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Panini republicará Superman: Entre a Foice e o Martelo

“E se o foguete que atravessou o universo com um bebê a bordo, caísse em uma fazenda coletiva da União Soviética ao invés da pacata Kansas…”

A Editora Panini confirmou que vai publicar um encadernado com os três volumes de Superman – Entre a Foice e o Martelo ainda em 2017. O anúncio caiu como uma bomba de felicidade para os leitores que há tempos esperam a republicação da minissérie escrita por Mark Millar em 2003.

“A ideia da história me passou pela cabeça na época que eu li Superman #300 quando anda era apenas uma criança” disse Millar na época do lançamento. “Era uma história imaginária onde o que aconteceria se o foguete do Superman tivesse caído em águas neutras entre EUA e a URSS e ambos os lados estavam correndo para reivindicar o bebê.”

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A trama, muito mais do que conhecida, mostra um Superman criado na extinta União Soviética, doutrinado pelos ideais comunistas e que assume o poder máximo do partido com a morte de Stalin. Os Estados Unidos, com medo de serem dominados, contratam Lex Luthor, que é considerado o maior gênio do planeta para matar o Homem de Aço. Ambientado na Terra 30, Entre a Foice e o Martelo foi publicado pelo selo Túnel do Tempo e mostra as versões dos personagens da DC Comics como, por exemplo, Jimmy Olsen, como um espião da CIA, Lois Lane esposa Luthor, Batman é um radical anarquista que se opõe ao regime do Superman… aliás temos aqui um grande confronto entre os dois heróis.

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O regime comunista do Superman se torna perfeito depois que ele começa a usar seus poderes para ajudar as pessoas do seu país, a característica nobre do personagem sempre presente, mas dessa vez, não com os valores políticos americanos, e acaba se tornando exemplo a ser seguido por todas as nações mundiais, o que acaba acontecendo, com exceção dos Estados Unidos e do Chile.

A visão apresentada por  Mark Millar sobre comunismo e capitalismo exercido pelos americanos, revela os pontos positivos e negativos de cada modelo econômico deixando que o leitor pense sobre a nova versão geopolítica do mundo aplicada na história. Algo que reflete na política mundial, com as falácias e embates de Donald Trump e Kim Jong-Un, que a cada dia que passa flertam com uma nova Guerra Mundial. E por que não trazer uma “ponta” disso para o momento partidário aqui no Brasil.

Com tantas ideias de Direita e Esquerda, que pessoas defendem com unhas e dentes, assim como são defendidos também os “ídolos” construídos por redes sociais de cada, mas quando olhamos bem de perto percebemos altos e baixos em ambas. Entre a Foice e o Martelo é uma obra que rompe o tempo, e a ideia que ela propõe a torna bem atual em alguns momentos.

Millar fez uma importante pesquisa sobre história para escrever a obra. Os fatos, lugares, figuras históricas e principalmente não entregou uma União Soviética caricata, mas ao mesmo, de fácil entendimento para o leitor que seja mais leigo no assunto.

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E a falta de poder mundial dos Estados Unidos é muito explorada na história também,  quando Lex Luthor entra em cena para combater o Superman que é considerado uma ameaça. Os sucessivos fracassos acabam alimentando obsessão do cientista ao decorrer dos anos, o que afeta sua vida particular com sua esposa Lois Lane. As inúmeras tentativas de Luthor e dos EUA em se mostrarem uma nação forte, reflete a realidade de como o país lida em diversos pontos da política mundial, sempre indo contra aqueles que são considerados ameaças aos americanos. Mas uma bela sacada de Millar. A disputa entre o Homem do Amanhã e a Maior Mente da Terra, tem sua reviravolta quando Brainiac se envolve na história de forma magistral.

Entre a Foice e o Martelo tem tudo que uma boa história em quadrinhos precisa: um enredo forte, personagens bem construídos, uma mistura bem feita entre realidade/ficção e não perde o fato de ser história em quadrinhos. O final, surpreendente, lembra ao leitor que estamos lendo um gibi.

Superman – Entre a Foice e o Martelo, foi indicada para o Prêmio Eisner em 2004 e têm na sua equipe criativa, além de Mark Millar, artes de Dave Johnhon e Kilian Plunkett.

