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Power Rangers | O Ano Um do Ranger Verde

Power Rangers, a franquia multimilionária da Saban Etertainment, possui um histórico de sucesso que vai além das famosas séries inspiradas nos Super Sentai japoneses, alcançando o cinema – com três filmes, um blockbuster lançado recentemente – e histórias em quadrinhos. Com uma série recente publicada no exterior pela BOOM! Studios, os clássicos guerreiros coloridos retornam com maestria ao inconsciente popular, chegando ao Brasil em uma edição de luxo lançada pela Editora Pixel.

Cinco guerreiros escolhidos por Zordon e Alpha para defenderem o mundo contra as forças do mal de Rita Repulsa. Vermelho, amarela, rosa, preto e azul, utilizando poderes baseados em dinossauros para lutarem e convocarem seus robôs gigantes. Todos devem conhecer a história base da série Power Rangers, e ela é complementada posteriormente com a introdução do Ranger Verde, antigo lacaio de Rita, como sexto membro do grupo. O encadernado “Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – Ano Um” está situado logo após a saga “Verde de Raiva” (Green With Evil), onde Tommy Oliver foi apresentado na primeira temporada original.

Escrita por Kyle Higgins e ilustrada por Hendry Prasetya, esta série em quadrinhos dos Rangers consegue modernizar a série clássica e ir além de tudo que já foi feito para a TV em muitos sentidos. Sem a limitação orçamentária os autores possuem liberdade para criar cenas de ação que remetem à primeira temporada de MMPR, porém feitas com um visual muito mais ousado. A arte de Prasetya (Lanterna Verde, Voodoo), que ilustra takes e perspectivas nunca antes vistas pelos fãs, é cinematográfica e fluida, mas também caricata e agradável. Uma sala de treinamento, cenas de ação em alto mar e até mesmo efeitos de teletransporte trazem novos ares para a franquia. E o outro destaque, o texto de Kyle Higgins (Batman, Asa Noturna, Capitão América), é feito com fidelidade e modernização.

Ao retratar Jason, Trini, Zack, Billy e Kimberly com suas respectivas caracterizações típicas da série o roteirista também toma a liberdade de explorar um pouco mais os dramas de cada um, sempre retratando suas falas e atitudes típicas de adolescentes de forma fiel e atual, inserindo até mesmo aparatos tecnológicos mais modernos neste universo. Billy e Trini possuem sua tão aconchegante relação de amizade e apoio, enquanto Kimberly está sempre motivada a tratar Tommy e seus amigos da melhor forma possível. Jason e Zack, grandes companheiros, dividem momentos chave de liderança com relação ao mistério por trás do que vem afetando o grande destaque deste arco, Tommy Oliver, que está sofrendo uma incerteza e constante influência mental negativa remanescente de Rita Repulsa, que deseja retomar o poder do Ranger Verde para si e dominar o mundo. E todos os acontecimentos se desenrolam a partir desta luta na mente de Tommy.

Este primeiro arco, que complementa muito bem o seriado, é totalmente focado na jornada do Ranger Verde superando a já citada influência de Rita na sua vida. O dia-a-dia dos heróis é mostrado também com fidelidade ao material original, enquanto os alívios cômicos Bulk e Skull são inseridos em um novo contexto, agindo como jornalistas/vloggers da Alameda dos Anjos. Vilões conhecidos como Goldar e Scorpina possuem seus momentos, e mais da rotina escolar dos protagonistas é mostrada. Com o grupo tendo de se acostumar com o novo membro do enquanto lidam com seus próprios problemas, a narrativa segue de forma natural e muito agradável, trazendo nostalgia e satisfação ao leitor casual e principalmente ao fã.

Como uma lufada de ar fresco, esta primeira parte do Ano Um do Ranger Verde (edições #0 a #4 da série original) introduz os Rangers a uma nova geração, resgata tudo que há de bom na franquia de maneira respeitosa e, acima de tudo, é uma história feita com muito esmero e atenção aos detalhes. Apesar de o arco continuar, este primeiro volume mostrou que os heróis da Saban ainda possuem fôlego para continuarem na mente das pessoas por muitos anos, renovando sua legião de fãs constantemente através de suas aventuras relacionáveis com um público diversificado.

O encadernado também apresenta as divertidas “Contínuas Aventuras de Bulk & Skull”, uma história curta escrita pelo gabaritado Steve Orlando (Liga da Justiça, Superwoman, Batman) e desenhada por Corin Howell (Bat-Mirim), onde os atrapalhados amigos decidem se tornar heróis como os Power Rangers. Obviamente, da forma mais ridícula possível.

Mighty Morphin Power Rangers: Ranger Verde – Ano Um possui 128 páginas encadernadas em capa dura no formato 25,8 x 17 cm, com preço de capa de R$ 44,90.

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Confira a capa de A Canção do Cão Negro, da AVEC Editora

O artista Fred Rubim, que ao lado de Cesar Alcázar criou O Coração do Cão Negro, publicado pela AVEC Editora, divulgou recentemente em suas redes sociais a capa do segundo volume da série, intitulado A Canção do Cão Negro. Confira detalhes abaixo.

Em 2015 a AVEC Editora publicou o primeiro volume da série nacional Contos do Cão Negro, dos já mencionados Fred Rubim e Cesar Alcázar. Com um encadernado muito elogiado pela crítica, em breve será lançada a continuação dessa história, que teve sua capa divulgada há alguns dias:

O primeiro volume foi mencionado por muitos como um “tom de quadrinho europeu criado no Brasil“. Anrath, o mercenário irlandês conhecido como o “Cão Negro de Clontarf”, é um homem atormentado. Nascido gaélico, foi criado entre os Vikings. O destino fez dele um renegado, um guerreiro condenado a vagar entre duas culturas sem pertencer a nenhuma. Contratado pelo misterioso Inglês para encontrar o medalhão chamado “Coração de Tadg”, Anrath é envolvido em uma trama de vingança e traição que o levará direto para as mãos de Ild Vuur, o viking, e o fará confrontar horrores além do espaço e do tempo. A continuação mostrará uma nova aventura do personagem.

