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Representatividade LBTQIA+ nos Quadrinhos e a POC CON em Casa 2021

Aproveitando que o mês do Orgulho LGBTQIA+ aconteceu em junho deste ano, precisamos lembrar de duas coisinhas: Não precisamos fazer parte da comunidade para lutar contra a homofobia e precisamos sempre que possível abordar o tema representatividade como um todo.

Vamos dar uma breve recapitulada no significado da data antes de iniciarmos?

É comemorado em 28 de Junho internacionalmente, inclusive aqui no Brasil, o Mês do Orgulho LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays,Bisexuais,Transexuais, Queer, Intersexo, Asexuais e o + engloba outros grupos e variações como por exemplo os Pansexuais) .

Essa data tem um significado histórico, relembrando a Rebelião de Stonewall Inn. Essa rebelião foi um ato de revolta a favor da comunidade, seguido por uma onda de protestos contra a LGBTfobia e contra uma série de invasões feitas pela polícia a bares frequentados por homossexuais em Nova York 1966, com prisão e uso de violência. 

 

 

Bom, já não é de hoje que é sabido que no quesito quadrinhos existem uma infinidade de temas a serem abordados e a cada dia vemos mais chegarem como os de terror,  suspense, drama familiar (Um bom Lemire, né mores?),  faroeste, ação, comédia e sim, representatividade.

Em uma época delicada, onde ao introduzir núcleos de minoria nos quadrinhos somos bombardeados por aqueles que acham que isso não passa de “lacração“. Parece que é mais fácil aceitar um alienígena de collant com poderes cósmicos e fenomenais do que aceitar um personagem homoafetivo que se  aproxime de histórias e pessoas reais. Como o exemplo abaixo:

Vingadores, a cruzada das crianças” (Salvat)

Lembrando evento vergonhoso, ocorrido no ano 2019 na Bienal do RJ quando o então prefeito Birovela mandou recolher obras com temática LGBT voltadas para o público jovem.

 

 

E foi pensando nisso que eu quis falar aqui sobre um evento super inclusivo que tem dado espaço para aos artistas, quadrinistas e ilustradores LGBT do Brasil, A POC CON -Feira LGBTQ+ de Quadrinhos e Artes Gráficas.

O nome Poc vem de uma gíria  ‘poc poc’ que era usada para ridicularizar Gays tidos como “Afeminados”  fazendo alusão ao barulho que o salto faz, mas hoje a gíria é usada pela própria Comunidade LGBT, não mais como um termo depreciativo, mas sim como representação de identidade.

A primeira POC CON  teve sua estréia em 22 de Junho de 2019 no Osaka Naniwa-Kai (Associação sem fins lucrativos que destina-se a desenvolver atividades beneficentes e culturais). Levando cerca de 73 artistas, conseguiram atrair aproximadamente 3.000 pessoas para contemplar esse espetáculo de cores e muita arte. 

Mário César (Bendita Cura) e Rafael Bastos Reis (Pornolhices) foram os idealizadores desse evento. Ambos sentiram a necessidade de ter um espaço para dar voz a um público mais específico, pois mesmo que já existissem muitos eventos voltados para Cultura Pop, como a famosa CCXP, não havia espaço para se falar sobre os autores e quadrinhos LGBTQIA+.

 

Infelizmente, com a pandemia, esse foi mais um evento que teve que ser adiado presencialmente, mas não deixando essas cores se apagarem, Mário e Rafael trouxeram em 2021 a Poc Con em casa. O evento online foi um sucesso! Foram apresentadas Lives, Oficinas, debates, Gibiteca Digital e até performance de cosplay, mostrando que o Poc veio para ficar.

