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Quadrinhos

Cavaleiro da Lua: O Fundo do Poço está em pré-venda pela Panini

Para comemorar a série do Cavaleiro da Lua, que chega em 30 de Março de 2022 no Disney+, a Panini iniciou a pré-venda de O Fundo do Poço, uma das histórias do personagem que servirá de inspiração para o seu seriado produzido pela Marvel Studios. O seu lançamento está previsto para 22 de Abril de 2022. 

Com 344 páginas e 17 x 18.1 x 26 cm de dimensão, Cavaleiro da Lua: O Fundo do Poço mostrará Marc Spector em uma batalha interna após Khonshu  tirar tudo que ele lhe-deu. Será que o deus da Lua será misericordioso com Marc e irá tirar o ex-agente da CIA de uma espiral de depressão, dor e melancolia, colocando-o em ação novamente? 

A história em quadrinho conta com Charlie Huston como autor, e David Finch, Mico Suayan e  Tomm Coke nas ilustrações. 

Reprodução: Panini.

Oscar Isaac (Steven Grant, Marc Spector, Cavaleiro da Lua e Senhor da Lua), Ethan Hawke (Arthur Harrow), May Calamawy (Lyla), Gaspard Ulliel (Homem Meia-Noite) e F Murray Abraham (Khonshu) fazem parte do elenco de Cavaleiro da Lua. Especula-se, que Bruce Banner (Mark Ruffalo), Blade (Mahershala Ali) e Cavaleiro Negro (Kit Harington) terão uma participação especial no novo seriado do Disney+. 

Com Jeremy Slater com showrunner, o vindouro seriado terá a direção de Mohamed Diab,Justin Benson, Aaron Moorhead e George Clooney. Já, o roteiro fica por conta de Peter Cameron, Sabir Pirzada, Beau DeMayo, Michael Kastelein, e Alex Meenehan.

Conheça outras histórias do importantes do vigilante lunar clicando aqui. 

Moon Knight: What We Know So Far
Cavaleiro da Lua por David Finch.

Cavaleiro da Lua é um herói da Marvel Comics que possui transtorno dissociativo de identidade. Após ser deixado para por seus colegas morrer em uma missão de alto risco, Marc Spector é salvo pela entidade egípcia Khonshu, que em troca, exigiu que ele fosse seu novo avatar.

Por possui transtorno dissociativo de identidade, as outras personalidade de Marc começaram a lhe auxiliar em suas missões como o vigilante da Lua. 

Adquira já a o seu exemplar de Cavaleiro da Lua: O Fundo do Poço clicando aqui.

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Séries

Cavaleiro da Lua está perturbado em novo vídeo da sua série

A Marvel Studios disponibilizou um novo vídeo da série Cavaleiro da Lua, na qual destaca a mente perturbada no novo herói à integrar o MCU.

Além de revelar inúmeras cenas inéditas, o Featurette mostra entrevistas com todo elenco; incluindo uma prosa de Kevin Feige, o CEO da Marvel Studios. 

Oscar Isaac (Steven Grant, Marc Spector, Cavaleiro da Lua e Senhor da Lua), Ethan Hawke (Arthur Harrow), May Calamawy (Lyla), Gaspard Ulliel (Homem Meia-Noite) e F Murray Abraham (Khonshu) fazem parte do elenco. Especula-se, que Bruce Banner (Mark Ruffalo), Blade (Mahershala Ali) e Cavaleiro Negro (Kit Harington) terão uma participação especial no novo seriado do Disney+. 

Descrita como uma produção de terror, ação e aventura, Cavaleiro da Lua abordará a saúde mental do personagem, que possui transtorno dissociativo de identidade. Marc Spector, a ”principal” identidade do personagem, possui outras quatro personalidades; que são: Steven Grant, Jake Lockley, Cavaleiro da Lua e Steven Grant. 

A obra também mostrará o personagem com novas habilidades, como por exemplo,  a capacidade de prever eventos catastróficos e o poder de canalizar entidades do antigo Egito. Seu uniforme também passará por mudanças, sendo uma roupa funcional no combate corpo à corpo. 

Cavaleiro da Lua deve se tornar um dos alicerces do MCU, tendo dezenas de participações em filmes e séries de terceiros, além de mais produções solo.  

Com Jeremy Slater com showrunner, Cavaleiro da Lua terá a direção de Mohamed Diab,Justin Benson, Aaron Moorhead e George Clooney. Já, o roteiro fica por conta de Peter Cameron, Sabir Pirzada, Beau DeMayo, Michael Kastelein, e Alex Meenehan.

Cavaleiro da Lua: o que sabemos sobre Moon Knight, com Oscar Isaac
Oscar Isaac como Steven Grant em Cavaleiro da Lua.

Steven Grant, funcionário de uma loja de presentes, é atormentado por apagões e memórias de outra vida. Steven descobre que tem transtorno dissociativo de identidade e compartilha o seu corpo com o mercenário Marc Spector.

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Literatura

Amazona, livro sobre a Mulher-Maravilha, está em pré-venda pela Editora Skript

Comemorando os 80 anos da maior e mais famosa heroína de todos os tempos, a editora Skript iniciou a pré-venda no Catarse para Amazona, um livro jornalístico que analisa toda a história da Mulher-Maravilha. De como a personagem se tornou um ícone, dentro e fora dos quadrinhos.

Organizado pela pesquisadora, tradutora, editora, quadrinista e ganhadora do prêmio HQMix, Carol Pimentel, juntamente com um grupo de pesquisadoras, Amazona leva o leitor nas profundezas dos bastidores da criação da personagem, como foi a reação do mundo, suas principais fases nas HQs, adaptações e seus impactos na cultura pop.

Como dito acima, Amazona, conta com um time de respeito e talento que além da Carol Pimentel, está presente: Caroline Bardese, Elizabete Bravo, Amanda Duarte, Dandara Palankof, Natalia Engler, Lillian Tavares e Natália Sierpinski.

