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Koe no Katachi | A redenção de um Bully

Você já sofreu ou praticou bullying?

Koe no Katachi (A Voz do Silêncio, no Brasil) nos mostra através de uma brilhante narrativa, os esforços de um antigo bully tentando se redimir do que fez no passado.

Shouya Ishida é um bully, suas brincadeiras infantis são uma verdadeira tortura para sua colega de classe, Shouko Nishimiya , uma nova aluna surda. Conforme a coisa piora e todos ao seu redor parecem ignorar ou estimular as brincadeiras maldosas, Shouya passa dos limites, forçando Shouko a mudar de escola. Tendo sido considerado o culpado por tudo, agora é ele quem sofre torturas e bullying, aprendendo na pele o seu erro. Agora, seis anos depois, o rapaz decide encarar de frente a menina que atormentou e tentar corrigir os erros do seu passado. Será que ele conseguirá sua redenção?

O mangá escrito por Yoshitoki Oima foi originalmente publicado entre agosto de 2013 e novembro de 2014, na revista Weekly Shonen Magazine (a mesma de Fairy Tail), e teve ao todo 62 capítulos lançados, e compilados em 7 volumes. Koe no Katachi também contou com o apoio da Associação japonesa de Surdos, o que trouxe um realismo para o mangá.

Desde o início foi estabelecido que Koe no Katachi se tratava de uma história sobre bullying, porém ao decorrer do mangá, a autora começou a criar uma química entre o casal de protagonistas, levando a crer que a história seguiria um rumo de romance. E não só isso, mas as capas do mangá (e os posters do filme), mostrando os dois lado a lado, dava a entender que se tratava de um romance.

 

A evolução de Ishida é perfeitamente trabalhada, todo o ódio sentido no inicio da história, se transforma em pena, você quer acreditar que ele conseguirá mudar e vencer o seu trauma, e seu caminho até isso é bastante doloroso. Nishiymia também passa por uma transformação, é muito triste vê-la se desculpando todo o tempo, após ser xingada ou apanhando de alguém. Além de ter um capítulo inteiro no ponto de vista dela.

Os personagens secundários são muito bem explorados também. Todos lidam com seus dilemas e pecados do passado, e são transportados para os seus eus mais velhos, em especial a Ueno.

Ishida ignora e marca um X em todas as pessoas do colégio, desde a sexta série.

Eu conheci o filme primeiramente, e gostei demais. Se fosse para dar uma nota, eu daria 8/10. Claro que eu já esperava uma história corrida e comprimida em longas 2 horas e 10 minutos, afinal de contas, o mangá é completo em 7 volumes, mas eles fizeram de um jeito que a narrativa fosse bem fluida. Contudo, eu li o mangá logo após ter assistido, e as diferenças eram enormes. Basicamente cortaram metade da obra, incluindo desenvolvimento de alguns personagens (em especial da família da Nishimiya) e um excelente arco, que foi necessário para a construção do final da história.

Quanto mais eu lia, mais ficava claro que Koe no Katachi deveria ter sido um anime para televisão, e não um filme. Algumas mudanças foram feitas no filme, como a representante sair da história como uma heroína, sendo que no mangá, ela é uma (desculpe pelas palavras) tremenda filha da puta, assim como a Ueno, mas essa até que teve um final parecido. O inicio do mangá também mostra que os, futuramente, ex-amigos do Ishida, já se mostravam que não apoiavam as idéias dele tanto assim, o que o leva a ficar entediado.

Uma das coisas que o filme fez foi ter amenizado o bullying que o Ishida e a Nishimiya sofreram. Sério, eles sofrem demais na obra original, a própria Nishimiya deve ter levado tapa em cada capítulo do mangá. Em compensação, a cena da ponte no inicio filme foi totalmente original, gostaria que tivesse tido no mangá.

Apesar dos cortes, a narrativa do filme é bastante natural, e funciona perfeitamente para quem nunca leu o mangá. O problema como já citei, é a duração do filme. As 2h10m acabaram pesando bastante, mesmo com uma boa narrativa.

O filme também não possui nenhuma trilha sonora marcante, mas temos vários momentos de silêncio, que foram encaixados perfeitamente.

Em uma das coisas que o filme se sobressai, é em seu final. A cena final, além de ser emocionante, condiz com o objetivo do mangá: ser uma história sobre um ex-bully buscando redenção. Sim, no mangá há algumas coisas que acontecem após a cena final do filme, mas tanto ele, quanto o filme terminam em aberto.

