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Batman e Arlequina | Animação ganhará duas minisséries em quadrinhos

Com o lançamento da animação Batman e Arlequina em agosto, a DC anunciou duas minisséries em quadrinhos do filme animado. A primeira, Arlequina e Batman, se trata de um prólogo de cinco partes da animação o qual será lançado digitalmente no final de julho. Na trama, Arlequina está tentando sair da sombra do Coringa, se estabilizar como vilã e não apenas como ajudante. Ty Templeton assina o roteiro e Rick Burchett, a arte. Ambos já trabalharam com quadrinhos de Batman: A Série Animada.

A dupla está animada para retornar a Gotham City e trabalhar com esse universo novamente. Para Burchett, desenhar os personagens no icônico traço de Bruce Timm é como visitar velhos amigos.

A segunda minissérie, Batman e Arlequina, se trata de uma sequência com inúmeras histórias curtas. Templeton, Jeff Parker, Craig Rousseau, Luciano Vecchio, Amanda Delbert, David Hahn, Dario Brizuela, Matthew Dow Smith e Sandy Jarrel serão os responsáveis pelo quadrinho. 

No Brasil, a editora Panini publicará histórias do universo de Batman: A Série Animada no encadernado Louco Amor. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância

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Eu Sou Gotham | “Todos têm medo. É normal ter medo.”

Com o Renascimento, dias esperançosos chegaram para muitos personagens, exceto para Bruce Wayne. Gotham está cada vez mais perigosa e na medida que a criminalidade é derrotada, ela aumenta. Batman sabe que não viverá tempo o suficiente para salvar sua cidade, logo ele precisa de alguém que assuma seu legado. Alguém mais poderoso do que ele. Com o surgimento da dupla Gotham e Gotham Girl, o morcego irá ajudá-los a combater o crime, mas como controlar o medo deles? Afinal, todos têm medo. É normal ter medo. Esta é a premissa de Eu Sou Gotham, o primeiro arco do Batman no Renascimento DC

Depois da longa fase de Scott Snyder nos Novos 52, Tom King, assume o roteiro do Cruzado de Capa. Sua narrativa frenética totalmente cinematográfica pautada com frases de efeito já é ditada desde o primeiro capítulo e é eficiente para a história. Seu roteiro ganha ainda mais força com os paralelos traçados entre os dois novos personagens e o Cavaleiro das Trevas. Seu Batman é colocado nas situações mais absurdas possíveis como por exemplo: Parar um avião! O estilo do roteirista se assemelha um pouco ao empregado por Grant Morrison na sua aclamada fase pelo Morcego.   

A arte de David Finch não se destaca tanto mas é adequada ao tom violento, explosivo e sombrio. O artista consegue imprimir a seriedade do Cruzado de Capa e se destaca nas cenas de ação. Os quadros são bem distribuídos e contribuem para o ritmo frenético do roteiro. As cores claras de Jordie Bellaire oferecem um bom contraste aos desenhos de Finch através de tons mais claros.

Eu sempre quis ver o Batman parando um avião.

King estabelece pistas para A Noite dos Homens Monstro neste volume. Hugo Strange retorna ao lado do Pirata Psíquico, o papel do vilão na história é sensacional e tem a ver com a questão do medo, frequentemente abordada na história. Gotham e Gotham Girl são excelentes adições a mitologia do herói.

Eu Sou Gotham é um ótimo início para a revista do Batman. Traz uma nova visão sobre o personagem e introduz ótimos personagens. É  uma história frenética, tensa e emocional.

O arco foi publicado aqui no Brasil pela editora Panini nas edições 1 à 3 da revista mensal do Batman entre abril e junho de 2017.

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Quadrinhos

Marc Silvestri vai fazer HQ com Batman e Coringa

Marc Silvestri, co-fundador da Image Comics e importante artista na HQ solo do Wolverine nos anos 90, está trabalhando em uma história do Batman. O projeto na verdade vem sendo produzido desde 2014, época em que a DC Comics ainda estava na fase dos Novos 52.

