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Literatura

Editora Best Seller lança A História Secreta da Mulher-Maravilha

A Editora Best Seller, pertencente ao Grupo Editorial Record, estará lançando no mês de junho o livro A História Secreta da Mulher-Maravilha. Confira os detalhes abaixo!

A história secreta da maior super-heroína de todos os tempos. A Mulher-Maravilha, personagem criada em 1941, é a super-heroína mais popular de todos os tempos. Com exceção do Superman e do Batman, nenhum super-herói tem uma carreira tão duradoura ou influencia tanta gente quanto ela. Em uma pesquisa fantástica realizada pela historiadora de Harvard e redatora da revista New Yorker Jill Lepore, o leitor terá acesso à origem dessa que é uma das mais importantes super-heroínas da cultura ocidental. Uma surpreendente trama familiar, fatos cruciais para o feminismo do século XXI e a Mulher-Maravilha como você nunca viu!

A autora, Jill Lepore, já publicou outros livros históricos como The Story of America: Essays on OriginsThe Autobiography and Other WritingsThe Whites of Their Eyes: The Tea Party’s Revolution and the Battle over American History. O livro sobre a Mulher-Maravilha é seu primeiro trabalho publicado no Brasil.

A tradução ficou a cargo de Érico Assis, figura carimbada entre leitores de quadrinhos e materiais relacionados à nona arte. Alguns dos livros sobre quadrinhos traduzidos por Érico são: Superdeuses de Grant Morrison, a série Mestres ModernosMago das Palavras: A Vida Extraordinária de Alan Moore.

A História Secreta da Mulher-Maravilha possui 480 páginas encadernadas no formato 23 x 16 cm e com preço de capa R$ 64,90. Encontra-se em pré-venda com desconto na Amazon.

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Detective Comics Quadrinhos

Le Chevalier | Os Arquivos Secretos do Cavaleiro steampunk

Imagine um grupo de inteligência e operações que atua na França em plenos anos 1800. Adicione o subgênero steampunk, tramas bem narradas com ilustrações que remetem a ótimas histórias em quadrinhos de grandes mestres da nona arte e você terá Le Chevalier: Arquivos Secretos, uma das graphic novels do catálogo da AVEC Editora, pertencente ao universo literário nacional de Le Chevalier.

Criada por Andre Zanki Cordenonsi, a série literária Le Chevalier está situada em meados dos anos 1860, em uma Paris onde as criações a vapor de Jules Verne impulsionaram uma revolução tecnológica que tornou a capital francesa o epicentro de uma renovada Europa.

O Bureau Central de Inteligência e Operações é uma organização que investiga casos a serviço de sua majestade, Napoleão III, e tem como principal agente um espião sem nome, sem passado e extremamente eficiente no serviço: o Cavaleiro, chamado apenas de Le Chevalier. Os Arquivos Secretos, como o nome sugere, tratam de aventuras paralelas às contadas no livro e nos eBooks, aprofundando ainda mais a imersão neste rico universo.

Em poucas páginas um leitor novato rapidamente sente-se a vontade e embarca facilmente na interação entre os personagens, e quem já está familiarizado reconhece sem delongas as características marcantes deste mundo. As duas aventuras presentes neste volume são auto-contidas e deixam ganchos para futuras continuações, mas ambas as tramas de investigação se desenrolam magistralmente pelo texto de Cordenonsi e não somente apresentam o universo como também explicam detalhadamente suas principais características, contando com fichas de personagens e recordatórios.

A provável maior inspiração para a confecção de Le Chevalier é o Hellboy de Mike Mignola. Em Arquivos Secretos os dois agentes do Bureau, Le Chevalier e seu companheiro Persa, investigam casos de assassinato e sequestro situados em Paris. Através de tramas diretas e inventivas o roteirista explora as tecnologias deste mundo retrofuturista e também não perde tempo em introduzir figuras históricas na narrativa, criando um apelo ainda maior para o leitor que deseja aprofundar seus conhecimentos. E a comparação com a obra-prima de Mignola se faz presente mais uma vez, com a utilização de um ótimo glossário que detalha cada um dos termos citados.

Os personagens são divertidos e possuem características marcantes. Chevalier é o típico protagonista misterioso e confiante, que age sem pestanejar para cumprir seus objetivos, e sempre possui uma carta na manga. Persa, apelido de Karim El Hadji, funciona como o alívio cômico da série, sempre focado no lado gastronômico de Paris e reclamando das confusões em que se mete, mas também atuando competentemente como ajudante de campo. E uma gama de personagens secundários encorpam o elenco principal, tornando críveis os relacionamentos.

