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O horror tem cor | O Despertar do Cthulhu em Quadrinhos

“O Desespero é verde“

Aqui na Torre de Vigilância você já sabe que será publicada pela Editora Panini a HQ Providence de Alan Moore, baseada no universo de terror de H.P. Lovecraft. Bem, se ainda não sabe, veja a matéria AQUI. O que muitas pessoas ainda não sabem que os quadrinhos de terror já estão sendo publicados no Brasil há algum tempo.

A Editora Draco vem fazendo um excelente trabalho nessa área. Ela publicou as coletâneas O Rei Amarelo em Quadrinhos (veja mais detalhes AQUI) e o Despertar do Cthulhu em Quadrinhos (2016), duas antologias de terror que se diferenciam principalmente pelo tom de cores, respectivamente, amarelo e verde. O Rei Amarelo vem da obra de Robert W. Chambers, e o Cthulhu é do rico e vasto universo de Lovecraft,.

Criado por H.P. Lovecraft em 1926, Cthulhu fez a sua primeira aparição no conto O Chamado de Cthulhu (The Call of Cthulhu) e é considerado como o grande mito do autor. O monstro esverdeado cheio de tentáculos é um deus que possui um culto multimilenar dedicado a trazê-lo de volta, o que pode provocar o fim da humanidade.

O álbum publicado pela Draco contém oito histórias produzidas por autores e desenhistas brasileiros, todas elas interpretam à sua maneira algum assunto relacionado ao Mito de Cthulhu. O mais bacana é a produção, muito bem feita da edição,  com uma qualidade incrível. Obviamente, um conto se destaca mais do que o outro, mas todos estão em um nível muito acima de outras coletâneas de terror.

Conheça um pouco sobre as histórias do volume (em ordem de leitura):

O Salmo do Sangue Antigo

Produzida por Dudu Torres, a história fala de um rapaz que visita a mãe de um antigo amigo, que acabara de cometer suicídio. A velha senhora acaba levando o rapaz para uma outra realidade, onde acontece toda a ação.


Os Tambores de Azathoth

A segunda história se passa durante a Segunda Guerra Mundial e contém figuras históricas como Oppenheimer (um dos criadores da bomba atômica) e o mago ocultista Aleister Crowley, que é citado nas músicas de Raul Seixas. Existe uma lenda que conta que Lovecraft e Crowley tinham uma certa conexão. O roteiro é de Antonio Tadeu e a arte é Lucas Chewie.


Macio

O conto escrito por Airton Marinho se ambienta em uma pequena cidade no sertão do Brasil. Uma epidemia toma conta do local, e as pessoas sem saber o que fazer vão enlouquecendo. Os desenhos de Fabrício Bohrer são traços bem grossos, onde se destaca a flexibilidade dos quadros graças às onomatopeias fora do comum. O Bode Pai-de-Chiqueiro é um dos personagens principais, que tem o papel de por onde passar disseminar o caos. Pessoas explodindo, corpos em decomposição, moscas e vermes dão um toque de gore à brasileira na história.


Sob a Insana Luz

É uma das que mais se aproximam ao estilo de H.P. Lovecraft. Com roteiro de Caiuã Araújo e desenho de Marcio de Castro, a história fala sobre dois detetives que chegam a uma tranquila cidade para investigarem o desaparecimento de uma equipe investigativa. Mas acontece que a cidade não aparenta o que é de verdade. Um dos grandes destaques é a arte do Marcio, algo meio que cartunesco e rabiscado, seus personagens parecem que saltaram de uma animação de argila e os efeitos de sombra e luz dão à história um clima incrível. E tem uma referência ao Batman no nome do hotel da cidade.


Clhithmaek’ Tyivh

Bem, para começar, não me perguntem como se pronuncia esse título. Escrito e desenhado por Lucas Pereira, a história mostra uma dupla de arqueólogos que acabam encontrando uma tribo desconhecida. As coisas começam a ficar complicadas quando os nativos fazem um ritual sinistro para invocar uma criatura antiga. É o conto que tem o estilo mais americanizado de todo o volume. O clima é tenso durante as páginas e cenas de pessoas empaladas e canibalismo se encontram nos quadros com poucas cores. Os tons de verde e cinza predominam.


