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Guardiã | A Detetive do Sobrenatural de Robbert Damen

Casos sobrenaturais acontecem em uma Londres vitoriana, especialmente durante as noites cheias de nevoeiros e na presença de pessoas influentes. A Guardiã, criação do holandês Robbert Damen, é uma investigadora da Scotland Yard responsável por lidar com o paranormal, confrontando criaturas bizarras que desafiam a lei. As histórias desta forte personagem feminina chegaram ao Brasil pela AVEC Editora em um álbum que compila três aventuras fechadas cheias de ação, humor e reviravoltas!

A revista holandesa Eppo, resultado de uma fusão entre as revistas Pep e Sjors, possui uma extensa história que vem desde os anos 70. Em 1975, a Eppo foi criada como uma revista semanal, publicada até 1988, quando tornou-se quinzenal até ser cancelada em 1999 (durante todo este período, com nomes diferentes do atual). Dez anos depois, em 2009, a revista foi ressuscitada. No semanário surgiram grandes séries como Storm, Roel Dijkstra e Franka, sendo que em 2012 Damen deu início à sua série da Guardiã.

Imagine Sherlock Holmes com alguns poderes mágicos investigando somente casos que fogem do normal, indo da magia ao licantropismo. A Guardiã, detetive do sobrenatural, é uma personagem feminina forte que vive suas investigações em uma época muito marcante, especialmente por conta da visão machista exacerbada que a sociedade tinha da mulher. Sendo a protagonista e principal investigadora da organização policial britânica, a heroína quebra paradigmas retratados com fidelidade histórica, e com carisma e charme únicos, desvenda os três mistérios deste primeiro álbum.

As histórias da Guardiã são divididas em figuras centrais que dão nome às aventuras. Sir Godfried, Srta. Banning e Doutor Lowe são, de alguma forma, os principais enigmas que e detetive deve solucionar, usando seu bastão mágico e seu conhecimento adquirido ao longo de uma extensa carreira. O passado da Guardiã e tudo que a cerca é bem misterioso: não sabemos praticamente nada sobre sua vida, sendo que apenas uma figura familiar é apresentada no decorrer do álbum. “De onde ela veio? Como se tornou o que é hoje? Como funciona seu bastão mágico?” são algumas das perguntas que ficam abertas na cabeça do leitor, aumentando o desejo de conhecer mais sobre este mundo.

A arte de Robbert Damen, que iniciou sua carreira nos anos 90 como colaborador de publicações independentes e tornou-se posteriormente argumentista e ilustrador da revista semanal do Pato Donald, é típica do quadrinho europeu de linha clara, muito marcante no mercado franco-belga, onde com traços suaves o autor passa expressão e fidelidade aos cenários da época em que a série está situada, no século XIX. Suas personagens femininas são sensuais enquanto os homens são volumosos ou nobres, e as cores são competentes para criar a atmosfera ideal em cada um dos cenários, indo do raiar do dia ao sombrio e temeroso aspecto da madrugada.

A principal diversão das histórias da Guardiã é acompanhar sua narração de pensamento, como uma espécie de diário, sempre um passo adiante da polícia comum. Apesar de curtos, os relatos se desenvolvem agradavelmente guardando plot twists para o meio e para o final das investigações. Uma leve dose de humor se faz presente em alguns diálogos, e as cenas de ação sempre são muito bem retratadas. Especificamente na terceira história, há uma sequência com uma carruagem na chuva que é lindamente ilustrada, com uma fluidez única.

Apesar de um leve exagero em alguns diálogos, a HQ da Guardiã acrescenta muito ao mercado nacional e ao catálogo da AVEC Editora, que já possui um bom número de quadrinhos europeus protagonizados por personagens femininas (Alena, January Jones, Ember e a própria Guardiã), sem falar das ótimas histórias nacionais como Beladona e Galicia.

No exterior há também um segundo álbum, intitulado “Gillian – Edward“, que compila mais duas histórias da personagem. Espera-se que a AVEC Editora possa trazê-lo ao Brasil, repetindo a lufada de ar fresco para as livrarias nacionais como foi este primeiro compilado de aventuras, um material tão diferente e de qualidade acima da média.

