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Resenha | Noragami #1

Deuses, espíritos, maus agouros e entre outras coisas, o xintoísmo é cheio de mitologias, e nos mangás podemos dizer que há obras e obras que utilizam e muito dessa mitologia, como por exemplo: Yuyu Hakusho, Soul Eater, Nura, Kekkaishi, entre tantos outros.  Dentro desse subgênero do shounen, a Panini nos fez o favor de trazer uma obra bem singular, dentro de um gênero que já tiveram vários tipos de abordagens, chamada “Noragami“.

A obra de Adachitoka, ficou conhecida principalmente pela adaptação animada feita pelo estúdio Bones, e com o sucesso do anime nas redes sociais aqui no Brasil, a editora multinacional acabou lançando o primeiro volume do mangá no Anime Friends, cuja cobertura foi feita por nós (clique aqui), ainda em andamento em terras nipônicas.

SINOPSE

Yato é um Deus menor, bem peculiar, com uma vestimenta esportiva, cujo sonho é ter um monte de seguidores a adorá-lo. Infelizmente, o seu sonho está longe de se tornar realidade desde que ele não tem sequer um único santuário dedicado a ele. Para piorar as coisas, o único parceiro que o ajudava a resolver os problemas das pessoas, acabou pedindo demissão. Sua existência divina e sua sorte parecem mudar, quando ele se depara com Hiyori Iki, uma garota que acaba por salvar a sua vida. Com isso, ela acaba ficando ‘presa’ à Yato, até que os ‘novos problemas’ da jovem sejam resolvidos. Junto com Hiyori, e seu novo parceiro/arma Yukine, Yato fará de tudo para ganhar fama, reconhecimento, e talvez, quem sabe, um templo em seu nome, também.

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Um exemplo de divindade, SQN.

A HISTÓRIA

Noragami, como já citei no inicio, não é uma obra original na sua temática, pois esse gênero do sobrenatural no shonen é bastante comum, mas a autora consegue ser bem singular, primeiramente, pelo foco da obra: não focar no personagem inicialmente humano, como em Yuyu Hakusho por exemplo, e o agente espiritual; a divindade; ou o que seja ficar num papel de mentor para o humano, que serve de “orelha” pra apresentar o que é aquele limiar. O que ocorre é um foco no dilema de Yato, a divindade menor, mostrando sua personalidade forte, um tanto egocêntrica, mas que no fundo tem um bom coração.

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O trono do reino do Yato!

Como um Deus menor, Yato presta serviços para humanos, que por serem seduzidos por energias negativas, ou simplesmente por serem crianças (que são mais sujeitas a terem visões do mundo espiritual na mitologia da obra), podem contratá-lo, pela exorbitante quantia de 5 Ienes (algo como 15 centavos), e ele tenta resolver esses problemas, no cumprimento do seu dever divino, mesmo que as vezes as soluções sejam um tanto radicais.

O primeiro volume da obra serve mais como uma apresentação desse universo, mostrando o dilema que é ser um Deus sem seguidores, que tipo de serviços o Yato pode fazer, e também nos apresenta mais dois personagens que terão grande importância na obra. Um desses personagem é a humana Hiyori Iki, que por um acaso, durante o seu percurso comum para a escola, consegue ver Yato, e consequentemente o salva, mas acaba sendo atropelada em seu lugar, assim tornando-se uma pessoa que está ligada ao mundo humano e ao limiar espiritual, mesmo que isso lhe cause certas complicações na sua vida humana. E pra resolver esse problema, ela contrata… o próprio Yato.

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Um encontro de dois mundos.

O outro personagem que terá uma grande importância, é um Shinki: uma espécie de arma espiritual que tem um contrato com os Deuses, se tornando ferramentas que exorcizam os maus espíritos. O Shinki em questão se chama Yukine, que digamos, também tem uma personalidade bem parecida com a do Yato. E é lógico que isso causa momentos cômicos na obra.

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A arma mal encarada!

Noragami tem uma arte com alguns trejeitos de shoujo, apesar ser de um shounen. Creio que seja por ser feito por uma mulher, o que torna perceptível a presença de uma certa delicadeza no traço, mas que quando precisa ter um traço mais ativo, principalmente nos combates, não fica devendo.

Como uma obra sobrenatural, o primeiro volume nos apresenta muitas informações, e o glossário feito pela Panini ajuda muito nesse quesito.

Noragami é uma obra que conquista principalmente pelos personagens: Yato, apesar de ser um Deus muito despojado, é muito carismático; Hiyori também não fica atrás, não fazendo jus a típica menina a ser protegida, mas sim alguém que vai a luta, mesmo sendo uma mera humana nesse limiar dos espíritos, e como uma grande fã de boxe, ela se constrói como nada clichê dentro desse gênero.

Podemos dizer que foi um excelente lançamento, e que vale a pena dar uma conferida na jornada de Yato, rumo a conquista de seu próprio templo.

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Até a próxima!

 

FICHA TÉCNICA

Nome: Noragami. (Vol. 1 de 17)
Publicado em: Julho de 2016
Editora: Panini
Gênero: Shonen
Autor(a): Adachitoka
Status: Série em andamento/ Bimestral
Número de páginas: 200 paginas (papel jornal) / Leitura Oriental
Formato: 13,7×20 cm / P&B / Lombada quadrada/ Marcador incluso
Preço de capa: R$ 13,90

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Otimismo e Esperança | Precisamos falar sobre o Universo Estendido da DC

É notável que este universo compartilhado ainda não caiu 100% nas graças da comunidade geek e tudo isso se aplica ao mostrar uma atmosfera mais densa e fria, o que traz um certo estranhamento. O lançamento de Homem de Aço em 2013 veio como o início de uma nova era para os filmes de super-heróis, onde a Warner Bros. traria os personagens conhecidos e amados dos quadrinhos. Quem nunca sonhou em ver a Liga da Justiça em live-action enquanto assistia a série animada? Pois é. A DC Films veio para trazer luz à este universo, porém onde está essa Luz?