 

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Games

Unchained | DC anuncia novo jogo mobile

Durante a Comic Con Seul, a DC Games anunciou seu mais novo RPG de ação e aventura para aparelhos mobile intitulado DC Unchained.

Confira ao trailer abaixo:

De início, serão 30 personagens jogáveis, com futuras DLCS do universo Rebirth DCCU (DC Cinematic Universe). De acordo com as informações descritas no evento, o game irá contar com modo história, missões especiais, eventos temáticos, modos PVP (player vs player) e cooperativo.

 DC Unchained será desenvolvido pela Creative Lab e deve chegar ainda neste ano para IOS Android.

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Quadrinhos

Senhor Milagre | Confira as primeiras páginas da HQ de Tom King

A DC Comics divulgou, via Nerdist, uma prévia da aguardada HQ do Senhor Milagre com roteiro do Tom King. A editora tornou públicas as sete primeiras páginas mostrando o belo começo. A Torre de Vigilância já havia publicado algumas páginas da nova HQ. Confira aqui.

Atualmente escrevendo a elogiada série mensal do Batman, Tom King classificou o projeto do Senhor Milagre como o mais ambicioso da sua carreira. Lembrando que ele é o autor da premiada série do Visão publicada pela Marvel Comics no ano de 2015.

Confira a prévia na galeria abaixo:

 

“Quero que seja um quadrinho de herói”, disse King no seu painel na SDCC desse ano. “Mas que ao mesmo tempo, ele reflita o momento em que vivemos e faça o leitor pensar mais sobre a nossa atualidade”.

Ao ser questionado o porquê de usar um personagem que não figura entre os medalhões da DC Comics para um conto que reflete o nosso mundo, Tom King respondeu: “Vivemos em um mundo onde não há mais lugares para correr. E as regras que eu pensava que tinham sentido, não fazem mais sentido algum. É como estivéssemos todos juntos sem nenhuma saída para escapar. E não teria melhor jeito de descrever esse sentimento do que com uma história protagonizada pelo Deus das Fugas?”

Senhor Milagre, alter ego de Scott Free, foi criado pela lenda Jack Kirby em 1971, depois de crescer no orfanato da Vovó Bondade na terrível Apokolips, ele se revolta contra o regime de Darkseid e foge para a Terra. Aqui ele encontra a proteção de Thaddeus Brown, um famoso artista escapista de circo que usa o nome artístico de Senhor Milagre. Depois do falecimento de Thaddeus, Scott assume o manto e vira o super-herói Senhor Milagre, o mestre das fugas.

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Cinema

ATUALIZADO Mulher-Maravilha pode aparecer no filme do Flashpoint

ATUALIZADO: O site brasileiro Cabana do Leitor questionou Mark Hughes sobre o seu artigo da Forbes se a Mulher-Maravilha estaria confirmada no Flashpoint do DCEU. Ele respondeu que o plano da Warner Bros. seria esse. A presença dela só se tornará oficial quando o estúdio estiver com todos os detalhes arranjados e fizer um anúncio oficial.

Segundo informações da Forbes, Gal Gadot é esperada para reprisar seu papel como Mulher-Maravilha no vindouro longa-metragem Flashpoint. O filme será a aventura solo do Flash, mas contará com a presença de outros super-heróis da DC Comics. Flashpoint está marcado atualmente para um lançamento em 2020.

Uma sequência de Mulher-Maravilha chega aos cinemas em 13 de dezembro de 2019. Patty Jenkins já expressou sua intenção de retornar como diretora do projeto, explicando que tem ideias específicas para uma continuação Ela está em negociações no momento com a Warner Bros. para comandar o filme.

O Presidente da DC Entertainment e Diretor do Departamento de Criação, Geoff Johns, já iniciou a produção do roteiro de Mulher-Maravilha 2. As filmagens serão iniciadas no próximo ano, em 2018.

Mas os fãs não terão que esperar até 2019 para verem mais ações super-heroicas de Gal Gadot, pois ela retornará como Mulher-Maravilha em Liga da Justiça. O filme estreia daqui a 15 semanas, no dia 16 de novembro.

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Quadrinhos

Nova Supergirl será filha do Comissário Gordon

Há algumas semanas foi anunciado um novo título da DC Comics, Gotham City Garage. A linha que adapta uma série de colecionáveis para quadrinhos mostra versões de heroínas e vilãs como motociclistas. É a segunda produção da Editora das Lendas nesse meio, e o primeiro foi o bem-sucedido DC Bombshells. Hoje, surgiram mais detalhes acerca da Supergirl desta realidade, que já havia sido divulgada como Kara Gordon, porém as pessoas passaram batidas por este detalhe.

