Adaptado em animação para o cinema, em 1988, a obra máxima de Katsuhiro Otomo, Akira, finalmente terá toda a sua história contada em série da Sunrise, mesmo estúdio dos animes do universo de Gundam e Code Geass.
Segundo informações da revista nipônica Newtype, o anúncio foi feito pelo próprio autor da obra em painel na Anime Expo 2019, nos Estados Unidos.
O anime televisivo de Akira vai adaptar os 6 volumes do mangá, atualmente, publicados no Brasil pela Editora JBC.
O mangá já tinha lançado aqui no Brasil, durante os anos 1990, pela Editora Globo, em 38 edições, no formato americano, com páginas totalmente colorizadas.
Akira terá também um filme em live action, dirigido por Taika Waititi (Thor: Ragnarok), com lançamento marcado para 2021. A animação de 1988 será relançada remasterizada em 4K na próxima primavera japonesa.
Code Geass, Akira e Gundam Unicorn estão disponíveis na Netflix.
Os mangás da Editora JBC podem ser comprados na Amazon,clicando aqui.
A Crunchyroll anunciou hoje (01) o seu novo lineup de animes dublados para o segundo semestre de 2019, e há algumas surpresas. Confira abaixo:
DARLING in the FRANXX
Um dos animes mais comentados de 2018, DARLING in the FRANXX estreará dia 01 de agosto na Rede Brasil, às quintas-feiras, com dois episódios por semana. Para aqueles que irão ao Anime Friends do Rio de Janeiro, haverá uma palestra com a participação de alguns dubladores:
Aline Guioli (voz de Zero Two).
Isabella Simi (voz de Ichigo).
Hugo Myara (voz de Hiro).
Leonardo Santhos (diretor da dublagem e voz de Goro).
Os dois primeiros episódios serão exibidos nos seguintes eventos:
AnimeFriends RJ Tour (5-7 de julho no Riocentro, Rio de Janeiro).
SuperXP (6-7 de julho no Expoville, Joinville).
AnimeFriends SP (12-14 de julho no Anhembi, São Paulo).
A dublagem será feita no estúdio Som de Vera Cruz.
Futuro distante: a humanidade se estabeleceu em Latifúndios, cidades-fortalezas erguidas sobre os destroços da guerra, e a civilização floresceu. Nessa cidade, há o Mistilteinn, um quartel de pilotos também conhecido como Gaiola. É lá que as crianças vivem… Alheios ao mundo de fora e da vastidão dos céus. Sua única missão em vida é lutar. Seus inimigos são os urrossauros, gigantescos organismos misteriosos. As crianças operam robôs chamados FRANXX para enfrentar esses inimigos desconhecidos, crentes de que esse é seu objetivo de vida.
Akashic Records of Bastard Magic Instructor
O anime estreará no dia 13 de julho, no sábado, com dublagem também feita no Som de Vera Cruz.
A Academia Imperial de Magia de Alzano está localizada no sul do Império Alzano, um dos maiores reinos mágicos, e é considerada uma das mais prestigiadas academias do mundo, onde estudantes podem aprender as formas mais elevadas de magia. Todos que desejam aprender magia sonham em estudar nessa academia, e tanto seus estudantes quanto seus professores têm orgulho de integrar sua história de 400 anos. Glenn Radars é um novo instrutor que foi escolhido para dar aulas em meio-período nessa respeitada academia. As aulas nunca antes vistas desse vagabundo imprestável estão prestes a começar!
Death March to the Parallel World Rhapsody
Com dublagem feita no estúdio Wan Marc, o anime estreará dia 24 de julho, em uma quarta-feira.
“Satou,” também conhecido como Ichiro Suzuki, é um programador no meio de uma marcha da morte. Ele só foi tirar um cochilo, mas sem querer acordou em outro mundo… Diante da tela de menu do jogo no qual ele estava trabalhando antes de adormecer. Ele é um personagem completamente novo, ainda no nivel 1. De repente, um grupo numeroso de homens-lagarto aparece diante dele. Para sobreviver, Satou usa uma Chuva de Meteoro – e com isso, sobe para o nível 310 e fica cheio da grana. Seja sonho ou realidade, a jornada de Satou está só começando.