Eventos como esse são de suma importância não apenas para comunidade LGBTQIA+, mas para que todas as pessoas independente de gênero possam frequentar ambientes onde celebrar a diversidade é o prato principal do dia, aprender sobre o que o outro tem a ensinar, respeitar  e dar continuidade a luta pelos direitos dos que ainda são minoria e sofrem diariamente nas mãos dos que não entendem quem lhes é diferente, reforçando o apoio ao cenário da nona arte brasileira que tem crescido absurdamente nos últimos anos e mostrando o que temos de melhor nos quadrinhos nacionais pelas mão de artistas LGBT.

Um Presente da POC CON em Casa de 2021 foi a Gibiteca Digital, que foi patrocinada pela  CHIAROSCURO STUDIOS e disponibilizaram quadrinhos de autores LGBT dos mais variados temas e classificação etária para Download Gratuito no site da POC CON. Babadeiro, né mon amour?

Agora, veja se não vai bancar a Alice e perder essa Biblioteca colorida de quadrinhos totalmente 0800!! Basta clicar no banner abaixo para ser redirecionado para o site e fazer o Download em PDF. São mais de 60 títulos multicoloridos e espetaculares para você se deliciar. 

 

Tá passada? Se joga, Bebê!! 😉

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Quadrinhos

Cliff Chiang está de volta na DC Comics com Minissérie da Mulher-Gato

Cliff Chiang está de volta à DC Comics! Depois de fazer sucesso em Mulher-Maravilha e Zatanna, Cliff está com mais um ícone feminino da Casa das Lendas: Mulher-Gato. Em Catwoman: Lonely City vamos acompanhar Selina Kyle em seu último trabalho em uma espécie de futuro distópico em uma Gotham City salva do crime e com justiceiros e vilões fantasiados extintos.

Catwoman: Lonely City se ambienta em uma Gotham City dez anos depois do massacre que ficou conhecido como Fools ‘Night (Noite dos Tolos, em tradução livre). O evento ficou marcado com as mortes de Batman, Coringa, Asa Noturna e do Comissário Gordon. A Selina Kyle foi para a prisão, e lá ficou durante dez anos.

Durante esse tempo de reclusão prisional da Selina, Gotham City cresceu, o heroísmo fantasiado e a vilania se tornaram coisas infantis. A nova cidade é mais limpa, segura e com um ar ditatorial bem forte, graças a regência dura do prefeito Harvey Dent e seus Batcops. É para essa nova cidade que Selina Kyle retorna, mais madura e mudada, pensando no último grande assalto: os segredos escondidos na Bat-caverna. Mas mais do que dinheiro, ela quer saber quem é o misterioso Orpheus.

 

Na cronologia da DC Comics, Orpheus foi um combatente criado em 2001 por Alex Simmons e Dwayne Turner. Mas a editora não deu mais detalhes sobre o seu papel em Catwoman: Lonely City, já que o Orpheus original foi assassinado pelo Máscara Negra.

Catwoman: Lonely City será uma minissérie de quatro edições publicada pelo selo Black Label. A publicação começa a ser publicada em outubro nos EUA.

Se você quiser acompanhar Catwoman: Lonely City antes de ser publicada no Brasil, fique de olho no site Comics and Signatures, primeira loja brasileira 100% online especializada em quadrinhos importados, assinaturas e colecionáveis.

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Quadrinhos

Human Target é a nova minissérie do Tom King na DC Comics

A DC Comics anunciou o próximo trabalho do roteirista Tom King na editora, será uma minissérie do Alvo Humano e irá envolver a clássica e amada Liga da Justiça Internacional. Conhecida pelos fãs como “Liguinha”. Intitulado como Human Target, a minissérie terá 12 edições e será publicada pelo selo Black Label.

“Christopher Chance ganhou a vida sendo um alvo humano – um homem contratado para se disfarçar como seu cliente para convidar supostos assassinos a tentarem seu assassinato. Ele teve uma carreira notável até seu último caso protegendo Lex Luthor quando as coisas vão para o lado. Uma tentativa de assassinato que Chance não viu o deixa vulnerável e deixa-o tentando resolver seu próprio assassinato… já que ele tem 12 dias para descobrir quem no Universo DC odiava Luthor o suficiente para querê-lo morto,” disse o comunicado da Editora das Lendas sobre a minissérie.

