os episódios na segunda.
Durante sua palestra no Anime Friends 2016, a Panini Mangás anunciou três novidades que irão compor seu catálogo, sendo elas: Dr. Slump de Akira Toriyama, Sakamoto Desu Ga? de Nami Sano e Yo-Kai Watch, baseado na franquia de jogos. Confira abaixo todas as informações!
Dr. Slump está de volta ao Brasil. Compondo o catálogo da Panini que já continha Dragon Ball e Ginga Patrol Jako, ambas obras de Akira Toriyama, Dr. Slump é um mangá completo em 18 volumes publicado antes de Dragon Ball, durante 1980 e 1984. O mangá foi o responsável por alçar a fama de Toriyama, e alguns personagens já até mesmo apareceram em Dragon Ball. Dr. Slump foi publicado anteriormente no Brasil pela editora Conrad. A editora Panini disse que ainda não há previsão de data de lançamento, preço ou formato do mangá.
Capa original japonesa do primeiro volume.
Dr. Slump se passa na Vila Pinguim, um lugar onde os seres humanos vivem com todos os tipos de animais e outros objetos. Nesta vila, vive Sembe Norimaki, um inventor. Seu apelido é “Dr. Slump”. Ele constrói o que ele espera ser a primeira robô do mundo, a que ele deu nome de Arale Norimaki Sembe. Por ser um inventor muito desastrado, cria uma robô míope, e ela logo acaba precisando usar óculos. Arale é também muito ingênua. Ao contrário dos humanos, ela possui super-força. Em geral, o mangá centra-se em confusões entre Arale, a humanidade e as invenções do Dr. Sembe.
Outro anúncio da editora foi o mangá Sakamoto Desu Ga?, de Nami Sano. Adaptado para anime na última temporada japonesa, Sakamoto é um slice of life de comédia completo em 4 volumes. A história é centrada no incrível e popular garoto chamado Sakamoto, estudante do primeiro ano do ensino médio, adorado por garotas e invejado pelos garotos, que são todos ofuscados graças a magnitude de Sakamoto. Não importa quais problemas ele enfrente, Sakamoto consegue resolver tudo, e embora pareça frio e distante, consegue ajudar todos que precisam.
Capa original japonesa do primeiro volume. A obra é completa em apenas quatro volumes.
Assim como Dr. Slump, Sakamoto Desu Ga? não possui maiores informações como preço, formato e data de lançamento.
Por fim, o mangá de Yo-Kai Watch também será trazido ao Brasil pela Panini. Yo-Kai Watch é uma franquia de jogos de RPG eletrônicos que segue a história de um garoto chamado Keita Amano. Um dia, quando estava procurando por insetos no bosque de Sakura New Town, o garoto se depara com uma peculiar máquina de cápsula ao lado de uma árvore sagrada. Quando ele abre uma das cápsulas, aparece um Yo-Kai chamado Whisper, que dá a Keita um dispositivo conhecido como Yo-Kai Watch. Utilizando isto, Keita é capaz de identificar e ver diferentes tipos de Yo-Kai que estão assombrando as pessoas e causando prejuízos. Acompanhados pelo gato Yo-Kai Jibanyan, Keita e Whisper começam a fazer amigos com todos os tipos de monstrinhos, os que ele poderá convocar para lutar contra os Yo-Kai mal-intencionados que habitam a sua cidade, assombrando os moradores e causando problemas terríveis.
Capa do primeiro volume japonês.
O mangá é desenhado por Noriyuki Konishi e produzido pela Level-5, empresa responsável pela franquia de jogos. Atualmente, encontra-se em andamento no Japão com 8 volumes publicados, e também não foram divulgadas maiores informações sobre a edição brasileira.
Para maiores informações acompanhe as redes sociais da Panini Mangás.
Hoje, dia 16/07, ocorreu a palestra da editora NewPOP no Anime Friends 2016, onde diversas informações acerca de seu catálogo foram divulgadas. Entre elas, um anúncio: Clube do Suicídio, ou Jisatsu Circle (Suicide Club), chegará ao Brasil trazido pela editora!
Suicide Club é um mangá publicado no Japão em 2002. Baseado no filme homônimo lançado em 2001 (no Brasil chamado de O Pacto), Suicide Club possui apenas um volume, e conta a história do suicídio coletivo de 54 garotas, todas estudantes de um mesmo colégio. Elas se atiram na frente do metrô, causando enorme comoção pública. Com apenas uma sobrevivente, começa uma investigação acerca do misterioso acontecimento e quais mistérios cercam a garota que sobreviveu a isto.
Capa original japonesa.
Dos gêneros horror, drama psicológico e mistério, Suicide Club ainda não possui uma data de lançamento marcada, bem como acabamento e preço. A editora comentou que, durante o próximo semestre, a meta é normalizar as publicações que estão atrasadas.
No Brasil, mangás de horror ainda não são parte integral do catálogo das editoras, tendo somente obras lançadas esporadicamente.
Visite o site da editora para acompanhar as novidades clicando aqui.