O site Bleeding Cool divulgou algumas artes, ainda sendo realizadas por Marc, que mostram um pouco do que vem por aí:

 

A trama não foi divulgada em completo, mas já se sabe que Batman vai ter a companhia do seu maior antagonista, o Coringa. Os dois irão se unir para enfrentar um inimigo em comum.

Sem uma data determinada para lançamento, Batman/Joker (título ainda provisório) será uma minissérie em seis capítulos, todos escritos e desenhados por Marc Silvestri.

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Quadrinhos

Panini anuncia Louco Amor, a origem da Arlequina em quadrinhos

A Panini Comics estará lançando em julho o encadernado Batman: Louco Amor e Outras Histórias, um compilado em capa dura contendo algumas aventuras situadas no universo da Série Animada do Batman, incluindo a origem da Arlequina narrada pela própria personagem.

Bruce Timm e Paul Dini eram duas das geniais mentes por trás da animação vencedora do Emmy Batman: A Série Animada. A primeira colaboração da dupla nos quadrinhos, Louco Amor, rendeu enormes elogios da crítica e venceu os prêmios Eisner e Harvey em 1994. No ano seguinte, os dois ganharam mais um prêmio por seu trabalho em The Batman Adventures Holiday Special. Agora, essas sensacionais histórias (e outras mais!) estão reunidas nesse volume, no qual Dini e Timm mergulham fundo no mundo do Cavaleiro das Trevas narrando emocionantes contos sobre perigosas damas, demônios e armadilhas mortais!

O encadernado compilará as histórias: Adventures in the DC Universe 3, Batgirl Adventures 1, Batman Adventures 3, Batman Gotham Adventures 10, Batman: Black and White 1, The Batman Adventures Annual 1, The Batman Adventures Annual 2, The Batman Adventures Holiday Special 1, The Batman Adventures Mad Love The Batman Adventures: Dangerous Dames & Demons.

Confira abaixo um preview do encadernado:

 

As vendas serão direcionadas para livrarias e comic shops.

Batman: Louco Amor e Outras Histórias possui 212 páginas encadernadas em capa dura no formato 18,5 x 27,5 cm, com preço de capa sugerido R$ 62,00.

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Confira a prévia do encontro entre Batman e Hortelino Troca-Letras

Foram reveladas as primeiras páginas de Batman/Elmer Fudd. O encontro entre o Homem-Morcego e o caçador Hortelino Troca-Letras. A HQ faz parte da série de publicações especiais dos personagens da DC Comics com os malucos desenhos da Looney Tunes. Confira mais detalhes AQUI.

 

“Depois de ter uma chance de encontrar o bilionário Bruce Wayne, a obsessão de Hortelino pelo Batman cresce ao ponto dele perseguir o Morcego pelos becos escuros e encontros da alta-classe de Gotham City,” diz a sinopse da edição.

Na história, Hortelino vai caçar o Batman pela cidade e ainda vai contar com a ajuda de um Pernalonga em versão humana (!). O roteiro é de Tom King e desenhos de Byron Vaughns.

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O órfão de dois pais

É triste dizer, mas em paz não existiriam heróis. A figura do herói, que vem de ἥρως (heros: Protetor, em grego) surge somente perante um momento crítico. Na vida real ou ficção, tendemos a torcer pelo herói, o protagonista de uma situação dramática que esperemos que acabe bem. O herói de um pode ser o vilão de outro e por isso vemos tantos heróis surgindo após tragédias pessoais.