O filme se destaca também em seu visual. Ele melhora, e muito o traço do mangá, em especial a Nishimiya, em que no filme está muito mais bonita do que no mangá. A Kyoto Animation mandou muito bem, não é á toa que o anime mais esperado do ano que vem, Violet Evergarden, seja desse estúdio.

No final de tudo, minha nota para o filme caiu para 7 e acabei ficando um pouco decepcionado ao refletir sobre as diferenças e ao fato do mangá ter virado um filme e não um anime para televisão. Já o mangá ganha um 9, é espetacular, apesar do final em aberto.

Até mais.

A mangaká Yoshitoki Oima, atualmente está trabalhando no recente mangá Fumetsu no Anata e (To You, Immortal, mudialmente) cuja a história está sendo bem elogiada.

No Brasil, Koe no Katachi começou a ser lançado recentemente pela Editora NewPOP, com o nome de A Voz do Silêncio.

 

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Primeiras Impressões | Princess Principal

Alguns períodos da história humana acabam sendo fetichizados pelo homem moderno. Nunca paramos para pensar em como a Peste Negra assolava a Idade Média; como a discriminação era a norma na Era Vitoriana; ou como as pessoas viviam com medo do fim dos tempos durante a Guerra Fria. É com esses aspectos mais viscerais do passado que autores como Philip Pullman, Scott Westerfeld, Stephen Hunt e China Miéville (que eu descaradamente copiei e colei da Wikipédia) “fundaram” o subgênero steampunk.

E isso tudo é relevante para nosso tópico pois tratamos de uma série com canos, engrenagens e vielas londrinas pra tudo que é lado. E que apesar de abraçar fortemente a temática de “Crítica social foda” que é o steampunk, ainda não deixa de ser japonês, então vemos a fetichização de outras formas.

Mas convenhamos, quem é que não gostaria de ver garotinhas moe encarnando o 007 numa Londres Steampunk durante uma releitura da Guerra Fria? Esse é o seriado que você nunca soube que queria tanto.

Com um primeiro episódio sensacional, provavelmente um dos melhores que eu vi nos últimos anos, o show conseguiu usar aquele truque que é mais velho que vovó menina, mas que funciona perfeitamente quando bem executado: a Premonição Sugestiva.

Não sei se já existe um nome pra isso, mas acabei de inventar um, e na minha cabeça ficou muito legal.

Começos de história são sempre chatos. Você é obrigado a explicar o que está acontecendo, quem são essas pessoas, o motivo delas estarem fazendo aquilo, em que mundo estamos, de onde viemos, para onde vamos, e aquela coisa toda. Dependendo de como você faz isso (tipo o clássico “Ficar sentado num restaurante por vinte minutos“), o espectador já transcendeu a morte de tão entediado que ele ficou. O que vem depois pode até ser bom, mas ninguém aguenta passar por tanta exposição chata logo de cara.

Por isso que a Premonição Sugestiva existe. Tasque um episódio intenso, porém independente, do meio da temporada logo no começo. Pegue o telespectador desprevenido, mostre para qual lado o negócio vai andar, e o que o espera no futuro. Depois que ele pegar o queixo do chão, você pode voltar pro começo e ficar naquele lero-lero nada acontece feijoada, que vai ser mais fácil de engolir.

E até nisso o nosso anime da vez dá um show. Em cada episódio após o nosso prólogo de nome elegante, eles conseguem: apresentar uma personagem; introduzi-la na história de forma satisfatória; contar parte dos acontecimentos que moldam o mundo sem apelar pra fatídica cena do café; e ainda ter uma sequência de ação de dar inveja no Jack Splinter.

Weebs, a maior fraqueza da Máfia

Só que eu já gastei metade da postagem falando da mesma coisa, então vamos comprimir todo o resto na segunda metade e torcer para ficar legível.

O elenco não tem lá grandes nomes. As personagens são espiãs (e elas adoram dizem que são espiãs. Elas farão questão de te lembrar que elas são espiãs a cada dez segundos e vão repetir caso você tenha esquecido que elas são espiãs), então é meio óbvio que elas não queiram se destacar demais.

Mas mesmo assim temos uma guria que brilha verde e voa, outra que anda por aí com espadas na mão e uma que é basicamente o Stephen Hawking moe. Tanto em Character Design como em notoriedade, elas se destacam mais do que deviam. Ah, e elas são espiãs.

