Categorias
Cultura Japonesa Pagode Japonês

Light Novels: O que são e por que você devia se importar

Hoje o papo é sério, então não podemos começar com piadinhas. Se quiser rir por causa de japonês, essa nova novela das seis está cobrindo minha cota muito bem. Sério, vocês viram a Giovanna Antonelli falando (ou tentando falar) em glorioso NIHONGO? Nem preciso mais perder algumas linhas pra dizer que japonês é um povo estranho.

Você, caro leitor das partes menos obscuras (e mais ativas) da Torre, pode não dar a mínima para os meus outros posts. Eu escrevo sobre aqueles desenhos japoneses cheios de garotinhas, afinal de contas. E você gosta mesmo é do Bátima. Eu sei, eu sei. Acontece que esse post em específico, assim como aquela série (que eu ainda vou terminar, prometo) sobre como entrar no mundo dos animes, foi feito justamente pra você.

Dessa vez, vou tentar te vender outra roubada, mas um pouco diferente da anterior. Essa está bem mais próxima da sua zona de conforto do que você imagina, e tem uma influência midiática tão colossal, que a probabilidade de você já ter cruzado com algo diretamente amaldiçoado por ela é enorme. Começaremos pelo começo:

O recado está sendo dado na própria capa da Novel! Não diga que não avisei!
O recado está sendo dado na própria capa da Novel! Não diga que não avisei!

O que são Light Novels?

Segundo a Wikipédia: “são romances ilustrados geralmente no estilo anime/mangá, compilados de folhetins de revistas ou sites na internet“. Mas é claro que isso não explica nada. Vamos expandir um pouco a definição café-com-leite que nos foi dada.

A começar por “São romances“. Apesar de grande parte dos títulos terem algum tipo de relação de fato, romântica, entre seus personagens, o termo ‘romance‘ provém de seu significado mais amplo: uma prosa, um gênero narrativo. No ápice dos meus doze anos de idade, achei engraçado o fato de, na capa nacional de “O Diário de um Banana“, estar escrito que se tratava de “um romance em quadrinhos“. De forma semelhante, light novels são, portanto, prosas. Prosas que, por sua vez, são escritas, como é de se imaginar, em forma de textos. Em bom português, se trata, basicamente, de um livro.

Mas não apenas um livro. Continuando, temos que são “ilustrados“. Interessante, estamos começando a pegar o espírito da coisa. Então, além de ser um livro, uma light novel também possui ilustrações. Isso não é tão incomum assim, claro. Existem diversos livros ilustrados por aí. Se expandirmos o conceito o suficiente, podemos até incluir suas amadas HQs nesse conjunto.

A questão muda de figura (entendeu? Estamos falando de ilustrações! Há!) quando prosseguimos na leitura: “geralmente no estilo anime/mangá“. É agora que a porca torce o rabo. Sei que você fez cara feia quando chegou nessa parte. Tudo bem, eu te entendo. Como já comentei outras vezes, eu também mudaria de calçada se cruzasse comigo mesmo na rua. Nem todo mundo gosta desse estilo de arte, e isso faz com que a resistência dessas pessoas aos ‘animes‘ seja enorme. Muitos acabam perdendo ótimas tramas, com excelentes roteiros e histórias envolventes, apenas por desdém ao modo de exibição.

Você ainda vai ter que lidar com isso, só que em doses homeopáticas.
Você ainda vai ter que lidar com isso, só que em doses homeopáticas.

Mas é por isso que as light novels são tão importantes: elas trazem, no geral, o tipo de trama, narrativa e roteiro que você encontraria em animes e mangás… Mas com 347% (segundo fontes confiáveis) menos arte que você odeia! Hooray! Enquanto ambos os casos citados são repletos desse tipo de desenho, as light novels possuem poucas ilustrações em seu miolo, tendo o seu bruto preenchido por letras. É uma oportunidade que você tem de conhecer esse tipo de escrita sem precisar sofrer com imagens que fazem seus olhos sangrarem.

Fechamos, então, com “compilados de folhetins de revistas ou sites na internet“. Se você está no famigerado grupo dos “Millenials”, que tem causado muitas discussões extremamente irrelevantes na mídia ultimamente, muito provavelmente nunca ouviu falar desse bagulho. E é claro que nunca ouviu mesmo. O único título nacional que eu conheço, que saiu nesse formato, é “Memórias de um Sargento de Milícias“, cuja publicação é datada em mil oitocentos e vovó menina (1852). Imagine algo próximo de… Harry Potter. A autora poderia ter escrito um grande livro contando toda a história do rapaz, mas decidiu fazer sete livros diferentes, com lançamentos mais ou menos igualmente espaçados entre si. Light Novels são publicadas nesse estilo: a cada seis ou doze meses, um ‘volume‘ novo é lançado, continuando a história de onde ela parou da última vez. Pensando enquanto digito, é quase que a mesma coisa que mangás e HQs, não é? Viu só como esse universo não é tão diferente do que você já conhece?

