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Lendas | A inocência, o heroísmo e um novo universo DC

Os anos 80 foram uma época de grandes mudanças nos quadrinhos. O ideal heroico perfeito deu lugar ao herói moralmente ambíguo em obras como O Cavaleiro das Trevas e Watchmen. E nesta mesma época, a DC destruiu o seu universo com o maior evento já testemunhado no mundo dos gibis: A Crise nas Infinitas Terras. Com o multiverso destruído, era o momento perfeito para a editora relançar seus heróis para os novos leitores. O problema é que você não pode simplesmente relançar um universo com novos títulos, você precisa preparar um terreno. Com esse intuito, a minissérie Lendas surgiu.

A história antes foi pensada como uma segunda Crise, mas como era impossível chegar ao mesmo nível e escopo da obra de Wolfman e Pérez, a história acabou se tornando uma carta de amor ao heroísmo em meio a uma época de mudanças, que mais tarde nos anos 90 seriam completamente deturpadas. É possível ver algumas semelhanças com Watchmen, como por exemplo a criação de uma lei que proíbe os super-heróis de atuarem, a diferença é como Len Wein e John Orstrander tratam a premissa.

Lendas retrata a perda de fé das pessoas nos super-heróis. As pessoas estão sendo manipulados pelo Glorioso Godfrey, enviado por Darkseid, os roteiristas poderiam tratar essa ausência da fé com ambiguidade, talvez a humanidade já estivesse perdendo a fé naqueles que os protegem e não estão sendo manipulados pelo Senhor de Apokolips, mas isso seria contra a proposta do gibi. Ele não tem como objetivo questionar a moral dos heróis, se eles são bons ou maus, ele pode até apresentar alguns desses pensamentos em alguns diálogos, mas não é essa a ideia. O objetivo de Lendas é trazer uma história descompromissada e inocente que reúna a maior quantidade de heróis ou vilões possíveis para salvar o mundo.

Essa inocência é perfeitamente representada através das crianças. Elas acreditam nos super-heróis, elas não podem ser penetradas pela maldade de Darkseid pois são puras, como o próprio Vingador Fantasma diz observando tudo o que acontece enquanto discorda do vilão. Um dos momentos mais fortes e cativantes da narrativa é justamente este.

“Vê por que a derrota é inevitável, Darkseid? Esse é o campo de batalha onde você jamais triunfará: Os corações e mentes infantis! As crianças sempre vão acreditar em heróis!”

Não só como uma história inocente e descompromissada, Lendas como dito anteriormente, é a preparação de terreno para um universo novo. Alguns personagens como a Mulher-Maravilha aparecem e desaparecem, entende-se a intenção e a responsabilidade de Wein e Orstrander, mas os roteiristas poderiam ter pensado em introduzi-la de forma mais orgânica tal como fez – se me permitem mencionar – Chris Terrio e David Goyer durante o clímax do polêmico Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Outras ideias para o início deste novo universo são bem apresentadas, tais como a criação de uma Liga da Justiça mais clássica – que tem seu primeiro ano contado por Mark Waid em uma minissérie de 12 edições alguns anos depois – e uma nova versão do Esquadrão Suicida que posteriormente ganharia uma revista escrita pelo próprio Orstrander. Essa também é a história da primeira aparição da terrível, ameaçadora e manipuladora Amanda Waller.

John Byrne não é um dos artistas mais originais, ele se sai muito bem quando se trata de páginas de um quadro só. Ele sabe imprimir o heroísmo, destaque para a splashpage com a Liga, mas quando se trata de trabalhar com muitos quadros, o trabalho do artista é genérico e não é tão bonito quanto a arte de Pérez em Crise.

Recentemente a Panini publicou a minissérie no encadernado Lendas do Universo DC: Darkseid. A edição contém uma entrevista com o ex-editor Mike Gold que contextualiza a criação do quadrinho, além disso, a decisão de publicar a obra neste formato, torna o material mais acessível ao leitor e o papel offset realça as cores da arte de Byrne.  

Lendas é uma leitura obrigatória para fãs da DC. Pode não ser grandioso, mas é divertidíssimo testemunhar o surgimento de um novo universo em que os heróis precisam se unir e lutar contra um inimigo em comum. A prova de que premissas básicas de super-heróis não se tornam ultrapassadas quando executadas da maneira certa.

 

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Crítica | It: A Coisa

Andrés Muschietti é o Stephen King nos cinemas. As ideias de ambos parecem seguir os mesmos caminhos nas telonas e nas páginas, respectivamente. No livro It: A Coisa, King deixa seus personagens em primeiro plano, desenvolve seus conflitos internos e molda o terror da história com os conceitos criados pela visão inocente das crianças sobre o mundo. Agora, com a estreia do filme It: A Coisa, Muschietti não se prende à obra e tem grandes liberdades criativas, mas mantém a essência da trama que é ser carregada por ótimos personagens e seus problemas particulares.

Derry é a cidade que abriga os integrantes do Clube dos Otários. Bill Denbrough (Jaden Lieberher), Richie Tozier (Finn Wolfhard), Eddie Kaspbrak (Jack Dylan Grazer), Ben Hanscom (Jeremy Ray Taylor), Mike Hanlon (Chosen Jacobs) e Beverly Marsh (Sophia Lillis) são uma das maiores surpresas do ano. Os atores mirins dão um show de atuação, criam perfis únicos para os seus personagens. A química do grupo impressiona e se torna orgânica na tela. Todos os conflitos e os momentos do filme são resultados das ações deles. São uma orquestra com uma sinfonia sincronizada.