KONOSUBA 2
A segunda temporada de KonoSuba estreará na Rede Brasil no dia 15 de julho. O estúdio Som de Vera Cruz retornará para a dublagem.
Após um acidente de trânsito, a breve e desapontadora vida de Kazuma Sato deveria ter acabado, mas ele acorda e vê uma belíssima garota diante dele. Ela diz ser Aqua, uma deusa, e lhe pergunta se ele gostaria de ir para outro mundo, levando consigo apenas uma coisa deste mundo. Kazuma decide levar a própria deusa consigo, e eles são transportados para um mundo de fantasia cheio de aventura, dominado por um rei-demônio. Agora Kazuma quer apenas viver em paz, mas Aqua quer resolver vários dos problemas deste novo mundo, e o rei-demônio não vai ignorá-los por muito tempo…
Confira nosso artigo sobre a dublagem da primeira temporada.
Mob Psycho 100 II
Estreando diretamente no site da Crunchyroll.pt, a segunda temporada de Mob Psycho 100 chega dia 14 de agosto.
Kageyama Shigeo, o “Mob”, é um garoto que não leva muito jeito pra se expressar, mas que é um poderoso telepata. Decidido a levar uma vida normal, Mob suprime seus poderes extrasensoriais, mas quando suas emoções atingem um pico de 100%, algo terrível lhe acontece! Rodeado de falsos telepatas, espíritos do mal e misteriosas organizações, como Mob reagirá? Que decisões ele vai tomar? Baseado numa história original de ONE, a sensação do mundo das webcomics que criou One-Punch Man, vem aí um anime produzido pelo estúdio Bones!
Novamente, a dublagem será feita pelo estúdio UniDub.
Com exceção de Mob Psycho 100, todos os animes estrearão na Rede Brasil, tendo os seus episódios disponibilizados no dia seguinte na Crunchyroll.pt.
A SEGA anunciou que o pré-registro do jogo Fist of the North Star LEGENDS ReVIVE, baseado no mangá Hokuto no Ken, começa hoje (25), para dispositivos Android e iOS.
Confira o novo trailer abaixo:
Baseado no mangá de Buronson e Tetsuo Hara, o jogo recria a história original do mangá que foi campeão de vendas em detalhes minuciosos desde o primeiro capítulo. Fãs das antigas ou mesmo entusiastas de jogos de RPG e ação que não estão familiarizados com a série podem experimentar a dramática história de Kenshiro como nunca antes.
Crie sua Equipe dos Sonhos
Os fãs poderão jogar como alguns dos mais populares personagens da série, mas também como célebres personagens coadjuvantes como Heart, Jackal e muitos outros!
Todos os personagens tornam-se jogáveis ao coletar seus “fragmentos de monumentos de pedra”, que os jogadores podem usar para “REVIVER” tais personagens. Desse modo, os fãs estão livres para criar suas equipes dos sonhos de forma nunca vista na obra original.
Ação e adrenalina com combos criados pelo toque
As batalhas 3D ocorrem com simples movimentos de dedos, com os jogadores sendo recompensados pelo toque preciso no tempo correto para cada combo. Ao encher o medidor de sua Técnica Secreta, você pode executar devastadores ataques únicos para cada personagem!
Novas artes estonteantes
Novas ilustrações foram criadas para cada personagem sob a supervisão de seu criador original Tetsuo Hara, seguindo os padrões da estonteante arte que moldou uma geração inteira de mangakás.
A SEGA prometeu que caso o número de pré-registros ultrapassem a casa de 50.000 jogadores, os jogadores ganharão o personagem Rei, como prêmio.
Aqueles que quiserem se registrar, basta clicar em Google Play para usuários de Android e no site oficial para usuários do sistema iOS.
Tenho certeza que se você perguntar para alguém que curte animês hoje, sobre como ele conheceu a mídia e se envolveu pela primeira vez nela, as chances dele responder “assisti um animê dublado na minha infância” é de pelo menos 70%.
Para muitos, a dublagem de Dragon Ball (e suas respectivas sequências), Yu Yu Hakusho, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco ou Sakura Card Captors – entre outros títulos – foram a porta de entrada para o mundo da animação japonesa, muito antes de sabermos que se tratavam disso. Por conta desse histórico, acabamos por arraigar o conceito de que animês dublados são entry-level, e que devem ter como função a de introduzir esse universo para alguém sem nenhuma experiência prévia.