O livro conta com prefácio de Natália Bridi, introdução de Laluña Machado e posfácio de Dani Marino.

Amazona tem formato 14 x 21 cm, arte/layout de Amaury Filho e 230 páginas. Para saber mais sobre valores e recompensas, é só clicar AQUI.

Por se tratar de uma pré-venda, independente do resultado da campanha o livro será publicado. Ele pode ser adquirido no site da Amazon Brasil:

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Cinema

Austin Butler negocia o papel de Feyd-Rautha em Duna: Parte 2

Segundo o Deadline, o ator Austin Butler está negociando o papel de Feyd-Rautha em Duna: Parte 2 . 

Feyd-Rautha é sobrinho do Barão Harkonnen (Stellan Skarsgård) e herdeiro designado ao trono. A sua participação na continuação de Duna foi confirmada em Novembro de 2021 por Denis Villeneuve em entrevista à Empire. Harry Styles e Tye Sheridan também foram considerados para o papel.

As filmagens da sequência serão iniciadas no verão norte-americano de 2022. Já, o seu lançamento, está agendado para Novembro de 2023 com exclusividade nos cinemas. 

Austin Butler é um jovem ator que está em ascensão em Hollywood. Interpretará Elvis Presley em sua cinebiografia dirigida por Baz Luhrmann, e recentemente esteve em Era uma Vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino. Butler é uma das principais apostas dos estúdios estadunidenses como ”um dos artistas com maiores potências dos próximos anos”.

Feyd está presente em Duna de 1984, dirigido por David Lynch. Na história, o personagem é interpretado pelo cantor e ex-vocalista da banda The Police, Sting. 

Além de Butler,  Florence Pugh também está em negociações finais para integrar o elenco de Duna: Parte 2, mas no papel de Irulan Corrino. A procura para um astro que interpretará  Emperor Shaddam IV já foi iniciada. 

Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson e Javier Bardem estão confirmados para retornarem ao elenco da continuação nos respectivos papéis: Paul Atreides, Chani, Jessica Atreides e Stilgar. 

Duna é um romance de ficção científica do escritor americano Frank Herbert, publicado originalmente pela editora Chilton Books nos Estados Unidos da América em 1965. Vencedor do prêmio Hugo de 1966, Duna é considerado o livro de ficção científica mais vendido de todos os tempos.

Duna 2: Feyd-Rautha aparecerá em sequência do filme de Denis Villeneuve? · Rolling Stone
Sting em Duna(1984) como Feyd-Rautha.

Duna: Parte 2 mostrará Paul Atreides (Chalamet) lutando com os Fremen para libertar o planeta deserto de Arrakis das garras da Casa Harkonnen.

O primeiro filme foi lançado em Novembro de 2021 no HBO Max e nas telonas simultaneamente. Arrecadou US$ 400 milhões em sua bilheteria mundial, e atualmente, está concorrendo à várias categorias no Oscar 2022. 

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Serial-Nerd Séries

Atuações de alto escalão elevam Pam & Tommy para além da perfeição

As vidas de Pamela Anderson e Tommy Lee sempre foram fora da realidade. Devido as personalidades de ambos, além de claro, os seus níveis de fama; os artistas ficavam na mira da mídia corriqueiramente; gerando um estudo para compreender suas vidas e trabalhos. 

Entretanto, em 1995, a rotina do casal mudou drasticamente. Por vingança, uma fita que continha Pam e Tommy fazendo sexo, acabou vazando. Na época, quase toda Hollywood só falava disso; afinal, todo mundo tinha ciência de como uma das maiores atrizes daquele ano se comportava em momentos íntimos ao lado do baterista (e seu marido) do Mötley Crüe (banda de  glam metal que foi um fenômeno entre as décadas de 80 e 90).

Atualmente, pode parecer bobo quando uma mídia íntima de famosos acaba vazando, afinal, há muitas estrelas que liberam suas fotos ou vídeos de propósito. Mas, naquele tempo, quando a sociedade era deliberadamente mais conservadora, isto poderia significar o fim da carreira de certas celebridades.

Baseado neste drama e em um artigo da  Rolling Stone de 2014, a Disney anunciou a produção da minissérie Pam & Tommy para o HULU (Star+ no Brasil); que mergulharia afundo nesta história e mostraria todas as proporções que a ”tragédia” tomou. 