O título Gotham City Garage, distribuído primeira e diretamente para mídia digital, mostrará Kara Gordon como centro e coração da história, sendo a primeira super-heroína a se revelar para o mundo. Em entrevista ao ScreenRant, os roteiristas Jackson Lanzing e Collin Kelly falaram um pouco sobre a Supergirl desta realidade:

Não podemos falar muito pois isso é algo meio misterioso nas primeiras edições, mas o que podemos dizer é que as duas (Kara e Barbara, a Batgirl) foram criadas como irmãs. Kara Gordon é filha de Jim Gordon, que ainda é um policial da cidade-estado LEXES […]”

Kara e Barbara Gordon.

Os roteiristas também disseram que Kara trabalha como suporte técnico dos dispositivos de controle mental deste universo, e sua descoberta e vontade de ser algo mais irão mover a história no início, ao longo da primeira edição.

Uma sinopse de Gotham City Garage já havia sido divulgada: “Faz dez anos que o governador Lex Luthor salvou o povo da devastação e transformou Gotham City na utopia moderna conhecida como O Jardim. Com o resto do mundo em ruínas, a cidade de Luthor prospera, mas não para todas as pessoas. Para manter a ordem, a tecnologia LEXES age brutalmente se algum cidadão sai da linha com o Morcego e seus asseclas. Quando a jovem Kara Gordon vira alvo das suspeitas dos superiores LEXES, ela vai parar na terra devastada, onde encontra as rebeldes motorizadas de Gotham City Garage”.

A equipe criativa não deu maiores informações sobre o evento que aniquilou a geração passada de super-heróis, entretanto, Kara não adotará o símbolo do Superman pelo seu significado (já que neste mundo ele não significa nada), mas simplesmente por gostar da forma como ela o cria, pintando-o com spray em sua jaqueta. Foi comentado também que o espírito heroico destas personagens será mantido, como sempre, e elas agirão de suas formas únicas como super-heroínas. Kara será o primeiro ser de Krypton conhecido pela sociedade deste universo. A Mulher-Maravilha é tratada como um mito, uma palavra espalhada pelos ventos, e quando a Supergirl se revelar ao mundo, será algo incrível.

Segundo o escritor Jackson Lanzing, Gotham Garage é a visão de um mundo apocalíptico onde a esperança não existe há tempos, mas as meninas motorizadas vão buscar o verdadeiro significado do heroísmo nesse lugar. Grande Barda, Mulher-Maravilha, Mulher-Gato, Arlequina, Banshee Prateada, Mulher-Gavião e Supergirl estão entre as personagens confirmadas como protagonistas.

Gotham City Garage estreia em 16 de agosto em formato digital. Os capítulos serão lançados quinzenalmente até outubro, quando passa a ser semanal. A versão impressa chega às lojas no mesmo mês. A arte é da dupla Brian Ching e Lynne Yoshii.

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DC passa a considerar Batman um meta-humano

Sabe aquele papo de Batman o único da Liga da Justiça que é um homem vestido de morcego, exímio conhecedor de diversos tipos de artes marciais, aperfeiçoando o seu corpo ao ápice da perfeição, com determinação e com um grande PREPARO?

Pois bem, tudo isso e mais um pouco agora tem uma explicação plausível. Segundo Amanda Waller, criadora do Esquadrão Suicida, o Cavaleiro das Trevas  é  na verdade  um meta-humano.

Em Suicide Squad #22, que está sendo lançado essa semana nos Estados Unidos, o governo americano agora considera o Batman como um ser com capacidades acima das consideradas normais. Na edição, Waller ordena à equipe capturar dois meta-humanos: Nevasca e o Homem-Morcego.

Na recente série Dark Days, é revelado que o Batman esteve em contato com o Metal Nth, algo que aconteceu na época dos Novos 52. O Nth pode ter efeitos inesperados quando introduzido na corrente sanguínea, podendo transformar seres humanos normais em meta-humanos. Durante este episódio, o Morcego pode ter adquirido uma espécie de  “fator de cura”, e outras habilidades poderão se manifestar futuramente.