O formato da publicação assemelha-se ao de álbuns europeus. Não bastasse a trama ser situada na França, com inimigos e conspirações políticas secretas englobando toda a Europa, a aventura soa como um arco fechado de um bom gibi franco-belga. A arte de Fred Rubim remete ao já citado mestre Mike Mignola, lembrando também o traço que Gabriel Bá utilizou na série The Umbrella Academy, da Dark Horse Comics. Todas as três séries possuem um estilo parecido, onde uma organização investiga casos diversos.

A versatilidade de Rubim é outro ponto de destaque que merece ser mencionado. Comparando seus traços em dois quadrinhos diferentes, Le Chevalier e Contos do Cão Negro, são nítidas as diferenças de estilo e narrativa empregadas em ambas as publicações. Em Arquivos Secretos o ilustrador utiliza linhas claras e um jogo de sombras, com um desenho mais caricato que casa perfeitamente com as aventuras. Além disso, o desenhista permite-se pirar nos aparatos tecnológicos que surgem no decorrer das investigações, com robôs, veículos e os divertidos drozdes, animais mecânicos com vida própria e fiéis aos seus amos, que representam o ápice da tecnologia Clockpunk. As cores, que também ficam a cargo de Rubim (o homem é uma máquina), criam uma aura própria ao redor de cada cena, trazendo com maestria um ar específico para os cenários.

E apesar dos cenários mais simples, sem muita tecnologia aplicada na arquitetura, toda a cidade de Paris soa constantemente como um retrato de uma época, e o leitor acaba se deparando com instrumentos e máquinas extremamente incomuns, frutos do subgênero steampunk em que a obra se baseia, que dão um charme para o interior das construções.

A forma como a dupla de autores conduz as narrativas, de maneira linear e com um ritmo próprio que prende a atenção, é a cereja do bolo deste ótimo material nacional, que acrescenta (e muito) aos universos ficcionais oriundos das mentes brilhantes de autores brasileiros, criando obras que não devem em nada às famosas histórias produzidas no exterior. E esperamos que outras aventuras do Chevalier sejam contadas em quadrinhos, mantendo vivas o que há de melhor no pouco explorado estilo steampunk.

Le Chevalier: Arquivos Secretos Vol. 1 possui 64 páginas encadernadas em capa cartão no formato 28 x 21 cm, com preço de capa R$ 39,90.

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Cinema

Liga da Justiça | Zack Snyder deixa produção em decorrência de uma tragédia familiar

Zack Snyder revelou para o The Hollywood Reporter que está se afastando da produção do longa para lidar com a morte súbita de sua filha, Autumn Snyder. Sua esposa, Deborah Snyder, também estará realizando uma pausa do projeto.

”Decide dar uma pausa em relação ao filme e ficar com a minha família, estar com meus filhos, que realmente precisam de mim. Eles estão tendo um tempo difícil. Assim como eu.”

Autumn se suicidou em março aos 20 anos, porém foi mantida em segredo com apenas um pequeno círculo de pessoas sabendo sobre o ocorrido.

”Nunca planejei fazer isso em público. Pensei que seria apenas entre a família, ou seja, algo privado. Quando ficou óbvio que eu precisava fazer uma pausa, eu sabia que a internet começaria a comentar. Eles farão o que sempre fazem. A verdade é que não estou com cabeça para pensar nisso neste momento.” 

Para finalizar, Zack disse:

”Quero que o filme seja incrível e eu sou um fã, mas isso tudo se desvanece rapidamente em comparação. Sei que os fãs ficarão preocupados com o filme, mas existem outras sete crianças que precisam de mim. No final, é apenas um filme. É um grande filme, mas é apenas um filme.”

Snyder, após analisar um corte bruto do filme para seus colegas cineastas e amigos, queria acrescentar cenas adicionais, então ele trouxe Joss Whedon para filmá-las.

Porém, enquanto se preparava para filmar as cenas na Inglaterra, ele percebeu que não era hora de sair de casa.

”A direção é mínima e tem de aderir ao estilo e ao tom que Zack definiu”, diz Toby Emmerich, Presidente da Warner Bros. Pictures. ‘‘Não estamos introduzindo novos personagens. São os mesmos personagens em algumas cenas novas. Ele está entregando o bastão para Joss, mas o curso foi realmente definido por Snyder.”

Diante disso, o Twitter foi tomado por mensagens de solidariedade para o diretor.

Liga da Justiça será lançado em novembro deste ano.

 

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Tela Quente

Depois de Logan, o que esperar?

