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Review | The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II

Após o lançamento da edição definitiva de Trails of Cold Steel para PS4 em março desse ano, a XSeed e Marvelous, trazem agora em junho para o ocidente, a sua continuação, Trails of Cold Steel II, também para o sistema da Sony.

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel II é o segundo jogo do Arco de Erebonia e também, o sétimo jogo da franquia Trails (ou Kiseki, no Japão). Se passando um mês após os eventos do primeiro jogo, o game traz mais uma vez Rean Schwarzer como protagonista, que agora precisa encontrar seus colegas da Classe VII, que estão espalhados pelo país, e acabar com a Guerra Civil de Erebonia.

Vale dizer que os eventos de Cold Steel I e II se passam paralelamente aos de Zero no Kiseki e Ao no Kiseki, que infelizmente nunca foram localizados oficialmente. Os jogos citam o Estado de Crossbell diversas vezes durante a história, e é de suma importância para o pós-final de Cold Steel II e para o futuro da franquia, mas o jeito é jogar as versões traduzidas por fãs ou aguardar eternamente o anúncio de ambos os jogos no Ocidente.

  • Um meio defeituoso, mas um final espetacular.

Diferentemente dos outros seis jogos da franquia, Trails of Cold Steel II não é divido em capítulos, mas sim em dois atos, além de Prologue, Intermission, Finale, Divertissement e Epilogue. Isso faz com que o jogo passe uma sensação de ser mais longo, porém acaba tendo a mesma duração que os demais jogos.

O Ato 1 tem como objetivo encontrar os colegas da Classe VII, além de apresentar o plot principal do jogo, a Guerra Civil de Erebonia, e introduzir os novos membros da Ouroboros, a grande organização secreta do mal, já fazendo ligação com a franquia em si. Algo que foi criticado no primeiro jogo, pois 90% do jogo era “separado” do restante da série Trails, somente tínhamos citações, até chegar o final.

É um bom começo de jogo. Os bonding points, que servem para upar os Links com os personagens, e assim liberar habilidades (bem Persona), estão de volta. Não há grandes novidades no sistema de Links, tirando a possibilidade de usar os personagens nas batalhas de mechas. Falando nela, as batalhas de mechas, uma das grandes surpresas do final do primeiro jogo, estão de volta, e muito mais frequentes. Ainda que elas não estejam tão balanceadas assim, é bem fácil ganhá-las.

Um dos pontos que não gostei no primeiro jogo, foi o ambiente escolar. Além remeter novamente a Persona (o que não é algo ruim, se acalmem), era bem sem graça e não conseguiu funcionar. Esse ambiente não retorna no segundo jogo, e em vez disso, temos uma narrativa bem parecida com aos dos jogos anteriores, contudo, houveram alguns problemas.

Então chega o Ato 2 e ele tem um grande problema: é desnecessariamente longo. Enquanto vamos liberando as cidades dominadas pelo exército, temos diversas quests obrigatórias e sidequests, o que é normal na franquia Trails e em qualquer JRPG. No entanto, as sidequests são bem sem graças e poucas inspiradas, além de repetitivas.

Além disso, temos que resgatar os estudantes da Academia Thors, que encontramos durante o ato 1, e alguns deles dão mais quests, para poderem ser recrutados para a Courageous, a aeronave que serve de base. Ao serem recrutados eles dão suprimentos (que temos que comprar de qualquer maneira), e fazem treinos de combates, além de desafios.

Eu entendo a sensação que o jogo quis passar de que “somos estudantes da academia militar da cidade de Trista e temos que nos juntar para libertamos ela”. Mas acaba que eu não me importo com esses personagens, tudo que eles vendem, eu consigo comprar nas lojas padrões, e pelo mesmo preço. Os desafios, que liberam Master Quartz, só servem para aqueles que querem montar novas builds e pegar a platina.

Agora, tenho que tirar o chapéu para o Finale de Trails of Cold Steel II. Arrisco a dizer que foi o melhor final de jogo da franquia até esse momento (visto que Trails of Cold Steel III e IV ainda não foram lançados no Ocidente), eu não vi nenhum dos plot-twists chegando.

Após isso temos dois capítulos extras: Divertissement, que se passa logo após o final de Ao no Kiseki, e Epilogue, que em encerra em si a história de Trails of Cold Steel II, trazendo uma final dungeon bem diferente do costume da franquia. São bem curtos e rápidos.