Christopher Chance é um investigador particular/guarda-costas que assume a identidade de seus clientes, principalmente clientes que foram alvos de assassinato.

 

O Alvo Humano original era o Fred Venable, e foi criado por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff. A primeira aparição foi em Detective Comics #201 (1953). A segunda versão do personagem é o investigador particular e guarda-costas Christopher Chance, criado por Len Wein e Carmine Infantino, essa versão apareceu pela primeira vez em Action Comics #419 (1972). O personagem já teve uma série pelo selo Vertigo escrito por Peter Milligan e ganhou duas adaptações para a TV, em séries nos anos de 1992 e 2010. Christopher Chance também já apareceu em dois episódios de Arrow.

Human Target terá roteiro de Tom King e artes de Greg Smallwood, a minissérie terá 12 edições e começa a ser comercializada em novembro nos EUA. Se você quer começar a acompanhar Human Target antes de ser publicado no Brasil, fique de olho no site Comic and Signatures.

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Marvel Studios está trabalhando em outras animações além de What If…?

Dana Vasquez-Eberhardt, produtora-executiva da Marvel Studios, confirmou através do seu perfil na rede social LinkedIn, que a produtora está trabalhando em outras animações além de What If…?. 

“Prepare-se para a primeira de muitas séries animadas incríveis! Estou emocionada por trabalhar com essa equipe talentosa! ”.

Ao que tudo indica, I’m Groot também será um seriado animado, mas não houve uma confirmação oficial até o dado momento. Há um ano, o insider Daniel Richtman também anunciou que a Marvel Studios está desenvolvendo animações cinematográficas para os cinemas e Disney+.

What If...? │ Nova animação da Marvel ganha trailer e data de lançamento -  Canaltech

What If…? será a primeira série animada da Marvel Studios que já foi renovada para a sua segunda temporada. Nela, veremos diversas realidades alternativas que irão co-existir com o MCU, nas quais mostrarão acontecimentos e eventos dos filmes da Marvel Studios em situações inusitadas.

Para futuras informações a respeito da Marvel Studios, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Séries

Andy Serkis indica o seu retorno como Ulysses Klaue em What If…?

Em uma publicação em seu perfil no Instagram, o ator Andy Serkis indicou que retornará como o vilão Ulysses Klaue na série animada What If…?, que irá estrear em 11 de Agosto de 2021 no Disney+. 

Serkis postou o cartaz oficial da produção com a legenda: ”Adivinha quem está de volta?!?” indicando a sua empolgação com o seu possível retorno. 

Ulysses foi um dos principais antagonistas de Pantera Negra, mas fez a sua estreia no MCU em Vingadores: A Era de Ultron. Nos quadrinhos, Klaue é o Garra Sónica, um vilão que fez a sua estreia nas HQs em Fantastic Four #53.

 

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What If…? será a primeira série animada da Marvel Studios que já foi renovada para a sua segunda temporada. Nela, veremos diversas realidades alternativas que irão co-existir com o MCU, nas quais mostrarão acontecimentos e eventos dos filmes da Marvel Studios em situações inusitadas.

Para futuras informações a respeito de What If…?, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Cinema

Nostalgia pura nas primeiras imagens de Jackass Forever

Foram liberadas as primeiras imagens de Jackass Forever, novo filme da franquia Jackass que conta com o retorno dos apresentadores Johnny Knoxville e Steve-O. 

Em 20/07/2021, será disponibilizado o primeiro trailer do longa, que chega ainda em 2021 apenas nos cinemas. 

O apresentador Johnny Knoxville e um grupo de amigos seus, que têm ideias bem malucas, fazem brincadeiras de muito mau gosto e executam tarefas ousadas e perigosas. Afirma a sinopse do seriado exibido de 200 há 2003 na MTV.