Por que elas são importantes?

Agora que você sabe (mais ou menos) do que estamos tratando, podemos dar um passo à frente. No começo do post eu disse que, além de apresentarem boas narrativas, Light Novels possuem uma influência midiática extraordinária. Você, com certeza, não acreditou em mim; e por isso eu irei provar meu ponto. Me acompanhe:

Se até JoJo tem conteúdo em Light Novels, como você pode ignorar algo tão FABULOSO?
Se até JoJo tem conteúdo em Light Novels, como você pode ignorar algo tão FABULOSO?

Começarei com a mídia que, obviamente, é a mais afetada pelo surto de Light Novels, iniciado em meados dos anos 2000: os animes. E eu sei o que você está pensando, você não se importa com animes, certo? Meu grande objetivo de vida (e a única coisa que me mantém vivo atualmente) é fazer você se importar um dia. Por isso, é importante você saber dessas coisas.

Contando as últimas três temporadas de animes que já não estão mais entre nós (julho, abril e janeiro), aproximadamente um dezesseis avos (1/16) dos títulos são adaptações de Light Novels. Isso pode não parecer muito (e não é mesmo, se comparado ao número de adaptações de mangás, por exemplo), mas se levarmos em conta que cada temporada nos trás, em média, entre quarenta e cinquenta novos shows (com algumas abominações, como Julho/2016, que teve exorbitantes sessenta e quatro novas animações), e que essa proporção está mais ou menos constante nos últimos DEZ ANOS, podemos estimar aproximadamente 125 adaptações de Light Novels, na última década.

Não há como discordar...
Não há como discordar…

E não apenas em quantidade, mas em volume de informações, esse dado é importante: uma obra originalmente escrita para animação é fácil de se trabalhar; um mangá requer um mínimo esforço de leitura, mas grande parte da adaptação pode se basear nas massivas ilustrações. Agora, Light Novels? O diretor do show precisa ler e reler diversas vezes cada volume da obra original, e tirar totalmente de sua cabeça todo o cenário e distribuição de todas as cenas que não são ilustradas. O trabalho nas costas do diretor é diversas ordens de grandeza maior, quando a obra a ser adaptada é uma Light Novel. E mesmo assim, elas continuam sendo adaptadas. Se isso não é um sinal de que elas são importantes, então eu não sei o que é.

Se isso não te convenceu, posso usar mais números para te assustar. Sem problemas. O mercado de Light Novels é surpreendentemente gigante, e movimenta muito dinheiro por ano. Em 2009, esse setor movimentou 30,1 bilhões de Ienes (392 milhões de dólares, na época), representando quase um quarto de todo o lucro da indústria de livros japonesa. Os títulos mais famosos vendem, anualmente, na faixa de um milhão de cópias, apenas no mercado nipônico. E os números são ainda maiores, quando expandimos para o mercado ocidental. Recentemente, a Editora Kadokawa publicou dados sobre as vendas mundiais da Novel de Sword Art Online, e os números ultrapassam os dezenove milhões de exemplares.

Acredite, essa imagem é Real™
Acredite, essa imagem é Real™

Mas você não se importa com nada disso, não é? Parece que tudo que eu falei não está assim “tão influenciado” por Light Novels como eu fiz parecer no início. E se eu disser que, na realidade, até mesmo TOM CRUISE já encarnou um personagem vindo desse meio? Que foi, não acredita? “No Limite do Amanhã“, filme de Doug Liman (diretor de “Senhor e Senhora Smith”, a série de filmes de Jason Bourne, entre outros títulos que eu nunca ouvi falar… Exceto “Jumper”. Adoro esse filme, puta merda.) estrelado pelo galã citado é uma adaptação cinematográfica de nada mais, nada menos… Que uma light novel! Escrita por Hiroshi Sakurazaka em 2004, “All You Need is Kill” foi o primeiro (e único) grande sucesso do autor, que recebeu além do filme, adaptações para graphic novel e para mangá (esse último, publicado no Brasil pela JBC).

Ok, “Isso é um caso a parte“, você deve estar pensando. “Esse negócio de Light Novels continua sendo coisa de Japonês safado“. Ah amigo, eu bem que queria concordar contigo. Bem que queria dizer que você está certo dessa vez… DAGA KOTOWARU Mas eu estaria mentindo. O maior exemplo que posso dar para refutar essa sua hipotética afirmação é uma pessoa que, coincidentemente, surge das terras em que nós pisamos agora: Thiago Lucas Furukawa, nascido no Brasil. Este jovem rapaz futuramente seria conhecido pelo nome artístico de “Yuu Kamiya” (afinal, tenho certeza que ele sofreria bullying no Japão, se tentasse publicar qualquer coisa com o nome de “Thiago Lucas”), é a prova viva que para fazer algo dar certo, só é preciso dar um jeitinho brasileiro.