Sendo isso verdade ou não, é o que grande parte das pessoas acredita, e de certo modo funciona assim mesmo (quem nunca falou do Narutinho dublado que atire a primeira pedra). Por isso, quando soube da iniciativa da Crunchyroll Brasil de dublar para o português alguns animês de seu catálogo, imaginei que eles escolheriam títulos “seguros” que pudessem ser mostrados até para a sua mãe. E embora alguns dos felizardos se encaixem nessa descrição (Orange e The Ancient Magus Bride, por exemplo)… KonoSuba com certeza não é um deles.
Longe de mim ser elitista (muito pelo contrário), mas como comentei anos atrás, quando falei sobre o “Choque Cultural” de um iniciante em animês, tem certas coisas que você precisa estar preparadomentalmente para encarar. Chega um momento que isso tudo não passa de algo normal, mas pra quem está começando, pode assustar. E KonoSuba assusta os despreparados.
Essa montagem é boa demais para eu desperdiçar num post de três anos atrás.
Mas talvez isso seja exatamente o que faça com que KonoSuba seja um candidato ideal para ser dublado. Se a palavra-chave é “acessibilidade” (isso é, estar em português torna a obra mais acessível), dar uma opção de algo que mostra que o buraco é bem mais fundo para mais pessoas pode ser considerado uma jogada de marketing genial. Se isso tudo foi pensado ou não, deixo em aberto.
De qualquer maneira, podemos largar o achismo de lado e falar sobre fatos. Começando pelos culpados e pelo local do crime: KonoSuba foi dublado pelo Estúdio Som de Vera Cruz, no Rio de Janeiro; Também dublados lá, tivemos Black Clover, Re:Zero, Free!, Interview With Monster Girls, Orange e The Ancient Magus Bride; Quem dirigiu o elenco foi Leonardo Santhos, que estará presente no Anime Friends Rio 2019 como convidado da Crunchyroll, e é incrivelmente ativo e receptivo nas redes sociais.
Nos papéis principais, temos:
Erick Bourgleux como Kazuma (Conhecido como a voz de Aang, o avatar e Omi de Duelo Xiaolin);
Natali Pazete como Aqua (A voz da famosa YouTuber Virtual, Any Malu);
Isabella Simi como Megumin (Que cedeu vocais para a protagonista da recente adaptação hollywoodiana de Alita: Anjo de Combate);
Natália Alves como Darkness (A “Cara” de Luke Cage, e a “Tanya” de Supergirl).
Agora que as fichas estão na mesa, acabamos sempre caindo na mesma história toda santa vez: querer comparar a dublagem nacional com a original, seja lá de qual idioma ela seja.
Os japoneses são uma potência quando o assunto é dublagem, tendo sob sua bandeira uma lista gigantesca de atoresde voz dignos de nota. Eu mesmo sou um fã que acompanha de perto o trabalho de alguns deles. Por causa disso, os comentários comparativos surgem sem falhar uma única vez, normalmente em defesa dos asiáticos.
Meu único pitaco no assunto é o seguinte: Isso acaba sendo questão de costume, e não culpo quem diz que prefere o original. É a velha história de que a primeira impressão é a que fica. Quer um exemplo? Eu não tinha assistido KonoSuba antes, vi pela primeira vez com a dublagem da Crunchyroll. E após dar uma ouvida no áudio japonês, digo que o Kazuma do Erick Bourgleux é até mais agradável do que o do Jun Fukushima, o dublador japonês do garoto.
Acostumado ou não com o idioma da dublagem, o trabalho que foi feito pelo Som de Vera Cruz está excelente, num nível geral. A escolha das vozes foi feliz (já comentei como adorei a voz do Kazuma), a adaptação e localização das conversas e das piadas (PRINCIPALMENTE DAS PIADAS!) foi feita no capricho, e tudo parecia muito natural.