Desnecessário falar, os visuais são simplesmente deslumbrantes. Não dá pra fazer um steampunk de qualidade sem artwork de mesmo nível. Eles se preocuparam tanto com isso que na lista de staff tem pra mais de dez pessoas creditadas como responsáveis ou envolvidos na parte artística. É mais gente nisso do que muito anime por aí tem pra produção inteira

Por outro lado, a animação (por conta dos não-tão-influentes ‘Actas’ e ‘Studio 3Hz’) é tão flutuante quando a protagonista (já que ela voa… sacou?). Temos muitas cenas lindíssimas, que são seguidas por cortes questionáveis e de qualidade duvidosa. Não gosto de me prolongar nisso pois é um buraco bem mais fundo do que aparenta e quase ninguém tem coragem de descer isso tudo.

DELET THIS

Uma surpresa agradável, que vai te interessar por soar extremamente bobo (e, como é de praxe nas mídias nipônicas, realmente é tão idiota quanto soa), mas vai te fisgar e te manter entretido pelos episódios intensos; pelas personagens (que são espiãs) e seus objetivos; e toda aquela bagunça de espionagem e politicagem no melhor estilo House of Cards. A nota não podia ficar abaixo de 8/10.

Você pode assistir este excelente show legalmente pelo sistema de Streaming de anime da Amazon, o Anime Strike.

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Confira o show do Rookie is Punk’d e o que mais rolou no Super-Con 2017

A edição deste ano do Super-Con foi realizada no Classic Hall, tradicional casa de shows de Pernambuco. Confira os vídeos da cobertura feita pela Torre de Vigilância.

Show da banda Rookie is Punk’d

Dublador Luiz Sérgio

Concurso Cosplay

Desfile Cosplay

Finais do NE K-Pop Contest

https://www.youtube.com/watch?v=43c0wcxIjV8

Cosplayers

https://www.youtube.com/watch?v=5W0vrY-BVbA

O Super-Con é realizado desde 2004 em Recife, e ao longo do tempo, ganhou edições em Maceió e João Pessoa.

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Anime Cultura Japonesa

Netflix anuncia Kakegurui, Fate/Apocrypha e mais animes

Nesta quarta-feira, 2 de agosto, durante o Anime Slate 2017, a Netflix divulgou sua programação de animes até o final de 2018.

04 de agosto – Terceira temporada de Voltron: Defensor Lendário

15 de agosto – Segunda temporada de Little Witch Academia

https://www.youtube.com/watch?v=YRn6cwFSltk

25 de agosto – Death Note em live action

Outubro – Quarta temporada de Voltron: Defensor Lendário

02 de dezembro – Fate/Apocrypha

2018

Castlevania Segunda Temporada

Devilman Crybaby

Kakegurui

A.I.C.O. -Incarnation-

Children of the Whales

https://www.youtube.com/watch?v=7Jjy65JE6kc

Lost Song Sword

Sword Gai: The Animation

https://www.youtube.com/watch?v=4vFW6DexGKo

B: The Beginning

Ainda sem data:

Cavaleiros do Zodíaco

Cannon Busters

https://www.youtube.com/watch?v=7CVxE-fXCFA

Rilakkuma Series

Godzilla

https://www.youtube.com/watch?v=RquNMX-_Qoo

Baki.

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Netflix anuncia remake de Os Cavaleiros do Zodíaco

A Netflix anunciou, em um evento realizado no Japão, que irá produzir um remake do anime de Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco), ao lado da Toei, responsável pelos animes da franquia. A nova série terá direção de Yashiharu Ashin. Confira a primeira imagem oficial:

Chamado de Knights of The Zodiac, o anime terá 12 episódios, com 30 minutos cada e será escrito por Eugene Son, de Avengers: Secret Wars. O anime irá trazer a história para os dias de hoje.

Ao que tudo indica, o anime irá ser feito em computação gráfica, assim como os mais recentes Blame! e Knights of Sidonia, ambos da Netflix.

Foram revelados alguns integrantes da Staff:

  • Criador Original: Masami Kurumada
  • Diretor da série: Yoshiharu Ashino
  • Showrunner: Eugene Son (Avengers: Secret Wars)
  • Roteiristas: Benjamin Townsend (Thunderbirds are Go), Shannon Eric Denton (Avengers: Secret Wars), Thomas F. Zahler (Ultimate Spider-Man), Joelle Sellner (Ben 10:Omniverse), Travis Donnelly (Bull), Thomas Pugsley (Ben 10), Saundra Hall (Teenage Mutant Ninja Turtles), Shaene Siders (Avengers: Secret Wars), Patrick Rieger (Justice League Action)
  • Desenho de Personagens: Terumi Nishii
  • Desenho dos Cavaleiros: Takashi Okazaki
  • Estúdio de Animação: Toei Animation

Mais detalhes serão revelados em breve.