Para futuras informações a respeito de Jackass, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Resenha Semanal | The Detective is Already Dead #02

Mais uma semana, mais uma resenha semanal de “The Detective is Already Dead” (ou “Tanmoshi“, para abreviar o título japonês). Caso tenha perdido, a explicação da coluna e o comentário do primeiro episódio estão aqui.

O segundo episódio nos trouxe o começo da história de fato. Se o primeiro episódio foi uma grande introdução (e bota grande nisso, 47 minutos…), o de hoje foi quando finalmente colocamos as cartas na mesa e ensinamos como se jogar. Então vamos falar do que vimos!

Seja lá o que você esteja pensando sobre o animê, não pode negar que pelo menos bonito ele está… (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Episódio 2: “Ainda me lembro, depois de todo esse tempo”

A primeira cena nos trouxe uma última memória da Siesta e do antigo Kimihiko. Em questão de direção, foi uma escolha interessante, especialmente pelo jeito como ela começa: Nós vemos um avião no céu, nos lembrando de onde eles se conheceram, e os dois trocam uma conversa descontraída, exatamente como fizeram ao longo de todo o primeiro episódio. A função dessa cena foi para contrastar com o que vimos na semana passada. Se antes tivemos a duração inteira para os dois se conhecendo e interagindo no “passado”, para então termos uma pequena cena com o Kimihiko “do presente”, justamente para entendermos esse contraste entre as duas interações do garoto… no segundo episódio, tivemos a mesma coisa, mais invertida: tivemos uma pequena cena com a interação passada dele, para podermos contrastar com quem ele é hoje, que ocuparia todo o resto do episódio.

Descobrimos que o timeskip foi de quatro anos. Quatro anos! Fiquei impressionado com a passagem tão grande de tempo. Não por serem quatro anos em específico, mas gostei do fato de que agora, o Kimihiko é um aluno do terceiro ano do ensino médio. “Qual a importância disso, Vini?” você pode se perguntar. E é uma pergunta válida! A resposta é mais banal do que você deve estar imaginando, porém: Normalmente, animês que se passam no ensino médio nos mostram protagonistas como sendo alunos do primeiro ou do segundo ano. Quando tratam de alunos do terceiro ano, eles são vistos como “criaturas místicas, entidades superiores e misteriosas que irão MORRER ao final do ano letivo”, e sempre achei esse tratamento engraçado. Por isso, quando acompanhamos alunos que estão, de fato, no terceiro ano, o clima da obra parece mudar. Por exemplo, em “Just Because!“, acompanhamos alunos do terceiro ano em busca de entender o que o futuro deles reserva. Parece que os autores olham para a diferença de um ano e acham que é o suficiente para mudar completamente o gênero da narrativa. Quero ver como isso vai ser aplicado em “The Detective is Already Dead”.

Continuando, temos a apresentação da nossa “nova protagonista”… se é que dá pra dizer assim? Nagisa Natsunagi teve uma primeira impressão forte. Positiva? Acho que não, mas “forte”, com certeza. Conforme o episódio foi passando, eu consegui entender o tipo de personagem que ela é. Deu pra ver a personalidade e jeito de ser dela, e a cada cena que se passava, a introdução dela parecia mais e mais fora de personagem. Toda a primeira cena dela, com as ameaças, a mão na boca e os comentários sádicos foram extremamente esquisitos. A ideia que foi passada nessa cena foi completamente diferente de todo o resto que aconteceu no episódio. Mesmo com uma explicação futura, sobre como ela poderia estar “sendo influenciada” a fazer as coisas que fez… isso ainda não explica a mudança tão drástica.