Alcázar já havia publicado em 2014 o livro A Fúria do Cão Negro, situado neste universo que agora é desenvolvido em quadrinhos. O autor também escreveu Bazar Pulp: Histórias de Fantasia e Aventura e Horror. Fred Rubim, formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal de Santa Maria, é ilustrador freelancer e artista da série Le Chevalier em quadrinhos, dando vida ao encadernado Le Chevalier: Arquivos Secretos. Para visitar o portfólio do artista, clique aqui.

Além da capa mostrada acima, uma página de preview foi compartilhada:

A Canção do Cão Negro – Volume 2. Série Contos do Cão Negro deve ser lançado em breve. O primeiro volume, O Coração do Cão Negro, encontra-se disponível na Amazon. O encadernado possui 64 páginas encadernadas em capa cartão no formato 27,8 x 20,6 cm, e preço de capa sugerido R$ 39,90.

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Torre Entrevista | Paul Pope

Há um bom tempo queria entrevistar o Paul Pope. Dono de um traço original e versátil, suas histórias chamavam minha atenção. Nos encontramos em uma cafeteria no meio de uma tarde chuvosa em São Paulo e Pope, muito atencioso como em todas as vezes em que conversamos, falou sobre suas experiências com a Marvel e DC, trabalhos passados, sobre a tão aguardada conclusão do segundo volume de Bom de Briga, projetos futuros, artes e muito mais que você confere logo abaixo, na PRIMEIRA entrevista concedida por ele em 2017!


Muitas das suas HQs são ligadas aos quadrinhos underground pelo estilo do seu traço, que apesar de ter influências de Hugo Pratt, Victorio Girardino, Alex Toth e etc. tem um quê de alternativo. Você já se sentiu como um ”estranho no ninho” ao trabalhar para grandes editoras como Marvel, Dc, Kodansha, Dargaud…?

Às vezes. Vejo a Marvel e DC como se fossem selos de gravadoras. Assim eu seria como um músico de jazz em uma gravadora de música pop. Porque meu estilo é bem diferente comparado ao que é publicado no mainstream americano.

Você já trabalhou para mercados dos Estados Unidos, Japão e Europa. Como essa mistura de ideias e cultura influenciaram em suas histórias?

Sempre me interessei em procurar uma síntese de estilo, quando se tira os melhores elementos de Bande Dessineé, Mangá e os quadrinhos americanos. Deste último, mais precisamente os quadrinhos clássicos e underground, como os do Robert Crumb. Assim se constrói um novo estilo.

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Capa de Strange Tales #1 (Marvel Comics, 2009)

Lá pelo ano de 2010 você fez apresentações como DJ. Essas, eram acompanhadas de um vídeo. Algo interessante é que esse vídeo não está disponível em lugar algum. Você também já disse que gosta que as pessoas imaginem como é algo que não é tão fácil de se obter…

Sim, acho importante. Principalmente nessa era onde está tudo tão fácil disponível online acho bom que ainda haja algum mistério. Também acho que há um grande valor em não ter acesso a tudo pois assim pode exercitar sua imaginação. O vídeo ao qual você se referiu tem cerca de 30 minutos de duração e é uma série de trechos de filmes de ficção científica e documentários sobre explorações espaciais, porém exibidos em um ritmo mais lento. São luzes, lens flares, planetas e imagens cósmicas. Uma espécie de filme impressionista para reagir com a música…

…é por isso (o não tão fácil acesso às coisas) que o protagonista de Bom de Briga tem um passado obscuro? Algo que não acontece com a Aurora West, que tem uma HQ contando seu passado?

Acho que porque o Bom de Briga é descendente de deuses; A Aurora, de humanos. Aurora representa heróis como o Homem de Ferro ou Batman, que não têm superpoderes, apenas trajes e aparatos modernos. Pelo BB ser um Deus acho que é necessário ter um quê de mistério sobre suas culturas, por isso não vemos muito sobre ele.

Você costuma desenhar ouvindo música. Em imagens do seu estúdio já vi pedais de distorção e cabos de amplificador pelo lugar. Música é seu Heavy Liquid (referência a uma HQ homônina de Pope. Inédita no Brasil)? É como o Robin que seu Batman na história Teenage Sidekick precisa para não se tornar um Coringa?

[Risos] Eu vim de uma família de músicos. Sempre gostei de tocar e gravar. Essas coisas estão lá porque costumo usá-las. Já fiz trilhas e vários amigos meus de Nova York são músicos e compositores de Jazz e Rock. Sou muito influenciado por música pois não há aspectos visuais nela, apenas sons. Por sua vez, quadrinhos não tem som. Por isso penso que música pode ser um complemento para a arte de fazer HQs.

Uma grande influência sua, Hugo Pratt, depois que criou o Corto Maltese se tornou mais sério perante seu público. Ele achava que não levariam a sério o Corto caso os leitores percebessem que seu autor era frívolo. Algum personagem ou autor influenciou sua forma de pensar e agir depois de você ler suas histórias?

Você diz sobre a relação entre arte e o autor ou sobre mim mesmo?

Pode ser sobre as duas coisas.

Pratt é intrigante porque ele é uma figura tão internacional. Admiro muito ele e Moebius, que deixaram seu país para ir a outros lugares. Também vejo isso em Attilio Micheluzzi, que era arquiteto na Líbia até  Muammar Gaddafi chegar ao poder e aí [voltando à Itália] começou a fazer quadrinhos. Outro é Daniel Torres, que foi escultor na Espanha. Como minha formação é de História da Arte e Artes Visuais, comecei nos quadrinhos após 8 anos de faculdade, onde eu pintava esculpia e fazia coisas do gênero. Dessa forma, me sinto mais como um autor europeu, desses autores que transitaram entre outras artes antes ir aos quadrinhos…

Por isso você se tornou um quadrinista ao invés de músico?