Piadas a parte, “No Game No Life“, maior obra do jovem tupiniquim, é um sucesso absurdo em todo o mundo: no primeiro semestre de 2013 foram vendidas mais de 255 mil cópias da novel, e um dos volume mais recentes vendeu, só na primeira metade deste ano, 168 mil cópias; Foi adaptado em uma série animada pelo estúdio Madhouse, que teve uma média de 8,5 mil blurays vendidos (que é um bom número, caso você não esteja familiarizado), e que causou uma comoção colossal com o público na internet. Enfim, é uma Light Novel importante nos dias de hoje, e de fazer inveja em muito japonês safado.

Tudo bem, você me convenceu! Que Light Novels eu encontro no Brasil?

Ok, ok, formem uma fila organizada para comprar as suas Light Novels! Tem pra todo mundo! (Isso não são light novels, mas use sua imaginação)
Ok, ok, formem uma fila organizada para comprar as suas Light Novels! Tem pra todo mundo! (Isso não são Novels, mas use sua imaginação)

Ora pois, que bom que perguntou! Embora existam milhões de títulos super interessantes e que não apenas eu, mas muitas pessoas adorariam ver sendo publicados por aqui (inclusive… Junior, se estiver lendo esse post… Dá uma olhada no cantinho de sugestões com carinho, vai? Nunca te pedi nada, só queria um Encontro ao Vivo… *wink*), o mercado nacional de Light Novels ainda está começando a engatinhar. É um nicho relativamente recente, e com poucos títulos a disposição. O seu apoio é essencial nessa fase importante da vida dessa criança, pois é neste momento que começamos a moldar o seu futuro, começamos a ver se ele crescerá forte e saudável e conquistará muitas realizações memoráveis em sua vida, ou se vai acabar como um blogueiro depressivo que escreve sobre desenhos chineses. E eu tenho certeza que, por mais que você não se importe com isso, você não ia querer um destino tão ruim para ninguém, não é?

A melhor forma de mostrar para as editoras que você gosta (ou gostaria de começar a gostar) da mídia, e que adoraria um catálogo maior de títulos, é apoiando os títulos atuais, e orientando-os a que rumo seguir. Se os títulos atuais não te agradam, peça novos! Comente, procure, recomende às editoras! Elas, apesar de parecerem, não são monstros de sete cabeças que vivem em outra dimensão. Se você conversar civilizadamente com elas, elas te responderão com todo o prazer.

No Brasil isso não está tão grave... Ainda...
No Brasil isso não está tão grave… Ainda…

De qualquer maneira, vamos deixar essa parte chata de lado e ir logo ao ponto. Embora existam publicações mais antigas de outras editoras, atualmente, apenas JBC e NewPOP publicam Light Novels no mercado brasileiro, normalmente apenas em lojas especializadas (ou seja, você pode não encontrá-las em sua banca de esquina predileta). Mas é claro que compras online são sempre viáveis. Segue lista:

NewPOP

JBC

E… Ufa! Acabamos por aqui, hoje. Se você realmente chegou até aqui, espero que eu tenha te convencido sobre a importância das Light Novels na mídia atual. E mesmo se você não goste, entenda a sua influência, que aos poucos, se alastra pelas vastidões, e logo logo alcançará você. Isso se já não alcançou. Eu não olharia para trás se fosse você…

Categorias
Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | Udon no Kuni no Kiniro Kemari

Imagine que você é um cara normal na casa dos 30 anos de idade que herda o antigo restaurante de seu falecido pai. Sem grandes promessas para seu próprio futuro, você visita o local com o objetivo de limpá-lo para vender e acaba encontrando um garotinho de rua, aparentando ter no máximo cinco anos de idade. Parece o sonho de um pedófilo, mas é só Udon no Kuni no Kiniro Kemari, anime recém-estreado (e ouso dizer, mais fofo) da atual temporada!

Produzido pelo estúdio LIDENFILMS (Terra Formars, Aiura), Udon no Kuni é a adaptação de um mangá criado por Nodoka Shinomaru. Dirigido por Ibata Yoshihide (Haikyuu!!), o anime contará com 12 episódios e narra a história de Souta Tawara, um designer que morava em Tóquio e herdou o restaurante de udon (tipo de macarrão japonês grosso feito de farinha, servido comumente como sopa) de sua família em Kagawa. Lá ele encontra um garotinho de rua escondido e com fome, e sem sinal de seus pais, acaba o adotando. Contudo, o garoto não é somente um perdido, mas sim um cão-guaxinim folclórico que se disfarça de criança!

O primeiro episódio de Udon no Kuni foi uma grata surpresa sendo bastante introdutório e singelo. Seja por conta de sua belíssima animação bem detalhada e limpa ou por sua trilha sonora calma e tocante dirigida por Tsuruoka Yota (insira aqui uma infinidade de animes famosos), a obra entregue é de fazer qualquer um sorrir bastante. A premissa é simples e a simplicidade é bela. E fofa. Kawaii. Já falei que isso é muito fofo?