Os fãs ainda esperam a humanidade se unir ao Superman no sol.
Os fãs ainda esperam a humanidade se unir ao Superman no sol.

A versão que o diretor Zack Snyder deu para o escoteiro não foi muito bem aceita, pois o principal argumento era a descaracterização feita sobre um dos maiores super-heróis de todos os tempos. Vimos um Kal-El inseguro e com dilemas pessoais como qualquer terráqueo teria em seu dia-a-dia. Seu apoio moral era através de seus pais, Jonathan e Martha Kent junto com a repórter Lois Lane. Eles eram o seu porto seguro no momento de suas principais dúvidas e questionamentos.

O filme até hoje é base de inúmeras discussões, seja para abordar a forma que Zack apresentou o personagem ou toda a personalidade do mesmo, se era algo que poderia ser considerado como canônico na trajetória dele. Não entrarei no mérito de dissecar argumentos positivos e negativos sobre a trama. Apenas quero salientar a forma como o primeiro longa do UEDC foi recebido.

O plano original era o lançamento da continuação do filme, porém a ideia de colocar os Melhores do Mundo num confronto foi bem mais sedutora. E assim, saiu parte da história de Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

 San Diego Comic-Con 2013. Zack Snyder chama Harry Lennix ao palco e este começa a ler uma das frases mais icônicas do Cruzado Encapuzado. A galera fica empolgada e quando o primeiro logo de BvS surge na tela, todos vão à loucura. Naquele dia, estávamos diante de um sonho começando sua trajetória para se tornar realidade. Cavaleiro das Trevas, obra do mestre Frank Miller, sendo adaptada para os cinemas. Surreal demais, certo?

Um ano depois, foi exibido um teaser que mostrava Batman ligando o bat-sinal e Superman no céu. Com um vídeo sendo lançado faltando menos de dois anos para o seu lançamento, a expectativa em cima da ”continuação de Homem de Aço” foi massiva. Todos queriam presenciar a melhor produção dos super-heróis até então e estimativas de bilheteria alcançava mais de $1 bilhão mundialmente. Só que tudo isso caiu por terra. Mais uma recepção mista e até num nível mais acalorado quanto o filme anterior. Uma das críticas envolveu o modo como Bruce Wayne agia como vigilante. Afinal, o Batman mata?

Além disso, a versão picotada no cinema prejudicou completamente aquele que deveria trazer o ar heróico e melhor entendimento sobre a trama. Como consertar isso? Versão estendida, baby. Os 30 minutos adicionais clarearam os planos de Lex Luthor e mostrou mais de Clark Kent/Superman. Um certo alívio percorreu nosso interior com essa saída, só que mais uma vez não era o que se esperava. O estrago, posso colocar dessa forma, já tinha sido causado. Algo precisava ser feito urgentemente e o nome disso foi: reestruturação.

Jon Berg e Geoff Johns.
Jon Berg e Geoff Johns.

Com as inúmeras críticas negativas, vários rumores encheram a internet sobre o futuro da DC Films e um deles sempre envolvia a saída de Zack como diretor em Liga da Justiça: Parte 2. Não demorou muito para a Warner Bros. apresentar seu novo plano, onde Jon e Geoff (que também já era Chefe Criativo da DC Comics) foram nomeados como supervisores de todos os filmes da DC. Função esta que era de Snyder. Em sua primeira entrevista após a novidade, Johns quis deixar claro que pretendia trazer o otimismo para as vindouras produções. Mais tarde, ele ganharia o mérito de se tornar o Presidente da DC Entertainment.

No final de junho, o estúdio permitiu que os principais sites de jornalismo relatassem tudo que viram durante a visita ao set de Liga da Justiça em Londres. Deborah Snyder relevou que o tom sombrio tinha sido deixado para trás por não se adequar à proposta do primeiro filme da equipe. O tom leve e até divertido fariam parte do roteiro. Só que não demorou muito para os fãs se sentirem incomodados com essa mudança, pois estariam seguindo o contrário que a editora é. Entretanto, temos que estar dispostos a aceitar modificações para um bem maior. Ser divertido não significa um besteirol americano. Significa uma atmosfera mais leve e descompromissada. O vídeo apresentado na Comic-Con deste ano teve justamente essa função.

Recentemente, Johns se sentou com o The Wall Street Journal para falar sobre sua nova função e o relatório deixou claro que seu objetivo é mudar a forma como esses personagens são percebidos. Um claro esforço para tornar os filmes mais inspiradores, onde terá início com a Liga.

”Equivocadamente, no passado, acho que o estúdio disse: ‘Oh, os filmes da DC são corajosos e sombrios, tornando-os diferentes. Isso não poderia estar mais errado’. É uma visão esperançosa e otimista da vida. Mesmo o Batman tem um vislumbre disso. Se ele não achasse que poderia tornar o amanhã melhor, ele pararia.”

Falando no personagem, o site acrescentou que o filme abordará as ações dele mostradas em Batman vs Superman, no que diz respeito a tortura de criminosos e a tentativa de assassinato ao Homem de Aço.

Berg também teve a oportunidade de comentar um pouco sobre a sua visão daqui pela frente. Quando perguntado sobre a reação aos dois primeiros filmes, ele respondeu:

”Para ter esses personagens fazendo parte da cultura pop é tão gratificante, embora, é claro que estamos desapontados pela forma como os filmes não obtiveram melhores avaliações.”

O Wall Street também confirma que a dupla trabalhou com Snyder e o roteirista Chris Terrio para fazerem algumas alterações no objetivo de mudar o tom do filme.

“Nós aceleramos a história para chegar à esperança e otimismo um pouco mais rápido.”

Os planos para dividirem a história da Liga da Justiça para uma possível sequência em 2019 foram abandonados.