Ainda que o roteiro seja sobre guerra e sobrevivência, Cold Steel II traz momentos leves e de descontração entre seus personagens. Coisa que já é costume da franquia. Isso serve pra aprofundar as relações entre os personagens principais. E que impacta no final do jogo.

  • Gameplay sem grandes novidades, porém continua ótimo.

O combate continua na mesma vibe dos jogos anteriores, em turnos, com opções de Craft, S-Craft e Arts. A grande adição foi o Overdrive, que já havia sido incluído em Ao no Kiseki, mas tinha ficado de fora do primeiro Cold Steel. A diferença é que somente dois personagens, conectados através de link, podem ativar, em vez de toda a party.

O jogo incluiu os Trial Chests, que ao serem abertos, trazem uma batalha contra minibosses, que quando derrotados, habilitam o Overdrive entre os personagens descritos nos baús.

Também temos as inclusões das Shines Dungeons, que substituíram as dungeons da Old Schoolhouse. Elas são obrigatórias para a progressão da narrativa do jogo. Além de liberarem flashbacks da War of the Lions, um dos grandes eventos no mundo de Trails. Elas são dungeons curtas e boas para grind.

Falando em grind, ele não deveria ser tão necessário nesse jogo, lutar uma vez contra cada monstro nos cenários seria o suficiente. Contudo, o jogo não é bem balanceado, tanto para o bem, quanto para o mal. Há alguns monstros padrões que não deveriam ser tão fortes, e simplesmente acabam matando com dois golpes. Já com chefes da história, alguns são muito fáceis. Em especial os da última (última mesmo) dungeon. Que dependendo da party você acaba a luta em menos de 5 minutos.

  • A edição definitiva de PS4

Sobre a versão de PlayStation 4 em si, o maior destaque é sem dúvida o Modo Turbo, que acelera o jogo tanto nas batalhas quanto nas viagens de campo. O jogo roda a 60 fps na maior parte do tempo, caindo apenas quando alguns S-Crafts são utilizados. E ele teve alguns crashes durante o final do ato 2. Até o momento em que estou escrevendo, não vi ninguém relatando esse problema, então vai ver era o meu PS4 sofrendo por conta do segundo ato também. Para quem possui um PlayStation 4 PRO, o jogo tem suporte à 4K, o que não é o meu caso. A única diferença nos gráficos é que eles estão mais nítidos.

Ela traz também algumas DLCs de cosméticos e itens mais raros do jogo, que foram lançados separadamente para PS3 e PS Vita. Também foi incluída a opção de dual-audio, em inglês e japonês.

Apesar de um ato 2 problemático, Trails of Cold Steel II encerra a primeira metade do Arco de Erebonia de maneira espetacular.

NOTA: 8.5

Agradecimentos à Marvelous pelo envio do código para análise.

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Entretenimento

Tony Stark da vida real? Robert Downey Jr. quer limpar o planeta com nanotecnologia

Robert Downey Jr. subiu ao palco para abrir a re:MARS, conferência da Amazon sobre inteligência artificial (IA), e falar um pouco sobre o tema e sobre os benefícios que a IA possui. Durante sua apresentação, o ator comentou que estava montando uma nova fundação que tem como principal projeto despoluir o planeta utilizando nanotecnologia e robótica.

Entre robótica e nanotecnologia nós podemos, provavelmente, limpar o planeta de maneira significativa, se não inteiramente, em uma década. Vou passar os próximos meses arrumando isso da maneira correta, e colocando pessoas inteligentes ao meu redor – disse o ator.

O projeto, denominado ”The Footprint Coalition”, não teve muitos detalhes revelados. Entretanto, Downey Jr. disse que pretende lançar ele em Abril de 2020. No momento, ainda não sabemos como ele irá atingir o objetivo nem que parcerias o projeto vai ter, mas esperamos que dê certo.

 

 

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Consoles Games

Gears 5 tem sua arte de capa divulgada

Através do twitter oficial de Gears 5, foi divulgada a arte de capa do jogo, onde podemos ver os personagens principais do novo título da franquia. Confira:

https://twitter.com/GearsofWar/status/1136679143947419649

Em breve, vamos saber mais novidades a respeito de Gears 5 durante a coletiva da Microsoft na E3. O jogo será lançado ainda esse ano, porém não temos uma data oficial anunciada.

 

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Entretenimento Séries

Lucifer é renovada para sua quinta e última temporada

A Netflix anunciou hoje (06/06) que Lucifer foi renovada para a sua quinta e última temporada através de um tweet bem humorado em seu twitter.