Em poucas cenas o anime situa bem o espectador sem parecer um panfleto de introdução, característica típica de obras seinen/josei slice of life. Utilizando flashbacks e detalhes simples nos cenários, aos poucos a história vai sendo contada e alguns personagens (que aparentemente serão parte do elenco fixo) são apresentados. E se não bastasse a ótima e relaxante construção de episódio (de verdade, assistir isso é muito desestressante), o elenco de dublagem também fez um ótimo trabalho, especialmente o responsável pela voz de Souta, Nakamura Yuuichi (Haikyuu!!91 Days da temporada passada, Drifters da atual temporada, Fairy Tail, Durarara!!, Fullmetal Alchemist: Brotherhood e outros).

Infelizmente, algumas cenas deste anime darão fome. Assista por sua conta e risco.

Para os mais conhecedores de animes a premissa deve lembrar bastante Barakamon, com um quê de Usagi Drop e Amaama to Inazuma. A diferença, além do restaurante da família de Souta ser de udon, é o lado místico/folclórico, já que o garotinho chamado Poko é um tanuki (cão-guaxinim) mágico descrito pelo monge do templo como “uma criatura que se disfarça de humano e vive assim durante anos e anos“. E Souta acaba descobrindo isso no final do episódio de forma hilária.

Parece doença mas é só um guaxinim mágico e fofo.

Souta, o protagonista, é o típico esteriótipo de personagem que não se importa com o legado da família. Ao demonstrar zero interesse em reabrir o restaurante, fica óbvia a construção de plot onde Souta reabrirá o negócio e tentará tocá-lo à sua maneira com a ajuda dos amigos e familiares (como sua irmã), motivado por sua convivência com Poko e aprendendo com as recém descobertas receitas de seu pai. A relação perturbada de pai e filho entre Souta e seu progenitor também deve servir como inspiração, especialmente para o seu convívio com Poko. É tudo muito bonito nessa belezinha. Até a música de abertura é uma belezinha.

Souta decide seguir os passos do pai.
Souta decide começar a seguir os passos do pai ao herdar seu restaurante.

Udon no Kuni no Kiniro Kemari tem potencial. Julgando somente pelo primeiro episódio e comparando com outros “primeiros episódios” da temporada assistidos até o momento, este foi de longe meu favorito, recebendo todo o apoio possível e a torcida para que o bom nível se mantenha.

A série é exibida aos sábados no Japão e pode ser assistida simultaneamente através do serviço de streaming Crunchyroll.

Categorias
Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Primeiras Impressões | Drifters

Samurais. Decapitações. Sangue jorrando em doses cavalares. Elfos. Esferas mágicas. Um homem usando óculos. Portas que levam a outros mundos. História japonesa e patos depenados. Adicione a tudo isso uma trilha sonora bem louca com um humor doente e temos Drifters, um dos animes mais promissores da atual temporada. É até meio louco parar pra pensar que tudo isso saiu da cabeça de um japonês estranho.

Drifters é um mangá escrito e ilustrado por Kouta Hirano. Caso o nome não signifique nada pra você, saiba que esse gordinho simpático é o criador de Hellsing, mangá violento com vampiros nazistas em dirigíveis matando pessoas por nada. Drifters vem sendo publicado no Japão numa velocidade tão lenta quanto a editora Nova Sampa lança mangás no Brasil, já que em sete anos a série teve somente cinco volumes compilados. Mas quem se importa? Nada impede que um anime bacana seja feito.

No vídeo acima é possível ter uma leve noção da porraloquice desse anime. Produzido pelo estúdio Hoods Entertainment (que só fez porcarias que não merecem ser mencionadas), Drifters possui uma história peculiar. Figuras históricas japonesas são teletransportadas para um mundo desconhecido onde deverão, basicamente, salvar esse mundo da destruição total. Mas é impossível chegar a essa conclusão assistindo somente o primeiro episódio, já que ele não diz absolutamente nada sobre a história. No próximo eles podem formar uma banda e começar a dar shows, destruindo essa parte do texto. Quem sabe?

Após sofrer ferimentos mortais durante a Batalha de Sekigahara (que ocorreu no ano de 1600), Shimazu Toyohisa se vê transportado para um corredor com diversas portas ao seu redor e um homem usando óculos sentado numa mesa. Subitamente, após ação do homem misterioso, Toyohisa é sugado para uma das portas e acaba sendo salvo e conhecendo outros dois guerreiros, Oda Nobunaga (daimyo do Período Sengoku da história japonesa que viveu entre 1534 e 1582) e a garota Nasu Yoichi Suketaka (samurai que viveu no final do Período Heian, entre 1169 e 1232). E o primeiro episódio acaba aí mas ouso prever que, juntos, essa turminha do barulho (que mal foi apresentada) entrará em várias confusões neste mundo com elfos e anões.