Baseada em uma história real, Pam & Tommy segue o turbulento relacionamento de Pamela Anderson (Lily James), atriz conhecida por seu trabalho na série Baywatch, e de Tommy Lee (Sebastian Stan), baterista da banda Mötley Crüe. O romance começou em 1995, quando os dois resolveram se casar 96 horas (ou quatro dias) depois de terem se conhecido. No mesmo ano, o casal estampou tablóides do mundo inteiro com uma sex tape de sua lua de mel que acabou roubada e distribuída para o público pelo ex-ator pornô Michael Morrison (Nick Offerman) e seu amigo Rand Gauthier (Seth Rogen). Primeiro vídeo viral de todos os tempos, a tal gravação desencadeou um dos maiores escândalos sexuais da década de 90, lembrado até hoje. O vazamento da fita afetou imediatamente a carreira de Anderson que ficou marcada pelo escândalo e reduzida apenas a uma sex symbol, sendo sempre oferecida papéis que focavam em sua sensualidade. A empresa responsável pelo vazamento foi processada por Pamela e Tommy, resultando em um acordo confidencial que permitiu ao Internet Entertainment Group veicular, novamente, a fita para assinantes de seus sites.
Pam & Tommy iniciada com o pé direito de imediato. Os seus primeiros minutos contextualizam o que está por vir de forma sutil e inteligente. Sem ser maçante, como o início de diversas produções baseadas em fatos reais são, a minissérie apresenta os personagens principais de forma rápida e satisfatória. 
O desenrolar da trama ao longo de oito e bem dirigidos episódios dá algumas voltas, mas são necessárias para mostrar todos os pontos de vista dos principais indivíduos que se envolveram na polêmica; sem deixar nenhuma ponta solta. Em determinados momentos, o ritmo oscila entre situações amenas e tensas, causando um desconforto e conforto imersivo.
Sua trama bem desenvolvida e escrita puxa o telespectador para dentro das psiques dos personagens, sendo possível criar empatia com cada um deles; mesmo com aqueles que causam problemas para cidadãos alheios. Pam & Tommy permite que não exista nenhum culpado e vítima, uma vez que ela explora a natureza humana em momentos de tensões e euforias. 
Pam & Tommy, ecco il trailer della serie dedicata a Pamela Anderson e Tommy Lee
Lily James como Pamela Anderson e Sebastian Stan como Tommy Lee em Pam & Tommy.
Mesmo com os elogios referentes à sua história, a cereja do bolo de Pam & Tommy está nas atuações de seus protagonistas. A minissérie distribuiu o destaque para três personas: Pamela (Lily James), Tommy Lee (Sebastian Stan) e Rand Gauthier (Seth Rogen), sendo o Rand responsável pelo vazamento. Os trabalhos de maquiagem e figurino excepcionais (e minuciosos) colaboram para trazer os anos 90 de volta aos anos 2000, além de carregar uma caracterização digna de elogios.
Seth entrega uma atuação ingênua e astuta. Ao corporificar Gauthier, empreiteiro que após ser demitido injustamente por Lee , decidiu roubar um cofre em que a fita sexual estava (e posteriormente divulgá-la na internet), Rogen mistura sua essência cômica com uma abordagem dramática típica de ”um homem fracassado”, mas que mesmo não tendo nada na vida, não se esforça para subir os degraus das ”oportunidades”. 
Já, Lily James incorporou Pamela Anderson por completo. A atriz faz um trabalho espetacular como a ex-estrela de S.O.S, que vai desde mudanças na entonação de sua voz, até modificações em seu jeito de andar. Lily não só convence Anderson, como nasceu para o papel devido suas semelhanças com Pamela. Sem sombras de dúvidas, é o melhor e mais notório papel de sua carreira. Outro ponto positivo, está em sua interpretação crítica quando a infelicidade vem à tona. O seu choro, desespero e ansiedade são tão reais, que James dá a impressão de que é ela quem está passando por aquelas situações, e não uma personagem. 
Tommy Lee possuiu Sebastian Stan. É inacreditável a tamanha fidelidade com o ego de Tommy que Sebastian trouxe à sua atuação. O ator é o grande trunfo de Pam & Tommy, sendo ele o grande colaborador do seu humor ácido e dinamismo. Muitos atores, quando vinculados com grandes projetos de super-heróis, o público tende a identificar o cidadão como o personagem que ele interpretou em todo papel de sua ocupação. Contudo, com Stan será diferente; agora, tornar-se-á quase impossível vê-lo como Soldado Invernal novamente, visto que em seus futuros trabalhos ele será reconhecido apenas como Tommy Lee por boa parte de seus fãs.
O comportamento de Sebastian Stan está tão acima da média, que durante o desenrolar dos capítulos de Pam & Tommy, é praticamente impossível reconhecer o ator. Têm-se a sensação de que a equipe de produção contratou Tommy Lee para interpretar ele mesmo, e não outra pessoa. A conduta do baterista diante uma situação desagradável é totalmente oposta de sua esposa, trazendo ainda mais imersividade para a obra. 
  
I've been slain by Sebastian Stan. | Pam and tommy, Sebastian stan, Sebastian
Não há um defeito sequer em Pam & Tommy. Sua qualidade em tudo que propõe, leva a minissérie para além de todos os elogios cabíveis neste texto. É impressionante como ela diverte e entretém com sua comédia adulta usando como foco uma ocasião repleta de altos e baixos na vida real. 
Nota: 5/5
Infelizmente, por se basear em um texto, Pam & Tommy não teve o aval de Pamela Anderson para ser produzida. Até os dias atuais, a atriz é atormentada pelos acontecimentos. Esperamos que sua série documental na Netflix seja tão excelente quanto e que ela consiga papéis relevantes novamente!
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Consoles Games PC RPG

Elden Ring é tudo isso mesmo? Mais de 100 horas nas Terras Intermédias – Review

Em meio a tantas premiações de jogo mais aguardado, adiamento de lançamento e muita expectativa, no dia 25 de fevereiro foi lançado o tão aguardado projeto colaborativo de Hidetaka Miyazaki, responsável pelos criticamente aclamados Demon’s Souls, Dark Souls, Bloodborne e Sekiro com George R. R. Martin, o responsável pela série de livros Crônicas de Gelo e Fogo que originaram a famosa e séria da HBO, Game of Thrones.

Em Elden Ring somos apresentados à fantástica e sombria região das Terras Intermédias, um local repleto de ruínas e mistérios do sobrou dos tempos áureos do mundo.

O poder maior, o anel prístino, se estilhaçou, provocando uma grande guerra no mundo pela posse de seus fragmentos. Aqueles que possuíram seus estilhaços ganharam tanto poder a ponto de tornarem-se semideuses.

A você, como um maculado, exilado e sem passado, cabe o dever de recuperar estes fragmentos, restaurar o Anel Prístino e reestabelecer o equilíbrio no mundo.

Basicamente estas são apenas as informações que lhe são dadas, em uma cutscene inicial narrada com muita emoção e entonação e várias informações vagas sobre o que deixou o mundo em sua situação atual.