Richie Tozier e de Beverly Marsh se sobressaem do resto. Tozier funciona em uma mistura de comicidade e descrença, o timing de Wolfhard parece agradar o público e acaba colocando a atenção de várias cenas para si próprio. Sua atuação agrupa os atores, enaltecendo os diálogos rápidos e ágeis entre eles. Já a atriz Sophia Lillis foi a escolha certa para interpretar a única garota do grupo, que tem o psicológico bastante explorado e ao mesmo tempo mais denso. Desde sua transformação até as consequências de suas escolhas, Beverly se prova uma personagem feminina poderosa e relevante em todo desenvolvimento.

Ainda no núcleo de atores e atrizes, temos Bill Skarsgård, que dá vida à Pennywise, o Palhaço Dançarino. A atuação incrivelmente assustadora e bizarra remete a várias misturas de personagens conhecidos por nós. Uma junção da loucura de Beetlejuice e o sarcasmo de Freddy Krueger somadas à monstruosidade de Pennywise no telefilme de 90 exemplificam a Coisa. Apesar do bom trabalho, Skarsgad foi prejudicado pelo excessivo uso do CGI, tornando a atuação um pouco limitada, que deve ser mais aproveitada no próximo capítulo.

Não só o ator, mas até sequências e cenas foram prejudicadas pelo excesso da computação gráfica. Os designs das criaturas são bem feitos, porém faltou um maior cuidado na apresentação deles. É visível as passagens que exageram na quantidade de efeitos, que poderiam ser contidas para trazer uma sensação “sóbria” do que estaria acontecendo.

Outro problema é a falta de ritmo no primeiro ato. As apresentações dos personagens e suas experiências com a Coisa são mal encaixadas e sobrepostas umas nas outras, criando um problema de fluxo inicial, mas que vai se acertando próximo ao começo do segundo ato.

A direção de Andrés Meschietti, além de segura e precisa, homenageia todos os elementos do universo da Coisa. Derry é a típica cidade repleta de lendas urbanas e profundos segredos internos. A ambientação oitentista e o clima macabro formam o palco perfeito para o espetáculo. As locações remetem aos trechos em que Stephen King a descreve, principalmente o cruzamento entre a Rua Jackson e a Witcham, além da casa na Rua Neibolt. Há cenas icônicas (Georgie encontrando a Coisa, Beverly no banheiro ensanguentado) que também foram traduzidas para as telonas, com uma pitadinha de exageros agradáveis do diretor.

Sem contar com os problemas iniciais, a palavra reinterpretação cabe exatamente nesse molde. A liberdade criativa permitiu o roteiro montar decisões próprias e trazer novas resoluções e consequências, que provocam um ar inovador e de portas abertas para novos caminhos.

Com um dos melhores elencos do ano e a direção estilizada de Andrés Meschietti, o primeiro capítulo de It: A Coisa imita o livro em não ser exatamente uma obra que provoque medo, mas sim uma história que explore a sua essência, abordando vários outros sentimentos que se iniciam na nossa infância. Agora é saber como lidarmos com eles em uma fase mais madura. Só o segundo capítulo trará essas respostas.

You’ll float too…

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Detective Comics Quadrinhos

Resenha | Peek a Boo – A Masmorra dos Coalas

Foi um dia duro. O trabalho tinha me consumido, final de mês, metas apertadas, clientes que ainda não tinham recebido seus produtos e um trânsito infernal. Chego em casa exaurido. Cansado. Em frangalhos. Ao desabar no sofá, troco meia dúzia de brincadeiras com minha filha de 1 ano, mas com a cabeça ainda a mil. Eis que minha esposa diz: “isso chegou para você pelo correio”, peguei o pacote e vi no remetente o nome do meu amigo Felipe Castilho da Editora Plot! o novo selo de quadrinhos da Alto Astral. Já falamos dela aqui na Torre de Vigilância. Abro o pacote e puxo Peek a Boo – A Masmorra dos Coalas. Tomo um banho e parto para a leitura. Melhor coisa do dia.

Ilustrado e idealizado pela quadrinista Psonha e com a contribuição de Thiago Ossostortos nos diálogos, logo conhecemos a carismática Mambay e sua fiel companheira Cassandra, a sua gata de estimação, que são praticamente “arrancadas” de casa para ir acampar com os pais sem noção. Uma vez no meio do mato, sem telefones, computadores e WI-FI a menina se perde e conhece Apolônio, um simpático vampiro que deixou de chupar sangue para se tornar um peixetariano. Então a dupla se mete em uma aventura com direito a coalas, garotinhos com chapéus de Napoleão, cogumelos pigmeus zumbis, vampiros obcecados por karaokê e um morcego que se chama Bruce. [Cole aqui o meme de referência do Capitão América].

Parece ser bem louco né? E pode ter certeza amado leitor, é bem louco. E é leve. Gostoso de ler. Um refresco para a mente (no caso da minha que estava cansada), e um bom recreio entre um quadrinho de super-heróis e outro. Apesar de ser uma loucura, não pesa a leitura e o teor meio que “descompromissado” ajuda no desenrolar da trama. A salada de cores que passa por azul, roxo, magenta, vermelho e um tom de verde para nos lembrar da floresta é bem aprazível aos olhos, ajudando na melhor concepção da história.