É verdade também, que quem conhece a relação entre o Batman e CADMUS/ARGUS, sabe que as divisões governamentais sempre consideraram o Homem-Morcego como um ser acima das capacidades humanas, graças as suas habilidades.

Até agora a DC Comics não confirmou se o Batman é ou não meta-humano oficialmente. Mas provavelmente teremos algo bem interessante nos próximos números envolvendo esta polêmica e muita, mas muita discussão pela frente. O quem acham, Vigilantes? Fique ligado na Torre de Vigilância para mais novidades.

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Jim Lee diz que indústria de quadrinhos está ruindo e a DC irá salvá-la

Não é de hoje que os quadrinhos de super-heróis tornaram-se uma mídia de segundo ou terceiro escalão quando comparada ao cinema e TV, e até aos jogos de videogame. O publisher da DC Comics Jim Lee disse em entrevista ao Movie Pilot alguns detalhes deste fato que é de conhecimento geral:

Nós temos que parar o colapso da indústria de quadrinhos“, disse Jim Lee. O mercado norte-americano de quadrinhos passa por crises que englobam as baixas vendas e a necessidade de editoras como a Marvel repetirem as mesmas estratégias que vieram a fazer o mercado implodir nos anos 90, relançando revistas com novos números e investindo no mesmo estilo de marketing saturado. Apesar dos super-heróis atualmente serem parte de um grande mercado, os quadrinhos não se beneficiam disso da mesma forma. Lee e Dan DiDio, os co-publishers da DC Comics, planejam mudar a situação com a Editora das Lendas, casa dos maiores personagens como Superman, Batman e Mulher-Maravilha.

A iniciativa do Renascimento da DC Comics (Rebirth nos EUA) trouxe de volta o sucesso à editora. Apesar das vendas caírem após algum tempo, a editora mantém atualmente uma parcela significativa do mercado, rivalizando diretamente com sua principal concorrente, algo que não acontecia há alguns anos. Uma das ideias da DC para voltar a criar alguma relevância ao mercado é utilizar conceitos e personagens tidos como sucesso desde os anos 80, alcançando o status de literatura obrigatória para todas as pessoas, e não somente entretenimento barato. Doomsday Clock de Geoff Johns trará de volta Watchmen de Alan Moore, enquanto eles interagem com personagens da DC. Lex Luthor e Ozymandias irão se encarar.

Como Johns já havia atestado, o Renascimento é uma iniciativa que vai contra tudo que os quadrinhos se tornaram na última década, rejeitando a narrativa pessimista e séria e tentando abordar os personagens de forma mais esperançosa, algo que também está refletindo no cinema. DiDio declarou que “os quadrinhos tornaram-se a segunda ou terceira forma das pessoas conhecerem personagens como Batman e Superman, e nós queremos mudar isso.” A ideia para fazer isso é investir em novos tipos de marketing, mudando estratégias e visando não somente viver como a rebarba do sucesso dos filmes e séries, mas podendo permanecer em pé somente com os gibis.

Lee comentou sobre a importância das histórias que nunca envelhecem, como Watchmen e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. O grande desafio da editora é: como criar novos clássicos, histórias que não dependam de conhecimento da continuidade e cronologia, mas que sobrevivam ao passar dos anos e mudem a indústria? A primeira ideia é trazer de volta grandes nomes, e Jim Lee chegou a mencionar Neil Gaiman em seu painel na SDCC 2017. Ao mesmo tempo, ainda na San Diego Comic-Con, a editora deu indícios do retorno de Sandman e Os Invisíveis, de Grant Morrison, com o retorno de Mark Doyle ao editorial da Vertigo. Foram exibidas artes de Sandman por Jae Lee e Os Invisíveis por Jeff Lemire no clipe de retrospectiva dos 25 anos do selo editorial adulto.

O publisher/artista também falou que, para os roteiristas, serão dados desafios como contar “a melhor história do Superman, a melhor história do Batman, a melhor história da Liga da Justiça.” Esta ideia complementa a declaração de Scott Snyder, que recentemente decidiu se afastar de Grandes Astros Batman para assumir um novo e grandioso projeto que promete mudar o mercado. A declaração de Snyder fala sobre, ao invés de criar histórias mensais, investir em um novo formato que modificaria a visão das pessoas para com os quadrinhos, valorizando arte e roteiro, por ser algo contínuo e fechado de uma só vez e publicado em um formato gráfico diferente. DiDio apelidou esta investida de “uma linha para leitores mais maduros“, inspirada nas cultuadas graphic novels que “permitem que a arte respire.