”Estamos tentando ter um olhar em tudo e ter a certeza de permanecermos fiéis aos personagens e contar as histórias que os celebrem.”

Para finalizar, foi informado que é esperado não vermos nenhuma cena que quebre a narrativa da trama, ou seja, somente aquilo que seja necessário para o desenvolvimento dos personagens e dos plots apresentados.

Zack Snyder nos bastidores de Batman vs Superman.
Zack Snyder nos bastidores de Batman vs Superman.

Será que a redenção do UEDC virá com a Liga da Justiça? Não só em questão de um filme agradável para todos, mas também em termos de reconhecimento com o diretor que deu início ao universo. Teremos que esperar até novembro do próximo ano para concluirmos se o otimismo e esperança finalmente foi imposto ou se era apenas a mentira mais antiga da América.

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O DERRADEIRO VOO DO ROBIN | “A Última Cruzada” é uma boa leitura. Boa o bastante.

“Antes de retornar em toda sua sombria glória, o Cavaleiro das Trevas de Frank Miller viveu uma de suas aventuras mais violentas e traumáticas. Uma cadeia de eventos que acabou transformando-o para sempre e resultou nos acontecimentos que todo fã de quadrinhos acompanhou no clássico absoluto Batman: O Cavaleiro das Trevas.”

Lançado pela Panini em paralelo com Cavaleiro das Trevas III: A Raça Superior, atualmente nas bancas, a trama de Cavaleiro das Trevas: A Última Cruzada chega para enriquecer o “Millerverso”. Escrita por Brian AzzarelloFrank Miller, A Última Cruzada conta os anos que antecedem Cavaleiro das Trevas de 1986, incluindo os motivos que levaram a aposentadoria de Bruce Wayne como vigilante e a morte do segundo Robin, Jason Todd pelas mãos do Coringa.

https://www.instagram.com/p/BKGuZR1AGal/
https://www.instagram.com/p/BKGuZR1AGal/

A arte fica a cargo de John Romita Jr., que tenta fazer uma espécie de releitura do icônico traço de Miller, e mesmo dividindo opiniões entre os fãs sobre a qualidade de seu trabalho, consegue entregar um traço muito satisfatório aqui.

O roteiro arroz com feijão até se arrisca a tecer algumas críticas sociais, mas muito superficialmente, nada comparado ao clássico de 86. Personagens como Selina Kyle ganham um background a mais, e algumas questões deixadas em aberto anteriormente são complementadas. Vilões clássicos como Crocodilo e Hera Venenosa também dão as caras.

Teimoso, arrogante, violento e com fortes sinais de psicopatia… são as características que compõem a personalidade de Jason Todd, o segundo Robin. Jason é o foco principal da história, e que muitas vezes se mostra despreparado para assumir o lugar do Homem Morcego, que teme em deixá-lo, pois sabe de suas limitações. De certo modo, Bruce se sente culpado pelo seu comportamento violento.

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Bruce por sua vez, começa a sentir os primeiros sinais de sua própria mortalidade. Seus conflitos internos e sua relutância em deixar o manto sem alguém a altura tiram sua paz e acabam com seu corpo limitado.

Alfred: “-Jovens querem lutar.

Bruce: “-E o que querem os velhos?”

Alfred:“-Serem jovens. Mas nada dura para sempre, senhor.

O Coringa aparece contundente e manipulador em suas poucas aparições.

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“Lobos, cordeiros… Qual a diferença?”

A crescente tensão nos prepara desde o início para o clímax derradeiro e inevitável. O final da trama é seco, abrupto e te deixa com uma sensação ruim, um gosto amargo na boca. Talvez tenha sido essa a intenção da dupla Azzarello/ Miller: chocar o leitor.

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Ainda ficamos com algums dúvidas pendentes em relação aos heróis daquele universo, e o destino de alguns deles, como o Arqueiro Verde. Sabemos que o Arqueiro perdeu um dos braços em um confronto com o Superman, e que depois disso foi preso. Mas como isso aconteceu? E Dick Grayson, o primeiro Robin? São coisas que os fãs gostariam de ver. Talvez tenha ficado para um volume 2? Saberemos em breve.

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Batman: O Cavaleiro das Trevas (1986)

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A Panini ainda disponibilizou 4 belas capas, para todos os gostos:

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Na ordem: John Romita Jr., Lee Bermejo, Bill Sienkiewicz e Jim Lee.

Cavaleiro das Trevas: A Última Cruzada é uma ótima One-Shot, vai direto ao ponto sem frescura. Com um preço justo de R$11,90, contendo 68 páginas e um acabamento muito competente, ela é um prato cheio para os já familiarizados e um ponto de partida para os curiosos.

Uma boa leitura . Boa o bastante.

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Crítica | Star Trek: Sem Fronteiras

Star Trek sempre explorou a relação entre o Capitão Kirk e sua tripulação, colocando em pauta a fidelidade e a convivência dentro da U.S.S Enterprise. O roteiro do nerd Simon Pegg coloca toda essa essência novamente nas telonas, e transforma Star Trek: Sem Fronteiras em um dos melhores blockbusters do ano. Justin Lin se tornou o responsável pela saga, após a transição de J.J. Abrams de diretor para produtor, já que estava dirigindo Star Wars. Lin consegue captar o que é e como deveria ser um filme de ficção e sci-fi, e junto com Simon Pegg traz uma aventura trekker de verdade.

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A ideia de separar e desenvolver os personagens em dupla é aproveitada da melhor forma. Scott (Simon Pegg) fica com a estreante Jaylah (Sofia Boutella), Kirk (Chris Pine) fica com o navegador, Chekov (Anton Yelchin). Spock (Zachary Quinto) se junta com Leonard McCoy (Karl Urban), que é um alívio cômico decente. Os personagens de Zoë Saldaña e John Chon, Uhura e Sulu, respectivamente, são menos aproveitados, mas não são esquecidos no meio da trama. O ambiente espacial, as naves e a federação são agradáveis de se ver quando, juntos com a trilha sonora, fazem o coração de qualquer nerd bater forte.