O Começo

A criação de personagem talvez seja a mais robusta da série, com várias opções de personalização

Ao todo são 10 classes iniciais, com todos os status do personagem distribuídos de maneira variada entre seus focos iniciais, armas e roupas, mas, como em todo jogo anterior, estes variantes podem ser totalmente alterados depois, já que a cada nível conquistado você escolhe em qual status vai querer investir, fazendo com que acabe não havendo nenhum impacto ou limitação referente a sua classe inicial na história já que são muitas a possibilidade de classes fluidas, tanto que aqui são tratadas como bases, origens do personagem.

O jogo começa e pode ser um pouco intimidador perceber-se lançado em um mundo tão vasto e livre a um ponto de fenômenos curiosos e divertido como o fato de que muitos jogadores não perceberam e pularam o tutorial inteiro do jogo, descobrindo somente muito tempo depois ao voltar mais tarde na região (como aconteceu comigo).

Não há como não comparar sensação de sair da caverna ao mundo gigantesco semelhante a The Legend of Zelda Breath of The Wild, é incitativo, instiga e atiça a curiosidade e refrescante sair em meio a um enorme campo aberto cheio de possibilidades. E nesse ponto, a intenção dos dois jogos era a mesma, mostrar desde o começo que o seu personagem é apenas um mero coadjuvante ante o verdadeiro protagonista, o mundo!

A exploração

Esta liberdade, porém, é uma faca gumes bem explícita, pois em suas explorações aventurosas pelas terras intermédias podem levá-lo a segredos e itens incríveis, mas também o risco de você se afastar demais e acabar encontrando regiões muito mais perigosas para o nível do seu personagem.

No entanto, há um intricado sistema sutil e refinado que vai levando organicamente o personagem aos seus objetivos, sem nenhuma poluição visual por excesso de HUD que consiste nos checkpoints chamados Lugares de Graça, substituindo as conhecidas fogueiras de Dark Souls.

Há uma linha fina de luz indicando sugestões de direções para o personagem em cada Área de Graça, ajudando o jogador a encontra o próximo objetivo, bem como é possível subir de nível, memorizar, feitiços e até realocar a distribuição de poções de cura ou magia na área trazendo fatores significativos de qualidade de vida ao jogo, já pedido pelos jogadores há muito tempo.

Há momentos específicos onde novas opções de ações na área de graça aparecem.

Encontrar masmorras, resolver segredos, ajudar pessoas, encontrar novas áreas, e até encontrar os fragmentos de mapas espalhados para abrir melhor aquela região no seu mapa, tudo flui muito bem intuitivo, divertido e sem pegar na mão do jogador pra mostrar o que ele tem que fazer.

Dark Souls 4?

À primeira vista pode parecer que seja apenas uma nova repaginada em Dark Souls, apesar das inúmeras semelhanças, há aqui uma evolução natural e um refinamento no combate ocorrido ao longo dos anos, lapidado por BloodBorne e Sekiro, mostrando um leque imenso de possibilidades no combate sem deixar de ser autorreferente nem ao trazer a expertise dos jogos anteriores sem a menor cerimônia.

Há sim, muitas semelhanças a Dark Souls aqui mas não se trata de uma sequência e sim um sucessor espiritual que juntou tudo o de melhor em todos os jogos anteriores para uma experiência definitiva.

O Combate refinado

Cada arma possui um peso diferente, alcance, movimentação, foco de dano (cortante, perfurante, impacto) e até equilíbrio para que você consiga desestabilizar a invisível barra de postura dos inimigos. Elas se manifestam de forma diversa no ataque, na esquiva e na defesa, e também ganham movimentos mais poderosos quando empunhadas por duas mãos ou quando desferido durante um pulo.

Um dos grandes destaques aqui, é que cada arma possui uma habilidade, chamada de cinza da guerra, e agora, estas habilidades podem ser trocadas entre armas. Gostou de uma arma, mas não gostou da sua habilidade? Mude a habilidade dela! Esta customização aumenta ainda mais o leque de variações de combates e liberdade para que o jogador construa um personagem mais próximo do seu estilo de jogo. Lembrando que algumas armas lendárias possuem habilidades inalteráveis (mas que costumam ser muito boas).

Outro destaque agora é a nova mecânica de contra-ataque defensivo, que basicamente deve ser desferido um ataque forte após receber um ataque direto em seu escudo. O contra-ataque é tão forte que por muitas vezes quebra a postura do inimigo deixando-o vulnerável.

Além disso também agora há o sistema de invocação de espíritos que ajudam o jogador em áreas onde sua invocação é possível (que costumam ser áreas com mais inimigos ou de chefões) onde você pode desenvolver estes espíritos para que eventualmente se tornem mais fortes e eficazes.

As invocações podem ser de outros humanos como também de monstros e alguns inimigos derrotados.

Como nos jogos anteriores, também é possível verificar poças de sangue onde jogadores costumam morrer muito bem como espectros transparentes de players que estão no mesmo lugar que você.

Um mundo fascinante

Junte tudo isso a um mundo vasto e orgânico, consistente e repleto de segredos e inimigos desafiadores. O stealth, introduzido em Sekiro também está aqui, para fugir, se esconder ou emboscar inimigos poderosos e não é muito exigente neste aspecto, apesar de que agora há até inimigos com cornetas para chamar o resto do pessoal para te atacar, e acredite, os inimigos desse jogo não desistem tão facilmente de te perseguir.

Outro grande astro é o Torrente, seu cavalo que pode ser invocado e proporcionando uma exploração até mais vertical em alguns momentos.

As batalhas em cima do cavalo também mudam completamente o estilo de jogo, dando mais uma nova forma de movimento e dano ao ataque da sua arma.

Para auxiliar a exploração pela primeira vez a FromSoftware trouxe um sistema de navegação por mapa, que inclusive é bem intuitivos e você pode se teletransportar aos lugares de graça já acionados marcados por bolinhas amarelas a qualquer momento (a menos que você esteja preso em uma dungeon).