A DC Comics também pretende investir mais em diversidade e valorizar os artistas envolvidos. Desde abril a editora vem focando na linha Dark Matter, com novos personagens sendo criados por antigos talentos como Jim Lee, John Romita Jr., Greg Capullo e Andy Kubert, focando tanto nos artistas quanto nos roteiristas. Nos últimos anos os roteiristas têm se tornado grandes celebridades, enquanto os desenhistas são subvalorizados. Em contraste, DiDio disse que a parceria entre escritor e desenhista será a chave do sucesso de Dark Matter. Os quadrinhos também são uma mídia visual, afinal de contas.

A linha Dark Matter irá expandir a diversidade dos quadrinhos da editora sem alterar os elementos clássicos da continuidade normal. Este conceito é o oposto da iniciativa da Marvel, chamada Legacy Heroes, que pretende recapturar o estilo dos primeiros anos da editora, ou do início da Image Comics. A ideia de Dark Matter é apostar em algo novo e empolgante. A editora também criou recentemente o selo Young Animal, afirmando a ideia de que a DC não quer mais apostar nas mesmas coisas, sempre tocando as mesmas músicas, comparando-a a uma banda cover. DiDio comentou que 2018 será um “ano de mudanças“, e expressou a esperança de que irão alcançar mais, além do mercado direto, visando aumentar o número de novos leitores enquanto focam também em manter os antigos, que sustentam a indústria há tantos anos. A parceria com editora francesa Dargaud para a produção do Batman de Enrico Marini é uma estratégia para ampliar a marca da DC, indo também para a Europa de forma mais direta, com material produzido também para o público europeu. Mais detalhes aqui.

Algumas estratégias para aumentar as vendas, nos EUA, são repetidas há algumas décadas. Relançar revistas com nova numeração, enquanto a primeira edição possui dezenas de capas variantes ou especiais, é algo extremamente prejudicial e leva a queda das vendas das edições subsequentes. DiDio disse: “Tudo que fazemos com isso é criar obstáculos na forma de comprar quadrinhos. Aumentar preços, capas variantes… Temos que parar. Não podemos investir para que isso seja um negócio morto.” Esta declaração vai de encontro com o recente anúncio da Marvel de que todas as edições de Legacy terão capas lenticulares. Obviamente a DC também se utiliza destes recursos em momentos específicos, como o sucesso das capas lenticulares da saga The Button, mas a ideia é diminuir o uso destes investimentos.

Com o passar dos últimos meses temos observado diferentes investidas das editoras não somente nas suas criações como também na forma de encarar o mercado e quais estratégias pretendem usar. No último ano a DC reverteu alguns anos de declínio nas vendas, enquanto a Marvel promete repetir as ideias que já foram usadas nos anos 90 (revisitar as origens, a simplicidade e o básico do início da Casa das Ideias), provando-se na época um grande sucesso comercial mas que levou à quebra do mercado. De formas distintas, ambas as editoras visam aumentar o alcance dos quadrinhos e chegar a novos mercados, mas o sucesso de ambas as ideias irá depender de como os leitores irão se familiarizar com as novidades.

Os próximos anos serão empolgantes para os fãs, e obviamente precisamos acompanhar de perto todo o desenvolvimento do mercado para poder julgar qual decisão foi mais acertada.

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Frank Miller e John Romita Jr. anunciam Superman: Ano Um

Durante o painel DC Master Class na San Diego Comic-Con 2017, o famoso e atualmente controverso roteirista/artista Frank Miller apareceu de surpresa para anunciar que se juntará mais uma vez ao artista John Romita Jr. para produzir uma história. Trata-se de Superman: Ano Um.

Tem a ver com revisitar a origem de um certo personagem da DC Comics“, disse Miller. “Tem a ver com revisitar um certo personagem que usa óculos na sua identidade civil.

Em entrevista, Miller comentou que vê nesta história a oportunidade de criar sua “marca significativa” em um dos personagens mais ricos da ficção, pois já explorou em O Cavaleiro das Trevas basicamente todos os personagens relevantes do universo DC. O autor também comentou que a origem será abordada a partir do momento que Jonathan Kent descobre o pequeno Kal-El, quando sua nave caiu na Terra.