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No segundo filme, Além da Escuridão (2013), o vilão interpretado por Benedict Cumberbatch, Khan, se tornou uma grande polêmica. Idris Elba tinha uma grande missão nas mãos. Este que demora para se provar, sendo moldado por frases e ações previsíveis e clichês. Porém, depois de muitos acontecimentos, Krall se mostra um verdadeiro vilão. Há alguns obstáculos na história, coisas um pouco mal acabadas e concluídas, só que não comprometem nem um pouco. O roteiro é fechadinho,  mas deixa pontas soltas que podem e devem ser aproveitadas em um futuro não tão distante.

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Além de um grande filme que é, Sem Fronteiras é uma homenagem para o falecido Leonard Nimoy, que interpretava Spock nas séries de TV e que nos deixou há pouco tempo. Referências e easter-eggs não são poucos e alguns se tornarão memoráveis para os fãs.

Bonito, competente e extraordinário, Star Trek: Sem Fronteiras mostra o potencial que a franquia tem. Ela merece.

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Uma Noite de Crime | A ideia por trás do terror

Quem não gostaria de ter uma país com uma baixa criminalidade, baixos níveis de desemprego e uma economia próspera? Talvez todo mundo gostaria que isso acontecesse, mas será que seria tão facil essa utopia ocorrer? É o que Uma Noite de Crime (2013) tenta discutir, focando em uma trama interessante que coloca o espectador para refletir sobre as classes sociais e suas diferenças.

Em seu primeiro filme, Uma Noite de Crime conta a história da classe média e alta durante as 12 horas mais perigosas do ano, conhecidas como ‘’Expurgo’’. O Expurgo é uma tentativa governamental de re-estabelecer ordem e progresso na América novamente, que apresenta bons resultados. Todos os hospitais e delegacias ficarão fechados e inoperantes durante essas dozes horas e qualquer crime cometido não será penalizado pela lei.

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O protagonista James Sandin (Ethan Hawke) é um comerciante, que trabalha na área de segurança contra os expurgos. Apenas os mais ricos, que podem comprar seus equipamentos, são os que podem se sentir seguros na noite do Expurgo, mas parece que com a família de Sandin foi diferente. Ambos se mostram encurralados quando um grupo de jovens mascarados tentam invadir sua casa com o objetivo de matarem todos da família. Sem entrar em méritos como roteiro e direção, a perspectiva é o que mais chama a atenção.

O ambiente se forma mostrando a classe alta e média superior, vendo os mendigos e mais pobres sendo massacrados. Tudo pode ser um sucesso, mas a discrepância e o preconceito prevalece, mas que parecem despercebidos para os ricões americanos. É aí que entra a trama do primeiro filme, ao tentar mostrar que nem os ricos estão a salvos do expurgo e que a utopia pode ser um pesadelo para todos.

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“Esse país acabou com a vida do meu filho.”

No final dos créditos de Uma Noite de Crime, um homem fala isso para algum jornal. Isso mostra o quão absurdo o expurgo pode ser e que uma medida deve ser tomada imediatamente.

Antes disso, temos Uma Noite de Crime 2, que mostra o outro lado da moeda. A crítica social é muito mais complexa e explorada no ponto de vista dos mais pobres, como; Papa Rico (John Beasley), Cali (Zoë Soul),  Eva Sanches (Carmen Ejogo) e o personagem de Frank Grillo, Leo. Se passaram dois anos desde os acontecimentos do primeiro filme e agora temos a perspectiva dos que não acreditam na funcionalidade do expurgo. Carmelo (Michael K. Williams) é um deles, declarando que o expurgo só serve como manobra para matar as classes sociais mais pobres.

O acontecimento mais tocante e expressivo foi o ‘’suicídio’’ de Papa Rico, que aceitou uma proposta monetária de uma família estimada para ser assassinado por ela. É bem forte ver tudo isso acontecer e ver o quão sujo pode ser o sistema. A ação e o terror continuam presentes, mas não ocultam a principal ideia que o diretor James DeMonaco queria transmitir.

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O Expurgo Precisa Acabar.

A senadora Charlie Roan (Elizabeth Mitchell) será a protagonista do novo terceiro filme da franquia Uma Noite de Crime. Além disso, será a pessoa que entrará na política com o objetivo de acabar com o expurgo, porque ela tem muitos motivos para odiá-lo, já que sua família fora assassinada em uma das noites. Frank Grillo estará de volta e será um dos seguranças particulares de Roan, ambos têm histórias apavorantes durante as doze horas mais perigosas do ano.

James DeMonaco volta na direção e se prova competente em seu trabalho por conseguir colocar uma ideia, embora radical, nas telonas. O orçamento do segundo e terceiro filme foram de 9 e 10 milhões, respectivamente, e faturaram mais de 200 milhões de dólares. Com um orçamento baixo e atores médios, Uma Noite de Crime se mostra atencioso em debater e mostrar uma outra imagem da América e da atual situação mundial, apesar de nem estar tão distante da realidade.

Uma Noite de Crime 3, intitulado 12 Horas Para Sobreviver: Ano da Eleição aqui no Brasil, tem estreia nacional marcada para dia 15 de setembro.

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Como o Rebirth salvou o Superman

Superman. O maior herói de todos os tempos, condenado a sofrer nas mãos de roteiristas que das duas, uma: ou não entendiam o personagem ou simplesmente distorciam tudo que ele sempre representou. Desde o reboot dos Novos 52 em 2011, o Superman deixou de ser um personagem chamariz da DC. A cueca por cima da calça sumiu, e o amor dos fãs mais antigos foi junto. Personagens como a Arlequina começaram a vender mais que o azulão. Mas a nova reformulação da Editora das Lendas, o Rebirth, vem fazendo jus ao personagem, salvando o herói da exposição ao sol vermelho dos últimos cinco anos.