Remember Monstros S.A.? This is him now! Feel old yet?
Remember Monstros S.A.? This is him now! Feel old yet?

É difícil julgar Drifters somente pelo primeiro episódio, mas ao mesmo tempo o currículo do autor nos permite fazer isso. Hirano é um cara muito louco, que adora fazer loucuras loucas em situações malucas. E Drifters, numa primeira impressão, é o tipo de coisa que só um cara como ele conseguiria pensar. Ao mesmo tempo que a série parece não exigir muito do espectador, um leve conhecimento da história do Japão é importante para que algumas piadas façam sentido, visto que a obra usa tais personagens históricos como protagonistas. Porém, tirando isso, você pode simplesmente gostar de ver algumas cenas violentas, típicas das obras de Hirano, uma vez por semana.

E essa violência fica linda de se ver na ótima animação utilizada no anime. Ágeis, poluídas, meio granuladas e respeitando muito o traço do autor no mangá, as cenas são todas muito bem animadas. Além disso, o character design de Nakamori Ryouji (que trabalhou na animação Hellsing Ultimate) é perfeito e, sendo fiel à obra original, diferencia muito bem todos os personagens. Pausa rápida para admiração de violência gratuita:

VASH! SPLASH!

Outro ponto positivo do anime é sua trilha sonora, que simplesmente não dá a mínima para o contexto da época da Batalha de Sekigahara e enfia logo um rock’n roll nas cenas de luta, para alguns momentos depois utilizar uma típica música relaxante de dez horas do YouTube com o objetivo de criar um aspecto mais sério. Música essa que é quebrada rapidamente com um rap louco. No final das contas, assim como a trama, os personagens e a animação, a trilha sonora também é uma bagunça. É tudo uma bagunça. E funciona muito bem. Como ponto negativo só consigo pensar no ritmo acelerado até demais, dificultando a leitura e associação dos nomes de personagens. Alguns morrem com cinco segundos de cena, então tudo bem. Pausa rápida para admiração de violência gratuita:

VASH! VASH! PÉIM! BLOSH!

Drifters entregou um primeiro episódio muito bom. Não se levando muito a sério e prometendo situar o espectador aos poucos especialmente com relação aos mistérios (tipo quem diabos é aquele cara do corredor), a trama tem um potencial absurdo e praticamente infinito, já que existem diversas portas diferentes que, deduzo, levam para outros mundos. A ideia gera situações cômicas com um humor típico do autor, e mesmo que entregue um desenvolvimento de personagens raso como um pires, tem um potencial gigantesco para gerar uma boa diversão despretensiosa.

Resta saber se, com tão pouco material do mangá disponível até o momento, o estúdio optará pela fidelidade ou apelará para os tão odiosos fillers, que porém, podem ser bem aplicados numa ideia como a desta série. É tudo uma incógnita e uma bagunça, assim como esse anime. Mas que ele é legal, é.

Categorias
Anime Cultura Japonesa

One Punch Man | Anunciada segunda temporada do anime

Segundo informações da Anime News Network, o staff e o elenco da adaptação televisiva em anime do mangá de Yusuke Murata e ONE, One Punch Man, anunciaram, durante o evento One Punch Man Fall Festival, nesse domingo, que a série está ganhando uma segunda temporada. Foi divulgado também que o seriado vai ter um jogo para smartphone em 2017.

CtM4au8VMAEai9w.jpg large

A Madhouse e o diretor Shingo Natsume produziram os 12 episódios da primeira temporada do anime, exibida no Japão entre outubro e dezembro de 2015. A Viz Media e a Daisuki fizeram o streaming da série fora do território nipônico.

One Punch Man estreou com dublagem em inglês, nos Estados Unidos, no bloco Toonami, do Adult Swim, em 16 de julho.

A16840-4113667313.1443583619

O mangá de Yusuke Murata adapta a versão original de ONE, criada para a web, de mesmo nome. One Punch Man está sendo publicado pela Editora Shueisha, na revista Young Jump Web Comics. No Brasil, quem publica a obra é a editora Panini. No Japão, o seriado já teve 11 volumes lançados.

Os volumes japoneses, em Blu-ray e DVD, do anime One Punch Man incluem seis episódios originais para Home Vídeo, e a décima edição do mangá veio com um OVA em dezembro passado.

Categorias
Anime Cultura Japonesa

Nanatsu no Taizai | Anime ganha nova série de TV e primeiro teaser

Segundo informações da Anime News Network, a edição 43 da Weekly Shonen Magazine, publicada pela editora Kodansha, está revelando que o mangá de Nakaba Suzuki, Nanatsu no Taizai, está ganhando uma nova série de TV em anime.