Durante a New York Comic-Con do ano passado, Frank Miller já havia comentado que tinha planos de escrever uma história definitiva para o Superman, explorando principalmente a origem judaica do personagem. Já na CCXP – Comic-Con Experience 2016, o escritor falou mais sobre essa ideia e ainda incluiu a Mulher-Maravilha e o Bruce Wayne como participantes da história.

Miller é a mente criativa por trás de clássicos como Batman: Ano Um, O Cavaleiro das Trevas, Sin City e Os 300 de Esparta, além de ter redefinido o Demolidor durante sua longa fase no personagem, e com a origem O Homem Sem Medo. Esta origem do Demolidor foi criada em parceria com John Romita Jr., que há alguns anos trabalha para a DC Comics (com Superman, Batman e outras séries), e durante muitos anos foi um dos principais artistas da Marvel, tendo ilustrado histórias do Homem-Aranha, Capitão América e muitos outros.

Não foi divulgada a trama completa nem a data de lançamento de Superman: Year One. A única coisa confirmada, além da equipe criativa, é que a graphic novel terá 100 páginas.

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Grant Morrison anuncia Asilo Arkham 2

O roteirista superstar Grant Morrison anunciou hoje, na San Diego Comic-Con 2017, que fará uma continuação do clássico Asilo Arkham.

No painel dos publishers da DC Comics, Grant Morrison esteve ao lado de Jim Lee e Dan Didio para anunciar algumas novidades, sendo a mais bombástica a produção de Asilo Arkham 2, que contará com arte de Chris Burnham, sendo uma graphic novel de 120 páginas. Morrison comparou o projeto ao diretor Luc Besson, dizendo que será abrangente e situado no universo de Batman #666.

Asilo Arkham, clássico da DC Comics escrito por Morrison e ilustrado por Dave McKean, é um impactante conto de horror psicológico protagonizado por Batman e praticamente todos os internos do Asilo Arkham, o lar dos criminosos insanos de Gotham. Liderados pelo Coringa, esses pacientes – Duas-Caras, Chapeleiro Louco, Crocodilo, Cara de Barro, Espantalho e muitos outros – dominam as dependências do lugar e tomam como reféns seus empregados. Eles pretendem libertar os pobres funcionários, mas somente se uma condição for cumprida: o Homem-Morcego deve se entregar… e se tornar um deles!

Na palestra o autor também falou sobre Mulher-Maravilha: Terra Um Vol. 2, continuação do primeiro volume de sua graphic novel da Princesa Amazona. Foram feitas comparações com O Império Contra-Ataca, enquanto Morrison dizia que Diana irá encarar seu maior desafio. Também foi dito que a série Terra Um da Mulher-Maravilha será uma trilogia. Algumas artes foram divulgadas:

A provocativa Mulher-Maravilha: Terra Um, de Morrison e Yanick Paquette, é uma reinvenção ousada da origem da heroína, abordando mais do lado fetichista e diplomático da personagem, remetendo às origens da Era de Ouro.

Via: Bleeding Cool

Não foram anunciadas datas para os lançamentos de Asilo Arkham 2 e Mulher-Maravilha: Terra Um Vol. 02.

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DC Comics divulga vídeo comemorando os 25 anos da Arlequina

Já foi anunciado para o mês de setembro que a DC Comics vai lançar a HQ Harley Quinn 25th Anniversary Special, comemorando os 25 anos da Arlequina, personagem criada por Paul Dini e Bruce Timm para o clássico desenho animado do Batman. Saiba mais detalhes AQUI.

A editora divulgou um vídeo por meio da sua conta no Twitter, onde revela o logotipo do aniversário e mostra os visuais clássicos da personagem:

Harley Quinn 25th Anniversary Special será lançado no dia 11 de setembro, mesmo dia em que foi ao ar o episódio “Joker’s Favor” (“Um Favor para o Coringa” aqui no Brasil), que marca a estreia da Arlequina. A edição comemorativa vai contar diversas histórias da palhacinha. A equipe criativa é formada por Amanda Conner, Jimy Palmiotti, Chip Zdarsky, Joe Quinones, Chad Hardin e o co-criador Paul Dini.