A Língua da Fé

Tendo sua vida como um fracasso total, um alcoólatra procura em uma religião, dessas que são presentes na TV e manipulam seus fiéis, um porto seguro para estancar a sua agonia e tristeza. O problema é que nada é o que parece ser quando ele começa a descobrir mais sobre o culto. O roteiro é de Raphael Fernandes, organizador da coletânea e editor da Draco e a arte é de Samuel Bono. Com um climão de suspense, a história coloca para o leitor diversos questionamentos sobre essas religiões. O verde em muitas texturas diferentes é o grande destaque dos desenhos.


O Caso da Truta Salmonada

Cansado de sua rotina de trabalho, um sushiman se prepara para começar mais um dia, quando alguns esquisitos clientes com o rosto de peixe entram em seu restaurante. Enquanto ele prepara os pratos, cortando os filés, eles começam a gritar de dor como se fossem eles sendo mutilados. Estranho é pouco. Jun Sugiyama nos apresenta um conto aterrorizante, grotesco e perturbador. Os quadros de agonia e dor dos “humanos-com-cara-de-peixe” são bizarros. É um dos melhores contos da edição. E o final tem uma surpresa.


O Que Dorme

A história de Bárbara Garcia fecha a edição levando o leitor para uma cidade que passa por uma estranha epidemia onde nenhum cidadão não consegue mais dormir. O que deixa as pessoas cansadas sem conseguirem fazer nada. Então à medida de que as pessoas vão morrendo, os corpos vão ficando em decomposição nas ruas e casas onde ocorrem o mortes. Quando ninguém tem força nem para enterrar os mortos,  a loucura e o que há de ruim dentro das pessoas começa a aflorar. A linda arte de Elias Aquino demonstra bem essa loucura e ao mesmo tempo o clima pacato e cotidiano dessa população.


A Editora Draco caprichou em O Despertar de Cthulhu com um álbum muito bem produzido e bonito, essencial aos fãs do gênero de terror quanto para quem curte ler quadrinhos de qualidade. E o mais legal é ver artistas brasileiros fazendo histórias de qualidade incrível, não devendo nada para muitas produções de terror lá de fora. A capa é de autoria de João Pirolla e traz a retratação mais clássica de Cthulhu. Vale muito a pena o investimento em uma obra tão bacana.

O Despertar do Cthulhu em Quadrinhos tem formato 17 cm X 24 cm, papel couché, 168 páginas em preto, branco e verde, o acabamento em capa cartonada, com orelhas e reserva em verniz. Dentro ainda tem uma pequena biografia de todos que participaram da edição. Edição indispensável para qualquer colecionador de quadrinhos.

 

 

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Vertigo | Panini publicará O Xerife da Babilônia

A Panini Comics publicará a aclamada série de Tom King e Mitch Gerads: O Xerife da Babilônia. O quadrinho é inspirado pelas experiências vividas por King na CIA. Confira a prévia da publicação: 

“Bagdá, 2003. O reinado de Saddam Hussein acabou.

Os americanos estão no comando agora. E ninguém está no controle.

O ex-policial e agora prestador de serviço contratado pelos militares Christopher Henry sabe disso melhor do que ninguém. Ele está no país para treinar a nova força policial iraquiana, e um de seus recrutas foi assassinado. Com a autoridade civil em frangalhos e corpos entulhando as ruas, Chris é a única pessoa realmente interessada em descobrir o culpado pelo crime – e a motivação por trás do ato.

A investigação o leva primeiro a Sofia, iraquiana criada nos Estados Unidos que agora ocupa uma cadeira no conselho de governo, e então a Nassir, um grisalho veterano da força policial de Saddam – e, muito provavelmente, o último investigador de verdade que resta em Bagdá.