Guardiã: A Detetive do Sobrenatural – Vol. 1 possui 48 páginas encadernadas no formato 28 x 21 cm com preço de capa sugerido R$ 34,90.

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Dark Days | Scott Snyder fala sobre a importância do Coringa

Lançado ontem, o one-shot Dark Days: The Forge, trouxe vários elementos e personagens do Universo DC de volta e nos apresentou um novo mistério: O que Batman está escondendo? Durante uma procura nas paredes da Bat-caverna, Hal Jordan e Duke Thomas encontram o Coringa que diz que eles são apenas marionetes no quebra-cabeça do Homem-Morcego. Em entrevista ao CBR, o roteirista Scott Snyder falou sobre a importância do Palhaço do Crime no evento. Confira:

Arte de Jim Lee

“O Coringa sempre apareceu de uma forma ou outra nas histórias do Batman que eu escrevi. Ele até apareceu no início da Corte das Corujas, e a caçou de diferentes formas. Ele sempre persiste. Nós sentimos que não existe ninguém melhor para ser a pessoa que tem mais respostas do que todo mundo. Porque o Coringa tem estado lá durante tudo isto e porque ele descobriu partes do mistério junto com Batman, que tem a ver com Metal sobre os diferentes tipos de metal em todo o DCU que irradiam energia além de qualquer análise, incluindo o Dionesium que usamos na nossa fase. Ele seria o único ali sentado que diria: “Eu sei o que está vindo. Eu tenho as respostas e vocês não vão querer ir por este caminho.” Ele fornece muitas informações para Hal e Duke mas pode estar mentindo, afinal, ele é o Coringa.”

O roteirista também falou sobre o mistério dos três Coringas, iniciado no one-shot DC Universe Rebirth #1:

“Geoff Johns foi ótimo para nos passar sobre qual é o plano para a próxima história dos Três Coringas e nos deu um espaço para respirar para o que queríamos fazer. Apenas para deixar claro aos leitores, isto não responderá a questão dos Três Coringas. Isto é para o Geoff – ele realmente tem uma grande história planejada para isto – mas o que isto fará é nos mostrar a maneira como o Coringa, assim como ele fez durante minha extensa fase no Batman, está sempre lá como o coro grego do quadrinho, dizendo para o Batman: “Você está fazendo isto errado.” ou “Você está fazendo isto certo. É isto que precisa acontecer. Isto é quem você é.” 

O Renascimento já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações, fique ligado na Torre de Vigilância. 

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The Oz Effect | Novo arco revelará a identidade de Mr. Oz

Mr. Oz apareceu pela primeira vez em Superman #32 dos Novos 52 e desde então, tem sido uma das figuras mais misteriosas do Universo DC muito ligada ao Superman. Ele capturou Tim Drake, que a Bat família pensa estar morto, e o Apocalipse original que matou o Homem de Aço. Depois do retorno de Wally West, da revelação sobre o segundo Clark Kent e o mistério envolvendo o Bóton, a identidade de Mr Oz finalmente será revelada nas páginas de Action Comics no arco The Oz Effect. Confira as solicitações de setembro da revista:

“Action Comics #987

Escrito por Dan Jurgens

Arte de Viktor Bogdanovic

Capa lenticular de Nick Bradshaw

Capa variante de Mike Janin

“The Oz Effect” primeira parte. Os agentes do misterioso Mr. Oz começam a se mover enquanto o Homem de aço trabalha para parar o caos que eles provocaram em Metropolis e ao redor do globo. Mas quando Mr Oz sai das sombras, sua identidade deixa O Último Filho de Krypton chocado. A história que começou em DC Universe: Rebirth #1, começa a ter seu fim aqui.”

“Action Comics #988

Escrito por Dan Jurgens

Arte de Patch Zircher

Capa lenticular de Nick Bradshaw

Capa variante de Mikel Janin

“The Oz Effect” segunda parte. Enquanto Superman luta contra as ramificações da identidade de Mr. Oz, as origens da figura misteriosa e o longo caminho para o destino de Superman finalmente se revelam.”