De certa forma. Quando eu era mais jovem toquei muito. Tive bandas, fiz shows. Era necessário muito tempo dedicado para ambas as artes então tomei a decisão dos quadrinhos ser a arte dominante. Já fiquei sem tocar guitarra por 2 ou 3 anos daí voltei. Hoje em dia voltei a fazer e gravar música. É interessante, porém não tem como tomar a maior parte do meu tempo. Também tenho interesse em esculturas. Estou fazendo esculturas de brinquedo, porém não tenho tempo de fazer algo em bronze ou outro tipo de metal.

Quando Escapo foi reeditado, sua publicação veio em cores. A primeira era preto-e-branco. No posfácio da edição em capa dura você diz que obras em cores vendem. São mais atrativas aos leitores.

Saíram duas histórias de Escapo. Existe uma terceira história dele que devo publicar quando os direitos sobre o personagem voltarem para mim. Quando eu reeditar, vai ser em preto-e-branco novamente. Alguns projetos levam muito tempo para serem concluídos. Comecei as histórias do Escapo em 1995; A segunda história saiu em 2001. Por volta de 2008 voltei a mexer com Escapo, quando finalmente tive ideias para uma nova história. Portanto, demorou quase 20 anos para chegar ao fim.

É por isso (sobre o uso de cores) que Bom de Briga tem um traço mais limpo, sem muito uso de preto e sombras? Mas porque Rise of Aurora West é em preto-e-branco?

[sobre Bom de Briga] Sim, é isso mesmo. [sobre Aurora West] foi uma decisão editorial, não minha. Assim como o formato de Bom de Briga. Não gosto muito daquele formato publicado. É muito pequeno. Mas estou conversando com a editora para ter edições publicadas em um formato maior.

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Capa de Fall of the House of West (First Second books, 2015)

Mas esse formato não foi uma ideia para poder encaixar em estantes de bibliotecas?

Sim. Nesse sentido, isso é muito bom porque a First Second (selo da editora Roaring Brook Press que publica Bom de Briga nos Estados Unidos) é bem conservadora. Publicaram diversos livros mas apenas recentemente começaram a publicar Graphic Novels. Mas acho que precisamos, além de experimentar esse formato que custa em média 10 dólares e de disponibilidade em bibliotecas, também ter publicações em formatos maiores e em preto-e-branco atrativo a outros públicos, que gostam de apreciar a arte. Por isso estou conversando com a editora para tornar isso possível.

Agora que você finalmente está concluindo Bom de Briga, você mira fazer desta obra algo imortal, uma HQ para ser lembrada para esta e as próximas gerações. Quais obras você considera neste nível?

Os quadrinhos d’O Pato Donald feitos por Carl Barks, o Tintim de Hergé, qualquer obra do Katsuhiro Otomo ou [Osamu] Tezuka, Robert Crumb, o Bone de Jeff Smith, espero que Bom de Briga… Tudo que Jack Kirby fez para a Marvel nos anos 60 e começo dos anos 70, qualquer uma feita por Moebius, como Incal… acho que essa já é uma boa lista.

Você considera Bom de Briga sua obra mais pessoal? Pelo tempo dedicado, ideias colocadas na história e etc.

Acho que foi a mais exigente, porém não a mais pessoal. Tenho um projeto com a Dargaud chamado Psychonaut que considero muito pessoal. É sobre sonhos e análises sobre os mesmos. E isso é um contraponto com Bom de Briga que é algo mítico, uma jornada heroica ou a minha versão a respeito disso. Por isso [em BB] tentei colocar tudo que acho bacana e que não existe em quadrinhos para leitores mais jovens. Algo contemporâneo e ainda assim clássico. O lado interessante da publicação é que tenho conhecido leitores de cerca de 12 anos de idade que leram BB e essa é a única HQ que eles têm até então. Isso é ótimo, um jeito de apresentar graphic novels a uma nova geração.

Curiosa essa resposta porque eu estava para perguntar sobre um projeto da Dargaud antes chamado La Chica Bionica. O que aconteceu com esse projeto? E qual é o novo nome?

Agora se chama La Bionica e é um tipo de ópera. No momento tenho dois contratos com a Dargaud: Um para Psychonaut, outro para La Bionica. Sobre o cronograma, ambos são projetos exigentes. Psychonaut se tornou mais dominante. Então, estou terminando Psychonaut junto com Bom de Briga e La Bionica virá depois. Desta última, tenho cerca de 30 páginas finalizadas de um total de 76. Psychonaut é um pouco maior e faltam, talvez, 10 a 15 páginas para terminar.

Há algum prazo para o lançamento de tal?

Não. Haverá quando sabermos exatamente onde acaba e quando eu puder entregar estas páginas. É o mesmo com Bom de Briga no momento, que está em processo de enviar das páginas para os próximos estágios de produção. Em BB a história já foi escrita e estou terminando as páginas do segundo volume mas não há como colocar no programa de lançamento antes de tudo estar finalizado e daí podemos trabalhar a respeito disso. Eles [os editores] não querem que eu divulgue exatamente quando a HQ deve sair ainda mas acredito que no próximo ano, provavelmente.

Bom de Briga é para todas as idades, igual várias séries animadas do Cartoon Network (Hora de Aventura, Apenas um show…). Qual foi a parte mais difícil de agradar todos os públicos, sendo que hoje a média de idade dos leitores de quadrinhos nos EUA varia de 27-35 anos para homens e 17-26 para mulheres? A DC Comics já recusou um projeto seu sobre o Kamandi por este motivo (não coadunar com o público-alvo).