Se eu fosse reclamar, seria do lipsync. Para quem não sabe, é adaptar o áudio de forma que ele “se encaixe” nos movimentos labiais do ator (ou no caso, da personagem). Eu senti com muito mais frequência do que gostaria que as personagens estavam falando pelos cotovelos. Quem mais sofreu com isso foi a Megumin. Até entendo que por conta da natureza da personagem (que adora fazer longos discursos sem nenhum nexo) o lipsync seja complicado, mas nas cenas de conjuração de magia com a garota, o assincronismo fica evidente demais.
A experiência geral, porém, é extremamente positiva, e fiquei muito feliz com o que assisti. O show em si já é de uma qualidade tremenda (de novo, para quem gosta de comédias idiotas e está psicologicamente preparado para ela), então poder vê-lo em meu idioma materno foi apenas um mimo a mais. Deixo meus parabéns para a equipe da Crunchyroll Brasil, por dar pique nesse projeto audacioso, e a todos do Estúdio Som de Vera Cruz, pelo trabalho bem feito.
Você pode assistir tanto a versão dublada como a original de KonoSuba na Crunchyroll, assim como outros títulos também disponíveis em português.
Mais uma temporada de animes se inicia e estou aqui mais uma vez para dar minhas primeiras impressões sobre as estreias da Primavera 2019. Nessa temporada, irei juntar alguns animes e fazer em um texto só. Meus colegas de equipe farão como eles quiserem.
Já adianto, essa temporada está bem fraca. Pra esse primeiro post, trouxe dois animes distintos: uma das grandes promessas e uma maravilhosa surpresa. Vamos lá!
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
Um dos grandes destaques da temporada. Além de ser um mangá da Shounen Jump, que divide opiniões pra falar a verdade, ele está sendo produzido pelo estúdio Ufotable, bastante conhecido pelos fãs da franquia Fate/.
Uma sinopse rápida:
Após ter sua família morta por um Oni e ter sua irmã transformada em um, Tanjiro sai em uma jornada para tentar reverter a transformação e encontrar o responsável pelos eventos.
Bom, nesse primeiro episódio, o anime começou com o pé direito, eu diria, mas com algumas ressalvas. Há quem ame ou odeie o estilo de animação da Ufotable, mas não dá pra negar que funciona quando o assunto é fazer cenas de ação. O uso de CG em algumas cenas me incomodaram, pois nenhuma delas precisava ter computação gráfica, eram cenas simples como o Tanjiro se virando ou andando. Sem falar no pombo, que ficou feio, mas aí sou eu fazendo nitpicking.
Sobre Tanjiro e Nezuko, nossos protagonistas, é muito cedo pra falar, foi só o primeiro capítulo. Mas o que deu pra perceber é que Tanjiro encarna o espírito do protagonista de shounen sem nem titubear.
Em termos de direção e composição de série, o anime é simplesmente copia e cola do mangá. É tudo igual, os caras não inovaram em nada, é basicamente o mangá em movimento.
Há bastante diálogos internos que não se encaixaram, são basicamente monólogos no meio das cenas e que quebram o ritmo. Falando em ritmo, o de Kimetsu no Yaiba é muito acelerado e não sabe a hora de parar e terminar o episódio, pareceu 2 episódios em 1.
No geral, promete ser um ótimo anime de lutinha pra acompanhar, e estou torcendo para que a animação dos poderes da abertura, sejam a mesma do anime em si. Aliás, baita abertura.
Foram confirmados 26 episódios para o anime, mas não foi dito se será 2 cours ou split-cour. O anime está disponível na Crunchyroll.
Hitoribocchi no Marumaruseikatsu
Cara… o que falar dessa MARAVILHA?
Não sou muito chegado em animes totalmente moe sem muito foco em narrativa, o máximo que devo ter aguentado foi Yuru Camp, lançado em 2018, mas Hitori Bocchi me pegou em cheio.
A história segue Bocchi, uma menina tímida que tem que criar laços com toda sua turma do Ensino Médio, por conta de uma promessa feita com sua única amiga de infância. É baseado em um 4-koma e produzido pelo estúdio C2C.
Eu obviamente me identifiquei com a Bocchi, mas ao contrário dela, as pessoas que vinham até mim (por bem ou por mal), então não adiantou nada no meu caso. As situações em que a Bocchi acaba parando, para conseguir ser amiga da Nako são hilárias e, de certa forma, idiotas, mas acabam funcionando por conta da direção. O timing cômico é excelente, e consegue dividir bem atenção com os momentos dramáticos.