Os Cavaleiros do Zodíaco foi publicado originalmente entre 1985 e 1990 na revista Shounen Jump com 28 volumes encadernados.

No Brasil, Os Cavaleiros do Zodíaco foi publicado em diversos formatos. Atualmente o mangá está sendo relançando em kanzenban, uma edição de luxo, pela Editora JBC. Que você pode conferir clicando aqui.

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Primeiras Impressões | Koi to Uso

Vamos falar sobre Koi to Uso. Histórias que começam com “Num futuro não tão distante…” normalmente têm várias coisas que com certeza não existiram num futuro não tão distante. Isso é quase que uma regra da ficção (científica). Mas quando tratamos do Japão, as coisas numa história dessas são bem mais plausíveis do que imaginamos. Japonês é um povo estranho mesmo.

De vez em quando nós paramos para refletir sobre nossas vidas, sobre todos os anos que temos nas costas… Pensamos sobre como nossos tempos de colégio já estão lá pra trás (ou não! Mas estarão um dia!), numa época distante… Daí vem um anime desse tipo e faz você perceber que, de verdade, tua cabeça ainda está na quinta série.

Incrível como, não importa a maturidade que você tenha, a sua idade ou seu estado civil, quando certos assuntos são tocados, nossa mente instantaneamente regressa para o auge dos nossos doze anos. E o mais legal é que eu não preciso citar nenhum exemplo, todo mundo sabe do que eu estou falando.

https://youtu.be/2CS87AfcD1A

Koi to Uso trata justamente de um desses temas: romance cinematográfico. Você acaba torcendo tanto para tal casal dar certo, que sua mente desaparece e tudo que você consegue fazer é dar gritinhos e espernear.

Eu totalmente não fiz isso…
Aham

De qualquer maneira… O mais impressionante de tudo, e que vale como um enorme ponto positivo, é a famigerada “desconstrução” (palavra que eu detesto, mas que por motivos diversos pode ser encaixada aqui) do principal paradigma do gênero: a enrolação.

Se você já assistiu qualquer anime que possuísse qualquer forma de “romance” em sua narrativa (não importa se foi um Harém Genérico, um Shoujo… Independente do gênero), você deve ter notado como as coisas são DEVAGAR PARA CARAMBA. Tudo demora demais. Nenhum desenvolvimento acontece por trinta e sete episódios, e quando algo finalmente vai acontecer… Alguma coisa interrompe ou impede ela de se efetivar. Ficamos andando em círculos, para que só aconteça algo (isso QUANDO acontece algo) no final da obra.

O que temos nesse show é justamente o contrário: o autor (Musawo Tsumugi) não poupa esforços para que, logo no começo da história, você já sinta afeto e interesse o suficiente nos personagens dele, para que quando eles finalmente consumarem seu amor, você se importe. Enquanto outros mangakás e escritores preferem levar anos de publicação para fazer isso (e no final você acaba se apegando aos personagens pelo tempo gasto com eles, e não por se importar com quem eles são), Musawo mete o pé no acelerador e consegue, de forma convincente, te deixar emocionalmente ligado aos protagonistas em menos de vinte minutos.

Ele faz de zero a cem [lágrimas] em vinte [minutos]!

E já que estamos falando dos protagonistas, deixe-me comentar sobre os personagens. Acharei extremamente difícil você desgostar de alguém. Todos são muito gostáveis, e de certo modo você fica até triste com o fato de, não importando como o negócio se desenrole no final, alguém legal vai acabar perdendo. Sério. E olha que eu costumo ser bem chato com isso, e desgosto de mais da metade do elenco de muitas coisas.

E isso não se resume ao núcleo central da trama, apenas. Até mesmo os secundários tem algo de especial que os fazem interessantes. Pode não ser muita coisa, mas se compararmos a impressão que eles deixam com o (pouco) tempo de tela que eles possuem, vemos como eles têm certa presença, certo carisma que muitos shows falham em dar aos seus figurantes (e às vezes, até aos seus mocinhos!).

Acontece que quem vive só de flores é defunto, e claro que o anime não veio sem suas falhas. Meu principal problema com o show é, dentre outros que citarei mais adiante, o seu Design de Personagens. O traço faz parecer que os personagens tenham, no máximo, uns 13 ou 14 anos. Eles possuem feições infantis, um corpo de criança. A impressão que me passa é que o desenho se força muito a tentar diferenciar os seus “jovens” (de 15 e 16 anos) de seus “adultos” (com mais de 30), e como os adultos parecem normais, os jovens acabam ‘rejuvenescendo‘.