Voltemos à 2011. A DC Comics anuncia seu reboot, com origens dos heróis recontadas (quase todas, pelo menos), artistas assumindo o cargo de roteiristas, velhos nomes voltando (e outros simplesmente largando de vez a editora), entre outras mudanças radicais. Um grande nome recebe a missão de recontar a origem do Superman neste universo mais jovem e com mais “atitude”: Grant Morrison.

Morrison, se encaixando à premissa de um universo de heróis jovens e sem quaisquer experiência, decide aproximar o Superman de suas origens da década de 30, quando Jerry Siegel e Joe Shuster o idealizaram. A revista Action Comics #1 de 1938 foi onde o herói surgiu. E em 2011, também na Action Comics #1 (que teve sua numeração zerada no reboot), Morrison deu início à sua fase que durou cerca de vinte edições. A origem do personagem foi recontada, e nestas revistas podemos captar diversas referências ao Superman inicial dos anos 30, um pouco mais violento e menos “símbolo de esperança“. Esse Superman jovem e mais violento, usando calça jeans e camiseta, posteriormente se tornou o herói com roupa azul sem a clássica cueca por cima da calça (que perdura até os dias de hoje). Mas a atitude menos racional e mais muscular continuou, se expandindo às outras revistas como a Liga da Justiça, Batman/Superman e a própria Superman, que inicialmente era escrita pelo grande George Pérez. Pérez inclusive largou a DC Comics de vez graças à péssima experiência no reboot, perdido no meio da bagunça.

Apesar da boa fase de Morrison no título (que do meio para o fim começou a envolver loucuras como Mxyzptlk e duendes de outras dimensões), pouquíssimas vezes o personagem agia como o que todos os leitores estavam acostumados. O conceito de reset foi literal no herói, enquanto Batman e Lanterna Verde mantiveram suas cronologias. Após essa fase, roteiristas como Greg Pak, Geoff Johns e Scott Lobdell assumiram o personagem, e mesmo com alguns bons momentos (especialmente na curta passagem do Johns), ele não evoluiu em momento algum, e tais fases serviam mais como histórias para cumprir tabela do que boas aventuras propriamente ditas. Em diversos momentos, a DC simplesmente parecia estar perdida: tirou os poderes do herói, revelou sua identidade, fez com que ele ganhasse novos poderes, criou novas revistas (razoavelmente bem sucedidas em vendas, como Superman Sem Limites, que apesar da história fraca contava com nomes top sellers na equipe criativa), etc. E nada parecia atrair a atenção dos leitores. Neste momento estamos prestes a entrar no Rebirth.

Convergência foi publicada. A saga que unia todos os universos alternativos da DC (pré-Crise, pré-Flashpoint, Entre a Foice e o Martelo e uma infinidade de outras realidades) em batalhas por suas sobrevivências serviu cronologicamente para trazer de volta um personagem querido dos fãs: o Superman. O mesmo que teve sua origem recontada por John Byrne na década de 80 logo após a Crise nas Infinitas Terras. O mesmo que se sacrificou enquanto lutava com Apocalypse para salvar a humanidade, e voltou dos mortos algum tempo depois. O personagem que teve sua origem reformulada por Mark Waid. O herói casado com Lois Lane (sem romance com a Mulher-Maravilha, como nos Novos 52), e mais: um pai. Esta Lois Lane pré-Flashpoint (a saga que deu origem aos Novos 52) tem um filho no final da Convergência, e então o Superman e sua esposa ganharam uma revista própria escrita por Dan Jurgens (roteirista do Superman dos anos 90, responsável pelo épico de ação que foi a morte do herói), aclamada pela crítica e fãs, chamada Lois & Clark. O casal está focado em criar seu filho, Jon, e isto foi o pontapé inicial que culminou no Rebirth.

O Superman clássico e querido pelos fãs havia voltado. Mas o Superman jovem dos Novos 52 ainda estava vivo. O que fazer? Simples: matar o dos Novos 52 e ao mesmo tempo criar um legado para este personagem, marca registrada da DC Comics. Com sua morte, o Superman mais velho (que até então agia nas sombras, evitando atrair holofotes) assume seu posto com o objetivo de honrar o símbolo da casa de El ostentado por ambos, e novos heróis surgem, como o Lex ‘Superman’ Luthor e a Superwoman. Grandes nomes como Peter J. Tomasi Patrick Gleason (dupla responsável pela excelente revista Batman & Robin) assumem a revista do Superman. Dan Jurgens fica com Action Comics, com a numeração antiga voltando a partir da edição #957. Isto é uma mensagem clara aos fãs: a esperança e o otimismo proclamados por Geoff Johns na edição especial DC Universe Rebirth também retornaram para o maior herói de todos os tempos. É o mesmo que todos amávamos antes dos Novos 52, aquele que se importa com todas e quaisquer vidas.

Não bastasse este resgate, as referências à história do personagem não param. Ao mesmo tempo, em Action Comics Dan Jurgens traz de volta toda a angústia da Morte do Superman ao fazer o Apocalypse retornar ameaçando a vida de todos, e mostrando o lado heroico de Lex Luthor, inspirado pelo sacrifício do jovem Kal-El, enquanto em Superman, Tomasi e Gleason trazem o Erradicador (personagem do Retorno do Superman) como o principal vilão, botando em risco a vida de Jon Kent, o super-filho, desenvolvendo ainda mais a relação familiar dos dois, algo similar ao excelente trabalho feito pela mesma dupla criativa na revista Batman & Robin, quando Damian e Bruce se aproximaram verdadeiramente como pai e filho.