“Action Comics #989

 Escrito por Dan Jurgens

 Arte de Victor Bogdanovic

 Capa lenticular de Nick Bradshaw

 Capa variante de Neil Edwards e Jay Leisten

 “The Oz Effect” terceira parte. A surpreendente revelação sobre a origem do Mr. Oz deixou o Superman chocado. Com O Homem de Aço ocupado com os desastres que se manifestam em todo o mundo, Mr. Oz terá tempo de enfrentar Lois Lane.”

“Action Comics #990

 Escrito por Dan Jurgens

 Arte de Victor Bogdanovic

 Capa lenticular de Nick Bradshaw

 Capa variante de Neil Edwards e Jay Leisten

“The Oz Effect” quarta parte. Se o Superman não apoiar a causa de Mr. Oz, talvez Superboy o faça. O misterioso vilão atinge o coração do herói quando ele e Jon unem forças. O Último Filho de Krypton terá que fazer uma escolha:  salvar seu filho ou seu planeta adotivo.”

“Action Comics #991

 Escrito por Dan Jurgens

 Arte de Victor Bogdanovic

 Capa lenticular de Nick Bradshaw

 Capa variante de Neil Edwards e Jay Leisten

“The Oz Effect” quinta parte. Depois de ter sido revelado como [NÃO FOI DIVULGADO], Mr. Oz realiza sua última jogada contra o Homem de Aço e sua família, deixando o Homem do Amanhã questionando quais outros segredos e mentiras o aguardam em um futuro próximo com o fim do Efeito Oz.”

 

Além disso, em Detective Comics teremos um arco focado em Tim Drake e sua fuga da prisão de Oz:

“Detective Comics #965

Escrito por James Tynion IV

Arte de Eddy Barrows

Capa de Eddy Barrows

Capa variante de Rafael Albuquerque

“A Lonely Place of Living” primeira parte. Esta é a história que você pediu: Onde está Tim Drake? Robin Vermelho encara uma encruzilhada… escapar da prisão mais diabólica jamais inventada, ou encontrar a si mesmo abandonado além do tempo e do espaço por toda a eternidade! Sem muita escolha, certo? Mas quando ele encontrar quem está preso junto com ele, o mundo de Tim irá mudar como ele nunca imaginou! Esta é uma das grandes histórias da era Renascimento, preparando terreno para um épico de Detective Comics”

“Detective Comics #966

 Escrito por James Tynion IV

 Arte e capa de Eddy Barrows e Eber Ferreira

 Capa variante de Rafael Albuquerque

 “A Lonely Place of Living” segunda parte. Tim Drake foi trancado na prisão de Oz, mas agora ele está livre e perambulando na prisão enquanto o misterioso vilão luta contra o Superman. Mas ele é o único prisioneiro livre?”

“Detective Comics #967

 Escrito por James Tynion IV

 Arte e capa de Eddy Barrows e Eber Ferreira

 Capa variante de Rafael Albuquerque

 “A Lonely Place of Living” terceira parte. É uma corrida para salvar o futuro de Tim e sua equipe quando Red Robin tenta escapar da prisão fora do tempo e encontrar seu caminho de volta à Terra.”

O Renascimento já está sendo publicado no Brasil pela editora Panini. Para mais informações fique ligado na Torre de Vigilância.

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Zenith – Volume Um | A primeira obra-prima de Grant Morrison

Em 1986 Alan Moore estava lançando nos Estados Unidos sua obra seminal Watchmen. Poucos anos antes, o mago inglês criava sua fagulha inicial da ideia que viria a se tornar a já citada série da DC Comics enquanto escrevia Miracleman (na época ainda chamado de Marvelman). Em 1987, motivado pelo sucesso dos super-heróis sérios da época, Grant Morrison criou sua resposta a Watchmen através de Zenith, que viria a utilizar conceitos similares aos das obras de Moore com um estilo muito mais fantasioso e divertido, pegada típica do autor quando trabalha com super-heróis. Sem deixar de lado, é claro, o caráter louco que tornou-se marca registrada do escocês.