Em termo de história, Psonha usou e abusou de “viagens na maionese”. Em algum momento parece que estamos lendo/assistindo um episodio de A Hora da Aventura ou então Apenas um Show. Mas diferente de alguns casos, os absurdos apresentados durante a aventura de Mambay e Apolônio, não são forçados, eles simplesmente acontecem por que ali, naquela floresta, tinha que acontecer. Apesar de ser uma trama até que meio óbvia, são esses absurdos que ditam a batida da história. E eles funcionam muito bem.  E não se engane achando que o teor infantil é forte, longe disso, Peek a Boo agrada para todas as idades.

Os personagens são bem construídos. Impossível não olhar para a Mambay e não pensar em a criançada de hoje em dia, que vivem mais enfurnados nas tecnologias e acabam não sabendo muito sobre o mundo ao redor deles. Coisas simples como ver uma árvore dançando ao vento, estrelas e lua iluminando a noite, ou se socializarem pessoalmente com outras crianças. Coisas que estão ficando para trás. Saber lidar com outras pessoas, acreditando nelas de olhos fechados, é a maior lição de Peek a Boo. Mambay e Apolônio, cada um tem sua confusão pessoal com a sua família, e se completam e funcionam muito bem e o final fica o gostinho de quero mais.

Peek a Boo – A Masmorra dos Coalas é o cartão de visita da Editora Plot! e que belo começo. A edição tem o acabamento muito bonito, capa dura e algumas páginas mostram os primeiros esboços da produção. A Plot! chegou e mostrou que quer ficar no mercado cada vez mais concorrido dos quadrinhos nacionais. O próximo lançamento, que está acontecendo na Bienal do Livro do Rio, é Kombi 95 de Thiago Ossostortos. Que vai seguir o padrão de Peek a Boo, é sucesso garantido.

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Tela Quente

O Death Note da Netflix é aquilo que ele precisava ser

Confesso que nunca fui muito chegado em animes, mas não pude evitar quando a minha timeline do Facebook só estava falando sobre um assunto: O Death Note da Netflix. Claro que como toda adaptação de anime/mangá, os comentários foram negativos. Foram tão negativos, a ponto de eu assistir aos 37 episódios do anime para assistir ao filme. O anime é uma obra fantástica e derruba o estereótipo criado por alguns (inclusive eu) de que os desenhos são japoneses só tem lutinha e humor nonsense, é um thriller policial focado no embate entre duas mentes geniais: Light e L. E o filme da Netflix? É completamente diferente do anime, mas é um exemplo de uma boa adaptação.

Quando falo em adaptação, falo em se adequar a algo, no caso, o Death Note de Adam Wingard se adéqua perfeitamente à sociedade ocidental. Se no anime acompanhamos o perfeito e futuramente sociopata Light Yagami, aqui acompanhamos o imperfeito e instável Light Turner(Nat Wolff), que é basicamente o retrato do adolescente da geração millenium. Ele é o cara esperto, emocional e loser. Ele quer impressionar a garota que ele gosta e não, ser o Deus do Novo Mundo. Sendo assim, posso dizer que o Light da Netflix é você, ou pelo menos, é mais relacionável com o espectador. Vai me dizer que você também não contaria que tem um caderno da morte para impressionar uma garota?

Principalmente uma garota como a Mia(Margaret Qualley), que deixa de ter o papel de namorada submissa e se torna aquilo que Turner não consegue: Kira. É uma decisão muito mais interessante, para falar a verdade. O detetive L(Keith Stanfield) deixa de ser aquele cara estranho com olheira – você provavelmente já quis se sentar como ele se senta – e se torna alguém mais instável e mais equilibrado, alguém mais real. Realidade em um filme sobre um caderno que mata? Real não, verossímil. Se Light e L no anime são tão parecidos por causa da inteligência, os respectivos personagens da adaptação são parecidos em outro aspecto: A instabilidade.

Nesse conjunto de ideias interessantes do novo Death Note, nem todas são bem executadas devido à duração. 1 hora e 40 minutos é muito pouco para ter seu público totalmente investido nos personagens e ele sofre com isso no terceiro ato, em que ele deveria atingir o seu ápice. O trabalho de CGI em Ryuk é incrível e a voz de William Dafoe, é provavelmente a escolha mais acertada do elenco. A direção de Wingard é competente e criativa. As mortes escritas no caderno são criativas e bizarras, como se a intenção do diretor fosse trazer um filme trash repleto de sangue. A montagem também é eficiente e divertida ainda mais com a presença de músicas como The Power of Love. Em nenhum momento é possível ficar entediado devido a rapidez, em um piscar de olhos o filme já terminou.

Death Note definitivamente deveria ser um pouco mais longo em prol do desenvolvimento de personagens, mas é divertido e tem ideias interessantes para se encaixar no contexto ocidental. É aquilo que ele precisava ser, um filme sobre um cara que quer impressionar a garota e não, escrever nomes em um caderno enquanto faz poses comendo batatinhas.

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Serial-Nerd Séries

Inumanos: Uma série com perspectivas de evolução

Em uma iniciativa bem atípica, a Marvel e a ABC Studios uniram-se o IMAX para adaptar para TV o universo dos Inumanos em uma temporada de oito capítulos, sendo que os dois capítulos iniciais seriam exibidos nos cinemas.