Há lugares dos mais vários tipos, campos abertos, florestas, lagos, montanhas geladas, montanhas vulcânicas e até lugares devastados pela toxicidade com verdadeiros pântanos venenosos ou com um status pior e mais urgente, a temida podridão escarlate, que funciona como um veneno super rápido e é possível morrer em questão de segundos.

Há também maneiras de contornar isso, além de vários vendedores com os mais diversos itens, Elden Ring ainda conta com um eficaz sistema de criação de itens a partir de recurso obtidos pelo mapa, o crafting, que também traz uma nova campada de complexidade e qualidade de vida ao jogo.

A atmosfera do jogo é realmente marcante, e a já conhecida riqueza de detalhes em todos os cenários de Miyazaki e sua equipe estão aqui, já que a narrativa é contada muitas vezes através dos cenários, descrições de itens e diálogos com personagens.

Não é muito claro para o jogador qual foi exatamente o papel e participação do George R. R. Martin e o que foi feito pelo Hidetaka Miyazaki. Em tese ele foi chamado para auxiliar na construção do mundo e sua lore, e algumas referências nórdicas podem ter sido trazidas por ele já que não se via muito desse teor nos seus jogos anteriores. De qualquer forma, os diálogos e acontecimentos do jogo no deixam plenamente satisfeitos em um mesmo nível de refinamento.

Ponha tudo isso combinado a uma trilha sonora fenomenal e épica, que traz o tom do jogo a outros patamares e lutas contra chefes que tem tudo para serem comentadas por anos, pela genialidade e desafio.

Até o momento, estou com pouco mais de 100 horas de jogo, e se eu conseguisse parar de jogar este review deveria ter saído mais cedo.

Há tanto a explorar, a ser recompensado, a se frustrar e descobrir como contornar obstáculos, que tenho certeza que ainda há muitas horas me aguardando, e o jogo brinca com a sua dopamina assim como os anteriores. Derrotar um chefe complicado é tão satisfatório, descobrir um segredo, derrotar um acampamento cheio de inimigos e encontrar novos checkpoins, são tantas sensações que puxam mais o jogador que acabam deixando aquela maravilhosa sensação de quero mais, justificadas pelas minhas olheiras que percebiam, de repente, que já eram 3 horas da manhã quase toda noite após o seu lançamento.

É isso tudo mesmo?

O segredo de não sido ofuscado pelo próprio hype aqui acontece na entrega das promessas feitos pelos desenvolvedores, superando expectativas, no descobrimento de mecânicas ainda não anunciadas, que foram uma grata surpresa. É difícil dizer que seja a experiência mais acessível da From Software pois ela é aberta e possui explicações de tutorial melhor que os jogos anteriores mas é necessário dizer: O jogo é difícil, porém muito recompensante, e é necessária uma certa dedicação do jogador a se adequar à sua curva íngreme de aprendizado.

Até o momento presenciei alguns problemas de performance com eventuais quedas de frames (e com atualizações prometidos para corrigir tais problemas), que não chegaram a tirar o gosto da experiência.

Também é prometida atualização para suporte ao Ray Tracing em futura atualização. O jogo doi testado no PS5.

Nova 5/5 (Diamante)

Elden Ring pode não reinventar a roda, e nem se propõe a isso, mas executa com tanto esmero e refinamento tudo o que se promete, entregando aos jogadores mais do que elas pediam, indo até além de expectativas tão altas. Posso falar com tranquilidade que é definitivamente uma das melhores experiências que tive o privilégio de realizar no mundo dos videogames, e muita coisa ainda ficará na minha cabeça (quando eu finalmente conseguir parar de jogar, obviamente).

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Diabólicos expande a mitologia de The Boys de forma extraordinária

The Boys, série de humor ácido do Prime Video que possui duas temporadas, caiu no gosto popular e se transformou em um verdadeiro fenômeno devido a sua excelente qualidade. Piadas de baixo calão, gore (violência gráfica), história minuciosamente elaborada e personagens carismáticos são os fatores que contribuíram com o sucesso do seriado. Entretanto, o seu universo, apesar de rico, não era fortemente explorado como merecido. Até então, isso pode parecer uma dor, mas a Amazon usou a angústia ao seu favor e transformou aquilo que era uma incógnita em diamante. 

Anunciado sem aviso prévio há três meses, The Boys Apresenta: Diabólicos foi concebido com um único intuito: explorar mais afundo a mitologia dos personagens da Dynamite Entertainment. Todavia, felizmente Diabólicos usufrui de artimanhas delirantes para contar suas histórias antológicas, fazendo jus ao seu primeiro nome: The Boys. 

Com uma vasta equipe criativa, The Boys Apresenta: Diabólicos trás grandes nomes em sua produção interna, tais quais como Seth Rogen, Awkwafina, Justin Roiland e Andy Samberg, que servem com peças centrais e únicas para a criação de cada episódio. 

The Boys Diabolical finalmente mostra membro d'Os Sete que ficou de fora da série original
Reprodução: Prime Video.

Uma série de animação antológica que é um spin-off de The Boys ambientada no mesmo universo do seriado original, Diabólicos explora um mundo onde os super-heróis abraçam o lado mais sombrio da fama, centrando-se num grupo de vigilantes, conhecidos como The Boys, que se propõe derrubar, precisamente, super-heróis corruptos.

Por se tratar de uma antologia, as mentes por trás The Boys Apresenta: Diabólicos possuem uma vasta liberdade criativa, podendo levar cada história para uma jornada alucinógena nunca antes explorada em qualquer filme ou série. 

São oito capítulos no total, que não se amarram em um universo já estabelecido para narrar seus os  contos. Cada episódio apresenta um ponto de vista diferente perante o mitologia de The Boys. As histórias inovadoras e nem um pouco enjoativas de Diabólicos prendem o telespectador até os seus últimos segundos. Nada se repete ou é parecido dentro da obra, trazendo estilos de animações para todos os gostos. 