Unidos pela morte, mas divididos por lealdades conflitantes, os três precisam ajudar um ao outro no traiçoeiro cenário pós-invasão do Iraque para encontrar quem cometeu o crime. Mas o que os motiva é justiça ou algum outro interesse oculto? Série indicada para os órfãos de ESCALPO!

Inspirado pelas experiências reais que teve como agente da CIA alocado no Iraque, TOM KING (Batman) junta-se a MITH GERARDS (Justiceiro) para produzir este thriller único.”

O quadrinho será distribuído em bancas e comic-shops. A publicação compila as edições 1 à 6 em 164 páginas. Capa cartão, lombada quadrada, papel LWC, formato 17×26, ao preço de R$24,90.

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Doomsday Clock | Geoff Johns fala sobre o quadrinho

Há quase um ano, o Renascimento começou, trazendo toda a esperança e otimismo perdido nos últimos anos das histórias da DC, um dos fatores mais interessantes desta nova fase é o envolvimento de Watchmen no universo das Lendas, que começou a ser explorado mais a fundo no crossover entre Batman e Flash: The Button. Depois de um misterioso teaser postado em seu Twitter no ano passado, o roteirista Geoff Johns anunciou Doomsday Clock, um novo evento da editora, que envolverá a aclamada graphic novel e terá como protagonistas: Superman e Doutor Manhattan.

Em entrevista ao Blastr, o roteirista falou um pouco sobre o novo projeto.

1 – Esta não é uma sequência de Watchmen.

“É algo a mais. É Watchmen colidindo com o universo DC,  é o projeto mais absolutamente incrível, pessoal e complexo da minha carreira. Com o Renascimento, eu abri portas para o Manhattan. Parte disto, é que eu amo a influência do mundo real que Watchmen tem. Eu pus Manhattan e eu sempre soube que existia uma história Manhattan/Superman para ser contada, mas então, cresceu. E cresceu. Tocou o meu coração e minha alma. Ainda assim, no centro de tudo isto, existe um ser que perdeu sua humanidade e se distanciou dela, e um alienígena com mais humanidade que os próprios humanos. Eu adoro a ideia de que Watchmen influencia o Universo DC, mas e se fosse ao contrário? E vai muito além disso.”

2 – É uma única história, sem tie-ins.

“Não iríamos fazer uma história como essa a menos que acreditemos 100% nela. É tudo sobre a história, é apenas sobre a história. Não existem crossovers. Não vamos diluir one-shots ou minisséries em cima desta. É uma única história. É apenas Doomsday Clock. Não tivemos interesse de fazer um crossover com isto. Não queremos ver Doutor Manhattan contra Superman em Action Comics, com todo o respeito. Não é disso que se trata. É algo diferente. Terá impacto sobre todo o universo DC. Irá afetar tudo o que fizemos anteriormente. Irá tocar na temática e na essência literal da DC.”

3 – Os personagens envolvidos na história.

“Teremos personagens da DC ao longo da história, mas só iremos nos focar em alguns deles. Há um foco muito grande no Superman e no Doutor Manhattan. Manhattan é um foco muito grande, e suas razões por estar aqui, e fazendo o que ele faz, de certa forma, tem a ver com o Superman. E há muitos personagens envolvidos, mas é um pouco cedo para discutirmos sobre isto.”

4 – As origens da história.

“Quando o Renascimento foi lançado, e eu escrevi o especial e trabalhei com todas as equipes e todas as revistas seguiram sozinhas, eu falei com Gary Frank, e disse que há uma história muito interessante com o Doutor Manhattan, e seu ponto de vista e a intersecção com o que é o Universo DC. Nós debatemos se faríamos isso. Pois é um trabalho grande. Conversamos por 6 meses, a eleição não tinha acabado, após a eleição, eu liguei para Gary e disse: “Eu tenho a história completa.”

5 – Uma história para os nossos tempos?