Intitulados de Parte 1 e Parte 2, os primeiros episódios situam a série no mesmo mundo de Agents of Shield. O terrígeno já se espalhou pela Terra, criando novos Inumanos. E a trama começa a partir daí, com o Black Bolt enviando o Triton ao planeta dos humanos para resgatar essas pessoas e levá-las à Attilan, casa dos Inumanos na Lua terráquea.

A história se divide em momentos na Terra, mais especificamente no Havaí, e na Lua, em Attilan. A cidade dos Inumanos é toda construída com rochas lunares com uma arquitetura com formas retas e de cor acinzentada.

As tomadas, algumas áreas e abertas, no Havaí e em Attilan proporcionam belas sequências e funcionam bem na tela do IMAX.

Em Agents of Shield, ao entrar em contato com o cristal terrígeno, o corpo da pessoa é envolvida por um crosta sólida, um casulo, antes dele romper e ocorrer a transformação. Em Inumanos, há uma cerimônia para o nascimento dos poderes em novos seres com a presença da família. Eles adentram em cabinas e são envoltos por uma fumaça. Existe também em Attilan um Conselho Genético que determina se a pessoa é uma Inumana ou não.

Aí adentra um dos primeiros problemas da adaptação. O personagem de Iwan Rheon, Maximus, seria um humano comum, de acordo com esse conselho, diferentemente da história original. Agora isso pode ser uma aparência e ele venha a despertar seus poderes em um momento futuro. Confira a cena pós-crédito com outro personagem e terá essa impressão.

Falando em futuro. Tem uma referência ao evento dos quadrinhos da Guerra Civil II com o nascimento na série de um Inumano com poderes de ver o futuro. O que isso representará para a série em breve saberemos.

O cabelo da Medusa está com o efeito bastante melhorado nas telas se comparado com o primeiro trailer. Mas ele logo é descartado, quando Maximus raspa as mechas dela para que a mesma não atrapalhe seu Golpe de Estado. A série foi tão criticada antes de sua estreia que preferiu se livrar do problema.

Essas partes iniciais acabam servindo mais para apresentar os personagens, não havendo muitas sequências de ação. As atuações da Crystal e da Medusa ainda precisam evoluir bastante, e é normal que estejam assim. Todo começo de série apresenta problemas.

Karnak aparenta ser bem interessante com seus poderes de identificar falhas nas suas ações e poder corrigi-las, voltando no tempo. Black Bolt usa linguagens de sinais e evita ao máximo usar os seus poderes, devido um trauma de infância, que resultou na morte dos seus pais.

Inumanos será lançada em IMAX.

O Dentinho funciona na tela, mas logo é descartado como os cabelos da Medusa. Ele interage bem com a Crystal. Com o golpe de Estado, a família real precisa fugir para não ser morta. O Dentinho leva com seus poderes de teleporte cada membro para um lugar diferente do Havaí, na Terra. E antes que Crystal pudesse fugir, o Dentinho é adormecido com um poder tranquilizante e trancafiado em uma cela de Attilan.

Muito pouco acontece nesses dois capítulos iniciais. Com a ascensão de Maximus ao poder, e a família real, separada e exilada na Terra, Inumanos mostra que ainda tem possibilidades de evoluir bastante. E essa relação com Agents of Shield, pode ser explorada no futuro.

Após a cena pós-crédito, foi apresentado um trailer do restante da primeira temporada, e anunciando que Inumanos será exibido no Brasil pelo Canal Sony com estreia marcada para este mês de setembro.

Marvel’s Inhumans tem no seu elenco: Sonya Balmores (Auran), Isabelle Cornish (Crystal), Eme Ikwuakor (Gorgon), Ken Leung (Karnak), Mike Moh (Triton), Anson Mount (Black Bolt), Iwan Rheon (Maximus), Serinda Swan (Medusa), Ellen Woglom, Henry Ian Cusick (Dr. Evan Declan), e Michael Buie.

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Cinema Tela Quente

Atômica: Uma sinfonia de ação e espionagem para Charlize Theron

Antes de David Leitch apresentar-nos Deadpool 2, ele entra muito perto no território de John Wick com seu novo suspense de ação, Atômica, produzido pela Universal Pictures.

O filme é uma adaptação da graphic novel de espionagem de Antony Johnston e Sam Hart, The Coldest City, sendo protagonizado por Charlize Theron como uma espiã letal MI6, ao lado de John Goodman e James McAvoy.

David Bowie, A Flock Of Seagulls, George Michael, Alice Cooper, Marilyn Manson e Tyler Bates são alguns dos nomes que fazem parte da incrível trilha sonora de Atômica. A música desempenha um importante papel na trama ambientada no final dos anos 1980 no auge da Guerra Fria com a Alemanha dividida em duas, em colapso pelo muro de Berlim, e dominada pela espionagem entre Inglaterra, França e Rússia.

O roteiro de Kurt Johnstad é não-linear com a personagem de Charlize Theron, Lorraine Broughton, narrando para os seus chefes a sua missão no território alemão, de recuperar dados secretos, que podem expor toda a operação dos agentes ocidentais. O texto traz muitas sutilezas daquele período, que foram bem exploradas pelos setores de arte, som e fotografia.

Os cenários são graficamente belos. Carros, lugares, figurinos, locações escolhidas, tudo reflete bem a reconstrução histórica criada por Leitch para que a suspensão da descrença seja feita com êxito. O espectador adentra naquele universo sem desconfianças.