Sim. Essa é uma pergunta que venho me fazendo desde a exibição de Logan. Um filme belo, conduzido magistralmente por James Mangold que conseguiu captar emoção e respeitar toda a história do Wolverine em um único filme. O resultado, muitos de vocês já presenciaram: uma obra prima, que destoa de quase todos do gênero.

Neste ano, filmes baseados em quadrinhos e heróis predominam em vários meses. A Marvel Studios fez sua primeira estreia do ano com Guardiões da Galáxia Vol. 2. A Warner Bros/DC Comics chega em junho com o aguardado e dito como a “esperança do UCDC”, Mulher Maravilha, além de vários outros. 2017 promete ser uma grande fonte de entretenimento para todos os fãs. Só que Logan já passou, estreou em março e saiu de exibição em vários cinemas. (Aliás, o blu-ray com a versão em preto e branco chega em junho). Logan foi o produto de anos e anos de aventuras heroicas e filmes de variados estúdios, resultando nas múltiplas mensagens e pensamentos que ele nos deixou. Posso estar sendo imprudente, mas isso redefiniu o gênero e encerrou uma era.

Não estou querendo dizer que Mulher Maravilha, Liga da Justiça ou Homem-Aranha devem ser melhores do que Logan e nem ultrapassá-lo qualitativamente.  A questão é: O que eu vou levar para casa?

Fui uma criança que sempre brinquei com os meus bonecos do Homem de Ferro ou do Superman. Ia ao cinema várias vezes ao ano, principalmente nos filmes do Homem-Aranha de Sam Raimi e do Batman de Christopher Nolan. Aquilo me despertava uma emoção que foi evoluindo e amadurecendo junto comigo. A geração (a minha) foi envelhecendo e querendo aventuras com mais seriedade e um leve toque dramático. É normal a necessidade disso, mas ao mesmo tempo, precisamos entender que os filmes de super- heróis não amadurecem como nós. Eles continuam tendo a famosa função de transmitir uma mensagem heroica através de uma batalha entre herói(s) e vilão. Depois de Logan, não é isso que eu quero mais; sair do cinema, assistir três vídeos: “Análise”, “Veredito”, “Crítica” e nunca pensar sobre novamente.

Essas linhas de produção precisam permanecer fazendo o que fazem. Filmes com aquela mensagem infantil e esperançosa. Porém, é realmente necessário parar no tempo? Vamos lá… não é uma discussão de querer se adaptar a um público mais velho (algo que não precisa acontecer), mas tentar fazer filmes que saiam do padrão e surpreendam de alguma forma, ainda mais com a concorrência e a exigência existentes no cinema atual.

A redefinição do gênero, que para alguns com a mesma opinião que a minha, ocorreu em março desse ano, é a prova mais que concreta que está na hora de haver mudanças, pois os longas de heróis vão cair no limbo e na repetição facilmente. Criar e inventar coisas novas. Novos personagens e conceitos que irão despertar a emoção novamente, tanto para mim quanto para os mais novos, e no final de cada filme, seja da Fox, da Marvel Studios, da Sony ou da DC, eu tenha a resposta para a minha pergunta: O que esse filme me deixou?

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Cultura Japonesa Mangá Pagode Japonês

GTO | O professor mais foda que você respeita

Em 1997 estreava nas páginas da japonesa Weekly Shōnen Magazine a série Great Teacher Onizuka, criada por Toru Fujisawa. Com serialização entre os anos de 97 e 2002, GTO (abreviação oficial) tornou-se rapidamente um fenômeno cultuado no mundo todo, figurando entre os 40 mangás mais vendidos do Japão. E com uma estreia fenomenal, este clássico da comédia japonesa chega ao Brasil pela NewPOP Editora, com um formato extremamente similar ao japonês e detalhes exclusivos da edição nacional.

Eikichi Onizuka é um personagem recorrente de diversas histórias do mestre Fujisawa. Shonan Junai Gumi e Bad Company foram séries produzidas antes da estreia de GTO, e as duas focavam na vida de Onizuka como um delinquente. A diferença, com a estreia da série que leva seu nome, foi a ideia aplicada: o delinquente Eikichi Onizuka, 22 anos, decide se tornar um professor… com o objetivo de ajudar (no sentido bíblico) alunas mais novas. E a trama se desenrola com foco em Onizuka tentando assumir o autodeclarado posto de “professor mais foda que virará uma lenda.”