Não importa o quão absurdo a coisa seja, sempre vai ser o fetiche de alguém… Talvez essa seja a explicação? (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Isso é pura especulação minha, mas o formato e a direção da cena me lembraram de Bakemonogatari. A cena clássica onde a garota, Senjougahara, enfia um grampeador na boca do garoto, Araragi, assim que se conhecem. A única coisa que consigo pensar, após ver várias referências no episódio anterior, é que o autor (ou diretor, não sei se essa cena é original do animê, embora pareça impactante demais para ser) quis homenagear essa outra obra, colocando uma cena parecida na sua própria. Acontece que em Bakemonogatari, a garota é daquele jeito mesmo. Ela é meio maluca, e por isso, enfiar um grampeado na boca de um desconhecido é algo que se enquadra na personagem dela. A impressão que todo o episódio passou sobre a Nagisa é de que ela é uma garota boa e honesta. Esquentadinha? Sim, mas com um bom coração (Ha! Trocadilhos!). A cena inicial parece deslocada e desnecessária.

Voltando ao protagonista, vimos como o “novo” Kimihiko é, depois de tudo que passou. Gostei bastante do jeito como ele foi escrito, pois eu consegui perceber que o “espírito” do garoto que conhecemos ainda está ali: Ele ainda é brincalhão, tranquilo e gentil, embora essas características tenham sido deixadas um pouco de lado por conta de seu amadurecimento. Amadurecimento esse que aconteceu tanto pela passagem do tempo, como pelo trauma que ele viveu. A conversa que ele teve com a Nagisa no café foi um bom exemplo disso, onde ele mostrou tanto alguns “tiques” que adquiriu com a Siesta, mas ainda se manteve autêntico com o que vimos anteriormente. Também achei interessante o quanto ele acabou se aproximando daquela policial, a Fuubi. É uma relação que parece bastante natural, dado o que ele passou os últimos quatro anos fazendo, e até o que ele fazia antes. Foi um toque legal.

Com a construção do episódio, estava claro que o coração que a Nagisa recebeu era, de fato, o da Siesta. Em nenhum momento eu tive dúvidas disso. Mas ter a confirmação de algo é completamente diferente do que apenas pensar sobre. Eles conseguiram explicar de uma forma que ficou tanto interessante como impactante ao mesmo tempo. As reações de ambas as personagens envolvidas foram dentro do que eu imaginava, mas, de novo, estar dentro da expectativa não faz com que o resultado seja medíocre: O Kimihiko mostrou seu amadurecimento ao ficar emocionado e até em negação, mas sem ter uma crise exagerada; e a Nagisa mostrou ainda mais a sua personalidade, de que é alguém que se baseia muito em sentimentos, mas que não é totalmente incapaz de usar a razão para puxar alguém de volta do mundo da lua.

Eu adoro tapões na cara, principalmente quando eles são merecidos. Esse foi merecido. (Reprodução: Twitter oficial, @tanteiwamou_)

Uma coisa que eu não gostei no episódio, porém, foi a cena onde os dois se encontraram na rua. Sim, você sabe do que eu estou falando: Quando passamos cerca de dois minutos falando sobre os peitos da Nagisa. É uma situação que está ali para ser engraçada, mas que acaba sendo simplesmente vergonhoso, principalmente por não se encaixar no contexto. Isso chega até a ser irônico, pois ontem mesmo eu estava falando sobre como a vergonha alheia é justamente o que faz “Girlfriend Girlfriend” ser engraçado. E, como eu comentei naquela postagem, é uma questão de atmosfera: Todo o resto do animê está se levando a sério, e mesmo possuindo ótimas cenas de humor, elas são de um outro tipo de humor, um que faz sentido de existir no contexto “sério” de “The Detective is Already Dead“. A cena acaba sendo apenas vergonhosa, e não uma “vergonha engraçada”.