James McAvoy (David Percival) Sofia Boutella (Delphine) são também grandes destaques no filme. Percival é a ambiguidade da espionagem com muitos segredos a serem desvendados. Delphine é a fragilidade de Lorraine. Ela mostra os perigos de quando uma espiã se envolve emocionalmente em uma missão.

Charlize Theron domina o filme do começo ao fim. Ela fez suas próprias cenas de ação, sem a necessidade de dublês. Essas sequências são extremamente brutais e violentas, sendo graficamente belas. Elas expressam um desejo no público que não demore um crossover entre Lorraine e John Wick. Atômica é uma carta de amor de David Leitch para Theron desenvolver seu trabalho como atriz.

A produção que custou 30 milhões de dólares merece ser vista em IMAX. Vale cada segundo. Mundialmente, ela já arrecadou 81 milhões.

Atômica tem no seu elenco: Charlize Theron (Lorraine Broughton), James McAvoy (David Percival), John Goodman (CIA Agent), Til Schweiger, Eddie Marsan (Spyglass), Sofia Boutella (Delphine), Toby Jones (Gray), Bill Skarsgård (Merkel), James Faulkner (C) e Roland Møller (Beckmentov).

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Detective Comics Quadrinhos

Ronda Vermelha: os Justiceiros Policiais de Garth Ennis

Garth Ennis é um roteirista bom em muitas coisas. Em escrever cenas violentas, cenas bizarras, palavrões, momentos caóticos e apoteóticos, criar personagens divertidos e cativantes, entre outras qualidades. Por outro lado, Ennis também é um exímio autor capaz de escrever belas histórias mais realísticas. Histórias de guerra e dramas policiais também são áreas que o roteirista irlandês domina muito bem.

Em Ronda Vermelha, série publicada pela Dynamite e lançada no Brasil pela Mythos Editora, Ennis une os dois lados característicos de suas obras: o teor realístico de suas histórias mais “pé-no-chão”, com o palavreado diferenciado utilizado por seus personagens, protagonizando cenas violentas e divertidas inseridas num drama policial instigante e sedutor.

Ronda Vermelha (Red Team no original) é o nome de uma equipe que age de maneira similar à ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), famosa por “passar criminosos” em suas missões. Composto pelos policias Eddie, Trudy, Duke e George, este destacamento da Polícia de Nova York é especializado em combater o narcotráfico. Após perderem um companheiro da polícia, assassinado por ordem dada pelo gângster Clinton Days, os membros da Ronda Vermelha tomam uma difícil decisão: assassinar a sangue frio, sem deixar provas, o intocável traficante.

Ao longo das sete edições da minissérie, compiladas no encadernado de luxo da editora Mythos, temos o desenrolar das consequências da ação tomada pelos membros da Ronda. Ennis explora muito bem o lado psicológico de seus personagens, apresentando problemas familiares e sociais, seus pontos de vista (mostrados de maneira bem curiosa), e de forma cadenciada vai criando novos acontecimentos que os policias devem encarar.

A primeira atitude dos quatro tiras vai de encontro, obviamente, com quaisquer leis e direitos exercidos sobre os seres humanos, policiais ou não. A forma como os protagonistas agem, a linguagem utilizada (muito bem traduzida por Érico Assis) e seus equipamentos soam todos muito reais, característica que torna a leitura mais profunda e cativante, sem perder o bom humor típico dos textos de Ennis.

O senso de amizade e companheirismo dos quatro personagens da Ronda é bem explorado, e há quadros angustiantes por mérito exclusivo dos balões de fala, contrastando com outras cenas totalmente gore graças às imagens retratadas (esta segunda característica, em menor nível). E parte das muitas qualidades deste divertido quadrinho também recaem sobre os ombros do artista Craig Cermak.

Dono de uma arte simples, sem muitas firulas, mas que cumpre seu papel e se encaixa perfeitamente na proposta desta série, Cermak é um artista estreante que havia trabalhado somente na série Voltron: Year One e em uma edição da revista Liberty Comics antes de produzir Ronda Vermelha. Através de seus desenhos, todos os personagens de Ronda são reconhecíveis, realísticos em muitos sentidos (vestimentas, equipamentos, compleições físicas), e os cenários são bem detalhados e profundos. A impressão é que você está assistindo a um seriado policial.

E o lado Justiceiro adotado pelos policias, que mergulham cada vez mais fundo no sombrio dos acontecimentos, toma rumos que surpreendem. Outros membros da Polícia de Nova York são desenvolvidos (alguns, nem tanto), e a série caminha rumo ao final de forma empolgante, que constantemente cria a impressão de que “vai dar merda.”

Por ser uma série tão sincera e linear, sem muitos plot twists loucos (os últimos capítulos revelam algumas surpresas), Ronda Vermelha pode não agradar quem lê os quadrinhos de Garth Ennis esperando somente o absurdo. Entretanto, esta história, que possui o número perfeito de edições para que não seja muito longa, nem muito curta, é a prova concreta de que Ennis é capaz de escrever ótimas histórias mais simples, com boas premissas e desenvolvimento não-linear.