Isso não seria um problema por si só. Existem diversos shows com um design mais “infantil” que funciona bem. A questão é como esse design se encaixa na atmosfera da obra em que ele está. Animes como Lucky Star ou K-ON!, por exemplo, possuem um ritmo mais leve (entendeu? Leve? Música Leve? K-ON? …Não? Ok), onde o design infantil acrescenta ao humor e à narrativa da obra. Em Koi to Uso, onde os temas principais são o amor, a paixão e a sexualidade de adolescentes, ter um design infantil é… Horrível. Não preciso poupar palavras, é quase que nojento.

Ah sim, e aqueles olhos gigantes (até para padrões japoneses) me perturbaram um pouco.

Mesma idade? Mesma idade. É o poder do design de personagens.

O outro problema que enxerguei nesses episódios iniciais, parece ser a hipocrisia da trama. Explico:

Enquanto toda a história roda em volta da “banalização” do casamento, da ideia de que a união do matrimônio não é mais uma decisão importante na sua vida, e de como os personagens não concordam com essa ideia… O autor parece também “banalizar” o próprio adversário do sistema, que é o “amor”.

Talvez por consequência da aceleração do desenvolvimento, ou simplesmente por falta de costume de ver isso acontecendo nessa mídia, eu encaro o tanto de afeto trocado entre o casal principal como sendo “banal”. No começo, você sente toda aquela emoção nos personagens… Mas quando aquilo começa a se repetir várias e várias vezes (até como consequência do desenvolvimento da trama! Que diabos!), a mágica simplesmente se esgota, e aquilo que deveria ser o ápice da história, vira um quadro do centro da página 37.

Na parte técnica, não temos nada de extraordinário. A animação dirigida por Eriko Ito (Another, Kuromukuro) no estúdio LIDENFILMS (Terra formars, Arslan Senki) é passável, apesar de ter vários derps aqui e ali. E a música de Masaru Yokoyama e Nobuaki Nobusawa (Freezing! e Dagashi Kashi, respectivamente), dirigida por Yota Tsuruoka (Clannad, Puella Magi Madoka Magica) ajuda a criar o clima, mas não chama muita atenção. A dublagem conta com nomes de peso e atuações acima da média, com Kana HanazawaYui Makino e Shinnosuke Tachibana.

Mesmo com falhas muito graves, elas são poucas e podem ser, se não superadas, pelo menos “aceitas”. E as qualidades do show acabam por abafar seus defeitos. Passou uma boa primeira impressão, e possui potencial tão grande para ir pra qualquer lugar, que ainda prevejo muita gente (eu incluso) deixando cair o cu da bunda com o que pode vir. 8/10 é uma nota justíssima.

Você encontra Koi to Uso para ser assistido legalmente pelos sites de streaming da Amazon (Anime Strike) e da HIDIVE.

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Primeiras Impressões | Fate/Apocrypha

Heróis britânicos lutando na Romênia por causa de um copo da Galileia enquanto conversam em japonês. Vê se esses caras não são malucos? Cada coisa que eles inventam… Japonês é mesmo um povo estranho.

http://www.dailymotion.com/video/x5qzby7

Tendo origens num dos multiversos mais bem trabalhados da cultura contemporânea nipônica, – sim, aquele – a tão esperada adaptação para TV da série de light novels Fate/Apocrypha finalmente chegou, e infelizmente ela não ficou lá essas coisas. Vamos trabalhar em explicar alguns pontos. Afinal, eu já passei quase quarenta minutos ouvindo nada além de explicações em cenas expositivas mesmo, já devo estar craque nisso.

Podemos começar com a própria chacota que eu fiz no parágrafo anterior: exposições. Tá certo que, por se tratar de um show da franquia Fate/, é literalmente OBRIGATÓRIO ter, no mínimo, meia hora de explicações sobre todas as regras, todos os personagens, a ambientação, o contexto, o motivo do cara estar usando cuecas de determinada cor, etc e tal. É a regra número dois de qualquer obra da empresa.

Retirada do site oficial da empresa. Sério, de verdade, 100% legit

Apesar de focar nos aspectos excepcionais que tornam o evento que move a obra algo especial, as demoradas explicações ficam massantes depois de um tempo. A pior parte é que, mesmo sabendo que 90% das pessoas assistindo o show já são fãs da franquia e já sabem tudo que está sendo dito, eles fazem questão de repetir pela milionésima vez.

Acredito, porém, que a principal falha dessa adaptação tenha sido a coreografia. Sei lá o que diabos é um “Diretor de Ação“, mas Enokido Hayao está creditado como um em Fate/Apocrypha, então ele deve ser o responsável por isso.