Em questão de animação, o anime é bom naquilo que se propõe, não precisa de muito para funcionar.
Os problemas de relacionamento no Japão (e no resto do mundo) são bem conhecidos por suas extremidades, você pode ir do céu ao inferno. Não irei comentar muito, pois vem de uma visão ocidental, e o anime nem toca TANTO nesse assunto, pelo menos no primeiro episódio.
A trilha sonora contém SAMBA, só isso é o suficiente.
Hitoribocchi no Marumaruseikatsu terá 12 episódios e também está disponível na Crunchyroll.
Iria ter um terceiro anime nesse post, Mayonaka no Occult Koumuin, mas é muito chato e acabei dormindo. Tem na Crunchyroll pra quem quiser ver.
A Crunchyroll anunciou no último final de semana, a adição da animação sci-fi gen:LOCK, estrelada por Michael B. Jordan, em seu catálogo de streaming.
Confira a sinopse:
Daqui a cinquenta anos, uma força autoritária e opressiva ameaça dominar o mundo. Um audacioso time é recrutado para testar uma nova tecnologia de neurociência e pilotar mechas devastadores, mas eles precisam estar dispostos a sacrificar tudo o que têm para salvar o mundo.
Produzida pelo estúdio Rooster Teeth (RWBY), gen:LOCK tem no seu elenco:
Michael B. Jordan (Killmonger em Pantera Negra)
Maisie Williams (Arya Stark em Game of Thrones)
Dakota Fanning (Penelope Stern em Oito Mulheres e um Segredo)
Koichi Yamadera (Spike Spielgel em Cowboy Bebop)
David Tennant (10º Doctor em Doctor Who)
São ao todo oito episódios que compõe a primeira temporada da animação e todos já estão disponíveis para os Usuários Premium da Crunchyroll. Já o primeiro episódio, está disponível gratuitamente.
Sei que o título pode parecer sensacionalista – e se pararmos para analisar, esse post inteiro vai ser sobre como realmente é de um sensacionalismo descarado – mas é uma afirmação que eu gostaria de defender e só desistirei por cima do meu cadáver. Não que seja muito difícil.
Granblue Fantasy, um mobile game (popularmente conhecido como “mobage”) da gigante nipônica Cygames, completará cinco anos de vida no próximo dia 10 de março, e as festividades dentro do jogo só estão por começar. Aproveitando o momento, dedicarei uma postagem a sua adaptação em animê, que aconteceu em meados de 2017 e foi uma surpresa enorme para todos os envolvidos, uma enxurrada de dinheiro para os produtores, e uma lição não só de direção, como também de marketing.
Quando olhamos para o histórico de adaptações de jogos, sejam elas americanas ou japonesas, em quaisquer mídias que sejam… Não temos uma boa impressão. Aberrações como os filmes de Mortal Kombat e de Tekken são o que surgem na mente, e claro que com um passado assim, fica fácil duvidar de entradas futuras no gênero. Mas nem tudo é um Super Mario Bros. (1993) no mundo dos videogames, e a animação de Granblue Fantasy conseguiu mostrar que com grana e com jeito, se adapta o jogo do sujeito.
Aquela velha história: Eu sou fã e quero service
Questões que precisam ser muito bem pensadas quando passamos uma história de um videogame para um seriado são, entre outras: Como adaptar mecânicas do jogo para uma história “real”; Como deixar o desenvolvimento da trama mais dinâmico e verossímil; E como agradar os fãs que esperam ver suas personagens prediletas do jogo, mesmo elas não fazendo parte da trama principal. Isso tudo, enquanto se preocupam com os assuntos já comuns para um animê: direção, coreografia, animação, OST… É um saldo de trabalho extra que se faz necessário para garantir o sucesso do projeto.
Dissecando cada um dos pontos, começo pelo que eu acredito ser a essência da falha de qualquer adaptação de jogo: as suas malditas mecânicas e como transformá-las. Granblue Fantasy é um jogo relativamente complexo, e que possui cinco anos de conteúdo sendo adicionado com uma frequência semanal. Onde eu quero chegar é que: seria muito fácil de estragar o negócio, se você tentasse. Tem muita coisa que você poderia tentar trazer que ficaria simplesmente bizarro dentro de um universo animado, e por mais incrível que isso possa parecer, o mérito da animação em questão foi justamente… A inação.