O encadernado nacional também apresenta as capas originais, por Howard Chaykin, além de extras que mostram um roteiro de Ennis e os esboços e layouts de Craig Cermak. A série ganhou sequência nos EUA, chamada Red Team: Double Tap, Center Mass, que pode ser lançada no Brasil caso o primeiro volume caia no gosto do público, e mais leitores sejam cativados e seduzidos pelos Policias Justiceiros de Ennis e Cermak.

Ronda Vermelha possui 204 páginas encadernadas em capa dura no formato 26 x 17 cm com preço sugerido de R$ 69,90. Clique aqui para garantir sua edição com 20% de desconto.

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Música Vitrola

Resenha | Villains – Queens of Stone Age

“Todo mundo aqui vai dançar!”

No último dia 25/08 foi lançado oficialmente Villains, o novo disco do Queens of Stone Age. O sucessor do incrível …Live Clockwork (2013) chegou depois de uma extensiva campanha nas redes sociais com a massiva divulgação das (belas) artes do álbum por cidades da Europa e dos Estados Unidos.

Uma dessas campanhas um vídeo lançado em 14 de junho na página da banda onde o vocalista e líder Josh Homme é submetido a um teste de polígrafo e a medida que ele vai respondendo as perguntas, as suas mentiras vão confirmando os detalhes sobre o novo trabalho. A última pergunta do teste é: “Você gosta de dançar?”. Homme, com um tom de voz irônico responde: “Sim, eu gosto”, e pisca para a câmera.

Bem, Villains se trata de realmente isso. Dançar.

Com produção de Mark Ronson, famoso por trabalhar com Amy Winehouse, Adele, Bruno Mars, Robbie Williams, Lily Allen, Christina Aguilera entre outros artistas um tanto quanto distantes do estilo do Queen of Stone Age, mas que se tornou um belo casamento. O novo trabalho da banda tem um quê de dançante, remexe  com sonoridades, digamos, vintages, e ao mesmo tempo mantém a banda com um som atual.

As músicas brincam com elementos dos anos 60, 70, 80 e entrega um produto moderno e gostoso de ouvir. Algumas faixas, como “Feet Don’t Fail Me”, são três estilos de músicas diferentes, e que em momentos remetem (sem comparar, é claro) a David Bowie.

Os fãs mais antigos podem sentir falta dos diversos riffs hipnotizantes pesados tradicionais de trabalhos anteriores do grupo. Agora, o fator dominante é o groove, que corre solto durante praticamente todas as músicas de Villains, e diga-se de passagem, fez bem para os caras. A excelente música “Domesticade Animals” é um excelente exemplo de como o groove é importante nesse trabalho. Quando você pega um produtor, que está acostumado a trabalhar com artistas popstars que não são de arriscar muito em suas gravações, e compra a ideia da banda e ainda incrementa o bolo, tem resultados fantásticos.

Pode-se dizer também que a parceria entre Josh Homme com Iggy Pop ano passado (o vocalista produziu o ultimo disco Post Pop Depression) deu frutos. Ele deve ter escutado muitas conversas da lenda do punk com o Bowie durante os dias históricos que passaram em Berlim gravando o iconico The Idiot. Devem ter acentuado o gosto pelo retrô.

Mas não se engane que é um álbum de ode ao passado. As guitarras e o gingado do Queens of Stone Age ainda se encontram lá. “The Evil Has Landed” tem uma pitada de Led Zeppelin com riffs ferozes típicos do DNA da banda.  Já “The Way You Used to Do” traz a rockabilly onde são distribuidos riffs à vontade, dando um ar agitado, dançante e vivo para a canção. Ambas as canções vemos o dedo de Ronson na produção. Apesar da guitarra enfurecida de Troy Van Leeuwen, que sempre está em boa forma, ditar o ritmo e o destacado groove que sai do baixo de Michael Shuman, uma personagem estende a mão e coloca o ouvinte para dançar: a bateria de Jon Theodore. Frenética, enlouquecida e incendiária, o instrumento não soa como o normal e torna as músicas convidativas para “remexer as cadeiras”. O produtor deu uma importância peculiar para ela.

Entre as nove faixas, encontram-se as baladas “Fortress” e “Hideaway”  que dão uma cortada no ritmo de Villains, algo que parece até proposital. Já em “Un-reborn Again” apesar de ser meio cansativa, vale o destaque para o vocal de Homme, que interpreta a canção com variados tons. “Head Like A Haunted House” reencontramos a rockabilly depois de uma possível reformulação, em um riff rápido e mortal. E o encerramento com “Villains of Circunstance”, um tom intimista sobre um poema que fala sobre as coisas improváveis que acontecem na vida. Como o caminho é feito de vitórias e derrotas e nos apresenta diversos vilões das circunstâncias. Ela chega ser melancólica em alguns pontos, e dançante em outros.

Se você, lindo leitor(a), não conhece a carreira do Queens of Stone Age, e pedisse minha singela opinião, eu falaria que Villains não é um bom álbum para começar a ouvir os caras. O disco de estreia Queens of Stone Age (1998), Rated- R (2000), Songs for the Deaf (2002) ou o já citado aqui …Like Clockwork (2013) seriam melhores escolhas. Villains faz mais sentido para quem já conhece a banda e acaba sentindo essa “evolução” musical dançante proposta por eles e bem executada em vários pontos. Mas ao mesmo tempo, os fãs ardorosos da banda irão torcer o nariz para o recente trabalho. Sim, aquele papo de perder a identidade, não serem mais o que eram antes, flertando com o pop… ele nunca morre no rock.