Respondendo a primeira parte da pergunta, eu procuro não me preocupar sobre às expectativas do público. A parte mais difícil de Bom de Briga além da história por completo, o quanto levará para ser feita e todos os diferentes altos e baixos tem sido a necessidade de compromisso com a editora porque também sou diretor de arte, todas as minhas HQs têm se saído bem e eu tenho controle sobre o design de minhas publicações e, à partir do momento que não tenho é muito frustrante para mim porque é limitar o que os leitores mais jovens estão aptos a ver sobre o potencial da obra. Por isso também estão disponíveis apenas estes volumes menores por enquanto, mas como eu disse, estou trabalhando para mudar isso. E é verdade, eu tive conversas com a DC sobre uma publicação dedicada um público mais velho. Na época, era para ser do Kamandi mas, conversando com Frank Miller e tendo em vista a repercussão da minha HQ do Batman [Ano 100] e o potencial de trabalhar com uma grande editora, esta dentre as seis maiores do mundo [Holtzbrinck Publishing Group, atual dona da Roaring Book Press] com possibilidade de licenciamento em diversos idiomas ao redor do mundo e a chance de minha publicação sempre estar em circulação, acho que esta foi a decisão mais sábia, especialmente considerando quando o projeto do Kamandi não foi adiante e vim com uma ideia original. São meus personagens. Eu poderia fazer um personagem como o Batman mas ELE é o original. Ele é diferente. Acho que os mais jovens estão procurando por isso porque eles já têm o Capitão América, Star Wars, Mickey Mouse… todos estes hoje são da Disney. Então eles precisam de coisas novas. Hora de Aventura é este sucesso porque é novo.

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Página interna de Bom de Briga (Companhia das Letras, 2014)

Em uma entrevista ao Omelete durante a Comic Con Experience de 2016, você disse que só recentemente estava descobrindo novas HQs graças a todos esses anos dedicados a esta graphic novel. Qual foi a última grande HQ que você descobriu?

Acabei de comprar aqui uma HQ muito perturbadora chamada Psico Sour [de Ronaldo Bressane e Adams Carvalho]. É uma história muito pornográfica e violenta, mas que prende muito sua atenção por ser poderosa. Esta é literalmente a última HQ que comprei. O Daniel Semanas [que estava presente na cafeteria durante a entrevista] também acho que é um talento muito promissor. Gosto também do Bruno Seelig, que visitei esta semana. [Rafael] Coutinho também gosto muito. Acho que aqui no Brasil há muitos artistas talentosos. Essa uma das razões porque estou investindo tempo aqui além de ter amizade com artistas como Rafael Grampá, Fabio Moon e Gabriel Bá. Estou interessado em conhecer mais artistas aqui porque acho que têm uma cultura e abordagem diferente de fazer quadrinhos. Não me sinto tão à vontade, por exemplo, comparado aos quadrinistas independentes dos Estados Unidos e Canadá, apesar de por lá conseguir trabalhar sem problemas no mainstream.

Você planeja falar sobre este sincretismo da sua arte com a forma que fazemos quadrinhos aqui durante a sua Masterclass no b_arco*?

Espero que sim. Pretendo focar em compartilhar ideias fundamentais sobre como desenvolver um estilo. Quando eu estava na Escola de Artes sempre tínhamos críticas sobre pintar e até passávamos o dia debatendo ideias de como fazer e entregar esse método de trabalho. Acho que essa é a coisa mais importante para alguém: Esse senso de processo pessoal. De você saber como desenvolver, produzir e sobreviver nos quadrinhos, design, Graphic Novels ou mesmo enquanto se administra [estas artes] com outro trabalho. Tudo que pode te ajudar a se tornar melhor no que faz penso que é importante. Até de forma comercial, talvez.

Para finalizar, uma bem rápida: O que você acha que precisa ser feito para, igual sua mensagem ao fim da história Teenage Sidekick, fazer as pessoas lerem mais quadrinhos?

Pessoas precisam continuar fazendo material surpreendente e recompensador [de ser lido]. Continuar inventando. Eu estou tentando o meu melhor, Bom de Briga é novo e chegou ao topo dos mais vendidos  do New York Times em sua categoria, é publicado em vários idiomas, possui contrato para a produção de um longa-metragem que está em desenvolvimento pela Paramount, há uma linha de brinquedos a serem lançados em breve… há muita energia em volta de Bom de Briga. Novos desafios necessitam mais tempo e concentração nas novas áreas da franquia, mas no fim das contas estou escrevendo e desenhando uma história original então procuro balancear todos estes elementos.

*Nota: A entrevista foi concedida na véspera da Masterclass  na escola de artes b_arco, ocorrida em 27 de abril de 2017.

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Dark Days: The Forge | Confira a prévia do one-shot

A DC anunciou esse ano, Dark Days, um evento dividido em dois one-shots que revelará um segredo do sombrio do Universo DC, e os acontecimentos serão levados adiante em Dark Nights: Metal. A editora também anunciou um novo selo chamado Dark Matter que será influenciada por esses eventos e trará um equilíbrio entre roteirista e artista. 

Hoje foi divulgado um pequeno preview da arte interna de Dark Days: The Forge, o primeiro dos dois one-shots. Os desenhos são de John Romita Jr, Andy Kubert e Jim Lee. Confira: 

“Dark Days: The Forge começa com uma descoberta e um segredo. Aquaman, Flash e outros heróis da DC suspeitam que Batman está escondendo um segredo sombrio que pode ameaçar a existência do Multiverso ! O que ele descobriu ? E como isso se conecta com a origem de um dos mais lendários heróis da DC ? 

Planejado por Scott Snyder, METAL e o seu prelúdio irão expandir o Universo DC como você conhece e que o mundo desses heróis possui muitos lugares desconhecidos. Mulher-Maravilha, Batman, Superman e o resto da Liga da Justiça pensam que já estiveram em todo canto do Multiverso, mas uma ameaça vem de um lugar que eles não tinham ciência de sua existência. Bem vindo a uma explosiva aventura espacial como você nunca viu antes.

Bem vindo ao Multiverso Sombrio.”

O quadrinho será lançado em junho, e a sua sequência, The Casting, em julho. 