Mangás com delinquentes marcaram uma época e quase sempre são sinônimos de boas risadas. Yu Yu Hakusho, Slam Dunk, Diamond is Unbreakable, Tenjō Tenge e tantos outros possuem o mesmo estilo de protagonismo, similar ao modo de agir do professorzinho de GTO. Através do absurdo conceito onde os delinquentes fazem coisas boas, os autores extrapolam suas ideias na comédia, algo que GTO consegue fazer em um nível muito elevado e mais adulto se comparado a outras obras do gênero. Séries do tipo permanecem vivas até hoje, com mangás recentes como Beelzebub, encerrado há poucos anos.

Great Teacher Onizuka apresenta um caráter sexual muito forte, já que a motivação inicial do protagonista é pura e simplesmente pegar garotinhas. Situações absurdas envolvendo os desejos do professor (e outros que o cercam), com uma arte extremamente caprichada e típica dos anos 90, tornam todas as situações da vida de Eikichi muito memoráveis (entenda o que quiser). Os personagens ao seu redor parecem inicialmente rasos e sem muito teor dramático, mas aos poucos as histórias são contadas e até os mal caráteres tornam-se extremamente relacionáveis com o leitor. Em 1998 a obra foi vencedora do Kodansha Manga Award na categoria shōnen.

A edição nacional, recém-lançada pela editora NewPOP, é o formato mais próximo de um volume japonês já publicado no Brasil. Com sobrecapa, papel especial de gramatura mais alta, sem transparência e dimensões quase iguais aos tankos japoneses, GTO é possivelmente um novo parâmetro de qualidade para os produtos nacionais, sendo importante ressaltar que as páginas coloridas apresentadas nesta edição não existem nos volumes do Japão, tendo sido negociadas como um adicional para a versão do Brasil. E apesar da quantidade absurda de textos e detalhes traduzidos em diversos quadros, erros de revisão interna não passaram, tornando o produto ainda mais caprichado.

O mangá foi adaptado em uma série animada entre 1999 e 2000, totalizando 43 epsiódios. Séries de TV e filmes live-action também foram produzidos e elogiados pelos críticos e fãs. Em 2014 Fujisawa deu início a sua nova série GTO: Paradise Lost, na Young Magazine japonesa, que conta com quatro volumes encadernados até o momento, adicionando mais história aos 25 volumes originais de GTO.

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Um dos anúncios mais empolgantes com um acabamento muito relevante para o mercado brasileiro, GTO é até o momento a estreia de mangá mais fantástica de 2017. Com personagens carismáticos, ótimas ilustrações e diversão com emoção a todo instante, a vida de Onizuka como um professor é um clássico obrigatório para a coleção de todos, reforçando a capacidade humorística dos mangakás japoneses.

GTO possui uma média de 192 páginas por volume encadernadas em formato 18 x 12 cm, com sobrecapa resistente, papel especial de alta gramatura e preço de capa R$ 23,90. Os volumes serão lançados bimestralmente, com assinantes e consumidores da loja Anime Hunter recebendo brindes exclusivos como bottons, marca-páginas e postais.

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Detective Comics Quadrinhos

Nos Domínios da Escuridão | Uma aventura canônica de Star Trek

Star Trek, a genial franquia criada por Gene Roddenberry em 1966, permanece um clássico da ficção-científica e do entretenimento, sendo reinventada constantemente com novos shows e produtos alternativos. Em 2009 a nova franquia cinematográfica dirigida por J. J. Abrams foi iniciada, contando atualmente com uma trilogia e uma série em quadrinhos produzida pela IDW desde 2011, que a Mythos Editora trouxe ao Brasil em um encadernado de luxo que respeita o legado e a mitologia deste universo e entrega histórias muito boas, ágeis e com ótimos diálogos.

A chamada Linha Temporal Kelvin, batizada assim pela CBS, refere-se à cronologia moderna de Star Trek, a linha do tempo que se passa em uma realidade alternativa à do seriado clássico. Kirk, McCoy, Spock, Uhura, Sulu, Chekov e tantos outros personagens existem nesta nova realidade com suas características típicas mantidas, porém com alguns detalhes alterados.

Em 2013 o filme Além da Escuridão estreou nos cinemas, recriando a história do clássico longa A Ira de Khan com diversas alterações, modernizando o conceito para uma nova geração. Nos Domínios da Escuridão, o encadernado lançado no Brasil em comemoração aos 50 anos da série e aqui resenhado, está situado logo após os acontecimentos do segundo filme, onde foram explorados os Klingons, a Seção 31 e a tensão na galáxia com relação aos Romulanos – utilizados no primeiro filme – e seus objetivos escusos.