Derivados como Superwoman guardam ideias que pegaram todos os leitores de surpresa, algo difícil de ser feito nos dias de hoje. Ao mesmo tempo em que a revista da heroína possui ligação com o “Super-universo”, Phil Jimenez também a utiliza para aparar pontas soltas deixadas pela Convergência, entregando brilhantemente uma história que soa como uma homenagem ao passado de Lois Lane e ao mesmo tempo honrando o mito do Superman. Na China, surge o New Super-Man de Gene Luen Yang. A Supergirl clássica está de volta pelas mãos de Steve Orlando. A Liga da Justiça de Bryan Hitch conta com a presença do Superman em tempo integral. E o universo do “Super” está mais próspero do que nunca, algo que não aconteceu nos últimos cinco anos. E os números do mês passado comprovam que o interesse dos leitores pelo personagem aparentemente foi retomado:

Com as edições #2 e #3 o herói continua firme no Top 20 de revistas mais vendidas dos EUA. Em dado momento dos Novos 52, o Superman chegou ao lamentável posto de revista número 310 nas vendas. O Superman Chinês aparece no Top 10, aparentemente tendo atraído a atenção dos leitores. E ainda não temos os números das vendas de revistas como Superwoman e Supergirl, que devem ser divulgados em breve.

Se números não são sinônimo de qualidade (e realmente não são), existe uma alternativa simples: perguntar a qualquer fã do Superman ou ler as diversas críticas em sites de quadrinhos. Superman e Action Comics, respectivamente, são duas das revistas mais elogiadas da reformulação da DC (ao lado do Batman de Tom King, da Mulher-Maravilha do Greg Rucka e do Arqueiro Verde de Benjamin Percy). E acredite: isso também é algo que não acontecia há um bom tempo.

A promessa aparente da DC para com o universo do Superman continua promissora, já que outras séries devem surgir em breve, como Super Sons, focada em Jon (já como Superboy) e Damian, tendo assim mais uma revista relacionada ao kryptoniano. Dan Jurgens, Peter Tomasi e Patrick Gleason seguem insanamente suas histórias, com ganchos promissores, cenas memoráveis e arcos de estreia muito interessantes. O sol amarelo voltou a brilhar e o Superman recobrou seus poderes, agora capaz de alçar vôos inalcançáveis até então. E a esperança dos fãs é de que a editora não jogue mais Kryptonita no personagem num futuro próximo, tornando-o incapaz novamente. O maior herói de todos merece ter o seu melhor oferecido a todos os leitores podendo voltar a inspirar novas gerações, mostrando o verdadeiro significado de ser um símbolo de esperança.

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Crítica | Scream (Segunda Temporada)

Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado, Temos Vagas, O Orfanato e Madrugada dos Mortos são famosos filmes do gênero terror/suspense, e alguns dos episódios da segunda temporada de Scream, que tenta levar a essência desses filmes e de outros para a televisão.

Emma Duvall (Willa Fitzgerald) está de volta em Lakewood após os terríveis acontecimentos que envolveram seu grupo de amigos e o assassino misterioso, que veste a máscara de Brandon James, uma modernização da máscara dos famosos filmes do Pânico. A primeira temporada se mostra atenciosa em explorar seus personagens o máximo possível, criar um mistério imprevisível, que deixe o telespectador ansioso, e finalizar sem grandes alardes. Conseguiu.

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Agora vemos uma segunda temporada com um novo assassino que busca vingança. Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado é o nome do primeiro episódio, e é bem condizente, já que se trata também de uma história de vingança. O terror volta para Lakewood e novos desparecimentos e mortes começam a ocorrer. Duvall precisa evitar o máximo de mortes que conseguir, e finalizar de fato essa caso. Audrey Jensen (Bex Taylor-Klaus), que já esteve na temporada passada, é chantageada pelo assassino a todo momento e se torna bem importante para a trama junto de Emma. Ambas são completamente envolvidas e têm um passado juntas, que também é explorado.

Noah Foster (John Karna), Brooke Maddox (Carlson Young) e Kieran Wilcox (Amadeus Sarafini) voltam e são pontuais em suas participações.

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Olá novamente, Emma…

Seria mentira se não dissesse que o pé atrás com o segundo ano era bem grande, pois é, era MUITO GRANDE. Se você cria uma grande história e a consegue finalizar em um tempo determinado, a chance  de dar certo querer prolongar muito é de zero porcento. Outro assassino, mais mortes e mais dramas familiares seria necessário?! Parece que sim.

Tudo desde trilha, roteiro, atuação, direção continua perfeito. A MTV tomou conta da série muito bem, e deixou a ação marketeira de lado e trouxe algo de qualidade para a televisão. A nova temporada não tenta se mostrar grandiosa e começa sem grandes intenções, sem muitos assassinatos e criando mais um mistério intrigante para o espectador.

Além de tudo isso, a série entrega mais personagens que atrapalham de uma forma positiva o segredo de quem seria o assassino. O melhor deles é Gustavo Acosta (Santiago Segura), que desenha todos os sobreviventes de Lakewood que viraram celebridades da cidade. Os desenhos são assustadores, já que todos apresentam alguma forma de violência, o que torna Gustavo um grande suspeito.

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Quem deixou você usar minha máscara?

Parece que não vamos nos despedir de Scream tão cedo como imaginávamos. A primeira e segunda temporada representam um mistério que parece ter acabado de vez, mas há uma ponta solta que precisa ser explicada.

A confiança na MTV em produzir mais uma ou duas temporadas para acabar a história de Emma Duvall e Brandon James é alta. Pois, se ela nos surpreendeu uma vez, a segunda vez não parece tão difícil.

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Resenha | Ayla A Filha das Cavernas

Sinopse: ”Nesta aventura pré-histórica ambientada há cerca de 35 mil anos em algum lugar da Europa, Ayla é a heroína de 5 anos que perde os pais em um terremoto e é resgatada por um grupo de uma outra tribo – o Clã do Urso das Cavernas. A pequena Ayla é uma cro-magnon, representante de uma espécie mais evoluída, e o clã que acolhe a menina é formado pelos últimos Neandertais. Eles se sentem ameaçados pela presença estrangeira, e à medida que Ayla cresce e amadurece, suas tendências naturais desabrocham, tornando-a o centro de uma brutal e perigosa luta pelo poder.