 Mas se o Queens of Stone Age faz um Villains um trabalho marcante e sólido na carreira, e quer colocar a galera para dançar… bem, é melhor os headbangers deixarem o mal humor de lado e começar a se remexerem. E muito.

 

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Amazing Adventures

Guia de Leitura #25 | O Imortal Punho de Ferro

O protagonista da Amazing Adventures de hoje é um exímio lutador de Kung Fu, seu traje varia de cor, mas as cores verde e amarelo são sua marca registrada (Brazil zil zil!!!). Seu primeiro título surgiu na época em que filmes de Jackie Chan, Bruce Lee, e diversos outros lutadores estavam no auge do sucesso. Já sabem de quem estou falando? É isso mesmo, Danny Rand, o Imortal Punho de Ferro!

Ficando órfão em um acidente de avião onde o destino final era a ilha misteriosa de K’un Lun, Danny Rand foi criado e treinado por monges até a sua vida adulta, seu objetivo e foco durante todo o treinamento era derrotar o dragão místico Shao-Lao (Ou no iglês Shou-Lao) e conseguir os poderes do Imortal Punho de ferro. Quando consegue, nosso herói parte para a cidade de Nova York reivindicando sua fortuna e se tornando um dos mais habilidosos heróis dos Vingadores.

Para não me estender, sugiro que continuem a história pelo guia, sendo assim, sejam bem vindos ao guia de leitura do Imortal Punho de Ferro. Divirtam-se!

por Roy Thomas e Gil Kane
por Len Wein , Roy Thomas e Larry Hama
por Doug Moench e Doug Moench
por Tony Isabella e Arvell Jones
por Tony Isabella e Arvell Jones
por Chris Claremont e John Byrne

por Gerry Conway e Jim Mooney
por Chris Claremont e John Byrne
por Chris Claremont e John Byrne
por Chris Claremont e John Byrne
por Chris Claremont e John Byrne
por Chris Claremont e John Byrne
por Chris Claremont e John Byrne
por Chris Claremont e John Byrne
por Marv Wolfman e Ron Wilson
por Chris Claremont e John Byrne
por Chris Claremont e John Byrne
por Chris Claremont e Mike e Zeck
por Chris Claremont, Ed Hannigan e Mike e Zeck
por Chris Claremont e Ed Hannigan
por Mary Jo Duffy e Trevor von Eeden
por Mary Jo Duffy e Kerry Gammill
por Mary Jo Duffy e Denys Cowan
por Frank Miller e Herb Trimpe
por Frank Miller e Klaus Janson
por Kurt Busiek e Ernie Chan
por Jim Owsley e Mark Bright
por John Byrne
por Jay Faerber e Jamal Igle
por Ed Brubaker e Michael Lark
por Ed Brubaker, Matt Fraction e David Aja
por Ed Brubaker, Matt Fraction, Travel Foreman, John Severin, Russ Heath, Sal Buscema e David Aja
por Ed Brubaker, Matt Fraction, Roy Allan Martinez, Dorival Vitor Lopes, Scott Koblish, Howard Chaykin, Dan Brereton, Jelena Kevic-Djurdjevic , Kano e David Aja
por Ed Brubaker, Matt Fraction, Daniel Brereton e Howard Chaykin
por Brian Michael Bendis e Leinil Francis Yu
por Brian Michael Bendis
por Matt Fraction e David Aja
por Duane Swierzynski e Travel Foreman
por Duane Swierczynski e Travel Foreman
por Duane Swierczynski, Travel Foreman e Timothy Green II
por Rick Remender e Mahmud Asrar
por Jason Aaron, Mico Suayan, Stefano Gaudiano, Roberto De La Torre, Khari Evans, Victor Olazaba, Michael Lark, Arturo Lozzi, Duane Swierczynski, Travel Foreman, Cullen Bunn, Dan Brereton, Rick Spears, Tim Green II, Khari Evans, David Lapham e Arturo Lozzi
por Andy Diggle e Billy Tan
por Duane Swierczynski e Jason Latour
por Brian Michael Bendis, Stuart Immonen, Daniel Acuna, Michael Gaydos, Carlos Pacheco, Michael Avon Oeming e Mike Deodato Jr.
por Fred Van Lente e Wellinton Alves
por Kaare Andrews
por David Walker e Sanford Greene

EXTRAS:

por Matt Fraction e Kaare Andrews
por Duane Swierczynski e Giuseppe Camuncoli
por Matt Fraction e Kano

Gostaram dos momentos de meditações e concentração do Chi? Então fiquem ligados que tem muito mais material te aguardando aqui na Amazing Adventures!

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Detective Comics Quadrinhos

BATMAN | 7 histórias essenciais do personagem

Batman, um dos personagens mais queridos e populares da cultura pop não ganhou este título a toa. Ao longo de quase 8 décadas, o Morcego de Gotham ostenta uma rica mitologia e inúmeras histórias para contar. Neste artigo listarei as melhores histórias do personagem, que em minha opinião, abordam e exploram sua psique, motivações, e que definem o personagem e fazem ser o que ele é hoje. Uma tarefa árdua com tantos outros ótimos títulos para citar.