O quarto e episódio final do especial de televisão Nanatsu no Taizai -Signs of Holy War exibiu nesse domingo, 18 de setembro, um teaser da nova série de TV do anime. Confira os textos dos vídeo e confira o spot na galeria de reprodução abaixo.

  • O que espera os heróis?…
  • São novas aventuras…
  • E novas batalhas…
  • Os Sete Pecados Capitais!
  • Nova série de TV ganhou sinal verde para sua produção.
  • Obrigado por assistir!

Pessoas que comprarem os discos japoneses em Blu-Ray e DVD de Nanatsu no Taizai -Signs of Holy War terão a chance de participar do The Seven Deadly Sins Festival. O primeiro volume do Blu-ray/DVD será lançado no dia 11 de janeiro de 2017, com um formulário para ganhar um ingresso antecipado para uma sessão do evento, durante o dia, e o segundo disco chega no dia 8 de fevereiro com oportunidade de estar na noite do festival.

Nakaba Suzuki iniciou a série de mangá pela Kodansha, na Weekly Shonen Magazine, em 2012. A editora lançou o volume 22 no dia 17 de agosto, e a edição 23 será publicada no dia 17 de outubro.

seven-deadly-sins-22

A primeira temporada de Nanatsu no Taizai estreou no Japão em outubro de 2014, terminando com 24 episódios, hoje, disponíveis no Netflix. Signs of Holy War também foi inspirado no mangá.

Categorias
Anime Cultura Japonesa

Pokémon Generations | Assista Red e Giovanni nos dois primeiros episódios da série

Pokémon Generations chegou. A Pokémon Company lançou os dois primeiros episódios do novo anime da franquia, nessa sexta-feira, 16 de setembro.

O primeiro episódio mostra Red e seu leal Pikachu enfrentando sua jornada, através de todas as seis regiões conhecidas. Em cada lugar, Red e Pikachu encontram Pokémons legendários, incluindo Zapdos, Zygarde, e Landorus, e batalham com Pokémons locais como Nosepass, Vigoroth, e Caterpie. Nós também vemos lugares conhecidos como a Caverna Terminus, em Kalos, o Instituto do Tempo, em Hoenn, e a Floresta de Viridian, em Kanto. O capítulo abre com a sequência de abertura do game Pokémon Red.

O segundo episódio introduz Looker, um detetive que apareceu em diversos jogos de Pokémon, criando uma equipe para se dirigir ao ginásio da Cidade de Viridian, para derrotar Giovanni, o líder da equipe Rocket.

Essa semana, a Pokémon Company anunciou um novo anime, intitulado Pokémon Generations, que irá celebrar os 20 anos de história da franquia Pokémon.

Diferente do anime original, Pokémon Generations apresentará histórias e batalhas, baseadas nos eventos dos jogos de vídeo game de Pokémon. A nova série reviverá momentos marcantes dessas duas décadas da franquia com novos olhos. Algumas cenas incluem a batalha final entre Red e Blue (de Pokémon Red and Blue) e a luta entre o Dragonite de Lance, e o Gyrados Vermelho no Lago da Fúria.

Pokémon Generations terá uma proposta mais séria que o anime original, com uma ênfase na ação e no poder do Pokémon. No vídeo, um grupo de policiais armados invade um prédio abandonado com um Machamp e um Arcanine. São mostradas também imagens de Zygarde, Registeel, e as criaturas lendárias de Pokémon Gold and Silver.

Pokémon Generations vai apresentar alguns dos personagens mais importantes, e antagonistas de vários jogos de Pokémon, incluindo N (de Pokémon Black and White), Lysandre (de Pokémon X & Y), Giovanni (o líder da Equipe Rocket de Pokémon Red and Blue), Looker, um detetive que aparece em múltiplos games, e o imortal AZ.

CsPlfCXWcAABog7

A série tem um visual e proposta similares à Pokémon Origins, um anime de quatro episódios, lançado em 2013, depois do lançamento de Pokémon X & Y. Esse seriado seguia a trama de Pokémon Red & Blue.

Categorias
Anime Cultura Japonesa

Pokémon Generations | Anunciado novo anime baseado nos games da franquia

A Pokémon Company anunciou, via Comicbook, um novo anime, intitulado Pokémon Generations, que irá celebrar os 20 anos de história da franquia Pokémon.

Diferente do anime original, Pokémon Generations apresentará histórias e batalhas, baseadas nos eventos dos jogos de vídeo game de Pokémon. De acordo com o trailer, a nova série reviverá momentos marcantes dessas duas décadas da franquia com novos olhos. Algumas cenas incluem a batalha final entre Red e Blue (de Pokémon Red and Blue) e a luta entre o Dragonite de Lance, e o Gyrados Vermelho no Lago da Fúria.

Pokémon Generations terá uma proposta mais séria que o anime original, com uma ênfase na ação e no poder do Pokémon. No vídeo, um grupo de policiais armados invade um prédio abandonado com um Machamp e um Arcanine. São mostradas também imagens de Zygarde, Registeel, e as criaturas lendárias de Pokémon Gold and Silver.