O Renascimento DC já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Providence de Alan Moore chega este mês pela Panini

A HQ Providence escrita por Alan Moore inspirada na obra de H.P. Lovecraft, chega ao Brasil pela editora Panini. A série, foi publicada originalmente em 2015 nos EUA, em 12 partes no total, o primeiro volume desse encadernado contém as quatro primeiras edições.

A trama se passa na Nova York de 1919, protagonizada pelo repórter Robert Black, que tinha finalmente colocado sua vida nos eixos, quando um súbito suicídio de uma pessoa muito querida o conduz por uma estrada misteriosa, descobrindo um lado sombrio dos Estados Unidos. A estrada para Providence.

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É a primeira vez que a obra vai ser publicada em terras tupiniquins, Providence segue a tradição de Moore iniciada em O Pátio (The Courtyard de 2003) The Neonomicon (2010), ambos já publicados por aqui. Providence se posiciona tanto quanto um prequel, como uma sequência dessas histórias.

O protagonista Robert Black.

“O que Lovecraft fez foi pegar o mundo além da porta de sua casa e além da sua janela, daquele cenário regional em que nasceu, e engenhosamente fundir com imaginativas extremidades do universo” disse Alan Moore na época do lançamento. “Providence é minha tentativa de escrever um pedaço da ficção de Lovecraft.”

O desenhista Jacen Burrows assina a arte de Providence, o primeiro volume tem formato 17 X 26 cm, 176 páginas, capa dura e papel couché. O valor estabelecido foi de R$ 62,00. No total serão três volumes publicados, um prato cheio para quem curte a narrativa do Bruxo dos Quadrinhos e histórias de terror.

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Snotgirl | Uma história super cool do criador de Scott Pilgrim

Antes de tudo, se você é daqueles que gosta de uma história super cool, descolada e divertida, esse quadrinho é perfeito para você!

Snotgirl (Garota Catarro) é o novo projeto de Bryan Lee O’malley, o criador de Scott Pilgrim, com a desenhista Leslie Hung.  O título é publicado pela Image Comics e já tem um arco completo que compila as edições #1-5 da revista.

Lottie Person. Blogueira Fashion. Famosa. Bonita. Em tese, uma garota perfeita, certo? Errado!

Lottie passa a maior parte do seu tempo tentando projetar uma vida perfeita para seus seguidores na internet. Porém, a verdade está longe de ser perfeita, principalmente pelo fato dela possuir uma alergia grave que a torna uma catarrenta, daí o apelido “Garota Catarro”. Ela não é uma heroína, e nem se aproxima disso, mas nossa protagonista vive uma vida dupla que causa diversos dilemas morais envolvendo relacionamentos em diversos níveis.

catarrenta
Snotgirl #2

O quadrinho funciona na medida em que traz diversos dilemas contemporâneos com um tom divertido e uma trama misteriosa. A protagonista tem dificuldade em criar relacionamentos significativos em uma vida cercada de redes sociais. Quando ela finalmente consegue criar uma relação que promete mudar seu status quo, algo trágico acontece e a narrativa passa a girar em torno de um mistério.

Em Snotgirl, tudo é muito divertido e bizarro. A desenhista Leslie Hung retrata muito bem essa atmosfera da história. Nos momentos em que a vida real e virtual da Lottie se encontram através de painéis com conversas de redes sociais, a desenhista elabora um esquema inteligente e pratico para o leitor acompanhar.  Outro ponto importante a se falar sobre a arte é referente ao traço com influência forte dos mangas, que acaba por resultar em uma arte agradável de se ver e também deixa os personagens bastante expressivos.

Snotgirl #4
Snotgirl #4

A única ressalva sobre a trama do primeiro arco é que não responde o primeiro mistério da história, criam-se mais mistérios. Porém, isso significa que ainda teremos mais sobre Lottie Person.

Inteligente, misterioso e divertido. Esse é o resultado final do primeiro arco de Snotgirl.

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War of the Jokes and Riddles apresenta um novo traço para o Coringa

Você ficou sabendo AQUI que o roteirista Tom King tinha anunciado em sua conta no Twitter o novo arco na série mensal do Batman intitulado “War of Jokes and Riddles”. A história vai ser um flashback que se passa no início da carreira do Homem-Morcego, mais precisamente um ano após Bruce Wayne começar a combater o crime, então Coringa e Charada entram em guerra para determinar quem deve ter o privilégio de matar o vigilante.

A novidade de agora foi a divulgação do visual do Coringa no arco, ele está um pouco diferente do que os fãs estão acostumados a verem no Palhaço do Crime. O sorriso menos proeminente e seu rosto parece menos angular do que antes. O desenho é de Mikel Janin.

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“War of Jokes and Riddles” ainda vai contar com a presença de personagens como Duas-Caras, Pinguim, Hera Venenosa, Espantalho, Ventríloquo, Sr. Frio, Morcego Humano, Exterminador e o Pistoleiro. King em outras ocasiões disse que a história não será somente uma visita ao passado, mas os eventos dela ainda vão refletir e moldar o futuro da HQ.

“War of Jokes and Riddles” vai ter oito partes e começa em Batman #25.

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Devir anuncia terceiro volume de Parker, “O Golpe”

A Editora Devir anunciou a publicação de Parker: O Golpe, o terceiro volume das aventuras do personagem criado pelo icônico escritor e roteirista Donald Westlake (1933-2008) em uma série de livros publicados entre 1962 a 1974 retornando depois em 1997, assinando com famoso pseudônimo Richard Stark. Os romances são considerados obras-primas e fonte de inspiração para diversos cineastas, quadrinistas e romancistas. O Golpe ganhou uma adaptação cinematográfica na França intitulado Assalto à Cidade (Mise à Sac de 1967) dirigido por Alaìn Cavalier.