Quem nunca ouviu falar do Homem-Morcego? É um clichê absurdo já há mais de meio século afirmar que Batman, o Cavaleiro das Trevas e alter ego de Bruce Wayne, é um fenômeno cultural. Pudera: sem contar as diversas HQs que a cada mês são publicadas no mundo inteiro (sendo atualmente sete títulos mensais ligados ao Batverso disponíveis em seu país de origem), o cidadão de Gotham City que se tornou órfão ainda jovem possui 39 jogos de videogame; 12 filmes de longa-metragem em formato live-action (marca registrada no Guinness, o livro dos recordes), sendo 10 desses como único protagonista e mais 38 filmes em animação; Séries de TV que transformou quem o representasse em celebridades instantâneas, com legados intactos mesmo após sua morte; Diversos licenciamentos como cadernos, brinquedos, lancheiras, toalhas, cobertores, e até produtos alimentícios. A lista é imensa e aumenta a cada dia. Todo esse legado, que teve início com a morte de Martha e Thomas Wayne obviamente não pode ser creditado apenas a Joe Chill, assassino dos pais de Bruce. Ele não apertou o gatilho sozinho.

Existem heróis esquecidos e, em determinados casos, o esquecimento é proposital. É o caso de Bill Finger. Finger criou grande parte do personagem que conhecemos hoje. Criou sua ideia de uniforme, os roteiros de suas primeiras histórias, Robin, a batcaverna, o batmóvel e até mesmo Gotham City. Mas viveu como um anônimo até para quem lia seu trabalho.

Uma das tentativas de consertar este anonimato é o lançamento pela prataforma de streaming Hulu do documentário Batman & Bill dirigido por Don Argott e Sheena M. Joyce com apresentação de Marc Tyler Nobleman. O trabalho também faz uma retrospectiva da carreira de Finger na indústria e sua relação com Bob Kane, intercalado por simulações em forma de animação e depoimentos dos quadrinistas Kevin SmithTodd McFarlane e Roy Thomas, além de  familiares de Bill.

O documentário foi lançado em 6 de maio de 2017 porém está disponível apenas nos Estados Unidos e Japão, únicos países onde a Hulu opera.

Mais de um

Graças à um acordo entre Bob Kane e os editores, apenas o nome de Kane apareceria nas páginas de Detective Comics e também nos créditos posteriores de histórias do Batman. Essa prática, mesmo que vista como absurda hoje em dia, era comum na era de ouro e prata das HQs. “Com frequência escritores foram passados para trás sobre receber créditos em co-criações, como foi o caso de Bill Finger. Também foi o caso de Gardner Fox ter crédito em Flash e não no Gavião Negro, etc. Às vezes os artistas é que eram cortados, como H. G. Peter no novo filme Mulher-Maravilha que, por outro lado, tem George Pérez, Robert Kanigher, Ross Andru e etc. Todos creditados e nem uma palavra sequer sobre a pessoa que, mesmo que a [família] Marston sempre tenha negado, seja o co-criador da MM. Quem está do lado do Bill Finger deveria também direcionar sua indignação nesse caso, mas possivelmente não vão”, declara Roy Thomas, escritor e editor de quadrinhos desde os anos 70 em entrevista exclusiva.

Dentre profissionais e fãs, Thomas foi um dos poucos que tiveram contato ou ao menos conheceram Finger pessoalmente. O evento aconteceu pouco antes de sua primeira e única aparição pública. Segundo Thomas, ele acabou chegando atrasado em um painel que também contou com a participação de “Jerry [Bails], Gardner [Fox], Otto Binder e Mort Weisinger” na Comic Con de Nova Iorque em 1965, ocorrida em 31 de julho e 01 de agosto no Broadway Central Hotel. O local não existe mais, uma vez que por problemas estruturais, veio abaixo em 3 de agosto de 1973 matando 4 pessoas e ferindo outras 12. “O conheci em julho de 1965, até onde me lembro na noite anterior ao início da convenção de Nova Iorque, em seu apartamento. Eu estava na companhia de Jerry Bails, meu então colega de quarto David Kaler e (talvez) mais duas ou três pessoas. Jerry e/ou Dave marcaram o encontro. Jerry conheceu Bill em fevereiro de 1961 quando visitou o escritório da DC Comics e manteve contato com ele desde então por cartas.”