Às vezes, a melhor forma de fazer alguma coisa é se ater ao básico. Não é preciso “frufrulizar” o negócio para ele ser consistente. Ao se manter longe de suas famosas extravagâncias, a animação conseguiu trazer sua essência mostrando apenas o essencial. Um exemplo perfeito disso? A mecânica de “evocações”, que é um conceito-chave do jogo, e que é over-the-top demais para uma animação que quer ser levada a sério. Para mostrar o seu efeito ingame (que é de fortalecer seus aliados ou enfraquecer os inimigos), não foi preciso trazer o fim do mundo ao evocar o Deus-Dragão da destruição.
Tá certo que evocaram o tal deus da destruição no primeiro episódio, mas depois? Uma luzinha e uma mão no peito tá mais que de bom tamanho.
Partimos pro segundo ponto, para analisarmos como fazer a história funcionar. Se você já jogou um mobage na sua vida (ou qualquer JRPG, pra ser sincero), sabe como eles são repletos de cenas fragmentadas, encontros aleatórios destruindo conversas e uma introdução fraca e genérica que claramente não foi feita com muito esforço pois o objetivo do jogo é ser um moneygrab instantâneo e não um mundo rico em ambientação. É normal que, só depois de se estabilizarem com relativo sucesso, que esse tipo de jogo comece a investir, de fato, em sua produção.
Granblue Fantasy não foge disso, e tem em seus primeiros capítulos uma trama tão aguada que parece caldo de cana de rodoviária. Mas é a introdução da história, e se você quer fazer uma adaptação do jogo, é preciso passar por ela. O que fazer, então? Você pode apenas cortar as partes irrelevantes e todos os encontros aleatórios (ou não, vai que você queira que monstros apareçam a cada três frases? Tem doido pra tudo) e deixar a história ainda sem graça, mas um pouco menos irritante… Ou você pode aproveitar essa chance para dar um empenho tão grande quanto o atual para uma parte antiga do seu trabalho.
Ao reescrever as partes iniciais, a animação conseguiu não mudar os principais pontos de roteiro, mas deixar tudo mais claro, mais lógico e com mais emoção. No show, eles foram capazes de destrinchar a personalidade das protagonistas, encaixar acontecimentos em momentos mais oportunos, e fazer com que encontros se tornassem mais naturais. É o reboot que arruma a maioria dos problemas causados pela falta de interesse da obra original.
Tem como não adorar essa garota?
Acredito eu, porém, que apesar de tudo já comentado, um detalhe menor mas que pode causar a maior quantidade de discórdia entre sua audiência é a falta de “secundários”. Tendo exatamente 546 personagens jogáveis no momento em que escrevo esta postagem (considerando versões alternativas e colaborações), fora os incontáveis NPCs que povoam os céus, é literalmente impossível agradar todas as pessoas que estão esperançosas de ver sua personagem predileta animada nas telinhas. E para piorar, fora de eventos específicos ou episódios especiais, a maioria dessas pessoas nunca nem dá as caras na história principal (que é o que você vai adaptar). Como lidar com essa situação, sem causar o apocalipse na internet?
Se tivéssemos tempo, dinheiro e dedicação o suficiente, seria fácil fazer um animê que fique vinte anos no ar (acredita que One piece estreou em 1999? Puta merda bicho), e adapte todas as histórias que já aconteceram no jogo. Mas como esse não é o caso, e você tem míseros três meses de exibição semanal para trabalhar, é preciso um planejamento extra para isso.
Dentro do próprio jogo, existem votações mensais de personagens prediletas, então saber quem são as mais populares foi fácil. Eles só precisavam de uma desculpa para colocá-las na animação, e estaríamos prontos. É aí que o parágrafo anterior ganha um brilho extra: já que já estamos mudando a história um pouco, qual o problema de uma ou duas mudanças a mais? De uma forma que pareceu natural e orgânica, as personagens marcantes do jogo foram inseridas dentro do mundo, e interagiram ou ganharam screentime sem parecer terem sido forçadas. Muito pelo contrário, conseguiram trazer personalidadee vida à ambientação, deixando cada ilha muito mais rica.