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Ayla A Filha das Cavernas (The Clan of the Cave Bear) é uma experiência totalmente inovadora na literatura. A escritora estadunidense, Jean M. Auel mistura ficção e arqueologia fundamentada em pesquisas. O resultado foi uma obra que agradou leigos e a comunidade arqueológica, Auel reconta os primeiros passos da humanidade.

Entre 35 e 25 mil anos atrás em uma Europa pré-histórica, Ayla uma criança da espécime cro-magnon escapa de uma tragédia que destrói sua morada deixando-a diante de perigos. Enquanto isso milhas dali, um grupo de Neanderthais liderados por Brun com a companhia de seus irmãos: Creb o misterioso representante religioso de título Mog-ur e Iza a curandeira da tribo, estão a procura de uma caverna para sobreviverem ao inverno com a esperança de serem guiados por Ursus, espírito de grande poder. Confira o trailer da adaptação de 1986 que contou com a atriz Daryl Hannah interpretando Ayla:

O encontro entre a tribo de Brun e da garotinha Ayla é o marco da convergência evolutiva. Ayla é acolhida recebendo cuidados maternos de Iza, mas com a rejeição por ser da espécie dos Outros (cro-magnons) Ayla terá de enfrentar paradigmas e se adaptar às regras tribais. Se utilizando da teoria de que houve entre os cro-magnons e neandertais não só conflitos, como cruzamentos provocando a ‘’extinção’’ destes últimos e o aparecimento do homo sapiens, Auel constrói uma trama que não se restringe ao âmbito cientifico e se expande no social como forma de crítica e análise da sociedade contemporânea.

Auel tem a sensibilidade enorme na ambientação, criação de suas personagens e desenvolvimento de toda uma religião primitiva, além da organização dos papéis sociais dentro de uma tribo neandertal. Rico em descrições e explora bastante os pensamentos das personagens, o clímax fica por conta das provações de Ayla junto com marcantes momentos que envolvem família e o papel feminino.

Ayla A Filha das Cavernas (1980) é o primeiro volume da saga Os Filhos da Terra que foi finalizado em 2011 com o volume A Terra das Cavernas Pintadas publicada em 2013 no Brasil. O final do primeiro volume é satisfatório e apesar de não ter lido o segundo volume, a sensação no final foi parecida com a da obra E o Vento Levou que nunca possuiu sua continuação por causa da autora que veio a falecer, mas ao contrário de Ayla, para aqueles que gostarem muito da obra poderão acompanhar a saga.

Atualmente a distribuição do livro é feita pela BestBolso do Grupo Editorial Record, o exemplar pode ser encontrado em pocketbook. A tradução é de Maria Thereza de Rezende Costa que fez um magnifico trabalho. Tenham uma ótima leitura.

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Anime Friends 2016 | Estivemos lá

“E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?”

– Carlos Drummond de Andrade, 1942

E então, o Anime Friends 2016 passou voando baixo, ligeiro, sem ser notado. Pousou no Campo de Marte, discreto. Descarregou suas maletas, suas muambas e tudo mais. Encontrou alguns velhos conhecidos, e também fez novas amizades. Se despediu de todos, com um aceno discreto…

Se você acompanha a Torre nas Redes Sociais, especialmente no Instagram ou no Facebook, deve ter ficado sabendo que estivemos lá, fazendo a cobertura do evento para vocês. E o que nos resta agora, é apenas um sabor amargo na boca. Amargo em qual sentido, você me pergunta? Em todos eles.

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https://www.instagram.com/p/BHnGqiEgktO/

Esse é, sem dúvida, o maior evento de cultura oriental do Brasil. Um título conquistado ao longo dos anos, na base de esforço, suor, lágrimas e muita mercadoria de origem duvidosa. Não é uma tarefa fácil, conseguir encher um lugar como o Campo de Marte. Ainda mais quando a maioria esmagadora das pessoas ali, são indivíduos que raramente saem de casa. São méritos positivos do evento, de ter conquistado um nome pra si. E maior ainda, de ter alcançado um público tão grande num ano de crise.

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https://www.instagram.com/p/BHpkwh4giFs/

A edição deste ano contou com diversos nomes da indústria musical japonesa. Foram diversos shows distribuídos ao longo dos dois finais de semana. Além disso, diversos estandes de figures e mangás, como de praxe, marcaram presença no evento. As editoras brasileiras de mangás realizaram suas palestras costumeiras (confira os anúncios da Panini clicando aqui e da NewPOP clicando aqui. A palestra da JBC foi coberta através no Twitter da Torre), lançamentos foram… lançados?, e diversas fotos foram publicadas. Todos buscando Fullmetal Alchemist, Log Horizon e vários outros. É um evento tradicional, onde costumes são respeitados todo ano. Inclusive otakus completando suas coleções pra lá e pra cá.

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https://www.instagram.com/p/BHnMbW7g1Nw/

O citado gosto amargo fica após o fim pois é sempre bom encontrar pessoas com os mesmos hobbies que você. Ter um lugar onde você possa ir e saber que lá, haverão colegas com quem você pode conversar abertamente, se divertir ao falar mal da waifu alheia, e essas coisas. A parte amarga é lembrar que esse lugar só existe por alguns dias, e que depois disso, é preciso voltar aos mais profundos abismos da internet.

Cosplayers, parceiros e otakus de todo o Brasil tornaram um evento já impregnado no subconsciente popular, mais uma vez, um aparente sucesso. E a vontade que fica é de que em 2017 tudo seja ainda melhor!