Jerry Bails já nos anos 60 defendia o nome de Bill Finger nos créditos do personagem quando suspeitou que Bob Kane possivelmente não era o único autor de tantas histórias. Bails tinha um fanzine onde em 1965 escreveu um artigo sobre o assunto batizado de “If The Truth be Known OR Finger in Every Plot“, fruto de contatos que teve com a DC Comics e então descobriu a participação de um autor que não aparecia nos créditos. Recentemente, essa página original foi republicada na edição 139 da Alter Ego, revista especializada em quadrinhos e editada pelo próprio Roy Thomas, que ainda lembra vagamente no encontro com Bill Finger de “Jerry e Bill mostrando uma folha de papel em que os nomes alternativos para o Robin eram mencionados (Wildcat, Tiger e etc.) e foi isso. Acho que ficamos por lá por cerca de uma hora.” Thomas ainda diz que o foco em seu então novo trabalho na Marvel o distraiu sobre ser mais curioso em relação ao assunto naquele período, inclusive sobre a contribuição de Finger em outros dois conhecidos personagens da DC Comics: Lanterna Verde (Alan Scott) e Pantera, hoje membro da Sociedade de Justiça.

Artigo original de Jerry Bails na primeira tentativa conhecida de nomear Bill Finger como co-autor do Batman (Reprodução: noblemania.blogspot.com)
Sequência (Reprodução: blogs.larepublica.pe/comics_info/)

 

O mais cedo possível

Esse foi o principal alicerce para a criação do livro Bill The Boy Wonder, também de autoria de Marc Tyler Nobleman. O livro contém ilustrações de Ty Templeton e publicado em 2012 pela editora norte-americana Charlesbridge Publishing. Segundo o autor, sem o sem o artigo de Bails seu livro possivelmente não existiria.

O livro, em capa dura e com 48 páginas é voltado ao público infanto-juvenil, com cores leves e traços de linha clara. A ideia de atingir este público em específico veio da urgência dos fãs saberem o quanto antes sobre esta história. Em conversa com a Torre de Vigilância, Nobleman informa que “[a primeira vez que ouviu falar de Bill] foi entre o fim dos anos 90 e começo dos anos 2000. Comecei a restaurar o legado de Bill em 2006 quando iniciei as pesquisas para meu livro. O documentário [Batman & Bill] começamos a fazer em 2008, dois anos antes de eu conseguir o contrato para a publicação do livro! Mas não deu certo e comecei de novo com outras pessoas em 2011. Dessa vez, também não foi longe… mas quando em 2015 a alteração dos créditos aconteceu, começamos a trabalhar nele de novo.”

Capa do livro Bill The Boy Wonder (Reprodução: noblemania.blogspot.com)

Apesar de BTBW ser um livro presumivelmente voltado para crianças, Nobleman o rotula como “um livro ilustrado para todas as idades. Escrevi alguns outros livros para crianças antes desse então eu já estava acostumado aos desafios. Crianças são inteligentes. Há uma forma sensitiva de dizer à elas quase tudo. Este é um conto cauteloso. Espero que crianças aprendam a não tratar os outros como Bob tratou Bill e não deixar que as pessoas as tratem do jeito que Bill deixou Bob fazer.”

Bob Kane viveu uma vida de celebridade: Sempre era visto em programas e eventos relacionados ao Batman que faziam o personagem se tornar uma marca ainda mais valiosa. Apesar das denúncias, continuava a declarar que era o único criador do personagem e que Finger “estava tomando mais crédito do que merecia”. Aproveitando o sucesso, Kane vendia telas com ilustrações do Batman no estilo que o consagrou na era de ouro e prata. Porém, a autoria destas telas é discutível. Tom Andrae, co-autor do livro Batman & Me, autobiografia de Bob Kane publicada em 1989chegou a dizer que tais pinturas não eram da autoria de Kane, mas não se sabe ao certo quantas telas foram produzidas nem o nome de seu(s) autor(es). Em um evento de exposição destes quadros até Tim Burton, diretor dos filmes do Batman de 1989 e 1992, esteve presente. Como homenagem póstuma, Kane teve seu nome imortalizado na calçada da fama em Hollywood.