As durações dos capítulos oscilam entre quatorze e treze minutos, sendo essenciais para determinar o que está eles estão apresentando. Seus ritmos também não deixam a desejar, uma vez que não se apressam devido a sua curta durabilidade, mas também não se delongam com a intenção de tirar leite de pedra. 

The Boys: Diabolical review: Here's how gross Amazon's spinoff really gets - Polygon
Imagem do terceiro episódio intitulado de Eu sou seu Traficante.

Diabólicos não apresenta um episódio melhor que o outro, e muito menos, um pior que o outro. Todos os fragmentos, apesar de únicos, mantém a mesma linha de qualidade. É perceptível o cuidado que o Prime Video teve ao decidir produzir a série, quando ela poderia facilmente cair em seu próprio limbo de banalidade por se tratar de uma antologia. 

A criatividade entrelaçada com o seriado é o seu ponto chave. Há diversas causas inovadoras e mitológicas que o espectador sequer sonha que The Boys Apresenta: Diabólicos aborda. Se distanciando de outras produções corriqueiras, algumas revelações bombásticas não são apresentadas em seu prelúdio ou epílogo, mas sim, ao decorrer que os capítulos avançam em suas tramas. 

A ótima experiência que Diabólicos traz é apresentada antes mesmo de suas fábulas sequer serem iniciadas, e Terror, o cachorro de Billy Bruto, é o responsável por isso. Sem mais detalhes que para futuras experiências não sejam estragas, muitos abriram um sorriso quando forem presenciar os atos de Terror. 

Diabólicos não se difere de The Boys ao contar com críticas sociais em sua composição. Entretanto, o derivado opta por apresentar temas importantes de formas mais cômicas com um pouco de drama, provando que é possível ”arrancar” pensamentos mais íngremes diante de quem estiver assistindo a respeito de temas que afetam a sociedade moderna constantemente.

Confira a lista de episódios de Diabólicos, a animação de The Boys - NerdBunker
Imagem do segundo episódio intitulado de Um curta animado onde alguns super zangados matam seus pais.

Diabólicos é um admirável começo para a expansão de The Boys, no qual mantém a sua essência ao mesmo tempo que introduz elementos originais. Com a vastidão que Diabólicos carrega, há a possibilidade do seriado animado ter temporadas infinitas sem se perder dentro de si mesmo. 

Nota: 5/5

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Cinema

The Flash e Aquaman 2 são adiados, Shazam! 2 é adiantado

A Warner Bros. Pictures revelou novas datas de lançamentos de seus filmes da DC Comics. A informação é do The Hollywood Reporter.

The Flash, que chegaria em 04 de Novembro de 2022, agora irá estrear em 23 de Junho de 2023. Já, Aquaman and the Lost Kingdom, que teria o seu lançamento em 15 de Dezembro de 2022, terá a sua estreia em 17 de Março de 2023.

Entretanto, a maior supressa fica por conta de Shazam! Fury of the Gods, que teve à sua chegada nas telonas adiantada! Originalmente previsto para Novembro de 2023, agora, ele abrirá nos cinemas em 16 de Dezembro de 2022. 

Os motivos das mudanças não foram reveladas. Todavia, após Shazam! Fury of the Gods finalizar as filmagens antes do prazo estabelecido, e posteriormente, contar com reações extremamente positivas em suas sessões testes, pode ter feito a Warner adiantar sua data de estreia. Fury of the Gods enfrentará Avatar: The Way of Water nas bilheterias, dado que ele chega apenas um dia após o blockbuster de James Cameron produzido pela 20th Century Studios.

Wonka e Meg 2 também tiveram os seus lançamentos nas telonas divulgados. São eles respectivamente: 15 de Dezembro de 2023 e 04 de Agosto de 2023. Atualmente, é um dos maiores estúdios Hollywoodianos do mundo.

Warner Bros. é uma produtora e distribuidora estadunidense de filmes e entretenimento televisivo. Foi fundada em 4 de abril de 1923 pelos irmãos Warner. 

Shazam! 2: Elenco, estreia e tudo que sabemos sobre o filme da DC [LISTA] · Rolling Stone
Reprodução: Warner Bros. Pictures.

Mais informações a respeito dos vindouros filmes da DC devem ser revelados no evento online e gratuito DC Fandome 2022. Batgirl, que dependerá do Batman de Michael Keaton (que retornará primeiro em The Flash) também deve sofrer alterações em sua data de lançamento. Atualmente, a obra está sendo gravada na Europa e será exclusiva do HBO Max.

Homem-Hora, Mulher-Elástica e Zatanna seguem sem previsão de estreia. Besouro Azul, que seria exclusivo do HBO Max, continua marcado para chegar nos cinemas em Agosto de 2023. 

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Cinema

Adão Negro é adiado para Outubro de 2022 pela Warner Bros.

Através de um vídeo postado em seu perfil no Instagram, Dwayne Johnson anunciou o adiamento de Adão Negro pela segunda vez. 

Originalmente previsto para chegar em Dezembro de 2021 e posteriormente adiado para Julho de 2022, agora, Adão Negro será lançado nos cinemas em 21 de Outubro deste ano (2022). 

A data do filme está perto de outras duas produções, são elas: The Flash (04 de Novembro de 2022) e Aquaman and the Lost Kingdom (15 de Dezembro de 2022). Ainda é uma incógnita o destino dessas obras. 

 

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DC Liga dos Superpets também sofreu o seu segundo adiamento. Originalmente previsto para 21 de Maio de 2021 e posteriormente planejado para chegar aos cinemas em 19 de Maio de 2022, agora, o longa-metragem animado fará a sua estreia nas telonas em 29 de Julho (2022). 

Os motivos de ambas as alterações de datas não foram divulgados. Entretanto, com o sucesso de Batman, especula-se que a Warner decidiu manter os seus filmes com uma janela mais longa nos cinemas. 