As lutas, o combate, todas as cenas de ação são extremamente… vazias. Os movimentos parecem ser “brutos”, pouco refinados. Dois grandes heróis da mitologia, conhecidos através das eras por sua habilidade de combate, que quando eles cruzam espadas, parecem o Gabriel e eu brincando de lutinha com garrafas pet.

O prólogo da história, que vemos nos primeiros cinco minutos do episódio inicial contém uma das cenas mais épicas de todas as obras da franquia. Os homens capacitados e treinados da A-1 Pictures (já falo deles) conseguiram a proeza de animá-la de forma totalmente sem emoção. Acaba sempre faltando um “tchan“, aquela coisa que faz tudo parecer épico. Abaixo segue o vídeo de uma luta de Fate/Kaleid Liner Prisma Illya, onde ocorre uma cena extremamente similar. Repare como a Silverlink. (estúdio responsável) trata a cena como um todo, em especial o confronto de golpes no final, e veja se não tem um “tchan” que falta em Apocrypha?

https://youtu.be/3YhfEPxVxNY

Tendo uma história relativamente fraca, Apocrypha se apoia demais em seu excelente elenco. Com uma seleção de servos ao mesmo tempo interessante e diversa; com mestres que são chamativos por si só, além dos que brilham ainda mais quando interagindo com seus novos familiares, formamos um ambiente que consegue se sustentar mesmo sem muito pé (nem cabeça).

O único problema é a falta de mistério que envolve os personagens. Metade da graça de qualquer obra de Fate/ é tentar descobrir quem são os servos. Ter aquela satisfação de ter acertado e provar pra si mesmo que é um grandessíssimo nerd; aprender coisas novas sobre lendas que você nem fazia ideia que existiam; aquele plot twist na reta final, onde finalmente descobrimos quem é aquele babaca que vem enchendo nosso saco… Daí o autor vem e revela o nome de todo mundo antes mesmo de completar um episódio.

Pontos negativos listados, também devo dar meus méritos ao show: confesso que fiquei com receio do design de personagens para o anime (feito por Yukei Yamada) quando vi as imagens promocionais, mas vê-los em ação, animados, foi uma experiência completamente diferente. Eles funcionam até que bem, e ficaram bons o bastante.

“Um cavalo, um cavalo! O meu reino por um cavalo!”

Com pesar no coração também digo que a A-1 Pictures até que conseguiu fazer sua parte. Mais ou menos. A animação está com uma ótima qualidade. Apesar das coreografias ruins, elas estão muito bonitas. É tipo assistir a Dança dos Muleke Zika em 1080p. A OST também é extremamente consistente e acrescenta muito ao clima. Era de se esperar, tendo um diretor tão experiente como Yoshikazu Iwanami. Com um currículo desses, fica difícil contestar o cara.

Fate/Apocrypha acaba sendo um cabo-de-guerra. Temos boas qualidades em seu elenco e produção, mas muitos defeitos em sua falta de tato, mistério e direção. Independente do lado que te puxa mais, ele é, sem dúvida, uma adição extremamente importante para o universo animado da franquia, e acaba por valer a pena apenas por isso.

Eu dou 6/10 pra esse começo, e acredito que, se não houver um bom desenvolvimento dos personagens interessantes, eles não vão conseguir se sustentar. Não só com lutinhas, pelo menos. Mas não que eles precisem né, fazendo parte de uma franquia dessas, podia sair qualquer coisa que daria lucro.

O anime será disponibilizado na plataforma de streaming Netflix a partir do dia 7 de novembro, mas ainda não temos informações sobre as regiões e se terá dublagem ocidental.

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Fairy Tail | O Adeus das Fadas

“As Fadas têm cauda?
Primeiramente, Fadas existem?
É um mistério eterno, uma aventura eterna.
Está é a origem do nome da nossa guilda.
Ao contrário do nome fofo, é uma guilda agitada.
Todos os dias são divertidos.
Eu realmente gosto!!
Desejo que todos fiquem bem.
E que nada mude a Fairy Tail.
Meus amados Amigos.”

 – Lucy Heartfilia/Hiro Mashima

Terminou essa semana, a serialização semanal do mangá Fairy Tail na revista Weekly Shonen Magazine, onde era publicado desde agosto de 2006. O final já tinha sido anunciado em abril deste ano. A obra de Hiro Mashima, sobre a Guilda de Magos, Fairy Tail, com certeza foi um grande marco no “mundo otaku“, seus personagens principais eram muito cativantes, e apesar da obra ter passado por maus bocados em sua reta, Mashima conseguiu fazer com que a história conquistasse bastante fãs ao redor do mundo.