Bob Kane com algumas telas de autoria contestada (Reprodução: popculturesafari.blogspot.com)

Tais problemas em relação aos devidos créditos a produtos relacionados gerou inimizade de Bob Kane com outros autores, como por exemplo, Jim Steranko. Ainda em sua autobiografia, Kane chega a informar que Bill Finger teria “50% ou mais” de participação na criação de Batman. Apesar de tentar consertar a falta de crédito dada a Finger, Kane no mesmo livro publica uma folha com sketches datada de 1934 com várias características ligadas ao que se tornaria o Homem-Morcego inspirada nos esboços que Leonardo da Vinci fazia para suas criações.

Sketches datados de 1934 (Reprodução: www.entrecomics.com)

 

“Super-heróis são ficção. Seus criadores, claro, são reais, o que os fazem ser humanos e o que tornam imperfeitos. Não espero que ninguém seja perfeito mas espero que todos sejam bons e justos, até se você NÃO criou personagens que são conhecidos por serem bons e justos! Eu não respeito Bob pelo desrespeitoso jeito que ele tratou Bill e outros que o ajudaram em sua carreira”, completa Nobleman que, com seu trabalho no livro e no documentário, teve acesso a arquivos de áudio com conversas de Bill Finger e conheceu uma neta de Bill que até então não sabia que existia.

Depois de tudo

Além de seu trabalho como roteirista nos quadrinhos, Finger também foi parar na televisão, inclusive escrevendo o roteiro de dois episódios da série de TV Batman dos anos 60 (The Clock King’s Crazy Crimes / The Clock King Gets Crowned, respectivamente, 11º e 12º episódios da 2ª temporada). Ainda nos quadrinhos, tentou no início dos anos 70 trabalhar para a Marvel de acordo com Roy Thomas, que tem “certeza que foi na época (se não, um pouco antes) de eu ser o editor-chefe, mas eu não me lembro do Stan [Lee] sugerindo a mim interesse em ter Bill escrevendo para a Marvel. Estranho… porque por mim poderíamos usá-lo nas [então] novas revistas em preto e branco, ao menos. […] eu gostaria de por conta própria ter buscado Finger para escrever algo ou que ele tivesse vindo até mim em meados de 1972 (quando eu me tornei o editor-chefe) porque eu poderia ter oferecido algum trabalho à ele ou então sugerir a outros (como Marv Wolfman) para fazer. Claro, ele morreu não muito depois… então não posso sequer ser 100% seguro que ele estava procurando trabalho naquele dia que ele (provavelmente a seu próprio pedido) ter se encontrado com Stan, embora é difícil imaginar qualquer outra razão pela qual ele estava lá. Porque Stan não o referiu a mim, eu não sei…”

Bill Finger morreu pobre e solitário em 18 de janeiro de 1974, num apartamento em Nova Iorque com sua TV em preto e branco ligada em um canal fora do ar. Seu cadáver foi encontrado por Charles Sinclair, um amigo que tinha a cópia da chave do apartamento. O laudo médico apontou causas naturais. Sua morte deixou no ar vários mistérios, um deles, por que nunca reivindicou um direito maior sobre suas criações. Uma suspeita é que sua condição financeira não permitiu.