As histórias apresentadas nesta compilação funcionam como continuações diretas do longa e respeitam não somente as características pré-estabelecidas desta linha temporal como também prestam diversas homenagens ao material clássico. O primeiro arco, focado no ritual vulcano do Pon Farr, é uma recriação do cultuado primeiro episódio da segunda temporada da série clássica, Tempo de Loucura, onde o ritual de acasalamento vulcano é explorado através das necessidades biológicas de Spock. Inserindo a ideia nos acontecimentos desta realidade, o texto de Mike Johnson (Superman, Supergirl) faz com maestria o difícil trabalho de costurar uma trama significativa para os personagens com os acontecimentos paralelos, que descambam em um arco de batalha – física e política – logo após a primeira aventura.

O Spock da Linha Kelvin, é importante ressaltar, não concluiu o ritual do Kolinahr, que visa expurgar todo e qualquer resquício de emoção da mente de um vulcano. Com isso, seu ritual do Pon Farr difere-se significativamente do realizado pelo Spock da Linha Clássica, mantendo as características mais emotivas e quase sexuais deste vulcano. Sua relação com Uhura é mantida, e a Carol Marcus, apresentada no segundo filme, também é utilizada como elenco de apoio.

Se não bastasse a referência direta a este clássico da franquia, em sequência uma história curta traz de volta os répteis humanoides Gorns, vilões conhecidos que surgiram no episódio Arena, décimo oitavo da primeira temporada da série original, onde Kirk protagoniza uma das lutas mais memoráveis (seja lá em qual sentido) de toda sua carreira. Sempre respeitando o cânone e modernizando os conceitos, ideias que se aplicam também às criaturas do universo.

Os desenhos ficam a cargo de Erfan Fajar e Claudia Balboni, que apesar da simplicidade narrativa, entregam uma fidelidade cinematográfica às feições de cada um dos personagens e detalhes dos cenários. Com os acontecimentos descambando para a trama maior, que engloba Klingons, Romulanos, a Seção 31 e a Federação, o grupo de Kirk se vê preso em uma guerra onde três lados lutam por motivos distintos, e a tripulação da Enterprise deve se adequar ao que for acontecendo para salvar quantas vidas estiverem ao seu alcance.

A Seção 31 é uma clássica organização que foge dos padrões éticos da Frota Estelar visando a defesa da Terra, e fora utilizada também como vilões centrais da história de Além da Escuridão. Com isso, todos os acontecimentos destas aventuras (que são canônicas e supervisionadas por Roberto Orci, consultor de tramas) fecham pontas soltas do longa de 2013, complementando a experiência como um universo expandido deve fazer como objetivo primário.

Nos Domínios da Escuridão apresenta o que há de melhor na nova franquia de Star Trek: ação, ótimos diálogos, caracterizações fidedignas ao material original e um visual deslumbrante, sem limitações orçamentárias típicas das séries mais antigas.

O bom material presente nesta compilação faz parte de uma longeva série publicada nos EUA há alguns anos, que com a ajuda do público consumidor brasileiro pode ser trazida pela editora Mythos através de encadernados, enchendo as livrarias com materiais essenciais para os trekkies de plantão, audaciosamente indo onde nenhum quadrinho jamais esteve.

Star Trek: Nos Domínos da Escuridão possui 208 páginas encadernadas em capa dura no formato 26,8 x 17,4 cm, com preço de capa de R$ 79,90.

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Cinema

Venom | Tom Hardy confirmado como Eddie Brock

O vindouro projeto acaba de ganhar um ator de peso: Tom Hardy (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Taboo e Dunkirk) entrou para o elenco e fará o papel principal como Eddie Brock/Venom.

Além disso, foi confirmado que Ruben Fleischer (Zumbilândia) ficará responsável pela direção.

Nos quadrinhos, Venom é o ser resultante da simbiose entre uma criatura alienígena e o jornalista Eddie Brock. Apesar de já ter tido mini-séries próprias, a maioria de suas aparições é como inimigo do personagem Homem-Aranha. A característica marcante de Venom, além do uniforme negro, é a desproporcional e assustadora mandíbula, desenhada no traço de Todd MacFarlane. Antes de fundir-se ao simbionte e tornar-se o Venom, Eddie Brock era um repórter do jornal O Globo Diário.

O vilão teve uma aparição em Homem-Aranha 3 com a interpretação de Topher Grace.

Hardy postou a imagem acima para celebrar a novidade.

Scott Rosenberg e Jeff Pinkner escreverão o roteiro. Avi Arad e Matt Tolmach ficarão responsáveis pela produção juntamente com Amy Pascal. Palak Patel e Eric Fineman estarão supervisionando o projeto para a Columbia Pictures.

Venom tem lançamento confirmado em 5 de outubro de 2018. As filmagens estão previstas para este ano.