Após uma série de histórias curtas dos Choques Futuristas, e tendo trabalhado na série Zoids pouco tempo antes, Morrison estava finalmente criando sua primeira aventura mais longa. Esta série, que teve início na prog 535 da 2000 AD (em agosto de 1987), conta com arte de Steve Yeowell e designs originais de Brendan McCarthy, e já era uma amostra dos roteiros megalomaníacos de Morrison que iriam se estender para suas outras histórias no futuro. Nela, Zenith é o personagem principal, e o único descendente de uma geração de superseres desenvolvidos pelo governo britânico após/durante a 2ª Guerra Mundial.

Ao invés de usar seus poderes (voar, resistência, força) para o bem da sociedade, o protagonista se aproveita do título de único super-herói em atividade para seguir carreira como pop star, até que se encontra envolvido em um confronto contra um ser de outra dimensão, que toma posse do corpo de um meta-humano nazista revivido por cientistas loucos para servir como receptáculo de uma entidade lovecraftiana.

Apesar de toda a bizarrice descrita acima, esta série – pelo menos as duas primeiras fases, compiladas no encadernado Zenith – Volume Um da Mythos Editora – é de fácil compreensão, sem muita complexidade no roteiro. Mesmo sendo descrita como a primeira de super-heróis da 2000 AD, o personagem que dá o nome à história não é nada heroico, e os coadjuvantes são mais interessantes e possuem melhores personalidades do que ele. O grupo Nuvem 9 (que se assemelha aos Minutemen de Watchmen), composto por heróis como Voltagem, Dragão Rubro e Mandala, marcou o retorno de uma Era Heróica após a Segunda Guerra, onde Maximan e Masterman (a contraparte nazista do herói britânico) lutaram e foram eliminados em um teste de bomba nuclear na cidade de Berlim.

Morrison brinca com a história real da existência dos super-heróis ao longo da Fase Um de Zenith. Ao situar o início da Era Heróica como o período da Guerra, o autor cria um paralelo com a realidade, onde os heróis surgiram na década de 30 e tornaram-se um hit durante o conflito, caindo num período de esquecimento em seguida (durante os anos 50) e sendo revividos na década de 60. A trajetória é muito parecida no mundo real e no mundo fictício de Zenith, onde com maestria a dupla criativa responsável pela série costura muitas tramas paralelas e cria uma cronologia única e muito bem estabelecida. Ao invés de Hiroshima, temos Berlim. Maximan é uma espécie de Superman britânico. E sobra ironia até para Fredric Wertham, o psiquiatra autor da Sedução dos Inocentes.

Como diz em seu livro Superdeuses, Morrison utiliza a série para, pela primeira vez, transportar-se para os quadrinhos. Anos mais tarde, o autor faria algo parecido com o King Mob da série Os Invisíveis, e de forma literal no encontro das páginas do Homem-Animal. Na persona de Zenith o autor insere todas as suas características mentais (e algumas físicas) da época, transportando sua personalidade para o protagonista da série. Ao fazer isto, cria também personalidades fantásticas que vieram a se tornar verdadeiras celebridades dos quadrinhos britânicos, como o já citado Peter St. John, o Mandala (um tipo de Doutor Manhattan de Zenith), e rega suas páginas com muitas referências da cultura pop da época, criando um apelo adicional único sem pesar a mão nas alusões literárias.

Enquanto Watchmen é uma espécie de literatura séria e rebuscada, Zenith foi criado como um escapismo jovial puro e simples. A arte de Steve Yeowell é um mangá ocidental de alto contraste, onde os designs de Brendan McCarthy criam vida com fluidez e simplicidade extremamente agradáveis.

Durante toda a introdutória Fase Um, a dupla criativa Morrison & Yeowell trabalha para estabelecer as características primordiais da série, como a existência dos Multiângulos e dos heróis, para descambar na Fase Dois onde são explorados alguns detalhes do passado de Zenith, da existência dos Lloigor e o conceito do Multiverso, aqui apelidado de Alterna. A utilização de Terras Paralelas rendeu para a série a alcunha de “Crise nas Infinitas Terras dos quadrinhos britânicos.”