Parker: O Golpe é o terceiro de quatro volumes que são adaptados pelo vencedor do Prêmio Eisner, Darwyn Cooke. Os dois primeiros se chamam, respectivamente, O Caçador e A Organização (também já publicados pela Devir). Slayground, o quarto volume, ainda é inédito por aqui. Cooke aplica uma um estilo retro dos anos 60 nas graphic novels, o que deixou os romances em uma experiência única na leitura em quadrinhos.

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Parker é um homem que não fala muito e age bastante, longe de ser considerado uma boa pessoa, é um assassino vingativo que faz o possível para chegar aos seus objetivos. O autêntico anti-herói. As suas histórias não têm muitas firulas, elas vão direto ao ponto o que as tornam uma verdadeira aula de como fazer uma narrativa sem encher muita linguiça. As tramas sempre colocam o protagonista em uma sinuca de bico que resolve seus problemas do jeito que mais sabe: violentamente.

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Em O Golpe, vemos Parker em uma viagem através da América reunindo uma dúzia de seus melhores parceiros no crime para o maior golpe de todos: simplesmente roubar uma cidade inteira.

Parker: O Golpe tem formato 16 X 24 X 1,5 cm, 144 páginas coloridas e capa dura e preço sugerido de R$ 59,90. No site da Devir você ainda pode encontrar os dois primeiros volumes, ou no banner abaixo:

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Bane: Conquest | Criadores do vilão divulgam prévia da minissérie

Foram divulgadas algumas páginas de Bane: Conquest, minissérie protagonizada pelo vilão e que tem na equipe criativa o escritor Chuck Dixon e o artista Graham Nolan seus co-criadores na década de 90 na saga A Queda do Morcego, ficando de fora apenas David Moench outra cabeça por trás do personagem.

Na trama, Bane vai rodar o mundo, tentando conquistar novas cidades e derrotando novos inimigos, buscando voltar ao topo do mundo do crime. Junto com ele vai estar a sua trinca de capangas da época da Queda do Morcego: Pássaro (Bird), Trogg e Zumbi (Zombie).

Confira na galeria abaixo:

 

“Bane é uma fera com uma incrível vontade de sobreviver” disse Nolan ao site Newsarama. “Ele não se vê como um cara mau. Ele se vê como uma vítima. Em seus olhos, o mundo lhe foi injusto por ter que cumprir sentença na prisão de seu pai. Quando eu desenho Bane, gosto de dar uma certa linguagem corporal. Gosto que ele seja fisicamente superior às pessoas. Ele é enorme, mas não igual ao Hulk. Eu o imagino como um fisiculturista que pesa 350 quilos.”

Dixon ainda falou que teremos rostos conhecidos do universo do Batman na minissérie, como a Mulher-Gato, alguns outros vilões, novos personagens e o próprio Homem-Morcego.

Bane: Conquest #1 começa logo após os eventos do arco “I Am Bane” da série mensal do Batman escrita por Tom King. A minissérie terá 12 edições e começa a ser publicada nesse mês de maio.

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Divulgados os indicados do Eisner Awards 2017

O Eisner Awards é uma das maiores premiações de histórias em quadrinhos, equivale ao Oscar dos quadrinhos. Anualmente, são indicados os melhores trabalhos do ano anterior para concorrerem em diversas categorias.

Foi divulgado a lista dos indicados dos Eisner Awards 2017.  Uma coisa bastante notável é a diversidade de títulos de várias editoras.

Confira as categorias e seus respectivos indicados:

Melhor História

“The Comics Wedding of the Century,” de Simon Hanselmann, em We Told You So: Comics as Art (Fantagraphics)

“The Dark Nothing,” de Jordan Crane, in Uptight #5 (Fantagraphics)

“Good Boy,” de Tom King e David Finch, em Batman Annual #1 (DC)

“Monday,” de W. Maxwell Prince e John Amor, in One Week in the Library (Image)

“Mostly Saturn,” de Michael DeForge, em  Island Magazine #8 (Image)

“Shrine of the Monkey God!” de Kim Deitch, em Kramers Ergot 9 (Fantagraphics)

 

Melhor história/edição única

Babybel Wax Bodysuit, de Eric Kostiuk Williams (Retrofit/Big Planet)

Beasts of Burden: What the Cat Dragged In, de Evan Dorkin, Sarah Dyer, e Jill Thompson (Dark Horse)

Blammo #9, de Noah Van Sciver (Kilgore Books)

Criminal 10th Anniversary Special, de Ed Brubaker e Sean Phillips (Image)

Sir Alfred #3, de Tim Hensley (Pigeon Press)

Your Black Friend, de Ben Passmore (Silver Sprocket)

 

Melhor série mensal

Astro City, de Kurt Busiek e Brent Anderson (Vertigo/DC)

Kill or Be Killed, de Ed Brubaker e Sean Phillips (Image)

The Mighty Thor, de Jason Aaron e Russell Dauterman (Marvel)

Paper Girls, de Brian K. Vaughan e Cliff Chiang (Image)

Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples (Image)

 

Melhor minissérie

Archangel, de William Gibson, Michael St. John Smith, Butch Guice, e Tom Palmer (IDW)

Briggs Land, de Brian Wood e Mack Chater (Dark Horse)

Han Solo, de Marjorie Liu e Mark Brooks (Marvel)

Kim and Kim, de Magdalene Visaggio e Eva Cabrera (Black Mask)

The Vision, de Tom King e Gabriel Walta (Marvel)

 

Melhor série estreante

Black Hammer, de Jeff Lemire e Dean Ormston (Dark Horse)

Clean Room, de Gail Simone e Jon Davis-Hunt (Vertigo/DC)

Deathstroke: Rebirth, de Christopher Priest, Carlo Pagulayan, et al. (DC)

Faith, de Jody Houser, Pere Pérez, e Marguerite Sauvage (Valiant)

Mockingbird, de Chelsea Cain e Kate Niemczyk (Marvel)

 

Melhor publicação infantil (para crianças de até oito anos)

Ape and Armadillo Take Over the World, de James Sturm (Toon)