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Entretenimento Quadrinhos

Estivemos no lançamento de Valerian da SESI-SP Editora

Após meio século de seu lançamento original, Valerián finalmente é publicada no Brasil em coletâneas para as livrarias. Para celebrar este feito, a SESI-SP Editora promoveu um evento dia 13/05 da Livraria Cultura da Avenida Paulista.

Era uma manhã de sábado daquelas que é complicado levantar da cama. Ainda mais quando a página oficial sobre o evento no Facebook pouco (ou quase nada) informava sobre como seria a cerimônia de lançamento do álbum. Mas, para quem gosta de quadrinhos e foi ao evento, com certeza saiu satisfeito.

Apresentado por Silvio Alexandre, o evento começou com a exibição de slides para se ter uma ideia do que se trata essa obra de ficção científica. A cada imagem que passava mais e mais “coincidências” com o universo de Star Wars eram apresentadas. Inclusive, uma charge feita pelo próprio Jean-Claude Mézières, ilustrador da série:

Até os próprios autores já brincaram com as semelhanças de cenário, trajes e personagens de Valerian e Star Wars.

Além disso, vídeos foram exibidos, um deles possivelmente o principal motivo para Valerian finalmente ser publicada no Brasil: A adaptação cinematográfica baseada na série que tem data de estreia marcada para 10 de agosto de 2017 no Brasil, e o mais interessante para os fãs de HQs: Um trecho do documentário L’Histoire de la page 52, lançado em 2013 que mostra parte do processo criativo entre os dois autores.

Depois das devidas apresentações, veio o mais interessante de todo o evento: Um debate sobre a obra e outros assuntos relacionados à HQs e cinema com o ilustrador Marcelo Campos, o colunista de quadrinhos e cinema Roberto Sadovski, o tradutor de Valerian no Brasil Fernando Paes e o editor da SESI-SP Rodrigo de Faria e Silva. Sidney Gusman, jornalista e hoje editor-chefe da Maurício de Sousa Produções estava também escalado para participar mas não pôde comparecer por problemas de saúde dos quais já está se recuperando.

Campos comentou que descobriu Valerian nas páginas do jornal O Globo, que publicou uma parte da saga nos anos 80 no suplemento O Globinho. A obra chamou sua atenção por tratar de assuntos sérios e críticas sociais mesmo sendo uma ficção científica com um traço mais cartunesco. Característica também vista nas páginas de Tintim, trabalhos de Moebius e Asterix, porém esta última sendo voltada ao humor. Na época ainda poderia ter acesso a este material nas bancas do país. Hoje, quadrinhos europeus são exclusivos de livrarias e lojas especializadas. Campos também informou que hoje em dia 60% das HQs vendidas em banca são provenientes de São Paulo. E desta fatia, 90% das bancas situadas na Avenida Paulista.

Mais semelhanças com Star Wars.

Sadovski manteve seus comentários direcionados à adaptação cinematográfica de Valerian. Afirmou que o diretor Luc Besson possui vasta bagagem cultural e pegou os elementos da HQ que podem ser transpostos ao cinema, pois hoje absolutamente mais nada é impossível de ser feito nas películas. Também informou que existem roteiros há mais de 25 anos engavetados por, na época, não ser possível fazer adaptações cinematográficas que atendessem o proposto. Respondendo uma perguntada plateia sobre o possível plágio que Star Wars pode ter feito em cima de Valerian, Sadovski acredita que não seja um plágio propriamente, e sim uma inspiração entre várias que George Lucas teve em sua biblioteca privada, que é uma das maiores coleções do mundo.

As notícias mais animadoras vieram de Faria, que edita quadrinhos no SESI desde 2013 após conversas com a Quanta Academia de Artes inicialmente de publicar obras autorais. Diferente dos lançamentos da editora até então, Valerian segue a versão Integrále publicada na França. Versões Integrále são como “encadernados” de quadrinhos franceses, contendo geralmente mais de três álbuns por edição. Esse formato já se tornou tendência nas editoras francesas. Faria afirmou que esta decisão foi feita por decisões comerciais, pois sairia mais barato esse tipo de publicação. Dos cinco Integráles publicados até agora na França, três já foram comprados pela SESI-SP e o volume 2 já foi traduzido, com data de publicação prevista para o fim de 2017.

Sobre a tradução, Fernando Paes lembrou que o maior desafio em traduzir a HQ foi encontrar expressões equivalentes às expressões francesas da época, e que foram necessárias, no total, 20 a 30 horas de trabalho para traduzir cada álbum.