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Tela Quente

CRÍTICA | Esquadrão Suicida

A DC Films começou a caminhar em 2013 com uma nova introdução ao Superman nas mãos de Zack Snyder (300 e Watchmen) e três anos depois, levou a história em outro nível com Batman vs Superman: A Origem da Justiça, onde introduziu os membros já conhecidos pelos fãs da Liga da Justiça, além de abrir inúmeras possibilidades para os próximos filmes.

Esquadrão Suicida é o terceiro projeto da Warner Bros. realizado por David Ayer (Marcados para Morrer e Corações de Ferro) e desde o segundo trailer, já era notável uma diferença no tom em relação aos longas anteriores. O marketing foi, digamos, bastante colorido e apostou em seus materiais promocionais uma boa dosagem de humor. Ao transportar para o filme, será que deu certo? SIM.

Tudo bem fofinho. Awn!
Tudo bem fofinho. Awn!

Para quem tinha dúvidas, a trama se passa após os eventos de BvS e mostra Amanda Waller querendo proteger o seu país de um próximo Superman. Com isso, apresenta a ideia de juntar uma equipe intitulada Força-Tarefa X e composta principalmente de pessoas com caráter duvidoso que fariam o bem graças ao grande poder de persuasão de sua chefe. Para quem conhece How to Get Away with Murder, sabe que Viola Davis interpreta maravilhosamente a advogada Annalise Keating.  Aqui, ela também não deixa a desejar. Você sente todo o poder que a atriz passa para sua personagem e que também não mede esforços para mostrar sua forma de comando.

Viola Davis como Amanda Waller.
Viola Davis como Amanda Waller.

O início do filme vai direto ao ponto com a proposta de Waller e o ceticismo de seus colegas de trabalho em relação a isso. Em paralelo, conhecemos o passado dos integrantes e dois deles fizeram os fãs irem à loucura. Sem revelar muita coisa, após um incidente, o governo dos EUA se viu obrigado a aceitar os termos dela e assim, começa tudo aquilo que valeu meu ingresso.

O nome do grupo é Esquadrão Suicida, mas dá para resumir em três nomes: Jared Leto, Will Smith e Margot Robbie. Muitos torceram o nariz na escolha de Jared para o icônico vilão, até porque como superar Heath Ledger? Não entrarei no mérito de comparação. Para mim, Leto convenceu na versão que o diretor trouxe para as telonas. A loucura e as risadas ainda estão ali, porém sua personalidade nos faz imaginar como seria o Coringa caso existisse nos tempos modernos. Seu tempo de tela é pequeno em relação aos outros, mas isso todos já esperavam. Como não foi explorado totalmente, pode render para o filme-solo do Cruzado Encapuzado.

O Pistoleiro de Will está impecável e sua interação com a equipe é bastante notável. Seu passado com a filha junto com sua vida criminosa são explorados e você consegue se identificar com o personagem. Parte do humor vem dele e não fica nada forçado. Aposto que não será a última vez que o veremos no Universo Estendido da DC.

Arlequina garantiu a maior parte das risadas e Margot tem todo esse mérito. Seu passado no Asilo Arkham e o primeiro contato com o Pudinzinho fazem parte da trama, o que vai moldando o comportamento dela ao longo do filme. Com a carisma e química mostradas, não vai demorar para que o projeto com as heroínas e vilãs da DC Comics saia do papel.

Os outros membros também tiveram seus momentos, como Crocodilo e El Diablo. O primeiro serviu como alívio cômico em determinadas cenas, porém foi útil na missão pela sua ferocidade. Já El Diablo, começou bastante retraído devido os seus poderes, só que depois foi ganhando mais espaço no decorrer do filme e surpreendeu no terceiro ato. A participação de Katana foi pequena, o que permite um possível aproveitamento da personagem no vindouro projeto da Warner. Assim como os citados acima, seu passado foi mostrado brevemente e sua presença em Midway City (local da missão) serviu para garantir que a equipe não saísse da linha.

Outro membro dessa peculiar equipe não pode passar despercebido: Capitão Bumerangue. Sua introdução foi bem legal, já que garantiu uma excelente surpresa por parte dos que estavam presentes na sessão e além de tudo, serviu como alívio cômico no longa. Mais um que não foi explorado devidamente durante a missão, porém garantiu nas cenas de luta. Como um dos principais vilões do Velocista Escarlate, sua chance de ser mais aprofundado ficará para o primeiro-solo do herói.

Através de Waller, Rick Flag ficou encarregado pela equipe e também por cuidar da arqueóloga June Moone, pelo qual acabou se apaixonando. Por decorrência disso, seu plano é deter Magia e salvar June da possessão. Sua presença é constante, como reuni-los e ditar as regras. Sua personalidade mal-humorada acaba te fazendo não simpatizar com ele, só que logo é esquecido devido a última tentativa do Esquadrão em detê-la. O interessante é que a vilã trouxe o elemento mágico para este universo e só que veremos mais dele apenas em Shazam (com previsão de lançamento em 2019). Só que infelizmente, após sair da sessão, você percebe como a antagonista é logo esquecida. Não tem uma presença marcante como do General Zod ou Lex Luthor.

A participação do Batman foi direta e sem enrolação, onde foi responsável pela prisão de alguns integrantes. Essa relação dele com os personagens pode ter um melhor desenvolvimento em 2018, quando for lançado seu solo.

A trilha sonora é bastante distinta e mistura rap com os clássicos do rock. As que mais se destacaram foram You Don’t Own Me (música-tema da Arlequina), o tema da Arlequina e Coringa, e Bohemian Rhapsody. Duas faixas, Heathens e Sucker For Pain, ficaram para os créditos finais. Injusto, porque merecia lugar durante as cenas.

Esquadrão Suicida é um filme simples com boa dose de ação e humor, que vale a pena assistir em 3D por conta de algumas cenas. Permaneçam sentados, porque tem cena entre os créditos. O próximo filme da DC Films será Mulher-Maravilha, com previsão de lançamento em 2 de junho de 2017. No final do mesmo ano, teremos Liga da Justiça em novembro.