Burt’s Way Home, de John Martz (Koyama)

The Creeps, Book 2: The Trolls Will Feast! de Chris Schweizer (Abrams)

I’m Grumpy (My First Comics), de Jennifer L. Holm e Matthew Holm (Random House Books for Young Readers)

Narwhal: Unicorn of the Sea, de Ben Clanton (Tundra)

 

Melhor publicação infantil (de 9 a 12 anos)

The Drawing Lesson, de Mark Crilley (Watson-Guptill)

Ghosts, de Raina Telgemeier (Scholastic)

Hilda and the Stone Forest, de Luke Pearson (Flying Eye Books)

Rikki, adapted de Norm Harper e Matthew Foltz-Gray (Karate Petshop)

Science Comics: Dinosaurs, de MK Reed e Joe Flood (First Second)

 

Melhor publicação juvenil (13 a 17 anos)

Bad Machinery, vol. 5: The Case of the Fire Inside, de John Allison (Oni)

Batgirl, de Hope Larson e Rafael Albuquerque (DC)

Jughead, de Chip Zdarsky, Ryan North, Erica Henderson, e Derek Charm (Archie)

Monstress, de Marjorie Liu and Sana Takeda (Image)

Trish Trash: Roller Girl of Mars, de Jessica Abel (Papercutz/Super Genius)

The Unbeatable Squirrel Girl, de Ryan North e Erica Henderson (Marvel)

 

Melhor publicação de humor

The Further Fattening Adventures of Pudge, Girl Blimp, de Lee Marrs (Marrs Books)

Hot Dog Taste Test, de Lisa Hanawalt (Drawn & Quarterly)

Jughead, de Chip Zdarsky, Ryan North, Erica Henderson, e Derek Charm (Archie)

Man, I Hate Cursive, de Jim Benton (Andrews McMeel)

Yuge! 30 Years of Doonesbury on Trump, de G. B. Trudeau (Andrews McMeel)

 

Melhor antologia

Baltic Comics Anthology š! #26: dADa, editado por David Schilter e Sanita Muizniece (kuš!)

Island Magazine, editado por Brandon Graham e Emma Rios (Image)

Kramers Ergot 9, editado por Sammy Harkham (Fantagraphics)

Spanish Fever: Stories by the New Spanish Cartoonists, editado por Santiago Garcia (Fantagraphics)

 

Melhor não-ficção

Dark Night: A True Batman Story, de Paul Dini e Eduardo Risso (Vertigo/DC)

Glenn Gould: A Life Off Tempo, de Sandrine Revel (NBM)

March (Book Three), de John Lewis, Andrew Aydin, e Nate Powell (Top Shelf)

Rosalie Lightning: A Graphic Memoir, de Tom Hart (St. Martin’s)

Tetris: The Games People Play, de Box Brown (First Second)

 

Melhor álbum gráfico (inédito)

The Art of Charlie Chan Hock Chye, de Sonny Liew (Pantheon)

Black Dog: The Dreams of Paul Nash, de Dave McKean (Dark Horse)

Exits, de Daryl Seitchik (Koyama)

Mooncop, de Tom Gauld (Drawn & Quarterly)

Patience, de Daniel Clowes (Fantagraphics)

Wonder Woman: The True Amazon, de Jill Thompson (DC Comics)

 

Melhor álbum gráfico (republicação)

Demon, de Jason Shiga (First Second)

Incomplete Works, de Dylan Horrocks (Alternative)

Last Look, de Charles Burns (Pantheon)

Meat Cake Bible, de Dame Darcy (Fantagraphics)

Megg and Mog in Amsterdam and Other Stories, de Simon Hanselmann (Fantagraphics)

She’s Not into Poetry, de Tom Hart (Alternative)

 

Melhor edição americana de material estrangeiro

Equinoxes, by Cyril Pedrosa, traduzido por Joe Johnson (NBM)

Irmina, by Barbara Yelin, traduzido por Michael Waaler (SelfMadeHero)

Love: The Lion, de Frédéric Brémaud e Federico Bertolucci (Magnetic)

Moebius Library: The World of Edena, de Jean “Moebius” Giraud et al. (Dark Horse)

Wrinkles, by Paco Roca, traduzido por Erica Mena (Fantagraphics)

 

Melhor edição americana de material estrangeiro (asiático)

The Art of Charlie Chan Hock Chye, de Sonny Liew (Pantheon)

Goodnight Punpun, vols. 1–4, by Inio Asano, traduzido por JN PRoductions (VIZ Media)

orange: The Complete Collection, vols. 1–2, by Ichigo Takano, traduzido por Amber Tamosaitis, adaptação de Shannon Fay (Seven Seas)

The Osamu Tezuka Story: A Life in Manga and Anime, de Toshio Ban e Tezuka Productions, traduzido por Frederik L. Schodt (Stone Bridge Press)

Princess Jellyfish, vols. 1–3 de Akiko Higashimura, traduzido por Sarah Alys Lindholm (Kodansha)

Wandering Island, vol. 1, by Kenji Tsuruta, traduzido por Dana Lewis (Dark Horse)

 

Melhor coleção de arquivo (tiras)

Almost Completely Baxter: New and Selected Blurtings, de Glen Baxter (NYR Comics)

Barnaby, vol. 3, by Crockett Johnson, editado por Philip Nel e Eric Reynolds (Fantagraphics)

Chester Gould’s Dick Tracy, Colorful Cases of the 1930s, editado por Peter Maresca (Sunday Press)

The Realist Cartoons, editado por  Paul Krassner e Ethan Persoff (Fantagraphics)

Walt & Skeezix 1931–1932, by Frank King, editado por Jeet Heer e Chris Ware (Drawn & Quarterly)

 

Melhor coleção de arquivo (quadrinhos)

The Complete Neat Stuff, de Peter Bagge, editado por Eric Reynolds (Fantagraphics)

The Complete Wimmen’s Comix, editado por Trina Robbins (Fantagraphics)