Outro responsável pela SESI-SP que estava na platéia (mas não no palco), José Carlos Júnior respondeu a uma pergunta do público sobre distribuição de outras formas além de livrarias. Respondeu que a editora já tem contrato com a Dinap e pode nos próximos 2 meses iniciar sua distribuição de títulos em bancas, porém estes diferentes do que vemos nas livrarias e lojas especializadas. Um dos citados é O Garoto Vivo, mas não deixou claro se são novas edições ou a já publicada. Júnior explicou que a operação é custosa e um problema é ter apenas um distribuidor hoje em dia e o fato do retorno financeiro de uma banca hoje ser 20% comparado com o retorno de 20 anos atrás.

Perguntei se o formato Intégrale será adotado em mais publicações da editora e Faria informou que serão feitas enquetes por parte da SESI-SP para saber o que o leitor prefere. Blacksad, por exemplo, está para ser lançado e vai adotar a publicação de álbuns individuais. Em outra pergunta realizada pela platéia, respondeu que Marsupilami deve estar entre as opções das enquetes a serem realizadas sobre futuros títulos da editora.

Valerian – Volume Um já está disponível nas melhores livrarias, como Amazon, Fnac e Saraiva. O encadernado contém 160 páginas encadernadas em capa cartão, com orelhas e laminação brilhante, no formato 28,8 x 22 cm. O preço de capa sugerido é R$ 58,00.

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Cinema Tela Quente

Crítica | Alien: Covenant

Alien: Covenant é a ponte de Prometheus (2012) para Alien: O Oitavo Passageiro (1979). De um filme questionável para um clássico da ficção científica, Covenant mistura ambos os estilos e faz uma combinação própria. Não tende a cair para o questionável, mas também passa longe de ser considerado um clássico.

O marketing vendeu o filme como uma obra de terror e sobrevivência do lendário diretor Ridley Scott. Retomar a experiência que vivenciamos na obra de 79 traria uma nostalgia e uma satisfação muito grande ao sair do cinema, além de Covenant ficar no patamar de grandes ficções da década. Porém, o longa cai em promessas e se perde nas expectativas, mas ainda cumpre o seu papel.

Ridley Scott foi um marco para o cinema e a ficção. Independente de seus trabalhos atuais, é inegável sua importância. Prometheus é o primeiro filme que tenta expandir a mitologia do Alien ao longo de seu desenvolvimento. Sendo Alien: Covenant a continuação exata dessa história. Scott continua insistindo na expansão de sua mitologia filosófica com os Engenheiros e sua importância no universo.

Contudo, este não é um Prometheus como dito. Alien: Covenant tem muitos traços característicos de um survival horror e dá a devida importância à ameaça e ao grupo da nave Covenant. A conspiração da corporação Weyland-Yutani é bem mais evidente aqui, tornando-se mais condizente com o rumo que a franquia está tomando.

Em Alien: O Oitavo Passageiro, o grupo da Nostromo transparece ao espectador um sentimento de união e de conhecer um ao outro, rapidamente você se relaciona com os personagens. Mas com Daniels (Katherine Waterston), Tennesse (Danny McBride), Oram (Billy Crudup), Walter (Michael Fassbender), Lope (Demian Bichir), Karine (Carmen Ejogo) e outros, não há essa ligação. Não há um momento que a trama faça você se conectar com estes personagens. Cada morte é como um descarte no baralho sem a mínima importância.

Enquanto o grupo é um tanto quanto irrelevante, Michael Fassbender dá um show individual. Sua postura em tela é algo que só um profissional como ele consegue fazer. Interpretando um modelo sintético (robô) com várias descobertas e conflitos em sua mente, este consegue se tornar um personagem memorável na franquia Alien, sendo tão ameaçador quanto Ash.

O primeiro ato é nítido o retorno de Scott às suas raízes. Sua habilidade em conduzir o suspense na cena até resultar na morte de um personagem parece continuar funcionando, mas que deveria ser mais aproveitada e requisitada. Nos atos seguintes é mais uma continuação da narrativa de Prometheus, preenchida por flashbacks e uma fotografia espetacular.

Alien: Covenant irá desagradar algumas pessoas, principalmente aquelas que não estão gostando do rumo que a mitologia está tomando. Aos outros, será mais um longa decente. Porém, Ridley ainda não parece conseguir trazer a essência de Alien de volta, continuando com suas promessas de futuros filmes dignos.

Que pare de ficar só na promessa.