Mas é ÓBVIO que a maioria das personagens mais populares seriam todas garotas, o que você estava esperando?
Olhando todos esses fatores juntos, percebemos que a direção do animê (feita por Yuuki Itou) trouxe muito conhecimento de causa e conseguiu transformar um material mediano (para não dizer medíocre) em um show genuinamente interessante, não só para os fãs do jogo, como para quem está conhecendo a franquia por ele. E os números comprovam que não sou só eu quem acha isso, vendendo uma média de 57 mil cópias por volume (ficando em nono lugar no ranking de vendas de Blurays da história registrada!).
E lembra daquela lição de Marketing? Tenho certeza que adicionar códigos para itens exclusivos dentro do jogo não tem relação nenhuma com o magnificente sucesso de vendas da série.
A série completa pode ser assistida na plataforma de Streaming Crunchyroll, e uma segunda temporada já está em produção. E se tiver interesse, o jogo se encontra disponível em inglês para PC, Android e iOS.
Edição matinal do Yorozuya, pois os japas não dormem e soltaram muitas coisas durante a madrugada. Sem enrolações, vamos para as notícias.
Vinland Saga ganha novo trailer e visual:
Foi divulgado nas redes sociais do anime de Vinland Saga, um novo trailer, agora animado, da adaptação do mangá de Makoto Yukimura. Confira:
Novo visual do anime.
Também foram divulgados os primeiros dubladores do anime: Shizuka Ishigami como Thorfinn criança, Yuto Uemura como Thorfinn adolescente e Kenichiro Matsuda como Thors.
A equipe do anime de Vinland Saga é composta por: Shuhei Yabuta (Inuyashiki) na direção, Hiroshi Seko (Mob Psycho 100) na composição de série, Takahiko Abiru no design de personagens, Bamboo nos cenários; e Yutaka Yamada na trilha sonora. A produção do anime está nas mãos do WitStudio (Attack on Titan) e ainda não tem data de lançamento.
KonoSuba: Kurenai Densetsu ganha seu primeiro teaser:
A Kadokawa divulgou o primeiro preview do filme KonoSuba: Kurenai Densetsu, que está sendo produzido pela J.C. Staff. Confira:
Pouco se sabe sobre a enredo o filme, mas tudo indica que a light novel “Kono Subarashii Sekai ni Bakuen wo!“, com foco na Megumin, seja a base da história.
Apesar de ser por um estúdio diferente, a equipe responsável pelo filme é a mesma das duas temporadas do anime.
Beastars ganha primeiro visual
Como dito no primeiro Yorozuya, o mangá Beastars irá ganhar uma adaptação em anime, pois bem, hoje foi divulgado o primeiro visual do anime, que você pode conferir abaixo:
Monogatari Series terá evento em comemoração aos 10 anos do anime:
Foi anunciado no site de Monogatari Series, um evento em comemoração aos 10 anos do anime. O “Monogatari Fes 10th Anniversary Story” acontecerá no dia 11 de maio, no Makuhari Messe, na cidade de Chiba.
Além disso, foi anunciado a data de estreia da versão televisiva de Zoku Owarimonogatari, que estreou nos cinemas no final do ano passado: 18 de maio, dividido em 6 episódios.
Capa do primeiro volume do BD/DVD.
Lembrando que o primeiro volume do Blu-ray/DVD de Zoku Owarimonogatari, tem previsão de lançamento para o dia 27 de fevereiro. Já o segundo, no dia 27 de março.
Por enquanto é isso, caso tenha mais notícias durante o dia, ficará para a terceira edição.
Sejam bem vindos ao primeiro Yorozuya (GintamaFag na área), um post diário (ou não) reunindo as principais notícias do dia sobre animes e mangás. Decidi fazer nesse formato, pois a maioria das notícias que saem, não possuem tantas informações assim. Pois bem, vamos então para as noticias.
Segunda Parte da Terceira temporada de Attack on Titan ganha trailer:
Foi divulgado no último domingo, o primeiro trailer do segundo cour da terceira temporada de Attack on Titan (Shingeki no Kyojin). O trailer dá uma amostra sobre o que podemos esperar dessa segunda metade, que terá foco na ação. Confira:
Attack on Titan S3 tem previsão de retorno para Abril de 2019.