O elenco de Adão Negro é formado por Dwayne Johnson (Adão Negro), Noah Centineo (Esmaga-Átomo), Sarah Shahi (Ísis), Pierce Brosnan (Senhor Destino), Quintessa Swindell (Cyclone), Aldis Hodge (Gavião Negro), Marwan Kenzari, Uli Latukefu, Jalon Christian e Bodhi Sabongui.

Já, o cast de Superpets é composto por Dwayne Johnson (Krypto), John Krasinski (Superman), Keanu Reeves (Batman), Kevin Hart (Ace), Diego Luna (Ch’p), Kate McKinnon, Ben Schwartz, Marc Maron (Lex Luthor), Vanessa Bayer (PB), Thomas Middleditch e Natasha Lyonne (Merton).

DC LIGA DOS SUPERPETS - Trailer Oficial Dublado - YouTube
Reprodução: Warner Bros. Pictures.

Adão Negro é o filme solo do anti-herói, baseado no personagem em quadrinhos Black Adam (Dwayne Johnson) da DC Comics, grande antagonista de Shazam!, tendo no longa, sua história de origem explorada, e revelando seu passado de escravo no país Kahndaq. Nascido no Egito Antigo, o anti-herói tem super força, velocidade, resistência, capacidade de voar e de disparar raios. Alter ego de Teth-Adam e filho do faraó Ramsés II, Adão Negro foi consumido por poderes mágicos e transformado em um feiticeiro. Grande inimigo de Shazam! nas HQs, apesar dele acreditar em seu pontecial e, inclusive, oferecê-lo como um guerreiro do bem, Adão Negro acaba usando suas habilidades especiais para o mal. O anti-herói em busca de redenção ou um herói que se tornou vilão, pode ser capaz de destruir tudo o que estiver pela frente – ou de encontrar seu caminho. Diz a sinopse de Adão Negro.

DC Super Pets acompanha Krypto o Supercão e Superman, amigos inseparáveis, compartilhando os mesmos superpoderes e lutando contra o crime em Metrópolis lado a lado. Afirma a sinopse de DC Liga dos Superpets.

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Anime Cultura Japonesa

Symphogear: Um ponto dentro e fora da curva do Tokusatsu

Sei que falar de Tokusatsu no Brasil é como querer cutucar formigueiro, mas vamos lá:

Existe uma discussão acalorada sobre o que é ou o que pode ser chamado de “Tokusatsu“, especialmente quando se tratando de animações. O termo, em sua origem, é intrinsecamente ligado ao live-action, e por isso, muitos têm receio de usá-lo para mídias animadas. Mas, sejamos sinceros: O “Toku” já é algo tão grande, que transcende definições ou classificações. Afinal, o próprio conceito taxonômico de gêneros e demografias é falho. Mas isso é conversa pra outra hora.

O ponto que eu quero chegar é: Mais do que apenas live-actions com muitos efeitos especiais, Tokusatsu se tornou um estilo de ficção. Existem características, ferramentas de roteiro e conceitos que são inseparáveis do que torna um Tokusatsu… bem, um Tokusatsu. Cada pessoa terá uma opinião diferente sobre quais pontos são mais importantes, mas um guarda-chuva que parece cobrir todos eles é que a coisa precisa ser, em sua essência, “massavéio“. É uma diversão absurda. Um entretenimento “pobre” no sentido de não precisar se esforçar para ser complexo ou elaborado. Sua fórmula é simples: Ser irado e ser maneiro, e apenas isso.

Captura de tela do episódio 3 da quarta temporada de Symphogear
Os golpes especiais são parte essencial do que faz um Tokusatsu ser divertido. E Symphogear dá o destaque que eles merecem. (Reprodução: Crunchyroll)

Quando olhamos para a animação (em especial os animês, mas podemos abranger para todo tipo), o panorama é outro: Não é “necessário” o uso de “efeitos especiais” para gerar os efeitos especiais que existem nos Tokus. A maravilha da arte é justamente você poder criar aquilo que é impossível – ou muito difícil – na realidade, pois no desenho, tudo pode acontecer.

Isso é uma faca de dois gumes para animês que queiram “ser Tokusatsu“, porém. De um lado, sair das limitações físicas do mundo real te dá uma liberdade muito maior para ser o mais exagerado possível. É uma oportunidade de simplesmente causar o maior estardalhaço que puder sem pensar nas consequências de seus atos. Por outro lado, parte do charme do Tokusatsu é justamente suas limitações técnicas. Os movimentos supérfluos, as faíscas voadoras e as coreografias desengonçadas contribuem para a atmosfera geral.

Mesmo assim, eu ainda acredito que com um pouco de boa vontade, a fórmula funciona em animês. E com um clássico exemplo de coisas que somadas se tornam mais do que a soma de suas partes, um show animado com essas características pode criar combinações únicas, ao trazer coisas mais comuns de sua mídia para agregar na já comprovada receita de sucesso dos Tokusatsus.

Tirinha com capturas de tela do episódio 11 da primeira temporada de Smyphogear
Esse tipo de interação super brega? É um clássico dos Tokusatsus, e Symphogear está lotada delas.

E é com esse ponto que eu posso começar a falar de Symphogear: Certamente um nome que você já ouviu, caso seja uma pessoa que se aventura pelos meios das animações japonesas, esse show é, ao menos pra mim, o epítome da junção “estereótipos de animê” com “porradinha formulaica de Tokusatsu“. E como um fã das duas coisas, fica fácil entender onde eu quero chegar com isso.