Considerações Finais (Bem, “parciais”, mas vocês entenderam)

Esse episódio foi bem mais fraco do que o da semana passada, e isso já era de se esperar. É normal começarmos com um estouro, para prender a atenção de quem está assistindo, para então diminuir a tensão e explicar o que tá rolando de verdade, essa técnica é mais velha que andar pra frente. Isso só quer dizer que eles estão seguindo o ritmo comum de obras do gênero, e que daqui algum tempo, já estaremos investidos demais no animê para desistir. Se você quiser desistir, a hora é agora. Eu vou continuar.

A cena de exposição no café me fez espumar pela boca um pouquinho, pois “exposição num café” já virou um meme de tanto que acontece em animê. Parece que não tem outra forma de contar o que está acontecendo, e não duvidaria se isso estivesse sendo feito propositalmente, como uma forma de circlejerk entre os autores japoneses. Desavenças pessoais à parte, a cena até que se desenvolveu de forma satisfatória, com um bom uso da ambientação.

Por fim, achei incrível a inversão de papéis que aconteceu nesse episódio. Dessa vez, foi o Kimihiko que estava na posição de pessoa informada, daquele que sabe o que está acontecendo. Sendo que semana passada, esse papel era da Siesta, e o garoto estava no papel que, essa semana, foi da Nagisa. Essa inversão se encaixa tanto com o que eu comentei sobre a primeira cena do episódio, como serve para mostrar a gentileza do Kimihiko: Quando se viu em uma inversão de papéis, ele fez questão de dar uma escolha para Nagisa. Uma escolha que ele não teve. Quando se encontrou com Siesta, ele acabou “arrastado” para a situação, sem ter chances de recusar. Ele quis ter certeza de que a Nagisa poderia fazer essa escolha, de que ela não precisaria substituir a Siesta na vida dele, que ela poderia continuar sendo ela mesma. Mesmo com toda a influência e tutelagem da Siesta, o Kimihiko continuou sendo ele mesmo. Excelente toque para caracterizá-lo.

O animê está disponível na Funimation, com novos episódios aos domingos, e legendas em português. Além de “The Detective is Already Dead”, a Funimation também anunciou diversos outros títulos para a temporada de verão de 2021.

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Primeiras Impressões | Girlfriend Girlfriend

Nem só de resenha semanal vive um redator, e por isso, voltaremos às origens para falar uma vez só de algo que acabou de sair, para talvez revisitar com outra postagem no futuro: Mais um “Primeiras Impressões“!

O animê de hoje se chama “Girlfriend Girlfriend” (No original, “Kanojo mo Kanojo“, カノジョも彼女), baseado num mangá com arte e roteiro por “Hiroyuki“, ainda inédito no Brasil. Até o momento, o show possui dois episódios, animados pelo estúdio Tezuka Productions, e com direção de Satoshi Kuwahara.

No Brasil, os direitos de exibição simulcast são da Crunchyroll, que disponibiliza a seguinte sinopse e trailer:

Naoya, o protagonista, está no primeiro ano do colegial. Ele se declara para Saki, sua paixão de infância, que aceita se tornar sua namorada. Sua vida não podia estar melhor, quando uma bela garota chamada Nagisa o convida para sair. Indeciso e incapaz de magoar uma garota tão gentil quanto a Nagisa, Naoya chega a uma conclusão inusitada, dando início a um novo tipo de comédia romântica!

Vamos começar falando do elefante na sala. Simplesmente não vai ter como termos uma conversa franca sem alinharmos expectativas quanto a isso, então precisa ser falado o quanto antes:
Sim, este é um show sobre um “trisal” adolescente. É um caso de poliamor que se encaixa na definição de dicionário do termo. Não há “mas”, não é “poréns”, as três personagens estão num relacionamento aberto e estão todas cientes disso.

Com isso dito, a pergunta que eu faço para você, leitor, é a seguinte: Isso te incomoda? Isso é um problema? E faço essa pergunta com a cara mais lavada do mundo. Não quero pagar de diferentão, de desconstruído, nem nada do tipo. A minha opinião sobre o assunto (e, sinceramente, a sua também!) não poderia ser menos importante. Estou simplesmente alinhando expectativas pro resto do texto.