BATMAN: ANO UM

Publicado originalmente em Batman #404-407 (1987)

O ponto de partida definitivo para conhecer o personagem. A graphic novel  nos conta os primeiros meses de atuação do Cruzado Encapuzado, ainda inexperiente e aprendendo do jeito mais difícil com seus erros. Também mostra todas as suas motivações que o fizeram dedicar sua vida de combate ao crime. A escrita do mestre Frank Miller e o traço inconfundível de David Mazzucchelli se casam perfeitamente para criar a atmosfera noir da trama.


BATMAN: GUERRA AO CRIME

Batman: War on Crime (1999)

Lançado inicialmente em formato tablóide pela Editora Abril aqui no Brasil no começo dos anos 2000, Batman Guerra ao Crime conta com a dupla dinâmica Paul Dini e Alex Ross, que nos entregam uma obra-prima em todos os sentidos. Na história, vemos um pouco do lado social de Gotham, e os questionamentos sobre o que leva uma pessoa a entrar para o mundo do crime. A arte caprichada de Ross é um dos pontos altos da edição, e nos fazem perder muitos minutos contemplando cada quadro. Recentemente, a Panini Comics relançou Os Maiores Super-Herois Do Mundo em um encadernado primososo, compilando todos os volumes dessa série, incluindo Mulher-Maravilha, Superman, Shazam e Liga da Justiça. 


BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS

Batman: The Dark Knight Returns (1986) por Frank Miller e Klaus Janson

Na história, ambientada em um futuro distópico e autoritário, Bruce Wayne está aposentado há 10 anos de suas atividades como vigilante, após a trágica morte de seu parceiro, Robin (Jason Todd) e de diversas pressões governamentais, que tornara qualquer atividade de mascarados ilegais. O Batman não existe mais e o mundo vive em decadência, a mercê das gangues e da corrupção. Mas agora, com 55 anos, ele se vê obrigado a reviver velhos hábitos e vestir novamente o manto do protetor de Gotham. Uma história atemporal, de relevância histórica, com uma narrativa desafiadora que até hoje influencia os autores e personagens de quadrinhos. É, sem dúvidas, um material indispensável em qualquer coleção.


BATMAN: EGO

Batman: Ego (2000)

Quando o peso do manto começa a fazer pressão em sua mente, o Batman precisa confrontar o seu pior inimigo: Ele mesmo. Darwyn Cooke (1962-2016) é o gênio por trás da leitura fluida, dos desenhos estilizados e também o responsável por te fazer devorar a edição em poucos minutos. Batman Ego é uma história sobre reflexões e questionamentos morais, travada dentro da mente de uma criança traumatizada. Lançada pela  Mythos Editora em 2003, a edição se tornou uma raridade desde então, mas pode ser encontrada em sebos online.


BATMAN: O LONGO DIA DAS BRUXAS

Batman: The Long Halloween (1996)

Se você, assim como eu, adora as histórias de detetive com plot twists de cair o queixo, Batman: O Longo Dia das Bruxas é pra você. O clássico da dupla Jeph Loeb e Tim Sale nos mostra o trio incorruptível de Gotham, James Gordon, Harvey Dent e Batman tentando acabar com a Máfia. Mas um assassino está a solta, agindo sempre nos feriados. Vencedor do prêmio Eisner de 1998, O Longo Dia das Bruxas também serviu de inspiração para Batman: O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan em 2008. A continuação direta, Batman: Vitória Sombria mantém o mesmo nível, e pode ser lida imediatamente após. No momento, ambas edições nacionais estão esgotadas. Mas podem ser encontradas em sebos online.


ASILO ARKHAM: UMA SÉRIA CASA EM UM SÉRIO MUNDO

Arkham Asylum: A Serious House on Serious Earth (1989)

Perca sua sanidade! Com roteiros de Grant Morrison e a arte psicodélica e macabra de Dave McKean, Asilo Arkham te leva a uma viagem insana dentro das mentes mais perigosas do mundo. As metáforas e a narrativa intercalada com outra história paralela são outro ponto alto da HQ.  E prepare-se para ver pontinhos coloridos durante alguns dias, a arte de Dave McKean é entorpecedora.


UM CONTO DE BATMAN: VENENO

Batman: Legends of the Dark Knight #16-20

Por baixo da máscara, existe um herói, e por baixo do herói, um humano limitado. Após ser incapaz de salvar uma garotinha de um afogamento, o Morcego decide consumir uma droga que potencializa suas habilidades. Mas, a droga cobra um alto preço, e ele precisa decidir se aceita os seus limites ou se entrega de vez ao vício. Dividida em 5 partes na extinta série Um Conto de Batman da Editora Abril, Batman: Veneno pode ser encontrada apenas em sebos. Uma pena.


(+1 ) BATMAN: LOUCO AMOR

The Batman Adventures: Mad Love (1994)

Batman: Louco Amor é descrita por Frank Miller sendo a“melhor história da década.” E ele não está exagerando. Com roteiros de Paul Dini e os desenhos de Bruce Timm (que dupla!), Louco Amor foi vencedora do Eisner de 1994 como melhor história independente. Ácida e ao mesmo tempo divertida, ela funciona aos moldes da série animada do Morcego. A trama tem como personagem principal a Arlequina, que vê o Morcego como um obstáculo a ser eliminado, para que sua relação com o Coringa finalmente dê certo.

E chegamos ao fim! A tarefa de ter que escolher apenas 7 +1 histórias entre tantos bons títulos nem sempre é fácil, mas acredito que eu tenha me saído bem. E você, adicionaria mais alguma história a lista? Comente e nos dê o seu feedback.