A sinopse da primeira temporada segue abaixo, em tradução-livre:

Duas cantoras, Tsubasa Kazanari e Kanade Amo, conhecidas como a dupla “Zwei Wing”, lutam contra uma raça alienígena conhecida como “Noise” usando armaduras chamadas “Symphogear”, que usam o poder da música para anular as enormes capacidades destrutivas dos Noise. Porém, Kanade se sacrifica para proteger uma garota chamada Hibiki Tachibana, que acaba com fragmentos da relíquia Symphogear de Kanade, “Gungnir”, presos em seu peito. Dois anos depois, Hibiki desperta os poderes dos fragmentos da Gungnir que estão dentro dela, ganhando a mesma armadura Symphogear que Kanade usava. Com o poder das canções, Hibiki e suas colegas devem usar os Symphogear para lutar e proteger os inocentes contra aqueles que querem usar os Noise para o mal. (Tradução-livre, versão em inglês obtida na Wikipedia)

Tema musical, com cantoras famosas interpretando personagens com o intuito de vender CD mais tarde? Uma das jogadas de marketing mais clássica da mídia; Elenco majoritariamente feminino, com designs excessivos e roupas sexy? Mais comum do que você imagina; Ambientação escolar, onde o destino do mundo acaba nas mãos de adolescentes? Apenas uma quarta-feira qualquer. Esses são apenas alguns tropos extremamente normais de se encontrar em animês, que ganham uma nova perspectiva ao serem mesclados com as sequências de transformação, com as hordas de inimigos cartunescos e interações com vilões que desejam destruir ou dominar o mundo com algum plano mirabolante e que sempre foge após um embate.

Captura de tela do episódio 1 da terceira temporada de Symphogear
Pode ter certeza que “vilões com planos mirabolantes” é o que não falta em Symphogear. (Reprodução: Crunchyroll)

A maestria com que Symphogear utiliza suas ferramentas para gerar um conteúdo que é o mais puro suco de massavéio chega a ser impressionante. As músicas não são meros instrumentos de mídia, mas fazem parte integral das batalhas e do desenvolvimento, gerando momentos de intensidade e adrenalina ao ouvir uma parte da letra ser gritada ao atacar um adversário, ou a cantora fraquejar ao receber um golpe. Toda a ambientação é brega e absurda, compensando a “perda” que a troca para animação causa com história, plot twists e interações entre personagens.

Com um bom equilíbrio entre os dois lados da balança, Symphogear consegue ser Tokusatsu o suficiente para que mesmo quem odeia animê possa se entreter, apesar de toda a “baboseira de desenhos japoneses” que ele trás. Ao mesmo tempo, ele é extremamente animê, ao ponto que uma pessoa que nunca teve contato com Tokusatsu na vida irá se sentir em casa no meio de coisas tão familiares. É um balanço que permite um tipo de público ser suportado pelo outro, para que ambos tenham algo para aproveitar.

Captura de tela do episódio 9 da segunda temporada de Symphogear
Eu precisava de uma desculpa para colocar a Chris nessa postagem, então vamos dizer que ela comendo macarrão é um exemplo do que eu acabei de dizer. (Reprodução: Crunchyroll)

Outro ponto de contenção para fãs de Tokusatsu é a duração de suas séries: As mais modernas costumam ser anuais, com uma grande quantidade de episódios para acompanharmos não só as lutinhas bregas, como o crescimento das personagens e a progressão da história. 

Symphogear acrescenta algo a mais nesse aspecto: Com cinco temporadas (totalizando 65 episódios), sendo a primeira lançada em 2012, até a mais recente, que aconteceu em 2019, progredir nos episódios não é apenas uma questão de avanços de roteiro, mas também um avanço técnico. Com cada temporada, a qualidade da animação, das músicas, das sequências de transformação e de combate vão crescendo, te dando uma nova camada de sensação de desenvolvimento. Ver a qualidade dos episódios finais te faz chorar de emoção, ao lembrar de onde viemos, e sussurrar um “Veja só até onde as minhas garotas chegaram… Que orgulho…“. N-Não que eu tenha feito isso, é claro…

Ainda sobre crescimento, acredito que o maior mérito de Symphogear esteja na sua falta de bom senso. E eu digo isso como um ponto positivo! Com as claras inspirações em Tokusatsu, a primeira temporada não se importa em ser uma história coesa, focando todos seus esforços na “Rule of Cool” (ou, como eu gosto de dizer, “ser do balacobaco“), e criando um universo propenso ao absurdo. Não ter a menor ideia de o que pode acontecer a seguir, pois literalmente qualquer coisa é plausível e nada está além dos limites do show, cria uma tensão que te prende à tela o tempo inteiro. E conforme a franquia cresce, ela consegue criar uma narrativa cada vez mais interligada e intrinsecamente conectada, sem abrir mão de ser brega e absurda.

Captura de tela do episódio 2 da quarta temporada de Symphogear
Eu amo como Symphogear tem completo domínio sobre o absurdo que é a própria série, permitindo que façam meta-comentários como esse não destoar da narrativa dentro de contexto. (Reprodução: Crunchyroll)

Essa predisposição de quebrar expectativas é algo que, do meu ponto de vista, faz com que Symphogear atraia fãs de Tokusatsu que tem a breguice e o massavéio como preferências. É diferente de algo como Pretty Cure, que é outra franquia animada totalmente Tokusatsu, mas que se foca em seguir a fórmula e ter lutinhas maneiras, o que pode atrair um outro público de fãs de Toku.

Palavras não são suficientes para descrever a experiência surreal de assistir Symphogear. Mesmo com uma postagem desse tamanho, eu não sinto que estou fazendo justiça ao espetáculo audiovisual que é a quintessência das coisas que fazem um fã de animê gostar de animê, e um fã de Tokusatsu gostar de Tokusatsu. Embora acredite do fundo do meu coração que vale mais do que isso, ao tentar ser imparcial e analisar não só a obra como um todo, mas também os pré-requisitos para aproveitá-la, a nota do redator para Symphogear é 4,5/5,0.

E também temos várias músicas iradas da Nana Mizuki. Você gosta da Nana Mizuki, não gosta? Todo mundo gosta dela.

Você pode assistir todas as temporadas de “Symphogear” na plataforma de streaming Crunchyroll, com legendas em português.