A ideia do show é justamente usar essa situação, que é bastante “inusitada” (principalmente no contexto em que acontece), como fonte de humor. E tudo nasce a partir disso. Se isso for algo que te incomoda, o animê simplesmente não é para você. E tudo bem! Faz parte, cada um tem seu gosto. A única coisa que eu peço é a seguinte: Ao menos tente assistir, pensando que se trata de uma comédia. Você não precisa levar o conceito a sério, e isso independe da sua opinião sobre o quão real o poliamor pode ser na vida real. Pois isso é uma ficção, e o próprio show deixa claro que não está se levanto a sério. Por que você deveria levar?

As duas reações mais comuns ao ler a sinopse (Reprodução: Crunchyroll)

Pronto, chega, sermão dado, oração feita, expectativas alinhadas. Vamos falar do animê em si, agora que sabemos que estamos olhando para uma comédia:

Um dos tipos mais clássicos de humor japonês é o “Manzai“, onde temos um “cara sério” (chamado de “Tsukkomi“) e um “cara bobo” (chamado de “Boke“). A ideia desse tipo de show é que o “cara sério” serve como a voz da razão, e reage aos comentários absurdos do “cara bobo”. E por qual motivo eu estou explicando isso ao invés de falar do animê, como prometi no parágrafo anterior? Pois isso é essencial para entender o show.

Embora tenhamos apenas três personagens principais, eu diria que podemos enquadrar quatro “coisas” nos títulos anteriores: Temos três Bokes e um Tsukkomi. O “cara sério” é, claramente, a garota que parece ser a mais sensata do grupo, SakiSaki (ou apenas “Saki”). Não haveria nada demais nisso, se ela fosse um Tsukkomi tradicional, que simplesmente reage aos absurdos dos Bokes e corta o barato deles. Acontece que a Saki é um Tsukkomi muito fraco, ela não tem a frieza e o bom senso necessários para aguentar tanto absurdo. Afinal, ela precisa lidar com seu namorado, Naoya, e a namorada dele, a Nagisa, como Bokes. E, pra piorar, a própria situação em que eles estão pode se enquadrar como um gigantesco, onipresente e francamente genial Boke.

O que me fez dar tanta risada com os dois primeiros episódios de “Girlfriend Girlfriend” foi justamente essa dinâmica pouco comum, onde a Saki, não conseguindo segurar as rédeas da situação, acaba se juntando ao absurdo e cada vez mais se vê afundadando na areia movediça dos outros dois. É um caso semelhante ao que existe em “A Destructive God Sits Next to me“, embora lá, o protagonista “sério” tinha um pouco mais de “força” para segurar os seus Bokes. Não o suficiente, mas já gerava um tipo diferente de humor.

E já que estamos falando de personagens, o ponto alto do show, pra mim, foi o fato de que não tem um único que se salva ali. Tá todo mundo completamente biruta. Se erguer o braço, Deus leva. Mesmo a Saki, que deveria ser a pessoa mais sã entre os três, já está muito mais pra lá do que pra cá, e é justamente essa instabilidade dela que se encaixa tão bem com a honestidade do Naoya, e com a inocência da Nagisa, para nos dar uma dinâmica maravilhosa. É uma dinâmica um pouco “cringe“, para usar o termo da moda? Sim, com certeza. Especialmente quando os adolescentes começam a discutir sobre sexo. Mas a ideia é justamente essa, é engraçado justamente por ser vergonhoso.