A edição de luxo nacional da Mythos Editora compila as Fases Um e Dois na íntegra, com seus interlúdios e extras. Apesar de não ser um material inédito no Brasil, por já ter sido publicado em meados dos anos 2000 pela extinta Pandora Books, é a primeira vez que a série chega ao país de forma oficial em seu formato original, sem cortes e com nova tradução pelas mãos do gabaritado Érico Assis. E o tratamento gráfico dado ao encadernado é primoroso.

Talvez o Grant Morrison de Zenith seja mais acessível para os leitores que gostam de séries descompromissadas e com uma dose de nonsense divertido e empolgante, coisa que o autor extrapolou em suas histórias para a DC e Marvel e também nas continuações desta própria publicação. E deixando um gancho para as continuações, encarnadas nas Fases Três e Quatro (esta última inédita no Brasil, totalmente colorida e sendo publicada em breve pela Mythos), a empolgante história do cantor Zenith e todos que o cercam parece estar apenas começando, de uma forma tão excelente que nem parece o início da carreira de um roteirista, provando sua genialidade desde cedo.

Zenith – Volume Um possui 212 páginas encadernadas em capa dura no formato 26 x 19 cm, com preço de capa sugerido R$ 74,90.

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Confira a prévia do quadrinho da Capitã Phasma

A Marvel Comics havia anunciado um quadrinho da Capitã Phasma, personagem de Star Wars: O Despertar da Força, com roteiro de Kelly Thompson (Capitã Marvel e Gaviã Arqueira) e arte de Marco Checchetto (Gamora e Justiceiro). O título será lançado como uma minissérie de quatro edições e fará parte de uma linha de materiais chamada Jornada para Star Wars: Os Últimos Jedi, que inclui livros e histórias em quadrinhos de Star Wars que servirão como prévia para próximo filme da franquia.

A história do quadrinho contará uma lacuna da história da Capitã Phasma entre Star Wars: O Despertar da Força e Star Wars: Os Últimos Jedi. Além do quadrinho, Phasma também ganhará um livro pela escritora Delilah S. Dawson.

“Os filmes de Star Wars, com tantos personagens fantásticos, obviamente, não podem ter uma “História da Phasma”, e é bem legal que a Phasma seja explorada com profundidade em seu próprio livro e quadrinho”, disse a escritora Kelly Thompson.

Confira a prévia da primeira edição de Star Wars: Capitã Phasma com arte de Marco Checchetto:

Star Wars: Capitã Phasma de Kelly Thompson e Marco Checchetto, uma minissérie em quatro edições que ligará Star Wars: O Despertar da Força com Star Wars: Os Últimos Jedi. A estreia esta prevista para Setembro nos EUA. Sem previsão para o lançamento no Brasil.

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Mês do Orgulho LGBTQ na Image Comics

Junho será o Pride Month na Image Comics. A editora americana lançará capas variantes em alguns de seus quadrinhos como celebração aos progressos da comunidade LGBTQ. 100% dos ganhos feitos a partir dessas capas variantes serão doados para a Campanha de Direitos Humanos.

“Agradecemos a oportunidade de apoiar a comunidade LGBTQ durante o Mês do Orgulho este ano, em parceria mais uma vez com a Campanha de Direitos Humanos“, afirmou Eric Stephenson, Editor da Image Comics.

“Nunca foi segredo que a Image Comics apoia a liberdade criativa, mas é importante que também deixemos claro que representamos a inclusão, a diversidade e a igualdade, agora mais do que nunca.”, finalizou Stephenson.

Confira as capas variantes temáticas:

 

As capas do Mês do Orgulho LGBT serão lançadas nos EUA no decorrer de Junho.

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Mythos Editora lança Edição de Ouro do Hellboy

Está chegando às livrarias uma edição especial do Hellboy, a criação máxima de Mike Mignola. Hellboy: Edição de Ouro – Contos Bizarros compila dois volumes lançados há alguns anos pela Mythos Editora, agora em formato de luxo e acabamento gráfico especial. Confira os detalhes abaixo!

Em 1994, Mike Mignola lançou um projeto autoral muito inusitado e visualmente cativante. Mais de duas décadas após, o protagonista e seu criador desfrutam toda sorte de sucesso possível na indústria da cultura popular. Dos quadrinhos, Hellboy e seus então aliados do Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal já migraram para a literatura, cinema, desenhos animados, brinquedos e jogos eletrônicos. No período em que Mignola precisou se afastar para acompanhar a produção do primeiro longa-metragem do Hellboy, sua ausência foi “compensada” com a antologia especial que a Mythos Books agora reedita, pela primeira vez, em um único e sensacional volume. Nas 284 páginas desta luxuosa edição, alguns dos maiores roteiristas e artistas da nona arte exploram o Universo Hellboy em um genial leque de “contos bizarros”, levando o mais surreal dos heróis aonde o próprio Mignola ainda não havia ousado.

Os materiais compilados neste encadernado foram publicados pela primeira vez no Brasil em dois volumes com capa cartão nos anos de 2006 e 2007.

Este especial conta com roteiros de Akira Yoshida, Alex Maleev, Andi Watson, Bob Fingerman, Craig Thompson, Doug Petrie, Eric Powell, Evan Dorkin, Fabian Nicieza, Haden Blackman, J. H. Williams III, Jason Pearson, Jill Thompson, Jim Pascoe, Joe Casey, John Arcudi, John Cassaday, Kev Walker, Kia Asamiya, Mark Ricketts, Matt Hollingsworth, Randy Stradley, Ron Marz, Sara Ryan, Scott Morse, Tom Fassbender, Tom Sniegoski, Tommy Lee Edwards e Will Pfeifer! Arte de Alex Maleev, Andi Watson, Bob Fingerman, Craig Thompson, Don Cameron, Eric Powell, Eric Wight, Evan Dorkin, Gene Colan, J.H. Williams III, Jason Pearson, Jill Thompson, Jim Starlin, John Cassaday, Kev Walker, Kia Asamiya, Ovi Nedelcu, P. Craig Russell, Roger Langridge, Seung Kim, Simon Wilkins, Stefano Raffaele, Steve Lieber, Steve Parkhouse e Tommy Lee Edwards! E mais: 18 páginas com texto de Mike Mignola e arte de Guy Davis!

Hellboy: Edição de Ouro – Contos Bizarros contém 284 páginas encadernadas em capa dura no formato 33,6 x 22 cm, similar ao encadernado Conan: O Libertador. O preço de capa sugerido é R$ 169,90.

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A Lenda da Mulher-Maravilha

Revisitando a origem clássica da Mulher-Maravilha – com direito ao saiote de estrelinhas brancas dos EUA – a escritora e desenhista Renae De Liz trouxe um olhar feminino para a origem da Era de Ouro da Princesa Amazona da DC Comics em The Legend of Wonder Woman (A Lenda da Mulher-Maravilha), lançado em 2016.

A Lenda Mulher-Maravilha é divido em nove partes, que vão desde a infância de Diana em Themyscira, desvendando mistérios sombrios de seu lar, até seu amadurecimento como Mulher, em que conquistou o título de campeã das Amazonas e descobriu o Mundo dos Homens. A história é ambientada no período da Segunda Guerra Mundial, e isso é constantemente mencionado na trama, inclusive com diversas menções das batalha do Eixo contra a Aliança.

Desde criança, Diana sente que é diferente das outras Amazonas, pois é nascida do barro e da magia, mas não é só isso, ela é capaz de sentir que Themyscira corre perigo, a ilha clama por sua ajuda. Então, contrariando o desejo de sua mãe de não treinar a arte da batalha, a jovem Diana pede ajuda de Alcippe, a maior lutadora Amazona, para que ela possa proteger seu lar. Em certo momento da trama, a ambientação muda para o Mundo dos Homens, em que Diana descobre o conceito da Guerra e seus horrores e isso a motiva a tornar-se a campeã da verdade e da justiça, a Mulher-Maravilha.

Jovem Diana

A Lenda Mulher-Maravilha, basicamente, é a origem clássica da Mulher-Maravilha que todos os fãs da personagem já conhecem. Nascida do barro. Campeã da Amazonas. Steve Trevor é o pivô da grande transição de Diana. O grande diferencial dessa história está na abordagem feita por Renae De Liz, que se preocupa em mostrar uma óptica feminina no Universo das Amazonas e no papel das mulheres na época da Segunda Guerra Mundial.

De Liz é escritora e desenhista do quadrinho e, junto a seu marido Ray Dillon, responsável pela colorização, entregam uma arte dinâmica e bonita. Todos os personagens e lugares desenhados e coloridos pelo casal são agradáveis de ver. Dillon não economiza nas cores, tudo é muito vibrante, principalmente quando envolve armaduras brilhantes.

Uma preocupação de Renae De Liz ao desenhar o quadrinho foi em não sexualizar as amazonas e, principalmente, a Mulher-Maravilha.  Nos 75 anos de existência da Mulher-Maravilha houve muitos retratados sensuais da personagem e também das Amazonas de Themyscira. Em A Lenda Mulher-Maravilha, não há qualquer sensualidade nas Amazonas. Elas são retratadas com um físico imponente e musculoso, mas não exagerado, e sem perder as curvas femininas.

Amazonas

Antes de concluir, não poderia deixar de falar de Etta Candy, a primeira amiga de Diana no Mundo dos Homens. Essa versão da Etta é, provavelmente, a mais carismática e divertida de todas as versões da personagem nos quadrinhos. Além de transmitir um sentimento que faz o leitor querer ter uma amiga igual a ela, Etta também é responsável pelos momentos mais divertidos da história.

Diana e Etta

A Lenda Mulher-Maravilha de Renae De Liz não é só mais uma das muitas origens da Mulher-Maravilha, é uma jornada heroica de descobertas com um novo olhar para o universo da heroína mais poderosa da DC.

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Mulher-Maravilha | Conheça Diana Trevor

A passagem de George Pérez pela Mulher-Maravilha, é provavelmente a mais aclamada da personagem. Ele, Len Wein e Greg Potter não apenas reformularam a origem da heroína como também criaram um evento envolvendo os Deuses. Eles expandiram a mitologia da Princesa Amazona e criaram novos conceitos. Um deles, a guerreira que inspirou o nome da nossa heroína: Diana Rockwell Trevor. 

Sua primeira aparição ocorreu em Mulher-Maravilha #11. Rockwell era uma piloto que se casou com Ulysses Stephen Trevor, os dois tiveram um filho chamado Steve. Sua chegada em Temiscira, é semelhante a de seu filho. Um acidente de avião causado por uma tempestade. Ao chegar na Ilha, ela vê as Amazonas lutando contra a criatura chamada Coto. Sem hesitar, ela atira mas é morta. Elas transformam os símbolos de suas vestes em armas e em um traje que só pode ser usado pela maior das guerreiras. A arma é guardada como o último desafio do torneio das Amazonas: O desafio do Trovão, onde só sairá vitoriosa aquela que defletir mais balas. 

Diana Trevor não é apenas uma grande conexão para explicar a bandeira norte-americana e a águia do traje da Mulher-Maravilha, e sim, uma forma da heroína descobrir a si mesma e suas origens, sendo a ponte entre dois mundos: Deuses e Mortais. O acidente de Steve Trevor também não é mera coincidência e sim, uma obra do destino para aproximar a princesa do soldado. Pérez e Wein criaram uma personagem que consegue esclarecer todas as pontas soltas sobre a Mulher-Maravilha.

O arco Desafio dos Deuses foi recentemente publicado pela Panini no encadernado Lendas do Universo DC: Mulher-Maravilha George Pérez Volume 2. 

Mulher-Maravilha está em cartaz nos cinemas. Confira a nossa crítica do filme, do quadrinho Mulher-Maravilha: Terra Um, e conheça a espada Matadora de Deuses.

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Não era você que eu esperava | Uma história sobre amor e Síndrome de Down

Existem histórias em quadrinhos que emocionam, e outras que emocionam ensinando algo para o leitor. Em sua primeira graphic novel, chamada Não era você que eu esperava, o autor Fabien Toulmé desmistifica e lida com a Síndrome de Down de maneira humana, tocante e muito sincera, com uma verdadeira montanha-russa de emoções.

A grandiosa Editora Nemo, parte do Grupo Editorial Autêntica, possui um catálogo recheado de obras extremamente relevantes para o mercado e principalmente para seus leitores. Pílulas Azuis, de Frederik Peeters, desmitifica os tabus sobre a AIDS. Desconstruindo Una, da artista Una, fala sobre a violência contra a mulher. E com o sincero Não era você que eu esperava, um dos lançamentos de destaque de 2017, a editora mais uma vez acerta ao escolher publicar uma obra, francesa com um pé no Brasil, tão humana e expressiva.

Fabien Toulmé, nascido em Orleans, na França, morava com sua esposa Patrícia em João Pessoa. Brasileira, sua esposa também é mãe de sua primeira filha, Louise, nascida na cidade paraibana. Ao decidirem ter uma segunda criança, que aparentava não necessitar de cuidados especiais durante a gestação, com o nascimento veio à tona uma notícia: Julia, a segunda filha do casal, era trissômica. Popularmente conhecida como a deficiência Síndrome de Down. Já vivendo na França os pais devem aprender sobre a condição de Julia tida como “anormal” por outras pessoas, indo da fúria à rejeição, da aceitação ao amor, e descobrindo se aquela criança não era realmente quem eles esperavam.

O principal adjetivo para esta história é sinceridade. Fabien relata, de forma divertida e preocupada, todos seus medos com relação às possíveis implicações de ter um filho que necessite de atenção especial e que seja diferente de outras crianças. De uma maneira humana, as preocupações e receios tornam-se rapidamente raiva, frustração e profunda tristeza, mergulhando a vida do casal num poço de aprendizado infinito. E sem medo em demonstrar suas falhas e características preconceituosas, como um leigo no assunto, a narrativa (que é autobiográfica) ganha uma camada de realismo que põe o leitor em cheque.

Indignado, como se houvesse levado um fortíssimo soco no estômago, Toulmé deixa clara por muito tempo sua rejeição a sua filha. E quando chega ao estágio da aceitação, você passa a admirar sua coragem por relatar seus sentimentos mais obscuros, através de sua arte com traços simples e cores que ajudam a demonstrar o que o artista sentia em cada período da vida de Julia, que além de possuir a deficiência, também nasceu com uma complicação cardíaca que devia ser tratada ao completar de um ano após o seu nascimento.

O autor narra todo este período delicado dos primeiros anos de Julia de forma muito bem-humorada. Caprichando nas referências, mostrando os acontecimentos mais absurdos e principalmente lidando com a enorme mudança social e psicológica na vida do casal, a história é cheia de passagens engraçadas que proporcionam à leitura uma leveza especial mesmo tratando de algo que, para muitos, é um tabu da sociedade. E ao aprender mais sobre a condição de sua filha, o pai babão também passa muito conhecimento aos leitores ao demonstrar que a famosa trissomia do 21 é algo que, por mais baixas as chances de existir, deve ser tratada sempre com normalidade e respeito.

É impensável o que um pai deve sentir quando posto numa situação tão delicada e inesperada, e esta história lida com isso com maestria. Ao mostrar a perspectiva de outras pessoas, como médicos, parentes e amigos, Fabien torna este diário em quadrinhos do nascimento de sua filha um verdadeiro presente especial.

E através da convivência com Julia, é nítida a sensação de que este pai tornou-se outro tipo de pessoa. Pois Julia podia não ser o que esperava, mas com certeza trouxe a maior felicidade do mundo por ter vindo.

Não era você que eu esperava possui 256 páginas encadernadas em formato 17 x 24 cm, e é um dos fortes candidatos ao topo das listas de melhores lançamentos de 2017. O preço de capa sugerido é R$ 59,80.