Lucifer Morningstar, entediado e infeliz como o Senhor do Inferno, renuncia seu trono e abandona seu reinado para tirar férias em Los Angeles, onde inaugura uma casa noturna com a ajuda de sua aliada demoníaca chamada Mazikeen. Após presenciar o assassinato de uma pessoa que conhecia, Lucifer conhece a linda e corajosa Detetive Chloe Decker, que o fascina por sua coragem, mas, principalmente, por parecer não cair em seus encantos—tanto naturais quanto sobrenaturais. Além de seu envolvimento com a polícia, o anjo é intimado por seu irmão Amenadiel a voltar para o inferno, lugar da qual supervisionava desde o início dos tempos.

Lucifer foi cancelada pela FOX em 2018 e um mês depois a Netflix adquiriu os seus direitos e produziu sua quarta temporada, que já está disponível no serviço de streaming. Ainda não há previsão para o lançamento da quinta temporada.

 

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Cinema

Viúva Negra inicia suas filmagens no Reino Unido

A atriz Scarlett Johansson filmou cenas no Pinewood Studios, no Reino Unido, para a aventura solo da Viúva Negra nos cinemas. Confira as imagens dela no set.

Além de estrelar, Scarlett Johansson terá a função de Produtora Executiva no projeto com nome de produção Blue Bayou, que há muito deseja realizar dentro do MCU para a Marvel Studios.

Recentemente, o filme da Viúva Negra contratou o ator David Harbour, de Hellboy e Stranger Things, para o seu cast principal.

Os detalhes da trama estão sendo mantidos por trás de uma Cortina de Ferro, mas será uma história ambientada internacionalmente sobre Natasha Romanoff, uma espiã e uma assassina russa, que cresceu sendo treinada pela KGB, antes de tornar-se uma agente da SHIELD e uma Vingadora.

Cate Shortland (Lore, Berlin Syndrome) irá dirigir. O primeiro esboço do roteiro é de Jac Schaeffer (Visão e Feiticeira Escarlate). Ned Benson (O Desaparecimento de Eleanor Rigby) fez mudanças no texto do filme.

Rob Hardy ( Missão Impossível – Efeito Fallout) será o diretor de fotografia, Jany Temime (Harry Potter) será a figurinista e Jim Barr (Vingadores: Guerra Infinita) será o diretor de arte.

As filmagens de Viúva Negra devem acontecer também em Budapeste, na Hungria, Reino Unido, Croácia e Miami, na Flórida.

A Marvel Studios ainda não anunciou oficialmente sua data de lançamento, mas deve sair no dia 1 de maio de 2020, período anunciado pela Disney para chegada aos cinemas da produção comandada por Kevin Feige.

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Mangá

Panini anuncia SAO: Phantom Bullet e Vampire Knight Memories

A editora Panini novamente aproveitou o programa SenpaiTV para fazer novos anúncios relacionados ao seu catálogo de mangás.

Sword Art Online: Phantom Bullet

Se passou um ano desde que Kirito e Asuna escaparam de Aincrad, o mortal mundo de Sword Art Online, e eles ainda estão se recuperando dessa terrível experiência. Enquanto isso, um novo MMO de Realidade Virtual surge: Gun Gale Online. Quando um misterioso jogador, portando um item chamado “Death Gun” toma a responsabilidade pelas mortes no mundo real, Kirito é recrutado para entrar no jogo e investigar.

Adaptação em mangá do terceiro arco da light novel de mesmo nome. Em hiato com 3 volumes. O mangá se encontra em hiato desde 2016, e sem previsão de retorno. O mangá será lançado em papel jornal, assim como os mangás anteriores e tem previsão de lançamento para Julho, no Anime Friends.

Vampire Knight Memories

Os quatros “capítulos especiais” originais de Vampire Knight se tornaram os quatro primeiros capítulos de “Vampire Knight Memories”. O mangá foca em Kaname, que agora mora com Ai e Ren, além de flashbacks da relação de Yuki e Zero.

Continuação do mangá Vampire Knights, que foi publicado pela própria Panini entre 2007 e 2014. Em andamento com 4 volumes. Previsão de lançamento para Agosto.

E ai, curtiram os anúncios?

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Games

Samurai Shodown terá lançamento oficial no Brasil com legendas em português

A SNK anunciou que Samurai Shodown, reboot da famosa série de jogos de lutas, terá lançamento oficial no Brasil, com direito a cópias físicas e legendas em português.