Fairy Tail – Capítulo 01

Comecei a acompanhar Fairy Tail em 2013. Conheci a obra através de seu anime, e lembro de ter maratonado tudo em duas semanas. Foi aí que decidi partir para o mangá. A partir do início, foram mais ou menos um mês lendo, estava apaixonado pela obra, os membros da guilda eram bem cativantes, mesmo que não sendo bastante desenvolvidos, tirando o quarteto principal, é claro.

Desenvolvimento de personagens era algo que faltava na obra, principalmente com os vilões, que simplesmente apareciam do nada, e após serem derrotados, se tornavam do bem. Alguns se tornavam até mesmo membros da Guilda, e Outros apareciam para ajudar em alguma batalha. Creio eu, que Zeref foi o único vilão bem desenvolvido, e que teve um final digno, na minha opinião. De todos os personagens da obra, Natsu foi o que mais teve desenvolvimento, até porque, a maioria dos principais plots do mangá girava em torno dele, e seu passado com o Dragão Igneel foi algo muito emocionante em Fairy Tail. Seguido de Natsu, temos a Lucy, a verdadeira protagonista da história, porque quase tudo no mangá se passava na visão dela. Conhecemos um pouco da família de Lucy ao decorrer da história, pois tinham relações com Zeref e Acnologia.

Fairy Tail – Capítulo 255

O tema da amizade sempre foi muito importante no mangá, algo que acabou irritando os leitores (e haters), porque sempre que um personagem estava prestes a ser derrotado, o “Poder da Amizade“, dava força a ele. Morte era outra coisa que faltava em Fairy Tail. Nenhum personagem realmente morria, pois Mashima sempre os trazia de volta. Macao que o diga, já perdi as contas de quantas vezes ele morreu, incluindo no arco final. O personagem morto só servia como gatilho para que Natsu e seus amigos ganhassem força em suas batalhas.

Fairy Tail – Capítulo 544

Uma das coisas que mais irritavam os leitores, incluindo eu, era o excesso de fã service que o autor utilizava, o denominado Ecchi, que percorreu por todo o mangá. Uma coisa é de vez em quando, mas tinha vezes em que o autor simplesmente se esquecia da história e só lançava capítulos com fã service, o arco dos Grandes Jogos Mágicos teve uma batalha onde as personagens femininas lutavam de biquínis. Até mesmo em um dos capítulos do arco final, tivemos uma batalha da banheira, entre Lucy e uma outra personagem. Foi nesse capítulo que eu dropei o mangá.

Mashima conseguiu irritar até os shippadores com esse final.

Voltei a ler quando surgiram os primeiros rumores de que a obra estava terminando, por volta de fevereiro desse ano. Achar a parte em que eu parei foi até simples, foi só digitar “batalha da banheira, Fairy Tail” no Google que aparecia o capítulo (457, para fins de pesquisa, é claro… ( ͡° ͜ʖ ͡°) ). E quando voltei, tive uma surpresa. O arco estava realmente muito bom, o autor estava conseguindo conduzir bem sua história, que já dava sinais de que estava em seu final.

Tivemos a revelação do significado do livro E.N.D (fui surpreendido com isso, é sério) e sobre certas relações familiares. Mas ai então, vieram as batalhas finais. Se no inicio do mangá, Mashima conseguia criar situações criativas para as vitórias de seus personagens, no final da obra ele simplesmente tinha conclusões clichês. E não era só com as batalhas que isso acontecia. Quando li o capítulo onde Natsu decide que é um “humano”, na hora eu fiquei sem entender o que tinha acontecido nesse final, pois o restante capítulo estava muito bom. A partir daí, os capítulos finais entraram em uma irregularidade, a cada dois capítulos bons, tínhamos três ruins, batalhas com conclusões horríveis, e bem clichês.

Os Setes Dragon Slayers

O meu sentimento ao terminar de ler foi de raiva, pois, assim como em Narutonão pude acreditar no que Fairy Tail havia se tornado. Claro, que diferentemente de Naruto, que fugiu do seu objetivo ao longo do mangá, Fairy Tail ainda estava no caminho proposto desde o inicio: mostrar as aventuras da Guilda, mas erraram na execução. 

Mashima pegou todos os clichês de términos possíveis e jogou no papel. Pelo menos o próprio autor admitiu seus erros, na carta onde ele anunciou o final, em abril. Uma coisa é certa, Hiro Mashima é um monstro na arte, a sua evolução durante o mangá é muito notável, chegando até mesmo lançar capítulos duplos, várias vezes ao ano. O cara é uma maquina.