Um pôster divulgado de Pokémon Generations revela alguns dos personagens mais importantes, e antagonistas de vários jogos de Pokémon, incluindo N (de Pokémon Black and White), Lysandre (de Pokémon X & Y) e Giovanni (o líder da Equipe Rocket de Pokémon Red and Blue). Looker, um detetive que aparece em múltiplos games, e o imortal AZ também são exibidos no cartaz.

O anime terá um total de 18 episódios, todos sendo disponibilizados na página do YouTube de Pokémon. Cada capítulo de Pokémon Generations terá entre três e cinco minutos de duração, e vão ser lançados semanalmente até o final do ano. Os dois primeiros chegam na sexta-feira, 16 de setembro.

CsPlfCXWcAABog7A série tem um visual e proposta similares à Pokémon Origins, um anime de quatro episódios, lançado em 2013, depois do lançamento de Pokémon X & Y. Esse seriado seguia a trama de Pokémon Red & Blue.

Categorias
Cultura Japonesa Mangá Pagode Japonês

Resenha | Noragami #1

Deuses, espíritos, maus agouros e entre outras coisas, o xintoísmo é cheio de mitologias, e nos mangás podemos dizer que há obras e obras que utilizam e muito dessa mitologia, como por exemplo: Yuyu Hakusho, Soul Eater, Nura, Kekkaishi, entre tantos outros.  Dentro desse subgênero do shounen, a Panini nos fez o favor de trazer uma obra bem singular, dentro de um gênero que já tiveram vários tipos de abordagens, chamada “Noragami“.

A obra de Adachitoka, ficou conhecida principalmente pela adaptação animada feita pelo estúdio Bones, e com o sucesso do anime nas redes sociais aqui no Brasil, a editora multinacional acabou lançando o primeiro volume do mangá no Anime Friends, cuja cobertura foi feita por nós (clique aqui), ainda em andamento em terras nipônicas.

SINOPSE

Yato é um Deus menor, bem peculiar, com uma vestimenta esportiva, cujo sonho é ter um monte de seguidores a adorá-lo. Infelizmente, o seu sonho está longe de se tornar realidade desde que ele não tem sequer um único santuário dedicado a ele. Para piorar as coisas, o único parceiro que o ajudava a resolver os problemas das pessoas, acabou pedindo demissão. Sua existência divina e sua sorte parecem mudar, quando ele se depara com Hiyori Iki, uma garota que acaba por salvar a sua vida. Com isso, ela acaba ficando ‘presa’ à Yato, até que os ‘novos problemas’ da jovem sejam resolvidos. Junto com Hiyori, e seu novo parceiro/arma Yukine, Yato fará de tudo para ganhar fama, reconhecimento, e talvez, quem sabe, um templo em seu nome, também.

003
Um exemplo de divindade, SQN.

A HISTÓRIA

Noragami, como já citei no inicio, não é uma obra original na sua temática, pois esse gênero do sobrenatural no shonen é bastante comum, mas a autora consegue ser bem singular, primeiramente, pelo foco da obra: não focar no personagem inicialmente humano, como em Yuyu Hakusho por exemplo, e o agente espiritual; a divindade; ou o que seja ficar num papel de mentor para o humano, que serve de “orelha” pra apresentar o que é aquele limiar. O que ocorre é um foco no dilema de Yato, a divindade menor, mostrando sua personalidade forte, um tanto egocêntrica, mas que no fundo tem um bom coração.

015
O trono do reino do Yato!

Como um Deus menor, Yato presta serviços para humanos, que por serem seduzidos por energias negativas, ou simplesmente por serem crianças (que são mais sujeitas a terem visões do mundo espiritual na mitologia da obra), podem contratá-lo, pela exorbitante quantia de 5 Ienes (algo como 15 centavos), e ele tenta resolver esses problemas, no cumprimento do seu dever divino, mesmo que as vezes as soluções sejam um tanto radicais.

O primeiro volume da obra serve mais como uma apresentação desse universo, mostrando o dilema que é ser um Deus sem seguidores, que tipo de serviços o Yato pode fazer, e também nos apresenta mais dois personagens que terão grande importância na obra. Um desses personagem é a humana Hiyori Iki, que por um acaso, durante o seu percurso comum para a escola, consegue ver Yato, e consequentemente o salva, mas acaba sendo atropelada em seu lugar, assim tornando-se uma pessoa que está ligada ao mundo humano e ao limiar espiritual, mesmo que isso lhe cause certas complicações na sua vida humana. E pra resolver esse problema, ela contrata… o próprio Yato.

016-017
Um encontro de dois mundos.