Eu fiquei o episódio inteiro pensando nessa imagem do The Joker™

Falando um pouco sobre a parte técnica, eu tenho dois comentários indispensáveis pra fazer: O primeiro é sobre a qualidade da atuação de Sakura Ayane, a dubladora da Saki. Com um alcance de voz absurdo, ela conseguiu dar vida a todo o caos e volatilidade necessários para interpretar a garota. Em um momento, ela está falando normalmente, e na próxima frase, já está gritando como se sua vida dependesse disso. É esse tipo de reação exagerada (que todas as personagens tem) que fazem o Manzai ser engraçado pra mim, e ter uma dubladora tão talentosa como a Sakura Ayane trabalhando nisso facilita muito o humor.
O segundo ponto é o uso cirúrgico da trilha sonora e de efeitos sonoros para incrementar cada piada. Cada música e cada som foi colocado com uma maestria, que somente uma pessoa extremamente qualificada conseguiria tal proeza. O responsável é o diretor de som Satoshi Motoyama, que trabalhou em mais comédias do que eu posso contar, e tem o know-how pra fazer mágica com os ouvidos.

Vi muitos comentarem que “Girlfriend Girlfriend” lembra muito de outro mangá-que-virou-animê, “Rent-a-girlfriend” (no Brasil, foi adaptado para “Namorada de Aluguel” pela Editora Panini). E, de certo modo, lembra mesmo. Porém, eu não poderia ter tido uma experiência mais desagradável com “Namorada de Aluguel“, e o motivo é simples: Ele tentava ser levado a sério. Ele tentava ser uma história coesa e sensata. No final, ao tentar tocar uma trama de novela, as desavenças se destacaram muito mais do que o humor, e ficamos com um show sobre relacionamentos abusivos, ao invés de uma comédia.

É até bom eu ter tocado nesse assunto, pois é uma preocupação que eu tive assistindo “Girlfriend Girlfriend“: Isso parece que poderia se tornar um relacionamento abusivo muito rapidamente. Embora estejamos tratando tudo na brincadeira e na suspenção de descrença, é um desenvolvimento que poderia acontecer facilmente, se assim o autor desejasse. Eu espero que não, e que continuemos pensando apenas no absurdo da situação para darmos gostosas risadas.

Minha cara quando a comédia-romântica inevitavelmente vira um drama na segunda metade (Reprodução: Crunchyroll)

Com um humor absurdo e absurdamente bem bolado, “Girlfriend Girlfriend” foi uma das estréias mais divertidas da temporada, e será o animê que ficarei mais ansioso por assistir. Se fosse para dar uma nota para esses dois primeiros episódios, seria um sólido 9/10, e, claro, acompanhado do recado de que o show é melhor apreciado ao não ser levado a sério.

O animê está disponível na plataforma de streaming Crunchyroll, com legendas em português, e novos episódios todas as sextas.

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The Witcher | A Grain of Truth, Kaer Morhen e Voleth Meir são alguns dos títulos da segunda temporada

Nessa sexta-feira (9), os fãs de The Witcher tiveram uma pequena prova de como será a segunda temporada no WitcherCon e para animar as teorias para as próximas aventuras do Bruxão desse Vale Abundante, a Netflix revelou os títulos dos episódios.

Como podem perceber, o Season Finale possui o seu título em segredo. Apostas?

O bruxeiro Geralt, um caçador mutante de monstros, luta para encontrar seu lugar em um mundo, onde as pessoas constantemente se provam mais perversas que as feras. Enquanto os reis, elfos, humanos e demônios lutam pela supremacia fora das muralhas do Continente, a garota enfrenta um perigo muito maior: seu próprio poder.”

The Witcher retorna em 17 de dezembro.

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Teaser da segunda temporada de The Wicther finalmente está entre nós, assista!

A Netflix liberou durante a convenção WitcherCon, o primeiro trailer da segunda temporada de The Witcher, que chega em 17 de Dezembro de 2021. 

O bruxeiro Geralt, um caçador mutante de monstros, luta para encontrar seu lugar em um mundo, onde as pessoas constantemente se provam mais perversas que as feras. Diz a sinopse de The Witcher.

Para futuras informações a respeito de The Witcher, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.