“Isto é muito mais do que o presidente americano ou as reações à ele. É maior, é mais assustador. É sobre o mundo e as atitudes das pessoas. Eu sinto que existem extremos em todo lugar agora, extremos de todos os lados. As pessoas estão cada vez mais separadas. Escolhendo lados ao invés de descobrir como tornar a vida melhor. Há um senso de raiva, frustração, não existe no mundo muita compaixão e disposição para entender. Contar a história de dois extremos, e explorar o espírito coletivo através destes personagens é o que nós estamos fazendo. Nós achamos isso importante… A verdade é que, se o país não tivesse seguido um certo caminho, eu não sei se estaria contando essa história. Para nós, a história não poderia existir se o ano passado não tivesse se desdobrado do jeito que o fez, e o aumento do extremismo não era tão palpável.”

6 – A parceria com Gary Frank

“Eu digo que se o Gary não estivesse desenhando este quadrinho, eu não o faria. Não existe outro artista neste planeta que possa fazer isto. Nós estamos trabalhando juntos sem parar desde 2005, eu acho. Tudo o que eu fiz com Gary, eu entregaria para alguém e diria: “Quer saber o que eu faço?” Isto. Aqui estão Brainiac, Legião dos Super Heróis, Shazam, Batman: Terra Um. Tudo o que já fizemos juntos é convidativo ao novo leitor. Você pode lê-los em qualquer ordem. Nós nos unimos em um nível criativo, e você não encontra uma frequência como essa. Ele era o único, para mim, que poderia capturar algo como isto. Estávamos trabalhando em Batman: Terra Um Volume 3, que está praticamente pronto. Estávamos conversando e esta ideia veio. Ele estava indeciso por causa do material, mas quando conversamos sobre a história, pensamos que era algo – talvez maior do que tudo que já fizemos – nós acreditamos nisso. Nunca estivemos tão entusiasmados para um projeto. É a energia mais poderosa e criativa que eu já senti trabalhando com quadrinhos. Tudo o que eu já fiz nos quadrinhos não se compara a Doomsday Clock.

Além disso, Brian Cunningham, nosso editor, que o requisitou. Ele é o melhor para nós. Como um time, ele traz um monte disso. Ele é um dos únicos que sabe a história, ao lado de Dan Didio e Jim Lee. É como se ele fosse o produtor, eu o roteirista e Gary, o diretor.”

7 – O título.

“O título pega elementos icônicos do Superman, de Watchmen e do Universo DC. Eu o acho perfeito. Eu gosto de como forma a sigla “DC”. Costumava ser chamado de “The Doosmday Clock”, mas eu tirei o “The”. Obviamente, as pessoas sabem quem o Apocalipse é, mas ele não faz parte da história, mas eu gosto das implicações que isto traz. Pessoas pensarão que a última vez em que ouviram Doomsday e Superman, ele morreu, então o que será? O que ele irá passar durante esse tempo? E como isso os afetará?”

8 – O otimismo do UDC será contaminado pelo pessimismo de Watchmen?

“Este é exatamente o ponto da história. Serão? Poderão?

Eu acredito no poder destes ícones. Eu acredito no poder da esperança e do otimismo. Pessoas dizem que se é escuro, é real e profundo. Eu discordo disso… e eu não me importo se exalta o drama. Mas eu quero que seja o drama do jeito certo. Acho que eu e Gary, ganhamos o direito de fazer uma história na qual acreditamos. Com o Renascimento, provamos que nos importamos e levamos isso a sério. Nós amamos Watchmen. Nós amamos o Universo DC.”

9 – Há dúvidas em lidar com esta história?

“Eu tive dúvidas sobre esta história? É por isso que não será lançada até novembro. Não lançamos no último novembro, ou no último julho. Gary e eu pensamos que ela só seria lançada se tivéssemos a história que temos que contar. Levou 8 meses. “Você sabe o que fazemos. Levamos a responsabilidade extremamente a sério.”

10 – A conexão com o one-shot Renascimento

“O one-shot foi tão pessoal e tão importante para mim. Não era sobre relançar uma linha. Era uma história que eu queria contar. É por isso que foi boa. Eu não acho que todos os meus quadrinhos tenham sido ótimos, mas aquele, eu acredito que foi. Porque eu acreditei bastante nele. Eu o senti. Eu não gostava de como o Universo DC estava, e eu queria uma história para trazer de volta tudo aquilo que eu tinha perdido como um fã. Isto desafia o Renascimento e diz: “Eu posso reafirmá-lo?”