Beastars ganhará uma adaptação em anime:
Parece que o informante da Panini está trabalhando bem, ein? Poucos dias após confirmar que lançará o mangá no Brasil, a obra Beastars, escrita e ilustrada por Paru Itagaki, ganhará uma adaptação em anime. O anúncio foi feito na mais recente edição da Shounen Champion, onde o mangá é publicado.
Em um mundo povoado por animais antropomórficos, herbívoros e carnívoros coexistem. Para os adolescentes da Escola Cherryton, a vida escolar é cheia de esperança, romance, desconfiança e incertezas. O personagem principal é Legosi, um Lobo, membro do clube de drama. Apenas de sua aparência assustadora, ele tem um coração bem gentil. Por boa parte de sua vida, ele sempre foi objetivo de medo e ódio pelos outros animais, e ele já se acostumou com esse estilo de vida. Mas logo, ele acaba se envolvendo mais com seus colegas de classe que tem suas próprias porções de inseguranças e tem suas vidas escolares mudando lentamente.
O estúdio responsável pela adaptação será o Orange, que ficou conhecido pelo excelente uso de CGI no anime Houseki no Kuni. A equipe ainda não foi anunciada e não há previsão de lançamento.
Astra Lost in Space tem adaptação em anime confirmado:
Durante a madrugada, os leitores de Astra Lost In Space, mangá escrito e ilustrado por Kenta Shinohara (Sket Dance), foram pegos de surpresa, quando o site sobre a adaptação animada do mangá foi ao ar, trazendo a confirmação sobre o anime, e as principais informações sobre o mesmo.
Confira o primeiro visual do anime:
Ano 2061, quando as viagens espaciais são agora possíveis e comercialmente viáveis, e os estudantes da Caird High School embarcam em seu Planeta Camp. Mas logo após o Grupo B5 chegar ao acampamento planetário, uma misteriosa e imprevisível esfera de luz enviou seus 9 membros para o espaço sideral, deixando-os a 5012 anos-luz de distância de seu planeta natal.
Com a descoberta de uma nave espacial não tripulada nas proximidades, os estudantes devem permanecer fortes, administrar seus recursos limitados e permanecer unidos na escuridão do espaço, para que todos possam sobreviver à sua longa e perigosa jornada de volta para casa a bordo do Astra.
Astra Lost in Space terá a direção de Masaomi Ando (Kuzu no Honkai), composição de série de Norimitsu Kaiho (Danganronpa 3: Kibou Hen) e design de personagens de Keiko Kurosawa (Asobi Asobase). A produção ficará nas mãos do estúdio Lerche, de Asobi Asobase e Assassination Classroom.
Ainda não há previsão para o lançamento, mas será ainda em 2019.
Mappa adaptará To the Abandoned Sacred Beasts para anime:
O estúdio Mappa (Banana Fish e Zombieland Saga) anunciou nessa terça-feira, a adaptação em anime do mangá To the Abandoned Sacred Beasts (Katsute Kami datta Kemonotachi e), de Maybe. O anime ainda não tem data para estrear, mas foi confirmado para 2019.
Foi divulgado o primeiro visual do anime, além dos designs dos protagonistas Nancy Schaal Bancroft (Ai Kakuma) e Hank (Katsuyuki Konishi):
Durante a demorada Guerra Civil entre Norte e Sul, um grande número de habitantes do norte usaram magia negra para criar Super Soldados monstruosos chamados de Encarnados. Agora, que a guerra chegou ao fim, essas Bestas Sagradas precisam aprender a conviver nessa pacífica sociedade, ou irão encarar a morte nas mãos de Caçadores de Bestas.
Nancy Schaal Bancroft, a filha de um Encarnado, decide se tornar uma caçadora. Mas, assim que ela alcança sua presa, ela descobre a dura verdade sobre a vida dessas Bestas Sagradas.
A staff do anime também foi anunciada: Jun Shishido (Hajime no Ippo Risign) na direção, Shigeru Murakoshi (Zombieland Saga) na composição de série, Daisuke Niinuma no design de personagens e diretor de animação chefe.