Eu não li Rave Master (obra anterior de Hiro Mashima), mas pelo que eu pesquisei, ele também deixou a desejar no final, então creio que não finalizar bem sua história, seja parte do autor. Se eu fosse fazer um paralelo com Hollywood, creio que Mashima seria equivalente à Zack Snyder, onde os seus filmes acertam no visual, mas deixam um pouco a desejar no roteiro. 

Fairy Tail – Capítulo 545

Enfim… apesar do triste final, Fairy Tail vai ficar em meu coração e provavelmente no coração de muitos outros.

Algumas informações sobre a obra:

Fairy Tail conta com duas adaptações para anime, a primeira durou entre 2009 e 2013 com 175 episódios. Já a segunda foi transmitida entre 2014 e 2016 com 102 episódios. Uma terceira e última temporada foi confirmada para 2018. A obra também conta com 2 filmes originais: The Phoenix Priestess, lançado em 2014 e Dragon Cry, de 2017.

Ao todo foram 545 capítulos do mangá que podem ser divididos em 17 arcos.

  • Arco Macao – Volume 01 (Cap. 01-03)
  • Arco Daybreak – Volumes 01-02 (Cap. 04-09)
  • Arco Lullaby – Volumes 01-04 (Cap. 10-23)
  • Arco Ilha Galuna – Volumes 04-06 (Cap. 24-46)
  • Arco Phantom Lord – Volumes 06-09 (Cap. 47-69)
  • Arco Loke – Volume 09 (Cap. 70-74)
  • Arco Torre do Paraíso – Volumes 10-13 (Cap. 75-102)
  • Arco Batalha da Fairy Tail – Volumes 13-16 (Cap. 103-130)
  • Arco Oración Seis – Volumes 16-20 (Cap. 131-164)
  • Arco Edolas – Volumes 20-24 (Cap. 165-199)
  • Arco Ilha Tenrou – Volumes 24-30 (Cap. 200-253)
  • Arco X791 – Volume 30 (Cap. 254-257)
  • Arco Grandes Jogos Mágicos – Volumes 31-40 (Cap. 258-340)
  • Arco Vila do Sol – Volumes 40-42 (Cap. 341-355)
  • Arco Tártaros – Volumes 42-49 (Cap. 356-417)
  • Arco Avatar – Volumes 49-51 (Cap. 418-437)
  • Arco Império Alvarez – Volumes 51-63 (Cap. 438-545)

Leituras adicionais:

Fairy Tail Zerø – Volume Único (13 Capítulos): Mostra o surgimento da Fairy Tail, além do primeiro encontro entre Mavis e Zeref. Inédito no Brasil. Foi adaptado entre os episódios 266 (91) e 275 (100) do anime.

Tale of Fairy Tail: Ice Trail – 2 Volumes (12 Capítulos): Conta a história de Gray após a perda de seus pais e de sua mestra, Ur. Mostra também o caminho de Gray até a Fairy Tail, onde se torna membro da guilda. Inédito no Brasil.

No Brasil, Fairy Tail é publicado pela Editora JBC e se encontra no Volume 60. Você pode adquirir os volumes do mangá, clicando aqui.

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One Piece | Mangá ganhará uma Série de TV Americana

Em um evento de comemoração aos 20 anos de One Piece, foi anunciado que o mangá irá ganhar uma adaptação para a televisão americana. Sim, você não leu errado.

A produção ficará nas mãos da Tomorrow Studios, que é responsável pela adaptação em live-action de Cowboy Bebop, anunciada há alguns meses. A Tomorrow Studios também é responsável pela aclamada série Prison Break.

Mais detalhes serão divulgados em breve.

No Brasil, One Piece é publicado pela Editora Panini.

 

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Fairy Tail | Terceira e última temporada é anunciada

Faltando apenas um capítulo do mangá para Fairy Tail acabar , o autor, Hiro Mashima. confirmou em seu twitter que o mangá irá receber uma terceira, e última temporada do anime.

O anúncio já era esperado, visto que a segunda temporada chegou a ficar perto da obra original e assim se encerrou, em 2016 com 102 episódios. A segunda temporada de Fairy Tail, está disponível no Brasil pelo Crunchyroll.

Não foram revelados mais detalhes sobre a exibição do anime, tirando o fato que ele chegará em 2018.

O capítulo final de Fairy Tail será lançado nos próximos dias.

No Brasil, Fairy Tail é publicado pela Editora JBC e se encontra no Volume 59. Você pode adquirir os volumes do mangá, clicando aqui.