SPOILERS SOBRE FLASH #22 ABAIXO 

11 – No final da edição, Bruce vê o Bat-sinal e questiona se deve respondê-lo.

“Era exatamente o que Manhattan queria. Tirar Bruce do seu caminho.”

12 – A página final mostra o escudo do Superman danificado.

“Isto é apenas visual. Quais são as falhas no Superman? Ele pode cair? Nós vamos descobrir, ainda há muito mais por vir, nos aprofundaremos nisto em breve.”

Com roteiro de Geoff Johns e arte de Gary Frank, Doomsday Clock será lançado em novembro. No Brasil, o Renascimento começou a ser publicado mês passado pela editora Panini. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Rogue One | Cassian Andor e K-2SO ganharão quadrinho especial

A Marvel Comics anunciou um one-shot especial de Star Wars com Cassian Andor e K-2SO, personagens de Rogue One: Uma História Star Wars. O quadrinho focará na origem dos personagens, explorando o abismo inexplorado entre a trilogia prequel e a trilogia original de Star Wars. Na história será mostrado como tudo começou para esses dois rebeldes.

Star Wars: Rogue One – Cassian & K-2SO Special #1 terá o roteiro de Duane Swierczynski e a arte de Fernando Blanco.

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Mythos lança conclusão de Zenith inédita no Brasil

Encerrando a saga do super-herói criado por Grant Morrison e Steve Yeowell, a Mythos Editora está lançando o segundo volume de Zenith, com as duas Fases finais da série, sendo a última inédita no Brasil e totalmente colorida. Confira os detalhes abaixo!

Os Lloigor estão de volta e dessa vez eles pretendem tomar o controle de tudo. Para fazer isso, precisam alinhar universos alternativos e formar um cristal conhecido como “Omniedro”. Um Maximan de uma realidade alternativa reúne um exército de super-heróis de múltiplas Terras para enfrentar os deuses sombrios. Será que Zenith vai ser maduro o suficiente para levar a sério essa guerra pelo destino de todas as coisas?

Além disso, superseres do passado voltam para punir os Estados Unidos por atentarem contra suas vidas. Incubando-se no Sol, eles também querem ascender a um novo nível de existência mesmo que isso resulte na destruição da Terra. Zenith e St. John se veem enfrentando antigos conhecidos… e precisam escolher entre eles e o futuro da humanidade! Os criadores de Zenith, Grant Morrison (Homem-Animal) e Steve Yeowell (Os Invisíveis) apresentam uma história super-heroica épica, que atravessa o tempo e o espaço!

O final da saga rendeu ao título a alcunha de “Crise nas Infinitas Terras dos quadrinhos britânicos“, onde Morrison reúne todos os conceitos apresentados nas Fases anteriores e fecha as pontas soltas, com viagens dimensionais e conceitos que só o roteirista escocês é capaz de criar.

O Volume Um, compilando as Fases Um e Dois da série original, foi lançado há cerca de um mês.

Zenith – Volume Dois possui 252 páginas encadernadas em capa dura, formato 25,9 x 18,7 cm, com histórias em preto e branco e coloridas, e preço de capa R$ 84,90. Encontra-se em pré-venda no site da editora e na Amazon.

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Editora Abril lança Mickey em homenagem a Corto Maltese

As revistas do Mickey publicadas pela Editora Abril em junho/julho de 2017, de numeração 898 e 899 respectivamente, homenagearão um clássico dos quadrinhos italianos: Corto Maltese, a criação suprema de Hugo Pratt (1927-1995). Veja os detalhes abaixo!