Por muito tempo veiculou-se que Finger foi enterrado como indigente, porém em Batman & Bill é informado que seu filho Fred Finger atendeu o desejo do pai de ser cremado e espalhou suas cinzas em uma praia sob uma marca na areia em forma de morcego. A informação não é dada diretamente por Fred Finger, que morreu em 1992 devido problemas de saúde ocasionados por ser portador do vírus HIV. Fred era bissexual e teve uma filha chamada Athena, nascida em 1976 que lutou para o nome de seu avô ser creditado nas publicações relacionadas ao super-herói, cujo acordo firmado teve início nas edições Batman and Robin Eternal nº 3 e Batman: Arkhan Knight – Genesis nº 3ambas datadas de outubro de 2015.

Uma das primeiras HQs a darem crédito a Bill Finger, mais de 40 anos após sua morte (Reprodução: comixology.com)

Intermináveis agradecimentos a Roy Thomas e Marc Tyler Nobleman pela ajuda na realização desta matéria

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DC Comics e Dargaud anunciam Batman de Enrico Marini

As editoras DC Comics e Dargaud, em parceria, anunciaram hoje a publicação de um novo especial do Batman, que será escrito e ilustrado pelo superstar europeu Enrico Marini.

Com planejamento definido para dois volumes, Enrico Marini produzirá uma história que, até o momento, não teve título divulgado. O primeiro volume será lançado no dia 3 de novembro de 2017, enquanto a continuação está prevista para a primavera de 2018.

Enrico Marini é um artista italiano famoso por séries como Gipsy, Scorpion (mais de 2 milhões de álbuns vendidos mundialmente), Les Aigles de Rome e Predadores, publicada no Brasil pela editora Devir. Sua arte é marcada por um estilo único de narrativa cinematográfica, e seu trabalho com o Cavaleiro das Trevas será um evento especial para o mercado europeu.

Estou muito orgulhoso por fazer parte deste projeto,” disse Marini. “Batman é meu herói favorito desde a infância. Ter a oportunidade de reinterpretar seu universo e adicionar meu ponto de vista é um grande privilégio.

Em entrevista, o Publisher da DC Comics Jim Lee, disse: “Nós estamos muito empolgados por termos Enrico Marini proporcionando sua visão e habilidade excepcionais a este projeto, que trará uma história original do Batman para os fãs da DC Comics na Europa.

No Brasil, as histórias da DC Comics são licenciadas pela editora Panini. A série do Batman de Marini é a primeira investida das editoras em uma parceria para produção de material inédito.

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Arlequina | DC Comics vai publicar especial nos 25 anos da personagem

Há 25 anos atrás em um episódio da clássica série animada do Batman, a Arlequina fazia a sua primeira aparição. Foi no dia 11 de setembro de 1992 no episódio “Joker’s Favor” (Um Favor para o Coringa aqui no Brasil). Criada por Paul Dini e Bruce Timm, a personagem chegou a um patamar que nem a dupla gestora imaginou que a Dra. Harleen Frances Quinzel alcançaria.

A Arlequina já saiu da sombra do Coringa faz tempo, e é sucesso em diversas plataformas. Ganhou sua própria HQ, se tornou um dos principais nomes do Esquadrão Suicida e é um dos personagens mais rentáveis da Editora das Lendas.

Confira a capa variante feita por Jim Lee:

O one-shot tem lançamento planejado para setembro, no mesmo dia em que o episódio foi ao ar 25 anos atrás.  E vai contar com diversas histórias da Arlequina, na equipe criativa fazem parte os escritores Amanda Conner e Jimmy Palmiotti. O co-criador Paul Dini também vai produzir uma história. Os desenhos serão de Chad Hardin. Além deles a dupla Chip Zdarsky e Joe Quinones, que trabalharam muito tempo com Howard o Pato na Marvel Comics, também vão participar da edição.

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Dark Nights: Metal | DC anuncia os one-shots da saga

Dark Nights: Metal, o próximo grande evento da DC começa em setembro. Nele teremos a introdução de um novo conceito chamado Multiverso Sombrio. A editora anunciou os one-shots da saga, que serão protagonizados por versões malignas do Batman. Além disso, teremos um crossover entre as revistas do Asa Noturna, Esquadrão Suicida e Jovens Titãs chamado Gotham Resistance. Conheça as equipes criativas por trás dos one-shots.