Situado mais uma vez no fim do século 18, após os eventos de Samurai Shodown V e antes dos eventos do jogo original, Samurai Shodown marca o retorno de 13 icônicos personagens, incluindo Haohmaru, Nakoruru, Earthquake e Galford, que receberão a companhia de três personagens totalmente inéditos na franquia: Yashamaru Kurama, Darli Dagger e Wu-Ruixiang.

Samurai Shodown chegará ao PlayStation 4 e Xbox One no dia 28 de junho.

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Games

My Friend Pedro ganha data de lançamento; Confira o novo trailer

O desenvolvedor Deadtoast e a Devolver Digital divulgaram hoje (06), a data de lançamento de um de seus jogos mais aguardados para esse ano: My Friend Pedro. O jogo chegará para Nintendo Switch e PC (via Steam) no dia 20 de junho.

Confira o novo trailer:

My Friend Pedro é um ballet violento sobre amizade, imaginação e a luta de um homem para destruir qualquer um em seu caminho a mando de uma banana senciente. O uso estratégico da mira dividida, da câmera lenta e a estilosa invasão pela janela criam uma seqüência sensacional de ação em uma batalha explosiva através de um submundo violento.

Os portadores de Nintendo Switch que quiserem efetuar a pré-venda de My Friend Pedro terão 15% de desconto.

Vale lembrar que a Devolver Digital terá uma conferencia na E3 2019, que ocorrerá Domingo, dia 09 de junho, às 23h, no horário de Brasília.

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Séries

Série do Monstro do Pântano é cancelada

Produzida pelo DC Universe, a série do Monstro do Pântano acaba de ser cancelada. A primeira temporada do seriado teve início no mês passado (Maio) e até o momento, contém apenas um episódio lançado. A informação foi dada pelo Bloody Disgusting.

O programa perdeu o apoio dos executivos antes mesmo de seu lançamento, ou seja; o seriado já havia sido cancelado durante as suas filmagens. 

Os mesmos executivos estão preocupados com o alcance do DC Universe, uma vez que o serviço de streaming não possui o número de assinantes esperado.

A série é focada na detetive Abby Arcane investigando uma doença rara nos pântanos de Louisiana, que ao ir mais fundo em suas investigações, acaba descobrindo que algo muito mais terrível habita o lugar.

Para futuras informações a respeito de Monstro do Pântano, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Detective Comics Quadrinhos

Resenha | Isto Não é Um Assassino

Já habitual referência nas histórias em quadrinhos europeias, René Magritte aterrissou nos quadrinhos brasileiros de forma surpreendente. O pintor surrealista já havia sido retratado recentemente por aqui em Óleo Sobre Tela, lançado em outubro de 2018 por Aline Zouvi e agora, pela Sesi-SP Editora, revela o então desconhecido Hugo Aguiar e um lado antes oculto de Gustavo Machado.

O barulho de um raio pode causar medo; Uma imagem pode causar medo; O pensamento no desconhecido pode causar medo. E bem aqui está a estratégia traçada pela história: A ausência total de texto, inclusive de onomatopeias. Palavras surgem apenas em uma conversa inicial e interlúdios.

O protagonista é justamente Magritte e seus conturbados pensamentos são a obra do horror nessa HQ. Seus quadros voltam contra si e sua vida e não há como escapar de seu cachimbo que não é cachimbo ao seu reflexo no espelho em outra perspectiva. A quantidade de referências é absurda e várias delas são inclusive difíceis de reconhecer logo de cara para quem não acompanha arte. Não que seja um problema, pois todas são explicadas ao fim da edição.

Já veterano, Machado se tornou conhecido no meio como ilustrador dos Quadrinhos Disney, Trapalhões e Turma do Arrepio, esta última um dos poucos registros populares em suas obras relacionadas ao terror, mesmo que para o público infanto-juvenil. Aqui, sua arte surpreende e muito. Seu traço é tão diferente nesta HQ que facilmente sua identidade poderia se passar por um heterônimo. É uma grata surpresa aos que se acostumaram ao seu traço mais alegre.

Surrealismo não é feito para entender, mas para sentir. De Magritte à Glauber Rocha, tentar explicar o inexplicável se torna uma armadilha. Cada um tira sua conclusão das obras dessa escola ao fim das contas.

A história é curta. Aconselhada para leituras rápidas, mas que renderá pesquisas muito maiores a quem se interessar pela obra do pintor à partir de então.