Através do selo Abril Jovem a Editora Abril publica diversas revistas mensais, encadernados e especiais dos personagens Disney. Entre tantas séries, a revista do Mickey é uma das mais longevas. Nela, histórias clássicas são mescladas com paródias e homenagens, como o material italiano do Topolino parodiando séries europeias. E em comemoração aos 50 anos do surgimento de Corto Maltese, serão lançadas duas revistas comemorativas:

O argumento é de Bruno Enna com desenhos do mestre Giorgio Cavazzano. A comemoração através destas edições especiais, além do quinquagésimo aniversário de Corto Maltese, é sobre as cinco décadas de carreira de Cavazzano na Disney. A aventura faz brincadeiras com A Balada do Mar Salgado, primeira história de Corto e um clássico absoluto dos quadrinhos italianos. O nome original desta série é Topo Maltese e foi publicada na Itália em março deste ano.

Corto Maltese é um marinheiro aventureiro da Marinha Mercante. Surgiu em julho de 1967 na Revista Sgt. Kirk italiana. Em suas aventuras, Pratt utiliza sua criação para transportar toques autobiográficos sobre suas viagens e aventuras ao redor do mundo, cruzando com personagens reais e até mesmo visitando o Brasil na história Sob o Signo de Capricórnio, situada na Bahia. A Balada do Mar Salgado, primeira história de Corto, gira em torno contrabandistas e piratas nas Ilhas do Pacífico durante a Primeira Guerra Mundial.

Em entrevista à Panini italiana, Cavazzano disse: “Acho que ‘Topo Maltese’ é a história mais bonita que já fiz.“

A Editora Abril já lançou outras paródias do Mickey feitas com base em quadrinhos europeus, como Dylan Mouse e Mickeyrix.

Mickey 898 e 899 possuem cerca de 52 páginas, capa couché, lombada canoa e custam R$ 4,50 cada.

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Entretenimento Quadrinhos

Estivemos no lançamento de Valerian da SESI-SP Editora

Após meio século de seu lançamento original, Valerián finalmente é publicada no Brasil em coletâneas para as livrarias. Para celebrar este feito, a SESI-SP Editora promoveu um evento dia 13/05 da Livraria Cultura da Avenida Paulista.

Era uma manhã de sábado daquelas que é complicado levantar da cama. Ainda mais quando a página oficial sobre o evento no Facebook pouco (ou quase nada) informava sobre como seria a cerimônia de lançamento do álbum. Mas, para quem gosta de quadrinhos e foi ao evento, com certeza saiu satisfeito.

Apresentado por Silvio Alexandre, o evento começou com a exibição de slides para se ter uma ideia do que se trata essa obra de ficção científica. A cada imagem que passava mais e mais “coincidências” com o universo de Star Wars eram apresentadas. Inclusive, uma charge feita pelo próprio Jean-Claude Mézières, ilustrador da série:

Até os próprios autores já brincaram com as semelhanças de cenário, trajes e personagens de Valerian e Star Wars.

Além disso, vídeos foram exibidos, um deles possivelmente o principal motivo para Valerian finalmente ser publicada no Brasil: A adaptação cinematográfica baseada na série que tem data de estreia marcada para 10 de agosto de 2017 no Brasil, e o mais interessante para os fãs de HQs: Um trecho do documentário L’Histoire de la page 52, lançado em 2013 que mostra parte do processo criativo entre os dois autores.

Depois das devidas apresentações, veio o mais interessante de todo o evento: Um debate sobre a obra e outros assuntos relacionados à HQs e cinema com o ilustrador Marcelo Campos, o colunista de quadrinhos e cinema Roberto Sadovski, o tradutor de Valerian no Brasil Fernando Paes e o editor da SESI-SP Rodrigo de Faria e Silva. Sidney Gusman, jornalista e hoje editor-chefe da Maurício de Sousa Produções estava também escalado para participar mas não pôde comparecer por problemas de saúde dos quais já está se recuperando.

Campos comentou que descobriu Valerian nas páginas do jornal O Globo, que publicou uma parte da saga nos anos 80 no suplemento O Globinho. A obra chamou sua atenção por tratar de assuntos sérios e críticas sociais mesmo sendo uma ficção científica com um traço mais cartunesco. Característica também vista nas páginas de Tintim, trabalhos de Moebius e Asterix, porém esta última sendo voltada ao humor. Na época ainda poderia ter acesso a este material nas bancas do país. Hoje, quadrinhos europeus são exclusivos de livrarias e lojas especializadas. Campos também informou que hoje em dia 60% das HQs vendidas em banca são provenientes de São Paulo. E desta fatia, 90% das bancas situadas na Avenida Paulista.