Batman: The Read Death é o primeiro a ser lançado. Escrito por Joshua Williamson e desenhado por Carmine Di Giandomenico (Flash). Ainda em setembro, Batman: The Murder Machine, escrito por Frank Tieri (Mulher-Gato) e com desenhos de Ricardo Federeci.

Em outubro, Batman: The Dawnbreaker, escrito por Sam Humphries e desenhado por Ethan Van Sciver, e o roteirista Dan Abnett (Aquaman) colaborará com o artista Phillip Tan em Batman: The Drowned. O mês será concluído com Batman: The Merciless contando com Peter J. Tomasi (Superman) no roteiro e Francis Manapul (Trindade) na arte.

Em novembro teremos mais dois one-shots adicionais: Batman: The DevastatorThe Batman Who Laughs, sem equipes criativas ainda definidas.

Além disso, Dark Nights: Metal contará com o crossover Gotham Resistance o qual ocorre em setembro. Na trama, os Batmen malignos infectaram os mais perigosos vilões da DC que estão prontos para dominar Gotham. Mas os heróis estão prontos para lutar pela cidade. O crossover compila Jovens Titãs #12 escrito por Benjamin Percy com desenhos de Mirka Andolfo, Asa Noturna #29 por Tim Seeley e Paul Pelletier, e Esquadrão Suicida #26 com roteiro de Rob Williams e arte de Stjepan Sejic.

O Renascimento já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações fique ligado na Torre de Vigilância.

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Dark Days | Scott Snyder fala sobre a importância do Coringa

Lançado ontem, o one-shot Dark Days: The Forge, trouxe vários elementos e personagens do Universo DC de volta e nos apresentou um novo mistério: O que Batman está escondendo? Durante uma procura nas paredes da Bat-caverna, Hal Jordan e Duke Thomas encontram o Coringa que diz que eles são apenas marionetes no quebra-cabeça do Homem-Morcego. Em entrevista ao CBR, o roteirista Scott Snyder falou sobre a importância do Palhaço do Crime no evento. Confira:

Arte de Jim Lee

“O Coringa sempre apareceu de uma forma ou outra nas histórias do Batman que eu escrevi. Ele até apareceu no início da Corte das Corujas, e a caçou de diferentes formas. Ele sempre persiste. Nós sentimos que não existe ninguém melhor para ser a pessoa que tem mais respostas do que todo mundo. Porque o Coringa tem estado lá durante tudo isto e porque ele descobriu partes do mistério junto com Batman, que tem a ver com Metal sobre os diferentes tipos de metal em todo o DCU que irradiam energia além de qualquer análise, incluindo o Dionesium que usamos na nossa fase. Ele seria o único ali sentado que diria: “Eu sei o que está vindo. Eu tenho as respostas e vocês não vão querer ir por este caminho.” Ele fornece muitas informações para Hal e Duke mas pode estar mentindo, afinal, ele é o Coringa.”

O roteirista também falou sobre o mistério dos três Coringas, iniciado no one-shot DC Universe Rebirth #1:

“Geoff Johns foi ótimo para nos passar sobre qual é o plano para a próxima história dos Três Coringas e nos deu um espaço para respirar para o que queríamos fazer. Apenas para deixar claro aos leitores, isto não responderá a questão dos Três Coringas. Isto é para o Geoff – ele realmente tem uma grande história planejada para isto – mas o que isto fará é nos mostrar a maneira como o Coringa, assim como ele fez durante minha extensa fase no Batman, está sempre lá como o coro grego do quadrinho, dizendo para o Batman: “Você está fazendo isto errado.” ou “Você está fazendo isto certo. É isto que precisa acontecer. Isto é quem você é.” 

O Renascimento já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância