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Roteiristas explicam a polêmica do Batman meta-humano

Nas últimas horas, a internet só tem falado de uma coisa: Batman! O Cruzado Encapuzado se tornou alvo de muitas discussões nos fóruns e grupos do Facebook, sobre ser ou não ser um meta-humano, ou seja, alguém com capacidades acima das consideradas ‘normais’.

A polêmica toda começou com a prévia de Suicide Squad #22 sendo liberada. Nela, podemos ver que Amanda Waller, cabeça por trás do Esquadrão Suicida, considera SIM o Morcego como um meta-humano.

Recentemente, na saga Dark Days, soubemos que o Morcego foi exposto ao Metal Nth, durante Os Novos 52. O contato com este metal pode conferir à pessoa habilidades especiais, como fator de cura. Mas o roteirista Scott Snyder deu sua opinião no Twitter, desmentindo um pouco tudo isso.

“Não posso falar pelo Esquadrão Suicida (título), mas o Batman não é um meta-humano. Ele consegue poderes em algumas histórias como em Guerra de Darkseid, mas ele nunca foi um meta-humano por natureza. Ele é um meta-humano na sua própria grandiosidade, mas de uma maneira diferente.”

O roteirista Rob Willians, a frente atualmente do título do Esquadrão Suicida, também deu sua opinião sobre o caso.

“As pessoas estão dando muita atenção a isso. No enredo atual, o pessoal da Waller têm o objetivo de trancafiar todos os superhumanos, Batman incluso. O Batman tendo poderes ou não, não importa para ela. Dado suas ações ele é um alvo.”

Podemos argumentar que Waller se precipitou ao considerar o Morcego um meta-humano? Talvez. Dada as habilidades nada comuns do personagem, e por ele ser um mistério, até mesmo para a chefona do Argus. Ou podemos deduzir que sim, o Batman se tornará um meta-humano, mesmo que temporariamente durante este arco do Esquadrão Suicida, algo que não seria inédito na mitologia do personagem, de fato.

“Quando Batman falha ao salvar a vida de uma garota sequestrada devido a seus limites físicos, ele passa a consumir uma droga para potencializar sua performance, força e histamina.” Legends of the Dark Knight: Venom (Um Conto de Batman: Veneno, aqui no Brasil)

 

Heróis passam por fases e arcos, e invevitavelmente acabam sofrendo de vez em quando uma discrepância criativa entre os próprios roteiristas. Mas uma coisa é certa, esta história ainda vai render muita discussão pela internet afora (e por aqui também).

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A Canção do Cão Negro da AVEC Editora chega às livrarias

O segundo volume da excelente série nacional Contos do Cão Negro, da AVEC Editora, já está disponível. A Canção do Cão Negro chegou às livrarias!

Um ano após derrotar o viking Ild Vuur e um monstro de eras imemoriais, Anrath, o Cão Negro, agora comanda seu próprio navio. Ao lado de Aella, a guerreira, e Rorik, o gigante saxão, ele embarca em uma missão perigosa na Islândia, que irá resultar em um novo confronto com saqueadores vikings. Porém, esta batalha acabará colocando Anrath nas garras de uma criatura mitológica sedutora e mortal.

Em 2015 a AVEC Editora publicou o primeiro volume da série nacional Contos do Cão Negro, dos autores Fred Rubim e Cesar Alcázar, com um encadernado muito elogiado pela crítica. O primeiro volume foi mencionado por muitos como um “tom de quadrinho europeu criado no Brasil.”

Ficou interessado? Confira nossa resenha de O Coração do Cão Negro clicando aqui!

Alcázar já havia publicado em 2014 o livro A Fúria do Cão Negro, situado neste universo que agora é desenvolvido em quadrinhos. O autor também escreveu Bazar Pulp: Histórias de Fantasia e Aventura e Horror. Fred Rubim, formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal de Santa Maria, é ilustrador freelancer e artista da série Le Chevalier em quadrinhos, dando vida ao encadernado Le Chevalier: Arquivos Secretos. Para visitar o portfólio do artista, clique aqui.

A Canção do Cão Negro – Volume 2. Série Contos do Cão Negro possui 64 páginas encadernadas em capa cartão no formato 28 x 21 cm, com preço sugerido de R$ 39,90.

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HULKS! Bruce Banner e Amadeus Cho se encontram em Marvel Generations

A Torre de Vigilância já falou para você, querido leitor, sobre Marvel Generations, o especial de dez histórias produzido pela “Casa das Ideias” que contará com as parcerias entre os heróis originais e aqueles que vieram a assumir depois seus codinomes e funções. Para mais informações clique AQUI.

Marvel Generations começa semana que vem nos Estados Unidos e a editora divulgou uma prévia (via CBR) de Generations: Banner & The Totally Awesome Hulk #1 que reunirá os dois Hulks, o velho e bom Bruce Banner e o novato Amadeus Cho. Confira na galeria abaixo:

 

“Bruce Banner. Amadeus Cho. Ambos levam a maldição do Hulk. Agora, eles ficam cara a cara, mas será um encontro como amigos ou inimigos?” diz a sinopse de Generations: Banner & The Totally Awesome Hulk #1, que tem roteiros de Greg Pak e desenhos de Matteo Buffagni.

 

 

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DC passa a considerar Batman um meta-humano

Sabe aquele papo de Batman o único da Liga da Justiça que é um homem vestido de morcego, exímio conhecedor de diversos tipos de artes marciais, aperfeiçoando o seu corpo ao ápice da perfeição, com determinação e com um grande PREPARO?

Pois bem, tudo isso e mais um pouco agora tem uma explicação plausível. Segundo Amanda Waller, criadora do Esquadrão Suicida, o Cavaleiro das Trevas  é  na verdade  um meta-humano.

Em Suicide Squad #22, que está sendo lançado essa semana nos Estados Unidos, o governo americano agora considera o Batman como um ser com capacidades acima das consideradas normais. Na edição, Waller ordena à equipe capturar dois meta-humanos: Nevasca e o Homem-Morcego.

Na recente série Dark Days, é revelado que o Batman esteve em contato com o Metal Nth, algo que aconteceu na época dos Novos 52. O Nth pode ter efeitos inesperados quando introduzido na corrente sanguínea, podendo transformar seres humanos normais em meta-humanos. Durante este episódio, o Morcego pode ter adquirido uma espécie de  “fator de cura”, e outras habilidades poderão se manifestar futuramente.

É verdade também, que quem conhece a relação entre o Batman e CADMUS/ARGUS, sabe que as divisões governamentais sempre consideraram o Homem-Morcego como um ser acima das capacidades humanas, graças as suas habilidades.

Até agora a DC Comics não confirmou se o Batman é ou não meta-humano oficialmente. Mas provavelmente teremos algo bem interessante nos próximos números envolvendo esta polêmica e muita, mas muita discussão pela frente. O quem acham, Vigilantes? Fique ligado na Torre de Vigilância para mais novidades.

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Juiz Dredd: Heavy Metal | O lado porra-louca de Mega-City Um

As histórias do Juiz Dredd transitam entre o sério e o caricato, equilibrando muito bem os dois estilos graças a incrível capacidade dos artistas e roteiristas envolvidos, que são capazes de abordar tantos elementos deste universo com naturalidade. Em Juiz Dredd: Heavy Metal, lançamento da Mythos Editora, encaramos os lados pouco explorados e muito inusitados de Mega-City Um, especialmente para leitores casuais: a zoeira, a porra-louquice, com histórias imprevisíveis, brutais, politicamente incorretas e muito caricatas.

Biba Baitolo, O Homem Que Matou o Juiz Dredd, quer ser chamado de Cabra-Macho. Bimba, um pequeno veadinho dos estúdios Wolt Bisley, perdeu sua mãe, morta por um caçador que tem uma piroca na cabeça. E não podemos deixar de mencionar o Grande Arsoli, que possui a maravilhosamente útil habilidade de esconder objetos no cu.

As histórias que compõem o encadernado Juiz Dredd: Heavy Metal dividem opiniões não somente no Brasil mas também no Reino Unido, terra de origem do personagem. Quando foram criadas, em meados dos anos 90, muitos fãs encararam o estilo satírico escrachado como algo ruim, e até hoje estas histórias são polêmicas e geram discussões por conta disso. Apesar do Juiz Dredd ser o meu personagem favorito dos quadrinhos, eu quero que se foda. Tô aqui pra ver o caos.

Uma das principais particularidades dos quadrinhos do Juiz Dredd é justamente a possibilidade de criar histórias sérias, densas e políticas mas também ir para o lado oposto, lidando com o absurdo engraçado do início ao fim.

Este tipo de abordagem só poderia ser feita por grandes mentes criativas que entendem o personagem e são exímios profissionais capazes de escrever todo tipo de história, fazendo o Juiz Dredd lidar com inimigos Soviéticos e problemas sociais ou, por outro lado, investigar Senhoras do Politicamente Correto que usam corpos de macacos para saírem pelas ruas matando a corja da sociedade, usando somente controle mental. É isso aí.

Dredd foi criado no final dos anos 70 na revista semanal 2000 AD como uma paródia das medidas de Margaret Thatcher, a Dama de Ferro do governo inglês. Desde a sua criação, por John Wagner e Carlos Ezquerra, passando pela dupla Pat Mills e Mike McMahon e voltando posteriormente aos seus criadores (longa história), o personagem equilibrou as sátiras com as tramas mais relevantes.

A Revolta dos Robôs, primeiro arco longo do Juiz, publicado (pelo menos o início) no Brasil pela Ebal, lidava com a ideia do futuro onde as máquinas se revoltam, mas também encara as situações com muito humor. Não é absurdo que, ao decidirem publicar aventuras de seis páginas na revista Rock Power voltadas para os metaleiros da época, decidissem fazer algo diferente, apresentando um show visual e entretenimento barato e divertido.

Curtas, diretas e belissimamente ilustradas por nomes que revolucionaram o mercado como Simon Bisley, Dean Ormston, Brendan McCarthy, John Hicklenton e Colin MacNeil, as aventuras da antologia Heavy Metal foram idealizadas por David Bishop, visando criar algo separado do universo regular. John Wagner (que, ora pois, é O criador), Alan Grant, John Smith e Jim Alexander, todos nomes intimamente ligados ao Juiz, cuidaram dos roteiros e o resultado é absurdamente bom.

O nível de violência é extrapolado: você começa a ler e suas mãos ficam sujas de sangue. Palavrões, cenas ridículas e muitas paródias musicais, que vão de Elvis Presley a Beatles, resumem perfeitamente o teor Heavy Metal que dá nome ao quadrinho. Sobra piada até para o Ozzy Osbourne. Tudo é muito caricato, mas também extremamente detalhado. E o já citado show visual tornou-se um trabalho pioneiro pois daí em diante surgiram, oriundos destes nomes fortíssimos da nona arte, diversos clones que reproduzem seus estilos à exaustão até os dias de hoje.

E a revolução de Heavy Metal Dredd pode ser vista também em outras mídias. A série animada Judge Dredd: Superfiend (2014), por exemplo, bebe da influência de histórias como as mencionadas acima para, misturando com a cronologia comum do personagem, criar cada um dos episódios, cheios de momentos absurdos, com violência e extrapolação de conceitos.

Heavy Metal é um trabalho diferente. Se encarado da forma errada pode sim soar somente como algo ridículo, mas a ideia é outra, merecendo atenção e elogios. O capricho da edição nacional (a despeito de alguns imperceptíveis errinhos de letreiramento), traduzida por Érico Assis, também merece todo o louvor possível, adaptando perfeitamente as piadas e até mesmo as músicas, como na história A Cartilha de Mega-City.

Feito para ser lido de mente aberta e visando única e exclusivamente a diversão, Juiz Dredd: Heavy Metal possui 132 páginas em papel couché encadernadas em capa dura no formato 26,4 x 18,8 cm, com preço sugerido de R$ 64,90. Ficou interessado? Aproveite os 40% de desconto na Amazon! Quer conhecer mais sobre o personagem? Confira nosso Guia de Leitura completo clicando aqui!

E fique ligado na Torre de Vigilância para acompanhar todas as novidades da Mythos Editora, punk! \,,/_

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Duna | Clássico da literatura vai virar quadrinho

O clássico da ficção cientifica Duna de Frank Herbert vai ser adaptado para os quadrinhos como uma graphic novel que será dividida em três partes. Brian Herbert, filho do autor, está de frente ao projeto e promete ser o mais fiel possível à obra do pai.

A história já ganhou uma adaptação em 1985 pela Marvel Comics, baseada no filme de mesmo nome lançado em 1984 e dirigido por David Lynch. Essa versão teve roteiro de Ralph Macchio e desenhos de Bill Sienkewicz.

A trama de Duna  se assemelha a um “Game Of Thrones espacial”. Um sistema intergaláctico feudal, onde as casas nobres governam cada sistema estelar (os feudos). Política, religião, meio-ambiente e tecnologia se ambientam nas histórias e não existem robôs e nem computadores. Toda forma tecnológica existente é analógica ou biológica. O que acaba valorizando a figura humana e a parte social. As intrigas e lidar com reputações e poder norteiam a tomada de decisões dos personagens.

Duna foi lançado originalmente em 1965 e o grande sucesso acabou rendendo mais cinco livros: O Messias de Duna (1969), Os Filhos de Duna (1976), O Imperador-Deus de Duna (1981), Os Hereges de Duna (1984) e As Herdeiras de Duna (1985). Frank Herbert veio a falecer em 1986 e o seu filho Brian assumiu as rédeas da publicação buscando expandir o universo literário.

O roteiro da nova adaptação de Duna para os quadrinhos está sendo escrito, além de Brian Herbert, pelo escritor Kevin J. Anderson. Não foi divulgado nada sobre qual editora vai publicar, data de lançamento e nem o nome do desenhista que vai trabalhar na obra.

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Panini anuncia Super Powers de Jack Kirby

Em homenagem ao centenário de Jack Kirby em agosto, a editora Panini publicará em dois volumes a minissérie Super Powers na coleção Lendas do Universo DC. Confira a capa do primeiro volume e o release liberado pela editora:

Capa do Volume 1

“No mês que vem, a indústria dos quadrinhos comemora o centenário daquele que foi um dos maiores e mais influentes criadores da história das HQs ocidentais: o Rei Jack Kirby! Tendo criado conceitos e personagens lendários tanto para a Marvel quanto para a DC, Kirby é hoje, sem dúvida nenhuma, um dos nomes mais reverenciados da nona arte.

Para não deixar passar a data em branco, a Panini publica no final de agosto o encadernado Lendas do Universo DC: Super Powers vol. 1 (formato americano, 132 páginas, capa cartão, miolo off-set, preço a anunciar), que traz uma das últimas obras do roteirista/desenhista para a Editora das Lendas: a minissérie em cinco partes Super Powers. Nesse trabalho, o Rei atuou ao lado do roteirista Joey Cavalieri e do artista Adrian Gonzales, desenvolvendo uma divertida aventura estrelada pelos maiores heróis e vilões da editora (Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Coringa, Pinguim, Lex Luthor…)

No mês que vem, para concluir a homenagem, sai Lendas do Universo DC: Super Powers vol. 2, com a última colaboração do mestre para a DC. Mas sobre essa damos mais informações daqui a algumas semanas.”

O lançamento é em agosto. O formato é capa cartão, lombada quadrada, papel off-set em 132 páginas. O preço ainda não foi definido. A distribuição será em bancas e comic-shops. Para mais informações sobre os lançamentos da Panini, fique ligado na Torre de Vigilância.

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Marvel Comics anuncia HQS digitais de Punho de Ferro, Thor e Hulk

A Marvel Comics vai investir em HQ’s em plataformas digitais por meio de uma parceria firmada com o comiXology. Durante a San Diego Comic-Con já tinha sido revelado que Punho de Ferro seria o primeiro personagem a ganhar uma série nesse formato, agora foi anunciada uma HQ protagonizada pelo Thor e o Hulk.

Em Immortal Iron Fists, que tem roteiro de Kaare Andrews e artes de Afu Chan, a protagonista será a jovem Pei, que apareceu pela primeira vez em Iron Fists: The Living Weapon. A menina é uma monge de K’um-Lun e a pessoa mais jovem a carregar a marca do Punho de Ferro. Cabe a Danny Rand treinar Pei enquanto ela enfrenta os desafios de levar uma vida normal, como ir para a escola.

O Golias Esmeralda e o Deus do Trovão vão estrelar Thor & Hulk: Champions Of The Universe. Uma série em seis edições que vai mostrar um Ancião do Universo quer lutar contra o herói mais forte da Terra. Então para saber quem leva esse título, Thor e Hulk vão passar por uma série de desafios impossíveis para provar quem é o mais poderoso. A equipe criativa é formada por Jeremy Whitley, Simone Buanfantino e Alti Firmansyah.

Immortal Iron Fists e Thor & Hulk: Champions Of The Universe serão lançados somente em 2018.

 

 

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Jim Lee diz que indústria de quadrinhos está ruindo e a DC irá salvá-la

Não é de hoje que os quadrinhos de super-heróis tornaram-se uma mídia de segundo ou terceiro escalão quando comparada ao cinema e TV, e até aos jogos de videogame. O publisher da DC Comics Jim Lee disse em entrevista ao Movie Pilot alguns detalhes deste fato que é de conhecimento geral:

“Nós temos que parar o colapso da indústria de quadrinhos“, disse Jim Lee. O mercado norte-americano de quadrinhos passa por crises que englobam as baixas vendas e a necessidade de editoras como a Marvel repetirem as mesmas estratégias que vieram a fazer o mercado implodir nos anos 90, relançando revistas com novos números e investindo no mesmo estilo de marketing saturado. Apesar dos super-heróis atualmente serem parte de um grande mercado, os quadrinhos não se beneficiam disso da mesma forma. Lee e Dan DiDio, os co-publishers da DC Comics, planejam mudar a situação com a Editora das Lendas, casa dos maiores personagens como Superman, Batman e Mulher-Maravilha.

A iniciativa do Renascimento da DC Comics (Rebirth nos EUA) trouxe de volta o sucesso à editora. Apesar das vendas caírem após algum tempo, a editora mantém atualmente uma parcela significativa do mercado, rivalizando diretamente com sua principal concorrente, algo que não acontecia há alguns anos. Uma das ideias da DC para voltar a criar alguma relevância ao mercado é utilizar conceitos e personagens tidos como sucesso desde os anos 80, alcançando o status de literatura obrigatória para todas as pessoas, e não somente entretenimento barato. Doomsday Clock de Geoff Johns trará de volta Watchmen de Alan Moore, enquanto eles interagem com personagens da DC. Lex Luthor e Ozymandias irão se encarar.

Como Johns já havia atestado, o Renascimento é uma iniciativa que vai contra tudo que os quadrinhos se tornaram na última década, rejeitando a narrativa pessimista e séria e tentando abordar os personagens de forma mais esperançosa, algo que também está refletindo no cinema. DiDio declarou que “os quadrinhos tornaram-se a segunda ou terceira forma das pessoas conhecerem personagens como Batman e Superman, e nós queremos mudar isso.” A ideia para fazer isso é investir em novos tipos de marketing, mudando estratégias e visando não somente viver como a rebarba do sucesso dos filmes e séries, mas podendo permanecer em pé somente com os gibis.

Lee comentou sobre a importância das histórias que nunca envelhecem, como Watchmen e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller. O grande desafio da editora é: como criar novos clássicos, histórias que não dependam de conhecimento da continuidade e cronologia, mas que sobrevivam ao passar dos anos e mudem a indústria? A primeira ideia é trazer de volta grandes nomes, e Jim Lee chegou a mencionar Neil Gaiman em seu painel na SDCC 2017. Ao mesmo tempo, ainda na San Diego Comic-Con, a editora deu indícios do retorno de Sandman e Os Invisíveis, de Grant Morrison, com o retorno de Mark Doyle ao editorial da Vertigo. Foram exibidas artes de Sandman por Jae Lee e Os Invisíveis por Jeff Lemire no clipe de retrospectiva dos 25 anos do selo editorial adulto.

O publisher/artista também falou que, para os roteiristas, serão dados desafios como contar “a melhor história do Superman, a melhor história do Batman, a melhor história da Liga da Justiça.” Esta ideia complementa a declaração de Scott Snyder, que recentemente decidiu se afastar de Grandes Astros Batman para assumir um novo e grandioso projeto que promete mudar o mercado. A declaração de Snyder fala sobre, ao invés de criar histórias mensais, investir em um novo formato que modificaria a visão das pessoas para com os quadrinhos, valorizando arte e roteiro, por ser algo contínuo e fechado de uma só vez e publicado em um formato gráfico diferente. DiDio apelidou esta investida de “uma linha para leitores mais maduros“, inspirada nas cultuadas graphic novels que “permitem que a arte respire.“

A DC Comics também pretende investir mais em diversidade e valorizar os artistas envolvidos. Desde abril a editora vem focando na linha Dark Matter, com novos personagens sendo criados por antigos talentos como Jim Lee, John Romita Jr., Greg Capullo e Andy Kubert, focando tanto nos artistas quanto nos roteiristas. Nos últimos anos os roteiristas têm se tornado grandes celebridades, enquanto os desenhistas são subvalorizados. Em contraste, DiDio disse que a parceria entre escritor e desenhista será a chave do sucesso de Dark Matter. Os quadrinhos também são uma mídia visual, afinal de contas.

A linha Dark Matter irá expandir a diversidade dos quadrinhos da editora sem alterar os elementos clássicos da continuidade normal. Este conceito é o oposto da iniciativa da Marvel, chamada Legacy Heroes, que pretende recapturar o estilo dos primeiros anos da editora, ou do início da Image Comics. A ideia de Dark Matter é apostar em algo novo e empolgante. A editora também criou recentemente o selo Young Animal, afirmando a ideia de que a DC não quer mais apostar nas mesmas coisas, sempre tocando as mesmas músicas, comparando-a a uma banda cover. DiDio comentou que 2018 será um “ano de mudanças“, e expressou a esperança de que irão alcançar mais, além do mercado direto, visando aumentar o número de novos leitores enquanto focam também em manter os antigos, que sustentam a indústria há tantos anos. A parceria com editora francesa Dargaud para a produção do Batman de Enrico Marini é uma estratégia para ampliar a marca da DC, indo também para a Europa de forma mais direta, com material produzido também para o público europeu. Mais detalhes aqui.

Algumas estratégias para aumentar as vendas, nos EUA, são repetidas há algumas décadas. Relançar revistas com nova numeração, enquanto a primeira edição possui dezenas de capas variantes ou especiais, é algo extremamente prejudicial e leva a queda das vendas das edições subsequentes. DiDio disse: “Tudo que fazemos com isso é criar obstáculos na forma de comprar quadrinhos. Aumentar preços, capas variantes… Temos que parar. Não podemos investir para que isso seja um negócio morto.” Esta declaração vai de encontro com o recente anúncio da Marvel de que todas as edições de Legacy terão capas lenticulares. Obviamente a DC também se utiliza destes recursos em momentos específicos, como o sucesso das capas lenticulares da saga The Button, mas a ideia é diminuir o uso destes investimentos.

Com o passar dos últimos meses temos observado diferentes investidas das editoras não somente nas suas criações como também na forma de encarar o mercado e quais estratégias pretendem usar. No último ano a DC reverteu alguns anos de declínio nas vendas, enquanto a Marvel promete repetir as ideias que já foram usadas nos anos 90 (revisitar as origens, a simplicidade e o básico do início da Casa das Ideias), provando-se na época um grande sucesso comercial mas que levou à quebra do mercado. De formas distintas, ambas as editoras visam aumentar o alcance dos quadrinhos e chegar a novos mercados, mas o sucesso de ambas as ideias irá depender de como os leitores irão se familiarizar com as novidades.

Os próximos anos serão empolgantes para os fãs, e obviamente precisamos acompanhar de perto todo o desenvolvimento do mercado para poder julgar qual decisão foi mais acertada.

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A história do Tarântula em Sandman: Teatro do Mistério

Antes de começarmos é bom explicitar, se você acha que Sandman: Teatro do Mistério nos traz o Sandman do Neil Gaiman, o Perpétuo dos Sonhos, irmão da Morte, está bastante enganado (apesar de nós também o amarmos). O buraco na verdade é bem mais fundo no Universo DC. A obra nos traz o primeiro Sandman, aquele da Era de Ouro, criado em um período pós-Guerra, caracterizado por sua famosa máscara de gás e por sempre botar seus inimigos para dormir. Falamos de Wesley Dodds.

Wesley Dodds como Sandman.

Inicialmente já temos que fazer uma viagem pela história. Vamos para 1938, período pós-Lei Seca nos EUA, quando os americanos queriam aproveitar e recuperar todo o tempo perdido bebendo tudo que não conseguiam.

Casado de forma perfeita com todo o contexto histórico surge o primeiro mistério da trama, um sequestro, que consequentemente é seguido por outros e assassinatos, e a principal pergunta: Quem é o assassino que envolve as suas vítimas como uma tarântula? Parece um pouco clichê para tramas de investigação, mas ao mesmo tempo da forma que é escrita, sempre é trazido um algo a mais na história, quebrando a forma clichê de se ler o quadrinho.

Capa da edição da Panini Comics

Reviravoltas e plot twists são bem comuns, a ponto de você conseguir duvidar sobre quem é quem, herói ou vilão, até certo ponto. Com um conteúdo mais adulto, envolvendo de incesto a tortura, o material não é indicado para crianças, como a maioria do selo da Vertigo Comics.

A arte também casa com a história, e com a época em que é retratada, um excelente encadernado que com certeza faz você ficar imerso em seu contexto e preso em sua trama.

Escrito por Matt Wagner e desenhado por Guy Davis, Teatro do Mistério consegue te prender em cada detalhe. Se você procura por mistérios e drama imersos em um clima noir, com certeza não irá se arrepender. Vale cada centavo.