O outro personagem que terá uma grande importância, é um Shinki: uma espécie de arma espiritual que tem um contrato com os Deuses, se tornando ferramentas que exorcizam os maus espíritos. O Shinki em questão se chama Yukine, que digamos, também tem uma personalidade bem parecida com a do Yato. E é lógico que isso causa momentos cômicos na obra.

51
A arma mal encarada!

Noragami tem uma arte com alguns trejeitos de shoujo, apesar ser de um shounen. Creio que seja por ser feito por uma mulher, o que torna perceptível a presença de uma certa delicadeza no traço, mas que quando precisa ter um traço mais ativo, principalmente nos combates, não fica devendo.

Como uma obra sobrenatural, o primeiro volume nos apresenta muitas informações, e o glossário feito pela Panini ajuda muito nesse quesito.

Noragami é uma obra que conquista principalmente pelos personagens: Yato, apesar de ser um Deus muito despojado, é muito carismático; Hiyori também não fica atrás, não fazendo jus a típica menina a ser protegida, mas sim alguém que vai a luta, mesmo sendo uma mera humana nesse limiar dos espíritos, e como uma grande fã de boxe, ela se constrói como nada clichê dentro desse gênero.

Podemos dizer que foi um excelente lançamento, e que vale a pena dar uma conferida na jornada de Yato, rumo a conquista de seu próprio templo.

001
Até a próxima!

 

FICHA TÉCNICA

Nome: Noragami. (Vol. 1 de 17)
Publicado em: Julho de 2016
Editora: Panini
Gênero: Shonen
Autor(a): Adachitoka
Status: Série em andamento/ Bimestral
Número de páginas: 200 paginas (papel jornal) / Leitura Oriental
Formato: 13,7×20 cm / P&B / Lombada quadrada/ Marcador incluso
Preço de capa: R$ 13,90

Categorias
Cultura Japonesa Mangá

DarkSide Books | Editora também publicará mangás

A editora DarkSide Books, conhecida especificamente por publicar obras de terror com um acabamento de tirar o fôlego, anunciou que também entrará no ramo dos mangás.

E a primeira obra a ter o seu lançamento divulgado foi Fragments of Horror, de Junji Ito.

Capa e contracapa original do primeiro volume.
Capa e contracapa original do primeiro volume.

Sinopse:

A nova coleção de contos deliciosamente macabra do mestre do mangá de horror Junji Ito  trás contos avulsos que são completamente insanos dentre eles temos: Uma mansão de madeira velha que bota pra funcionar os seus moradores, uma aula de dissecação com um assunto muito incomum, e até um funeral onde os mortos não são definitivamente colocados para descansar. A obra vai desde o terrível até a comédia, do erótico ao repugnante, essas histórias mostram a tão esperada volta do Junji Ito para o mundo do horror.

Vale dizer também que será um dos primeiros mangás lançados no Brasil com acabamento em capa dura, um diferencial e tanto que a editora está trazendo.

Bom, pela sinopse já deu pra ver o quão sinistro é esse mangá e também o quanto ele tem a ver com a Darkside Books, estão ansiosos?

Categorias
Anime Cultura Japonesa

Gekijō-ban KanColle | Kadokawa divulga primeiro trailer do filme

Segundo informações da Anime News Network, o site oficial do filme do anime Gekijō-ban KanColle (KanColle Movie Edition, Fleet Girls Collection Movie) divulgou o primeiro trailer nessa quinta-feira, 18 de agosto. O vídeo revela o elenco da produção e o staff, além de um preview da música tema de Shiena Nishizawa, Kikan (Return).

vlcsnap-2016-08-18-13h53m06s140

Gekijō-ban KanColle terá, em seu elenco, nomes como: Sumire Uesaka, Saki Fujita, Yuka Iguchi, Ayane Sakura, Ayana Taketatsu, Nao Tōyama, Iori Nomizu, Rina Hidaka, Yumi Tanibe, Yuka Ōtsubo, Megumi Nakajima, Aya Suzaki, Sarah Emi Bridcutt, Yui Horie e Ayako Kawasumi.

Shinichiro Inoue está reprisando seu papel como supervisor chefe de produção, e Keizou Kusakawa da série de TV para dirigir o filme, na Diomedea. Kensuke Tanaka, que é creditado como criador do conceito e planejamento original, está também escrevendo o roteiro junto com Jukki Hanada.

Hanada já tinha trabalhado nos roteiros do anime na televisão. Mayuko Matsumoto e Naomi Ide vão retornar para fazerem os designs dos personagens. Tsutomu Miyazawa e Kōta Moroishi voltam como os designers das partes mecânicas, das armas.

vlcsnap-2016-08-18-13h47m26s213

O trabalho original em KanColle Unei Chinjufu é da DMM.com e do Powerchord Studio.  A música foi feita pela Flying Dog. Satoshi Motonaga é o produtor. Shōta Amano trabalhou como produtora de animação. A distribuição é da Kadokawa.

Gekijō-ban KanColle chega aos cinemas japoneses no dia 26 de novembro.