Mais semelhanças com Star Wars.

Sadovski manteve seus comentários direcionados à adaptação cinematográfica de Valerian. Afirmou que o diretor Luc Besson possui vasta bagagem cultural e pegou os elementos da HQ que podem ser transpostos ao cinema, pois hoje absolutamente mais nada é impossível de ser feito nas películas. Também informou que existem roteiros há mais de 25 anos engavetados por, na época, não ser possível fazer adaptações cinematográficas que atendessem o proposto. Respondendo uma perguntada plateia sobre o possível plágio que Star Wars pode ter feito em cima de Valerian, Sadovski acredita que não seja um plágio propriamente, e sim uma inspiração entre várias que George Lucas teve em sua biblioteca privada, que é uma das maiores coleções do mundo.

As notícias mais animadoras vieram de Faria, que edita quadrinhos no SESI desde 2013 após conversas com a Quanta Academia de Artes inicialmente de publicar obras autorais. Diferente dos lançamentos da editora até então, Valerian segue a versão Integrále publicada na França. Versões Integrále são como “encadernados” de quadrinhos franceses, contendo geralmente mais de três álbuns por edição. Esse formato já se tornou tendência nas editoras francesas. Faria afirmou que esta decisão foi feita por decisões comerciais, pois sairia mais barato esse tipo de publicação. Dos cinco Integráles publicados até agora na França, três já foram comprados pela SESI-SP e o volume 2 já foi traduzido, com data de publicação prevista para o fim de 2017.

Sobre a tradução, Fernando Paes lembrou que o maior desafio em traduzir a HQ foi encontrar expressões equivalentes às expressões francesas da época, e que foram necessárias, no total, 20 a 30 horas de trabalho para traduzir cada álbum.

Outro responsável pela SESI-SP que estava na platéia (mas não no palco), José Carlos Júnior respondeu a uma pergunta do público sobre distribuição de outras formas além de livrarias. Respondeu que a editora já tem contrato com a Dinap e pode nos próximos 2 meses iniciar sua distribuição de títulos em bancas, porém estes diferentes do que vemos nas livrarias e lojas especializadas. Um dos citados é O Garoto Vivo, mas não deixou claro se são novas edições ou a já publicada. Júnior explicou que a operação é custosa e um problema é ter apenas um distribuidor hoje em dia e o fato do retorno financeiro de uma banca hoje ser 20% comparado com o retorno de 20 anos atrás.

Perguntei se o formato Intégrale será adotado em mais publicações da editora e Faria informou que serão feitas enquetes por parte da SESI-SP para saber o que o leitor prefere. Blacksad, por exemplo, está para ser lançado e vai adotar a publicação de álbuns individuais. Em outra pergunta realizada pela platéia, respondeu que Marsupilami deve estar entre as opções das enquetes a serem realizadas sobre futuros títulos da editora.

Valerian – Volume Um já está disponível nas melhores livrarias, como Amazon, Fnac e Saraiva. O encadernado contém 160 páginas encadernadas em capa cartão, com orelhas e laminação brilhante, no formato 28,8 x 22 cm. O preço de capa sugerido é R$ 58,00.

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A diferença invisível | Nemo lança quadrinho sobre Síndrome de Asperger

Está chegando o mês de junho, período em que a Editora Nemo lançará algumas de suas graphic novels mais aguardadas do ano. A primeira delas, A diferença invisível, aborda de forma sensível a Síndrome de Asperger. Confira os detalhes abaixo.

Marguerite tem 27 anos, e aparentemente nada a diferencia das outras pessoas. É bonita, vivaz e inteligente. Trabalha numa grande empresa e vive com o namorado. No entanto, ela é diferente. Marguerite se sente deslocada e luta todos os dias para manter as aparências. Seus movimentos são repetitivos e seu universo precisa ser um casulo. Ela se sente assolada pelos ruídos e pelo falatório incessante dos colegas. Cansada dessa situação, ela irá ao encontro de si mesma e descobrirá que é autista – tem a Síndrome de Asperger. Sua vida a partir daí se transformará profundamente.