Fables and Funnies, by Walt Kelly, compilado por David W. Tosh (Dark Horse)

Trump: The Complete Collection, de Harvey Kurtzman et al., editado por Denis Kitchen e John Lind (Dark Horse)

U.S.S. Stevens: The Collected Stories, de Sam Glanzman, editado por Drew Ford (Dover)

 

Melhor roteirista

Ed Brubaker, Criminal 10th Anniversary Special, Kill or Be Killed, Velvet (Image)

Kurt Busiek, Astro City (Vertigo/DC)

Chelsea Cain, Mockingbird (Marvel)

Max Landis, Green Valley (Image/Skybound), Superman: American Alien (DC)

Jeff Lemire, Black Hammer (Dark Horse); Descender, Plutona (Image); Bloodshot Reborn (Valiant)

Brian K. Vaughan, Paper Girls, Saga (Image)

 

Melhor roteirista/desenhista

Jessica Abel, Trish Trash: Roller Girl of Mars (Papercutz/Super Genius)

Box Brown, Tetris: The Games People Play (First Second)

Tom Gauld, Mooncop (Drawn & Quarterly)

Tom Hart, Rosalie Lightning: A Graphic Memoir (St. Martin’s)

Sonny Liew, The Art of Charlie Chan Hock Chye (Pantheon)

 

Melhor arte-finalista ou time de arte-finalistas

Mark Brooks, Han Solo (Marvel)

Dan Mora, Klaus (BOOM!)

Greg Ruth, Indeh (Grand Central Publishing)

Francois Schuiten, The Theory of the Grain of Sand (IDW)

Fiona Staples, Saga (Image)

Brian Stelfreeze, Black Panther (Marvel)

 

Melhor desenhista/artista multimídia (páginas internas)

Federico Bertolucci, Love: The Lion (Magnetic)

Brecht Evens, Panther (Drawn & Quarterly)

Manuele Fior, 5,000 km per Second (Fantagraphics)

Dave McKean, Black Dog (Dark Horse)

Sana Takeda, Monstress (Image)

Jill Thompson, Wonder Woman: The True Amazon (DC); Beasts of Burden: What the Cat Dragged In (Dark Horse)

 

Melhor capista

Mike Del Mundo, Avengers, Carnage, Mosaic, The Vision (Marvel)

David Mack, Abe Sapien, BPRD Hell on Earth, Fight Club 2, Hellboy and the BPRD 1953 (Dark Horse)

Sean Phillips, Criminal 10th Anniversary Special, Kill or Be Killed (Image)

Fiona Staples, Saga (Image)

Sana Takeda, Monstress (Image)

 

Melhor Colorista

Jean-Francois Beaulieu, Green Valley (Image/Skybound)

Elizabeth Breitweiser, Criminal 10th Anniversary Special, Kill or Be Killed, Velvet (Image); Outcast by Kirkman & Azaceta (Image/Skybound)

Sonny Liew, The Art of Charlie Chan Hock Chye (Pantheon)

Laura Martin, Wonder Woman (DC); Ragnorak (IDW); Black Panther (Marvel)

Matt Wilson, Cry Havoc, Paper Girls, The Wicked + The Divine (Image); Black Widow, The Mighty Thor, Star-Lord (Marvel)

 

Melhor letreirista

Dan Clowes, Patience (Fantagraphics)

Brecht Evens, Panther (Drawn & Quarterly)

Tom Gauld, Mooncop (Drawn & Quarterly)

Nick Hayes, Woody Guthrie (Abrams)

Todd Klein, Clean Room, Dark Night, Lucifer (Vertigo/DC); Black Hammer (Dark Horse)

Sonny Liew, The Art of Charlie Chan Hock Chye (Pantheon)

 

Melhor livro sobre quadrinhos

blanc et noir: takeshi obata illustrations, de Takeshi Obata (VIZ Media)

Ditko Unleashed: An American Hero, de Florentino Flórez e Frédéric Manzano (IDW/Editions Déese)

Krazy: George Herriman, A Life in Black and White, de Michael Tisserand (Harper)

The Life and Legend of Wallace Wood, vol. 1, editado por Bhob Stewart e J. Michael Catron (Fantagraphics)

More Heroes of the Comics, de Drew Friedman (Fantagraphics)

 

Melhor trabalho acadêmico

Brighter Than You Think: Ten Short Works by Alan Moore, editado por Marc Sobel (Uncivilized)

Forging the Past: Set and the Art of Memory, editado por Daniel Marrone (University Press of Mississippi)

Frank Miller’s Daredevil and the Ends of Heroism, editado por Paul Young (Rutgers University Press)

Pioneering Cartoonists of Color, editado por Tim Jackson (University Press of Mississippi)

Superwomen: Gender, Power, and Representation, editado por Carolyn Cocca (Bloomsbury)

 

Melhor design de publicação

The Art of Charlie Chan Hock Chye, designed de Sonny Liew (Pantheon)

The Complete Wimmen’s Comix, designed de Keeli McCarthy (Fantagraphics)

Frank in the Third Dimension, designed de Jacob Covey, 3D conversions by Charles Barnard (Fantagraphics)

The Realist Cartoons, designed de Jacob Covey (Fantagraphics)

Si Lewen’s Parade: An Artist’s Odyssey, designed de Art Spiegelman (Abrams)

 

Melhor Webcomic

Bird Boy,de Anne Szabla

Deja Brew,de Taneka Stotts e Sara DuVall

Jaeger, de Ibrahim Moustafa

The Middle Age, de Steve Conley

On Beauty, de Christina Tran

 

Melhor Quadrinho Digital

Bandette, de Paul Tobin e Colleen Coover

Edison Rex, de Chris Roberson e Dennis Culver

Helm, de Jehanzeb Hasan e Mauricio Caballero

On a Sunbeam, de Tillie Walden

Universe!, de Albert Monteys

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Os vencedores serão anunciados em Julho durante a San Diego Comic Con.