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Detective Comics Quadrinhos

Power Rangers | O Ano Um do Ranger Verde

Power Rangers, a franquia multimilionária da Saban Etertainment, possui um histórico de sucesso que vai além das famosas séries inspiradas nos Super Sentai japoneses, alcançando o cinema – com três filmes, um blockbuster lançado recentemente – e histórias em quadrinhos. Com uma série recente publicada no exterior pela BOOM! Studios, os clássicos guerreiros coloridos retornam com maestria ao inconsciente popular, chegando ao Brasil em uma edição de luxo lançada pela Editora Pixel.

Cinco guerreiros escolhidos por Zordon e Alpha para defenderem o mundo contra as forças do mal de Rita Repulsa. Vermelho, amarela, rosa, preto e azul, utilizando poderes baseados em dinossauros para lutarem e convocarem seus robôs gigantes. Todos devem conhecer a história base da série Power Rangers, e ela é complementada posteriormente com a introdução do Ranger Verde, antigo lacaio de Rita, como sexto membro do grupo. O encadernado “Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – Ano Um” está situado logo após a saga “Verde de Raiva” (Green With Evil), onde Tommy Oliver foi apresentado na primeira temporada original.

Escrita por Kyle Higgins e ilustrada por Hendry Prasetya, esta série em quadrinhos dos Rangers consegue modernizar a série clássica e ir além de tudo que já foi feito para a TV em muitos sentidos. Sem a limitação orçamentária os autores possuem liberdade para criar cenas de ação que remetem à primeira temporada de MMPR, porém feitas com um visual muito mais ousado. A arte de Prasetya (Lanterna Verde, Voodoo), que ilustra takes e perspectivas nunca antes vistas pelos fãs, é cinematográfica e fluida, mas também caricata e agradável. Uma sala de treinamento, cenas de ação em alto mar e até mesmo efeitos de teletransporte trazem novos ares para a franquia. E o outro destaque, o texto de Kyle Higgins (Batman, Asa Noturna, Capitão América), é feito com fidelidade e modernização.

Ao retratar Jason, Trini, Zack, Billy e Kimberly com suas respectivas caracterizações típicas da série o roteirista também toma a liberdade de explorar um pouco mais os dramas de cada um, sempre retratando suas falas e atitudes típicas de adolescentes de forma fiel e atual, inserindo até mesmo aparatos tecnológicos mais modernos neste universo. Billy e Trini possuem sua tão aconchegante relação de amizade e apoio, enquanto Kimberly está sempre motivada a tratar Tommy e seus amigos da melhor forma possível. Jason e Zack, grandes companheiros, dividem momentos chave de liderança com relação ao mistério por trás do que vem afetando o grande destaque deste arco, Tommy Oliver, que está sofrendo uma incerteza e constante influência mental negativa remanescente de Rita Repulsa, que deseja retomar o poder do Ranger Verde para si e dominar o mundo. E todos os acontecimentos se desenrolam a partir desta luta na mente de Tommy.

Este primeiro arco, que complementa muito bem o seriado, é totalmente focado na jornada do Ranger Verde superando a já citada influência de Rita na sua vida. O dia-a-dia dos heróis é mostrado também com fidelidade ao material original, enquanto os alívios cômicos Bulk e Skull são inseridos em um novo contexto, agindo como jornalistas/vloggers da Alameda dos Anjos. Vilões conhecidos como Goldar e Scorpina possuem seus momentos, e mais da rotina escolar dos protagonistas é mostrada. Com o grupo tendo de se acostumar com o novo membro do enquanto lidam com seus próprios problemas, a narrativa segue de forma natural e muito agradável, trazendo nostalgia e satisfação ao leitor casual e principalmente ao fã.

Como uma lufada de ar fresco, esta primeira parte do Ano Um do Ranger Verde (edições #0 a #4 da série original) introduz os Rangers a uma nova geração, resgata tudo que há de bom na franquia de maneira respeitosa e, acima de tudo, é uma história feita com muito esmero e atenção aos detalhes. Apesar de o arco continuar, este primeiro volume mostrou que os heróis da Saban ainda possuem fôlego para continuarem na mente das pessoas por muitos anos, renovando sua legião de fãs constantemente através de suas aventuras relacionáveis com um público diversificado.

O encadernado também apresenta as divertidas “Contínuas Aventuras de Bulk & Skull”, uma história curta escrita pelo gabaritado Steve Orlando (Liga da Justiça, Superwoman, Batman) e desenhada por Corin Howell (Bat-Mirim), onde os atrapalhados amigos decidem se tornar heróis como os Power Rangers. Obviamente, da forma mais ridícula possível.

Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – Ano Um possui 128 páginas encadernadas em capa dura no formato 25,8 x 17 cm, com preço de capa de R$ 44,90.