As autoras desta história são Mademoiselle Caroline, parisiense e autora de vários álbuns humorísticos e autobiográficos envolvendo depressões, que chamaram a atenção da mídia e dos leitores, e Julie Dachez, diagnosticada com Síndrome de Asperger aos 27 anos. Um diagnóstico tardio, que ela converte num trampolim para uma nova vida.

Ela deixa de fingir, de aceitar um cotidiano que não é para ela e decide viver plenamente sua vida, com suas forças e suas fraquezas. Em A diferença invisível, ela conta seu percurso, mas também fala da diferença – no sentido amplo do termo –, de respeito, de tolerância e de aceitação de si mesmo. Seu blog Émoiémoietmoi é acompanhado por um grande número de autistas e profissionais da saúde. A tradução deste quadrinho ficou a cargo de Renata Silveira.

A Síndrome de Asperger é uma condição neurológica do espectro autista caracterizada por dificuldades na interação social, comunicação não verbal e padrões de comportamento repetitivos com interesse restrito. Foi nomeada em homenagem a Hans Asperger, pediatra austríaco que em 1944 estudou e descreveu crianças com as mesmas características. A causa exata da síndrome é desconhecida.

A diferença invisível possui 192 páginas encadernadas em brochura no formato 17 x 24 cm, com preço de capa de R$ 44,90.

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The Button | Flash Reverso encara “Deus” em nova prévia

Depois do retorno de Thomas Wayne, o Batman de Ponto de Ignição, nossos heróis acidentalmente voltaram no tempo minutos antes da morte de Eobard Thawne, em Batman #21. E ele sabe a quem o bottom pertence e acredita que tem poder o suficiente para encará-lo. Além disso, uma voz familiar clama pela ajuda de Barry Allen. O mistério será solucionado ou é o início de um ainda maior? Confira a prévia de Flash #22:

“Os dois maiores detetives do Universo DC unem-se para desvendar o mistério por trás de um certo botão de smiley manchado de sangue preso na parede da Bat-Caverna. No entanto, o que começa como uma simples investigação, acaba se tornando algo mortal e perigosa, quando desperta o interesse de um terceiro personagem. Este é um mistério tecido ao longo do tempo, e a contagem regressiva começa aqui.”

O Renascimento DC já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância.

 

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Liga da Justiça | Revista mudará de equipe criativa

O Renascimento DC continua e algumas revistas já passaram por mudanças em suas equipes criativas, como por exemplo, Mulher-Maravilha. Agora, Liga da Justiça também passará por tais mudanças. Conforme indicam as solicitações de junho da DC Comics, a edição #22 que inicia o arco Only Human seria escrita por Bryan Hitch e desenhada por Fernando Pasarin. Agora, Shea Fontana (DC Super Hero Girls) e Phillipe Briones (Aquaman) serão responsáveis pelo roteiro e arte, respectivamente. O desenhista Paul Pelletier (Ciborgue) desenhará uma nova capa para a edição.

Capa de Liga da Justiça #22 por Bryan Hitch

“LIGA DA JUSTIÇA 22

Roteiro de SHEA FONTANA. Arte de PHILLIPE BRIONES. Capa de PAUL PELLETIER.

Quando um vírus acidentalmente é levado pelos Lanternas Verdes Simon Baz e Jessica Cruz para o satélite da Torre de Vigilância, a Liga, exceto Flash e Aquaman ao lado de alguns civis, estão em quarentena até que eles descubram como acabar com essa ameaça antes que ela se multiplique. Apenas um deles tem a chave… mas eles descobrirão a tempo de salvar todos os civis?”

Ainda não se sabe o motivo da mudança. A Liga da Justiça de Hitch começou a ser publicada este mês no Brasil pela editora Panini, assim como outros títulos do Renascimento. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância.